quinta-feira, 31 de março de 2011

Bullying: Vídeo Recente é o Grande Hit entre os Internautas



Casey Heynes: de vítima a herói (Fonte: IG

Ontem, três alunos de uma das minhas turmas da E.M. Dilermando Cruz (prefiro não citar os nomes) ficaram de apresentar um trabalho para a turma deles acerca das atitudes nocivas e sadias que ocorrem nas unidades escolares. Isso sob uma perspectiva de tratar a questão de bullying, sobre a qual os três estiveram envolvidos, inclusive, com ocorrência de agressão física.

Pois bem, só um deles trouxe o trabalho e o apresentou para a turma, embora o mesmo estivesse algumas falhas quanto ao conteúdo abordado. Em virtude disso, avisei que amanhã, transferi a apresentação dos trabalhos para amanhã.

Como já postei neste espaço e é bastante discutida nas mídias, a escola por ser um espaço social e pluricultural acaba sendo o ambiente de maior ocorrência de Bullying.

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder”. (ABRAPIA).

Recentemente, eu comentei com a turma sobre um vídeo que assisti na Internet e, logo, este ganhou destaque nas mídias, sendo assistido por milhares internautas e, inclusive, transformando o ato violento de defesa em um ato heroico.

Comentei com as turmas, que a cena era muito violenta e eu não iria disponibilizar o vídeo no Blog, pois os seus efeitos poderiam ser direcionado para outras atitudes similares.

Pois bem, diante das práticas recentes de Bullying na escola e da notoriedade que o referido vídeo adquiriu, sendo um dos mais visitados e comentados, achei melhor tocar no assunto de novamente, mas sob o contexto da violência praticada.

Eu compreendo as razões da vítima, até porque - como adolescente – eu também fui vítima de Bullying no ambiente escolar e na minha vida social. Indiscutivelmente, as consequências desta prática são terríveis e, muitas das vezes, são irreversíveis. Algumas pessoas chegam a entrar em depressão, evadir-se das escolas e, chegar ao extremo, de se suicidar.

São atitudes verbais e físicas agressivas que marca a vida do ser humana, sobretudo, na faixa infanto-juvenil.

O vídeo ao qual me refiro é o da cena que envolve dois alunos em uma escola na Austrália. A vítima, Casey Heynes, é um adolescente de 15 anos, que sempre fora provocado por outros alunos devido ao fato de ser gordo.

Cansado de sofrer Bullying por vários anos e no dia da gravação, Casey Heynes reagiu e dominou o seu agressor, levantando-o e jogando-o no chão. A cena é muito forte e a impressão que nos dá é que o agressor, Richard Gale (13 anos), levantado e jogado ao chão, quebrou o pé, mas as reportagens acerca do episódio afirmam que só houve arranhões no joelho.

Richard Gale, em entrevista, contradiz a fala de Casey, alegando que ele foi provocado primeiro.

Tratado como herói por milhares de pessoas, sendo um percentual elevado de vítimas de Bullying, a violência acabou sendo banalizada por ser um desejo oculto da maioria que sofre agressões dos chamados ‘bullys”.

O golpe de defesa dado por Casey Heynes em seu agressor lhe rendeu um apelido, "Zangief Kid" (em apologia ao golpe do personagem Zangief, no game 'Street Fighter').

Como educadora e mãe não considero a violência como a melhor resposta às práticas de Bullying. Violência gera mais violência...

Mas, também, não vou ser ingênua suficiente para ignorar que – em muitos casos – as atitudes extremas de certos agressores marcam a vida de suas vítimas, podendo influenciar atos desesperados que levem ao suicídio.

Eu mesma já ouvi relatos de três alunos, em épocas distintas, que quase tomaram esta atitude, encerrando o sofrimento por qual passavam em razão das provocações e humilhações sofridas no ambiente escolar.

A escola precisa, urgentemente, tomar certas providências a fim de minimizar ou acabar de vez com este problema social, de relações humanas.

Assistindo a entrevista de Casey Heynes, publicada na mídia, dá para perceber que a autoestima do rapaz melhorou depois de sua reação e, também, do apoio recebido em escala mundial, mas uma coisa também ficou bastante clara - na minha opinião - durante a realização da mesma: o desconhecimento dos fatos por parte de seu pai.

Pelo conteúdo apresentado e as falas dos familiares, deu para entender que entre Casey Heynes e seu pai nunca houve um diálogo a respeito do Bullying sofrido pelo primeiro. A irmã mais velha do adolescente é que tinha conhecimento e o apoiava, dando-lhe força.

É preciso, também, que os responsáveis tenham um nível bom de entrosamento com os filhos, capaz de assegurar à confiabilidade de ambas as partes, o diálogo e, sobretudo, a liberdade de confidenciar aos mesmos se estiverem sendo vítimas de algum ato violento ou de ameaças.

Eu, ainda, acredito em soluções alternativas, que passem pela Educação, pela trabalho e valorização de valores humanos, éticos e morais, bem como no cumprimento de regras e de advertências no âmbito escolar.

