quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mensagem: Alma de Mulher

Eu já ia me esquecendo de postar uma mensagem para o Dia Nacional da Mulher, mas já providenciei e estou compartilhando com todos.




Imagem capturada da Internet



Alma de Mulher


Nada mais contraditório do que ser mulher ...

Mulher que pensa com o coração,

age pela emoção e vence pelo amor.


Que vive milhões de emoções num só dia

e transmite cada uma delas, num único olhar.

Que cobra de si a perfeição

e vive arrumando desculpas para os erros,

daqueles a quem ama.


Que hospeda no ventre outras almas,

dá a luz e depois fica cega,

diante da beleza dos filhos que gerou.



Que dá as asas, ensina a voar

mas não quer ver partir os pássaros,

mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.



Que se enfeita toda e perfuma o leito,

ainda que seu amor

nem perceba mais tais detalhes.



Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso

as dores que sente na alma,

só pra ninguém notar.



E ainda tem que ser forte,

pra dar os ombros para quem neles precise chorar.


Feliz do homem que, por um dia souber,

entender

a Alma da Mulher !!!

(Autoria desconhecida)



30 de abril: Dia Nacional da Mulher


Imagem capturada da Internet


Todos os anos, eu trabalho com Atividades Dirigidas e Pesquisas Escolares acerca dos Dias Internacional e Nacional da Mulher, cujas datas são - respectivamente - 08 de março e 30 de abril (hoje).

Eu desconheço as razões, mas fico indignada diante da pouca divulgação que a segunda data tem em relação às mídias face - por sua vez - da intensa exposição que demanda o Dia Internacional da Mulher nos grandes veículos de comunicação. Por que será?

Apesar de já ter mencionado em outra postagem (março), sobre ambas as Datas Comemorativas, vou me reportar ao Dia Nacional da Mulher em razão de ser – hoje – o dia em que ele é comemorado e dos trabalhos, pelos quais solicitei em ambas as escolas, onde trabalho.

Sob este mesmo contexto, solicitei uma pesquisa complementar sobre a Lei Maria da Penha aos alunos da E.E. Assis Chateaubriand.

Os alunos da E.M. Dilermando Cruz fizeram levantamentos biográficos de personalidades femininas em várias áreas de atuação, bem como realizaram entrevistas.

A Lei Maria da Penha será trabalhada, em todas as turmas das duas escolas, sob forma de Atividade Dirigida em sala de aula.

Com relação a esta diferença explícita em relação ao tratamento de ambas as datas, ontem mesmo, enviei ao Jornal O GLOBO uma mensagem acerca da pouca divulgação e ênfase, nas mídias, do Dia Nacional da Mulher.

A resposta obtida, hoje, através de Karyne Goulart (Relacionamento com Assinante O Globo) e encaminhada por intermédio do meu e-mail pessoal foi: “Sua sugestão será avaliada e, na medida do possível, aproveitada para melhoria de nossos produtos e serviços” .


Bom, a minha parte, eu faço! Divulgo e, ainda, solicito pesquisas escolares, inclusive, sobre a Lei Maria da Penha, no sentido de sua conjuntura em nossa sociedade, que ainda persiste em apresentar resquícios da cultura machista, patriarcal, onde o homem é concebido como o senhor absoluto, enquanto a mulher e os filhos se apresentam submissos e subjugados à figura deste.


Sendo assim, em outra postagem enfatizarei a história de vida da farmacêutica, cearense, Maria da Penha Maia Fernandes, cujo drama vivido serviu de bases para a criação e promulgação da Lei n° 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha.


DIA NACIONAL DA MULHER

O Dia Nacional da Mulher é fruto do empenho de grupo de feministas que lutou para a sua criação. Em razão desta mobilização e do reconhecimento de sua importância, por parte do governo, a data foi sancionada pelo, então, Presidente da República, João Figueiredo, através da Lei nº. 6.791/80, com referência à data natalícia da mineira Jerônima Mesquita, que se destacou no quadro político e social do país, principalmente, sob a sua visão de vanguarda com relação à situação e o papel da mulher na sociedade brasileira.

Jerônima Mesquita, filha de José Jerônimo de Mesquita (Barão do Bonfim) e de Maria José Villas Boas de Siqueira Mesquita (Baronesa do Bonfim), nasceu na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, no dia 30 de abril de 1880.

A vida social de sua família mesclava relações no campo e na cidade, uma vez que todos os seus membros passavam seis meses na fazenda Paraíso, em Leopoldina, e os outros seis meses na cidade do Rio de Janeiro.

Primogênita dos seis filhos do casal, Jerônima Mesquita e seus irmãos tiveram os seus primeiros estudos sob a orientação de tutores e, quando atingiram o ensino secundário, partiram para estudar na Europa. Ela concluiu os seus estudos secundários em Paris, na França.

Aos 17 anos, por imposição da família, Jerônima Mesquita casou-se com um primo e, deste casamento, nasceu o seu único filho. Dois anos mais tarde, o casal se separou e ela nunca mais se casou.

No início do século XX, vivendo na Europa e dividindo-se entre a França e a Suíça, Jerônima Mesquita presenciou a eclosão da I Guerra Mundial, em 1914. Nesta época e em razão do conflito, ela ingressou na Cruz Vermelha de Paris, como voluntária e, posteriormente, participou também dos trabalhos assistencialistas da Cruz Vermelha da Suíça.

Ainda na Europa, ela contribuiu direta e/ou indiretamente na implantação do Escotismo no país. Em Paris, por iniciativa e custos próprios, Jerônima Mesquita imprimiu milhares de folhetos de propaganda do Escotismo, inclusive, tendo traduzido a “lei escoteira” e diversos textos de Baden-Powell. Todo este material foi encaminhado ao Dr. Ascânio Cerqueira, em São Paulo, para ao qual ela sugeriu que fundasse uma Associação de Escoteiros na cidade.

E, assim, acabou acontecendo. No dia 29 de Novembro de 1914 foi fundada a Associação Brasileira de Escoteiros (ABE), com sede em São Paulo. Seus principais fundadores foram o Dr. Mário Sérgio Cardim e Ascânio Cerqueira, que assumiram o primeiro Conselho Superior, ocupando as funções de Presidente e Vice-presidente, respectivamente.

