quinta-feira, 30 de junho de 2011

Elementos e Fatores Climáticos

 


Imagem do meu acervo particular
 
Texto atualizado em 01/06/2014 às 14h20

Antes de falar sobre os fatores climáticos é bom esclarecer uma dúvida constante para muitos estudantes: a diferença entre tempo e clima.

Na verdade, muitos cometem este equívoco, até mesmo os profissionais da seção telejornaística do quadro Previsão do Tempo já cometeram.

Tempo é o estado momentâneo da atmosfera, ou seja, ele é passageiro, sujeito a mudanças a qualquer instante.

Exemplo: O tempo estava bom na parte da manhã, mas - no início da tarde - começou a chover.

Já o clima se refere ao comportamento da atmosfera ao longo do ano.

Ao ser definido o clima de uma região, as condições atmosféricas foram observadas em um período, segundo os especialistas, de cerca de 30 anos.

Exemplo: No Sertão Nordestino, o clima é quente e seco, enquanto que na região Amazônica é quente e úmido (clima equatorial).

Como afirma AYOADE (1991), “o clima apresenta uma generalização, enquanto o tempo lida com eventos específicos”.

Antes mesmo de falar sobre os fatores é bom descrever, primeiramente, os elementos atmosféricos (ou climáticos) que sofrem a influência e se modificam em função da ocorrência dos primeiros.

Elementos atmosféricos ou climáticos (ou fenômenos atmosféricos): São os elementos que interferem e caracterizam as condições do tempo. São eles: temperatura, umidade do ar, chuva, vento, pressão atmosférica etc.

Fatores climáticos: Influenciam e modificam a dinâmica dos elementos atmosféricos, que vão caracterizar o clima de uma determinada região. Os fatores climáticos são: latitude, altitude, continentalidade, maritimidade, massas de ar, correntes marítimas, disposição do relevo etc.
 


ELEMENTOS ATMOSFÉRICOS (ou CLIMÁTICOS):

. Temperatura Atmosférica: Define-se como o grau de calor existente no ar atmosférico. Este é proveniente da radiação solar, ou seja, a fonte responsável pelo calor, pela temperatura na Terra é o Sol.
 
Contudo, uma parte ao atingir a superfície terrestre é absorvida pelas terras emersas (continentes e ilhas) e os oceanos, enquanto a outra é refletida e retorna à atmosfera.

Observem o esquema abaixo:

Imagem capturada na Internet (Fonte: Colégio Espírito Santo - UFRGS)

. Umidade do Ar: Refere-se à quantidade de vapor de água existente no ar. A atmosfera tem uma grande capacidade de conter água, porém esta é limitada.

Quando o seu limite de saturação é atingido, equivale dizer que a umidade relativa do ar é de 100%. Neste ponto de saturação de água é que ocorrem as chuvas ou outros tipos de precipitações, como as sólidas (neve e granizo).

A umidade do ar é registrada até mesmo em áreas desérticas, no entanto, esta se mostra bem baixa sob as condições climáticas dos desertos ou semi-áridas. Não existe ar totalmente seco, o que ocorre é baixa umidade do ar.

. Precipitações Atmosféricas: As precipitações ocorrem quando há queda de água, seja no estado líquido ou sólidos, sobre a superfície terrestre. Sendo assim, as precipitações podem ocorrer sob a forma de chuvas (precipitação pluvial), neves (precipitação nival) e granizos.

Não resta dúvida que a chuva é a mais comum de todas e a mais abundante na superfície terrestre. Ela resulta da conjunção de dois fatores, isto é, a umidade elevada do ar (ponto máximo de saturação) e a queda da temperatura da atmosfera, capaz de formar nuvens e, logo depois, ocorrer a precipitação pluvial.

As precipitações pluviais podem ser de três tipos, a saber:

. Chuva Convectiva ou de Convecção (ou de verão): ocorre quando o ar quente se ascende verticalmente, resfriando-se em contato com as camadas mais frias da atmosfera e se precipita sob a forma de chuva.




. Chuva Orográfica ou de Relevo: ocorre quando a disposição de um relevo forma um obstáculo à passagem do ar. Com isso ocorre a ascensão e o resfriamento do ar, que se condensa, forma nuvens e precipita-se sob a forma de chuva em um flanco do relevo.



. Chuva Frontal: ocorre quando há o encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. Este encontro forma a frente fria, pois o ar quente, por ser mais leve, ascende e ao se resfriar nas camadas mais altas da atmosfera, condensa-se e se precipita em forma de chuva.



