sábado, 31 de julho de 2010

Conflito no campo entre campesinos e brasiguaios



Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)

Texto atualizado em 01/08, às 18h06

Tal como prometi e atendendo alguns alunos, a postagem de hoje versa sobre um tema bastante polêmico, o qual foi tratado nas turmas do 7º ano e, depois, retomado, pois virou notícia nos principais veículos de comunicação, inclusive, citado por alguns alunos, que leram, ouviram e associaram a notícia à matéria dada.

Estou falando dos “brasiguaios”, isto é, dos milhares de brasileiros que migraram para o Paraguai, principalmente à partir da década de 70 (século XX), atraídos pela oferta de trabalho e pelas terras férteis e baratas.

Considerados, ao longo dos anos, como a mais importante força produtiva do campo no Paraguai, sobretudo, com a monocultura da soja na região fronteiriça com o nosso país, o grande número de imigrantes brasileiros formou um verdadeiro "espaço brasiguaio" na porção leste do Paraguai.

No entanto, muitos emigrantes brasileiros estão retornando ao Brasil, expulsos das terras por policiais, milicianos, camponeses e, sobretudo, pelos campesinos (os sem-terra paraguaios).

Esta situação conflitante entre ambas as partes não é recente. Várias outras ocorrências de êxodo rural, similares e forçadas, vêm acontecendo ao longo dos anos.

As razões são diversas e a responsabilidade pelo problema em si não cabe apenas a um, mas a ambos os países envolvidos (Brasil e Paraguai).

Espero ser sucinta na explicação e indicarei outras leituras, no final deste post, para quem desejar se aprofundar mais no assunto.

O processo migratório brasileiro às terras paraguaias começou no final dos anos 60 e, sobretudo, a partir dos anos 70 (século XX), envolvendo não só pequenos trabalhadores rurais, como também latifundiários brasileiros e empresas privadas (ligadas principalmente à agroindústria de soja).

Como se pode ver, o termo “brasiguaio” é empregado de forma generalizada para todos os emigrantes brasileiros que migraram para o Paraguai em busca de novas terras para colonizar e cultivar, ou seja, abrange tanto os pequenos proprietários rurais quanto os latifundiários e/ou os agroindustriais.

Os brasiguaios ocuparam, preferencialmente, a porção leste do Paraguai, na fronteira com o nosso país, desenvolvendo um verdadeiro espaço de brasileiros dentro de um território estrangeiro. Só para se ter uma ideia acerca da dimensão de sua ocupação, as estimativas apontam tratar-se da maior migração de brasileiros em um país fronteiriço, bem como estes representam a segunda maior comunidade de brasileiros no exterior (a maior é nos EUA).

A origem dos emigrantes brasileiros também não é a mesma, estes derivam de diferentes estados e ocuparam posições sociais distintas. Um destes fluxos de emigrantes era composto de nordestinos e mineiros que migraram, primeiramente, para o estado de São Paulo e para o Norte e Oeste do Paraná. Estes trabalhadores rurais se tornaram principalmente peões, arrendatários e posseiros. Segundo fontes de pesquisas, a ida deles para o Paraguai foi realizada por empresas colonizadoras e fazendeiros estabelecidos no Paraguai.

O outro fluxo correspondeu aos produtores rurais gaúchos que se deslocaram, inicialmente, para Santa Catarina, Oeste do Paraná e Mato Grosso do Sul. Estes, por sua vez, constituíram-se majoritariamente como colonos, pequenos e médios proprietários.

Outros grupos de procedências diferenciadas no âmbito do nosso país e de outros países também se deslocaram para o Paraguai.

Internamente, vários fatores justificam a migração de brasileiros para o referido país sul-americano e vizinho. Entre os principais, podemos destacar:

- o processo de modernização da agricultura brasileira, a partir de meados do século XX, que resultou na desapropriação de milhões de pequenos produtores, arrendatários, parceiros etc, ocasionando o êxodo rural;

- o aumento e concentração de propriedades rurais nas mãos de empresas privadas, modernas e altamente tecnificadas, as quais contavam com fácil financiamento para compra de máquinas, insumos e facilidades de comercialização;

- a construção da hidrelétrica de Itaipu, na década de 70 (século XX), cuja obra provocou a desapropriação de 42 mil habitantes do sudoeste do Paraná, em sua maioria de pequenos produtores;

- a política de incentivos à chamada “marcha para o oeste” pelos governos federais desde à época de Getúlio Vargas passando pelo período da ditadura militar brasileira.

