domingo, 30 de outubro de 2011

Dica de Filme: A Última Hora

Como sugestão de filme acerca da temática Meio Ambiente, eu sugiro o filme - gênero documentário - A Última Hora, pois ele trata toda a problemática ambiental desde as concepções tradicionais que dissociam o homem da natureza, do modelo de desenvolvimento convencional, dos principais algozes do meio ambiente, dos combustíveis fósseis, do consumismo exagerado, do poder da mídia na Globalização, do lixo produzido, do crescimento demográfico, das fontes de energia alternativas , entre outros aspectos.

Enfim, é uma ótima sugestão para trabalhar a questão do meio ambiente e mudar até a visão naturalista da maior parte do corpo discente.

Antes de exibir o filme, eu pedi às minhas turmas da 1ª série do Ensino Médio (Colégio Estadual José Marti e Colégio Estadual Professora Sonia Regina Scudese) que trouxessem uma imagem que retratasse o meio ambiente e escrevessem - em uma folha - o seu conceito (sua definição). 

Como já era esperado, a maioria dos alunos trouxe uma imagem de floresta, bacias hidrográficas em uma paisagem natural (sem a presença do homem), animais de determinados biomas, entre outros. E tal como a concepção descrita na imagem, a definição de meio ambiente também foi baseada nesta ótica natural, sem o contexto humano.

As turmas do Colégio Estadual Profª Sonia Regina Scudese (turmas 1005, 1007 e 1010) assistiram no dia 17 do mês em curso. Somente a turma 1004 do Colégio Estadual José Marti que, ainda, não assistiu, pois 6ª passada (28/10) foi feriado, Dia do Servidor Público e não houve aula.

Com o filme A Última Hora, os alunos puderam compreender o universo da temática, assim como o papel e a integração do homem no conceito ambiental.

Vale como sugestão! Vejam o trailer do documentário.




Abaixo, minha sugestão de atividade dirgida no âmbito do Projeto "Vídeo na Escola". Embora, a turma 1004 não tenha assitido o filme, a atividade proposta solicita a opinião do aluno com base na abordagem do documentário. Em razão disso, sinto-me a vontade de compartilhar a mesma neste espaço.

A imagem do filme, abaixo, foi capturada na Internet - Fonte: Tio dos Filmes 



PROJETO VÍDEO NA ESCOLA

GEOGRAFIA - Prof.ª Marli Vieira
 
TEMA GEOGRÁFICO: Meio Ambiente

FILME: “A ÚLTIMA HORA” (The 11th Hour, EUA, 2007, Documentário/Direção de Nadia Conners e Leila Conners Petersen)

. SINOPSE: O documentário, narrado e produzido por Leonardo de Caprio, discute a posição do ser humano no século XXI diante dos problemas ambientais gerados pelo modelo de desenvolvimento tradicional, o qual prioriza apenas o crescimento econômico em detrimento à exploração dos recursos naturais, tendo a concepção errônea de dissociar o homem da natureza, como se o primeiro fosse extrapolado e senhor superior ao segundo (a natureza).

Diversos cientistas e especialistas na área ambiental e outras destacam a ação antrópica, irracional, que levou à destruição da biosfera, no decorrer dos anos, desde a I Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, no final do Século XVIII e que ocasionou catástrofes naturais que vivemos atualmente.

O filme trata o conceito real de meio ambiente, pois este retrata todas as interfaces associadas à relação do homem com a natureza, já que o primeiro faz parte do meio ambiente, pois é um ser integrante da evolução e história da Terra. Por isso, não é só a natureza sem o homem que é focado no filme, mas também a natureza do homem neste, ou seja, como ele se relaciona e os efeitos desta relação, seja na economia (exploração dos recursos naturais de forma desenfreada e exploração do homem pelo homem, corporações mundiais poderosas), na sociedade (má distribuição de renda, pobreza, fome, exclusão social), na política (baseada no crescimento econômico), na cultura (do domínio humano sobre a dinâmica da natural da Terra) etc.

Do consumismo desenfreado ao capitalismo selvagem á necessidade do ser humano de ter e ser, o filme alia imagens de tragédias naturais, da natureza devastada e de povos de diversas nacionalidades para afirmar que o mundo está superlotando e nem por isso aumentando ou aceitando passivamente tal ocupação.

