segunda-feira, 31 de maio de 2010

Copa 2010: Tirando dúvidas a respeito das Atividades de Pesquisa

A fim de tirar qualquer dúvida acerca do levantamento dos dados geográficos dos países participantes da Copa do Mundo 2010, gostaria de lembrar que as 32 seleções que irão jogar são dos seguintes países, por continente:

. Ásia: Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte;

. América: Brasil, Chile, Paraguai, Estados Unidos, México, Honduras, Argentina e Uruguai;

. África: Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Argélia e África do Sul (país-sede);

. Europa: Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália, Holanda, Grécia, Eslovênia, Portugal e França;

. Oceania: Austrália, Nova Zelândia.


Grupos

. Grupo A: África do Sul, México, Uruguai e França;

. Grupo B: Argentina, Nigéria, Coreia do Sul e Grécia;

. Grupo C: Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia;

. Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana;

. Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões;

. Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia;

. Grupo G: Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

. Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras e Chile.


Quanto à pesquisa, a Internet oferece vários provedores de busca, como por exemplo 0 Google e o Yahoo.

Ainda acerca disso, uma das minhas intenções ao criar este Blog era poder oferecer - aos usuários e aos meus alunos - diversos recursos, ferramentas e endereços para consulta, capazes de subsidiar os estudos, as pesquisas e a aprendizagem nas diferentes áreas de conhecimento e, sobretudo, em Geografia.

Sendo assim, recentemente, eu destaquei alguns links, onde os alunos podem pesquisar e retirar informações sobre os países, seja a nível de indicadores sociais ou econômicos.

Estes endereços se encontram na lateral, a esquerda, abaixo do mapa-múndi, com o título O Mundo em Questão.

Os grupos já podem iniciar a pesquisa.

domingo, 30 de maio de 2010

Mensagem: O Cão Velho, o Leopardo e o Macaco


No ritmo da Copa do Mundo no continente africano (África do Sul)...



Imagem capturada na Internet (Fonte: Colorir Desenhos)




O Cão Velho, o Leopardo e o Macaco

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho cão com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.

Vagueando a esmo, à procura do caminho de volta, o velho cão percebeu que um jovem leopardo o tinha visto e caminhava na sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço...

O cachorro velho pensou:

- Oh, oh! Estou mesmo enrascado!

Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de se apavorar ainda mais, o velho cão ajeitou-se junto ao osso mais próximo, e começou a roê-lo, dando as costas ao predador.

Quando o leopardo estava a ponto de atacar, o velho cachorro exclamou bem alto:

- Este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspendeu o seu ataque, já quase começado, e esgueirou-se na direção das árvores.

- Caramba! - pensou o leopardo, - essa foi por pouco ! O cão velho quase me apanhava!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria o predador que o cão não tinha comido leopardo algum....

E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro viu-o a correr na direção do predador em grande velocidade, e pensou:

- Aí tem coisa!

O macaco alcançou o felino, cochichou-lhe o que lhe interessava e fez um acordo com o leopardo.

O jovem leopardo ficou furioso por ter sido feito de parvo, e disse:

- Macaco! Sobe para as minhas costas, para veres o que acontece com quem se arma em esperto comigo!

Agora, o velho cão via um leopardo furioso, a vir na sua direção, com um macaco nas costas, e pensou:

-E agora, o que é que eu posso fazer?

Mas, em vez de correr (sabia que suas pernas doridas não o levariam longe...), o cachorro sentou-se, mais uma vez dando costas aos agressores, fazendo de conta que ainda não os tinha visto, e quando estavam suficientemente perto para o ouvirem, o velho cão disse:

- Mas afinal onde está o raio daquele macaco? Estou a morrer de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e nunca mais chega!



Moral da história: Idade, experiência, sensatez e habilidade sempre sobrepõem-se à insensatez e ao nervosismo.

Não importa a idade, mas – em geral – com o passar dos anos a cautela, a experiência e a maturidade nos fazem ser mais sábios. Sabedoria e idade sempre andam juntas. Não desdenhe e nem subestime os mais velhos.

Atividades Dirigidas: Copa do Mundo 2010


Texto modificado em 30/05/2010, 9h10 (imagem/Tabela 2)




Imagens capturadas na Internet (Fonte: Google)


Faltam apenas 11 dias para o início do Campeonato Mundial de Futebol (Copa do Mundo) e os alunos já se organizaram em grupos para as atividades de pesquisa acerca de diferentes tópicos a serem abordados, tendo como “fundo de pano” a Copa deste ano, que será realizada na África do Sul.

Em função das proximidades das avaliações escolares (semana passada e a próxima) e, também, das dificuldades em organizar grupos em algumas turmas, o sorteio dos temas e dos países será realizado na próxima 2ª e 3ª feira.

A minha proposta de trabalho é, mais ou menos, similar a do projeto da Copa de 2006, o qual apresentei às duas escolas em que trabalhava (a ex-E.E. Assis Chateaubriand e à E.M. Dilermando Cruz).

Como sabemos, o tema – Copa do Mundo – proporciona uma riqueza de abordagem que ultrapassa o seu nível de tratamento exclusivamente no âmbito esportivo, passando à discussão e análise, também, dos aspectos sociais, políticos, econômicos, ambientais e culturais.

Seu universo de abrangência permite diferentes níveis de trabalho desde unidisciplinar até os integrados, como multi ou interdisciplinar. Sem falar da grande oportunidade de estimular a criatividade dos alunos através de trabalhos manuais e outras habilidades artísticas (música, dança etc).

Eu cheguei a articular, com os alunos, a apresentação de danças típicas como um dos itens a ser pesquisado e oferecido à Comunidade Escolar, tal como eu solicitei no projeto de 2006, mas devido ao pouco tempo disponível para o ensaio em razão do próprio processo ensino-aprendizagem e dos trabalhos dos outros professores, acabei desistindo da empreitada. Para alegria de uns e tristeza de outros!

Sob esta perspectiva mais abrangente e, sobretudo, acerca do continente africano, os trabalhos sobre a Copa do Mundo (2010) serão selecionados de acordo com o ano das turmas e aos seguintes níveis de tratamento:

Copa do Mundo 2010: levantamento de dados geográficos dos 32 países participantes (vide tabelas); participação dos referidos países nos Campeonatos Mundiais anteriores (1930-2010); bandeira; localização geográfica (mapa); o nível de desenvolvimento dos países (desenvolvidos x subdesenvolvidos); o contexto das multinacionais ligadas ao evento esportivo (patrocinadoras e parceiros) face ao fenômeno da globalização, da transferência para os países subdesenvolvidos etc.

