terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chávez, presidente eleito da Venezuela, perde a batalha contra o câncer



 
Hugo Chávez - Foto capturada na Internet (Fonte: Exame.com)
 
 
Cinco de março de dois mil e treze, data em que se encerra o governo de Hugo Rafael Chávez Frias (Hugo Chávez), até então, presidente da Venezuela, reeleito por direito, que se encontrava afastado de sua função (e ainda não empossado) para tratamento de um câncer, na região pélvica, em Havana, capital de Cuba.
 
O Chefe de Estado e de Governo da Venezuela faleceu, hoje, às 16h25 (horário local) aos 58 anos.
 
Líder político e, ao mesmo tempo, polêmico, Hugo Chávez conseguiu ser reeleito ao governo da Venezuela, graças a uma manobra política que, por meio de um referendo popular, em 2009, aprovou uma emenda constitucional que legitimou a reeleição indefinidamente, tanto para os cargos de presidente, governador e prefeito.
 
Com a aprovação da maioria da população, Hugo Chávez se lançou e venceu a disputa pelo terceiro mandato, em 2012, derrotando Henrique Caprilles, o seu principal adversário na Campanha Presidencialista.
 
Porém, o seu problema de saúde, longe de estar restabelecido, contradizendo a sua própria declaração - feita publicamente - de estar curado do câncer, o impediu de tomar posse no dia 10 de janeiro deste ano, uma vez que o mesmo se encontrava em Cuba se convalescendo da quarta cirurgia, pela qual foi submetido.
 
À frente do governo da Venezuela desde 1999, Hugo Chávez transformou o cenário político e social do país, bem como a dinâmica das relações latino-americanas. Sua plataforma de governo era focada para as camadas mais pobres da população.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil)
 
Em seu primeiro mandato, logo depois de tomar posse em fevereiro de 1999, ele dissolveu o Congresso e convocou uma Assembleia Nacional Constituinte.
 
Com a nova Constituição, submetida e aprovada através de um referendo no mês de dezembro do mesmo ano, o nome do país foi alterado para República Bolivariana da Venezuela. Além disso, os poderes do Executivo foram ampliados, assegurando uma maior intervenção do Estado na economia e mais, o Senado foi dissolvido e efetuou-se o reconhecimento dos direitos culturais e linguísticos das comunidades indígenas.
 
A partir destas medidas, todas as atenções do mundo se voltaram para a América do Sul, para a Venezuela e, particularmente, ao mais novo presidente do país, Hugo Chávez, que na época tinha 44 anos.
 
Crítico inflexível do chamado neoliberalismo, da Globalização e, consequentemente, dos EUA, o seu sonho em promover uma revolução socialista no país (Socialismo do Século XXI), capaz de mudar a Venezuela radicalmente. Tornou-se um líder dos excluídos e, ao mesmo tempo, um opressor para aqueles que se viam ameaçados com a sua linha de governo, tais como a elite do país; os líderes religiosos, que foram acusados de negligenciar os pobres em apoio à oposição venezuelana e os ricos e, também, os sindicatos e as mídias televisivas privadas.
 
Ao longo dos seus três mandatos cumpridos (o quarto não ocorreu), Hugo Chávez mexeu com muitos setores da economia e, consequentemente, com os donos de produção e outros segmentos da população, com o intuito de instaurar uma verdadeira revolução. Promulgou a Lei de Hidrocarbonetos que fixava a participação estatal no setor petrolífero em 51%, assim como a Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, baseada na expropriação de latifundiários.
 
Muitas manifestações de descontentamento ao seu governo ocorreram em meio a estas mudanças e outras, se atingindo alguns setores do Exército e, inclusive, antigos companheiros.
 
A sua trajetória política na presidência da Venezuela foi marcada por muitas manifestações de descontentamento em meio a estas mudanças e outras, como também por greves, tentativas de golpe e golpe (que o afastou do poder por um determinado período), entre outros episódios que mesclavam duas forças contraditórias: a de apoio e de rejeição ao seu governo.
 
Sua “revolução bolivariana” incluía uma série de medidas e programas sociais, abrangendo – sobretudo - as áreas da Educação e Saúde. Mas, ocorrência de grandes desigualdades sociais e os altos índices de desemprego que assinalam o país emperram os avanços, mesmo diante da riqueza gerada pelo petróleo.
 
Na última eleição, ocorrida em outubro de 2012, Hugo Chávez venceu com mais de 54% dos votos. A vigência do seu quarto mandato seria de 2013 a 2019, ou seja, seis anos de governo, mas a sua ausência no dia da posse - 10 de janeiro de 2013 – em consequência de sua viagem a Cuba para tratamento de saúde e o seu sumiço nas mídias já indiciavam que a Era Chavista estava ameaçada de ruir.
 
Sendo assim, Hugo Chávez não pode tomar posse na data oficial. Seguindo a Constituição do país, a oposição fez pressão para que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, fosse empossado em seu lugar e que o mesmo organizasse um novo pleito eleitoral. Mas, a maioria chavista conseguiu assegurar o direito de Hugo Chávez de exercer a Presidência da Venezuela através do adiamento da posse (de caráter indefinito até o seu retorno de Cuba). Com isso, em seu lugar, assumiu o Vice-Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
 
Depois de muitas lutas, a única adversidade que Hugo Chávez não conseguiu vencer foi a batalha contra o câncer e, hoje, todos os veículos de comunicação anunciaram o seu falecimento. E a maioria da população venezuelana chorou demonstrando a sua dor e apreço por aquele que iniciou uma revolução social e econômica no país.
 
 
Imagens capturadas na Internet (Fonte: Folha de S. Paulo)
 
 
 
Fontes de Consulta
 
 
 
 
 
 

2 comentários:

google disse...

Professora, ja estou seguindo o Blog, Douglas Amaral da Turma: 1003

Marli Vieira de Oliveira disse...

Ok, Douglas! Fico feliz por isso e espero que você contribua com este, lendo, comentando e sugerindo temáticas de seu interesse e que estejam de acordo com a finalidade do mesmo. Um grande abraço.