quarta-feira, 27 de maio de 2009

República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte)

Localização Geográfica - Imagem capturada da Internet


A República Democrática Popular da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte, é um país localizado no norte da península da Coreia, na região leste do continente asiático.


Península corresponde a uma ponta de terra continental que avança sobre o maior. A Coreia do Norte ocupa cerca de 55% da respectiva península, cuja extensão é de 1 100 km a partir do continente asiático.
 
A península aparece dividida na altura paralelo 38° N, ao Norte desta linha imaginária se localiza a Coreia do Norte e ao Sul desta temos a Coreia do Sul.
 
A península da Coreia faz fronteira, a oeste, com o mar Amarelo e a baía da Coreia; a leste com o mar do Japão; ao norte com terras da Coreia do Norte e a sul, com o estreito Tsushima e o mar da China Meridional.
 
A Coreia do Norte vem, ao longo dos anos, sendo destaque nas mídias em função do seu Programa Nuclear e a sua posição contrária às Resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com realizações de testes atômicos.
 
Como é um país muito fechado, sob total controle do governo, muitas informações oficiais não são fornecidas e muito menos imagens. De acordo com alguns registros até o telefone celular é proibido no país.
 
Aproveitando toda esta discussão acerca dos testes atômicos, no último dia 25 de maio, estou disponibilizando alguns dados sócio-econômicos e históricos do referido país.
 
Nome Oficial: República Democrática Popular da Coreia (Choson-minjujuui-inmin-konghwaguk) ou Coreia do Norte;
 
Localização Geográfica: Continente asiático. O país se encontra situado no hemisfério norte oriental;
 
Fronteiras: China e Rússia (ao Norte); Coreia do Sul (ao Sul); Mar do Japão (a Leste) e Baía da Coreia (a Oeste);
 
Área: 120.540 km²;
 
Bandeira:
 
Imagem capturada da Internet



Brasão:
Imagem capturada da Internet

 
Capital: Pyongyang (maior cidade e maior centro industrial do país);
 
Divisão político-administrativa: nove Províncias e duas cidades especiais;
 
População: 23.866.883 habitantes (2008);
 
Gentílico: norte-coreano;
 
Composição étnica: não apresenta uma grande diversidade;
 
Idioma Oficial: coreano;
 
Moeda: won norte-coreano;
 
Governo: República Socialista;
 
Líder do Governo: Kim Jong Il (1994 até hoje). Este assumiu o poder após a morte de seu pai, Kim Il Sung, em 1994, considerado o “eterno presidente”;



Kim Jong Il (atual presidente da Coreia do Norte)


Independência: do Japão, em 15 de agosto de 1945;
 
Religião: confucionista, minoria budista, cristianismo e chundo kyo (religião coreana) são praticados sob intensa vigilância por parte do governo;
 
Principais Cidades: Pyongyang (capital e maior cidade do país), Kaesong (no sul), Sinuiju (Noroeste), Wonsan e Hamhung (Leste) e Chongjin (Norte);
 
Economia: sua economia caracteriza-se aos moldes soviéticos, ou seja, economia planificada. Esta se encontra vinculada à produção industrial de base, além de produtos agropecuários.
 
Por ser socialista vem sofrendo dificuldades econômicas desde o fim da antiga União Soviética, em 1991. Depois de meio século de autarquia, o país passou por sérias dificuldades sócio-econômicas, desde 1996, com elevado número de pessoas passando fome, que resultou em aproximadamente dois milhões de mortos.
 
Atualmente, 80% da energia e 20% dos alimentos do país são procedentes da China;
 
PIB per capita: Cerca de 600 dólares;
 
Dívida Externa: Cerca de 12 bilhões de dólares;
 
Exército: Em torno de um milhão de homens;



Parada Militar - Imagem capturada da Internet
 
História: Os antigos coreanos, habitantes da península da Coreia, descendiam de povos migrantes do centro e norte do continente asiático. A aliança de diversas tribos, sob o comando de Dan Gun, deu origem a primeiro reino da Coreia, datado de 2333 a. C. Dan Gun é considerado o “pai da civilização coreana”.
 
A Coreia sofreu constantes ataques da China até o início do século XX. Em 1910, a península foi invadida e transformada em uma colônia do Império Japonês, após a sua vitória japonesa contra a Rússia (1904 a 1905), já que ambos tinham interesse em expandir os seus domínios em áreas no continente.
 
Sob o domínio Japonês, os coreanos sofreram forte repressão militar e tiveram que aprender o idioma japonês na intenção de substituir a língua original.
 
Após a II Guerra Mundial (1945), a nova ordem mundial era bipolar, sob a influência de duas grandes potências – na época – os Estados Unidos (sistema capitalista) e a antiga União Soviética (sistema socialista). Cada qual se lançando para expandir a sua área de influência, isto é, do seu sistema político-ideológico. Ambas as superpotências passaram a disputar sobre os territórios que eram de dominação do Japão, que derrotado, não tinha como enfrentar o embate com as duas grandes superpotências.
 