Por outro lado, em território paraguaio, durante o período da ditadura do presidente Alfredo Stroessner (1954-1989), este promoveu uma política de incentivo à colonização da porção leste do país (a chamada “Marcha al Este”). Região esta, coberta por floresta e ocupada por grupos indígenas, traficantes de madeira e por empresas de extração da erva-mate.

Seu objetivo principal era reassentar os camponeses que viviam na área central do país, a mais populosa. O presidente Stroessner, além de criar o Instituto de Bienestar Rural – IBR (atual Instituto Nacional de Desarrollo Rural y de la Tierra - Indert), responsável pela reforma agrária e várias colônias oficiais no país, reformulou o estatuto agrário, em 1963, permitindo a venda de terras aos estrangeiros nas áreas de fronteira.

Ao referido presidente, já falecido (2006), consta que ele doou– de forma irregular - terras na fronteira a alguns amigos.

Assim sendo, o seu plano de colonização facilitou a entrada de brasileiros, que promoveram a derrubada da mata e posterior cultivos de produtos agrícolas.

Administrativamente, o Paraguai é dividido em Departamentos e estes em distritos. Só para uma melhor compreensão, o Brasil é dividido em estados e estes em municípios. Pois bem, os colonos brasileiros ocuparam, principalmente, os departamentos fronteiriços de Alto Paraná, Canindeyú e Amambay, enquanto que os campesinos paraguaios que se migraram dos departamentos centrais ocuparam os departamentos vizinhos de Caaguazu e Caazapá.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Gazeta do Povo)



A conivência política do governo paraguaio, ao longo dos anos, com a colonização brasileira favoreceu o desenvolvimento do setor primário, caracterizado por diversas culturas agrícolas como soja, girassol, milho e trigo. Atualmente, no entanto, o grande destaque se dá em termos da monocultura da soja (os brasiguaios respondem por 80% da produção deste grão), a qual influenciou não só a economia e a política, como também a dinâmica social.

Muitas culturas de subsistência foram substituídas pelo plantio de soja e, com isso, vários pequenos produtores rurais, paraguaios e brasileiros, tiveram que migrar para outras frentes agrícolas no interior do Paraguai e/ou para as periferias das cidades de fronteira.

Com o aumento dos “Sem terras paraguaios”, os chamados campesinos, as hostilidades aumentaram em relação aos imigrantes (brasileiros). Na verdade, a eleição do presidente Fernando Armindo Lugo de Méndez, em abril de 2008 é apontado como o marco da hostilidade contra os brasiguaios, pois este – durante a sua campanha eleitoral - prometeu promover uma reforma agrária integral, a qual foi considerada pelo Movimento Sem-Terra tratar, inclusive, da desapropriação das terras dos brasiguaios.

No mês seguinte, na cidade de Curupaiti (departamento de San Pedro), uma bandeira brasileira foi queimada em praça pública e a onda de violência entre campesinos e brasiguaios prolongou por semanas.

O referido presidente esclareceu que a desapropriação seria realizada nas terras que o ditador Alfredo Stroessner entregou a amigos, de forma irregular, assim como em outras, também, irregulares (sem título de posse).

Perseguidos, centenas de brasiguaios tiveram suas propriedades invadidas e depredadas, principalmente, pelos sem-terras paraguaios (os campesinos) e, em consequência disso, tiveram que retornar ao Brasil.

O foco principal é com os brasileiros que não possuem títulos de posse ou regularizados das terras, mesmo para aqueles que há décadas vêm produzindo.

Essa intolerância e perseguições contra os brasiguaios, de características xenófobas, isto é, de aversão, preconceito ao imigrante, tende a crescer. Contudo, vale ressaltar que a xenofobia está concentrada entre os sem-terra e outros grupos ultranacionalistas, ou seja, não é um sentimento generalizado no país.

Um outro aspecto que merece ser salientado é o fato que a hostilidade praticada contra os brasiguaios se encontra associada, também, a outras questões associadas à migração e ocupação de brasiguaios na porção fronteiriça do Paraguai.

