segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ETA: Cessar-fogo é pouco; Espanha quer a sua dissolução


Imagem capturada na Internet (Fonte: ASEH)


Insuficiente”, esta foi a expressão utilizada pelo governo e os principais partidos políticos espanhóis quanto à mensagem do ETA, anunciado ontem através de vídeo, acerca de um novo cessar-fogo de suas atividades armadas em prol de um processo de negociação justa e democrática para resolver a situação conflitante entre o povo basco (que lutam pela independência do País Basco) e a Espanha.
 
De acordo com a avaliação do ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, o anúncio do fim das ações armadas por parte do ETA é um passo insuficiente, uma vez que o grupo terrorista "tem de deixar a violência totalmente, para sempre" (Terra Notícias). Opinião esta compartilhada por todos, assim como ao prosseguimento da política antiterrorista do governo.
 
Para o líder do conservador Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, principal partido de oposição ao governo, o quê mais interessa, neste momento, é a dissolução do grupo terrorista ETA e mais, ele confirmou o seu apoio caso o governo mantenha a sua atual política antiterrorista.
 
Para Antonio Basagoiti, presidente do Partido Popular (PP) no País Basco, o comunicado do ETA consiste em uma "trégua eleitoral" para que o Batasuna e outros, braços políticos da organização terrorista, em questão, possam concorrer às eleições municipais de maio de 2011.
 
Estes por estarem associados à ETA foram considerados ilegais pela Justiça espanhola face à Lei de Partidos, que considera e atribui à ilegalidade aos partidos políticos que tenham alguma ligação com o terrorismo, coibindo-os de concorrer às eleições.
 
A situação atual da referida organização terrorista não está nada boa, segundo os especialistas, em virtude das várias prisões de seus membros nos últimos meses e da queda do apoio popular, até mesmo entre os bascos.


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