quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

19/01: Temporal no Rio sinônimo de quedas de árvores, enchentes, falta de energia e telefone




Vista da Igreja Nossa Senhora da Penha, Bairro da Penha, Rio de Janeiro
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)




Como eu já mencionei neste espaço, as ações preventivas nunca acontecem mediada por alguma esfera governamental. E, não adianta reclamar ou entrar com processo, pois - via de regra - a calamidade acontece primeiro para depois haver alguma intervenção.

Ontem (19/01), mais uma vez, choveu forte no Rio de Janeiro. No bairro da Penha, onde moro, o temporal caiu justamente na hora (19h) que eu estava indo para a casa da minha mãe, que fica a alguns metros da minha rua.

Ventou e choveu muito e, como é o habitual, faltou luz. A rua da minha mãe ficou intransitável. Muitos galhos de árvores, amêndoas na rua e nas calçadas, fios de eletricidade e de telefones suspensos. Foi um verdadeiro caos.

Ligamos a noite toda para a Light e nada! Horas depois, os bombeiros apareceram – depois de terem sido chamados – para cortar os galhos de uma árvore, que ameaçavam cair, assim como tirar os fios de eletricidade que ficaram sobre o portão do edifício, localizado ao lado da vila, onde a minha mãe mora.

Passamos a noite toda sem energia e esta situação – face ao calor intenso que estamos sentindo neste verão no Rio de Janeiro – fez piorar o meu quadro, pois eu já estou em processo de alergia ao calor. Já deu para imaginar como dormir... se é que dá para dizer que eu dormir.

Pela manhã, eu pude tomar uma noção maior dos danos causados pelo temporal. Tanto a rua de minha mãe quanto a situada ao lado desta apresentavam bastantes estragos.

As árvores estão altas em consequência de podas incorretas, segundo alguns especialistas. Por ocasião de alguma ventania e/ou temporal, elas acabam virando riscos de vida e materiais.



Galhos e amêndoas espalhados na rua de minha mãe
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)








Galhos e amêndoas espalhados na rua de minha mãe
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)




Detalhe da inclinação da amendoeira, localizada na frente da vila da minha mãe, para a rua
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)






Galhos e amêndoas espalhados na rua toda
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)






Galho lascado e suspenso na amendoeira de frente para a vila da minha mãe
Imagem do meu acervo particular (jan/2010)

Esta amendoeira existente na frente da vila da minha mãe, ameaça cair há bastante tempo. Meu pai era vivo e por, diversas vezes, entrou com processo na Região Administrativa e através de contato com o antigo Parque e Jardins, mas nada conseguiu a favor da remoção da árvore.

Além da ameaça de sua queda, pois a mesma já está vergando para um lado, a sua raiz se ramifica muito e - com certeza - irá provocar danos à estrutura da casa da minha mãe e da vizinha.

O canteiro da mesma já apresenta rachaduras e as raízes de outras árvores da mesma espécie, espalhadas entre outros pontos da rua, também quebraram parcialmente as calçadas.

Sou contra ao corte de árvore, mas quando esta representa sérios problemas à segurança física e material do homem, eu tenho que acatar que a melhor saída é o corte da mesma.

Apesar de esta espécie oferecer um grande sombreamento, suas folhas grandes e seus frutos (amêndoas) apresentam o inconveniente de entupir as calhas das casas (para escoamento das águas das chuvas), tal como acontece com a vizinha da minha mãe, bem como provocar o entupimento dos bueiros.

A situação da rua ao lado foi pior, pois uma árvore caiu, puxando a fiação do poste (este tombou) e ocasionando a queda de outra árvore. Ambas as ruas ficaram sem energia desde ontem.

A rua da minha mãe até agora está sem luz. A outra, eu não sei. Os moradores - revoltados pelo descaso das autoridades responsáveis - fecharam uma das vias principais com galhos de árvores, desviando o trânsito local para as ruas adjacentes.

É um absurdo a situação pela qual se encontra a maior parte dos bairros da Zona Norte. Verdadeiramente, estes se encontram abandonados!

Todo ano, na época de verão, as chuvas caem. O governo deveria desenvolver um programa de podas das árvores, pois os galhos acabam prejudicando e danificando a rede elétrica, pois acabam encostando ou arrebetendo a fiação, além de respresentarem riscos para a população e veículos estacionados abaixo destas.

Mas, estas medidas preventivas não vêm sendo – efetivamente – realizadas e, em função disso, o caos é instalado e perpetua até quando os responsáveis pelos reparos tomem a iniciativa ou atendam aos nossos pedidos de socorro.


Imagens da outra rua, situada ao lado da rua de minha mãe

(Imagem do meu acervo particular - 20/01/2010)




Poste tombado em consequência da queda da árvore





O mesmo quadro sob outro ângulo









Detalhe da primeira árvore que caiu






Detalhe de sua raiz







Seu tronco e raiz sob outro ângulo







Detalhe da segunda árvore que caiu em consequência da primeira






Segunda árvore










A rua parcialmente intransitável em razão da queda das árvores





Fechamento da Rua Quito, uma das vias de circulação principal da Penha, pelos moradores






Detalhe do bloqueio




2 comentários:

Tamiris Neves *--* disse...

Nossa professora a rua da sua mãe ficou bem ruim ein. Aqui em casa, quando chove e dá troves o máximo que acontece é a falta de luz, que é uma coisa muito insuportável. Aqui no Rio está bastante quente e nem pra dormir direito dá.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Tamiris, além dos estragos, a rua da minha mãe ficou 4 dias sem luz. Desde segunda feira, a prefeitura está podando e cortando algumas árvores da rua. O trabalho vai até a próxima sexta feira.

Realmente, o calor está insuportável e, sem luz, ninguém merece.

Beijos