Estas questões perpassam pela posse de terras agrícolas, mas também aos problemas ambientais e sociais consequentes pela derrubada da floresta, o uso indiscriminado e comprometedor de agrotóxicos e pela invasão de áreas indígenas (há registro de que as terras tradicionais da tribo Avá Guaraní, incluindo o cemitério, teriam sido apossadas ilegalmente por brasiguaios).

O problema é bastante complexo e envolvem fatores históricos de ordem política, demográfica, ambiental e econômica por ambas as partes, isto é, tanto de responsabilidade brasileira quanto e, sobretudo, paraguaia.

Em território brasileiro, a preocupação aumenta gradativamente e, principalmente, no município de Itaquaraí (Mato Grosso do Sul), no qual se dirigiram cerca de 1,5 mil brasiguaios expulsos das terras paraguaias. Estes acamparam ao longo do encostamento da BR-163, entre o referido município e a cidade de Naviraí, a 390 Km de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS).

De acordo com a prefeita, Sandra Cassone (PT), a cidade não possui infra-estrutura capaz de comportar este quantitativo de novos moradores. Nem a cidade e nem outra.

O s brasiguaios que retornaram fazem parte de várias gerações e o seu número elevado e, certamente, crescente vai gerar um grave problema social em nosso país.



Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícia R7)




Fontes de Consulta


. A dinâmica das fronteiras: deslocamento e circulação dos "brasiguaios" entre os limites nacionais ( Albuquerque, José Lindomar C. – Scielo – Horizontes Antropológicos)

. Brasiguaios ameaçados pelos sem-terra de Fernando Lugo (Fábio Campana)

. Brasileiros no Exterior, a história dos Brasiguaios – Soja: a expansão dos negócios (LADEM – UFJF)

. Paraguai: Nova Potência na Produção de Grãos (Gazeta do Povo)

. Prefeita pode decretar situação de emergência por invasão de brasiguaios no Mato Grosso do Sul (R7 – Notícias)




quinta-feira, 29 de julho de 2010

Jornal Público: Catalunha repudia "fiesta nacional" e proíbe touradas

“Há tradições que não podem permanecer congeladas no tempo,
enquanto a sociedade muda.
As coisas mais degradantes devem ser abolidas.”

Frase de um deputado do partido nacionalista catalão Convergência e União acerca da proibição das touradas na Catalunha, Espanha (Fonte: Opinião e Notícias)

A respeito da proibição das touradas em Catalunha, região autônoma na Espanha, aprovada ontem e com entrada em vigor a partir de janeiro de 2012, estou postando um artigo publicado no Jornal Público (Lisboa, Portugal), na data de hoje. Vale a pena conferir! O artigo foi transcrito na íntegra.


A maioria dos deputados nacionalistas votou a favor da proibição
Gustau Nacarino/REUTERS (Fonte: Jornal Público)

Catalunha repudia "fiesta nacional" e proíbe touradas

Por Nuno Ribeiro

A plataforma Prou! conseguiu a abolição das corridas de touros mas foi preciso abrir uma excepção para as largadas.

O Parlamento da Catalunha decidiu ontem proibir as touradas a partir de Janeiro de 2012. Por 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções os deputados catalães aboliram as corridas de touros, culminando um processo iniciado em 11 de Novembro de 2008 quando o hemiciclo regional autorizou a tramitação de uma Iniciativa Legislativa Popular sustentada num abaixo-assinado com 180 mil assinaturas.

"Os problemas da Catalunha já acabaram", ironizavam no final da votação os defensores das touradas. "Continuaremos às portas das praças de touros porque a proibição só entra em vigor em 2012 e até que seja anulado todo e qualquer mau trato aos animais a Catalunha não será Europa", anunciavam, por seu lado, os defensores da proibição. Para estes, terminavam quase dois anos de contestação às corridas de touros, depois de, em Abril de 2004, a Câmara de Barcelona ter aprovado uma recomendação pedindo o fim das touradas.
 
No entanto, para os triunfadores a vitória é parcial. A plataforma Prou! ganhou a proibição das touradas mas teve de admitir excepções específicas: as correbous e os bous embolats, largadas de touros muito populares na Catalunha, mantêm-se no calendário dos festejos.
 
Entre os parlamentares que votaram a favor da abolição está a grande maioria dos deputados nacionalistas, à excepção de sete eleitos da Convergência e União que se manifestaram contra e seis que se abstiveram. Também três parlamentares socialistas se juntaram aos abolicionistas, enquanto outros três se abstiveram.
 