Esta iniciativa foi logo ampliada para outros estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, em 1916, a cidade recebeu o Grupo Escoteiro do Fluminense Football Club, criado por iniciativa de Jerônima Mesquita, Guilhermina Guinle, Arnaldo Guinle e Marco Pollo. Em 1922, o Grupo de Escoteiros do Mar de Paquetá entrou em funcionamento e, no ano seguinte, em 1923, foi fundada a Associação Fluminense de Escoteiros pelo capitão Virgílio de Brito.

Jerônima Mesquita, com toda a sua bagagem cultural e de posicionamento político, ao retornar ao Brasil, não se conformou com a situação preconceituosa que a mulher brasileira se encontrava submetida e, além disso, se engajou em diversas atividades de assistência social e beneficente, tendo em vista a situação caótica da capital do país, a cidade do Rio de Janeiro.

No início do Século XX, o quadro sócio-econômico da cidade do Rio de Janeiro era caracterizado pela febre amarela, a peste bubônica, a varíola, surto da gripe espanhola, a fome e outras doenças agravadas pela subnutrição do povo.

Convicta de seus ideais, foi nessa época, que Jerônima Mesquita mais atuou. Ela, junto com sua amiga Stella Guerra Durval e sua mãe, participaram da Associação das Damas da Cruz Verde. Oferecendo assistência às vítimas das epidemias que afligiam à cidade do Rio de Janeiro, na época.

Destacou-se, também, no trabalho e atuação na área de assistência social à população pobre, sendo uma das fundadoras da matriz do Hospital Pró-Matre, unidade hospitalar beneficente a gestantes carentes, pobres, localizada na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro.

Foi – ainda - uma das fundadoras, em 1920, da Federação das Bandeirantes do Brasil.

Sua importância no cenário social, político e econômico do país ultrapassou às questões feministas e assistencialistas. Jerônima Mesquita também colaborou ativamente em movimentos sufragistas, isto é, através da luta pelo direito ao voto feminino.

Junto com sua amiga Berta Lutz, Jerônima Mesquita participou da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), desde a fundação da entidade - em 1922 - e nunca deixou de lado o trabalho em obras assistenciais.

Apesar da vitória feminina na política, a conquista ainda não era completa, pois o referido Código só permitia o direito ao voto às mulheres casadas (com autorização do marido), às viúvas e às solteiras, maiores de 18 anos, com renda própria.

Todo o progresso obtido no campo político, Jerônima Mesquita acompanhou, nunca deixando de lado os trabalhos assistenciais. Ela presenciou o fim das restrições ao voto feminino, ocorrido em 1934, embora o mesmo só considerasse o masculino obrigatório.

Somente em 1946, o voto feminino passou a ser obrigatório e sem restrinções.

Em 1962, o Poder Legislativo promulgou a Lei n° 4.121, que alterou vários artigos do Código Civil Brasileiro. Entre estas, a legislação vigente concedeu às mulheres o direito de trabalhar fora do lar sem a autorização do marido ou paterna; em caso de separação do casal, o direito à guarda do filho; instituiu ainda o usufruto e o direito real de habitação à mulher etc. Esta Lei ficou conhecida como o “Estatuto da Mulher Casada”.

Em entrevista concedida, antes de falecer em 1972, no Rio de Janeiro, Jerônima Mesquita confessou a sua felicidade diante da referida lei e de outras tantas mudanças em termos do papel e da importância da mulher na sociedade e no mercado de trabalho.


Fontes de Pesquisa:




. Arquivos meus, antigos.


Obs. Infelizmente, até hoje, nunca obtive uma imagem da Jerônima Mesquita. Se alguém tiver acesso, solicito - por favor - que me envie o endereço. Obrigada!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Curiosidades: Endemia ≠ Epidemia ≠ Pandemia


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Estas terminologias são bastante utilizadas e, muitas das vezes, causam confusões. Em razão da atual Gripe Suína se ouviu muito a expressão pandemia. Mas, qual a diferença entre estas terminologias?

Vamos ver... Mas, vale ressaltar aqui que todas estas expressões se referem a doenças infecto-contagiosas, tendo várias formas de transmissão, podendo o homem ser - inclusive - o vetor ou não (podendo ser um outro animal). Vamos ver a diferença:

. Endemia: esta expressão é utilizada quando uma determinada doença ocorre, apenas, em uma área específica. A malária, por exemplo, é uma doença endêmica grave, de ocorrência comum na região amazônica.

.Epidemia: a doença passa a ser tratada como epidemia, quando a sua transmissão e avanço ocorrem em outras populações, infestando mais de uma cidade ou região. A dengue é um exemplo, uma vez que passou a acometer um maior número de pessoas, avançando para outras cidades e estados do país.

. Pandemia: se utiliza esta expressão, quando uma determinada epidemia se alastra - de forma descontrolada - pelos continentes, afetando várias regiões do mundo. Nos últimos cem anos, a humanidade enfrentou três pandemias: a Gripe Espanhola (1918-1919), que matou cerca de 50 milhões de pessoas; a do do vírus H2N2 (1957), que se originou em aves e matou dois milhões de pessoas e, a última (1968), do vírus H3N2, cujo número de mortes totalizou cerca de um milhão de pessoas. A rapidez com que vem ganhando a atual Gripe Suína, esta pode ser transformada em pandemia.
 
 
Observação: Hoje, por conta dos meios de transporte e do trânsito de pessoas em países de diferentes continentes, a transmissão e os avanços das doenças infecciosas ocorrem de forma mais rápida, favorecendo com que a epidemia se alastre, transformando-se em uma pandemia.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mensagem: Nem tudo é o que aparenta

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NEM TUDO É O QUE APARENTA

Autor Desconhecido


Dona Angélica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila próxima.

Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito. Os alunos da escola de primeiro grau a tinham como uma pessoa muito estranha.

Eles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo.

Pela janela do comboio, Dona Angélica fazia acenos com se estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos olhos de todos. As crianças faziam zombarias, criticavam-na, mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas.