As precipitações sólidas são:

. Neve: Ocorre em condições de temperaturas baixas, como nas regiões de clima frio e temperado. A temperatura fria impede a fusão dos cristais (água congelada) formados pelo vapor de água na atmosfera e estes se precipitam sob a forma de neve (cristais de gelo).



         Imagem capturada na Internet (Fonte: Paris a la Carte)

. Granizo: Conhecido popularmente como “chuva de pedras”, este tipo de precipitação ocorre, em geral, durante os temporais, que se encontram associados às nuvens do tipo “cumulonimbus”.

As nuvens “cumulonimbus” se desenvolvem verticalmente, podendo atingir alturas de até 1.600 m. Intensas correntes ascendentes e descendentes ocorrem em seu interior.

As gotas de chuva no interior dessas nuvens, ao ascenderem sob o efeito das correntes verticais, se congelam ao atingirem as regiões mais elevadas.


                                 Imagem capturada na Internet (Fonte: Cultura Mix.com)

 
. Pressão Atmosférica: corresponde ao peso do ar, pois a atmosfera exerce uma pressão sobre a superfície terrestre e sobre tudo que existe nela.

A pressão atmosférica varia de acordo com a altitude e a temperatura.

No caso da altitude, quanto menor a altitude, maior será a pressão atmosférica (o peso do ar) e, nas áreas de altitudes mais elevadas, o inverso ocorre, pois o ar é mais rarefeito (ar pouco denso, com baixa concentração de oxigênio), ou seja, a pressão atmosférica é menor.

Quanto à temperatura, a variação da pressão atmosférica ocorre da seguinte maneira: em áreas quentes há dilatação do ar, isto é, ele se expande e, com isso, pesa menos (pressão atmosférica menor). Em áreas mais frias, o ar se contrai, ficando mais pesado e exercendo maior pressão.

As zonas Polares são áreas de alta pressão atmosférica, enquanto a zona Tropical (ou Intertropical) é de baixa pressão.

A pressão atmosférica é o principal responsável pela formação dos ventos (ar em movimento), pois estes são gerados e se deslocam das áreas de alta pressão (onde existe mais ar e é mais frio/áreas anticiclonais) para as áreas de baixas pressões atmosféricas (menos ar e mais quente/ áreas ciclonais).

Áreas Ciclonais (Baixa Pressão) e Anticiclonais (Alta Pressão)
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Fernando Dannemann


. Ventos: trata-se do ar em movimento. E a sua movimentação depende das diferenças de temperaturas entre as zonas climáticas, nas quais se formam as áreas de alta e baixa pressão, responsáveis pela circulação geral do ar, como foi citado no elemento anterior.





. FATORES CLIMÁTICOS:

. Latitude: corresponde à distância medida (em graus) de um ponto qualquer da Terra em relação à linha do equador (0ᵒ).

Em função de sua forma esférica (geóide) e do seu eixo inclinado, nem a luz solar e nem o calor são distribuídos de forma homogênea na superfície terrestre.

Como sabemos, a região da linha do equador é a mais iluminada e a mais quente do planeta e, em função disso, conforme nos afastamos desta, indo em direção às zonas polares, a temperatura diminui. Ou seja, a temperatura diminui na medida em que nos afastamos das áreas de baixa latitude indo para as de altas latitudes.

A inclinação do eixo da Terra é a responsável direta pelas diferentes estações do ano, pois faz com que os raios de Sol atinjam o planeta de forma desigual em cada uma delas, alterando significativamente o clima.

A relação entre a latitude X radiação solar vai definir as cinco Zonas Térmicas ou Domínios Climáticos da Terra. Cada qual com características climáticas distintas que vão influenciar diretamente na vegetação, no solo, na hidrografia e, inclusive, em termos de ocupação humana (densidade demográfica).


Zonas Térmicas da Terra - Imagem capturada na Internet (Fonte: Geografia Net

Altitude: refere-se à distância vertical medida entre um ponto qualquer da Terra em relação ao nível do mar.

Quanto maior a altitude, menor será a temperatura. A temperatura diminui em média 1ᵒC a cada 200 metros de altitude.

Além da radiação solar, nas áreas de baixa altitude, a atmosfera mais densa retém e conserva o calor por mais tempo. Enquanto que, nas áreas de altitude elevada, o ar é mais rarefeito e, por isso, apresenta menor capacidade de conservar o calor do Sol.



