quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Catapora: Doença viral infantil, benigna e branda, mas que necessita de muita atenção e cuidados




Imagem capturada na Internet e modificada no Adobe Photoshop
(Fonte original: Chupetes Y Biberones)

Assim como sarampo, coqueluche, rubéola, poliomielite e meningite, a catapora é uma doença infantil, mas que raramente acomete o recém-nascido. Em geral, a sua maior ocorrência se dá na faixa etária de 2 a 8 anos de idade.
 
No entanto, esta também pode acometer adultos e idosos, que não tiveram a doença na fase regular (infanto-juvenil), os quais necessitam de cuidados especiais, uma vez que podem apresentar graves complicações devido a pré-existência de outras doenças.
 
Conhecida também por varicela, a catapora é causada por um vírus chamado Varicela Zoster (Herpesvirus varicellae). Ela é uma doença benigna, branda e auto-limitada, isto é, desaparece sozinha em poucos dias. Todavia, ela é altamente contagiosa, sendo fácil a sua transmissão através do ar e/ou no contato direto com a pessoa doente.
 
Mesmo sendo, na maioria dos casos, uma doença benigna e branda, a catapora pode se tornar potencialmente grave devido às complicações que venham a surgir, seja por infecções secundárias seja pelo uso de medicamentos não recomendados a este tipo de doença ou, ainda, em decorrência de outros agravantes.
 
A principal característica da doença é a sua evolução no corpo da criança. Ela começa com manchas vermelhas (“pintas”), as quais se evoluem para bolhas de água (vesículas), que podem se romper ou não e, depois, cicatrizam-se formando crostas (“casquinhas”), que permanecem por 5 a 7 dias, para depois caírem.
 
No corpo, as lesões da catapora podem se apresentar, simultaneamente, sob estes três diferentes estágios (mancha vermelha, bolha de água e crosta), evoluindo - cada qual - para o estágio subsequente.
 
Após a queda da crosta, fica uma mancha branca no local, que desaparece logo em seguida.

A primeira parte do corpo onde as manchas se manifestam é no tronco, se espalhando – rapidamente - para os braços, pescoço, rosto, couro cabeludo e pernas.

As manchas também podem se espalhar, internamente, na boca, nas narinas (nariz), no ouvido e outros orifícios do corpo da criança.

No estágio da bolha de água é quando se dá a incidência da coceira, cujos riscos são maiores em razão das possíveis complicações que podem ocorrer.
 
Além das manchas vermelhas, os principais sintomas da catapora são: febre, mal estar, perda de apetite, cansaço e dor de cabeça. Estes, porém, podem anteceder o aparecimento das manchas no corpo em cerca de 24 a 48 horas.

A intensidade dos sintomas vai variar em função da quantidade de vírus contaminantes e da capacidade de defesa do organismo do indivíduo.
 
A maior incidência da catapora e de surtos epidêmicos da doença (quando mais de duas pessoas são contaminadas em um mesmo local) ocorre – em geral – no final da estação do inverno e início da primavera, quando o tempo está mais seco.
 
Sob condições de baixa umidade, o vírus da catapora (Varicela Zoster) permanece suspenso no ar, por mais tempo, possibilitando que sua transmissão seja mais rápida.
 
Sua transmissão pode ser feita através do contato direto com o indivíduo doente por meio das gotículas de saliva suspensas ou não no ar (através da tosse ou do espirro, por exemplo) ou pela secreção das feridas (contato com o próprio corpo do doente).
 
O período de contágio compreende desde o dia de surgimento das primeiras lesões na pele até o dia em que as mesmas já se apresentam sob a forma de crostas (“casquinhas”).
 
Tal como qualquer outra doença viral, não há um tratamento específico para a catapora. Por ser auto-limitada, ela age durante um período de tempo e depois desaparece sozinha.
 
E, em razão disso, os cuidados devem ser tomados apenas para aliviar os seus sintomas, os quais são bastante desagradáveis (mal estar, cansaço, coceira intensa etc.).
 
Em geral, as recomendações médicas são: beber muito líquido, usar roupas leves, higiene corporal diária, repouso, isolamento e unhas sempre curtas e limpas.
 
Ao mesmo tempo, deve-se evitar coçar a áreas lesionadas a fim de não provocar complicações por infecção secundária através do rompimento das bolhas ou contato com a ferida, assim como não colocar partes do corpo em risco de ter cicatrizes permanentes na pele.
 
As complicações advindas do ato de comichar o local podem também agravar o quadro do doente provocando, sobretudo, outras enfermidades, as quais podem variar desde infecções bacterianas na pele e cicatrizes, como pneumonia e, em casos mais raros, a infecção do sistema nervoso, dos rins, coração, articulações e complicações hematológicas.
 
Além destes, o uso de determinados medicamentos pode desencadear uma grave complicação, como a Síndrome de Reye, que causa danos irreversíveis ao cérebro e ao fígado (degeneração aguda).
 
A Síndrome de Reye ocorre, sobretudo, em crianças com catapora ou gripe, cujo tratamento foi incluído medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina). Estes medicamentos não devem ser usados, de forma alguma, em crianças com catapora (ou gripe).
 
Em geral, a recuperação completa da Catapora ocorre de 7 a 10 dias depois do aparecimento dos primeiros sintomas.
 
A catapora só se pega uma vez e, por esta razão, a pessoa que já teve a doença fica imune para o resto da vida. Contudo, o vírus Varicela Zoster permanece latente no organismo do indivíduo, podendo provocar outra doença, conhecida como Herpes-Zoster (ou cobreiro).
A sua prevenção pode ser feita através da vacina antivaricela, em uma única dose, sendo permitida a partir de 12 meses de idade (1 ano).
 
A rede pública de saúde não oferece esta vacina, gratuitamente, ao contrário, das demais vacinas para a faixa etária infantil, tais como a BCG (Tuberculose), Sabin (contra a Paralisia Infantil), Tríplice (Difteria, Tosse Comprida e Tétano), Sarampo, MMR (Reforço contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola), a Hepatite do tipo B e Anti-Hemofilos tipo B. Sendo estas duas últimas, apenas para crianças menores de um ano.
 
Sendo assim, a vacina para Catapora só encontrada na rede privada de serviços (clínicas especializadas em vacinas).

Fontes de Consulta

4 comentários:

Bruna Kely disse...

Professora, é verdade. Tem que ter muitos cuidados. Eu tive quando estava bem pequena, e acredita que até hoje tenho marcas? rs
Beijos.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Bruna,

As marcas ficaram permanentes, porque você - na certa - coçou. Eu também tive catapora, quando pequena (Há milhões de anos atrás. Ha, ha, ha!) e sei o quanto a coceira é intensa.
A Ana Carolina sofreu muito nos primeiros dias e eu - em cima - a fim de que ela não coçasse.
Agora, está bem melhor, pois o estágio da casquinha (crosta) já predomina em seu corpo e rosto (infelizmente, a catapora se espalhou para o rosto também e ouvido).

Beijos

andressa andrade disse...

Espero que sua filha melhore logo professora.
Beijos

Anônimo disse...

Olá, eu li esse post que você colocou sobre Catapora. Eu tenho 13 anos e esse é o 4ª dia que eu estou com catapora. A Coceira não achei tão intensa, coça um pouco só, o meu problema são as feridas que já estão com a casquinha, e parece que tem pús saindo delas, não sei direi.

Gostaria de saber quanto tempo mais eu ficarei de catapora, pois minha prima já teve e ficou 15 dias de molho em casa.
Desde já agradeço.