Tendencioso – porém atual – o filme nos coloca de frente com uma realidade que ignoramos terminantemente, talvez porque não acreditamos viver tanto para ver o mundo acabar.
O foco do filme é a situação e realidade dos Estados Unidos, mas nada que não possamos refletir em termos locais, regionais, continentais e mundiais.

 
Com base no filme, analise as frases abaixo e disserte a respeito das mesmas:

1. "O meio ambiente irá sobreviver.
Nós é que corremos o risco de não sobreviver
ou podemos viver num mundo em que não queremos viver"
                                                                                                            Kenny Ausubel

2. "Não se trata de questões tecnológicas ou do excesso de dióxido de carbono,
assim como não se trata apenas de desperdício.
Tudo isso são sintomas do problema,
que é o modo como pensamos.
O problema é, fundamentalmente, um problema cultural".
                                                                                                                Thom Hartmann

sábado, 29 de outubro de 2011

Data 31/10/2011: População Mundial chegará a 7 bilhões de habitantes

População Mundial - Imagem capturada na Internet (Fonte: Demografia)

Dando continuidade à temática acerca dos problemas ambientais, outro aspecto relevante a ser considerado diz respeito ao crescimento demográfico, ou seja, ao crescimento da população mundial.
De acordo com os últimos dados divulgados nas mídias, na próxima 2ª feira (31/10), a população absoluta da Terra alcançará o patamar de 7 bilhões de habitantes, tal como notificou a Organização das Nações Unidas (ONU).

 Imagem capturada na Internet (Fonte: Blogue do bebe)

Levando em conta que os níveis de degradação ambientais e seus efeitos impactantes sobre a população e o meio físico são fatos concretos, tanto em termos de disponibilidade de água potável (escassez e mau uso), de terras agricultáveis (avanços da desertificação e aumento das terras estéreis), terras produtivas com cultivos voltados para outros fins (fontes de energia alternativas, ração para animais etc.) quanto no aumento do desemprego (conjuntural, estrutural ou tecnológico), da pobreza, entre outros aspectos intrínsecos à realidade socioeconômica mundial.
Este aumento da população é, realmente, um fator preocupante. Até porque, pouco foi feito em termos de reverter este quadro, ao longo das décadas que as discussões se mantiveram e, ainda, se mantêm ativas, mobilizando todos os segmentos da comunidade científica, autoridades políticas, representantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs), representantes religiosos e da população civil. E, mais do nunca, não esqueçamos que a população cresce, mas a superfície terrestre não.
A previsão é que a população chegue aos 10 bilhões de habitantes no final deste século.
Os principais fatores que justificam este aumento significativo da população têm a ver tanto com os países pobres quanto os ricos, os quais são:
- Taxas de natalidade elevadas nos países subdesenvolvidos;
- Expectativa de vida elevada nos países desenvolvidos.
Como sabemos, as taxas de natalidade nos países desenvolvidos são baixas, em geral, por uma questão cultural, opcional da mulher que se encontra no mercado de trabalho, em pé de igualdade com o homem (ao desempenhar a mesma função do homem não há diferença salarial entre ambos os sexos), ela tem noção que o nível de qualidade de vida da família diminui em razão do número maior de filhos, além dos gastos com a Educação e saúde serem altos.
Quanto à expectativa de vida, é de conhecimento de todos que os países desenvolvidos oferecem melhores condições de vida e outros fatores associados aos serviços à população (sistema médico-hospitalar eficiente, sistema de habitação, lazer etc.). Daí, o referido índice ser elevado também nos países ricos.
Em termos mundiais, a expectativa de vida aumentou: em 1950, ela era na ordem de 48 anos e hoje, a média é de 68 anos. Cerca de 893 milhões de pessoas tem mais de 60 anos. E, segundo a ONU, este número deverá alcançar o patamar de 2,4 bilhões de habitantes até 2050.
Neste aspecto e com a queda das taxas de natalidade, os problemas atuais que permeiam a questão da previdência social (muitos aposentados e pouco jovens para ingressar no mercado de trabalho) vão se agravar mais ainda. Estes já representam grandes desafios para muitos países, sobretudo, os da Europa que são caracterizados pelo fenômeno do “envelhecimento demográfico”.
Além disso, problemas quanto à alimentação e, no que diz respeito, ao cultivo. Segundo dados divulgados na mais recente edição da Revista Veja (Edição 2241, Ano 44, nº 44, 02/11/2011), a superfície terrestre possui 13,4 bilhões de hectares de terras produtivas e de água potável. Só que o consumo atual é na faixa de 2,7 hectares por pessoa. Sendo assim e, considerando os 7 bilhões de habitantes, seriam necessários 19 bilhões de hectares de terras e água potável.
Isso significa que extrapolamos a capacidade do planeta em quase 50%, isto é, usamos um planeta e meio para viver.
Precisamos rever os aspectos ligados à sustentabilidade e vulnerabilidade do planeta, pois caminhamos para a total insustentabilidade social, econômica, cultural, política e ambiental.