                           Imagem capturada na Internet (Fonte: Mergulho e Altitude)



. Massas de Ar

São porções, extensas e espessas, da atmosfera que apresentam as mesmas ou parte das características peculiares das regiões onde foram formadas, seja em termos de temperatura, umidade e pressão.

Devido à ocorrência de áreas de alta e baixa pressão atmosférica, elas se encontram em constante movimento e, em consequência disso, são as grandes responsáveis pela mudança de tempo, aonde chegam, assim como sobre as condições climáticas.

Como vimos, anteriormente, o ar está sempre em movimento em consequência das diferenças de pressão atmosférica. Vimos também que o vento é, na verdade, o ar em movimento, ou seja, o deslocamento do ar de um ponto para outro.

E este deslocamento ocorre sempre de uma zona de alta pressão (fria/área anticiclonal) para uma zona de baixa pressão (quente/área ciclonal).

Sendo assim, as zonas de alta pressão atmosférica são dispersoras de ventos, enquanto as de baixa pressão são receptoras de ventos.

De acordo com as regiões, aonde foram formadas, as massas de ar podem ser três tipos principais, a saber:

.Massas Polares (P):

. Local de origem (onde são formadas): Regiões Polares (Ártica e Antártica);

. Subtipos: Polar marítima (pm) e Polar continental (pc);

. Características Principais: Ao chegarem, elas causam queda de temperatura.

                             Polar marítima (fria, úmida e instável);

                             Polar continental (fria, seca e estável).


. Massas Tropicais (T):

. Local de origem (onde são formadas): Regiões próxima aos trópicos de Câncer e de Capricórnio);

. Subtipos: Tropical marítima (tm) e Tropical continental (tc);

. Características Principais: Tropical marítima (quente e úmida);

                                                          Tropical continental (quente e seca).


. Massas Equatoriais (E):

. Local de origem: região da linha do equador;

. Subtipos: Equatorial marítima (em) e Equatorial continental (ec);

. Características Principais: Equatorial marítima (quente e úmida);

                                                          Equatorial continental (quente e úmida).


Ao encontro de duas massas de ar de temperaturas distintas dá-se o nome de frente.

Quando a massa de ar frio substitui a massa de ar quente, forma-se a frente fria. Por conseguinte, quando a massa de ar quente substitui a massa de ar frio, dá-se a frente quente.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Sala Geo
 

. Maritimidade e Continentalidade
 
A existência de grandes quantidades de água ou a sua proximidade também pode influenciar na temperatura.
Ao contrário das terras emersas (continentes e ilhas) que se aquecem e se resfriam rapidamente, no mar – tanto o aquecimento quanto o resfriamento - ocorre mais lentamente. Sendo assim, as regiões litorâneas apresentam temperaturas mais amenas e com pequenas variações.

Os ventos advindos do mar e do oceano carregam umidade, o que transforma o litoral em uma região úmida e chuvosa. É a influência da maritimidade.

Diferentemente ocorre com as regiões localizadas mais no interior do continente. O solo e as rochas se aquecem e ser resfriam rapidamente. A amplitude térmica aumenta (diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima registrada entre o dia e a noite) e a umidade do ar é baixa, pois esta vai se perdendo conforme os ventos se adentram no continente.

É a influência da continentalidade. Sob estas condições, os invernos são mais rigorosos e secos.
 
 



. Correntes Marítimas

São massas de água que circulam pelos mares e oceanos, isto é, são verdadeiros rios com direções e constâncias bem definidas. Possuem suas próprias condições de temperatura e pressão, exercendo forte influência no clima nas regiões por onde passam próximas.

Por transportarem umidade e temperatura (de acordo com o local de sua formação), elas interferem também na vida marinha, bem como exercem influência direta no equilíbrio dos oceanos e mares. Daí, também, a sua importância.

De acordo com as áreas de sua formação, as correntes marítimas podem ser classificadas em:

- Correntes quentes: são aquelas formadas nas zonas equatoriais, como as correntes do Golfo do México, das Guianas, do Brasil e a Sul Equatorial;

- Correntes frias: formadas nas regiões polares, tais como as correntes do Labrador, de Humbolt, das Malvinas, de Bengala e a Circumpolar Antártica.
 
 
Imagem capturada na Internet - Fonte: Casa do Exercício

 
. Relevo

A disposição do relevo também pode influenciar diretamente na condições climáticas, uma vez que ela mexe com a circulação das massas de ar, facilitando ou dificultando a sua dinâmica, assim como interfere na temperatura e umidade do ar.