Todos, inclusive os pais e demais professores achavam que ela era maluca, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.

Os anos se passavam e a situação continuava a mesma. Várias gerações receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e abençoados. Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida.

Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devoção quase maternal.

Certo dia em que viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma classe do comboio, movimentava, como sempre, as mãos para fora da janela. Os alunos sentados na parte de trás sorriam maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, porque amava muito sua mestra, sentou-se ao seu lado e, com ternura, lhe perguntou:

- Professora, porque é que insiste em continuar essas atitudes loucas?

- Que quer dizer, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.

- Ora, professora... - continuou ele - Você fica dando adeus para os animais, abanando as mãos... Isso não é loucura?

A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:

- Veja esta bolsa - e apontou para a intimidade do objeto de couro forrado. - Nota o que há lá dentro?

- Sim. Respondeu, Alberto.

A professora, calmamente, continuou a falar:

- São pólens de flores. São sementes miúdas... Há quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada, antes, era feia, árida, desagradável.

Eu tive a ideia de embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, junto sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela.

Sei que caindo em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformarão em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria à paisagem.

Como você pode perceber a paisagem já não é mais árida. Há flores de diversos matizes e suave perfume no ar, que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados.

Na vida, todos somos semeadores... Uns semeiam flores e descobrem belezas, perfumes e frutos.
Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal...

Felizes são aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade de afeto.

28 de Abril: Dia da Educação





Hoje, dia 28 de abril, além de ser o dia da Sogra, se comemora o Dia da Educação.

O conceito de Educação é muito abrangente, pois ele não só envolve o processo educativo formal, vinculado a uma instituição (escola e/ou outros estabelecimentos de ensino). Seu universo de abrangência demanda, também, a aprendizagem adquirida – espontaneamente – através da própria cultura da sociedade, na qual o indivíduo faz parte e, ou seja, a sua experiência de vida.

Muitos trabalhadores rurais, por exemplo, mesmo não tendo o conhecimento formal, isto é, aquele adquirido em um estabelecimento de ensino, público ou privado, surpreende qualquer um com as suas noções sobre os fenômenos naturais. Isso se dá pelo seu contato direto e permanente com o campo, com as adversidades do clima e do tempo, bem como outros aspectos ligados à natureza. Neste caso é a experiência, a sua vida cotidiana que produz e reproduz o conhecimento.

Outro exemplo são os povos indígenas, que conhecem - como ninguém - por exemplo, das propriedades medicinais das plantas, sem terem – contudo – estudados em laboratórios de uma Universidade.

Sendo assim, podemos afirmar que o processo – como um todo - engloba tanto ações educativas formais quanto informais; sistemáticas e voluntárias.

“O primeiro objetivo da educação
é criar pessoas capazes de fazer coisas novas,
e não simplesmente de repetir o que outras gerações fizeram –
pessoas criativas, inventivas e descobridoras.

O segundo objetivo da educação
é formar mentes que possam ser críticas,
possam verificar e não aceitar tudo o que lhes é oferecido. (...)
Portanto, precisamos de discípulos ativos,
que aprendam a encontrar as coisas por si mesmos,
em parte por sua atividade espontânea
e, em parte,
pelo material que preparamos para eles.”


(Piaget)



E o papel da escola?

A escola é o espaço institucional e social de referência para o desenvolvimento do conhecimento formal e da socialização.

Por abranger uma grande diversidade cultural, esta é capaz de oferecer subsídios para a promoção de uma política educacional intrinsecamente ligada não só a ações pedagógicas formais quanto a não-formais, também, alicerçadas em um trabalho coletivo (toda a sua Comunidade Escolar), com vistas à formação ampla do aluno.

Formação ampla, no sentido desta permitir não só aquisição do conhecimento, mas, sobretudo, de oferecer as bases para o desenvolvimento das competências e habilidades do aluno, capazes de lhe garantir a autonomia em termos de agentes ativos, interativos e co-responsáveis pela construção do seu conhecimento.


"Ninguém ignora tudo,

ninguém sabe tudo.

Por isso, aprendemos sempre."

Paulo Freire

Alguns aspectos são relevantes, considerando a escola como um espaço institucional e social de referência, a saber:
* O seu acesso não deve ser restrito a um determinado grupo, visto que a mesma deve ser um espaço democrático, inclusivo;
* Espaço de grande diversidade cultural, onde a educação formal e informal funde-se um mesmo plano;
* As relações ultrapassam a hierarquia de seus segmentos, mediados pelo respeito, pelo diálogo e pela ampliação da socialização do grupo;
* Todos os segmentos de sua Comunidade Escolar (alunos, responsáveis, professores, pessoal administrativo e de apoio) participam e se interagem, sob o princípio de responsabilidade coletiva, em prol de uma educação de qualidade e do exercício da cidadania;
* O professor é o agente mediador do processo ensino-aprendizagem, enquanto o aluno é o agente ativo e co-responsável pelo seu processo educativo;
* Cabe aos responsáveis, principalmente, o dever de educar e fazer valer o seu papel junto ao acesso destes ao estabelecimento de ensino, ao acompanhamento do seu processo escolar e da permanência dos mesmos na escola.

Para finalizar, gostaria de compartilhar do poema “A Escola”, de Paulo Freire, que traduz todos estes princípios.



A ESCOLA
( Paulo Freire)

Escola é ...
o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...

Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil! Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mascar chiclete em Sala de Aula

Tenho certeza que muitos alunos vão comentar comigo (e até me gozar) a respeito do artigo abaixo, mas eu não podia ignorá-lo e, inclusive, deixar de compartilhar com os mesmos.

Realmente, mascar chiclete é algo que nós, professores, censuramos constantemente na sala de aula e por diversos motivos.
 
Não se trata de um vício exclusivo do público infanto-juvenil, mas é evidente que a maior ocorrência se dá nesta faixa de idade. Eu mesma conheço vários adultos que têm este hábito e nem sempre o chiclete está associado a tratamento anti-tabagismo (cigarro).

