domingo, 1 de maio de 2011

1º de maio: Dia do Trabalho

Imagem capturada na Internet (Google - Fonte: desconhecida)

 

Hoje, dia 1º de maio, é feriado nacional: Dia do Trabalho. Na verdade é feriado também em outros países do mundo.

No Brasil, a data só se tornou oficial (feriado nacional) com a publicação do Decreto, instituído pelo então presidente Artur Bernardes, em 26 setembro de 1925.

Com relação ao feriado, propriamente dito, a Internet oferece um gama de sites e publicações acerca da origem da referida data comemorativa, inclusive, vocês podem saber mais a respeito do tema no post do ano passado neste espaço (acesse-o AQUI).

Este ano resolvi abordar de outra forma a temática até para fugir da mesmice, ou seja, do mesmo tratamento ao qual é dado a este dia. Em razão disso, optei tomar por referência o trabalho.

E, sob esta perspectiva, o tema trabalho deve ser focado sob o contexto da Globalização, pois foi através deste processo - inserido na atual fase do Capitalismo (Capitalismo Financeiro) - que se verificaram grandes mudanças no modo de produção, nas relações de trabalho.

As inovações tecnológicas que marcam, entre outras características, o processo da Globalização, vão engendrar mudanças significativas, também, nas empresas, na oferta de emprego, na criação de novas profissões e, ao mesmo tempo, na extinção de outras, nos níveis de desemprego e na necessidade do aperfeiçoamento dos indivíduos às novas tecnologias (qualificação).

Como exemplos de profissões que foram extintas e/ou se encontram em processo de extinção ou, ainda, que apresentam uma redução significativa, têm-se: o instrutor (ou professor) de datilografia (de máquinas manual, elétrica e eletrônica), cobrador de ônibus, caixa de agência bancária, o fotógrafo lambe-lambe (aquele que fica na praça), entre outros.

Entre as novas profissões que surgiram face às inovações tecnológicas, pode-se citar: o programador, o web designer, operador de telemarketing, técnico em manutenção de computadores, designer gráfico etc.

Além da inserção das TICs (Tecnologias de Informação e de Comunicação) nas diferentes esferas de atuação da sociedade, presenciamos mudanças significativas no que diz respeito à automação ou robotização nas indústrias, com a introdução de tecnologias robóticas substituindo a mão de obra humana.

Sendo assim, o desemprego ganha espacialidade e passa a ser um fenômeno mundial e não apenas predominante nos países subdesenvolvidos. Os fatores também são ampliados, pois a própria tecnologia passa a ser um fator do desemprego, mas o desemprego pode envolver um ou mais fatores.


Principais fatores do desemprego:

- Fatores Conjunturais: resultam de uma situação temporária (ou não) mediante, por exemplo, a uma crise econômica ou decorrente de uma guerra, dos danos causados por desastres naturais, entre outros;

- Fatores Estruturais ou Tecnológicos: resultam da modernização das estruturas produtivas e de trabalho, sobretudo, com a automação ou robotização das empresas em substituição à mão de obra humana (a máquina substituindo o homem).

Outro fator que contribuiu bastante e ainda contribui para o desemprego, sobretudo, nos países ricos e pode ser considerado como fator conjuntural é a transferência das empresas dos países desenvolvidos para os países subdesenvolvidos, as chamadas multinacionais ou transnacionais.

Neste processo de expansão e internacionalização das empresas, no sentido de saída de um país desenvolvido e o ingresso em um país subdesenvolvido e/ou emergente teve início nas décadas de 50 e 60, com as multinacionais norte-americanas. Nas décadas de 60 e 70, as empresas europeias também se lançaram aos países subdesenvolvidos, enquanto, nas décadas subsequentes (décadas de 70 e 80) foi a vez das empresas japonesas.

Hoje, muitos países emergentes (países subdesenvolvidos industrializados) participam do mesmo processo com suas grandes empresas, como é o caso do Brasil que, durante o governo de Juscelino Kubitschek, abriu a economia para o capital internacional, atraindo grandes empresas estrangeiras, em especial, montadoras de automóveis (Ford, Volkswagen e General Motors) e, hoje, participa com suas multinacionais brasileiras em outros países (Petrobrás, Sadia, a Vale do Rio Doce, a Embraer , a Gerdau , a Natura etc.).

