domingo, 16 de junho de 2013

Taxa de Fecundidade: Gravidez precoce

 Imagem capturada na Internet (Fonte: Netcina)

 
Conforme mencionei na postagem pertinente aos Conceitos Demográficos, publicado em ...., na análise da Taxa de Fecundidade que, considera a faixa etária produtiva da mulher dos 15 aos 49 anos, devemos lembrar que em muitos países esta faixa pode apresentar uma certa distorção, tendo em vista que há uma margem para idade menor, já que muitas meninas menstruam mais cedo (a partir dos 9 anos).

A menarca, ou seja, a primeira menstruação pode ocorrer em qualquer idade, sendo bastante comum - hoje em dia - a partir dos 9 ou 10 anos. Ela ocorre todos os meses e significa que a mulher se encontra em idade e período fértil. O quê significa que ela está ovulando e poderá engravidar. Ela só não vai ovular se estiver grávida ou amamentando.

O problema da gravidez precoce, ou seja, ainda na adolescência é que o aparelho reprodutor feminino não está totalmente desenvolvido e, com isso, não só haverá riscos de vida para o feto como para a própria gestante.

Outra coisa importante de ressaltar é que o mesmo ocorre em situação de gravidez tardia, ou seja, em idade avançada da mulher, pois haverá risco tanto para a criança quanto para gestante.

De acordo com a Dra. Tânia Regina Schupp Machado, médica obstetra e responsável pelo setor de gestantes com idade avançada do Departamento de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do ponto de vista anatômico e funcional e da fisiologia do aparelho reprodutivo feminino, a idade ideal para engravidar é na faixa entre 20 e 29 anos.

De acordo com a mesma, a fertilidade feminina começa a cair por volta dos 25 anos e tem declínio importante depois dos 35 anos. Além disso, os riscos correm por conta do desenvolvimento de doenças como hipertensão, diabetes, entre outras comuns na fase adulta.

Dois fatos recentes expõem isso (gravidez precoce) e eu até cheguei a comentar com os alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental.

Um deles foi o caso recente da jovem que engravidou aos 12 anos do seu primo de primeiro grau, também, de 12 anos de idade. Este caso foi divulgado no final de maio deste ano e aconteceu na cidade de Sátiro Dias, na Bahia.

A adolescente está no sexto mês de gestação e a gravidez é considerada de risco tanto para ela quanto para a criança, tendo em vista que o seu aparelho reprodutor - devido a sua idade - ainda não está totalmente desenvolvido. Daí, a mesma estar tendo acompanhamento especial a fim de verificar o crescimento do bebê e diminuir os riscos para ambas as partes. 

Este caso não é único e nem raro como se possa imaginar. A maioria dos casos de gravidez precoce é decorrente de estupro, relacionados a atos pedófilos. 

Inclusive, eu cheguei até a comentar dois casos acometidos com meninas de 9 anos, sendo ambos por violência sexual (estupro). Um deles foi no Brasil e o outro no México.

O primeiro caso, ao qual me refiro, aconteceu em 2009, na cidade de Alagoinha, município de Pernambuco, localizado a 230 km da capital (Recife). A menina grávida de gêmeos foi vítima de estupro - desde os seis anos de idade - de seu padrasto. 

Sua gravidez fora considerada de alto risco, não só pela idade dela, mas por ser de gêmeos. A família solicitou, diante dos riscos de sua vida, a interrupção  da gestação (aborto), o que foi acatado pela equipe médica que a atendeu, não tendo nem a necessidade de autorização formal da Justiça.

A legislação brasileira permite o aborto em caso de estupro e risco de morte para a mãe.

Já no caso mexicano, a gestação não foi interrompida e a garota de 9 anos deu à luz a uma menina, que nasceu com 2,7 Kg e 50 cm de comprimento, no dia 27 de janeiro deste ano, em um hospital da cidade de Guadalajara. Ela ficou grávida com 8 anos e alguns meses de um rapaz de 17 anos, que se encontra foragido até hoje, segundo as mídias.

 
Fontes de Consulta

. CP

. Dr. Drauzio

. Folha de São Paulo

. G1 - Bahia

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