De acordo com a BBC Notícias, a cada hora, ocorrem:
15.347 Nascimentos;
6.418 Mortes;
Média de crescimento anual: +1,162%


Fontes de Consulta
. Material didático particular
. Revista Veja (Edição 2241, Ano 44, nº 44, 02/11/2011: 122-132)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Artigo: Conhecendo o Período Quaternário

 Período Quaternário - Imagem capturada na Internet (Fonte: Leandro)



CONHECENDO O PERÍODO QUATERNÁRIO
                                                         Antonio Carlos de Lima Canto

Denomina-se Quaternário o segundo período da era cenozóica que abrange duas épocas com dinâmicas ambientais distintas. As duas épocas que constituem esse período são: Pleistoceno, entre 2 milhões de anos e 10.000 anos antes do presente (AP), e Holoceno, entre 10.000 anos AP e os nossos dias.

Sendo assim, é importante analisar as causas que provocaram alguns dos fatores responsáveis por muitas das modificações e instabilidade climáticas que caracterizam o Quaternário, a partir de uma breve discussão sobre esse período.

Durante o Pleistoceno, as glaciações dominaram o clima e deixaram depósitos trazidos pelo gelo nos locais da sua ocorrência, permitindo que os pesquisadores identificassem a existência de quatro grandes estágios principais de glaciação, sendo: Günz (primeiro), Mindel (segundo), Riss (terceiro) e Würm (quarto). E dois menos expressivos conhecidos, como Donau e Biber.

É importante considerar que cada um desses estágios glaciais foi separado por um período interglacial, ou seja, por um intervalo de tempo mais quente entre duas fases glaciais.

Se considerássemos, por exemplo, a última glaciação ocorrida durante a transição do Pleistoceno para o Holoceno (glaciação Würm), poderíamos dizer que estamos atravessando, agora, um período interglacial.

As causas principais dessas glaciações podem estar associadas a fatores astronômicos, uma vez que não se conhece, na história geológica da Terra, outros grandes períodos glaciais anteriores ao Quaternário.

A atividade de manchas solares, produzindo um aumento de nevascas e de chuvas, e as variações da potência das radiações solares são algumas das características atribuídas para as modificações climáticas ocorridas durante o Quaternário.

As glaciações quaternárias corresponderam, em áreas tropicais e subtropicais, a condições climatológicas bastante diferenciadas, até gerar os aspectos climáticos atuais.

O final do Pleistoceno, em regiões tropicais, por exemplo, estaria associado ao clima seco acentuado, enquanto o Holoceno estaria associado ao semi-árido relacionado com o calor atenuado.

Durante as glaciações do Quaternário, quantidade considerável de água foi retida, em áreas litorâneas, sob a forma de gelo, na Europa e na América do Norte, resultando, daí, no abaixamento do nível do mar.

Dentre outros eventos naturais, ocorreram, principalmente, fatores, como plataformas expostas a processos subaéreos de erosão, sedimentação e formação de solos.

Os estudos de Geologia, sobre o Quaternário, levam a crer que durante o Pleistoceno o mar deveria se encontrar numa posição de aproximadamente 100 metros abaixo do atual, já que as camadas de gelo e as geleiras dos pólos bloquearam precipitações de chuvas e neve nas áreas de altas latitudes. Assim, estaríamos diante de um período de regressão.

