terça-feira, 19 de março de 2013

Igreja Católica Apostólica Romana sob novo comando


 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Veja - Foto de Guido Montani/EFE


Hoje, o mais novo representante da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papa Francisco, celebrou a primeira missa do seu pontificado, isto é, do seu período de vigência como autoridade suprema da Igreja Católica.
 
A missa foi celebrada às 9h30 (horário local) na Praça de São Pedro, no Vaticano, sendo transmitida - ao vivo - em nosso país às 5h30 (diferença de 4 fusos horários). De acordo com o que foi divulgado nos principais meios de comunicação do país, além dos fiéis católicos, dos líderes religiosos do mundo todo e outros, 132 delegações estrangeiras representando os seus respectivos países participaram desta cerimônia inaugural do novo papado. 
 
Não resta dúvida que 2013 vai ser um ano histórico para a Igreja Católica Apostólica Romana, não só pela inesperada renúncia do Papa Bento XVI, no final do mês de fevereiro, como  também pelo perfil do seu substituto, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o 266º Papa da Igreja Católica, o primeiro papa latino-americano (rompendo a área de abrangência do continente europeu) em mais de 1.300 anos e, também, o primeiro sacerdote da Ordem dos Jesuítas (Companhia de Jesus) a ser nomeado para este cargo. Além disso, ele introduziu um novo nome na lista oficial dos nomes adotados pelos papas ao longo da história sucessória de Pontífices, o nome Francisco.
 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Veja - Foto de Filippo Monteforte/AFP)
 
De acordo com diversas matérias publicadas nas mídias, a escolha deste nome se deu graças a influência do cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que o inspirou – após o anúncio do resultado do conclave – ao dizer que ele não se esquecesse dos pobres. E foi justamente pelos pobres que cardeal Jorge Bergoglio fez correlação a São Francisco de Assis e daí à adoção do nome Francisco
 
Outro nome cogitado por ele e, também, sugerido por outro cardeal brasileiro, Raimundo Damasceno (arcebispo de Aparecida do Norte), foi Clemente XV, cujo antecessor (Clemente XIV) aboliu a Ordem de Jesus por 4 décadas.
 
Porém, sua escolha como pretexto simples de vingança não fincou, elegendo como critério a humildade e dedicação aos pobres através da escolha de Francisco.
 
Segundo uma matéria publicada no Portal G1, entre os nomes mais cogitados e escolhidos entre os cardeais que assumiram o cargo de Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana estão: João (23), Gregório e Bento (ambos, 16 vezes), Clemente (14), Inocêncio e Leão (ambos, 13 vezes) e Pio (12).
 
Embora, as mídias tenham conjeturado a possibilidade da escolha de um papa fora da Europa, inclusive, com ênfase no continente americano, diversos cardeais foram apontados como favoritos e, entre estes, estava o cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer (São Paulo).
 
O cardeal argentino Jorge Bergoglio fora mencionado, mas não constava como favorito. E não saberemos as razões de sua escolha, pois estas não podem ser divulgadas e repassadas ao público.   
 
Após cinco votações, os 115 cardeais reunidos - no segundo dia do conclave - na Capela Sistina chegaram a um acordo e o elegeram para o cargo de maior importância e responsabilidade da Igreja Católica.
 
Sem entrar no mérito da discussão quanto às verdadeiras razões da abdicação de Bento XVI e a crise por qual perpassa a Igreja Católica Apostólica Romana, uma esperança surge embasada na humildade expressa nos atos, bem como nas palavras do novo pontífice. A crise da igreja católica expõe a necessidade de inovação e de propósitos voltados mais para o povo e, sobretudo, para os pobres. E, pelo que podemos perceber, neste primeiro momento, disposição e comprometimento em alcançar tais objetivos não faltarão.
 
 Imagem antiga com o Papa João Paulo II, o seu sucessor cardeal Joseph Alois Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI) e o cardeal Jorge Mario Bergoglio (atual Papa Francisco)
 
 
Fontes de Consulta
 
. Jornal O Globo (várias edições impressas)
 
. Portal G1
 

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