quarta-feira, 3 de março de 2010

Escala Richter

Imagem capturada na Internet (Google)
 
Aproveitando o tópico em destaque, terremoto, bem como a curiosidade demonstrada por alguns alunos, resolvi postar sobre a Escala Richter.
 
A Escala Richter foi desenvolvida por dois sismólogos, o estadunidense Charles Francis Richter (Hamilton, Ohio, EUA) e o alemão Beno Gutenberg (Darmstadt, Alemanha), que anos depois passaram a trabalhar, juntos, no Instituto de Tecnologia da Califórnia.
 
Usada pela primeira vez em 1935, a referida escala que leva apenas o nome de um deles (Charles Richter) é uma escala logarítimica que quantifica a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do hipocentro (ponto de origem do sismo).

Charles Francis Richter (Google)

Imagem capturada na Internet (Google)


Quanto maior a energia liberada pelo terremoto, maior a amplitude do movimento do solo causada por ele e maior a pontuação na escala Richter.
Na prática, a variação de apenas um número na magnitude de um terremoto, como por exemplo, passando de 7 para 8, significa que o sismo de 8 tem uma amplitude 10 vezes maior que o sismo de magnitude 7. Em termos de energia liberada, o sismo de magnitude 8 libera muito mais energia, cerca de 31 vezes mais energia que o sismo de magnitude 7.
 
Sismógrafos são os aparelhos utilizados para captar os tremores da terra. Isso é feito através de pequenos pêndulos fixos sobre a base do sismógrafo, os quais registram as linhas que representam a oscilação terrestre. O total registrado é transformado em números e frações decimais.
 
A princípio, a Escala Richter é infinita (ou aberta), isto é, não tem limites. Contudo, terremotos com magnitude 10 ou superior a este índice nunca foram registrados.


Imagem capturada na Internet (Google)

Escala de Mercalli

Antes mesmo de ser elaborada a Escala de Richter (1935), já existia a escala de Mercalli, criada em 1902, pelo sismólogo italiano Giusseppe Mercalli.


Imagem capturada na Internet (Google)

Diferentemente da Escala Richter, a de Mercalli se baseia nos efeitos ou danos produzidos nas estruturas e percebido pelas pessoas nas imediações do abalo. E, sendo assim, para um mesmo sismo, a intensidade pode ser diferente em diversas localidades dependendo de alguns fatores envolvidos, tais como construções de baixa qualidade e pouco resistentes; proximidade de encostas susceptíveis a desmoronamentos etc.
 
Na verdade, a importância da Escala de Mercalli é apenas qualitativa, não devendo ser interpretada em termos absolutos, pois sua classificação parte da observação e relatos de pessoas que estavam próximas ao epicentro (ponto da superfície terrestre).


Imagem capturada na Internet (Google)
Vale destacar, aqui, alguns dos piores terremotos já registrados.
 
1º de novembro de 1755: forte terremoto ocorrido em Lisboa (capital de Portugal), às 9:20h Número de mortos em torno de 100 mil pessoas. Magnitude: próximo de 9 graus na escala Richter.
 
16 de dezembro de 1811: sismo na cidade Nova Madri, Estados Unidos. Sem dados complementares. Magnitude: 8,0 graus na escala Richter.
 
28 de julho de 1976: sismo na cidade Tangshan (China), às 3:42h. Número de mortos cerca de 242 mil pessoas. Magnitude: 8,2 graus na escala Richter.
 
22 de maio de 1960: pior terremoto da história (conhecido como "O Grande Terremoto"), ocorreu na cidade de Valdivia, no Chile. Horário desconhecido. Número de mortos cerca de 5.700 pessoas. Magnitude: 9,5 graus na escala Richter.
 
. 27 de fevereiro de 2010: sismo na região de Maule (Chile), às 3:34h. Número de mortos cerca de 800 pessoas (hoje). Magnitude: 8,8 graus na escala Richter.

Fontes de Consulta

. Apolo 11

. Folha OnLine

. Mundo Educação

. Terra

. Wikipedia

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