segunda-feira, 2 de março de 2009

Pedofilia em Catanduva, São Paulo

02/03/09 - 18h33 - Atualizado em 02/03/09 - 19h16

 
Crianças reconhecem mansão de suposto pedófilo em Catanduva

Pai de uma menina disse nesta segunda que ela deu detalhes da casa. Senador da CPI da Pedofilia vai voltar à cidade para ouvir envolvidos.

Carolina Iskandarian Do G1, em Catanduva

O pai de uma das supostas vítimas de pedofilia em Catanduva, a 379 km de São Paulo, contou nesta segunda-feira (2) que a filha reconheceu a mansão onde teria sido levada e sofrido abuso sexual. Além dela, mais dois menores participaram do reconhecimento do imóvel.

A menina, que tem 8 anos, está entre 24 crianças que a Justiça calcula serem vítimas de uma suposta rede de pedofilia na cidade.

Localizada no bairro Jardim do Bosque, área nobre de Catanduva, a mansão pertenceria a um médico, cuja participação no possível esquema de abuso contra os menores está sendo investigada. “A minha filha do meio reconheceu a mansão e a outra casa mais simples”, contou o pai, que tem 42 anos e trabalha como autônomo. Com receio, ele se identificou apenas como José.

Segundo o relato do pai, a filha teria reconhecido mais um imóvel, na mesma rua, para onde as vítimas eram levadas. Ele disse que seu filho de 10 anos e a filha de 5 também sofreram violência sexual.Reunião no fórumNa tarde desta segunda, o senador Magno Malta (PL), que preside a CPI da Pedofilia, esteve no fórum da cidade para conversar com a juíza do caso e depois se reuniu com um grupo de mães das crianças que teriam sido abusadas. Ele afirmou que vai voltar a Catanduva na semana que vem com pelo menos mais três senadores da CPI para ouvir os envolvidos – entre vítimas e supostos participantes da rede de pedofilia.

O objetivo da visita é saber como estão as investigações. “Sou solidário à causa de vocês e vamos trabalhar para fazer Justiça”, afirmou Malta a um grupo de mães que dizem que seus filhos foram vítimas de pedófilos. Assim que chegou, antes mesmo de entrar na sala da juíza, o senador pediu um levantamento das famílias que necessitam de assistência. Até agora, dois homens estão presos e há dois adolescentes detidos por suspeita de participação no caso. Um outro rapaz de 19 anos foi solto no fim de semana por falta de provas.

Sigilo no processo

O Ministério Público (MP) de São Paulo pediu nesta segunda sigilo no processo. O objetivo é “preservar a intimidade e a integridade moral das pessoas envolvidas, principalmente das crianças e adolescentes vítimas”, segundo informou o MP em nota no início da tarde. Existem dois inquéritos abertos sobre a suposta rede de pedofilia. Um já foi transformado em processo, porque os promotores denunciaram dois homens, e está na 1ª Vara da Infância e Juventude de Catanduva. O outro inquérito ainda está em andamento na Polícia Civil. Ele foi aberto porque as mães das crianças informaram que havia mais vítimas e outros criminosos no caso.

Reportagem Retirada, na íntegra, do Portal G1: Globo.com

Um comentário:

Maiara disse...

Olá professora,sou da turma 1801.Realmente o número de casos de pedofilia no Brasil,infelizmente vem aumentando cada dia que se passa.A maioria dos pedófilos agora não só abusam sexualmente,mas também fazem outros tipos de maldade,como por exemplo:dopar a criança ou adolescente,forçar o uso de drogas,dentre outros.A maioria das vítimas acabam não contando o ocorrido para os pais nem para a polícia,por medo do pedófilo poder se vingar da família.Infelizmente não podemos acabar com essa situação,mas podemos evitar o máximo para que não continue se agravando,devemos tomar todos os cuidados necessários;não conversar com estranhos,tomar muito cuidado com quem conversamos na internet,e até mesmo o convívio com familiares e amigos próximos.