Sou contra a violência, pois como a maior parte das pesquisas realizadas concluiram, em geral, as vítimas de Bullying se tornam, no futuro, agressores ativos.

Assistam a entrevista e conheçam um pouco mais o adolescente Casey Heynes, AQUI!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mensagem: O Anel


Imagem capturada na Veja Abril


Esta mensagem é para todos aqueles que sofrem, sob diferentes formas, a prática do bullying.

Em consequência de alguns fatos que ocorreram, recentemente, no âmbito de uma das unidades escolares em que trabalho, achei oportuno a publicação desta mensagem.


O ANEL

Um jovem procurou seu mestre porque se sentia um inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem. Desejava saber como poderia se melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.

O mestre, sem olhá-lo, lhe disse:

- Sinto muito, mas antes de resolver o seu problema, preciso resolver o meu próprio. Talvez você possa me ajudar.

Tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao rapaz, recomendando:

- Vá até o mercado. Preciso vender este anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que você consiga por ele, o máximo, mas não aceite menos do que uma moeda de ouro.

O rapaz pegou o anel e foi oferecê-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas quando ele dizia o quanto pretendia por ele, desistiam. Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele.

Somente um velhinho muito amável lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel.

Abatido pelo fracasso, o rapaz retornou à presença do mestre, dizendo que o máximo que lhe ofereceram foram duas ou três moedas de prata. Ouro, nem pensar!

O dono do anel respondeu que seria importante, então, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para uma correta avaliação. E fez outra recomendação:

- Não importa o valor que lhe ofereçam, não venda este anel.

O jovem foi, um tanto desanimado.

O joalheiro, depois de examinar com uma lupa a jóia, pesou-a e lhe disse:

- Diga ao seu mestre que, se ele quiser vender agora, não posso lhe dar mais do que cinquenta e oito moedas de ouro.

O rapaz teve um sobressalto:

- Cinquenta e oito moedas de ouro?"

- Sim. Retornou o joalheiro. Com tempo, eu poderia oferecer cerca de setenta moedas. Mas, se a venda é urgente...

O discípulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa notícia ao mestre. Depois de ouví-lo, o mestre falou:

- Sente-se, meu rapaz. Veja, você é como este anel, uma jóia única e valiosa. Como toda jóia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto. Por acaso você imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?

Tomando o anel das mãos do rapaz, tornou a colocá-lo no dedo, completando:

- Todos somos como esta jóia: muito valiosos. No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Pense nisto:

- Ninguém pode lhe fazer sentir inferior, sem o seu consentimento. Cada ser humano que habita este planeta é único, especial e valioso.

Desconheço a autoria desta mensagem

Orkut: Comunidade Geografia em Foco

Apesar de não ter divulgado neste espaço, até então, tanto os alunos do Ensino Fundamental (E.M. Dilermando Cruz) quanto os do Ensino Médio (Colégios José Marti e Professora Sonia Regina Scudese) foram avisados acerca da reativação da Comunidade Geografia em Foco no site de relacionamento Orkut, no início do ano letivo.

A Comunidade no Orkut foi criada antes do Blog, de mesmo título. Esta foi criada em 2006 e o Blog em 2008.

Por diversas vezes precisei interromper as postagens, os fóruns e/ou as enquetes por motivos particulares e/ou proffissionais.

Com a criação do Blog, a minha participação na Comunidade acabou sendo prejudicada, tendo em vista que o primeiro exige um maior aprofundamento na elaboração de artigos.  

Dei uma parada com o Orkut, mas quando iniciei o curso Por Dentro dos Meios (MultiRio e Planetapontocom), no final de 2009, decidi reativá-lo como proposta de projeto no referido curso (reativação).

No entanto, em 2010, eu acabei pegando 16 turmas. Além do planejamento das aulas, das provas e outros instrumentos de avaliação, bem como as respectivas correções, mais os cuidados com a minha mãe e filha, as postagens no Blog (266 em 2010), entre outras coisas mais, eu acabei adiando a sua reativação.

Muitos alunos me cobraram...

Este ano e, conforme já havia prometido a alguns alunos, eu reiniciei às atividades na Comunidade no dia 15 de fevereiro.

O Orkut ao oferecer um serviço de Comunidade possibilita a nós, educadores, unir a rede social a uma proposta educativa, possibilitando e incentivando a participação dos alunos e de outras pessoas sob um interesse comum, associado - sobretudo - à ciência geográfica, quer seja sob a forma de Fórum quer seja sob a forma de Enquetes.

Até o dia 15 de fevereiro, a referida Comunidade possuia 459 membros. Hoje, ela já conta com 533 membros.

Espero que este número aumente, assim como as participações, que ainda se mostram  tímidas. Alguns alunos alegam que não sabem como escrever, ou seja, expressar a sua opinião ou dar sugestões.

Há até fórum destinado para tirar dúvidas a respeito das aulas e/ou outros assuntos pertinentes às Unidades Escolares em que atuo (E.M. Dilermando Cruz, C.E. José Marti e C.E. Professora Sonia Regina Scudese).