O relevo serve como obstáculo à circulação das massas de ar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Turma 1704: Alunos que fazem a diferença

Muitos acham que o papel do professor é o de ser o "Senhor Encrenca", ou seja:
Aquele que só reclama e não elogia...

Aquele que só enxerga os defeitos e é incapaz de destacar as qualidades dos alunos...

Aquele que solicita a presença dos responsáveis na escola só para se queixar dos filhos...

Aquele que não sabe sorrir.

Pois bem, recentemente, a atitude de um grupo de alunos da Turma 1704 mereceu elogios.

Depois de eu ter reclamado da quantidade de lixo no chão da sala, após a minha aula de quinta feira, que é no último tempo,o referido grupo resolveu contribuir com a limpeza da sala, bem como a sua organização em termos de mural.

E eles fizeram questão de me mostrar. Parabenizei a todos e espero que eles continuem assim, bem como sirvam de exemplo para os demais alunos.

Fica aqui o registro, tal como prometi a eles!





 O funcionário Jorge Henrique e o lixo jogado no chão (reparem o mural no lado direito da imagem)








 Da esquerda para a direita, Vitor Hugo, Isabel Britto,  
Anna Beatriz da Silva, Antonio Cabói,  
Lorrana de Oliveira e Alisson da Silva






Dinâmica do Anjo Protetor: Iniciativa que está dando certo


Imagem capturada na Internet


A dinâmica do Anjo Protetor está indo de vento em popa. A cada dia fico feliz por estarmos atingindo os objetivos desta.

O fato de ver a alegria e, muitas vezes, a surpresa daqueles que recebem as cartas ou a empolgação de outros por ser o anjo de alguém é gratificante.

E os efeitos? Alegria, felicidade e elevação da autoestima. Tem aluno que até mudou de fisionomia. Anteriormente se mostrava triste e, agora, mais alegre, confiante em si mesmo.

Como não haveria de ser, alguns probleminhas ocorreram, tais como:

- Mensagens escritas de forma nada afetuosa, embora o Anjo Protetor quisesse ser e passar este sentimento... Ele não soube se expressar bem;

- Mensagem voltada para a paquera, com palavras imorais. Só foi um caso, mas este (ou melhor, esta) demonstrou com o seu bilhete que não entendeu a proposta da Dinâmica.

Um fato que aconteceu e, a princípio, achei legal foi o envio de presentinhos. Muitos receberam, mas analisando - sob a ótica da dinâmica e as reações de certos alunos - percebi que o ato em si estava distanciando o objetivo geral da mesma, pois além da maioria não ter sido contemplado com um lembrancinha (agenda, cordão, pulseira, anjinho etc.), muitos protegidos poderiam ficar triste e, um outro sentimento (negativo) ser estimulado, como a inveja, por exemplo.

Em razão disso, solicitei às turmas que optassem por presentear os seus respectivos protegidos – se assim o quiserem - no final do ano, quando será revelado o (s) anjo (s) de cada um. Mas, isso também será opcional.

Está sendo, realmente, muito legal. Esta dinâmica não é de minha autoria, mas foi desenvolvida na minha antiga escola, E.E. Assis Chateaubriand (município de Duque de Caxias).

Espero que continue dando certo... Que muitos Anjos continuem com a missão altruísta e escolham os seus protegidos de forma a atingir as metas e objetivos as quais a dinâmica se propõe, possibilitando que os protegidos se sintam seguros e confiantes em agirem, também, como protetores de alguém.

sábado, 25 de junho de 2011

I Campanha da Solidariedade: Resultados Parciais da I Arrecadação de Donativos


As alunas voluntárias da Turma 1601


Na última 4ª feira (22/06), alguns alunos da Turma 1601 percorreram às salas para coletar os donativos da semana.

À tarde, além do recolhimento dos donativos, os alunos colaram cartazes em cada sala destacando - mais ainda - a Campanha da Solidariedade, que está chegando ao fim.

Membros do Grêmio Estudantil, recém-empossados - também nos ajudaram nas tarefas, como o presidente Renan Sampaio Lima e a aluna Juliana Amorim dos Santos.

Na semana passada, eu e as alunas Ana Caroline, Juliana, Larissa, Liliana, Mayara, Millena, Sabrina Pereira e Sabrina Rabelo, da referida turma (vide fotos), fizemos uma triagem e a primeira contagem das gelatinas e do leite em pó arrecadado.