África do Sul: as atividades voltadas para o país-sede da Copa 2010 serão direcionadas para a posição deste como a maior economia do continente africano; o contexto histórico e a herança deixada pelo regime Apartheid; Nelson Mandela, entre outros.

Continente africano: tópicos associados ao processo histórico do continente (seus antigos reinos, a partilha e colonização européia, a descolonização); o tráfico de escravos para o Novo Mundo (América); suas riquezas naturais; a fauna e flora; os povos pré-industriais ainda existentes em seu território; seus problemas ambientais e sociais atuais (desnutrição, fome, AIDS etc.); a regionalização do continente africano; a economia e o subdesenvolvimento; os conflitos étnico-culturais e armados; a biografia de determinadas personalidades que fizeram história no continente e em determinadas nações, entre outros.

Este ano temos algo a nosso favor, isto é, um professor de Geografia atuando no Laboratório de Informática. Ele não é da rede de ensino, mas está desenvolvendo um trabalho e se ofereceu para atuar em parceria com os professores da mesma área de conhecimento.

Como o Laboratório de Informática, infelizmente, é um ambiente pouco aproveitado por não comportar uma turma inteira e pela necessidade diária de haver um funcionário para acompanhar e orientar os alunos que queiram pesquisar na Internet, a sua participação e presença neste permitiu um melhor aproveitamento do espaço e da tecnologia. E, com toda a certeza, de fundamental importância para os trabalhos atuais sobre a Copa 2010.

As turmas do 7º ano (1705 e 1706) realizarão atividades de pesquisa integrada nas áreas de Geografia e História (eu e a Profª. Sandra Amadeu). Eles trabalharão temas associados ao continente africano, os quais versarão sobre o seu processo histórico desde os antigos reinos até o período da colonização européia e da descolonização; do tráfico de escravos para a América; o continente africano e seus países (regionalizações política e étnica); suas riquezas naturais; a fauna e flora e os povos pré-industriais.

Estas atividades serão apresentadas através de cartazes e de um “Álbum Histórico-Geográfico: o Continente Africano”.

Tanto as turmas do 8º ano quanto às do 9º ano realizarão atividades de pesquisa sobre os países participantes da Copa (tabela, bandeira, mapa, curiosidades etc.), como também sobre outros temas correlatos.

Os países selecionados às turmas 1804 e 1805 pertencem à América, África e Oceania.

Os demais temas a serem pesquisados e apresentados pelos alunos, sob a forma de cartazes, são: o nível de desenvolvimento dos países (desenvolvidos x subdesenvolvidos); as multinacionais associadas ao evento esportivo; o tráfico de escravos para a América (características dos bantos e sudaneses).

Os países selecionados às turmas 1901, 1902, 1903 e 1904 pertencem à África, Europa e Ásia.

Os temas a serem pesquisados pelos alunos serão apresentados, também, sob a forma de cartazes e serão expostos na Unidade Escolar. Estes versarão sobre o processo histórico colonial da África (colonização e descolonização); as formas de regionalização do continente africano; seus problemas ambientais e sociais; os conflitos étnico-culturais e armados; a África do Sul como país emergente; Soweto; o Regime Apartheid; a biografia de determinadas personalidades ilustres, tais como Nelson Mandela, Desmond Tutu, Chris Hani, Shaka Zulu e Frederik De Klerk.

Espero que não só as torcidas se empenhem a gritar e torcer por suas respectivas seleções, mas que os alunos se esforcem para pesquisar e adquirir conhecimentos diversos - no âmbito dos países participantes da Copa do Mundo deste ano, do país-sede do evento esportivo e do continente africano.


Ficha de Dados Geográficos





Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)

Xenofobia

Relembrando o tópico Xenobofia, tratado em sala de aula, o qual ainda vamos retomá-lo através de Atividade Dirigida com texto, gostaria de compartilhar este vídeo que, mesmo sob um enfoque humorístico, permeia a relação existente entre o país desenvolvido (país-sede da empresa matriz) e o país subdesenvolvido (país para o qual são transferidas as filiais destas/as multinacionais).

Xenofobia é a aversão ao imigrante, isto é, o preconceito a estes (outros segmentos também são submetidos a este tipo de relações humanas, ou melhor, desumanas).




quinta-feira, 27 de maio de 2010

Revista Veja: Acervo Digital



Em ritmo de Copa de Mundo e outras áreas de conhecimento, uma sugestão boa para os interessados e, verdadeiros, ratos da Internet (navegadores) é o Acervo Digital da Revista Veja.

O leque de informação acessível é bastante grande e se estende de 1968 até as mais recentes publicações.

Se a pessoa não tiver conhecimento quanto a data de uma reportagem específica, a manchete da capa pode abreviar o tempo de procura ou, caso contrário, a mesma pode "buscar" no próprio acervo.

Vale a pena conferir! Cliquem AQUI e naveguem sem pressa...

Ilhas Britânicas: Ilha da Grã-Bretanha e da Irlanda





Imagem scaneada e processada no Adobe Photoshop
(Livro Geografia Crítica, Vesentini e Vlach, 2007)

Um dos tópicos que os alunos apresentam grande dificuldade para compreender diz respeito a alguns conceitos geopolíticos, como as ilhas britânicas e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Como os alunos viram, em sala de aula, as três maiores ilhas do continente europeu são: a Grã-Bretanha (229.850 km²), a Islândia (103.000 km²) e a Irlanda (81.638 km²).

As ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda fazem parte e são as maiores ilhas do arquipélago britânico, tal como a imagem do primeiro mapa mostra. Os alunos pintaram estes mesmos mapas, reproduzidos em cópias xerox, preto e branco.

Vimos também que a Inglaterra (Londres), País de Gales (Cardiff) e a Escócia (Edimburgo) se encontram localizados na ilha da Grã Bretanha.

Por sua vez, a ilha da Irlanda é constituída por dois países, a Irlanda do Norte (Belfast) e a República da Irlanda (Dublin).

Tanto os países da ilha da Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales e Escócia) quanto a Irlanda do Norte, situada na outra ilha (a da Irlanda) formam o Reino Unido.

Estado monárquico, criado em 1 de janeiro de 1801. Daí o seu nome oficial: Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Tal como avisei a alguns alunos, hoje, eu gostaria que muitos testassem os seus conhecimentos acerca deste tópico através de um Quiz, publicado no G1. Vamos arriscar? Acessem AQUI!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Abalo sísmico de magnitude 6,5 na Escla Richter atinge o Acre

Ontem foi registrado um terremoto de magnitude 6,5 na Escala Richter no Acre.

