domingo, 20 de fevereiro de 2011

2010-2011: Horário de Verão acabou

A 0 h de hoje, domingo, os relógios foram atrasados em uma hora, uma vez que o Horário de Verão acabou à meia noite de ontem.

Foram 127 dias com o ajuste dos mesmos em uma hora adiantada a fim de atender o Decreto Federal nº 6.558 de 08/09/2008, o qual institui que o Horário de Verão passa a vigorar – anualmente - a partir do 3° domingo do mês de outubro, terminando no 3° domingo de fevereiro do ano subsequente.

O referido decreto ainda faz uma ressalva no caso da data final coincidir com o carnaval. Nesta situação, o término de sua vigência passa para semana seguinte.

O horário de verão (2010-2011) começou a vigorar no dia 17 de outubro do ano passado e os estados assistidos foram os das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, além do Distrito Federal.

Em virtude de o ganho ser considerado pequeno, em termos de economia no consumo, os estados das regiões Norte e Nordeste não são submetidos ao Horário de Verão.

O Horário de Verão foi adotado em nosso país, em 1931, através do Decreto nº. 20.466 (de 01 de outubro de 1931), no governo do Presidente Getúlio Vargas.

A medida, por sua vez, não foi adotada continuamente nos anos subsequentes, tendo sido interrompida por muitos anos. O Horário de Verão só passou a ser cumprido, anualmente, a partir de 1985.

Com esta medida, o governo Federal visa gerar uma economia de 5% no consumo de energia, considerando todo o dia (e não apenas o horário de pico).

Eu não li muito a respeito, mas ao que parece, a redução no consumo - no período - atendeu a expectativa do governo.

Embora, muitos conhecidos meus estivessem torcendo pelo término do horário, eu – particularmente – gosto do Horário de Verão, pois como trabalho à noite, em uma das minhas escolas, prefiro sair de casa ainda com a luz do Sol.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mensagem: Reforma Ortográfica




Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)


REFORMA ORTOGRÁFICA
                                                                                                        Autor desconhecido

Em casos como *AUTOESTIMA*, o hífen cai.
A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras, o acento desaparece,
como em *FEIURA*.


Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em *IDEIA*,
só que dela a gente precisa.
E muito.

O trema sumiu em todas as palavras,
como em *inconsequência*,
que também, poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar.
Abraço continua igual.
E quanto mais apertado, melhor
 Amizade ainda é com "z", como vizinho, futebolzinho, barzinho.

Expressões como "EU TE AMO". continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com x,
como *abacaxi*, que, gostando ou não,
a gente vai ter alguns para descascar.

SOLITÁRIO ainda tem acento,
como SOLIDÁRIO, que só muda uma letra,
mas faz uma enorme diferença.

E por falar em VIDA, bem,
essa muda o tempo todo,
e é por isso que emociona tanto.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rede Municipal de Ensino: Início do Ano Letivo de 2011




As aulas na rede municipal de ensino tiveram início no dia 14 de fevereiro (2ª feira) e a frequência na E.M. Dilermando Cruz foi até alta. Fiquei feliz por pegar, novamente, os antigos alunos do 7º ano (antigas turmas 1701 e 1703), que hoje se estão no 9º ano.

Outras turmas ficaram bastante “misturadas”, com alunos novos e de outras classes. Alguns reclamaram, afirmando que eu os abandonei, mas não somos nós, professores, que escolhemos as turmas.

Somente uma turma, eu solicitei à Direção para ser minha, este ano. Trata-se da turma 1601, a qual eu tive o meu primeiro contato no primeiro dia de aula (14/02)

Esta turma - dentre as oito que eu darei aula no âmbito da referida Unidade Escolar – tem uma importância singular, pois os alunos já concordaram em participar do Projeto da Solidariedade, uma vez que a turma responsável pelo mesmo, desde 2007, concluiu o Ensino Fundamental no ano passado (2010).