Eu cheguei a avisá-las que não seria nada fácil, pois teríamos que ver uma unidade de cada vez tanto a data de validade quanto se a embalagem estava violada e/ou apresentando furo. Ao mesmo tempo, separamos e agrupamos por sabor e marcas.

Os produtos fora da validade e com a embalagem apresentando rasgos ou furos foram separados e colocados em um saco a ser descartado no final da Campanha, previsto para o início do mês de julho. 

No final da Campanha, divulgaremos o total de donativos e o quantitativo dos produtos descartados por estarem fora da validade e/ou sob condições de riscos de contaminação (aberto ou rasgado ou furado).









Ao final da triagem, separamos e armazenamos os produtos - tanto a gelatina quanto o leite em pó - em caixas de papelão de forma igualitária (duas caixas de cada vez com a mesma quantidade) a fim de facilitar a distribuição às duas Instituições beneficiadas pela nossa Campanha, ou seja, o Hospital Mário Kroeff e a Casa de Apoio à Criança com Câncer - São Vicente de Paula.

Como todo ano acontece, graças a dedicação e apoio da Profª Andrea Paula Paiva do Nascimento, conseguimos guardar os donativos em sua sala de aula, que uma das maiores da Unidade Escolar.

Como muitos sabem, o maior problema que enfrentamos durante a realização das Campanhas é a falta de um espaço físico, fixo, para guardar os donativos.

Este ano, ainda, tivemos que contar com o espaço da sala da Profª Sandra (não lembro do sobrenome). Não por termos mais doações do que nos anos anteriores, mas pelo fato da sala da Profª Andrea Paula ter outros materiais (dela e de suas respectivas turmas da manhã e da tarde).

Até semana passada, o total arrecadado foi de:

      - 850 (oitocentos e cinquenta) unidades de gelatina em pó;

      -   68 (sessenta e oito) unidades de leite em em pó (400 gr);

      -  11 (onze) unidades de leite em pó (200 gr);

      -  07 (sete) unidades de Composto Lácteo com açúcar (400 gr).  


Para a minha surpresa, durante a contagem, a ex-aluna da Turma 1901, Raquel Santos da Silva, apareceu e ajudou às meninas na contagem e separação dos leites. A referida aluna sempre foi atuante nas campanhas dos anos anteriores, assim como outros alunos da antiga turma responsável pelas arrecadações.

Alunas como a Jheniffer, Ágatha e Thaynara também já foram até à escola, este ano, para saber sobre a Campanha.

E, por falar nesta...

O horário estabelecido e que constava na Autorização, documento enviado para que os responsáveis tomassem ciência e consetissem a participação das filhas no contra turno, extrapolou e ao invés de terminarmos às 15h, como estava previsto, acabamos próximo das 17h.

Eu, como não estava bem (saúde), saí da escola passando mal e só fui embora, quando a última aluna pegou o ônibus, que foi a Juliana Barros Pacheco.







Da esquerda para a direita, Mayara, Juliana, Larissa, Ana Caroline, Milena,
Liliana, Sabrina Rabelo e Sabrina Pereira (Turma 1601) 




As alunas da turma 1601 com a ex-aluna Raquel Santos da Silva


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dica de Evento: II Encontro Estadual de Geografia e Ensino e a XX Semana de Geografia

Imagem capturada na Internet (Fonte: Portal MundoGEO)



Em outubro, a Universidade Estadual de Maringá (Paraná) irá realizar o II Encontro Estadual de Geografia e Ensino e a XX Semana de Geografia.

Sob o tema: “A articulação dos estudos da natureza e da sociedade: por uma perspectiva integradora”, o evento - que será realizado de 24 a 27 de outubro - tem como meta principal, propiciar um amplo debate relacionado às questões atuais na Geografia brasileira e a seu ensino na Educação Básica.

Além desta, o evento tem por objetivos:

- proporcionar a ampliação dos fóruns de debates sobre assuntos pertinentes à Ciência Geográfica e sua relação com as atividades humanas na escala global, regional e local;

- promover intercâmbio entre pesquisadores da área temática do evento, bem como das áreas correlatas por meio das atividades previstas para esse evento;

- discutir a importância do ensino da Geografia na atualidade e seus desafios, entre outros.


O Encontro ainda oferecerá mini-cursos e mesas redondas, que irão debater assuntos como:

- Cidade e cidadania: planejamento e gestão territorial;

- A questão epistemológica na ciência geográfica;

- As migrações no século XXI e suas territorialidades, entre outros.


