domingo, 11 de março de 2012

Japão: Um ano após a pior tragédia natural do país

Memorial em Fukushima: homenagem às vítimas do terremoto e tsunami, ocorrido há um ano - Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra- Foto: Reuters)

Um ano se passou... Mas, as lembranças não saem da cabeça, mesmo das nossas, brasileiros, que estamos muito distante do país afetado diretamente pela tragédia natural: Japão.
Um ano se passou... Mas, imagens permanecem presas em nossa memória, tanto as do tsunami que revelaram o poder destrutivo do fenômeno tectônico, após o terremoto (de magnitude 8,9) quanto à fragilidade humana e tecnológica mediante a estas forças da natureza.

 Momento da chegada da onda do tsunami em uma rua na cidade de MiyakoImagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Tsunami chega à costa de Natori City, no nordeste do Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


 


Área devastada pelo tsunami, em Otsuchi, província de Iwate 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: EFE)



Barco de pesca no meio dos escombros em Kesennuma 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Embarcação, arrastada pelo tsunami, foi parar em cima do prédio, em Otsuchi,  província de Iwate -  Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP) 


Levantar o número de mortos é um ato que só reforça a intensidade da tragédia, pois afinal foram, segundo dados oficiais divulgados nas mídias, cerca de 19 mil mortos.

Enquanto as buscas por possíveis sobreviventes aconteciam, as imagens de consternação de muitos sobreviventes, na época (e até meses depois), bem como o momento de oração para aqueles que se foram, ao meio dos escombros, continuarão em nossas memórias...



Mulher observa a destruição em uma área residencial de Kesennuma,província de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Morador perto dos destroços de sua casa na cidade de Minamisanriku, Miyagi, no norte do país
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 


Do alto, a devastação da cidade de Minamisanrikucho
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



 Familiares oram por avó morta na cidade de Ishinomaki, prefeitura de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Monges budistas, policiais e bombeiros se reúnem, em silêncio por um minuto e lembrar das vítimas da tragédia, em meio à destruição de Natori (11/04/2011) p
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias TerraFoto: AP)

A história de cada um, registrado na forma de diário, documentos, fotografias, vídeos, entre outros recursos pode até se perder, mas a lembrança permanece viva na mente de cada um. Feliz daquele que sobreviveu e vai poder contar a sua história e dos seus entes queridos, mesmo sem recuperar estes registros no meio dos escombros.

Objetos encontrados e separados pelos bombeiros em Rikuzentakata
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra – Foto: Reuters)

Fotografias encontradas no meio dos escombros: lembranças perdidas
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Sobrevivente encontra sua fotografia e de sua irmã no meio dos detroços
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)

Diante da tragédia, ocorrida no ano passado, restou a esperança de um novo rumo, de uma nova vida, mesmo que o desânimo e a falta de vontade de viver - em decorrência das perdas humanas e materiais - forçassem um outra atitude. Mas, a população japonesa mostrou resignação e disposição para lutar e retomar a vida, com paciência e dignidade.


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Migrar, mudar de localidade foi, para muitos, a única solução
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)

Mas, se os fenômenos tectônicos - terremoto seguido por tsunami - foram classificados como pior evento natural da história do Japão, lembrando que o país se encontra  localizado em uma área de grande instabilidade tectônica (área de convergência de três placas tectônicas), a tragédia se agravou mais ainda, quando as ondas gigantes atingiram a maior usina nuclear do Japão e do mundo, a usina nuclear de Fukushima.

Com isso, além da tragédia natural, o Japão sofreu também o pior acidente nuclear do mundo desde a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia (1986).


 Usina Nuclear em Fukushima, nordeste do Japão,
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



Imagem feita por uma rede de TV mostra a fumaça após a explosão
em uma usina nuclear de Fukushima em decorrência do terremoto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 Bombeiros verificando os níveis de radiação, em Katsurao, cidade localizada d
entro do raio de 20 km em volta da Usina Nuclear de Fukushina 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



Menino passa por teste para verificar possível contaminação radioativa em Koriyama
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Passado um ano, hoje, as preocupações não cessaram... 

Dizer que o Japão não vai sofrer um outro evento tectônico, seja de menor ou de mesma magnitude, infelizmente, não podemos dizer, uma vez que a sua localização geográfica coincide com a área de maior instabilidade tectônica, isto é, onde se verifica o encontro de placas tectônicas (movimentos convergentes). Esta área é chamada de Círculo do Fogo, pois tem como fenômenos comuns o vulcanismo (fogo = magma) e abalos sísmicos (terremotos e maremotos). 

O Japão desenvolveu tecnologias modernas para o enfrentamento dos abalos sísmicos e seu povo recebe orientações de como proceder - durante uma fuga - por ocasião de um episódio desta natureza. Mas, a dinâmica interna da Terra e a força de seus fenômenos é algo imprevisível...

Com relação à usina nuclear, os riscos são eminentes diante desta ameaça constante da natureza, isto é, da dinâmica interna da Terra. E embora, a energia nuclear seja considerada uma fonte de energia limpa, os riscos justamente advêm da possibilidade de um vazamento de radiação (contaminação radioativa), no caso de haver um acidente (tal como houve no ano passado ou de outra origem) e do condicionamento seguro do próprio lixo atômico. Para quem não sabe, a radiatividade pode levar anos ou décadas para se dissipar.