Apesar da forte magnitude, o tremor não foi sentido porque este foi a uma profundidade de 580 Km.

Segundo informações publicada no Globo, ele aconteceu às 13:18h, a 125 Km da cidade Cruzeiro do Sul, no Acre, e a 330 km da cidade de Pucalpa, no Peru.

O abalo sísmico foi detectado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Fonte: O Globo

Temperaturas negativas e até neve no Rio de Janeiro


 


Imagem capturada na Internet (Fonte: Skyscraper City)



O título parece até "pegadinha", algo difícil de se imaginar em nosso estado, mas não é.

Como vimos anteriormente, os principais fatores que determinam o clima são a latitude e a altitude.

Em função da relação latitude versus radiação solar, a Terra se encontra dividida em cinco Zonas Térmicas ou Domínios Climáticos, a saber: Zona Polar Ártica; Zona Temperada do Norte; Zona Tropical (ou Intertropical); Zona Temperada do Sul e Zona Polar Antártica.
Cada uma delas apresenta características ambientais e demográficas distintas (vide matéria postada em 06/10/2008).

Contrariamente ao trecho da música "País Tropical" (Jorge Ben Jor), onde afirma que "Moro num país tropical, abençoado por Deus...", o território brasileiro não está localizado em apenas uma, mas sim, em duas zonas térmicas.

Não resta dúvida que a maior parte do território brasileiro se encontra na Zona Tropical (ou Intertropical), tal como a música referencia. E, em função disso, sabemos e sentimos na pele suas características climáticas principais, isto é, temperaturas e umidade elevadas.

Contudo, a porção Sul do país faz parte da Zona Temperada do Sul. Daí, a ocorrência de geadas e quedas de neve no inverno em algumas localidades da região Sul brasileira.
O Rio de Janeiro, portanto, está localizado na zona Tropical, ou seja, na zona mais quente e úmida do planeta. Mas, e a neve?


 

Imagem capturada na Internet (Fonte: Geo7)








A neve...

Bom, além da latitude, temos a altitude, que também é um fator determinante do clima.
A altitude corresponde à altura de um ponto qualquer da superfície terrestre em relação ao nível do mar. A cada 200 metros de altitude, a temperatura diminui cerca de um grau Celsius.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Geoportal)


Como o Rio de Janeiro é um estado montanhoso, tendo áreas de baixadas, além do clima tropical, predomina também o clima de altitude (regiões serranas), onde as temperaturas são mais baixas.

E é neste ponto que quero chegar!

Muitos alunos que já tiveram a oportunidade de conhecer os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e outros da região serrana já confirmaram que repararam na existência de chaminés em muitas residências, bem como observaram a mudança de temperaturas (em comparação com o município do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense) e a ocorrência de algumas araucárias (araucária angustifólia, o Pinheiro do Paraná).

Pois bem, sob a influência da altitude, o Rio de Janeiro já registrou temperaturas baixas de até dez graus negativos, assim como uma precipitação nival (neve) que chegou a 1 metro de altura, em 1985. Onde?

No Pico das Agulhas Negras, ponto culminante de nosso estado, com cerca de 2.792 metros de altitude.

O Pico das Agulhas Negras faz parte da Serra da Mantiqueira, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, e integra o Parque Nacional do Itatiaia (o mais antigo do país, datado de 1937).

A precipitação de neve que ocorreu em junho de 1985 foi considerada atípica e atraiu bastante turistas. Vejam algumas fotos publicadas na Internet, acessando aqui, o Skyscraper City. Vejam algumas, abaixo, do mesmo link.












Geada









Geada


No ano passado, 2009, as temperaturas chegaram a menos três e menos cinco graus Celsius. Assistam a reportagem produzida pelo RJTV (Cassiano Rolim - Vídeo)















domingo, 23 de maio de 2010

África do Sul: A leveza dos Golfinhos Surfistas

Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil - Foto de Greg Huglin)


África do Sul, país-sede da Copa 2010...

A riqueza de informações sobre este país é muito grande. E não pense que o seu dossiê paira apenas em suas mazelas sócio-econômicas, seja por seu passado sombrio, maculado pela herança econômica e social do Apartheid, seja pela sua situação atual marcada por um dos maiores contingentes de soropositivos da África (HIV/AIDS) e por um dos maiores índices de criminalidade associada a armas de fogo.

Contrariamente, este se destaca como a maior economia do continente, na produção de carvão mineral, manganês, ferro, cobre, platina, diamante, ouro e urânio, que são fundamentais para o desenvolvimento industrial e, ainda, por seu grande potencial econômico para o ecoturismo.

A combinação destes aspectos e os riscos eminentes na economia com a questão da AIDS faz com que as previsões não sejam nada otimistas para este país africano. Seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) publicado em 2008 (ano base 2005) era médio (0,674), projetando-o na 121ª posição no ranking dos países.

Mas, vamos deixar para discutir estes aspectos históricos e sócio-econômicos em sala de aula ou através de pesquisas numa abrangência sobre a Copa do Mundo.

Somada às expedições e safaris que representam grandes fontes de renda para a África do Sul, uma outra atração virou destaque nas mídias em abril deste ano, prometendo ser mais um atrativo para os turistas e população local.

Trata-se das imagens e do filme produzidos pelo fotógrafo estadunidense Greg Huglin na costa litorânea da África do Sul.

A princípio, Greg Huglin foi para a África do Sul na intenção de filmar tubarões brancos, mas para sua surpresa, ele presenciou um grupo de golfinhos surfistas. A partir daí, seu objetivo se voltou para o estudo comportamental destes, que diariamente e a qualquer horário, podem ser vistos surfando.

O fotógrafo trabalhou durante seis anos, dedicando-se por três meses anualmente, para observar, fotografar e filmar os golfinhos.

De acordo com a reportagem da BBC Brasil, Greg Huglin relatou ter presenciado grupos de até 400 golfinhos surfando juntos. Inacreditável, não?!

Os golfinhos pegam ondas de até 7,5 metros de altura. Alguns, entretanto, chegam a saltar 6 metros de altura acima das ondas.

O fotógrafo desconhece o quê leva os golfinhos a surfar, mas um fato ele pode consntatar durante o período de observação... os golfinhos se divertem muito pegando ondas.

Daí, a ideia de produzir o filme "Golfinhos Surfistas", que foi lançado neste ano (abril/2010). Acesse AQUI e veja o trailer do filme.

Para visitar o site do fotógrafo, clique AQUI!

