sábado, 16 de maio de 2009

Xenofobia no Futebol


Posso dizer que nestes últimos dias, duas notícias me deixaram bastante feliz.

A primeira tem a ver com a posição e reação de Zico, técnico do CSKA, diante das manifestações de xenofobia (aversão ao imigrante/novo racismo) da torcida do Dínamo de Moscou durante o jogo para a final da Copa da Rússia.

Sou flamenguista e os meus maiores ídolos do time sempre foram o Zico e o Bebeto. Em razão disso e por sua postura anti-racista, muito digna de uma pessoa de seu perfil, é que estou comentando aqui.


As provocações da torcida do Dínamo de Moscou foram para o atacante nigeriano Ouwo Moussa Maazou, 21 anos, que não aguentou a pressão e foi substituído aos 28 minutos do jogo.
  • Atitudes destas, totalmente, desrespeitosas não são raras na Europa, como muitos têm conhecimento. Compactuo com a opinião do Zico em não aceitar que este tipo de atitude ainda seja comum no século XXI.

Foi a primeira vez que eu presenciei em campo uma atitude racista. Lamentavelmente, grande parte dos adeptos do Dínamo gritaram e imitaram macacos uma boa parte do tempo. Maazou ficou bastante afetado, sentiu-se ofendido e não conseguiu jogar. Tentei puxar por ele, mas ele parava a discutir com as bancadas(Zico).


Muitos brasileiros, que foram jogar futebol em países europeus também foram vítimas de torcidas xenófobas.

Diante do avanço da extrema-direita em muitos países europeus, seus partidários procuram atribuir a responsabilidade à presença de estrangeiros em relação ao aumento dos níveis de desemprego, da criminalidade, da protistuição etc.

Na verdade, é mais fácil responsabilizar uma minoria da população do que tentar compreender as raízes do problema atual. Que além de ser abrangente, é bastante complexo.

Os imigrantes estrangeiros são discriminados e tratados como concorrência indesejada para a população local. Contudo, estes - em geral - exercem atividades profissionais, que são desprezadas pelos nacionalistas.

Além disso, esquecem que os imigrantes sempre serviram de força à economia da grande maioria dos países europeus, os quais ficaram arruinados por causa de grandes conflitos internos (I e II Guerras Mundiais e outras). Estes vieram suprir o mercado de trabalho, cuja escassez de mão de obra já se caracterizava como fator negativo à economia face ao fenômeno do envelhecimento demográfico (taxa de natalidade baixas e altos índices de expectativa de vida).

A segunda foi tomar conhecimento que a matéria preferida do vocalista da banda Skank, Samuel Rosa, foi Geografia. Legal! Para saber mais, clique AQUI!


Pode parecer bobagem, mas fiquei feliz por saber. E eu também concordo com ele, que a música serve como um instrumento de aprendizado.

E é por acreditar nisso, que eu desenvolvi o Projeto Canto o quê não Silencia.

Embora, os alunos tenham me cobrado acerca do início do mesmo, talvez, ele não ocorra, este ano, em virtude dos Programas Acelera e Se Liga no atendimento aos alunos diagnosticados como Analfabetos Funcionais.

Eu, ainda, vou conversar com a Coordenadora Pedagógica acerca da falta de espaço e da possibilidades de encontrar outro local para que eu possa realizar os Encontros com os alunos.

3 comentários:

Tamiris [1801] disse...

Sobre a Xenofobia no Futebol , eu acho isso uma atitude ridicula, e ao mesmo tempo infantil. Onde já se viu, em pleno século vinte e um as pessoas ficarem imitando macacos no meio de um jogo de futebol por causa de um jogador.
Claro, o jogador ficou totalmente ofendido, quem não iria ficar .

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Sobre a segunda noticia, eu acho legal as pessoas da mídia se enteressarem por geografia, pois as vezes (quase sempre) eles não sabem nada.

E professora, música ajuda no emprendizado sim . Eu não sei se no dia que passou você viu, mais na Hannah Montanna mesmo ela faz uma música para lembrar dos ossos do corpo, e assim fazer a prova :)

O professor Roberto lá da escola também já fez isso, pena que ele não lembra a música toda. Fala sobre o amido, o trecho que ele nos falo foi : ' quando o amido entra na minha boca atravéz do pão, chega a amilase e já começa a digestão. '

Antônio Luis Cerquira Azevedo disse...

Xenofobia é coisa de quem não se garante, para tanto precisa, sente necessidade de colocar o diferente em posição inferior. No futebol ou em qualquer esporte para o torcedor é mais burrice ainda, pois o que mim interessa é o talento, o desempenho do profissional nas quatro linhas e conquistar título para o meu time.Como disse Martin Luther King Jr. ¨sonho com o dia em que as pessoas serão julgadas pelo seu talento, não pela sua cor¨

Marli Vieira de Oliveira disse...

Concordo com você, Antonio Luís Cerqueira Azevedo! Todas as formas de preconceito, independente de sua origem, traduz esta relação equivocada e infeliz que uma das parte é superior a outra. É preciso passar certos valores às crianças para que elas cresçam com pensamentos e atitudes nobres em relação às demais pessoas e, enquanto adultos, combater todas as formas de preconceito.

Obrigada por sua visita e comentário. Volte sempre!