segunda-feira, 8 de março de 2010

Curiosidade: Primeiro Sismógrafo do Mundo

Sismógrafo de Chang Heng - China (132)
Imagem capturada na Internet (Wikipedia)


Voltando a falar sobre terremotos... Muito antes do italiano Giusseppe Mercalli ter inventado a escala Mercalli (1902) ou da dupla Charles Francis Richter (estadunidense) e Beno Gutenberg (alemão) ter criado a escala Richter (1935), a China já havia despontado na frente com a questão dos terremotos através da invenção do sismógrafo.

Isso aconteceu há muito tempo... Durante a Dinastia Han, na China, cujo período compreendido foi de 206 a.C a 220 d.C.

No início do Século II d.C., o astrônomo imperial chinês, Zhang Heng (Chang Heng), criou um instrumento que pode ser considerado o primeiro sismógrafo do mundo.

O instrumento – bastante curioso - respondia aos profundos ruídos de um tremor de terra, não detectando – porém - pequenos abalos sísmicos na superfície.

O referido sismógrafo consistia em um jarro de bronze, com tampa, com oito dragões entalhados na sua parte exterior, os quais olham para baixo. Na parte inferior e voltado para os dragões se encontram dispostos oito sapos, todos com a boca aberta.

O instrumento funcionava da seguinte maneira: em sua parte interna há um pêndulo, pesado, suspenso, que se movimentava por efeito de um tremor de terra e à partir de seu movimento, alavancas internas eram acionadas, ativando o gatilho para a liberação de uma bola, que se encontrava presa na boca do dragão. A boca do dragão se abria, lançando a bola para baixo, ou seja, para a boca do sapo.

O dragão que soltava a bola era o indicador da direção do Epicentro, ou seja, do ponto da superfície do sismo. Logo em seguida e, automaticamente, o gatilho que era desativado impedindo que outra bola fosse lançada; obtendo assim, uma indicação permanente.




Outros sismógrafos similares (Imagens capturadas no Google)










Fontes:

. Blog China Imperial

. HowStuffWorks (Como Tudo Funciona)

. Super Abril

. Wikipedia

Um comentário:

Tamiris Neves *--* disse...

Professora, que diferente. Mas será que sempre existia precisão nesse equipamento? Já que se via com a bolinha caída na boca do sapo.