Todo ano, no primeiro encontro com as turmas, isto é, no primeiro dia de aula, eu comento acerca de sua proibição em sala de aula. Não se trata, apenas, de uma proibição pessoal, uma vez que a orientação também parte da Direção de ambas as escolas, onde trabalho.

Se listarmos os efeitos do mascar chiclete, os negativos superam os efeitos positivos. Os problemas perpassam desde às questões de saúde (dentária, mandibular e estomacal); à higiene, as bizarras caras e caretas de quem não sabe mascar direito; às questões ligadas à educação, como por exemplo, fazer uso deste como um artifício para brincadeiras de mau gosto com os colegas ou, ainda, produzir barulho pelo simples fato de não saber mascar direito ou estourar a bola feita com o chiclete, gerando burburinho e risos na turma.

Há alguns anos atrás, eu, alguns professores e alunos da E.E. Assis Chateaubriand visitamos as dependências da Pretroflex, a segunda maior empresa de borracha sintética da América Latina, na Refinaria de Duque de Caxias (REDUC).
 
Além de tomarmos conhecimento a respeito da empresa, de sua projeção no mercado nacional e continental, dos seus projetos ambientais, entre outros, o engenheiro responsável pela exposição e debate citou a matéria-prima do chiclete atual, que é a borracha sintética, ou seja, derivada do petróleo.
 
A empresa é responsável pela produção desta matéria-prima: a goma base do chiclete. É claro que a esta se integram outros ingredientes, neste caso, feito na fábrica de chiclete.
 
Bom, com ou sem açúcar, os efeitos negativos são muitos... Contudo, o artigo abaixo destaca os efeitos positivos deste ao enfatizar que o ato de mascar chiclete não só desempenha funções terapêuticas, como também induz a uma melhora da concentração e do raciocínio da pessoa.


Vejamos o artigo na íntegra...

Mascar chiclete melhora a concentração e o raciocínio

Os professores morrem de raiva deles. Os pais evitam comprar. Desrespeito, falta de educação e de higiene, normalmente, são associados ao hábito de mascar chicletes, mania que faz a cabeça da maioria dos adolescentes. Mas pesquisadores americanos acabam de descobrir ao menos um mérito nas mastigadas: segundo eles, os jovens que mascam chicletes têm um desempenho melhor em testes de matemática.

Após acompanhar um grupo de estudantes por catorze semanas, médicos da Faculdade de Medicina de Baylor, no Texas, notaram que mascar as gomas deixava os alunos mais concentrados nas atividades, melhorando o desempenho e o raciocínio deles na solução dos problemas.

O grupo foi formado por 108 estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, e metade deles foi autorizada a mascar chicletes sem açúcar durante as aulas, a lição de casa e as provas. Em média, a turma do chiclete obteve notas 3% maiores. O número parece discreto, mas não deve ser desprezado, de acordo com os especialistas.

Outro estudo recente, envolvendo as gomas, mostrou que elas ainda diminuem as doses sangüíneas de cortisol, o hormônio do estresse. Os pesquisadores comparam dois grupos de alunos, ambos envolvidos em desafios de alta complexidade no computador. Aqueles que mascavam chiclete seguiram com a tarefa de maneira mais relaxada e obtiveram melhor rendimento.

Só não ache que as mastigadas estão liberadas e você pode fazer uso delas sem limite. O ideal, segundo o estudo é reservá-las para momentos que exigem mais concentração (e sempre preferindo as guloseimas livres de açúcar para preservar os dentes). "Movimentos repetitivos, como mascar chicletes, podem desencadear DTM ou disfunção temporomandibular", afirma o dentista Antonio Sergio Guimarães, especialista do MinhaVida. O problema causa dores de cabeça fortes e, algumas vezes, até compromete a alimentação, porque o ato de mastigar provoca um incômodo persistente.



Fonte:

Yahoo Beleza e Saúde

domingo, 26 de abril de 2009

Orkut: Comunidade Geografia em Foco


Já foram postadas novas Enquetes e Fórum na Comunidade Geografia em Foco.

As participações ainda estão um pouco tímidas. Estou aguardando a participação de todos.

Não esqueçam que os tópicos do Fórum e as enquetes, deste ano, se encontram identificadas com 2009 na frente (da pergunta ou do título).

Os resultados e as respostas corretas estão na postagem abaixo.

Enquetes no Orkut: Resultados Obtidos e Repostas

Conforme prometi a alguns alunos, além dos resultados a serem expostos nas Unidades Escolares, onde trabalho, eu iria postar no Blog, tendo em vista que os membros da Comunidade "Geografia em Foco" no Orkut não se restringe apenas às duas escolas.

A participação ainda está muito baixa e eu espero que, aos poucos, os seus membros retornem a compartilhar das atividades.

Faltou, também, um pouco de divulgação de minha parte e de prazo maior nas enquetes . Tenho que admitir!

Bom, tal como citei, as primeiras enquetes deste ano (2009) e os seus respectivos resultados foram:

1ª Enquete: Qual destas ilhas apresenta formação fluvial?

Data do Início: 4 de abril;

Data do Encerramento: 15 de abril;

Opções Oferecidas: The Palm Island; Ilha do Bananal; Ilha de Madagascar e Ilha de Marajó;

Resultados Obtidos (%): The Palm Island (50%); Ilha do Bananal (33%); Ilha de Madagascar (17%) e Ilha de Marajó (0%);

Análise das Opções:

  • Palm Island


Palm Island corresponde ao maior complexo de ilhas artificiais do mundo, isto é, construída pelo homem (origem antrópica). Está localizada em Dubai, cidade mais rica dos Emirados Árabes Unidos, cuja capital é Abu Dhabi.

Sob o formato de uma palmeira de folhas tênues em ambos os lados de seu tronco e com infra-estrutura voltada para fins diversos, desde comerciais, residenciais, turísticos e entretenimentos. a Palm Island a menor e a primeira a ser construída foi projetada a fim de expandir o setor turístico na região.

Seguindo a mesma linha, os objetivos principais que permeiam a construção de três ilhas, sob o mesmo formato (palmeira) visam a expansão do setor turístico e econômico na região.