Minha filha disse que o Fantástico vai passar esta matéria hoje em sua programação dominical. Este deve se apresentar aprofundado acerca da matéria e, talvez, um trecho maior do filme.

As fotos abaixo são do fotógrafo Greg Huglin e foram capturadas na BBC Brasil.
























Curiosidades das Copas do Mundo

Painel oficial da Copa2010





Zakumi é o nome do mascote da Copa do Mundo de 2010.

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As “Feras do Mundial”, representadas por cinco animais da savana africana, como o elefante, o leão, o rinoceronte, a girafa e a zebra, em estilo tribal, foi ideia do Esporte e do Departamento de Arte do Jornalismo da Globo para a Campanha da Copa do Mundo 2010, na intenção da torcida brasileira participar ativamente do evento esportivo confeccionando bandeiras e/ou blusas com as imagens dos animais.

Cheguei a ler na mídia, que o número de animais representava os cinco títulos do Brasil (copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Entretanto, pesquisando na Internet, descobri que a imagem foi inspirada nos Big Five, os cinco animais selvagens de grande porte da savana africana, os quais são os mais difíceis de serem caçados pelo homem.




Imagem capturada na Internet



Os Big Five são constituídos pelo leão, o elefante africano, o búfalo africano, o leopardo e o rinoceronte.

Engana-se quem pensa que o termo se refere ao tamanho, tal como possa parecer, a princípio, mas este tem a ver pela dificuldade destes serem caçados. Basta observar que o leopardo consta da lista e não é animal de grande porte.

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O primeiro país da África a vencer uma partida pela Copa do Mundo foi a Tunísia. A seleção da Tunísia venceu os mexicanos por 3 a 1 durante a Copa da Argentina, em 1978.

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O Brasil é o único país do mundo que participou de todas os Campeonatos Mundiais de Futebol, desde o primeiro Campeonato, em 1930.

Lista de todos os técnicos brasileiros e o país-sede de cada Copa (1930-2010):

. 1930 (Uruguai) - Píndaro do Carvalho;

. 1934 (Itália) - Luís Vinhais;

. 1938 (França) - Ademar Pimenta;

. 1950 (Brasil) - Flávio Costa;

. 1954 (Suíça)- Zezé Moreira;

. 1958 (Suécia) - Vicente Feola;

. 1962 (Chile) - Aimoré Moreira;

. 1966 (Inglaterra) - Vicente Feola;

. 1970 (México) - Mário Jorge Lobo Zagallo;

. 1974 (Alemanha Ocidental)- Mário Jorge Lobo Zagallo;

. 1978 (Argentina) - Cláudio Coutinho;

. 1982 (Espanha) - Telê Santana;

. 1986 (México) - Telê Santana;

. 1990 (Itália) - Sebastião Lazaroni;

. 1994 (EUA) - Carlos Alberto Parreira;

. 1998 (França) - Mário Jorge Lobo Zagallo;

. 2002 (Coréia do Sul/Japão) - Luis Felipe Scolari;

. 2006 (Alemanha) - Carlos Alberto Parreira;

. 2010 (África do Sul) - Dunga.

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Zagallo foi técnico da Seleção Brasileira em 3 Copas do Mundo (1970, 1974 e 1998)


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Seleções estreantes na Copa 2010: As duas seleções, abaixo, são estreantes nesta Copa do Mundo, mas ambas já participaram em outros Campeonatos Mundiais de Futebol como partes integrantes de outros países.

- Eslováquia: participou de 8 edições da Copa do Mundo como Tchecoslováquia, sendo vice- campeã em 1934 e 1962.

Antigo país socialista, ela abandonou o comunismo, em 1989, se separando em dois países (República Checa e Eslováquia).

- Sérvia: Os sérvios participaram de 10 Copas do Mundo nas seleções, porém como parte integrante dos países Iugoslávia, bem como da Sérvia e Montenegro.

Na Copa de 2006 (Alemanha), os jogadores entraram no campo como seleção de Sérvia e Montenegro, porém sairam como dois países distintos: Sérvia e Montenegro.

Fontes:

. Duplipensar.Net

. Wikipedia

sábado, 22 de maio de 2010

Campeonato Mundial de Futebol 2010: África do Sul

Imagem produzida através do Adobe Photoshop (Acervo particular)


Faltam apenas 20 dias para o início da Copa do Mundo e, como muitos devem saber, o tema é bastante sugestivo para atividades pedagógicas nas escolas.

Eu ainda não postei nada a respeito acerca das mesmas, mas já solicitei a relação dos grupos de alunos em cada turma da E.M. Dilermando Cruz. Cada grupo não poderá exceder 4 membros (alunos), pois um quantitativo superior não é o ideal.

Eu prefiro grupos com três alunos, mas optei pelo quantitativo em torno de 3 e/ou 4 alunos, para fechar – mais ou menos – 10 a 11 grupos por turmas.

O tema constitui uma fonte de conhecimentos, proporcionando diferentes tipos de abordagem em todas as áreas disciplinares. Induz a um trabalho multidisciplinar e, porque não, interdisciplinar?!

Como pode-se observar sua linha de pesquisa não permeia apenas o âmbito esportivo, mas também a uma análise quanto aos aspectos sociais, históricos, políticos, econômicos, culturais e ambientais, que envolvem todo o contexto do país-sede e do seu continente. Ou melhor, especificando, da África do Sul e do próprio continente africano.

É a primeira vez que um país do continente africano sedia uma Copa do Mundo (também nunca sediou uma edição das Olimpíadas).

Desde o primeiro Campeonato Mundial (1930) até o último (2006) somam-se dezoito Copas. Portanto, o deste ano é o décimo-nono e será realizado a partir do dia 11 de junho, na África do Sul.

Além de sua grande riqueza natural, a África é um continente de contrastes, de uma cultura rica, mas vivenciando - até hoje - conflitos e muitos problemas sociais, econômicos e ambientais herdados de seu passado colonial, bem como mais recentes.

Quanto ao Campeonato Mundial 2010 (Copa do Mundo) são 32 países classificados e divididos em oito grupos, a saber por:

Continentes

. Ásia: Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte;

. América: Brasil, Chile, Paraguai, Estados Unidos, México, Honduras, Argentina e Uruguai;

. África: Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Argélia e África do Sul (país-sede);

. Europa: Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália, Holanda, Grécia, Eslovênia, Portugal e França;

. Oceania: Austrália, Nova Zelândia.