A participação de profissionais e pesquisadores de renome no âmbito do estudo da geografia brasileira, como Jurandyr Ross e Ariovaldo Umbelino de Oliveira, está confirmada.

O referido evento é uma realização do Departamento de Geografia (DGE) com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PGE) e o Centro Acadêmico de curso (CAGEO) da Universidade Estadual de Maringá.

Dica de Evento: Geodireito e Energia: O Planejamento Energético e o Georreferenciamento


Imagem capturada na Internet (Fonte: Portal MundoGEO)



A quem interessar e/ou quiser divulgar, no próximo dia 29 de junho será realizado o Seminário “Geodireito e Energia: O Planejamento Energético e o Georreferenciamento”, on line e totalmente gratuito, de acordo como foi divulgado pelo Portal MundoGEO através de Boletim (e-mail).

Indicado, sobretudo, para engenheiros, advogados, geocientistas, administradores, técnicos reguladores e profissionais envolvidos com atividades que visem o aperfeiçoamento na legislação voltada às geotecnologias e energia, o seminário online e interativo é uma realização do Portal MundoGEO em parceria com o Instituto Geodireito (IGD).

O horário do seminário será das 17h às 18h e, como este é on line, alguns requisitos de Sistema se fazem necessários, a saber:

. PC - Windows® 7, Vista, XP ou 2003 Server;

. Macintosh® - Mac OS® X 10.4.11 (Tiger®) ou mais recente.


Os temas a serem debatidos são:

- Histórico do planejamento energético;

- Critério espacial do Direito da Energia;

- Questões cartográficas em energia;

- Obrigatoriedade de georreferenciamento na legislação energética.


O apresentador será Luiz Antonio Ugeda Sanches (presidente do IGD) e o mediador da sessão de perguntas & respostas será Eduardo Freitas (editor do Portal MundoGEO e coordenador técnico do MundoGEO#Connect).

As vagas são limitadas. Inscreva-se através do link de registro, AQUI!

23 de Junho: Feriado de Corpus Christi

Tapetes coloridos na cidade de São Gonçalo (RJ), no ano passado (2010).



Não levando a discussão ao patamar de outros debates, mais profundos, tais como: acerca da influência da Igreja Católica em nosso país; do Brasil ser um Estado laico, segundo a própria Constituição; da manutenção de feriados católicos em detrimento a existência de outras religiões; os gastos e desperdícios em face da situação socioeconômica de muitos brasileiros, entre outros aspectos, o meu objetivo – nesta postagem – é tratar a origem do feriado de Corpus Christi, pois muitos alunos – por desconhecerem – perguntaram a respeito da mesma, nesta semana.

E, tal como muitos perguntaram, outros também devem desconhecer...

Pois bem, hoje se comemora Corpus Christi, feriado católico, que em latim significa “Corpo de Cristo”.

De acordo com os preceitos da religião católica, hoje, é dia de comparecimento obrigatório à missa (à exceção nos casos de doenças e outros empecilhos graves), pois é celebrada a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia (sacramento do Corpo e Sangue de Jesus), ou seja, a celebração de hoje é ao mistério da Eucaristia.

A celebração de Corpus Christi acontece, anualmente, sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando Jesus com seus apóstolos – na última ceia (antes de ser crucificado) – pediu a estes últimos que celebrassem a sua memória comendo o pão e bebendo o vinho, os quais se transformariam, respectivamente, em seu Corpo e Sangue. Foi neste momento que Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia.

A celebração não tem um dia fixo, isto é, ela é móvel, ocorrendo 60 dias após a Páscoa, sempre em uma quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, podendo cair entre 21 de maio e 24 de junho.

De acordo com fontes de pesquisa, o início desta celebração data de 1243 (Século XIII) e aconteceu em Liège, na Bélgica, após a freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, ter tido visões de Cristo, segundo a qual Jesus expressou o desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado.

Somente em 1264, o papa Urbano IV - através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo" - estendeu a celebração para os povos católicos. Este pediu a Santo Tomás de Aquino que elaborasse as leituras e textos litúrgicos a serem lidos durante a comemoração. Até hoje, os mesmos são usados durante a celebração.

Foi composto o hino Lauda Sion Salvatorem (Louva, ó Sião, o Salvador), o qual ainda – hoje – é usado e cantado nas liturgias do dia pelos sacerdotes de todas as igrejas católicas do mundo.