As referidas ilhas denominam-se de Palm Jumeirah, a Palm Jebel Ali e a Palm Deira.

A primeira construída foi a Palm Jumeirah, que é a menor de todas, com uma estensão de 5 Km e largura de 5,5 Km. Sua obras foram iniciadas em 2001 e os primeiros proprietários se instalaram na ilha no final de 2006. Ela oferece infra-estrutura para fins comerciais e residenciais.

A referida ilha se encontra localizada a 78 Km da costa da cidade de Dubai e, em sua construção, foram utilizados somente areia e pedras. Na verdade, estes materiais serao utilizados também nas outras duas ilhas planejadas.

A Palm Jebel Ali é a segunda maior das ilhas do complexo, com 7 Km de extensão e largura de 7,5 km. Sua construção teve início em 2002 e já se encontra em estágio avançado.

A sua coclusão estava prevista para os meados do ano passado, mas não encontrei – na rede - nenhuma referência quanto o fim das obras.

A vocação desta ilha está voltada para o entretenimento através de parques aquáticos e restaurantes.

Já a terceira ilha, a Palm Deira, será a maior de todas e voltada para atender 8 mil residências de dois andares. Esta, sim, será a maior ilha artificial do mundo.

Seu formato de palmeira contará com 41 folhas variando de 840 a 3346 m de comprimento, enquanto o seu tronco terá 2890 m e 620 m de largura.

Sua construção foi anunciada em outubro de 2004, mas embora não tenham sido divulgados o ano de sua conclusão, presumi-se que isso venha a ocorrer no ano de 2015.

Sendo assim, conclui-se, então, que o complexo Palm Island é de origem antrópica.


A nível só de curiosidade e, ao mesmo tempo, enriquecimento, existe outros projetos em andamento em Dubai, no mesmo moldes das ilhas artificiais.

No entanto, em termos de formato, um é bastante interesante, não só porque difere das anteriores, mas pelo fato de seu arquipélago artificial ter sido projetado sob a forma do desenho do mapa-múndi (vejam a ilustração).

A maioria das ilhas, com preços variando entre US$ 6,2 e US$ 36,7 milhões, já foi vendida para investidores de todo o mundo.

Segundo fontes da Internet, o casal de atores Angelina Jolie e Brad Pitt adquiriu uma propriedade na localidade que representa a Etiópia (África).

  • Ilha do Bananal


Situada a Sudoeste do estado do Tocantins, a ilha do Bananal se encontra disposta entre os dois braços do rio Araguaia, sendo formada por sedimentos carreados pelo próprio rio. Em razão disso (sua formação) e de sua área (cerca de 20 mil Km²), ela ganhou o título de maior ilha fluvial do mundo.

Cerca de 1/3 de sua área compreende o Parque Nacional do Araguaia, fundado em 1959, enquanto os outros 2/3 correspondem à reserva indígena (índios javaés e carajás).

Devido a sua localização geográfica, nesta ocorrem espécies vegetais e animais típicas tanto do cerrado quanto do pantanal. Na época da cheia, dois terços de sua área ficam inundados.

O braço principal do rio Araguaia faz fronteira do estado com o Mato Grosso. O braço menor é navegável por pequenas embarcações.

Entre os animais típicos da ilha podemos encontrar tamanduás, veados, emas, onças pintadas, tatus, cachorros do mato, perdizes, suçuaranas, corvos, mutuns, curiacas, entre outros.

Vários problemas têm sido verificados na área, como a pecuária bovina, a pesca predatória e a ação de caçadores.

  • Ilha de Madagascar

Madagascar é uma ilha que, conjuntamente, com algumas ilhas próximas compreendem o país africano de mesmo nome.

Encontra-se localizada na costa litorânea da África Oriental, no oceano Índico. A ilha fazia parte do continente africano, mas foi separada há cerca de 160 milhões de anos pelo movimento das placas tectônicas. Por isso, sua origem é tectônica.

Cortada por montanhas, a ilha apresenta características fisiográficas distintas: sua costa leste, ligada ao oceano Índico, é constituída por mata densa, enquanto a costa oeste – separada do continente pelo Canal de Moçambique – apresenta vegetação rasteira.

As características de sua paisagem física e de seus animais foram bem retratados na produção cinematográfica "Madagascar", sob a vigilância e aprovação do presidente do país, o líder Marc Ravalomanana, que inclusive visitou a DreamWorks para averiguar se as imagens produzidas nos estúdios desta correspondiam realmente ao da ilha.

Além das condições climáticas favoráveis (clima quentel), o país é caracterizado por praias, vegetação densa e animais exóticos e endêmicos (com ocorrência única na localidade). O lêmure é um exemplo destes (inclusive este aparece na Animação).

A maior parte dos anfíbios encontrados na ilha é também endêmica e cerca de 50% das 209 espécies de pássaros - catalogados e registrados na mesma – só existem lá.
As espécies vegetais (flora) também é diversificada e desconhecida por muitos, pois também são endêmica.

  • Ilha de Marajó

A Ilha de Marajó sustenta o título de maior ilha fluviomarinha do mundo, ou seja, sua formação tem influência fluvial (rios Amazonas e Tocantins) e marinha (sob a dinâmica do oceano Atlântico).

Está localizada na foz do rio Amazonas e do Tocantins, no estado do Pará. Além de suas belezas naturais e históricas, a ilha é famosa, também, por apresentar o maior rebanho de búfalos do Brasil.

Resposta Correta da Enquete: Ilha do Bananal

2ª Enquete: Qual destas obras humanas ainda existe?


Data do Início: 7 de abril;


Data do Encerramento: 17 de abril;


Opções oferecidas: Budas do Afeganistão; World Trade Center; Pirâmide de Chichén Itzá (México) e Museu Nacional do Iraque;


Resultados Obtidos (%): Budas do Afeganistão (10%); World Trade Center (20%); Pirâmide de Chichén Itzá (México) (40%) e Museu Nacional do Iraque (30%).

  • Budas do Afeganistão



Os dois budas que existiam na cidade de Bamiyan, no Afeganistão, foram destruídos no ano de 2001 pelo líder talibã Mohammed Omar. A justificativa foi que o Islã não permite a adoração de estátuas.