                          Alguns alunos da Turma 1901 no dia da Formatura - dez/2010
                                                              (Imagem do meu acervo particular)


Apenas dois alunos se mostraram receosos, alegando que têm vergonha de ir às salas de aula, mas eu expliquei que há inúmeras tarefas envolvidas no Projeto, tais como recordar os avisos para os alunos dos anos iniciais, fazer cartazes, ir nos estabelecimentos comerciais, ser tesoureiro (arrecadação de dinheiro entre os alunos da turma para a compra de brinquedos novos), ser mesário no chamado Dia D da Campanha, entre outras.

Após esta explanação, os mesmos concordaram em participar.

Vale destacar, ainda, que o ex-aluno Lucas Melo, o mais atuante da antiga turma (1901) também esteve nos visitando neste primeiro dia de aula, assim como na semana anterior, a do planejamento.

Este ano, espero realizar o Concurso de Poesia e de Desenho, que foi adiado no ano passado em razão do curto prazo de tempo que tínhamos em detrimento ao cumprimento do Conteúdo Programático do 9º ano.

Para quem não sabe, no dia 04 de fevereiro foi comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer, tema/foco do nosso projeto, já que este visa a arrecadação de gêneros alimentícios e brinquedos para duas Instituições ligadas ao tratamento do Câncer, com ênfase na faixa etária infanto-juvenil.

De acordo com o oncologista João Aderbal Raposo, gerente do Programa Estadual de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Alagoas, as modalidades de câncer mais frequentem e, também, as que mais matam são a do pulmão, estômago, fígado, colo do útero e mama.

Daí a importância de adotar bons hábitos de saúde, tais como uma alimentação saudável e a prática constante de exercícios físicos e, sobretudo, evitar o fumo e a bebida alcoólica. Além desta orientação, as consultas periódicas ao ginecologista e ao mastologista também são recomendadas a fim de se prevenir o câncer do colo do útero e da mama.

Neste ponto, eu destacaria também o urologista, para os homens, na prevenção do câncer de próstata. Embora, o referido oncologista não tenha mencionado, eu acredito que os índices desta modalidade de câncer sejam altos em razão do próprio comportamento de recusa do homem ao exame preventivo.

Segundo o referido oncologista, em reportagem no início deste mês, se estas medidas fossem tomadas pela população, 30% dos casos de câncer seriam evitáveis.

De acordo com a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de oito milhões de pessoas, por ano, morrem de câncer no mundo e até o ano de 2030, a doença deve provocar a morte de 12 milhões de pessoas por ano.

É evidente que os fatores genéticos e hereditários são considerados e avaliados como possíveis determinantes para o desenvolvimento do câncer, porém os maus hábitos alimentares, o uso constante e/ou abusivo de álcool, fumo e o próprio sedentarismo podem também contribuir. para o desencadeamento e a proliferação das células cancerígenas no organismo.

Com a realização de exames preventivos pode-se detectar o problema precocemente e mediante o tratamento adequado no início da doença, a probabilidade de cura é muito grande.

A nossa proposta com o referido projeto na E.M. Dilermando Cruz é conscientizar as pessoas quanto aos fatores de risco da doença, o seu tratamento e ações de solidariedade através de campanhas de arrecadação de donativos.

Espero que os alunos da turma 1601, escolhida para atuar no projeto nestes próximos 4 anos (2011 a 2014), abracem a ideia e deem continuidade às atividades sob a perspectiva de uma Escola Solidária.

A referida turma foi escolhida por ser da Prof.ª Eliane Castro, a mesma que plantou a semente da solidariedade aos antigos alunos da 1901, quando estes cursavam os atuais 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.


                              Prof Eliane Castro (Imagem do meu acervo particular)



Os alunos da Prof.ª Andrea Paiva, embora tenham contribuído muito nas duas Campanhas de Arrecadação do ano passado, não puderam ser selecionados, pois foram promovidos para o 5º ano.

                                     Lucas Melo, Prof Andrea Paiva, Raquel e Thaynara
                                                                    (Imagem do meu acervo particular)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Fim da Era Mubarak no Egito: "O povo derrubou o regime"


 Comemorações na Praça Tahrir, no Cairo após a renúncia do presidente egípcio
Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra/Mundo - Foto: AFP)


A perspectiva era grande e o entusiasmo contagiou os mais otimistas, mas o desfecho da crise no Egito com a renúncia do seu presidente – esperada ontem com o seu pronunciamento em cadeia nacional – não aconteceu. Ela só veio a ocorrer mesmo, hoje, levantando o ânimo e as esperanças da população egípcia.
 
