segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Data comemorativa: 20 anos da Queda do Muro de Berlim

Imagem capturada na Internet - Wikipédia


Como muitos sabem, inclusive, comentei na sala de aula desde a semana passada, hoje, muitos olhos do mundo se voltariam para as comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, na Alemanha.
 
Principal símbolo da Guerra Fria, o Muro de Berlim ou o Muro da Vergonha foi erguido no dia 13 de agosto de 1961. Mais que uma obra humana, sua construção e extensão limítrofe – cerca de 150 Km - consolidou a disputa de dois sistemas político-ideológicos distintos e, ao mesmo tempo, a bipolarização do mundo, em menor escala, cujas lideranças cabiam aos EUA e à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
 
O Muro separou as porções ocidental e oriental de Berlim; o lado Ocidental sob a influência dos EUA, Inglaterra e França, era capitalista, enquanto o lado oriental, correspondente ao bloco socialista, esteve sob a influência da URSS.
 
Antes mesmo de ser construído o Muro de Berlim (1961), a Alemanha já se encontrava dividida em quatro zonas de ocupação, as quais passaram a ser controladas pelos EUA, Inglaterra, França e União Soviética. Esta “fragmentação” de seu espaço geográfico se deu após o fim da II Guerra Mundial (1945), com a derrota nazista.
 

Imagem capturada na Internet
 
Em razão das diferenças ideológicas, os três aliados (EUA, Inglaterra e França), que eram capitalistas, se afastaram dos comunistas soviéticos (URSS). Assim, a Alemanha acabou ficando repartida em dois blocos: a Alemanha Ocidental (capitalista), sob a influência dos EUA, Inglaterra e França, e a Alemanha Oriental (socialista), sob o domínio da União Soviética.
 
Geograficamente, Berlim se localiza a leste, ou seja, no lado sovético, mas como era a capital do país, acabou também sendo dividida.
 
Esta divisão de caráter ideológico e político, até então, invisível, fez com que muitas pessoas do lado oriental, contrários ao regime comunista, mudassem para o lado ocidental. E, em razão destas migrações, as autoridades do lado soviético optaram por construir um muro, na capital, isolando efetivamente as duas porções, cujos regimes antagônicos regiam não só a Ordem Mundial como a própria sorte da Alemanha.
 
Marcado inicialmente por barricadas ne cercas de arames farpados, este sofreu três grandes reformas, tendo como material, concreto, arame farpado e cacos de vidro para reprimir fugas.




Imagem capturada na Internet - DW World



Imagem capturada na Internet -
No final dos anos 80, esta divisão política, ideológica e material (física) deixou de existir. O sistema socialista já se encontrava em crise devido ao esgotamento do seu modelo sócio-econômico; problemas da economia planificada, da ausência de liberdades democráticas e das rivalidades étnico-culturais existente em alguns países etc.
 
Na verdade, pode-se dizer que a queda do Muro de Berlim iniciou na União Soviética, no âmbito da crise por qual passava o sistema socialista e, efetivamente, após as mudanças implementadas pelo novo e último presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, em 1985, através da Perestroika (reconstrução, reestruturação) e Glasnost (abertura).
 
A Perestroika ganhou conotação de “reestruturação econômica” e sob esta perspectiva de reforma, sua política visava a redução dos gastos na Defesa Nacional (desocupaçào das tropas soviéticas no Afeganistão; redução de armamento e não interferir em outros países ciomunistas), bem como melhorar a disciplina no local de trabalho ao introduzir um conjunto de medidas enérgicas a fim de que as empresas mostrassem mais iniciativa.
 
Ele chegou a retirar dezenas de burocratas corruptos, que representavam figuras da "era da estagnação" da URSS.
 
Implementou medidas inovadoras, com um pouco mais de democracia, no sistema, ao reorganizar as listas eleitorais, ainda que dentro de um Estado de partido único.
 
Sua medidas de reestruturação e de abertura política acabou lhe colocando na berlinda, ora como aquele que entregou um império sem luta e provocou o colapso econômico do país, na visão dos soviéticos, ora como a figura principal para a libertação da ocupação militar e do totalitarismo no país, bem como para o fim da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim, na ótica dos capitalistas.
 
Todas estas temáticas merecem ser tratadas mais profundamente...
 
Por hoje, vamos relembrar o contexto histórico da criação e da queda do Muro de Berlim; da Guerra Fria e do período pós-Guerra; do desmantelamento de várias nações comunistas e, por fim, que a reunificação da Alemanha, como demonstram os dados atuais, mantém um muro invisível entre as antigas Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental.
 

Fontes de Consultas

. Apostila particular;
 
 
 

5 comentários:

Tamiris[1801] disse...

Matéria desse ano :D
Eles fizeram, um tipo de homenagem[homenagem não é o nome, e porque eu não to lembrando] aos 20 anos da queda do muro, empliraram um bloco parecido com uma parede e derrubaram igual dominó. Vi no jornal nacional se não me engano.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Tamiris,

Eu não pude assistir, mas vi alguns flash na TV. Foi feito sob o efeito de dominó. As comemorações retratam muito bem o contexto histórico da construção e da queda do Muro de Berlim e a sua importância não só em termos nacionais, como mundial... Guerra Fria, Crise eminente do Socialismo, entre outras coisas mais.

Obrigada, mais uma vez, por estar participando e acessando o Blog.
Beijos,

Marli vieira

Anônimo disse...

Professora Esse ano vamos Estudar sobre o murro de berlim?

Nome: Felipe
Turma: 1803

Feeeh Sousa disse...

Ops Escrevi muro errado.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Felipe,

Desculpe-me por só agora estar lhe respondendo, mas acredito que já lhe respondi durante as nossas aulas, pois falamos da Guerra Fria, do Capitalismo versus Socialismo...

Pelo jeito, o tema é de seu interesse, não?

beijos,

Marli Vieira