Ambos foram esculpidos diretamente na montanha. O primeiro, com 37 metros, apresenta a idade de 1.800 anos e o outro, que era o maior (55 metros) datado de 1.500 anos.

  • World Trade Center





O World Trade Center (WTC) foi projetado, na década de 60, pelo arquiteto nipo-estadunidense Minoru Yamasaki e sua inauguração se deu no início dos anos 70.

Ele, na verdade, era um complexo de sete prédios situado em Nova York (EUA) e era considerado um dos mais altos do mundo.

O design estrutural tubular para as Torre Norte e Torre Sul (torres gêmeas) fazia do WTC uma referência em cartões-postais e para os turistas.

O complexo foi projetado para resistir a fortes ventos, como a de um furacão. Cada torre tinha 102 andares, sendo que a Torre Norte tinha uma altura de 526 metros, enquanto a do Sul apresentava 415 metros.

Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, terroristas do grupo al-Qaeda, que é uma organização islâmica internacional, jogou - num ataque suicida - dois aviões (Boeing 767) sobre complexo, atingindo cada torre, que acabaram ruindo e desabando. De acordo com as informações oficiais foram 2.750 mortes neste atentado, que abalou não só os EUA, como o mundo todo.

  • Pirâmide de Chichén Itzá



Chichén Itzá é o nome da mais famosa Cidade Templo ou Cidade Santuário, como alguns denominam, situada e conservada - até hoje - a nordeste da península de Yucatã, no México.

A pirâmide apresenta 91 degraus em cada um dos quatro lados, totalizando-se em 364 degraus. Acredita-se que a pirâmide era utilizada para fins ritualísticos.

O nome Chichén-Itzá é de origem maia e significa "na beirada do poço do povo Itza".

De acordo com fontes de pesquisa, sua arquitetura tem influência tolteca, isto é, de civilização mexicana anterior aos maias.

Estima-se que a cidade foi fundada por volta dos anos 514 a.C., sendo abandonada em 670. Cerca de 300 anos mais tarde, ela foi reconstruída, tornando-se o centro da cultura maia e a cidade mais importante do nordeste de Yucatã.

  • Museu Nacional do Iraque



O Museu Nacional do Iraque foi queimado e saqueado durante a Guerra do Iraque, em 2003. Sua importância residia no fato do seu antigo acervo conter peças (esculturas, pinturas etc.) e documentos de mais de 10.000 anos, inclusive, antigas cópias do Alcorão.



Resposta Correta da Enquete: Pirâmide de Chichén-Itzá

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mensagem: Morre Lentamente

Imagem capturada da Internet


MORRE LENTAMENTE

Pablo Neruda


"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cidades Históricas de Minas Gerais: Arraial do Tijuco/Diamantina


Mapa de Localização - Imagem capturada da Internet

Diamantina, cidade histórica de Minas Gerais, localizada na região central do estado, tem relação com o Arraial do Tijuco, pois este último era a sua denominação antes de ser elevado à categoria de Vila e, posteriormente, cidade.

A história da cidade de Diamantina se encontra intrinsecamente relacionada às atividades dos bandeirantes e dos sertanistas, no século XVIII, que procuravam ouro e pedras preciosas em Minas Gerais.

A ocupação inicial da área, que passou a ser denominada de Arraial do Tijuco, se deu em 1713, após o bandeirante Jerônimo Gouvêa, seguindo o curso do Rio Jequitinhonha, ter descoberto uma grande quantidade de ouro nas confluências do Rio Piruruca e Rio Grande.

Sempre seguindo as margens dos rios, que eram garimpados, a população local vivia da exploração do ouro, não se diferenciando das demais existentes nos diversos povoados que existiam na Capitania das Minas Gerais, no início do século XVIII.

No entanto, a descoberta dos primeiros diamantes, em 1720, transformou efetivamente a vida do Arraial, com o desenvolvimento – propriamente dito - do povoado, na região.

Diamantina representou a maior lavra de diamantes do mundo ocidental no século XVIII e, por nove anos, a Coroa Portuguesa não tomou conhecimento da descoberta de diamantes na região, o quê só foi feito pelo D. Lourenço de Almeida, governador da Capitania, em 1729.

A resposta da Coroa Portuguesa foi impor o controle sobre toda a região dos diamantes. Em 1734, foi criada a Intendência dos Diamantes, cujo regime altamente fiscalizador, rígido, arbitrário e repressivo, isolou a área do restante da Capitania.

O monopólio da Coroa Portuguesa sobre as jazidas do Tijuco durou até 1845.

O Arraial do Tijuco foi elevado à categoria de Vila, em 1831, passando a ser chamada de Diamantina. Sete anos mais tarde, isto é, em 1838, a Vila foi elevada à cidade.

Em consequência desta sua trajetória e riqueza, a cidade de Diamantina se destacou socialmente e culturalmente, tendo em vista o desenvolvimento de uma sociedade aristocrática, caracterizada pelo conjunto arquitetônico majestoso, considerado o mais rico do atual estado, assim como pelo requinte de sua elite, diferenciada em toda a sociedade colonial de Minas Gerais, voltada para as artes, em geral (música, teatro etc.).

Enquanto as cidades do ouro já demonstravam sinais de exaustão de suas jazidas, a riqueza em diamantes, fez com a cidade se destacasse socialmente e culturalmente.

Além da sua sociedade, aristocrática, ser caracterizada e diferenciada das demais por seu requinte, principalmente, no campo das artes, em geral (música, teatro etc.), as construções, o conjunto arquitetônico de Diamantina era considerado o mais rico de Minas Gerais. Sua opulência impressionou diversos viajantes, como por exemplo, Saint Hilaire, Spix, Von Martius, entre outros.
 
Com a descoberta, em 1860, de grandes jazidas na África do Sul, o preço do diamante caiu assustadoramente e, coincidentemente, ocorreu a diminuição das reservas de diamantes, dando início a um período de decadência.
 