Muhammad Hosni Sayyid Mubarak, de 82 anos de idade, que estava no poder a quase três décadas deixou o cargo, hoje (11/02), embora em seu pronunciamento, ontem, o mesmo tenha ratificado, mais uma vez, a sua intenção real em aguardar a sucessão presidencial nas próximas eleições deste ano (setembro).


                                                     Ex-presidente Hosni Mubarak
                                                        magem capturada na Internet (Fonte: G1.Globo)


O anúncio de sua renúncia foi feito pelo vice-presidente egípcio Omar Suleiman na TV estatal egípcia Al Arabiya, provocando forte comoção e comemorações na praça Tahrir, no Cairo, onde milhares de manifestantes se encontravam reunidos.
De acordo com os últimos noticiários, o presidente Hosni Mubarak não aguentou a pressão popular e a crise instalada no país, cedendo aos apelos da população a sua saída do governo.
Pelo menos essa é a versão apresentada nas mídias, contradizendo radicalmente o seu discurso até ontem.
Com a sua renúncia (espontânea ou forçada, vamos saber ao certo!), Mubarak passou o poder ao Conselho das Forças Armadas. Segundo o porta-voz do Partido Nacional Democrático (NDP), do governo, Mubarak e sua família viajaram para o balneário de Sharm el-Sheikh, no mar Vermelho.
O Egito respirou aliviado e as comemorações se espalharam não só em território nacional, mas em outros países através dos seus imigrantes egípcios.
 Para quem não está acompanhando os noticiários, vou tentar explicar a crise no Egito, movida por protestos populares, os quais tiveram início no dia 25 de janeiro deste ano, na praça Tahrir, no centro do Cairo, capital do país.
A primeira manifestação popular contra o governo egípcio foi convocada por meio da rede social Facebook pelo ativista e director de marketing da Google para o Médio Oriente, Wael Ghonim.
Outros protestos em massa se sucederam pelas principais cidades do país. Além da capital (Cairo), Alexandria, Suez e Ismaília serviram de palco às manifestações populares.
O número oficial de mortos são bastante divergentes, mas segundo a estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 300 pessoas já morreram em decorrência das manifestações, nos confrontos com a polícia e o Exército.
Na tentativa de conter os protestos, o governo estabeleceu toques de recolher das 16h às 8 h (horário local) e o bloqueio de telefonia e da internet. O ativista Wael Ghonim ficou preso por 11 dias, sendo solto recentemente.
Até o ponto que eu tomei conhecimento, a telefonia celular estava sendo gradualmente restaurada, mas a Internet permanecia bloqueada no país. Com a saída do presidente, certamente, a situação vai se normalizar. Pelo menos é o que se espera!
Hosni Mubarak assumiu a presidência após o assassinato do então presidente egípcio, Anwar Sadat, em 1981, por militantes islâmicos durante uma parada militar no Cairo. Mubarak, na época, era o vice-presidente e mesmo estando presente no local, ele conseguiu sair ileso do ataque.
Desde que assumiu o governo do Egito, no dia 14 de outubro de 1981 (8 dias após o assassinato de Anwar Sadat), Mubarak já sobreviveu a pelo menos seis tentativas de assassinato.

