domingo, 4 de outubro de 2009

Tufão, Terremotos e Maremotos: A Dinâmica da Terra não é estática

Desde a semana passada, o mundo está estarrecido com os fenômenos naturais que ocasionaram, destruição, mortes e um número elevado de desabrigados, quer pela passagem de tufões pelas Filipinas, quer pelos tremores que "sacudiram" diferentes países no mundo, inclusive, com formação de tsunamis.
 
Ambos os fenômenos, tufão e abalo sísmico, fazem parte da dinâmica da Terra, sendo o primeiro relacionado à dinâmica externa (fenômeno meteorológico), enquanto o segundo (terremoto e maremoto) à dinâmica interna.
 
De qualquer maneira, eles assustam pela intensidade, frequência e poder de destruição. Daí, a importância da Geografia - enquanto ciência humana - por enfocar a natureza, seus elementos e fenômenos em prol da humanidade.
 
Em junho passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a necessidade de se criar medidas de prevenção a desastres naturais. A ajuda não caberia apenas para a ocasião do desastre, mas também como medida para previnir o seu impacto, reduzindo - a longo prazo - o número de vítimas fatais.
 
O Coordenador de Operações de Emergência da ONU, John Holmes, sugeriu, no caso do combate às mudanças climáticas, que as verbas deveriam ser destinadas a fortificar hospitais e escolas, assim como na educação, visando a orientação em termos de sobreviver a crises.
 
De acordo com a referida Organização, em 2008, mais de 236 mil mortes foram provocadas por desastres naturais.
 
Holmes considera a China e Índia, os países mais vulneráveis. E eu, na minha humilde ignorância diante dos especialistas na área, estenderia à Bangladesh, região sudeste da Ásia e Pacífico.

TUFÕES
No final da semana passada, tempestades de quase 12 horas alagaram cerca de 80% da capital das Filipinas (Manila). Estas foram consideradas as piores inundações dos últimos 40 anos no país. O rastro deixado pela passagem do tufão Ketsana foi de mais de 277 vítimas fatais e 2,5 milhões de desabrigados.



Passagem do Tufão Ketsana nas Filipinas - Imagem capturada na Internet



Em consequência disso, o governo decretou estado de calamidade tanto na capital, Manila, como em outras 52 províncias.
 
Ainda tentando, com muitas dificuldades, se recuperar e voltar à normalidade após a passagem do Ketsana, ontem, outro tufão - denominado Parma - passou pelo país, causando mais destruição, desabrigados e mortes.
 
Contudo, ele teve menos força do que se temia, principalmente na costa oeste, desensamente povoada e bastante afetada pelo tufão Ketsana, na semana passada.
 
A preocupação das autoriades residia no fato dos reservatórios e represas ao redor de manila, capital das Filipinas, ainda estarem cheios e o sistema de esgoto se encontrar inundado com lama e lixo, trazidos pelo tufão Ketsana.
 
O tufão Parma foi classificado como o mais potente do país desde 2006. Morreram, pelo menos, 17 pessoas, a maior parte destas soterrada em consequência de dois deslizamentos na província de Benguet, a 250 Km ao Norte de Manila.
 


Passagem do Tufão Parma nas Filipinas - Imagens capturadas na Internet


Além dos tufões Ketsana e Parma, o país sofreu - hoje - às 18h58min (hora local nas Filipinas) um forte tremor de terra, de magnitude 6,6 na Escala Richter.
 
Seu epicentro foi localizado a 102 km de Cotabato, na ilha de Mindanao. De acordo com as notícias vinculadas a este evento, ainda não há informações sobre danos ou feridos.

Os desatres naturais ocorridos nas Filipinas, tufões e terremoto, como podemos ver, são de duas origens distintas que respondem pela dinâmica ambiental da Terra: uma meteorológica/atmosfera (externa) e a outra, tectônica/manto (interna).
 

Quanto aos abalos sísmicos (terremotos e maremotos) que ocorreram em outros países, o pior de todos foi o que atingiu o arquipélago de Samoa, na tarde do dia 29 de setembro, quando uma série de ondas gigantes (tsunamis) atingiram a Samoa Ocidental, o território estadunidense de Samoa Americana, várias outras ilhas e países da região.
 
No mesmo dia, mas horas depois, um outro tremor atingiu a costa da Indonésia, matando entre 100 e 200 habitantes. Foi grande a destruição.
 
No dia seguinte (30/09), dois tremores de terra foram sentidos, cada qual em um ponto extremo. Um deles abalou a região de La Paz, na Bolívia, com intensidade de 5,9 na escala Richter); o outro ocorreu em Sumatra, ilha da Indonésia, cuja magnitude foi superior, 7,6. Este terremoto provocou muita destruição em Pandang e, pelo menos, 200 mortes.
 
No dia 1º de outubro (quinta feira), pela manhã, dois fortes tremores atingiram a região da Indonésia e hoje (04/09), como já mencionei, outro terremoto aconteceu nas Filipinas.
 
Estas regiões afetadas pelos tremores de terra e maremotos se encontram localizados no chamado Círculo do Fogo, área de grande ocorrência de vulcanismo e terremotos. São áreas de encontro de Placas Tectônicas, que ocasionam um grau de instabilidade tectônica.
 
Hoje, no Fantástico, foi exibido uma reportagem com dois surfistas brasileiros que estavam, justamente, no momento da formação e da chegada do tsunami nas ilha Samoa. Vale a pena assistir, pois eles relatam - inclusive - o recuo da água, que antecede a formação da crista e do "estouro" da onda.
 
Foi observando desta mesma maneira que, no dia 26 de dezembro de 2004, a estudante inglesa, Tilly Smith, de 10 anos, conseguiu salvar muitas vidas em uma praia da Tailândia, no pior tsunami já registrado no Oceano Índico.
 
Eu sempre comento a respeito da atitude desta menina com os meus alunos, quando falo das Teorias da Deriva Continental e da Tectônica de Placas.
 
Segundo o quê já foi publicado a respeito desta, duas semanas antes do tsunami no Oceano Índico, a menina teve aula de Geografia sobre o tema e o seu professor exibiu um vídeo sobre um maremoto que ocorreu no Havaí. Ele ensinou o comportamento das águas, antes da chegada de um tsunami, ou seja, o seu recuo.
 
E, por isso e graças a esta aula de Geografia, Tilly Smith reconheceu os sinais de um tsunami. Ela alertou a sua família, que agiu em conjunto no salvamento de 100 pessoas (incluindo nestes, ela e sua família). O saldo desta tsunami foi terrível: cerca de 230 mil pessoas mortas em 11 países.
 
O vídeo abaixo foi apresentado no Fantástico.

Um comentário:

tania brugnago disse...

politicos sem coraçao nao fazem nada pra esse povo sofrido nao e possivel um governante poder viver sem piedade desse povo ,chega da nojo desses safados depois vao pra televisao falar em paz .