A rendição do Japão em agosto de 1945 levou à divisão da península da Coreia em duas partes. Dividida na altura do paralelo 38° L, a antiga União Soviética (socialista) se instalou no norte da península, enquanto os EUA (capitalistas) ocuparam a região sul da mesma, dando origem à República da Coreia (Coreia do Sul).
 
Em 9 de setembro de 1948, foi proclamada a República Democrática Popular da Coréia, cujo líder, Kim II Sung, assumiu o cargo de primeiro-ministro.
 

Kim II Sung - Imagem capturada da Internet

Enquanto isso, a ameaça existente no mundo, com a chamada Guerra Fria, foi vivenciado diretamente na península sob o perfil de um barril de pólvora, visto que as duas nações, localizadas lado a lado, geograficamente, representavam sistemas político-ideológicos totalmente antagônicos e conflitantes. A tensão no mundo era grande e na península também.
 
Em 25 de junho de 1950, o exército da Coreia do Norte invadiu o território ao sul, dominando as bases militares da Coreia do Sul, dando início à Guerra da Coreia. Em poucas semanas, o exército da Coreia do Norte já havia dominado quase toda a península. Este conflito durou até 1953.
 
A fim de impedir a total dominação do sistema socialista na península, os EUA exigiram medidas mais enérgicas da ONU, inclusive, entrando no conflito com o uniforme da Organização Mundial.
 
Tanto os norte-americanos quanto os sul-coreanos conseguiram impedir os avanços dos norte-coreanos, principalmente, na cidade de Pusan, no extremo sul da península.
 
Com o apoio dos norte-americanos, os sul-coreanos tomaram o rumo para o norte e chegaram na fronteira da China (também socialista), motivo que levou o governo chinês a entrar na guerra.
 
Com a ajuda dos chineses, os norte-coreanos conseguiram empurrar as tropas adversárias para o sul. Eles recuperaram a cidade Pyongyang e, logo depois, retomaram novamente Seul.
 
Após constantes enfrentamentos, as tropas norte-americanas e sul-coreanas voltaram a conquistar Seul.
 
A guerra acabou no dia 27 de julho de 1953, quando foi assinado um acordo de armistício entre a ONU, o Exército da República Popular Coreana e os Voluntários da República Popular da China. Desde então, a Coreia do Norte e a do Sul são separadas por uma zona desmilitarizada (DMZ, sigla em inglês).
 
A guerra acabou com um saldo de 3 milhões de coreanos mortos e milhares desabrigados, além de cerca de 1 milhão de chineses e mais de 50 mil norte-americanos mortos.
 
Entre 1954 e 1961, o líder norte-coreano Kim II Sung assinou tratados de assistência militar com a antiga União Soviética e com a China.
 
Após os anos 60, a Coreia do Sul apresentou um notável crescimento econômico, tornando-se destaque entre as nações em desenvolvimento em pouco mais de três décadas. Em contrapartida, a situação sócio-econômica da Coreia do Norte estagnou.
 
Em 1972, Kim II Sung se tornou presidente vitalício da Coréia do Norte.
 
Após a sua morte, em 1994, seu filho, Kim Jong II, assumiu o poder que perdura até hoje. Esta passagem do poder entre eles (de pai para filho) fez do país uma espécie de “monarquia comunista”.
Com a extinção da antiga União Soviética, a partir dos anos 90, e o desmantelamento do antigo bloco socialista (leste europeu), seus antigos parceiros comerciais, uma crise financeira atingiu a Coreia do Norte. Além disso, fracassou a política de produção de alimentos para o consumo interno, implantado pelo ditador Kim Il-Sung.
 
No final dos anos 90, sob o comando de seu filho e sucessor, Kim Jong-Il, o país passou por períodos de extrema falta de comida, equivalente a muitas nações pobres do continente africano. A crise humanitária foi minimizada com doações externas.
 
 

Crianças norte-coreanas - Imagem capturada na Internet

Em razão do desenvolvimento de uma política militarista baseada em um polêmico Programa Nuclear e do seu isolamento em relação ao mundo (a exceção da China, a única aliada comercial), a Coreia do Norte tende a aumentar o empobrecimento de sua população.
 
E, agora, mais do que nunca, pois além de ter violado às resoluções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU ao realizar testes atômicos, a posição da China não é de uma relação amigável.
 
Como sua parceira comercial, a China já cobrou que a Coreia do Norte cumpra a sua promessa de desnuclearização, cessando qualquer atividade que possa prejudicar a situação e as negociações com o Conselho de Segurança da ONU.
 
No entanto, o regime comunista tem utilizado ameaças de retrocesso na negociação como forma de mostrar a força da ditadura comunista e seu controle sobre o país.
 
 
Imagem capturada da Internet

Fontes de Pesquisa

. Brasilescola

. Folha OnLine

. Globo.Com

. Globo.Com

. Mundi-Seu buscador de Viagens

. Países@IBGE

. Wikipedia



Imagens capturadas da Internet a guisa de ilustração



Parada Militar (Governo de Kim II Sung)

Estátua de Kim II Sung - O Eterno Presidente

Capital da Coreia do Norte: Pyongyang

Estação do Metrô

Hotel Ryugyong, o mais alto do mundo, com 105 andares


Mulher no Exército


Península da Coreia

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