Os votos contrários vieram da totalidade dos grupos do Partido Popular (PP), da plataforma Ciudadans e de 31 dos 37 deputados do Partido dos Socialistas da Catalunha.
 
Entre eles, José Montilla, presidente da Generalitat, o Governo regional catalão: "Votei contra porque acredito na liberdade, preferia que não tivesse sido uma imposição legal, pois a continuidade dos touros devia ser uma decisão tranquila dos cidadãos", afirmou Montilla.

Defensores vão recorrer
Apesar da votação de ontem, nem tudo está decidido. Os defensores das corridas de touros anunciaram que vão interpor um recurso junto do Tribunal Constitucional.
 
Por outro lado, o PP já tem em agenda, para Setembro, a apresentação de moções nas Cortes espanholas - Parlamento e Senado - nas quais solicita ao Governo socialista de Rodríguez Zapatero que inicie os trâmites para que as corridas de touros sejam reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. E daí, promover a sua manutenção e, portanto, anular as consequências da votação de ontem do Parlamento da Catalunha.
"Não se podem contrapor questões de identidade à liberdade dos cidadãos", considerou Mariano Rajoy. O líder dos "populares" espanhóis referia-se ao facto de a proibição das touradas aparecer num contexto que pretende singularizar a Catalunha da prática da denominada "fiesta nacional", como são apelidadas as corridas de touros em Espanha.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os animais estão em festa e agradecem

Postagem atualizada em 29/07 às 11h26.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)


Em meio a tantos problemas de ordem ambiental, eis que duas notícias recentes e, sob direção contrária, puderam amenizar o quadro sombrio tão característico das reportagens sob este enfoque.

Uma delas diz respeito à descoberta que de uma espécie rara de primata, o lóris-delgado-vermelho (Loris tardigradus), considerado extinto por mais de seis décadas, o qual foi fotografado por uma equipe de pesquisadores da Sociedade de Zoologia de Londres, da Universidade de Colombo e da Universidade Aberta do Sri Lanka em uma floresta central do Sri Lanka.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)



A descoberta, no entanto, não é recente, uma vez que o mamífero foi visto em 2002, mas só agora, após a comprovação de sua existência através de fotos é que a notícia foi divulgada.





Abril de 2010: toureiro Daniel Luque em tourada de Madri (Foto: Daniel Ochoa de Olza/AP - Fonte: G1. Globo.com)



A outra notícia positiva rompe com uma tradição cultural na Catalunha, região autônoma espanhola, que é a tourada.

Como muitos sabem, a Espanha é famosa, entre outros aspectos, por sua tradição ligada às touradas, como também as corridas de touros pelas ruas das cidades. No entanto, ao longo dos anos, diversos movimentos e protestos – internos e externos - a favor dos animais lutam por sua proibição definitiva. E assim foi feito...

O Parlamento da Catalunha determinou a proibição às touradas a partir de 2012, constituindo-se - assim - a segunda região espanhola que as proíbe (em 1991, as Ilhas Canárias foram as primeiras). É uma pena que a mesma proibição não valeu para as corridas de ruas, eventos mais populares.


Para saber mais, leia: Espanha: A pátria das touradas


Fontes:

. G1.Globo.com (Touradas)

. Último Segundo (Primata raro)

E, por falar na Campanha de Solidariedade 2010 (IV)...



Acerca da I Campanha de Solidariedade, deste ano, ainda falta eu postar os documentos entregues e assinados pelas Instituições, quando da entrega dos donativos.

A 2ª via do documento do Hospital Mário Kroeff está comigo, uma vez que eu, a profª Anna Paula e os alunos Camila e Carlos Eduardo fizemos a entrega dos donativos nesta Instituição.

O documento da Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo ficou sob a responsabilidade da profª Sueli Vieira (minha irmã), mas esta ainda não me entregou.

Em consequência disso, eu ainda não poderei postar os respectivos documentos, mas o farei tão logo o receba das mãos da referida professora ( irmã).

E, por falar na Campanha de Solidariedade 2010 (III)...



