domingo, 15 de janeiro de 2012

Rio de Janeiro no combate ao mosquito transmissor e à Dengue

Imagem capturada na Internet (Fonte: Portal do Professor)

 
Para muitas famílias, a combinação entre as férias escolares e o verão é perfeita, ainda mais, no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade brasileira litorânea. Sol, calor, praias, frescobol ou futevôlei na areia, entre outras coisas que combinem com a estação mais quente do ano.
Mas, nem tudo é perfeito tal como a letra da música O Barquinho, de Ronaldo Boscoli...
"Dia de luz, festa de sol
e um barquinho a deslizar
No macio azul do mar.
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar que desliza sem parar..."

Afinal, o verão é a estação também das chuvas e de maior risco da ação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue.
E é sobre este último aspecto que pretendo frisar, já que a situação do estado e, principalmente, do município do Rio de Janeiro não é nada promissora, uma vez que o Secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes e o próprio prefeito, Eduardo Paes, referenciaram a grande probabilidade do estado e da cidade enfrentar a maior epidemia de dengue da história.
A preocupação se atem, sobretudo, com o avanço do vírus tipo 4 da dengue no país, o que representa mais uma variação do micro-organismo causador da doença, aumentando a probabilidade de infecção humana, ou seja, de haver maior risco de contágio.
Se não houvesse tanta variações dos tipos do vírus da dengue (há os tipos 1,2,3 e 4), qualquer pessoa que tivesse dengue não a teria mais, pois devido ao sistema imunológico da pessoa, ela não poderia ter dengue do mesmo tipo duas vezes na vida.
Só que as variações dos tipos do vírus da dengue existem e o tipo 4 vem avançando pelo país. No ano passado, foram registrados 11 casos de dengue tipo 4 no município de Niterói (RJ). Eu desconheço outros dados que informe a sua proliferação do mesmo em outras cidades ou na própria capital do estado.
Eu já tive dengue por duas vezes e temo por contrair novamente, pois de acordo com as orientações dos especialistas, os riscos aumentam conforme as infecções subsequentes. Não se trata de um tipo de vírus ser pior do que o outro, mas do fator de fragilidade face ao sistema imunológico do indivíduo. Assim, quem já teve dengue uma vez, se contrair novamente a doença, pode desenvolver a “dengue hemorrágica”.
Diante dos riscos eminentes de uma epidemia bem maior, várias medidas foram tomadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro ao combate do mosquito transmissor Aedes aegypti e à dengue, propriamente dita.
Além do aumento do número de agentes de Vigilância em Saúde e dos polos de Assistência e Hidratação, a Prefeitura comprou novos carros e equipamentos próprios para o combate do mosquito transmissor da dengue. Mas, todos nós sabemos que não basta apenas a tomada de atitude dos Órgãos governamentais. É de suma importância a participação e a colaboração da população no combate ao foco do mosquito, evitando que seja criado e mantido os criadouros do Aedes aegypti.
Segundo fontes oficiais da área de Saúde, cerca de 80% dos criadouros do referido mosquito se encontram dentro de imóveis (abertos e/ou fechados) e em 2/3 dos casos registrados de dengue, o foco do mosquito estava na casa dos doentes.
Daí, a importância da conscientização e ações preventivas por parte da população. Não esquecendo que estas não se restringem apenas à estação do verão, mas ao longo de todo o  ano.
Medidas Preventivas ao combate do mosquito Aedes aegypti
1. Evitar água parada seja sob a forma de poças seja em recipientes que acumulem líquidos;
2. Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e outros reservatórios provisórios, como tambores ou barris;
3. Colocar areia até a borda nas vasilhas dos vasos de plantas, a fim de que a água não fique acumulada;
4. Não cultivar plantas aquáticas;
5. A água dos vasos com flores deve ser trocada a cada 2 ou 3 dias;
6. As plantas que apresentam reservatórios de água, como as bromélias, por exemplo, recomenda-se a rega da mesma, duas vezes por semana, com uma solução doméstica feita com uma colher de sopa de água sanitária em 1 litro de água limpa. Esse mesmo preparado pode servir para inibir a formação de criadouros nos vasos de flores ou plantas com água (Drauzio Varella);
7. Os pneus velhos devem ser furados e guardados em lugar coberto, protegidos das chuvas;
8. As latas e garrafas vazias devem ser guardadas emborcadas (de cabeça para baixo) para não reter água e em lugares cobertos. As tampas das garrafas devem ser jogadas fora em sacos de lixo;
9. Recipientes descartáveis como copos, pratos, travessas e outros devem ser colocados em sacos de lixo fechados;
10. As calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas devem ser limpos periodicamente;
11. Nas piscinas, o cloro da água deve estar sempre no nível adequado;
12. O lixo jamais devem ser jogados em terrenos baldios, nas ruas ou calçadas;
13. Os bebedouros de animais domésticos devem ser lavados diariamente e a água trocada sistematicamente;
14. Quinzenalmente deve-se jogar desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos que são pouco utilizados;
15. Depositar areia ou pó de pedra em poços desativados ou depressões de terreno;
16. Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento;
17. Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou na água que não possam ser drenadas;
18. Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos;
19. Manter os subsolos e garagens permanentemente secos;
20. Seja voluntário e vigilante no combate aos criadouros do mosquito transmissor da dengue: denuncie ao observar alguma situação de risco de água acumulada e parada, sobretudo, em imóveis fechados (ou até aberto, caso o morador não tome as providências cabíveis em tempo) e avise a um agente público de saúde para que medidas eficazes possam ser tomadas.


Para concluir a temática, em questão, estou compartilhando um vídeo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) que assisti na E.M. Dilermando Cruz, quando agentes de Saúde prestaram serviço de esclarecimento junto aos alunos acerca da dengue e que encontrei disponibilizado no You Tube (na época não havia).
Vale a pena assistir: “O Mundo Macro e Micro do mosquito Aedes Aegypti: para combatê-lo é preciso conhecê-lo” (Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz).







Fontes de Consulta
. G1.Globo.com (várias edições)
. Jornal O Globo – impresso (várias edições)
. Jornal O Riosulense (disponibilizado na Apremavi)

Um comentário:

Pedro vitor Fernandes disse...

O rio de janeiro tem que se prevenir da dengue,principalmente,no verao que aparecer muitas infeccoes de pele e com o sol intenso faz as aguas acumuladas fica sujas mais rapido.Cidadaos cada um tem que fazer o seu papel,a mudança comeca por voce.