A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269 e a procissão com a hóstia consagrada, transportada em um ostensório, para ser reverenciada fora da igreja, data de 1274.

A celebração de Corpus Christi em nosso país faz parte da nossa herança cultural, pois esta foi trazida pelos nossos colonizadores, portugueses, seguindo a tradição da missa, da procissão (com a hóstia ostentada) e a adoração ao Santíssimo Sacramento.

No período colonial, todos podiam acompanhar o cortejo, ou seja, membros de todas as classes, os senhores e seus familiares, os escravos, os militares, entre outros.

A tradição de fazer tapete com folhas e flores veio dos imigrantes açorianos (ilha dos Açores, Portugal), de onde sobreviveu a cultura, pois a mesma praticamente desapareceu na parte continental. De influência açoriana, Florianópolis (capital de Santa Catarina) herdou a tradição dos referidos imigrantes.

Já o padre Márcio dos Reis, em entrevista publicada no Portal G1, afirma que a tradição de enfeitar as ruas foi feita no Brasil, pela primeira vez, na cidade de Ouro Preto (MG), por volta do ano de 1961. Segundo o mesmo, "a procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da terra prometida".


Hoje, a tradição de se fazer os tapetes nas ruas acontece em diversas cidades brasileiras, sobretudo, em Minas Gerais e, além de atrair católicos, as ruas enfeitadas atraem turistas que gostam de apreciar a arte de confecção dos símbolos religiosos.

O material também mudou e, ao invés de flores e folhas, são utilizados sal colorido (fino e grosso), serragem, pó de café e outros materiais na composição dos tapetes.

Somente o padre com a hóstia consagrada (Cristo Eucarístico), passa pelo tapete, enquanto as demais pessoas que acompanham a procissão caminham ao lado deste.

Quem pensa que na cidade do Rio de Janeiro não há esta tradição, de confecção de tapetes de ruas, está enganado, pois - anualmente - um trecho da Avenida Chile, próximo à Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, no Centro, ele é confeccionado e é, justamente, por onde passa a procissão de Corpus Christi, no sentido Catedral - Avenida Rio Branco –Candelária.

Mas, a tradição mais popular em nosso estado não é em nosso município e, sim, em São Gonçalo, distante a 30 km da nossa cidade (Rio de Janeiro).






No município de São Gonçalo, a celebração de Corpus Christi se tornou conhecido – em cadeia nacional – em razão da confecção de tapetes de ruas, aliando a religiosidade de sua população à arte popular.

De acordo com o que foi publicado, neste ano, o tapete de rua foi formado por 231painéis, cuja extensão chegou a aproximadamente dois quilômetros. O maior tapete religioso da América Latina.





Tradicional tapete de sal, com cerca de 2 km, na principal via de São Gonçalo



Tapete de sal em São Gonçalo (Foto: Rodrigo Silva Vianna/G1)

Tapete de sal em São Gonçalo (Fonte: G1.com - Foto de Rodrigo Vianna)



As imagens abaixo foram tiradas no ano passado, 2010, em São Gonçalo (RJ). Elas foram capturadas no site do Estadao.com.br/Blogs  e são de autoria do fotógrafo Fábio Motta. Outras imagens podem ser vistas no mesmo. Acesse AQUI e confira.















 Bom feriado a todos! 


Fontes de Consulta

. Estadão.Com.Br/Blogs

. Portal da Arquidiocese de Campo Grande

. Portal da Família
Mapa de localização (Fonte: São Gonçalo: Viva a Transformação

terça-feira, 14 de junho de 2011

Terremoto no Japão e a Questão das Usinas Nucleares

Imagem capturada na Internet (Fonte: Vestibulandoweb)

Texto atualizado em 15/06 à 1h23

Desde que o Japão sofreu o forte terremoto seguido de tsunami, em março do ano corrente, a energia nuclear está na berlinda, sobretudo, devido aos sérios riscos de acidentes e contaminação radioativa.

O forte terremoto (magnitude 9, na Escala Richter), ocorrido no país, desencadeou um enorme tsunami que atingiu e destruiu várias cidades, matando mais de 23 mil pessoas, segundo Paraná OnLine.

Além do seu poder devastador e do número elevado de mortos, o tsunami provocou explosões, incêndios e vazamentos de radiação na Usina Nuclear de Daiichi, em Fukushima, localizada a cerca de 225 Km a nordeste da capital japonesa (Tóquio).