Bom, espero poder contar, cada vez mais, com a participação de todos na Comunidade Geografia em Foco. Participem!

terça-feira, 22 de março de 2011

Japão: Atualizando os dados oficiais

Segundo a EBand, o número de mortos no Japão - em consequência do terremoto seguido de tsunami - já chega a 9.079. Estima-se que o número de desaprecidos seja na ordem de 12.782 pessoas.

As dificuldades encontradas na definição do número exato de mortos e desaparecidos segue à situação caótica por qual passa o país, mais especificamente a região nordeste, desde o dia 11 de março, quando houve o forte terremoto seguido por um tsunami. A quantidade de escombros e os danos  nas vias de transporte só permitem o trabalho manual e equipamentos mais leves.

Se já não bastassem as perdas materiais, econômicas e humanas diante destes fenômenos ligados à dinâmica interna da Terra (terremoto e tsunami), o Japão enfrenta outro problema decorrente dos eventos naturais:  o vazamento de material radioativo da Usina Nuclear de Fukushima.

Segundo as notícias divulgadas nas mídias, os alimentos e a água estão contaminados, apesar das informações não serem coesas entre as autoridades oficiais. Outros, por sua vez, afirmam que os níveis de radioatividade detectados não representam riscos à saúde da população.

26 de Março: Campanha A Hora do Planeta

Logotipo da Campanha A Hora do Planeta (download do site oficial)


No dia 26 de março, das 20:30 h às 21:30 h, vai acontecer A Hora do Planeta, ato simbólico de demonstração de preocupação aos efeitos do Aquecimento Global.

Por mais que alguém possa questionar a eficácia do gesto de apagar as luzes durante sessenta minutos (uma hora) no que diz respeito ao Aquecimento Global, esta iniciativa - promovida pela Rede WWF desde 2007- visa, antes de tudo, conscientizar as pessoas com relação aos efeitos deste e incentivar que outras medidas (individuais e/ou coletivas) possam ser divulgadas e tomadas com este intuito. 

Por isso é importante a participação de cada um  e, através do Portal da Hora do Planeta, divulgar as ações que fazem a diferença e que contribuem para minimizar os efeitos do Aquecimento Global.

A Campanha teve início em 2007 na cidade de Sidney, na Austrália, com a participação de 2,2 milhões de pessoas.

No ano seguinte (2008) o movimento ganhou maior adesão, envolvendo 400 cidades distribuídas por 35 países (50 milhões de participantes).

Em 2009, o sucesso continuou e a participação foi de quase 4 mil cidades de 88 países,  que participaram da Hora do Planeta. Para nós, brasileiros, o ano marcou também a adesão do Brasil na Campanha, sendo o Rio de Janeiro a primeira cidade brasileira a aderir e participar do movimento "Earth Hour" (Hora do Planeta).

Em 2010, mais de um bilhão de pessoas de 4.616 cidades, em 128 países, participaram e  agaram as luzes durante a Hora do Planeta.

Este ano, os organizadores esperam que a mobilização seja bem maior. E, com certeza, será!


Divulguem esta Campanha! Participem!





22 de Março: Dia Mundial da Água (Parte II)

A Internet oferece um leque bastante amplo de charges para ser trabalhado em atividades dirigidas com alunos ou para ilustrar uma questão de análise sobre a temática (Água) em uma avaliação.

Selecionei algumas (sugestões) e estou as publicando com os respectivos endereços de onde as mesmas foram retiradas.

Além da escassez, mau uso, poluição, pode-se discutir a distribuição da água na Terra e a questão do acesso a esta (países ricos e pobres).




Extraído do Blog Lagoa de Dentro









Extraído do Água Corrente ONG




Extraído do Portal do Professor






Extraído do Portal do Professor












Extraído do Fotolog Minhas HQs, Charges e Caricas










Extraído do BioBlogPE



Extraído do Charge do Diemer

22 de Março: Dia Mundial da Água


Ciclo da Água (Fonte: Nova Escola)

Hoje comemoramos o Dia Mundial da Água. Embora, a sociedade moderna tenha mais acesso às informações e seja consciente quanto à importância de atitudes conservacionistas em relação ao uso e consumo da água, muitos dissociam o discurso da prática cotidiana.

O desperdício de água é, ainda, um dos grandes vilões determinantes da escassez e quantidade de água no planeta. E, junto com os crescentes níveis de poluição, a qualidade da água, sobretudo, a potável corre sério risco em termos de disponibilidade e consumo apropriado.

Além destes fatores, desperdício e poluição, não devemos esquecer que o próprio aumento da população, o crescimento das cidades e das atividades econômicas, principalmente, as dos setores primário (agropecuária) e secundário (indústrias), contribuíram e, ainda, contribuem para a redução da quantidade e dos níveis de qualidade da água no planeta.

No que tange ao cidadão comum é bastante comum vermos vassouras sendo substituídas por mangueiras que lançam jatos de água nos detritos (lixos) espalhados nas calçadas; presenciarmos torneiras abertas ou gotejando nos lavatórios ou bebedouros nas escolas e/ou em diversas residências; vazamento nas descargas em banheiros, entre tantas outras situações, nas quais fica evidenciado o mau uso da água.