Chama-se período de regressão, em Geologia, o processo de recuo ou abaixamento do nível do mar, e, período de transgressão, o processo de avanço do mar no continente.

Então, quando a água advinda do degelo, posteriormente ao período de regressão, fluiu para o mar, elevando o seu nível, ocorreu um período de transgressão.

Por essas razões, acontecimentos como a formação de praias elevadas, florestas submersas e vales inundados pela transgressão imediata da fusão dos gelos, fizeram com que os rios passassem a ser vagarosos, o que consequentemente gerou a formação de grandes deltas e amplos pantanais.

Posteriormente, quando o nível do mar desceu outra vez (período de regressão), houve a formação de terraços fluviais no leito dos rios.

O período Quaternário é marcado por fortes mudanças climáticas, com diversos períodos regressivos e transgressivos. A partir dessas considerações, é válido lembrar, também, que durante as fases glaciais do Quaternário, o gelo não formou relevos, apenas deformou os relevos já existentes.

Isso parece ser uma das causas das duas primeiras glaciações (Donau e Biber) apresentarem vestígios duvidosos, sendo comumente desprezadas e até mesmo negadas a sua existência, por alguns pesquisadores.

Cada glaciação acentua mais um pouco o relevo. Em áreas bem planas, por exemplo, quase nada se acentua, mas em áreas com relevo mais rigoroso, cada glaciação acentua mais esse relevo.

Somente a partir da glaciação Riss (até agora penúltima), os efeitos do clima frio e das mudanças do nível do mar tornaram-se mais evidentes, inclusive nas áreas intertropicais.

Assim, no Brasil, por exemplo, as flutuações climáticas do início do Pleistoceno quase não eram sentidas. Apenas a partir da glaciação Riss começam as evidentes diferenças entre climas mais ou menos secos.

Artigo publicado no Jornal do Commercio, 25/01/2003, Recife (PE).

História e Evolução da Natureza: entendendo os atuais problemas ambientais


 Escala do Tempo Geológico - Imagem capturada na Internet


Os alunos da 1ª série do Ensino Médio precisam, mais do que nunca, estar ligados aos temas e discussões atuais sobre o Meio Ambiente (Tópico deste 4º Bimestre de acordo com o Currículo Mínimo da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro). Na verdade, a temática não é algo novo ou desconhecido para eles. 

Quem é que nunca ouviu falar de aquecimento global, chuva ácida, avanço da desertificação, escassez de água potável, eutrofização das lagoas, extinção de animais, entre outros tópicos pertinentes ao tema? Ou as expressões Pegada Ecológica, Deserto Verde ou Água Virtual?

Tal como, eu falei às turmas, precisamos rever a história da Terra e, ao mesmo tempo, do homem, uma vez que este é o principal e maior agente modificador da natureza, inclusive, responsável pelo nível de degradação e insustentabilidade a que chegou o nosso planeta Terra. 

Todos estes tópicos e outros perpassam, necessariamente, ao enfoque das questões ambientais. E, no nível de eventos importantes e próximos a nós, temos o Rio + 20 (ou Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), a ser realizado em junho de 2012, no Rio de Janeiro, vinte anos depois da chamada Eco 92 (daí, Rio + 20).


Sendo assim e, em função da importância da compreensão da dinâmica da natureza antes e após o surgimento do homem na superfície terrestre, precisamos entender a História e Evolução da Terra e, ao mesmo tempo, o nível de intervenção antrópica (baseada no modelo de desenvolvimento capitalista) e suas consequências.

Nesta perspectiva de análise é preciso, antes de tudo, analisar não só o tempo geológico da Terra sem o homem, que corresponde ao maior período de sua história, mas também o tempo do homem, desde a pré-história até hoje.
A história geológica da Terra teve início há aproximadamente 4,5 bilhões de anos e para relacionar os acontecimentos da evolução, por qual o planeta passou, os cientistas elaboraram a Escala Internacional do Tempo Geológico.
Utilizada no mundo inteiro, a escala teve por base os diversos registros geológicos e paleontológicos obtidos nas pesquisas científicas. Assim sendo foi possível dividir o tempo geológico da Terra em Eras, que são subdivididas em períodos. Os períodos, por sua vez, se dividem em épocas e outras subdivisões.