Prosseguindo acerca da Campanha de Solidariedade deste ano, sem dúvida nenhuma, a I Arrecadação superou a nossa expectativa. Quem acompanhou todo o seu processo seja in loco ou através de nossos relatos, sabe que tivemos que adotar uma nova estratégia, a fim de mobilizarmos mais ainda a nossa Comunidade Escolar e alcançarmos – ao menos – as metas estabelecidas, isto é, mil unidades de gelatinas e cem unidades de leite em pó.

A respectiva estratégia foi a de estabelecermos o “Dia D da Campanha da Solidariedade” (Dia D = Doação; D = Dilermando; D= Dividir).

Pois bem, o evento (Dia D) aconteceu no dia 14 de julho e foi um sucesso (vejam a postagem do dia 14/07). Tanto foi que decidimos – em reunião – que o utilizaremos, também, como estratégia nas próximas campanhas.

Não resta dúvida que os jogos da Copa do Mundo e as semanas de provas, tanto as da Secretaria Municipal de Educação (SME/RJ) quanto às da grade curricular prejudicaram e dificultaram uma maior divulgação, envolvimento e participação de todos junto à Campanha.

Mas, durante o evento do “Dia D” e após a este, com a participação efetiva do turno da tarde, os resultados foram surpreendentes.

Isso só veio a corroborar o espírito solidário de nossa Comunidade Escolar, que mais uma vez se empenhou em prol do público-alvo da campanha, possibilitando que alcançássemos e superássemos as metas estabelecidas.

Só para se ter uma ideia do grande sucesso, vou retroceder no tempo e em termos do demonstrativo apurado.

I ARRECADAÇÃO DA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE 2010

. Total arrecadado até o dia 08/07: 616 unidades de gelatinas e 49 unidades de leite em pó.

. Total arrecadado no Dia D da Campanha (14/07): 274 unidades de gelatinas e 45 unidades de leite em pó.

. Total arrecadado no período do dia 15 a 21/07: 401 unidades de gelatinas e 18 unidades de leite em pó.

Com estas arrecadações, o resultado final da I Arrecadação da Campanha de Solidariedade deste ano foi (acrescentando os demais donativos):

. 1291 unidades de gelatinas em pó;

. 112 unidades de leite em pó (sacos e/ou latas);

. 07 Sacos de Composto Lácteo (200 gr.);

. 03 Achocolatados (sendo 02 latas e 01 caixa);

. 06 Sacos de Fubá (1 Kg)

. 03 Sacos de Arroz (1 Kg)

. 02 Sacos de Feijão preto (1 Kg);

. 01 Caixa de Caldo Knorr;

. Brinquedos diversos e novos (meninos e meninas);

. Roupas: Vestimentas (masculinas e infantis) e de cama.

A entrega dos donativos foi feita por dois grupos, que se dirigiram - à tarde - às Instituições beneficiadas (Hospital Mário Kroeff e Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo).

Como é sabido por muitos, os grupos que fazem a entrega dos donativos são, em geral, constituídos por diferentes segmentos da nossa Comunidade Escolar. Infelizmente, nenhum responsável fez parte, mas tivemos outros profissionais da escola, além de um número maior de alunos da turma 1901.

Um aluno da turma da Professora Rosana, que havia sido convidado a participar da entrega, não compareceu à escola e não pode pegar a Autorização para o responsável assinar.

Cabe ressaltar, ainda, que no grupo destinado à Casa de Apoio, também, foi a Vanessa (filha da Profª Eliane de Castro), que desejava conhecer a Instituição a fim de desenvolver um projeto de visitação a esta, com o objetivo de promover recreação e lazer junto às crianças abrigadas temporariamente.

Ela já conta com o aval do seu estabelecimento de ensino (Ensino Médio), devendo o mesmo ser realizado por um grupo de alunos, amigos seus.

Através desta atitude e de outras verificadas, sob a mesma conotação (atitudes solidárias), é que nos sentimos mais ainda satisfeitos e realizados, pois vemos que o projeto reflete, incentiva e amplia as ações sociais.

Não resta dúvida que, neste caso específico, a Profª Eliane de Castro é a personalidade central, pois além de ser mãe da adolescente, foi ela que estimulou o espírito solidário nos alunos da atual turma 1901, quando estes eram os seus alunos no 5º ano (2006).