É preciso que haja mudança de atitude. Mudança de atitude enquanto ser individual e social, pois segundo dados apresentados em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2002, a escassez de água potável no planeta deverá atingir, em 2025, cerca de 4 bilhões de pessoas.

E, ainda sob esta perspectiva, de quantidade e qualidade de água, não devemos esquecer da vida animal e vegetal, que em qualquer tipo de ecossistema, sofre e sofrerá os efeitos negativos do mau uso da água.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Aonde a Geografia falhou na vida de Thomas, baterista do grupo Restart?

Neste retorno às aulas, após o feriadão, além da curiosidade de alguns alunos acerca do carnaval (como foi o meu), dois temas foram bastante comentados nas turmas. Um deles era a situação do Japão após o forte terremoto seguido por tsunami e o segundo foi sobre a gafe do baterista do Restart, Thomas, acerca da população amazonense e da situação urbana. 

É claro que ele não foi o primeiro e nem será o último a praticar deslizes no âmbito da Geografia, mas como pessoa de domínio público (artista), o seu erro adquire um peso maior, inclusive, sendo capaz de macular a imagem do grupo.

Eu desconhecia o fato, isto é, o conteúdo e a entrevista que o grupo Restart havia participado. Soube, ontem, quando estava na casa da minha mãe e ela assistia o Domingo Espetacular na Record.

Na referida entrevista (desconheço o veículo de comunicação), Thomas é indagado sobre em qual cidade ele gostaria que o grupo tocasse e ele responde que gostaria de tocar no Amazonas (...) no meio do mato...

E ele continua, dizendo que não sabe se tem público no Amazonas e que nem sabe se tem gente, civilização.

Bom, neste curto diálogo, dá para perceber que a Geografia faltou no currículo do baterista e, pelo jeito, não foi só na escola, mas também no acesso às informações oferecidas nas mídias modernas, tal como acompanha a Sociedade Moderna sob a denominação conferida de “Sociedade do Conhecimento”.

A matéria jornalística mostrou a indignação das fãs de Manaus com o referido rapaz, que se estendeu ao grupo. Muitos comentaram a respeito da sua declaração no vídeo publicado no YouTube.

Segundo a mesma reportagem do Domingo Espetacular, Thomas tentou se defender e corrigir a sua gafe, publicando desculpas em uma rede de relacionamento (Twitter), na qual alegou ter sido um mal entendido. Mas, pelo que eu pude apurar na Internet, “o tiro saiu pela culatra”.

Infeliz ou não em sua declaração; falho ou não no campo da Geografia do Brasil... Uma coisa é certa, Thomas não será o primeiro e nem o último a cometer disparates em termos geográficos.

Talvez, isso sirva de alívio a ele e ao grupo, que acabou sendo afetado por sua declaração.

Vejam o curto diálogo no vídeo abaixo:


domingo, 13 de março de 2011

Japão: Retificando e atualizando os dados oficiais quanto às vítimas...

Atualizando os dados oficiais quanto ao número de mortos em consequência do terremoto seguido de tsunami no Japão... Segundo o Último Segundo, o número divulgado já chega a 1.217 mortos.

E, como eu falei na postagem anterior, este número vai aumentar a cada hora que passe...

Vazamento Radioativo no Japão: A outra face da tragédia do terremoto e do tsunami no país

Momento da chegada da tsunami à cidade de Miyako, Japão, no dia 11/03
(Fonte: Último Segundo)

Infelizmente, as notícias não são nada boas com relação a tragédia ocorrida, no dia 11 de março, no Japão. Se já não bastassem a devastação e o número de mortos em consequência do terremoto e, sobretudo, da tsunami que atingiu a região nordeste do país, o Japão vive - hoje - sobressaltado e atemorizado com as notícias sobre o vazamento radioativo da usina de Fukushima Dalichi ocorrido após a explosão da estrutura de concreto de um dos seus reatores.
 
Embora as autoridades continuem a afirmar que os efeitos da explosão são mínimos e que não há danos diretos ao reator nuclear, o acidente foi classificado na categoria 4 (a escala vai de 0 a 7) e está sendo considerado o maior desde o desastre de Chernobyl (Ucrânia), ocorrido em abril de 1986.

Como esperar que a população próxima à Usina e, consequentemente, mais vulnerável à exposição radioativa esteja tranquila?

Para quem não se lembra, o Japão já vivenciou um episódio histórico associado ao lançamento de bombas atômicas, durante a II Guerra Mundial, quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atingidas por bombas lançadas pelos EUA, respectivamente, nos dia 06 e 09 de agosto de 1945.

Embora, a situação em si ( o impacto direto das bombas na superfície) e o contexto sejam distintos, a população japonesa tem noção dos efeitos à exposição radiação, com o desenvolvimento de enfermidades como o câncer, por exemplo.