A mais antiga das eras geológicas é a chamada Azoica, palavra de origem grega, que significa “sem vida”. Apenas na era seguinte, denominada Pré-Cambriana é que vamos ter registros das primeiras formas de vida (vestígios de bactérias, fungos, algas e crustáceos).
A era Paleozoica é caracterizada pela presença de vida na água, com o surgimento, entre outras espécies, de peixes. No final de sua Era surgiram os primeiros anfíbios e répteis. Evidências de ocorrência de grandes florestas, também, foram encontradas na Era Paleozóica.
Na era Mesozoica, grandes répteis, como os dinossauros, dominaram a Terra (período Jurássico) e a vegetação também se desenvolveu bastante.
Mas, no final desta Era, mais especificamente no período Cretáceo, os dinossauros foram extintos. Sem entrar no mérito da discussão acerca da teoria mais coerente (causas climáticas, queda de um grande meteoro, entre outras), o fato que várias espécies animais entraram em extinção durante a Evolução da Terra e o mesmo aconteceu com os dinossauros. 
A Era subsequente, a Cenozoica, que significa vida moderna ou recente, tem uma importância singular para nós. Apesar de representar um curto espaço de tempo, cerca de 1,8 milhões de anos até hoje, curto em comparação ao tempo geológico que abrange todas as Eras anteriores.
A Era Cenozoica é dividida em dois períodos: Terciário e Quaternário e é, justamente, este último período, que merece uma maior atenção, pois corresponde ao período do surgimento do homem no âmbito da Evolução da Terra e, sobretudo, dos primatas, bem como da ocorrência de quatro fases glaciais (temperaturas baixas) intercaladas com fases de temperaturas mais elevadas (fases interglaciais).  
Com a evolução humana, das ciências e da tecnologia, as intervenções do homem sobre o meio físico (natureza) vão ocorrer de forma mais intensa e rápida, inclusive, por razões econômicas (modelo de desenvolvimento capitalista, exploratório e irracional) e culturais (sob a concepção de uma relação humana dissociada da natureza e do poder de domínio do homem sobre a mesma).
Em razão disso, em pleno período Quaternário da Era Cenozoica, vivenciamos uma fase de altas temperaturas (fase interglacial subsequente à última glaciação, Würm) e podemos afirmar que a maior parte dos fenômenos ocorrentes na natureza, atualmente, são derivados direto e/ou indiretamente das ações antrópicas ao longo do tempo, as quais se mantiveram e, ainda, se mantêm, desprovidas de um caráter sustentável e/ou conservacionista do meio ambiente.  

Marli Vieira de Oliveira 


Fontes de Consulta

. CPRM

. GUERRA, Antonio Teixeira - Dicionário Geológico  Geomorfológico, 1987, IBGE - RJ;

. Material Didático particular

Adiadas as provas do Processo Seletivo para o Ensino Médio Integrado da SEEDUC/RJ



Atenção, alunos do 9º Ano!
A prova para as Unidades Escolares de Ensino Médio Integrado, marcada para o próximo domingo, dia 30 de outubro, às 14h, foi transferida para o dia 13 de novembro, conforme consta no Portal da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ).

De acordo com as informações prestadas no Portal, a transferência se fez necessária em razão de problemas detectados no sistema de registro das inscrições para o referido concurso.
Como foi mencionada, a nova data é 13 de novembro, mas o horário ainda não foi divulgado, devendo ser confirmado posteriormente.
Mas prestem muita atenção, pois será necessário validar os dados do aluno/candidato (número da inscrição e a data de nascimento) no Portal da SEEDUC no período de 31 de outubro a 04 de novembro, até às 18h.
Quanto aos novos locais da prova, estes serão divulgados no site da Fundação Ceperj, no período de 09 a 12 de novembro.
De acordo com a Fundação Ceperj, ao todo, foram 10.454 alunos inscritos para o processo seletivo para ingresso (1ª série) do Ensino Médio Integrado, em 2012.
Como já postei neste espaço, as Unidades Escolares do Ensino Médio Integrado são:
• C. E. José Leite Lopes (Nave);
• C. E. Comendador Valentim dos Santos Diniz (Nata);
• C. E. Erich Walter Heine;
• C. E. Dom Pedro II;
• C. E. Agrícola Almirante Ernani do Amaral Peixoto;
• C. E. Infante Dom Henrique;
• Centro Interescolar Miécimo da Silva.
Fiquem atentos!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Crônica: Governar

Há muito tempo estou para postar uma mensagem ou crônica... Acho que esta é bastante oportuna para o momento.