Grupos

. Grupo A: África do Sul, México, Uruguai e França;

. Grupo B: Argentina, Nigéria, Coreia do Sul e Grécia;

. Grupo C: Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia;

. Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana;

. Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões;

. Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia;

. Grupo G: Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

. Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras e Chile.


Aproveito para compartilhar dois vídeos sobre a Copa 2010. O primeiro foi apresentado no sorteio da Copa do Mundo. Muito interessante. Segundo informações obtidas na Internet, este fora gravado no deserto do Kalahari.

O segundo é da música oficial da Copa 2010.










Cenas inusitadas marcam o encontro do ambientalista Damian Aspinall com o gorila Kwibi


A outra matéria que me chamou a atenção, também, hoje, foi o encontro de um antigo tratador e um gorila. O encontro foi no mês passado, mas as imagens eu assisti, hoje, em jornal de uma emissora de televisão e fiquei fascinada. Pode até parecer exagero, mas fiquei mesmo!

Pesquisei na Internet e descobri que o seu tratador, Damian Aspinall, é um ambientalista que trabalha na Fundação John Aspinall (deve ser da família), cuja linha de trabalho é reintegrar gorilas à vida selvagem, ou seja, ao seu habitat natural. A Fundação Aspinall funciona em um parque de vida selvagem, chamado Howletts, localizado na Inglaterra.

Por meio da Fundação, os animais são tratados até estarem prontos para serem transferidos para uma reserva florestal no Gabão (África).

O interessante foi o encontro do ambientalista com um gorila, o Kwibi, que foi criado no Parque Howletts pelo referido ambientalista e, em 2005, fora encaminhado para a reserva florestal no Gabão.

Foram cinco anos de distanciamento entre ambos e, o momento do reencontro foi sob tensão, afinal o que Damian Aspinall sabia era que, há alguns anos, Kwibi já havia atacado duas pessoas e era impossível saber - ao certo - como seria a sua reação.

Em abril passado, o ambientalista voltou à Reserva Florestal no Gabão para tentar encontrar Kwibi. Por várias horas chamou o gorila e, para sua surpresa, logo depois, ele apareceu.

Apesar do clima tenso, principalmente para o ambientalista, o gorila mostrou-se lembrar do seu criador e interagiu carinhosamente com este. O gorila Kwibi comeu na mão do seu antigo criador, assim como o abraçou e trouxe sua família para junto deles.

Assista o vídeo abaixo.

Fonte: Blog Animal - Época

Recorde: Jovem de 13 anos escala o Monte Everest (Himalaia)

Imagem capturada na Internet (Fonte: O Globo)



Hoje, uma notícia me chamou a atenção... Foi a do estadunidense Jordan Romero, de 13 anos, que escalou o monte Everest, no Himalaia, na fronteira entre o Tibete e o Nepal.

A proeza em si não é apenas pelo fato de alcançar o topo mais alto do mundo (8.848 metros de altitude), mas sobretudo pela idade dele. Este sim é recorde!

A equipe fez contato, hoje, pela manhã e desta fazem parte o adolescente, seu pai (experiente alpinista e médico fisiologista), sua madrasta e três guias sherpas.

Os sherpas (ou xerpas) são grupos étnicos que vivem na região mantonhosa do Nepal, ou seja, nos pontos altos do Himalaia. Muitos exercerem atividades de fazendeiros, comerciantes e, sobretudo, de guias e carregadores para as expedições de alpinistas na referida cordilheira.

Todavia, hoje, o termo sherpa é empregado para todo e qualquer guia ou carregador que preste serviço a aqueles que desafiam e se aventuram pelo Himalaia.

De acordo com a Gazeta Esportiva, Jordan começou ter a vontade de escalar o Monte Everest desde a idade de 9 anos. Ele chegou a se preparar, durante um mês, dormindo em uma tenda com eleitos especiais de simulação de áreas de altitudes elevadas.

Esta não é a sua primeira experiência em alpinismo. Quando tinha 10 anos, ele subiu o Monte Kilimanjaro, na África. E, com certeza, houveram outras, pois segundo a matéria vinculada a sua proeza no Everest, seu próximo objetivo é subir o Vinson Massif, na Antártida, o ponto que falta para completar as montanhas mais altas de todos os continentes.

Acho surpreendente o sonho e a persistência de certos jovens em alcançar aquilo que acreditam ser o seu projeto de vida. Muito legal!

Não resta dúvida que a influência da família e/ou de uma das partes desta também contribui e muito.

Fontes:

. Gazeta Esportiva

. O Globo

. Wikipedia

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vídeo-documentário: Xingu, A luta dos povos pelo rio

Retomando a temática acerca do projeto de construção da Usina de Belo Monte, no baixo Xingu, no Pará (vide imagem ao lado), gostaria de compartilhar o endereço do documentário produzido pelo Instituto Socioambiental (ISA) sobre a trajetória histórica desta polêmica gerada por interesses divergentes entre as populações indígenas e ribeirinhas (contrárias a realização das obras) versus os representantes do governo federal e das Instituições ligadas ao setor produção de energia (favoráveis às obras).

Trata-se do documentário "Xingu, A luta dos povos pelo rio"

O documentário se encontra disponível no You Tube. Contudo, compartilhado em três vídeos.

No site do Instituto Sócioambiental é possível assistí-lo em um único documentário.

Confira, clicando AQUI!

Projeto de Lei Ficha Limpa é aprovado, por unanimidade, pelo Senado

Imagem capturada na Internet (Google)



Apesar de ter estado ausente no Blog por problemas particulares, acompanhei o movimento popular para a Campanha do Projeto de Lei "Ficha Limpa".


Campanha esta, séria e de grande importância ética em um país conhecido, mundialmente, pela corrupção, pela impunidade, improbidade administrativa, entre outros.

E, para nossa alegria, o projeto foi aprovado no Senado, por unanimidade, no início da noite de ontem.

A Campanha "Ficha Limpa" foi lançada, em abril de 2008, visando resgatar e tornar os critérios de inelegibilidade mais rigorosos, isto é, fazer valer os critérios legais sobre aqueles que não podem se candidatar e/ou exercer uma função pública, política.

De acordo com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos tem por objetivo aumentar as situações que sejam impedidos o registro de uma candidatura, no qual se incluam:

- Pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves, tais como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas.

- Parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição e fugir de possíveis punições;

- Pessoas condenadas em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.

Além disso, estender o período que impede a candidatura para oito anos, bem como tornar mais rápido a análise dos processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos.

Apesar de meu total apoio e reconhecimento, a imagem e o histórico da nossa política brasileira nos torna - um pouco - pessimista quanto à criação de novos artifícios para driblar tais medidas legais. Espero estar totalmente errada neste pensamento e crer que nem tudo está perdido na política do país.


Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Magno Malta e o deputado José Eduardo Cardozo
(Fonte: Agência Estado - Último Segundo)

Fontes:

. Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)

A Polêmica da Usina de Belo Monte



Imagem capturada na Internet (Google)

Tal como prometi a alguns alunos, interessados em temas mais “atuais”, a postagem de hoje é sobre a grande polêmica que ronda a construção da Usina de Belo Monte, no baixo rio Xingu, no estado do Pará.

Coincidentemente, as turmas 1705 e 1706 da E.M. Dilermando Cruz realizaram uma atividade complementar sobre as Terras Indígenas (TIs) e seus principais problemas, tendo entre estes a construção de usinas hidrelétricas.
 
Quando mencionei a mobilização dos povos indígenas, ao longo dos anos, contra o projeto de construção da Usina de Belo Monte, para a minha surpresa, alguns alunos da Turma 1705 lembraram um fato ocorrido em 2008, em Altamira, no estado do Pará, quando um engenheiro da Eletrobrás foi atingido e ferido pelos índios, no ombro, com um facão.
 
Salientei a importância de acompanhar os noticiários e os fatos que estão acontecendo no mundo e no Brasil, seja em jornais impressos, televisivos ou na Internet.
 
O ideal no processo ensino-aprendizagem é o aluno conseguir associar o tópico da aula com os fatos reais, isto é, contextualizá-lo à realidade ou ao passado seja em escala nacional e/ou mundial.
 

Imagem capturada na Internet (Fonte: G1/Globo)
A polêmica em torno da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte não é recente, como possa parecer para alguns. Durante períodos de governos distintos, o tema veio à tona e provocou mobilizações e manifestações públicas de povos indígenas, ribeirinhos, ambientalistas, entre outros.

Sendo construída no trecho da bacia, conhecido como Volta Grande do Rio Xingu (Pará), a Usina de Belo Monte será a terceira maior do mundo, em capacidade instalada, sendo superada apenas pelas hidrelétricas de Três Gargantas (China) e a de Itaipu (binacional), localizada na fronteira do Brasil com o Paraguai.

De acordo com o Governo Federal, 2015 é o ano previsto para a usina entrar em funcionamento.

Contudo, três pontos ainda aparecem obscuros na opinião dos especialistas da área. As incertezas recaem quanto aos custos das obras, aos níveis de impacto ambiental e, sobretudo, a sua capacidade de geração de energia.

Bom, o início de tudo começou na década de 70 do século XX, quando as Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), recém-criada em 1973, iniciaram os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu, com mapeamento de toda a sua bacia e o levantamento dos pontos mais adequados para a construção de barragens.

Em 1980, com a conclusão dos estudos e das prospecções realizadas, o relatório apresentado conjeturava a construção de seis usinas hidrelétricas. Entre estas usinas, constava a de Belo Monte, que originalmente fora denominada Kararaô.

A construção destas usinas, que iriam constituir o chamado Complexo Hidrelétrico do Xingu, provocaria o alagamento de mais de 18 mil Km², atingindo 12 Terras Indígenas (TIs), além de grupos isolados da região.
 
No mesmo ano, a Eletronorte iniciou os estudos de viabilidade técnica e econômica do chamado Complexo Hidrelétrico de Altamira (Pará), que abrangia as Usinas de Babaquara (6,6 mil MW) e Kararaô (11 mil MW). Tais estudos indicavam Kararaô (atual Belo Monte) como a melhor opção para iniciar a integração das usinas do Complexo Hidrelétrico do Xingu ao Sistema Interligado Brasileiro.
 
Em 1988, o Relatório Final do Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu foi aprovado pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), órgão federal já extinto.
 
O rio Xingu faz parte da Bacia Amazônica. Afluente da margem direita do rio Amazonas, este nasce e atravessa o estado do Mato Grosso, corta o Pará e desemboca próximo à foz do rio Amazonas.
 
Mas, como todos sabem, a construção de uma usina hidrelétrica não envolve apenas a obra da barragem, da usina em si. Os riscos e os impactos ambientais (sociais inclusos), indubitavelmente, devem ser levados em consideração e com seriedade, pois toda a área afetada com as obras vai ser submetida a algum tipo de alteração no meio ambiente (áreas alagadas, deslocamento da população local, fauna e flora ameaçadas, problemas quanto à vazão do rio, a seca etc.).
 
A instalação de uma usina hidrelétrica requer, basicamente, a construção de uma barragem, que interrompe o curso normal do rio, ocasionando a formação de um lago artificial (reservatório); sistemas de captação e adução de água; casa de força e sistema de restituição de água ao leito natural do rio.
 
A legislação ambiental exige no caso de grandes obras de engenharia e, neste caso, de construção de uma Usina Hidrelétrica, a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e a apresentação de um Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA).
 
Como era de se esperar, tal empreendimento do Governo Federal não teve total aceitação e apoio por parte, principalmente, das populações indígenas, ribeirinhas e dos ambientalistas, que cobraram informações quanto às obras e os reais impactos a serem gerados.

Após décadas e décadas sem serem ouvidos e/ou consultados a respeito do grandioso projeto e se contrapondo ininterruptamente a sua realização, os povos indígenas do Xingu realizaram várias manifestações públicas e Encontros para debater a questão.

Suas cobranças pairavam sobre a importância da integridade dos seus respectivos territórios, das espécies da fauna e flora local, bem como da vida das populações ribeirinhas que também dependem diretamente do rio.

Além destas questões, os índios argumentavam que as relações estabelecidas entre os representantes do Governo Federal e os diferentes povos indígenas, que habitam a área, tendiam para o conflito eminente devido à falta de consulta à opinião destes últimos à construção das seis barragens no rio Xingu.

Só para se ter uma ideia, segundo o Instituto Socioambiental, 24 povos indígenas vivem na área da bacia do rio Xingu, comportando mais de 15 mil índios.

Algumas das manifestações e/ou Encontros dos povos indígenas foram marcados pela hostilidade e indignação destes, muitas das vezes, com ocorrência de atos de violência contra os representantes do lado adversário.

Enquanto, para muitos, estas atitudes eram sinais de total desordem e de violência extrema, para outros, os índios agiam sob o impulso da luta e de defesa de seus territórios. Eram os indícios de uma guerra declarada entre os povos indígenas e o Governo Federal.

O próprio presidente José Sarney, na época do seu mandato, foi considerado um inimigo por parte da população indígena.