De acordo com o que foi noticiado nos meios de comunicação, em cerca de 160 habitantes da cidade de Futabamachi, vizinha à Usina, já foram diagnosticados a contaminação radioativa.

O governo japonês tomou algumas medidas em relação a isso: aumentou o perímetro de segurança para 20 km (antes eram 10 Km), retirou 200 mil moradores e vai distribuir iodo para proteger à população local no desenvolvimento de câncer de tireóide.

Além dos riscos à vida, as autoridades e, principalmente, a população afetada temem pelas enfermidades que podem ser desenvolvidas após à exposição direta e/ou indireta a radiação.

Só para se ter uma ideia, no desastre nuclear de Chernobyl, além das pessoas que morreram diretamente pelo acidente, seja pela explosão do reator seja no combate ao incêndio, muitas outras sofreram sequelas da exposição radioativa ou vieram a falecer anos - mais tarde - em consequência desta nos países afetados (Ucrânia, Bielorússia e Rússia).

As autoridades da área de saúde constataram que, depois de uma década (10 anos) do desastre, a maior parte do quase 800 casos de câncer de tireóide registrados em crianças, as mesmas se encontravam - na época (abril de 1986) - na condição de fetos, com mais de seis meses de vida intra-uterina ou tinham até seis meses de idade.

Daí, a medida a ser tomada pelo governo japonês em distribuir iodo à população local.

O número de mortos em consequência do forte terremoto e do tsunami , até a manhã de hoje, é de 977 vítimas, segundo a última apuração oficial divulgada pela polícia japonesa e divulgada na Folha Online.

Infelizmente, esta estatística vai aumentar, uma vez que o número de desaparecidos ainda é incerto. Estima-se que só no povoado de Minamisanriku, em Miyagi, arrasado pelo tsunami, o número de desaparecidos chegue a 10 mil pessoas.

Na província de Fukushima há 1.167 pessoas desaparecidas, segundo dados obtidos com as autoridades locais.

Como eu mencionei na postagem anterior, o Japão – ao longo de sua história de forças antagônicas – natureza x homem – sabe conviver com os tremores de terra (terremotos), mas nenhuma tecnologia mais avançada, que possa existir, pode minimizar os efeitos destrutivos e velozes de um tsunami.

Ainda mais sob a força que ambos impuseram ao arquipélago, visto que outros episódios de tsunamis, o país já sofreu (só que de magnitude bem mais baixa).

Acredito que não só a população japonesa, como as comunidades espalhadas em diversos países (os imigrantes japoneses), como são os de São Paulo (bairro da Liberdade) ou de Maringá (Paraná) se encontram consternados com a situação do país. O mundo todo se encontra enternecido neste momento.

 
Fontes de Consulta
 
. Folha OnLine
 
. Jornal O Globo (Edição impressa do dia 13/03/2011)
 
. Poluição Radioativa
 
. Último Segundo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Japão sucumbido às forças da natureza: forte terremoto e tsunami


Ondas atingem residências em Natori, distrito de Miyagi
Tsunami invadindo Natori, no distrito de Miyagi (Fonte: Último Segundo)


Sismos no Japão não são tão assustadores, como possam ser para nós, que não estamos acostumados, mas a população japonesa já conhecem os seus efeitos e convivem com um sistema de prevenção e proteção avançado, inclusive, tendo o melhor sistema de prevenção de desastres naturais.

Entre estes, pode-se destacar o sistema de alarmes, orientações à população quanto aos cuidados em casa durante um sismo (a fim de evitar maiores danos materiais e vítimas), existência de abrigos subterrâneos, tecnologia construtiva anti-terremotos (edifícios mais resistentes aos tremores), formas eficazes de comunicação das autoridades com a população, entre outros.

Mas, os efeitos de uma tsunami, não há quem consiga mensurar a força e suas consequências. E foi esta sensação, de grande impotência diante da força da natureza, que o Japão viveu hoje (11/03), à tarde, com o forte terremoto e a formação de uma tsunami, bem como horas depois, com as réplicas.

O Japão, arquipélago com cerca de 3.500 ilhas, se encontra localizado numa área de grande instabilidade tectônica, ou seja, numa área de encontro de placas tectônicas. Por isso, fenômenos como terremotos e tsunamis são recorrentes.


Ficheiro:Japan topo en.jpg

Japão (Fonte: Wikipedia)


De acordo com o Painel Global,  o terremoto registrado no país teve uma força equivalente a 16 mil bombas atômicas. Assustador e, ao mesmo tempo, imaginável.

O forte terremoto que atingiu a costa nordeste do Japão, às 14:46h do horário local (2:46h hora de Brasília), foi de magnitude 8,9 graus na escala Richter e provocou uma tsunami de cerca de 7 metros que atingiu as cidades da região norte do país a uma velocidade de 800 km por hora.  

Trata-se do maior terremoto já registrado no Japão, o sétimo maior desde que os abalos começaram a ser listados e o quinto maior desde 1900.

O seu epicentro foi no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Após esse tremor, outros abalos secundários (réplicas) ocorreram.

Também no centro do país houve, hoje, um tremor de terra.