  O Menino Maluquinho - Imagem capturada na Internet (Fonte: Edu-Déborah Schnek)


GOVERNAR
Carlos Drummond de Andrade

Os garotos da rua resolveram brincar de governo, escolheram o presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.
– Pois não –  aceitou Martim. – Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança. Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.
– Com que dinheiro? – atalhou Januário.
– Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do governo.
– E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.
– Lucram a certeza de que têm um bom presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.
– Assim não vale. O presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.
– Eu sou o presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser presidente é moleza? Já estou sentindo como esse cargo é cheio de espinhos.
Foi deposto, e dissolvida a República.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Líbia: O Fim de uma Era de 42 anos de Regime Ditatorial



O Efeito Dominó nos Conflitos do Mundo Árabe 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)


Muitos alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental se mostraram interessados e “antenados”  acerca dos fatos da atualidade, sobretudo, em relação à morte do ex-ditador da Líbia, Muammar Khadafi. Eu já havia comentado – em sala de aula e no Blog – acerca dos conflitos que vêm ocorrendo no chamado Mundo Árabe, isto é, nos países do Norte da África e do Oriente Médio, predominantemente islâmicos, de cultura árabe. Inclusive, o mesmo fora tema de uma questão em uma das minhas avaliações passadas.
Estas manifestações populares contra os regimes ditatoriais que vêm ocorrendo, desde dezembro de 2010, passou a ser chamada de Primavera Árabe.
Além de reunir questões comuns referentes aos regimes dos seus respectivos países, sob a forma de ditadura (autoritarismo, violência, falta de liberdade etc.), dois aspectos precisam ser destacados, as atitudes da população envolvida, insatisfeita e ávida por mudanças radicais e o uso de tecnologia de comunicação e de redes sociais (Facebook e Twitter, por exemplo) para divulgar e mobilizar as pessoas em prol do processo revolucionário, que começou na Tunísia (dezembro do ano passado), derrubou o seu presidente, se alastrou por outros países, derrubou o presidente do Egito, continuou, colocou fim na era do regime do ex-ditador Kadafi (42 anos no poder) e, ainda, continua através de mobilização e protestos populares em outros países das regiões abrangidas.
Seguindo esta onda dos protestos populares contra os regimes autoritários que, há décadas estão no poder, vimos no último dia 20/10 (5ª feira passada), o período de 42 anos de poder do ex-ditador Muammar Kadafi, na Líbia, ser encerrado de vez, após o ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e dos combatentes líbios ao comboio que o levava, que resultou em sua captura e morte. Fato tão divulgado nas mídias e comemorado pela população líbia e em muitos países do mundo.
Muammar Kadafi - Imagem capturada na Internet (Fonte: Brasília 247)

O início do conflito na Líbia aconteceu em fevereiro deste ano, na cidade de Benghazi, considerada o reduto da oposição ao governo de Kadafi e, desde a contra resposta agressiva do ex-ditador às manifestações populares, insurgentes, o país mergulhou em uma violenta guerra civil.
De todas as manifestações populares que vêm ocorrendo no Norte da África e no Oriente Médio, a da Líbia foi – até então - a mais violenta, com o ex-ditador Muammar Kadafi ordenando às forças militares abrirem fogo contra os rebeldes, população líbia, opositora e insatisfeita.