Em razão de sua área territorial e geografia não contribuir muito, a preocupação das autoridades e especialistas na área é encontrar novas fontes de energia em substituição à energia nuclear, que era responsável pela produção de cerca de 1/3 da energia consumida pelo país.

Os planos do governo, antes da tragédia, era aumentar o uso da energia nuclear em até 50%. Atualmente, dos 54 reatores - existentes no arquipélago - apenas dois estão ativos. A previsão é que todos sejam fechados.

Desde o ano passado, em razão do acidente decorrido após o terremoto seguido por um tsunami, o governo japonês vem sofrendo muitas pressões, tanto a nível nacional (a população civil) quanto de outros países.

Como medida preventiva, hoje, testes de resistência são obrigatórios e são realizados a fim de verificar se as usinas nucleares são capazes de suportar desastres iguais como o ocorrido no ano passado.

Estes problemas de ordem de política energética, econômica e ambiental estão longe de ser solucionados, mas - não resta dúvida - que é preciso encontrar, logo, uma alternativa mais viável.
Enquanto, as autoridades competentes e os especialistas buscam novas saídas pelo entrave energético e a segurança da população e da economia japonesa, a minha torcida é que eles consigam encontrar uma boa solução que atenda a todos os aspectos inter-relacionados e, que por um bom tempo, as camadas internas da Terra não se manifestem através de abalos sísmicos no Japão e nem em áreas próximas a este, no Pacífico.
As homenagens, hoje, às vítimas do terremoto seguido por tsunami  marcaram o país e outros, que solidários a sua dor, relembraram e fizeram oração aos mortos.

  Hoje, um minuto de silêncio, exatamente às 2h46, momento em que o terremoto
atingiu o país, na cidade de Koriyama, prefeitura de Fukushima
(Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)
 
O imperador Akihito e a imperatriz Michiko prestam homenagens às vítimas
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Durante o seu discurso na cerimônia em homenagem às vítimas,
o primeiro-ministro Yoshihiko prometeu acelerar a reconstrução do Japão 
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


 Manifestantes usam máscaras em protesto contra o uso de energia nuclear em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



 Manifestantes fazem corrente humana e protestam contra política de energia nuclear japonesa, segurando velas em frente ao prédio da Câmara Legislativa, em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)

 
No Rio de Janeiro e em São Paulo ocorreram, respectivamente, protestos contra a energia nuclear e homenagens às vítimas da tragédia no Japão. Não li nada a respeito aos demais estados brasileiros, mas - em relação a São Paulo - eu tinha certeza que haveria algum evento neste sentido. Afinal, a cidade comporta a maior colônia japonesa do país.

Manifestações contrárias ao desenvolvimento de energia nuclear marcaram as amnifestações que ocorreram em Ipanema, no Rio de Janeiro. Seu maior foco baseado em protesto é até compreensível, porque é em nosso estado que está a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, da Eletronuclear (subsidiária da Eletrobrás), constituída pelas Usinas Nucleares Angra 1, Angra 2 e a Angra 3, que se encontra em fase de construção.

Em decorrência destas e aproveitando a data de um ano da tragédia do Japão, cerca de 40 ativistas foram às ruas para protestar e cobrar - da presidenta Dilma Rousseff - o fim da energia nuclear no país.


Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia) 


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


Culto budista, ecumênico, em São Paulo marcando um ano da tragédia no Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)

5 comentários:

Geographycal disse...

visite:http://www.geographycaly.blogspot.com/

Marli Vieira de Oliveira disse...

Já visitei, gostei e deixei um comentário.

Abraços,

Marli Vieira

Rayane Sousa disse...

Oi professora Marli sou da turma 1803 e isso realmente foi uma tragédia mundo grande que aconteceu no Japão , o momento que me chocou mais foi o momento quando a Tsunami invadiu uma rua da cidade Miyako , aquilo foi inacreditável , foi uma imagem assustadora . Eu vi na internet que a magnitude do terremoto foi de 9,0 que atingiu a costa do Japão , que causou a Tsunami e a explosão no reator nuclear da usina de Fukushima .Também vi que o Japão ainda se recupera da maior tragédia do país , após a II Guerra Mundial . Tem algumas coisas aqui que não sabia e gostei de saber apesar de não gosta muito em saber de outros países .

Beijiinhosss !!

Isabelle Vieira disse...

Professora manda uma mensagem para o meu email por favor para entrar em contato com a senhora porque eu estou tentando e não estou conseguindo !! Meu email é bele_bonequinha@hotmail.com ( é sobre o trabalho da entrevista) turma:1901

Pedro vitor Fernandes disse...

o Japao e um país que sofre muito com esses fenomenos naturais, por que esta mal localizado no planeta(no meio de placas tectonicas).entao isso e muito triste,lamento essa situaçao.

nome:pedro vitor fernandes
turma:1902
escola:dilermando cruz