De acordo com as últimas notícias transmitidas nos jornais televisivos, o número de mortos já ultrapassa 350 vítimas. Há muitos feridos e desaparecidos.

Segundo o Painel Global, em consequência da grande intensidade e características da falha local, novos fortes tremores são esperados para as próximas horas e para os próximos dias. No entanto, a intensidade dos mesmos deve diminuir, pois deverá ocorrer uma estabilização das camadas.

Todavia, segundo o referido site, as réplicas deverão ocorrer, ainda, por um longo período, o qual poderá ser superior a um ano.

A propagação das ondas já ameaça outras regiões do planeta. Hoje, à noite, vários pontos da costa oeste do continente americano já estão sentindo os efeitos das ondas.

Mar invade a cidade de Iwanuma, no norte do país
Tsunami invandindo (Fonte: Último Segundo)

Técnico verifica fendas que se abriram em rodovia perto de Mito, no distrito de Ibaraki

Fendas abertas na rodovia perto de Mito, no distrito de Ibaraki (Fonte: Último Segundo)  


Fontes de Consulta

. G1.com

. Último Segundo

terça-feira, 8 de março de 2011

08 de Março: Dia Internacional da Mulher

Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher. Para os alunos do Ensino Fundamental, eu não solicitei nenhum tipo de trabalho, pois optei por fazê-lo por ocasião do Dia Nacional da Mulher, que é festejado no dia 30 de abril.

Eu poderia tratar a tema sob vários enfoques, desde a origem da data pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, listar várias personalidades femininas nas diferentes áreas de atuação (política, artes, educação, saúde, economia etc.) ou descrever a biografia de tantas outras.

Mas, a abordagem ficaria repetitiva neste espaço, já que anualmente o tema é enfocado no Blog e nas atividades propostas com as turmas.

Mencionar as adversidades e os preconceitos que ainda rondam a vida de muitas mulheres motivadas por questões religiosas ou culturais, de total ou parcial submissão ao sexo oposto (masculino) também é ser recorrente, visto que em muitas postagens estas peculiaridades nefastas em determinados povos já foram apresentadas (a mutilação genital feminina, a mulher-girafa, os pés de Lótus, a violência doméstica, a Lei Maria da Penha etc.). E tantos outros ainda não foram mencionados (condenação à morte por apedrejamento, estupros, exploração sexual, entre outros).

Falar da primeira mulher brasileira a assumir o cargo mais alto do país, a de presidente (ou presidenta) do Brasil seria uma opção, no caso de Dilma Vana Rousseff, porém mais propícia para o Dia Nacional da Mulher (30 de abril).

Em decorrência destes aspectos achei melhor escolher uma mensagem para homenagear a todas neste Dia Internacional da Mulher.

SER MULHER-MULHER

Marli Vieira de Oliveira


Ser mulher é fazer de cada dia de sua vida um momento especial

Ser mulher-doméstica não é nada demais, pois as que assumem, unicamente, esta tarefa, com certeza, dominam como ninguém os afazeres de casa e crescem a cada dia ao redor dos filhos e do marido, sem arrependimento. Ou, então, se emperram na vida...

Ser mulher-profissional mais do que nunca é conciliar a sua condição feminina a um cargo tão sonhado e muitas das vezes altamente competitivo, que a fez batalhar para isso e, talvez, encerrar ou adiar outros sonhos. Muitas das vezes, muitos sonhos morrem...

Ser mulher-esposa é mais do que um “contrato” assinado, é companheirismo, um elo baseado no mais nobres dos sentimentos, o amor. É a união de seres se transformando em um único, individualizados, porém rumando sob a mesma direção. Mas, há aqueles que ousam tomar outros caminhos...

Ser mulher-mãe é total dedicação tal como está implícito na palavra maternidade. É crescer junto a alguém, que nada mais é que um pedaço do nosso coração, só que do lado externo. Desde a gestação até a morte, os laços permanecem e os sentimentos também. Em muitas situações, uma das partes pode não estar em harmonia na relação...

Não importa a situação vigente.

Ser mulher é saber que ela pode ser tudo isso, mantendo a sua individualidade, mas doando-se e se integrando a outros.

Ser mulher é saber das possibilidades de ser feliz e de ser infeliz.

Ela, em qualquer uma destas ou em outras situações possíveis de ocorrer, tem a consciência de que sua condição já é um fator positivo, pois toda mulher – no fundo, no fundo - sabe o quanto e como deve ponderar, seja com mais sentimento seja com mais racionalidade.

Se não souber, ela ainda não aprendeu a ser Mulher-Mulher...


segunda-feira, 7 de março de 2011

As Pedras do Rio

Os 446 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro já passou (1º de março), mas estou a compartilhar - neste espaço - uma homenagem especial à cidade através de um PPS que recebi de uma amiga, Sidneia Escobar.

A geografia da cidade é muito bonita... Vale a pena conferir!

As fotos são de Ricardo Zerrenner (http://www.zerrenner.fot.br/) e a produção de Rodrigo *O Tecelão! (www.slideshare.net/tecelao). A música ao fundo é Barcarolle (offenback).