 Caça líbio atingido por forças rebeldes, em março deste ano, na cidade de Benghazi     Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra - Foto AFP)

De acordo com o que foi noticiado, nos principais meios de comunicação, o número estimado de mortos chega a mais de dois mil.
No final de março do ano em curso, o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes líbios, ganhou maior força com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre as estruturas militares e de comando do ex-ditador.
Sob o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a OTAN afirmou que sua missão era proteger à população líbia e, sobretudo, ao segmento insurgente em luta pela democracia e contra a repressão do regime de Kadafi.
No final do mês de agosto, ao tomarem outras cidades e a capital do país, Trípoli, os rebeldes conseguiram derrubar o ex-ditador, assumindo o controle do seu quartel-general.
Muammar Kadafi, por sua vez, assegurou reação imediata contra as tropas do Conselho Nacional de Transição (CNT) e, a partir desta tomada dos rebeldes, fugiu, constando como desaparecido até que, no último dia 20 de outubro, um comboio com 75 veículos militares em fuga (alta velocidade) da cidade de Sirte foi bombardeado pela operação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

 Míssil disparado por combatentes anti-Kadafi na cidade de Sirte, no início do mês em curso Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra - Foto AP) 

 Comemorações dos rebeldes pela tomada da cidade natal do ex-ditador Muammar Kadafi, Sirte no mês em curso - Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra - Foto REUTERS)

De acordo com o que foi noticiado nas mídias, a OTAN afirmou que desconhecia a presença do ex-ditador no comboio e que o ataque se deu em razão do mesmo estar portando grande armamento e de seu caráter pró-Kadafi (em situação de fuga).
Verdade ou mentira, o fato é que o ex-ditador Muammar Kadafi se encontrava no comboio e em fuga. Ele foi capturado depois pelos rebeldes e... A sequência dos fatos, todos sabem, pois foi bastante explorada pelos principais veículos de comunicação. Kadafi estava ainda vivo, bastante ferido e, depois, apareceu morto. O seu filho, Muatassim, também morreu neste ataque contra o comboio em Sirte.
Tanto o corpo do ex-ditador quanto do seu filho ficaram expostos ao público no último sábado (22/10), na cidade de Misrata, onde se concentram opositores do ex-ditador Kadafi, contrariando as próprias leis muçulmanas, que preconiza o tempo de 24 horas entre o período da confirmação da morte e do sepultamento.
O local do enterro de ambos foi mantido em segredo em razão dos riscos de violação dos túmulos por vandalismo, bem como de peregrinação, na idolatria ao ex-ditador. Sendo assim e, de acordo com a imprensa on line e impressa, eles e mais um ex-assessor foram sepultados, ontem (3ª feira), às 5 h da manhã (horário local), no deserto (Saara), em local não divulgado, tendo a presença de familiares e autoridades.
Em razão de todo o mistério criado acerca do sepultamento, principalmente, do ex-ditador e de seu filho, não confere a esta informação uma forte credibilidade, pois não houve confirmação oficial.
Com a sua morte e o fim do regime ditatorial e autoritário no país, não podemos afirmar que o pesadelo da Líbia acabou, pois o seu futuro permanece, ainda, incerto. Espera-se que tenha encerrado e uma nova vida e sentido democrático seja estabelecido em seu território, mas é preciso aguardar... 
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Anders Fogh Rasmussen, declarou que pretende encerrar a sua missão na Líbia, no próximo dia 31 de outubro, mas o próprio presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Jalil, assim como outras autoridades internacionais solicitaram, hoje, a permanência da mesma no país até o final do ano. A resposta da OTAN ainda não foi emitida.
A Líbia foi declarada um país independente pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) e deve realizar eleições livres e democráticas em até oito meses. Está previsto também a elaboração de nova Constituição e criação de um governo provisório.

Fontes de Consulta
. Jornal O Globo (impresso - várias edições)
. Wikipedia

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os Vinte finalistas da Olimpíada de Geografia 2011



Como eu havia comentado neste espaço, a classificação final do Desafio Viagem do Conhecimento (Olimpíada de Geografia) foi adiada para o dia 24/10 (ontem). A relação dos 20 candidatos finalistas saiu, sendo 08 (oito) da região Sudeste.

Infelizmente, nenhum aluno das Unidades Escolares em que trabalho (haviam alunos meus e de outro professor) alcançou os pontos da classificação, que não foi divulgado também, assim como a pontuação dos demais participantes. Inclusive, este foi um questionamento (e solicitação) da maior parte dos comentários registrados no Portal do referido Concurso.