Com um perfil anti-popular e sob um regime autoritário, durante a sua gestão como presidente (cerca de 30 anos), Mubarak se tornou um importante aliado dos países ocidentais e configurando-se como um estadista internacional com base na mesma questão que motivou a morte de Sadat: a busca da paz com Israel.
O Egito e a Jordânia são os dois únicos países árabes a terem Tratados de Paz com Israel. E a preocupação existente residia na possibilidade do levante popular no Egito se transformasse em uma revolução. Se tal situação caminhasse e se concretizasse como tal, seria um golpe duro para o já enfraquecido processo de paz no Oriente Médio.
Os manifestantes egípcios exigiam a saída imediata do presidente e a implantação de reformas democráticas no país, já que a repressão, a corrupção, inclusive, fraudes eleitorais sempre estiveram associados a sua gestão nestes anos todos. Além destes aspectos, a população atribui - ao governo - a responsabilidade pelos níveis de pobreza e do desemprego que assolam o país.
A respeito das próximas eleições, os manifestantes também impuseram garantias de que o seu filho, Gamal Mubarak, chefe do comitê político do Partido Nacional Democrático (NDP), não fosse o seu sucessor na presidência (o presidente egípcio também tem outro filho, Alaa Mubarak).
No domingo passado (06/02), no entanto, foram promovidas algumas mudanças na cúpula do partido governante do país (NDP) e uma delas foi a destituição de Gamal Mubarak do cargo de chefe do comitê político do NDP, sendo nomeado – em seu lugar - o senador Hosam Badrawi.
Tal medida foi entendida por muitos como sinal de que o filho de Mubarak não irá disputar o cargo de presidente nas próximas eleições de setembro.
Todas estas mudanças realizadas, pelo então presidente egípcio, serviram para acalmar os ânimos da população insurgente e garantir a sua permanência no poder. De nada adiantou, pois os protestos continuaram mesmo com a presença e atuação dura das forças da polícia e do Exército.
Com tudo isso, outro aspecto merecia devida atenção e preocupação, segundo os analistas, pois os protestos populares poderiam dar bases e/ou ascender um movimento por parte de grupos islâmicos ou, pior ainda, estarem sendo instigados por estes numa tentativa de chegar ao poder mediante a crise política ou por meio de eleições livres.
O maior e mais organizado grupo de oposição no país é a Irmandade Muçulmana, grupo fundamentalista islâmico, ligado ao Hamas palestino. Este foi colocado na clandestinidade pelo presidente Mubarak sob pressão do Ocidente (EUA e a Europa), que teme que o referido grupo islâmico possa assumir o governo do país.

A Irmandade Muçulmana defende a adoção de leis religiosas no Egito, baseadas na sharia (código islâmico, fundamentado no Corão). Mas, o grupo – a princípio - se manteve em uma posição discreta durante os protestos e os confrontos que se sucederam no país por temer retaliações por parte do governo.
Na verdade, os manifestantes não representavam um determinado segmento da população; representava a sociedade egípcia, independente de classe social, religião, sexo e faixa etária. Era uma manifestação popular, geral, por reformas democráticas no país.
Nestes últimos dias, até o posicionamento do Exército e do Conselho Militar Supremo do Egito deu bases para a cogitação de um possível golpe militar.
A Comunidade Internacional também reagiu face à crise no país. Os EUA, responsáveis por bilhões de dólares em ajuda para o Egito, se manifestaram contra a crise, pedindo uma “transição ordenada” de poder.
 Os líderes da ONU, da Grã-Bretanha, da França e da Alemanha chegaram a solicitar o fim da violência e a realização de reformas no país.
Em contrapartida, tanto o rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, quanto o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, manifestou apoio a Mubarak, condenando os manifestantes por colocarem em risco a segurança e a estabilidade do país.

Como podemos perceber, a crise no Egito foi marcada não só pelos diversos aspectos associados ao regime autoritário versus o clamor popular por reformas democráticas, como havia em jogo, também, aspectos políticos, religiosos (extremos) e econômicos de amplitude mundial.
Durante os 18 dias de protestos, os efeitos da crise foram sentidos nos mercados globais, provocando a queda dos valores das ações nas principais bolsas do mundo e a elevação do preço do petróleo.
Com a renúncia de Mubarak, as ações nas bolsas de valores voltaram a subir.
Além do presidente egípcio, o Secretário-Geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, renunciou. Este havia assumido o posto, recentemente (06/02), após a renúncia do ex-Secretário-Geral, Safwat el-Sharif e de Gamal Mubarak, filho do presidente, mediante as mudanças políticas implantadas por Mubarak na tentativa de se manter no poder mesmo sob a pressão popular.