Para avançar as imagens, basta clicar.

As Pedras do Rio (NXPowerLite)


Código extraído do site Authorstream

sábado, 5 de março de 2011

Líbia: A Crise no Mundo Árabe Continua

Muammar al-Gaddafi

Ditador Muammar Kadafi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)



Apesar de a violência ser algo abominável, a crise no mundo árabe (países de língua e política árabe) parece ser algo inevitável.

Um embate entre duas posições totalmente contraditórias, no qual o processo histórico e repressivo instituído faz pressão, se sobrepondo às tentativas de uma maior abertura política e de liberdade exaltadas por gerações mais novas e outras não tão novas assim, mas descontentes.

É um caminho sem volta para muitos países da África do Norte e do Oriente Médio, os quais sob o efeito dominó, iniciado pela Tunísia e seguido pelo Egito, vem demonstrando para o mundo, a força e a insatisfação do povo subjugado a regimes repressivos e autoritários de seus governantes, que estão no poder há décadas. É o movimento chamado "Primavera Árabe".

Os protestos e as manifestações populares se espalham e ganham mais adeptos. E tal como se caracteriza a sociedade moderna, a chamada sociedade do conhecimento, a tecnologia foi lizada como principal ferramenta ou recurso de mobilização popular, sobretudo, no Egito.

Tanto a queda do presidente da Tunísia, Zine Al-Abidine Ben Ali, ocorrida em 14 de janeiro deste ano, quanto a renúncia do presidente egípcio, Muhammad Hosni Sayyid Mubarak (82 anos) no dia 11 de fevereiro, encerrou – nos respectivos países - décadas de poder de governos autoritários.

O presidente da Tunísia estava no poder desde 1987, ou seja, cerca de 24 anos, enquanto Hosni Mubarak, que assumiu o governo em 1981, oito dias após o assassinato do então presidente do Egito, Anwar Sadat, em 1981, por militantes islâmicos, iria completar 30 anos de governo em outubro deste ano.

Apesar de manifestações populares sob os mesmos argumentos (contrários ao regime autoritário e luta por uma abertura política) já terem iniciado em outros países, como por exemplo, Marrocos, Irã, Argélia e Bahrein, nenhum destes está tendo tanto destaque quanto ao confronto entre o ditador Muammar Kadafi, no poder há cerca de 42 anos (desde 1969) e a população da Líbia (Grande República Socialista Popular Árabe da Líbia), localizada também ao Norte da África.

Kadafi já declarou diversas vezes, desde o início das manifestações populares no dia 14 de fevereiro, que não vai deixar impune os líderes de oposição, bem como vai defender seu regime e reprimir com armas todos os manifestantes antigoverno, os quais denomina de "ratos e drogados".

Muammar Kadafi afirma ser mais do que um presidente, mas sim, um líder revolucionário. E é, com este argumento, que ele se apoia para justificar que não pode renunciar.

A posição firme de Kadafi está apoiada, sobretudo, em seu aparato de segurança, o qual reunindo as Forças Armadas, a polícia, o serviço de segurança e o serviço secreto contabilizam, segundo fontes de pesquisa, aproximadamente 140 mil pessoas (a população da Líbia é de cerca de 6,3 milhões habitantes).

Contudo, a perda do controle da cidade de Bengasi (segunda maior cidade do país) e da região de Cirenaica, localizada no nordeste do país, já demonstrou que esta base não é tão segura assim. Muitos militares estão se posicionando contrários à política repressiva de Kadafi aos manifestantes.

Ao que se sabe (depoimentos de jornalistas e moradores), outras cidades, como Minsratah e Zawiya, localizadas mais próximas à capital (Trípoli), já estariam também sob controle dos rebeldes.

As cidades de Tobruk e Derna também já foram tomadas pelos oposicionistas ao governo de Kadafi.

O comando destas cidades está na mão dos chamados "conselhos populares".

De acordo com alguns analistas, os militares que recusaram a cumprir às ordens ou se uniram aos rebeldes (manifestantes) fazem parte de unidades militares do exército marginalizadas e precariamente armadas.

As melhores unidades, no entanto, permanecem leais ao governo, inclusive, a Brigada 32 – do setor da aviação – liderada pelo quinto filho do ditador líbio (Khamis Al-Kadafi).

Os rebeldes fazem uso de lançadores de granadas e fuzis Kalashnikov, enquanto as forças de segurança da Líbia utilizam equipamentos pesados, como tanques e a maioria dos dispositivos aéreos.

Na 3ª feira passada (01/03), a Organização das Nações Unidas (ONU) suspendeu a posição da Líbia no Conselho de Direitos Humanos da Entidade, no qual ingressou no ano passado (2010), em razão da repressão violenta aos protestos antigoverno no país. Segundo a ONU, mais de 1.000 pessoas já morreram em consequência dos conflitos.

O impasse parece não ter fim. Não só na Líbia...