Em geral, os países subdesenvolvidos ofereciam e, ainda, oferecem diversos fatores atrativos à transferência e instalação de empresas estrangeiras em seu território, tais como: mão-de-obra barata (baixa escolaridade); oferta de energia e baixo custo das matérias-primas em razão da proximidade às fontes. Além disso, a legislação ambiental – muitas das vezes – se mostrou não muito rigorosa (até hoje), apresentando-se falha em termos de maior controle, inclusive, com registro de corrupção (suborno em ações) favorável à empresa estrangeira, poluidora.

Além destes atrativos peculiares aos países subdesenvolvidos, os governos locais, comumente, ofereciam grandes vantagens aos empresários a fim de consolidar a instalação de suas respectivas empresas em seus territórios, tais como: isenção fiscal, doação de terrenos para a instalação das indústrias; construção de uma infraestrutura capaz de assegurar o transporte, o escoamento e a distribuição da matéria-prima e dos produtos (ferrovias, rodovias, portos, viadutos etc.).

Embora, os fatores Estruturais ou Tecnológicos sejam majoritários nos países desenvolvidos, eles também são verificáveis em nações subdesenvolvidas, sobretudo, nos países emergentes.

A substituição do homem pela máquina requer um alto investimento, contudo, a médio e longo prazo, os lucros são garantidos, pois as máquinas não têm salário mensal, nem o 13º salário no final do ano, não tiram férias, nem licença médica ou de maternidade, não sofrem acidente de trabalho e, melhor, não protestam, entram em greve.

O problema mais agravante é o quê vai ser feito com os desempregados? Pois, os fatores estruturais ou tecnológicos não são cíclicos, temporários, eles são permanentes, duradouros.

O que fazer nos países subdesenvolvidos, onde a maior parte dos governos não oferece programas de assistência social e aos desempregados (como por exemplo, o seguro-desemprego que fornece assistência financeira temporária)?

Ainda sob este contexto da Globalização com as inovações tecnológicas, mas, sobretudo, com a inserção das TICs (Tecnologias de Informação e de Comunicação) nos diferentes ramos do setor terciário (comércio e de serviços), os países subdesenvolvidos também ficam na desvantagem e, a maioria, à margem do processo em razão ao acesso restrito das populações a estes recursos tecnológicos modernos.

Para minimizar os efeitos deste desenvolvimento desigual e da consequente exclusão digital, os governos adotam medidas e programas de incentivo à inserção e uso das TICs, como a implantação e a reativação de Laboratórios de Informática nas Unidades Escolares, oferta de cursos de aperfeiçoamento na área de informática e de mídias na Educação aos professores das redes públicas e privada, acesso a crédito para compra de equipamentos, a implantação de programas de Internet gratuita a comunidades carentes, entre outros.

Não resta dúvida que a data de hoje é de comemoração, pelo menos, para aqueles que podem se sentir seguros em seus empregos, enquanto que os desempregados... Só Deus sabe como estão driblando a vida, sobrevivendo. E, até quando...

De acordo com os dados do IBGE, nas seis maiores regiões metropolitanas do país (onde é medido o índice nacional de desemprego), no ano passado, o número de desempregados apresentou uma queda e estava na ordem de 1,48 milhão de pessoas.

As causas são diversas, não resta dúvida! Mas, não esqueçamos que, como país emergente, o Brasil é afetado por múltiplos fatores de desemprego.

Com tudo isso, pode-se concluir duas coisas:

- A Educação – em seus diferentes níveis de escolaridades - deve, necessariamente, acompanhar e inserir tais inovações tecnológicas em suas práticas escolares a fim de promover a inclusão digital e atender a demanda do mercado de trabalho;

- O indivíduo deve, sempre, investir em si mesmo, qualificando-se em prol de uma ocupação que esteja em alta no mercado de trabalho, de padrões concernentes às tecnologias modernas, a fim de não sofrer ameaças de desemprego ou demissão devido a substituição por máquinas.


Fontes de Consulta


. Material didático (particular)

. Revista Geografia (FNDE)

. Sua Pesquisa

. UOL Economia



Um comentário:

franciscamaria gomes benjamim xicagomencat@yahoo.com.br bncf disse...

Boa noite professora,vi as fotos do dia do bully,ficou dez, a senhora está de parabéns é uma ótima professora, espero que continue dando aulas para nós,adoro todos os professores que ,que temos, faltando na sala de aula,os alunos ter mais reipeito com os professores pois tem uns que não tem uma educaçao isso é triste de mais, mais enfim nem tudo é perfeito nesse mundo...Abraço professora ass-Francisca maria g benjamim