A renúncia do presidente Hosni Mubarak por pressão popular tem um significado muito forte e consolida a crise por qual perpassa o mundo árabe. O governo egípcio representa a segunda ditadura a ruir no Norte da África e na região sob influência árabe, em menos de um mês.
Para quem não recorda, a Tunísia passou por uma crise análoga, de insatisfação popular por motivos semelhantes (corrupção, ditadura e alto índice de desemprego), a qual se solidificou na chamada Revolução do Jasmim, ocorrida no dia 14 de janeiro, que resultou na fuga do ditador Zine el Abidine Ben Ali (23 anos no poder) que acabou se refugiando na Arábia Saudita.
Sob este mesmo contexto, outros países da África do Norte e do Oriente Médio seguem o processo democrático em busca de liberdade e o fim do regime autoritário de seus governantes, tal como a Mauritânia, Argélia, Jordânia e Iêmen.
Hoje, um grito só foi ouvido por milhares de vozes... "O povo derrubou o regime".


Protestos no Egito - Imagem capturada na Internet (Fonte: Correio Braziliense)


Protestos no Egito - Imagem capturada na Internet (Fonte: Correio Braziliense)



Protestos na Praça Tahrir   (Fonte: A Tarde OnLine)



Fontes de Consulta:




. Jornal O Globo (impresso/várias edições) 

Mensagem: O Poder da Educação


O PODER DA EDUCAÇÃO



Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar.

O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado.

Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa.

Postou-se à tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães.

A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada.

Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada carreira ao encalço da lebre. Alcançou- com destreza trucidando- rapidamente.

A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito.

Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão.

Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão.

O povo mal continha a respiração. Alguns mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco.

No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la deu-lhe com a pata e ela caiu.

Logo ergueu-se e se pôs a brincar.

Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.

Então, e somente então, Licurgo falou; "senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os cães."

A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação."

E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excelências do processo educativo.

“A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo."

Eduquemos nosso filho, "esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores."


Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Depois da morte, cap. LIV.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dicas de Exposição: Centro Cultural Banco do Brasil


                           Imagem do meu acervo particular (Exposição no CCBB - janeiro/2011)


Apesar do ano letivo de 2011 já ter iniciado nas escolas da rede particular e estadual do Rio de Janeiro, devendo ainda começar, na próxima semana, para as dos alunos das unidades de ensino público municipal (14/02), a dica que estou compartilhando neste espaço é diversificada e pode ser aproveitada durante a semana (exceto às segundas feiras) até o mês de março, tendo outras em período bem maior.

Todas se concentram em um só local e têm a ver com efeitos óticos, poesia, mobiliários e fotografias antigos, além de um acervo amplo acerca da numismática. Isso tudo pode ser encontrado e apreciado nas exposições do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado Rua Primeiro de Março, nº 66, Centro da cidade (Rio de Janeiro).

No dia 27 de janeiro, eu e minha filha fomos até o Centro da cidade e aproveitamos para visitar o CCBB . Entre as atrações que o mesmo oferece (exposições, cinema, teatro, música, biblioteca) e outros serviços, vale destacar duas exposições temporárias e duas permanentes.

As exposições temporárias se concentram no primeiro e segundo andar do prédio, antiga sede do Banco do Brasil (1906), enquanto as permanentes ficam no terceiro e quarto andar.

A exposição temporária que mais atrai a atenção do público, sobretudo, das crianças e dos adolescentes é a do artista holandês Mauritius Cornelis Escher, conhecido por suas imagens de efeitos óticos (ilusão de ótica).

Imagens que muitos conhecem através da Internet, mas poucos sabem sobre o seu autor, tal como estas abaixo:

                                    Imagem capturada na Internet (Fonte: ISTOÉ Gente)


                                       Imagem capturada na Internet (Fonte: Unesp.br)


                                          Imagem capturada na Internet (Fonte: Unesp.br)


                                     Imagem capturada na Internet (Fonte: Unesp.br)


A exposição conta com mais de 90 obras do referido autor, entre as quais se destacam gravuras originais e desenhos. A mostra também exibe um filme em 3D e revela os efeitos do uso de espelhamento nos trabalhos de Escher, assim como da ilusão de ótica que os mesmos imprimem.