O 1° Encontro dos Povos Indígenas realizado em Altamira (Pará), em fevereiro de 1989, reuniu cerca de três mil pessoas, segundo o Instituto Socioambiental.
 
Foram 650 índios de diversas regiões do país, bem como de fora, estando os grupos nacionais sob as lideranças do cacique kayapó Raoni, Paulo Paiakan, Marcos Terena e Ailton Krenak.
 
Entre as autoridades políticas e outros segmentos fizeram presença, o então diretor da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, o então presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Fernando César Mesquita, o então prefeito de Altamira, Armindo Denadin; deputados federais; ambientalistas, cerca de 150 jornalistas (nacionais e internacionais) e o cantor britânico Sting.
 
Imagem capturada na Internet (Google)

 
Sting se posicionou a favor da floresta, do diálogo e da importância de que os brasileiros precisavam ser ouvidos, em especial, os povos indígenas.
 
Durante a apresentação de José Antônio Muniz Lopes (Eletronorte), a índia Kayapó Tuíra (prima do Paiakan) manifestou a sua indignação encostando a lâmina de seu facão no rosto do referido engenheiro e diretor da Eletronorte.
 


Imagem capturada na Internet (Google)

A presença da imprensa nacional e internacional fez com que o caso tivesse grande repercussão nas mídias nacionais e internacionais e, ao mesmo tempo, um marco do socioambientalismo no Brasil.
 
Após o incidente e admitindo que o nome Kararaô, que significa na língua Kaiapó, “grito de guerra”, denotava uma agressão cultural aos índios, o diretor da Eletronorte - José Antônio Muniz Lopes – determinou que a usina receberia outra denominação (Belo Monte) e que, por isso, nenhuma outra usina receberia nome de origem indígena.


Imagem capturada na Internet (Google)
Ainda sob os efeitos do clima de hostilidade criado no referido Encontro de Altamira, o Banco Mundial (BIRD) suspendeu o financiamento para as obras. E, em consequência disso, o Governo Federal decidiu por suspender, temporariamente, o projeto.
 
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), o projeto do Complexo Hidrelétrico do Xingu fazia parte como uma das obras estratégicas do Programa "Avança Brasil" (2000-2003).

Este contempla o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte não apenas como uma obra estratégica, com a intenção de elevar a oferta de energia do país, mas também como um projeto estruturante do Eixo de Desenvolvimento - Madeira/Amazonas.

No mesmo ano (2000), a Fundação de Amparo e Desenvolvimento de Pesquisas (Fadesp), ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA), foi contratada para elaborar os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A Instituição responsável pela elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte foi a Fundação de Amparo e Desenvolvimento de Pesquisas (Fadesp), ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA). Esta foi contratada no ano de 2000.

Cumprindo com a sua função em relação às populações indígenas (item V do Art.129), o Ministério Público Federal do estado do Pará entrou, em 2001, com oito processos na Justiça contra a instalação da usina fundamentado nos seguintes pontos: os reais custos que envolvem a obra, os impactos ambientais a serem provocados e o desrespeito aos povos indígenas.
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) sobre o projeto baseado na inexistência de uma autorização do Congresso Nacional para o empreendimento.
 
Em setembro de 2001, uma Resolução do Conselho Nacional de Política Energética reconhece a usina de Belo Monte como obra de interesse estratégico ao planejamento de expansão de hidroeletricidade até 2010.

Com isso, o referido projeto foi repassado como herança ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003 até hoje), que prometeu rediscutir e reavaliar a implementação do Complexo Hidrelétrico do Xingu.

Durante este período todas as populações indígenas e as ribeirinhas mantiveram-se firmes, em oposição à construção das usinas, mesmo com a ocorrência de alterações nos planos originais, como – por exemplo - a redução das áreas alagadas.

Da mesma maneira como ocorreu durante a gestão dos presidentes anteriores, no governo vigente, os povos indígenas e os ribeirinhos também não foram ouvidos.

Postura esta, inconstitucional, visto que a própria Constituição Brasileira (1988) legitima a posição dos povos indígenas, quando ratifica em seu Artigo 231, do Capítulo VIII, dedicado aos Índios, os seguintes preceitos (grifos meus):
 
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
 
§ 1.º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições
 
§ 2.º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
 
§ 3.º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.”
 
Pelo que se pode observar, falhas ocorreram e se mantiveram em termo de professar a Lei máxima vigente, no que se refere às comunidades ameaçadas serem ouvidas antes da autorização do empreendimento por parte do governo.
 
Depois de diversas idas e vindas de aberturas de processos e liminares a favor e/ou contra o projeto de Belo Monte, em março de 2006, o processo de licenciamento ambiental da referida usina hidrelétrica pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi suspenso por uma liminar deferida pela Justiça Federal de Altamira, a fim de que, primeiramente, os povos indígenas fossem ouvidos pelo Congresso Nacional, tal como impetrou o Ministério Público Federal (MPF).
 
No entanto, um ano depois (2007), a própria Justiça Federal de Altamira que suspendeu o licenciamento ambiental, julgou improcedente o pedido do Ministério Público Federal de anular o processo de licença ambiental do IBAMA.
 
Tal decisão abriu precedente negativo deixando explícito que o Congresso Nacional pode autorizar a implantação de usinas hidrelétricas em Terras Indígenas, independente do cumprimento da lei específica e, muito menos, de consultar as partes ameaçadas ou afetadas diretamente com as obras.
 
Em 2008, depois de uma trajetória totalmente incerta, como se pode observar, o Conselho Nacional de Política Energética determinou que o aproveitamento do potencial energético do rio Xingu caberia só à usina de Belo Monte.
 
Com a retomada do projeto da construção da Usina Belo Monte, o clima de insegurança se instalou novamente e revigorou a polêmica entre o governo e as comunidades locais da bacia do Xingu.
 
Em maio do mesmo ano (2008), sob a organização da Arquidiocese de Altamira, do Instituto Socioambiental (ISA) e outras entidades foi realizado o 2° Encontro dos Povos Indígenas, em Altamira (Pará), com o objetivo de cobrar do governo e das Instituições ligadas ao setor energético explicações quanto à construção já prevista de cinco hidrelétricas no Rio Xingu (inclusive a de Belo Monte).
 
Desta vez, o evento foi maior que o primeiro (1989). Além dos povos indígenas, ambientalistas, população ribeirinha, haviam outros segmentos como pequenos agricultores e moradores de Altamira, preocupados com as áreas a serem alagadas com a construção da barragem, bem como representantes de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, pesquisadores e especialistas.
 
