domingo, 16 de novembro de 2008

Comportamento agressivo e vingativo na escola: Bullying

Imagem capturada da Internet


Na última sexta-feira (14/11), eu recebi os trabalhos sobre Bullying dos alunos da turma 602 da rede estadual (E.E. Assis Chateaubriand). Alguns tiveram dificuldades em razão do referido tema ser encontrado, basicamente, através da rede.

Acredito que, tal como as escolas onde atuo, há escassez de material bibliográfico a respeito do Bullying nas Salas de Leitura e/ou Bibliotecas.

Em compensação, a Internet abre um leque de sites que tratam o assunto. Eu mesma já postei neste espaço um artigo sobre a temática, inclusive, com indicação de fontes de pesquisa, o qual foi informado a todos.

Mas, aí vamos encontrar um outro empecilho: a falta de acesso a um PC e, necessariamente, que este esteja conectado à Internet.

A maioria dos nossos alunos, da rede pública (estadual e municipal), não tem acesso a estas tecnologias e este fato dificulta muito a ampliação do conhecimento e a oportunidade de formar pesquisadores na rede.

O tema Bullying surgiu em razão do nível de intolerância que as relações inter-pessoais chegou com uma parcela significativa de alunos da turma 602.

Na semana passada, eu chamei atenção da turma a respeito da gravidade da situação e, diretamente, com alguns alunos.


Imagem capturada da Internet

O trabalho caiu como uma exigência e, também, como um ponto de apoio para as discussões e reflexões.

Há uma diferença muito grande entre os dois grupos de alunos que tenho, do sexto ano, nas duas escolas em que trabalho. A diferença não perpassa no nível da rede de ensino, público, tendo em vista que uma é estadual e a outra é municipal (Prefeitura do Rio).

Na verdade, a diferença recai no trabalho desenvolvido com eles, ao longo dos anos, sob uma mesma proposta pedagógica. Acredito, eu!

Vou especificar melhor! A escola da rede municipal, E.M. Dilermando Cruz, localizada em Bonsucesso, município do Rio de Janeiro, a quase totalidade dos alunos do sexto ano (antiga 5ª série) é proveniente da mesma Unidade Escolar, uma vez que a mesma oferece desde o Ensino Infantil até o Terceiro Ciclo de Formação.

Já a minha escola da rede estadual, E.E. Assis Chateaubriand, localizada no bairro Cidade dos Meninos, município de Duque de Caxias, a oferta se restringe apenas ao ensino do sexto ao nono anos. Sendo assim, a totalidade dos alunos do sexto ano (a exceção dos alunos retidos) é procedente de outras Unidades Escolares, distintas entre si e da nossa escola em termos de prática e política pedagógica.

Mediante a isso, percebe-se – desde o início do ano - um quadro de indisciplina e uma grande dificuldade em uniformizar certos hábitos aos mesmos.

Algumas pessoas podem atrelar tal situação à questão da localização geográfica de ambas as escolas (municípios Rio de Janeiro x Duque de Caxias), mas não acredito
ser.
Por experiência própria e diante da minha situação posso afirmar que, de uma forma geral, a relação aluno x professor na rede estadual se dá com maior respeito.

Razões a parte, o que importa é que o tema necessita ser trabalhado, pois o comportamento dos alunos entre si (suas relações interpessoais) agravou de tal forma que ficou insustentável.

Além da conversa, do trabalho e de uma próxima discussão, eu solicitei que os alunos refletissem em casa sobre a nossa conversa e todo o ocorrido, no final de semana (a passada) e que, na segunda feira (10/11), trouxessem - em um papel com identificação do autor - o nome do (a) aluno (a) que eles gostariam que houvesse uma maior proteção do Anjo de Guarda.

Utilizei a concepção de Anjo de Guarda, porque tanto os alunos católicos quanto os evangélicos acreditam na sua existência, evitando assim quaisquer problemas de ordem de intolerância religiosa.

A data da entrega do trabalho sobre Bullying foi na sexta-feira (tempo maior para a pesquisa na Internet).

Não vou poder colocar, neste momento, o resultado da dinâmica do Anjo de Guarda, pois ainda iremos discutir. Só posso adiantar que a minha explanação na sala de aula, no dia do ocorrido, parece que surtiu efeito.

Bom, espero que sim! Espero que eles, realmente, tenham refletido e chegado à conclusão do quanto procederam de maneira errada com o outro e com os outros.

Bullying é um tema que deveria ser tratado de forma mais efetiva nas escolas, ainda mais que a inversão de valores e a perda do senso comum de socialização estão colocando em riscos a própria convivência entre eles e, com certeza, em sociedade.



Imagem capturada na Internet

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