A crise que se espalha no Norte da África e no Oriente Médio é fato, não há o quê contestar! Os motivos são vários e justificáveis, independentes da posição de análise dos argumentos.

Nesta conjuntura podemos afirmar que os resultados dos embates entre o governo x populares são previsíveis e, infelizmente, nada pacíficos. Ao mesmo tempo, podemos afirmar que, nesta conjuntura, nenhum líder árabe está se sentido seguro.

Incerto é o futuro destas nações em termos de início de um processo democrático. Sabemos que as intenções são estas, mas o processo é por demais lento e cheio de entraves.


Fontes de Consulta

. G1.com - Revolta Árabe

. Jornal O Globo (diversas edições)

. Último Segundo

Mensagem: Que Tipo de Pessoas Vivem neste Lugar?


Eu, particularmente, adoro esta mensagem, pois ela é fato. É uma questão de eco, de espelho... de retorno.

QUE TIPO DE PESSOAS VIVEM NESTE LUGAR?

Autor Desconhecido

Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive neste lugar?

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem? Perguntou, por sua vez, o ancião.

- Oh! Um grupo de egoístas e malvados. Replicou-lhe o rapaz. Estou satisfeito de ter saído de lá.
A isso, o velho replicou: A mesma coisa você haverá de encontrar aqui.


No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta:

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:

- Ah! Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará por aqui. Respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas, perguntou ao velho:

- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

O velho, pondo suas mãos trêmulas em seu ombro, respondeu-lhe:

- Cada um carrega no seu coração o ambiente que deseja viver. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui e nem em outro lugar. Aquele que encontrou amigos, também os encontrarás aqui e em qualquer lugar que for.

Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida aquilo que traz dentro de si mesmo, em seu coração. O presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Dica: Curso na Área de Análise Linguística e Produção Textual

 
Imagem capturada do site da Oficina da Palavra APLIC e modificada 
através do Adobe Photoshop


Outra dica de curso que estou compartilhando foi encaminhada por uma amiga minha e professora de Língua Portuguesa, Fabiana  Scoralick.

E, tal como a sua área de formação, o curso é voltado para professores de português (Ensino Fundamental e Médio), alunos das áreas de Letras e Pedagogia, formandos e recém-formados.
Intitulado em Leitura, análise linguística e produção textual na escola: como elaborar materiais didáticos para o ensino de Língua Portuguesa", este está sendo oferecido pela Oficina da Palavra Aplic, situada na Rua Desembargador Izidro, nº 40, salas 104 e 105, na Tijuca, Rio de Janeiro (RJ).

O seu início está marcado para o próximo dia 19 de março, com aulas em 19 e 26 de março e 02 e 09 de abril, das 9h às 13h.

O curso será ministrado pela Profª Dra. Rosa Cuba Riche (UERJ) e pela Profª Dra. Leonor Werneck dos Santos (UFRJ).
 Serão abordados alguns aspectos teóricos e práticos relacionados ao ensino de língua portuguesa, como:

- coesão/coerência;
- inferências;
- seleção vocabular;
- gêneros textuais;
- morfossintaxe e
- semântica.

O objetivo principal do curso é discutir e elaborar material didático, partindo de gêneros textuais variados. Também serão levantados aspectos problemáticos, discutindo alternativas metodológicas para o ensino, sob u m ponto de vista mais produtivo.

Valor: R$ 220,00  (à vista) ou R$ 250,00 (2x 125,00), com o material incluído.


Qualquer informação ou dúvida entrar em contato com a Oficina da Palavra APLIC através dos seguintes telefones: (21) 2288-0094 / 2238-8985 ou no site http://www.oficinadapalavraplic.com.br/

Dica: Cursos Gratuitos da Fundação Getúlio Vargas (FGV)


Acompanhando a evolução tecnológica que marca a Era Digital, os Cursos de Educação a Distância (EAD) surgiram para ratificar as inovações em todas as áreas, inclusive, na Educação.

Não é a toa que a sociedade moderna é denominada de Sociedade do Conhecimento pelo leque de informações e de dados que a Internet possibilita com apenas um click no mouse.

Neste contexto, devo ressaltar a importância dos cursos on line, que possibilitam o aprimoramento e a atualização do indivíduo sem a obrigatoriedade de ser presencial, ocorrer em um lugar fixo e com o cumprimento de um horário pré-determinado.

Quem me conhece sabe que a minha vida não permite a participação em cursos fora deste padrão (on line), ou seja, eu não tenho tempo regular, disponível, para fazer um curso presencial, que me obrigue a locomover de um lugar a outro e a respeitar os horários fixos.

Daí, os cursos de EAD serem a minha salvação (caso eu não queira ficar "parada" no tempo)... 

Sendo assim, tenho uma dica de cursos que gostaria de compartilhar com todos neste espaço. 

Trata-se dos cursos gratuitos promovidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em consórcio com diversas instituições de ensino de diversos países (Open Course Ware Consortium - OCWC).

Para ter acesso ao que a Fundação Getúlio Vargas oferece, em termos de cursos gratuitos e on line, neste Consórcio, clique AQUI!