Este acidente está sendo considerado como um dos piores desastres nucleares do mundo, mas não foi o primeiro e nem será o último a ocorrer em solo japonês. A menos que a política energética japonesa mude...

A principal vantagem da energia nuclear em detrimento às fontes de energias tradicionais (e não renováveis), como os combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural), reside no volume de energia que esta pode gerar sem maiores emissões de poluentes. Não contribuindo, principalmente, para o efeito estufa. Ao contrário dos combustíveis fósseis, sobretudo, o carvão mineral.

Todavia, não devemos esquecer que a matéria prima da energia nuclear, o Urânio, é também um recurso não renovável, ou seja, suas reservas na natureza vão se esgotar, um dia, podendo durar algumas décadas, apenas.

No caso específico das Usinas Nucleares, além do esgotamento das reservas, devemos levar em consideração os altos custos de construção e manutenção, e os problemas advindos quanto à disposição dos rejeitos radioativos (lixo atômico) e dos riscos de vazamento de radioatividade, mesmo que os especialistas assegurem que estes últimos sejam raros.

Ainda que o Japão tenha investido neste tipo de energia por questões de sua geografia (arquipélago/país insular) e da falta de alternativa no setor energético, o país não poderia empregar alto na opção nuclear em consequência da própria dinâmica interna da Terra.

Como eu mesma comentei com as turmas, o Japão está localizado numa área de grande instabilidade tectônica, ou seja, em área de movimento convergente de placas tectônicas, estando sujeito – em consequência disso - à ocorrência constante de terremotos, maremotos e vulcanismo. Ele faz parte do Círculo do Fogo.

Em razão de sua disposição geográfica que envolve três placas tectônicas (a Euroasiática, Pacífica e Filipinas), a construção de usinas nucleares representa um risco eminente à segurança da população e longe do poder de controle humano.






Só para se ter uma ideia da falta de aplicabilidade da pesquisa científica nos programas políticos e socioeconômicos dos governos, a maior usina nuclear do mundo em capacidade de produção foi construída no Japão. Opção acertada sem levar em consideração à dinâmica interna da Terra e seus fenômenos endógenos.

Mesmo com todo um sistema de segurança, estas não oferecem segurança diante do caráter imprevisível das forças internas da Terra.

Em 2007, dois terremotos de magnitude 6,8 e 6,6 graus na escala Richter abalaram o Japão, afetando a referida usina nuclear, localizada em Kashiwazaki, cidade costeira a noroeste do Japão e causando vazamento de 1,5 litro de água contendo material radioativo, que atingiu o Mar do Japão. Além da contaminação radioativa da água que vazou do reator, elementos tóxicos foram lançados na atmosfera (cobalto-60 e cromo-51).




Edição do Jornal O Globo (17/07/2007 - Página 24 - O MUNDO)
 

Vista aérea da central nuclear de Kashiwazaki_2007 (Fonte: Greenpeace)


Não restam dúvidas que os interesses do setor energético do país não condiz com a geografia do arquipélago japonês, mas mesmo diante deste impasse entre a opção nuclear e os riscos à segurança da população, o Japão continua sendo o terceiro país do mundo em uso de energia nuclear, com mais de 50 usinas em seu território, sendo superado apenas pelos EUA e a França.

Fonte: Panorama da Energia Nuclear no Mundo (Eletronuclear - 2009)

Diante do último acidente, ocorrido em março deste ano, e dos riscos eminentes, pelos quais a população adjacente ficou exposta, diversas pessoas moveram-se tanto no Japão quanto em outros países, questionando a segurança das usinas nucleares.

Ontem, o Jornal Nacional noticiou que, em face deste acidente no Japão, a Alemanha anunciou o fechamento de todas as usinas nucleares do país até o ano de 2022.

Todavia, esta medida já havia sido divulgada - há alguns anos - pelo referido país europeu, o qual decidiu pela não instalação de novos reatores e pela desativação dos reatores em funcionamento depois de concluída a vida útil destes.

As fontes alternativas de energia, como a energia solar, a energia dos vegetais (biomassa),  a eólica (dos ventos), entre outras, são mais recentes e ainda pouco utilizadas. Vamos ver o resultado desta mobilização popular e das discussões arroladas.

Fontes de Consulta

. Energia e Ambiente

. Greenpeace

. Jornal impresso e televisivo (várias fontes e edições)

. Material didático pessoal

. ParanáOnLine

. Panorama da Energia Nuclear no Mundo