Todos estes elementos, que compõem a trajetória histórica da atual cidade de Diamantina, fizeram com que – em 1938 – o conjunto arquitetônico do Centro Histórico da cidade fosse tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, na década de 90 recebesse o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco.
Além de toda sua riqueza natural e cultural, Diamantina também é conhecida por ser a terra do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) e da Chica da Silva.

Eu a conheci em 1986, ou seja, há 23 anos, por ocasião do II Simpósio Nacional de Geografia Física Aplicada, do qual participei como ouvinte. Tive o prazer de conhecer as dependências do Centro de Geologia Eschwege, localizado na Rua da Glória, que ficava no prédio mais conhecido da cidade, o único que tem um passadiço (tipo de servidão, comunicação de um prédio ao outro). Infelizmente, o Centro de Geologia foi desativado e renomeado como Casa da Glória.

Devo confessar que adoro as cidades históricas de Minas Gerais e, em especial, Diamantina, Ouro Preto e Tiradentes.

Também tive a oportunidade de conhecer, por dentro, a casa da Chica da Silva que, na época estava passando por reformas (museu). E a informação verbal que obtive, no local, foi que a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Srª do Carmo, que fica próxima da referida casa, teve sua torre construída nos fundos desta em razão de uma exigência da própria Chica da Silva ao contratador João Fernandes de Oliveira, homem rico da época, com o qual ela viveu 15 anos e teve treze filhos.

De acordo com a pessoa que me prestou a informação, a Chica da Silva havia exigido em virtude de se sentir incomodada com o barulho do sino e, este assegurou que a mesma era verdadeira, pois em todas as igrejas da cidade, assim como em outras, a torre e/ou as torres se encontram localizadas na parte da frente das igrejas. E, neste caso, é só uma igreja, cuja localização é bem próxima da antiga casa da referida escrava. Da janela do segundo andar de sua casa, a gente vê a igreja.

Pesquisando na Internet a respeito da veracidade desta informação, encontrei menções a respeito da mesma, assim como uma outra justificativa, ligada à questão do negro não poder passar além da torre da igreja ao entrarem na igreja. A torre ao fundo seria uma tentativa de burlar a lei, possibilitando que a Chica da Silva entrasse para o seu interior, sem problema algum, por qualquer acesso da mesma.
 
Se é ou não é verdadeira a informação, não importa! O que importa é a riqueza histórica da cidade, o estilo colonial de suas construções, das igrejas, do calçamento de suas ruas, do mercado dos tropeiros, da musicalidade da cidade, entre outros.

 
Vista da Matriz

Centro de Diamantina

Museu dos Diamantes

Casa de Juscelino Kubitschek

 
Antigo Centro de Geologia Eschwege, que ficava neste prédio com o passadiço,
o qual renomeado como Casa da Glória



Casa da Chica da Silva

Igreja da Terceira Ordem de Nossa Srª do Carmo


Fontes de Pesquisa:
 
 
. Portal Jóia br

. Prefeitura de Diamantina


OBS.:
- As Imagens foram capturadas do site Diamantina Patrimônio Cultural da Humanidade;
- **

Dia da Terra: Projetando sua História e Evolução

E assim, tudo começou...






As relações do Homem com a Natureza passaram a ser irresponsáveis, principalmente, após o surgimento das indústrias, das máquinas e da tecnologia moderna...







Será que ainda podemos reverter o quadro?







Mantermos alheios, como meros telespectadores, é que não devemos permitir!

Façamos a nossa parte! Por menor que seja, tal como o apagar da luz ao sair de um cômodo de casa ou evitar jogar lixo no chão, já faz a Diferença!

22 de abril: Dia da Terra

Imagem capturada da Internet

Hoje festejamos o Dia Mundial da Terra, mas o que muita gente não sabe é a origem da escolha desta data.

De acordo com o Portal Ambiente Brasil e outras fontes, a data foi criada em 1970, quando o senador norte-americano Gaylord Nelson, que organizou e convocou os cidadãos estadunidenses ao primeiro protesto contra a poluição.

Contudo, este movimento a favor do Planeta Terra só passou a ser festejado na data de 22 de abril, à partir de 1990. E, com o passar dos anos, muitos países aderiram e incorporaram a data ao calendário nacional.

Em linhas gerais, a história e a evolução da Terra podem ser divididas em dois períodos bastante distintos entre si, tanto em escala temporal quanto em temos de dinâmica ambiental. Estes períodos são denominados, por alguns autores, de Primeira Natureza e Segunda Natureza.

O período da Primeira Natureza se estende desde a formação da Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos até, aproximadamente, 1,8 milhões de anos, quando houve o surgimento do primeiro representante do gênero Homo (ancestral do homem moderno).

Este período que antecede o surgimento do homem e, consequentemente, de sua própria evolução é caracterizado por ser o mais longo e por sua dinâmica ambiental ser exclusivamente natural.

Já o período da Segunda Natureza se caracteriza por ser o mais curto e o mais importante para nós, pois trata-se do período do homem.

Este teve início há cerca de 1,8 milhões de anos e se mantém até os dias de hoje. Sua dinâmica ambiental é marcada não só por fenômenos naturais, mas – sobretudo – por aqueles de derivações antrópicas, isto é, causadas direta e/ou indiretamente pelo homem.

Além de observarmos a evolução humana é preciso verificar que a ocupação e a apropriação do solo e dos recursos naturais, pelo homem, se fazem também em razão da evolução do seu nível técnico.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o homem que já concebe a natureza como um cenário extrapolado a ele e se auto denomina como ser superior e dono do mundo, vai explorar a natureza e seus recursos como se estes fossem infinitos.

Estas idéias que, por muitos séculos, sustentaram e, ainda, respondem pelas diferentes formas de apropriação da terra e dos problemas ambientais gerados justificam os atuais níveis de degradação do meio ambiente e de vida humana.

Desmatamento, queimadas, diferentes formas de poluição, lixo, depredação do patrimônio público e do patrimônio histórico, violência urbana e no campo, drogas, prostituição, trabalho escravo, exploração do menor, desemprego, subemprego, miséria, fome, falta de valores humanos, aumento do ceticismo, corrupção, entre outras mazelas contemporâneas marcam o cotidiano do ser humano, que injustamente, na pré-história é denominado de predador.