Pesquisando sobre a vida do artista, eu descobri que Mauritius Cornelis Escher se dedicou mais no âmbito da gravura, criou uma grande série de litografias caracterizadas pelo geometrismo, figurativismo e ornamentalidade, sob uma perspectiva de relação lúdica com a realidade, provocando efeitos óticos no observador.

Sua criatividade e os efeitos óticos de suas gravuras e desenhos são incríveis e valem a pena ser contemplados, principalmente, por não termos a noção de começo e fim na maioria de suas obras ou da dualidade que outras exprimem. A referida exposição, O Mundo Mágico de Escher se estende até o dia 27 de março do ano em curso.

Outra exposição temporária que também merece destaque e está sendo muito visitada e apreciada – principalmente - pelo público adulto e idoso é a da poetisa Cora Coralina, cujo acervo apresenta imagens de sua cidade natal, da casa onde morou, do seu interior, fotos antigas, material de uso particular, como cadernos com versos, entre outros.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nome verdadeiro de Cora Coralina, era poetisa e contista goiana e, também, doceira de profissão. A mostra de sua vida e obra conta com imagens de sua cidade natal (Goiás), da casa onde morou, do interior desta, fotos suas antigas, material de uso particular, como cadernos com versos, entre outros. A exposição Cora Coralina – Coração do Brasil vai até o dia 13 de março deste ano.

Entre as exposições permanentes do CCBB, eu destacaria o acervo numismático do Banco do Brasil, na chamada Galeria de Valores, onde é possível ver a coleção de moedas, cédulas e valores impressos nacionais e estrangeiros do Banco do Brasil.

De acordo com as informações do mesmo, o acervo numismático do Banco do Brasil começou a ser formada no ano de 1936, totalizando, hoje, em cerca de 38.000 peças. Ele é considerado um dos mais importantes do país.

Através da Galeria de Valores é possível não só observar estas representações do dinheiro (moedas, cédulas, valores impressos, barras de ouro), como também a arte, a ideologia vigente e o avanço tecnológico que cada uma retrata. Esta é, na verdade, a proposta da mostra, oportunizar uma viagem na história do país e do mundo sob esta perspectiva.

O efeito do piso com trechos transparentes sobre inúmeras de moedas dá um toque original ao foco da exposição.

A outra exposição permanente, disposta no quarto andar, oferece uma viagem no tempo através de amplas salas com mobiliários, equipamentos e outros acessórios antigos do acervo do Banco do Brasil. É muito interessante!

                    Imagem do meu acervo particular (Exposição do CCBB - janeiro/2011)
Outra exposição temporária que também merece destaque e está sendo muito visitada e apreciada – principalmente - pelo público adulto e idoso é a Cora Coralina - Coração do Brasil.

Atividade Dirigida: Leitura de textos contextualizados à vida escolar

                                     Imagem capturada na Internet (Fonte: Educol.net)

Como temas de reflexão, neste início de ano (e já trabalhado em outros anos), todos os alunos do II Segmento do Ensino Fundamental e do Ensino Médio vão ler dois textos. Os mesmos tratam do papel do aluno e de um aspecto que, ano após ano, tem se apresentado escasso ou falho nas relações interpessoais, seja no âmbito do espaço escolar, seja no clube, na esquina, seja em família... Que é a educação, o fato de respeitar o próximo e de se fazer respeitado.


No primeiro dia de aula da rede estadual, eu mesma presenciei alunos sem nenhum material de apoio (caneta, caderno ou uma simples folha para fazer anotações). Tive que chamar a atenção de alguns alunos da sala ao lado da minha, pois – na ausência do professor – os mesmos ficaram brincando na porta atrapalhando e tirando a atenção dos meus alunos. E era o primeiro dia de aula...

Daí, a importância de levarmos estes pontos a uma discussão coletiva. E, embora eu já tenha disponibilizado estes textos em postagens anteriores (fevereiro de 2009), estou o fazendo agora, tal como prometi aos alunos do Ensino Médio, com exceção do curso noturno, no qual a faixa etária e o grau de amadurecimento da maioria não requer tal atividade.