Um outro fato a ser mencionado é a distribuição desigual dos donativos entre as duas Instituições. Em virtude do Hospital Mário Kroeff receber vários donativos de empresas de grande porte e de outras particularidades associadas a sua condição de unidade hospitalar, a esta destinamos gelatina e o leite em pó apenas. Enquanto que a Casa de Apoio à Criança com Câncer, por ser de porte bem menor e receber os responsáveis (ou um dos responsáveis) das crianças (pacientes), recebeu o maior quantitativo de donativos diversos e, inclusive, os brinquedos.

Vale lembrar que estas orientações foram tomadas após discussão e decisão coletiva na turma.

Com relação aos grupos constituídos para realizarem a entrega dos donativos, estes foram:

. Hospital Mário Kroeff

- Alunos: Camila Nascimento da Costa e Carlos Eduardo Rodrigues Mello;

- Professores: Anna Paula Gomes da Silva Freitas e Marli Vieira de Oliveira.

. Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo

- Alunos: Agatha Cristina Fagundes da Silva, Fellipe Souza de Medeiros, Lucas Melo de Queiroz, Raquel Santos da Silva, Thaynara dos Santos Silvestre e Victória da Silva Oliveira;

- Professores: Sueli Vieira de Oliveira, Vania Lúcia da Silva Pereira;

- Outro funcionário: Maria da Penha Ramos (Inspetora de alunos).

Comemoramos, com toda a Comunidade Escolar, os resultados obtidos na I Arrecadação da Campanha de Solidariedade 2010, sem a qual não teríamos o sucesso e alcançado o nosso objetivo.



“É com pequenos gestos de Amor
e de Caridade que podemos
transformar vidas
e mudar o mundo para melhor.”



“Solidariedade, amigos,
Não se agradece, comemora-se!”

Hebert Souza, “Betinho”




Imagens das etapas de separação e da entrega final dos donativos



. Separação dos donativos (21/07)








Alunas Raquel e Jheniffer







Alunas Karlla, Juliana Lima, Victória e Tamiris
























A "galera" toda








Embalagem dos donativos
(Atenção: as caixas dos Kits Escolares enviados pela Prefeitura do Rio foram reutilizados para o acondicionamento e embalagem dos donativos)








Aluno Leonardo da turma 1802 (ele é novo na escola e manifestou grande vontade em contribuir com a Campanha)




Disposição das caixas na sala da Professora Andrea Paula



Disposição das caixas na sala da professora Andrea Paula


. Entrega dos donativos (22/07)


Os donativos (ao fundo, o do Hospital Mário Kroeff e, em primeiro plano, o da Casa de Apoio)




O grupo dos alunos mais a Professora Sueli Vieira (blusa preta) e a funcionária Maria da Penha


As minhas últimas recomendações (blusa preta e documentos na mão)



Professora Vania Lúcia e a adolescente voluntária (Vanessa)


Os alunos Camila e Carlos Eduardo




Funcionário da cozinha do Hospital Mário Kroeff recebendo os donativos dos alunos



A professora Anna Paula, os alunos e o referido funcionário




Eu e o grupo




Carlos Eduardo e Camila na frente da Sala de Captação de Recursos (Hospital Mário Kroeff)



Entrega dos donativos à Casa de Apoio à Criança com Câncer





Da esquerda para direita, os alunos Fellipe Souza, Victória da Silva, Lucas Melo, Thaynara dos Santos, Raquel Santos e Agatha Cristina



A Penha e o grupo (foto muito escura)




As alunas com a funcionária responsável pelo recebimento das doações, Gleide Corrêa


E, por falar na Campanha de Solidariedade 2010 (II)...


Logotipo da Campanha de Solidariedade da E. M. Dilermando Cruz


Como já havíamos discutido e decidido, em reunião, mais uma vez, os alunos da turma 1901 contribuíram em dinheiro para as compras de brinquedos (eu também participei).

A arrecadação do dinheiro só envolveu os alunos da referida turma, responsáveis pelo projeto, uma vez que não temos a intenção de solicitar dinheiro - como donativo - à Comunidade Escolar.

Optamos por comprar os brinquedos, uma vez achamos melhor só doar produtos novos e estes voltados para a Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo, uma vez que a outra Instituição beneficiada com a nossa Campanha, o Hospital Mário Kroeff, arrecada bastante donativos sob a forma de brinquedos, cuja qualidade e número supera os nossos.