Com o aumento das emissões de gases poluentes para a atmosfera verifica-se o agravamento do efeito estufa e, consequentemente, a maior preocupação atual da humanidade se refere ao fenômeno do Aquecimento Global.

Os mais céticos ainda insistem em acreditar no discurso exagerado, outros acreditam e tentam fazer a sua parte e, uma outra parcela da população, acredita ser um fenômeno natural – cíclico – do período Interglacial vigente, que procedeu de um período de gelo (Glacial).

Não resta dúvida acerca deste ser um fenômeno natural no âmbito de um período interglacial, marcado pelo aumento das temperaturas, mas não devemos ignorar que as ações antrópicas, em quase toda a sua totalidade, irresponsáveis, agravou consideravelmente o fenômeno do Aquecimento Global.

Embora, a situação se mostre irreversível, não podemos ficar de braços cruzados e permitir que as atitudes e os pensamentos se mantenham sob a ótica de uma superioridade humana face à condição da natureza de ser mero suporte de recursos econômicos.

Vamos fazer a nossa parte, conscientizando e mobilizando as pessoas a salvarem o Planeta Terra, a nossa própria sobrevivência e da gerações futuras.




Imagem capturada da Internet


terça-feira, 21 de abril de 2009

Abril: Datas Comemorativas


Este mês, em termos de Datas Comemorativas, as homenagens são diversas...

Entre tantas outras, tivemos os Dias da Páscoa (12), Mundial da Imprensa (13), da Conservão do Solo (15), Nacional da Luta pela Reforma Agrária (17), do Livro (18), do Índio (19), do Exército Brasileiro (19) e outros.

Hoje, 21 de abril, comemoramos os Dia do Holocausto e de Tiradentes. Nos próximos dias teremos: Descobrimento do Brasil, da Força Aérea Nacional e do Planeta Terra (22), Dia da Organização das Nações Unidas (25), Mundial das Nações (26), da Educação e da Sogra (28) e, no dia 3o, o Dia Nacional da Mulher.

Quem tiver interesse em tomar conhecimento das demais datas deste mês ou dos outros meses, basta clicar AQUI!

Em próxima postagem, vou tratar do Dia da Terra ou Dia do Planeta Terra, pois muitos alunos mostraram interesse no assunto em sala de aula. Ah e, não esquecendo, sobre o Dia Nacional da Mulher, inclusive com ênfase na Lei Maria da Penha, cujo tema já foi solicitado em forma de trabalho escolar (E.E. Assis Chateaubriand) e será trabalhado sob a forma de Atividade Dirigida (E.M. Dilermando Cruz).

Escola Conectada: Competências e Projeto de Vida





Aqui vai uma dica para professores e diretores em termos de Educação a Distância: no próximo dia 23 de abril (feriado de S. Jorge no Rio de Janeiro) começam as inscrições para o Curso em Experiência de Aprendizagem Colaborativa (EAC) pela Escola Conectada do Instituto Ayrton Senna. O tema da EAC é "As Quatro Competências e o seu Projeto de Vida".

O curso começa no dia 08 de maio e termina em 17 de junho. São 80 vagas. Inscrevam-se!

Eu já fiz várias EACs através da Escola Conectada (antiga Escola2000) e posso garantir que vale a pena, pois a estratégia da Educação Colaborativa vigora à partir da interação dos cursistas e a mediação de um coordenador (ou tutor).

As trocas de experiências e todas as possibilidades criadas que facilitam a aprendizagem é muito enriquecedor. Espero poder conseguir a minha vaga, pois o mesmo é muito concorrido e eu mesma perdi a primeira EAC deste ano.

Ah, inclusive, eu aprendi a trabalhar mesmo com Blog através das EACs da Escola Conectada.

Estou repassando as informações acerca do mesmo, disponibilizadas no site da Escola Conectada, mas as datas das atividades estão erradas. Eles devem corrigir depois.

Tema
Competências e Projeto de Vida

Agente Técnico(a)Lenise Garcia


Inscrições
a partir de 23 de abril


Público-alvoProfessores ou gestores interessados em discutir e aprofundar seus conhecimentos sobre o desenvolvimento de competências para a vida.


Vagas
80


Ementa
Entendemos que a Educação deve nos ajudar a transformar nossos potenciais em competências para a vida, propiciando o desenvolvimento do projeto de vida de cada um. A EAC discutirá a base e a justificativa dessa visão e explorará as suas implicações para a escola.


Objetivos
- Discutir como o desenvolvimento das competências pessoais garante um projeto de vida bem sucedido;
- Identificar as aprendizagens necessárias para desenvolver as competências pessoais e relacionais;
- Realizar ações práticas que evidenciem o desenvolvimento de competências cognitivas e produtivas.


Metodologia/Dinâmica
Aprendizagem colaborativa, utilizando ferramentas de interação na Internet, como grupo de discussão e fórum (interação assíncrona), leituras, vídeos e realização de atividades.


Requisitos para participação
Ter endereço de correio-eletrônico e dispor de cerca de 5 horas por semana [para interações assíncronas via Internet, leituras e planejamentos].


Cronograma
De 06 de maio a 17 de junho


20/02/2008 - Apresentação
Apresentação


27/02/2008 - Atividade 1
Educação e Projeto de Vida


05/03/2008 - Atividade 2
As Quatro Competências Básicas e o Projeto de Vida


12/03/2008 - Atividade 3
Desenvolvimento das competências básicas e o papel da escola


26/03/2008 - Atividade 4
É possível avaliar uma educação para a vida?


02/04/2008 - Atividade 5
Fechamento dos trabalhos e avaliação da EAC


Duração
30 horas


Certificado
Para fins de certificação, serão considerados os seguintes critérios de avaliação:


- Interação geral [participação qualitativa no grupo de discussão] - 35%
- Interação geral [participação qualitativa nos chats, fóruns] - 10%
- Atividade individual [processo e produto] - 10%
- Atividade em grupo [processo e produto] - 15%
- Avaliação e Auto-avaliação [em cima de indicadores que serão apresentados] -30%