terça-feira, 26 de julho de 2011

Instalação da fábrica sul-coreana da Hyundai no estado do Rio de Janeiro

Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)


Outra notícia que nos remete também a um tópico da matéria tratado em sala de aula diz respeito à instalação de empresas estrangeiras (multinacionais) em nosso país. E sobre este tema não só vimos os fatores de atração e/ou locacionais (mão de obra barata; proximidade das fontes de matéria-prima; fontes de energia abundante e barata etc.), como as vantagens oferecidas por parte dos governos locais para acordar a transferência e a instalação destas empresas em seus países.

A mais recente se refere à empresa sul-coreana Hyundai, cujo representante legal – Jae Seong Lee (executivo-chefe da Hyundai Heavy Industries) assinou, nesta última 2ª feira (25/07), junto com o governador do nosso estado (Rio de Janeiro), Sérgio Cabral, um protocolo de intenções para a instalação de uma fábrica de máquinas de construção no município de Itatiaia, localizado no Sul fluminense.

De acordo com o que foi noticiado, a fábrica produzirá retro-escavadeiras e empilhadeiras, com previsão de uma produção de 5.000 máquinas por ano. Parte desta produção será destinada à exportação para os países-membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

A inauguração da fábrica deve acontecer no final de 2012 e esta será a primeira unidade de equipamentos pesados da empresa fora do continente asiático.

Tal como ocorre nas relações políticas e comerciais entre ambas as partes, o governo do estado do Rio de Janeiro fez uso de política de incentivos fiscais, como forma de oferecer vantagens a sua transferência e, assim, atraí-la de vez, através de isenção e redução de tributos estaduais e municipais. Por sua vez, a instalação da empresa vai gerar 500 empregos diretos.

Esta política de incentivos fiscais sempre foi uma prática por parte dos governos, sobretudo, dos países subdesenvolvidos, cujos interesses permeiam a vinda de filiais de grandes multinacionais.

Segundo a notícia vinculada na mídia, foi graças à política de incentivos oferecida pelo governo estadual que assegurou a escolha e a vinda da empresa sul-coreana ao Brasil, deixando de optar por outros países sul-americanos, como a Argentina e o Chile e Argentina.

Todavia, as críticas sempre recaem nesta política de atração, sobre a qual se questiona que o dinheiro que é deixado de arrecadar com a isenção e/ou redução de impostos às referidas empresas estrangeiras poderia ser bem empregada em outros setores ou a outros fins.

Por este mesmo motivo, vantagens tributárias à instalação da Hyundai no estado, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Júlio Bueno, foi criticado pela oposição. Este, por sua vez, defendeu a prática, afirmando que a redução tributária não implicará em perda de arrecadação, pois o estado vai passar a ganhar um tributo que não acontecia.

Outro empreendimento da Hyundai Heavy Industries no estado do Rio de Janeiro tem a ver com o porto do Açu, um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, que está sendo construído em São João da Barra, no norte fluminense.

Sua parceria com o grupo EBX, de Eike Batista (o homem mais rico do Brasil e o 8º do mundo) está vinculada à construção de um estaleiro no porto do Açu.

Desenvolvido pela LLX, uma empresa do Grupo EBX (traduz-se Eike Batista), o Super Porto do Açu, quando concluídas as obras, será comparado aos mais modernos e eficientes portos do mundo. O início de suas operações está previsto para o princípio do ano de 2012.


Fontes:

. Exame.Com

. Folha. Com

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