O total arrecadado na turma mais a minha contribuição permitiram que comprássemos:

- 05 jogos de dominós;

- 06 cordas de pular;

- 02 Kits de ferramentas (plástico);

- 06 Kits de panela com concha ou escumadeira;

- 03 Kits de xícaras de café;

- 04 piões (madeira);

- 04 Bat Beg;

- 14 bolas de montar;

- 02 Vai-Vem;

- 04 jogos de raquetes;

- 07 carrinhos.

Os brinquedos foram comprados nas seguintes lojas: Estação Bazar (Largo do Bicão) e Bazar e Lanches O Guloso (Bonsucesso). As notas fiscais estão comigo para comprovação.

Para esta primeira arrecadação não foi possível comprar os brinquedos na Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), área de comércio popular localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, como das outras vezes, pois o tempo não permitiu. Mas, o pouco que conseguimos arrecadar em dinheiro e comprar, foi válido e, com certeza, deve proporcionar alegria de muitas crianças da Casa de Apoio.

Nas imagens abaixo, os alunos (sexo masculino) haviam saído, ficando somente as alunas e a irmã menor do Lucas Melo para registrarem o momento.


Da esquerda para a direita, as alunas Juliana Lima, Tamiris, Victória, Karlla, Jheniffer e Raquel

















terça-feira, 27 de julho de 2010

E, por falar na Campanha de Solidariedade 2010 (I)...



Desde o final da semana passada estou para postar acerca dos resultados da I Arrecadação da Campanha de Solidariedade da E. M. Dilermando Cruz, cuja data da entrega das doações foi na 5ª feira (22/07). Só não o fiz, porque estive envolvida com a inscrição do respectivo projeto no 10º Prêmio Escola Voluntária e uma curta viagem ao município de Vassouras, além de ter ficado na casa da minha mãe no domingo (tarde e noite).

Vassouras será tema uma próxima postagem, pois além de concentrar - em um mesmo espaço - belezas físicas e de cunho geográfico, a história do município remonta o período do Ciclo do Café, dos barões e da escravidão.

Conhecê-lo correspondia a um sonho antigo, o qual só tive a oportunidade de realizar, agora, tendo a certeza plena de um dia retornar e explorá-lo mais ainda... Os seus cantos, a sua história e a sua gente. Aguardem!

Com relação à Campanha de Solidariedade, como estou atrasada, vou postar em partes. Mas, antes de tudo, gostaria de expressar os meus sinceros agradecimentos a uma pessoa bastante especial e de fundamental importância durante a realização desta, pois o seu sucesso dependeu diretamente da sua participação e contribuição.

Estou falando da Profª Andrea Paula Paiva do Nascimento que, mais uma vez, cedeu espaço em sua sala de aula para o armazenamento dos donativos. Como muitos sabem, o maior problema que enfrentamos durante a realização das campanhas é a falta de um espaço físico, fixo, para guardar as doações.

Apesar dos agradecimentos já terem sido expressos, pessoalmente, faço novamente aqui. Obrigada, Profª Andrea Paula!



Os alunos da turma 1901 e a Profª Andrea Paula




Caixas de papelão com os donativos






Mais caixas de papelão com donativos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

26 de julho: A Arte de Ser Avó

A partir de amanhã, prometo comentar sobre os resultados da nossa primeira Campanha de Solidariedade do ano e outros assuntos. Mas, hoje, não poderia deixar passar em branco a data comemorativa: Dia dos Avós ou das Avós (vejam a postagem do ano passado).

A todos os avós, o meu carinho muito especial, especialmente, aos avós de minha filha: Severina Alexandre, Francisco José e Edith Fontes. A todos dedico a mensagem abaixo.



A ARTE DE SER AVÓ

Raquel de Queiroz



Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.

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E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...

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Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

terça-feira, 20 de julho de 2010

ONG Rio de Paz: A morte do estudante dentro de sala de aula

Imagem capturada na Internet (Fonte: G1.RJ)

Mais uma vez, o Movimento Rio pela Paz conseguiu exprimir a dor e a indignação coletiva diante do cotidiano violento de muitas comunidades que vivem sob o fogo cruzado, no embate entre a polícia e criminosos.

Através de um protesto silencioso, realizado na tarde do último domingo (18/07) na praia de Copacabana, 19 crianças e adolescentes (a maioria da rede pública municipal de ensino) se organizaram sob um cenário de uma sala de aula.