Texto Nº 1
BOM ALUNO


O que é um bom aluno?

Um bom aluno é um aluno que gosta da escola porque quer aprender. Gosta de ouvir os professores discorrer sobre as matérias leccionadas, gosta de conversar com os professores e com os colegas. Sabe que o tempo que passa na escola é precioso porque vai formá-lo globalmente, como cidadão deste país. Gosta de brincar, de conversar, de se divertir, mas nos momentos certos.

O bom aluno traz para a escola o material adequado a cada aula, porque vai necessitar dele para as tarefas em cada aula. O livro é necessário, o caderno também, a máquina de calcular faz falta, a esferográfica, o lápis, a borracha, etc., são indispensáveis. Quando não se traz o livro, há uma parte da matéria que se perde, há a tendência para conversar com o colega do lado, etc., etc..

O bom aluno está atento nas aulas e questiona, no momento, o professor sobre os pormenores menos claros. O bom aluno está sempre disponível para executar as tarefas necessárias, em cada aula.

O bom aluno não se recusa a ir ao quadro. Até gosta, porque mostra aos colegas que sabe e diz como se faz. Fica satisfeito e a sua auto-estima agradece!

O bom aluno não gosta de conflitos nem de confusão. Fica aborrecido e nervoso com as situações criadas por outros colegas.

O bom aluno pede ao professor problemas para resolver em casa. Às vezes é tímido para fazê-lo. Geralmente é o primeiro a concluir as tarefas pedidas na aula.

O bom aluno tenta ajudar os colegas com mais dificuldades e que lhe solicitam ajuda. O bom aluno é, certamente, uma boa ajuda para os professores, não só por ajudar alguns colegas, mas como fator de estabilização da turma.

O bom aluno é um exemplo para os colegas, mostrando como se deve fazer, colocando os colegas a refletirem sobre o seu exemplo. Porquê ser bom aluno se é mais divertido fazer o papel de mau aluno!

O bom aluno gosta de ver o seu trabalho recompensado. Ele trabalha com um objetivo definido (por ele e, geralmente também, pela família) e gosta que os professores reconheçam esse seu trabalho. Por isso, às vezes, alguns destes alunos discutem com o professor a nota que tiveram ou vão ter.

O bom aluno é pontual e assíduo. Sabe que há regras que têm de ser cumpridas e não gosta de ser advertido pelos professores. Sabe também que a avaliação do seu trabalho tem diferentes componentes, sendo a pontualidade e a assiduidade duas delas. Além disso, ele tem uma imagem a defender.

O bom aluno tem geralmente boas notas às diferentes disciplinas. Ele foi adquirindo competências transversais que lhe são muito úteis em todas as disciplinas (métodos de trabalho, organização do trabalho, atitudes e valores, etc.).

O bom aluno é organizado e metódico. Tem apontamentos bem organizados nos cadernos e com qualidade. Há alunos que não querem, ou não sabem, tirar apontamentos e não se preocupam em mantê-los organizados.

O bom aluno estuda diariamente as matérias de cada disciplina. Deste modo, na véspera dos testes já tem as matérias estudadas, basta-lhe recapitular calmamente cada assunto. Este método tem uma grande vantagem que reside no fato de o aluno aproveitar muito mais cada aula a que assiste, pois está sempre ‘em cima’ dos assuntos!

O bom aluno sabe, desde muito novo, que pode escolher uma dada profissão, pois começou muito cedo a trabalhar para ela.

Fonte: BomAluno JMatias


Texto Nº 2 

EXISTE UMA COISA DIFÍCIL DE SER ENSINADA

Martha Medeiros (texto modificado)

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras... Quando não há festa alguma e nem fotógrafo por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível observá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam....

Nas pessoas que escutam mais do que falam... E quando falam, passam longe da fofoca e das pequenas maldades aumentadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a pessoas mais simples. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas... É quem cumpre o que promete e ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte, antes, quem está falando e só depois manda dizer que está ou não.

Oferecer flores é sempre elegante...

É elegante fazer algo por alguém e este alguém jamais o saber...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro....