Sob um clima de hostilidade e de fortes riscos quanto a um confronto físico e armado, por parte dos indígenas, acrescido ainda pelo fato da Justiça Federal ter derrubado a liminar que impedia o início do EIA da usina de Belo Monte, o engenheiro da Eletrobrás e coordenador do Estudo de Inventário da Bacia do Xingu, Paulo Fernando Rezende, foi atacado e ferido por um facão, no ombro direito, por um grupo de índios.


Imagem capturada na Internet (Google)

As cenas do confronto foram fortes, motivados pela polêmica ainda existente, os artifícios “legais” empregados a favor da construção da barragem e, sobretudo, o descaso total e histórico à opinião coletiva das populações indígenas e ribeirinhas.

Após o evento, o Movimento indígena divulgou a Carta Xingu Vivo para Sempre, documento final – destinado à sociedade brasileira e as autoridades – com a avaliação dos impactos ambientais no rio Xingu e uma proposta de projeto de desenvolvimento para a região, apresentando ainda exigências quanto a sua implementação.
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva integrou a construção da usina de Belo Monte como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerando-a como a segunda maior obra do Programa. Eu desconheço qual seja a primeira, mas acredito que esta se refira ao projeto de Transposição do Rio São Francisco. Não sei!
 
Por ter mantido a decisão de construir a referida usina e de se posicionar indiferente à opinião das comunidades ameaçadas, o presidente Lula também foi tratado, pelos povos indígenas, como um inimigo.
 
Em outubro de 2009, com os dados do EIA/RIMA do projeto da Construção da Usina de Belo Monte, o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Márcio Augusto Freitas de Meira, entregou um parecer favorável à liberação da obra ao presidente do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Roberto Messias Franco.
 
Com esta decisão, os Kayapós não só se mantiveram contra a construção da usina de Belo Monte, como também se mobilizaram em oposição ao referido presidente da FUNAI.
 
Em novembro, a polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte é exposto em Washington (EUA), durante a audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, cujo enfoque principal era voltado para o impacto causado pelas grandes barragens na América Latina no que se refere a direitos humanos e meio ambiente.
 
As conclusões do evento constaram no relatório "Grandes Barragens na América. É o remédio pior que a doença?” (Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente – AIDA e outras entidades).
 
No dia 10 do mesmo mês, a Justiça Federal suspendeu o licenciamento e determinou novas audiências para Belo Monte, respeitando o pedido do Ministério Público para que as comunidades ameaçadas fossem, de fato, ouvidas.
 
No dia seguinte, a referida liminar que suspendia o licenciamento de Belo Monte caiu e o IBAMA retomou a análise do projeto.
 
Contudo, sem a licença prévia do IBAMA, o governo não pode realizar o leilão de concessão do projeto da hidrelétrica, que estava previsto para dia 21 de dezembro.
 
Sem a licença prévia ambiental, o Secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, opta por sugerir o adiamento do leilão para a concessão da hidrelétrica, do dia 21 de dezembro para janeiro de 2010. Este, no entanto, foi realizado no mês de abril de 2010.
 
Também no mês de novembro de 2009, o cantor Sting e o cacique kayapó Raoni se encontraram, só que desta vez em São Paulo. E,mais uma vez, o cantor britânico expressou o seu apoio à causa indígena em oposição à construção da usina de Belo Monte.



Imagem capturada na Internet (Foto: Dennis Barbosa - Globo Amazônia)

Em fevereiro de 2010, Ministério do Meio Ambiente concedeu e publicou a licença ambiental para construção da usina, sem conhecer efetivamente os impactos da obra.
 
Em março, o custo total da obra, estimado pelo governo, foi elevado em relação aos R$ 9 bilhões avaliados inicialmente. O Governo Federal admitiu que o custo total não ultrapassará os 20 bilhões, enquanto, investidores cogitaram que este alcançará os 30 bilhões.
 
Ainda no mês de março, o movimento contra a construção da usina de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, ganha mais um apoio de peso na mídia internacional: o cineasta canadense James Cameron, diretor do filme Avatar.
 
Durante uma coletiva de imprensa em Manaus, no dia 31 de março, Cameron prometeu criar um movimento internacional contra a usina de Belo Monte.
 
Ele acredita que o seu poder de persuasão tem a ver com a sua condição de ser uma pessoa pública, que conhece muitas pessoas, associada a sua atuação como diretor do filme Avatar, cuja história se baseiava no conflito entre os seres Na’vi do planeta Pandora versus os seres humanos, interessados na exploração mineral e, consequentemente, da destruição da fauna, flora e dos prórpios habitantes de Pandora.
 
No dia 20 de abril, um dia após as comemorações do Dia do Índio (19 de abril), foi realizado o leilão para decidir o grupo de empresas responsável pela construção da usina. A vitória coube ao consórcio Norte Energia, liderado pela construtora Queiroz Galvão e pela Chesf.
 
Ontem, dia 19/05, foi anunciada a entrada das empresas Eletrobrás e a Eletronorte no Consórcio Norte Energia. Ambas vão dividir com a Chesf, subsidiária da Eletrobrás, o percentual de 49,98% arrematado no leilão.
 
De acordo com o Ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a entrada da Eletrobras se justifica pela necessidade de um suporte financeiro ao projeto. Já a Eletronorte tem o conhecimento técnico do projeto, uma vez que esta foi a responsável pelo EIA sobre o empreendimento em questão.
 
Também foi anunciado que o Consórcio tem a intenção de antecipar - para julho - a assinatura do contrato de concessão do empreendimento, que está previsto para o mês de setembro. Só assim, segundo o Diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal, o risco de atraso desapareceria.

Nesta perspectiva, a geração de energia, prevista para janeiro de 2015, seria iniciada em julho de 2014.
 
Mais uma vez, temos que admitir que a legislação brasileira é considerada muito bem elaborada, como por exemplo no que tange ao tratamento dos povos indígenas e do meio ambiente, mas é falha quando esbarra e é driblada por artifícios políticos empregados para atender os interesses de uma minoria, alheia ao de direito assegurado e legitimado pela Constituição Federal.
 
O que pensar da situação atual dos índios do baixo Xingu perante a esta polêmica se até mesmo o apoio da FUNAI lhes é negado, contrariando a função da entidade junto aos povos indígenas?



Imagem capturada na Internet (Fonte: Globo)


Imagem capturada na Internet (Google)



Imagem capturada na Internet (Google)



Fontes de Consulta:
 
. Folha OnLine
 
. Globo.Com
 
. Globo Amazônia
 
. Instituto SocioAmbiental