Além da disposição de 20 carteiras escolares (do tipo universitária), o cenário contava com um quadro negro que continha a reprodução do artigo 3º da Declaração Universal dos Direiros Humanos (“Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”) e um homem com as mãos amarradas, simbolizando a situação de impotência do professor diante da violência.

Todos os 19 alunos presentes apresentavam lágrimas pintadas de vermelho no rosto e a única cadeira vazia, manchada de vermelho (representando sangue), com uma cruz branca apoiada em seu assento, representando o aluno ausente, ou seja, vítima da violência urbana.

Este aluno ausente, representado pela cruz, infelizmente, simbolizava o estudante Wesley Guilber Rodrigues de Andrade, de 11 anos de idade, que morreu dentro da sala de aula, no dia 16 do mês em curso (6ª feira), em consequência de bala perdida no CIEP Rubens Gomes, no bairro Costa Barros (município do Rio de Janeiro).

Naquele dia e na hora errada aconteceu um confronto entre policiais e traficantes das comunidades Quitanda e da Pedreira, no bairro.

Além deste ato em Copacabana ter sido um protesto acerca do fato ocorrido com o referido estudante, o número de carteiras (20) representavam as 20 pessoas, aproximadamente, que são assassinadas por dia na cidade.

Lembrei quando fui professora do CIEP Clementina de Jesus, em Campo Grande (Rio de Janeiro) e durante uma aula na turma 505, uma aluna foi atingida por um objeto na cabeça, vindo da parte externa e que quebrou a janela.

O barulho em si assustou a todos nós (eu e os alunos), mas quando eu vi o sangue na cabeça da aluna e esta abaixar a cabeça devido o impacto, gelei! Pensei, logo, em bala perdida, mas graças a Deus não foi. Havia sido uma pedra atirada de dentro da escola.

Não conseguimos identificar o seu autor, mas apesar da gravidade do ato, o fato do incidente não ter sido uma bala perdida, já nos aliviou um pouco.

Na verdade, de um modo geral, incidentes deste tipo são comuns no Grande Rio. Mas, não resta dúvida, que estes são mais corriqueiros no interior e nas proximidades de comunidades.

O SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino) declarou que vai entrar com uma representação na Justiça contra a Prefeitura do Rio por crime de responsabilidade neste caso da morte do estudante Wesley Guilber.

O Sindicato alega que a entidade já fez e tem feito várias denúncias, assim como cobranças ao governo municipal sobre os problemas de insegurança nas escolas.

Até quando iremos presenciar ou tomar conhecimento de casos como estes, de forma pacífica, inerte, como se fosse algo isolado ou extrapolado a nós?

Fonte: G1.RJ

Tirando algumas dúvidas: Ano de Filiação na FIFA

Imagem capturada na Internet (Google)



Uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos foi encontrar o ano do ingresso dos países participantes da Copa do Mundo 2010 na Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), ou seja, o ano de sua filiação à Federação.

A FIFA ou Fédération Internationale de Football Association (nome oficial em francês) foi fundada em Paris (França), no dia 21 de maio de 1904, com a participação de representantes da França, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Espanha, Suécia e Suíça.

Sua sede fica em Zurique, na Suíça, e o seu atual presidente é o suíço Joseph Blatter.

Filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), a FIFA é composta por 208 federações nacionais e conta com, aproximadamente, 310 colaboradores procedentes de 35 países. A Instituição é formada pelo Congresso (órgão legislativo), o Comitê Executivo (órgão executivo), pela Secretaria Geral (órgão administrativo), além dos comitês, que auxiliam o Comitê Executivo.

Vale ressaltar, aqui, que a FIFA integra o maior número de países, quantitativo este, inclusive, acima das 192 nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Muitos alunos acharam que o ingresso dos países aconteceu por ocasião do 1º Campeonato Mundial de Futebol, ocorrido em 1930, no Uruguai. Mas, na verdade, apesar desta ter sido fundada em 1904, o Campeonato só foi realizado após a reconstrução econômica (e social) da Europa afetada pela I Guerra Mundial (1914-1918).

Para esclarecimentos devidos, vejamos o ano de filiação dos países que participaram da Copa do Mundo 2010.
















Fontes:

. FIFA.com

. Quadro de Medalhas