É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

É elegante o silêncio diante de uma rejeição...

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante...

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.

Se os amigos não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso. E detalhe: Não é frescura!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dinâmica da Leitura Atenta

No primeiro dia de aula, eu sempre prefiro ter uma conversa informal com a turma e fazer as apresentações, tanto da minha pessoa quanto a dos alunos (nome, idade e, por serem do 1º Ano, de qual escola vieram). Afinal são mais de 200 dias de convivência (na sala de aula e/ou na escola) e esta deve ser marcada pela empatia e respeito.

Além disso, comento acerca das normas do colégio (uso proibitivo de celular e de aparelhos eletrônicos, atrasos, faltas, idas ao bebedouro ou sanitário etc.), do método de ensino, do livro didático e dos instrumentos de avaliação.

Em geral, eu aplico um teste de sondagem no meu primeiro contato com as turmas, mas com os alunos do Ensino Médio, isso não foi possível, pois o tempo ficou reduzido devido ao fato dos mesmos serem novos em ambos os Colégios e, com isso, houve certa confusão em relação ao número da sala de aula. As duas Unidades Escolares são prédios verticais (de no máximo 3 andares com salas de aula, como é o caso do C.E. Prof.ª Sonia Regina Scudese).

Mas, conforme planejei, apliquei uma dinâmica e passei uma tarefa para casa, a ser executada por grupo de 4 alunos, que tem a ver com o primeiro tópico do Plano de Curso (Cartografia).

A dinâmica proposta, apesar de se apresentar bem simples (fácil), tem por objetivo mostrar ao aluno a importância dos mesmos em termos de atenção na leitura e na interpretação. Servindo não só para sua vida escolar e profissional (realização de provas, concursos etc.) como em sociedade, como - por exemplo – assinar papéis (documentos).

A dinâmica abaixo não é de minha autoria, mas eu adaptei aos moldes da minha área disciplinar de um modelo que tive acesso através de um colega. Qualquer professor pode utilizar para este fim, modificando de acordo com a sua especificidade.

Como era de se esperar, a maioria leu de forma desatenta a primeira questão, respondendo e executando as tarefas solicitadas em cada questão. Alguns sentiram dificuldades até em responder ou desenhar, mas a quase totalidade deste grupo riu de sua própria desatenção.

Muitos alunos do curso noturno classificaram a dinâmica como uma “pegadinha”.

Foi muito interessante... Até para mostrar aos mesmos o quanto lemos desatentos, mecanicamente, sem a interpretação devida.

Além disso, o aluno tanto do II Segmento do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio tem que ter em mente que a leitura feita com calma e atenção, muitas das vezes, fornece elementos passíveis de indicar a resposta certa em determinadas questões de prova de concurso para promoção e/ou admissão a uma vaga em Unidades de Ensino e/ou emprego.



Vejamos com mais detalhes...
Concentre-se e siga as seguintes instruções em total silêncio:
1. Leia todos os itens antes de executar qualquer tarefa indicada;
2. Escreva seu nome na lacuna ao lado; (__________________)
3. Escreva a data de hoje na parte superior da folha;
4. Na linha ao lado, cite o nome do nosso continente; ______________
5. Desenhe 3 figuras geométricas (quadrado, círculo, triângulo) no verso da folha;
6. Ponha um “X” dentro de uma das figuras geométricas;
7. Desenhe a bandeira do Brasil no verso da folha;
8. Escreva uma palavra, que venha a sua cabeça, dentro da faixa da bandeira;
9. Levante a mão, sem falar com ninguém, quando chegar neste item;
10. Faça um círculo em volta de todos os números pares deste teste;
11. Ao lado de “Disciplina: Geografia” escreva uma riqueza natural do Brasil;
12. Complete a frase: A cidade do Rio continua ________________ ;
13. Coloque o seu nome e o número de turma no verso da folha;
14. Date novamente no verso da folha;
15. Agora que você acabou de ler tudo, com bastante atenção, execute apenas a instrução de número 13;
16. Aguarde e vamos ver quantas pessoas leem, realmente, as instruções de maneira correta.