terça-feira, 16 de outubro de 2012

Parábola da Vaquinha


Imagem capturada na Internet (Fonte: Pintura Country)
 
 
PARÁBOLA DA VAQUINHA

 
Um homem e seu amigo andavam pelo interior do país há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite. Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite. Ao chegarem ao casebre, foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado. Ele os convidou a entrar e apresentou sua esposa e seus três filhos.
 
Durante o jantar, o amigo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação. Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam.
 
O senhor respondeu: 
 
- Está vendo aquela vaca lá fora? Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. Ela é nossa fonte de renda e de vida. Conseguimos viver com o que ela nos fornece.
 
O amigo olhou para o homem que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio.
 
Pela manhã, o homem e seu amigo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o amigo disse:
 
- Como podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?
 
O homem então falou:
 
- Quer ajudar essa família? Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo.
 
O amigo espantado falou:
 
- Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!
 
O homem calmamente repetiu a ordem:
 
- Pegue a vaca e empurre-a para o precipício.
 
O amigo indignado seguiu as ordens do homem e jogou a vaca precipício abaixo e a matou.
 
Alguns anos mais tarde, o homem ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu amigo e foi visitar aquela família.
 
Voltando a região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar.
 
- De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico. Pensou o amigo.
 
Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou:
 
- Você sabe para onde foi à família que vivia no casebre que havia aqui?
 
- Sim, claro! Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins. Disse o criado, apontando para frente da casa.
 
O rapaz caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.
 
Quando o senhor avistou o rapaz, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa.
 
O rapaz quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu.
 
O senhor então falou:
 
- Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu. Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver. Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer.
 
E continuou:
 
- Perder aquela vaquinha foi horrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante.
 
Só então o rapaz entendeu a profundidade do que o seu ex-amigo o havia ordenado fazer.
 
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Muitas das vezes, as profundas mudanças em nossas vidas estão em nossas mãos, mas não fazemos por medo ou por acomodação. Na maioria das vezes, as benções de Deus vêm em cacos de vidro e nós não percebemos.
 
É preciso acreditar em nós mesmos e Naquele que, mesmo invisível aos nossos olhos, acompanha e nos mostra vários caminhos que nos levem a uma vida melhor.
 
Se houver alguma vaquinha para empurrar no precipício, capaz de tirar-lhe do marasmo, da apatia e da insegurança, jogue-a e transforme a sua vida.
 
 

2 comentários:

Maaah Mello disse...

Nossa!!! Legal a história, e um verdadeiro fato, gostei demais
Aluno:Matheus Mello.
Turma:1803.
Escola:Dilermando Cruz.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Que bom, Matheus! fico feliz por ter gostado.