Quem não atingiu a pontuação equivalente às vinte primeiras colocações, não deve ficar triste, pois o fato de ter participado da Segunda Fase (Fase Regional) já significou o quanto os mesmos fazem diferença no âmbito de sua Unidade Escolar. Competir com candidatos do Brasil inteiro  é outra situação, é bem mais difícil... E tem mais, neste tipo de Concurso não há um critério acerca de uma pontuação específica para ser classificado. Quem não entrou na lista dos 20 finalistas pode ter tido uma boa pontuação, mas ficou apenas atrás dos 20 que tiraram as maiores notas.

O critério de classificação pontuava as 20 maiores notas, ou seja, vinte candidatos.

Seria bom a divulgação dos pontos de cada um, mas acredito que o Regulamento não permite. Eu ainda não tive tempo de procurar para ver se este estabelece isso.

De qualquer maneira, parabéns a todos participantes e, em especial, aos alunos Bárbara Kayo Ximenes Oyama, Laryssa de Araújo Santos e Matheus Viana de Paulo da E.M. Dilermando Cruz; Rosangela Maria Andrade e Úrsula Marcieli Keher da Rocha do Colégio Estadual José Marti;  Andrey Christian de Araújo e Letícia Ramos Oliveira do Colégio Estadual Professora Sonia Regina Scudese. 

Vejam os 20 finalistas da Olimpíada de Geografia, tal como foi divulgado no Portal Viagem do Conhecimento.

Estudante
Escola
Tipo
Cidade - Estado
Região
1
Alexandre Nogueira Martins
Colégio Objetivo (Americana)
Privada
Sumaré/SP
Sudeste
2
Alexandre Perozim de Faveri
Carlos Chagas Filho – Anglo
(São José do Rio Preto)
Privada
Neves Paulista/SP
Sudeste
3
Carolina Tavares de Araújo Bonfim Ribeiro
Colégio Militar de Fortaleza
Pública
Fortaleza/CE
Nordeste
4
Cecília de Oliveira Lúcio Tavares
Instituto Federal do RN
Pública
Caicó/RN
Nordeste
5
Fernando José dos Santos Dutra
Colégio Militar de Curitiba
Pública
Curitiba/PR
Sul
6
Gabriel Augusto Bianchi Azevedo Ferreira
Colégio Camões
Coopera-tiva
Santa Cruz do Rio Pardo/SP
Sudeste
7
Gustavo Henrique Silva
Escola Estadual Paulo Pinheiro da Silva
Pública
Caeté/MG
Sudeste
8
Ivo Lopes Azevedo
Escola Municipal Ginda Bloch
Pública
Teresó-polis/RJ
Sudeste
9
Jackson Agra Cunha Júnior
Colégio Motiva
Privada
Campina Grande/PB
Nordeste
10
Júlia Siemann de Athayde Silva
Colégio Jardim São Paulo
Privada
São Paulo
SP
Sudeste
11
Keityane de Lima Pedrosa
Colégio Militar de Campo Grande
Pública
Campo Grande/MS
Centro-Oeste
12
Kelly Thaís de Pellegrin
Instituto Teresa Valsé
Privada
Uberlândia/MG
Sudeste
13
Luísa Corrêa Janaú
Colégio Marista Nossa Senhora Nazaré
Privada
Belém/PA
Norte
14
Márcio Pinheiro Lima
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Pública
Manaus/AM
Norte
15
Maria Helena Andrade Rabelo
Colégio Cândido Portinari
Privada
Salvador/BA
Nordeste
16
Mariana Mezacasa Weiand
Colégio Madre Bárbara
Privada
Lajeado/RS
Sul
17
Mariza Lopes Sena
Escola Estadual Maria Aparecida David
Pública
Canaã/MG
Sudeste
18
Matheus Takada Gonçalves
Centro de Ensino Candanguinho - Cecan
Privada
Brasília/DF
Centro-Oeste
19
Paulo César Rodrigues de Albuquerque Júnior
Organização Educacional Farias Brito
Privada
Fortaleza/CE
Nordeste
20
Rodrigo Reis Silva
Colégio Santo Antônio de Jesus
Privada
Mutuípe/BA
Nordeste