quarta-feira, 11 de setembro de 2013

EUA e a Espionagem Ilegal em pleno Século XXI



"O Tio Sam observa você."
Imagem capturada na Internet (Fonte: BeRevolutionary)
 
 
Texto atualizado em 12/09/2013 às 8h10
 
Parece mais uma história das telas de cinema, da década de 60 (Século XX), em plena Guerra Fria. De um lado, os EUA sustentando a CIA e, do outro, a antiga União Soviética (URSS) respondendo pela KGB, ambas comunidades de informações secretas.
 
Diferentemente dos interesses daquela época e, sobretudo, em termos tecnológicos, hoje, os EUA tentam se explicar em meio aos escândalos que os envolvem acerca da espionagem na rede, das violações de privacidade de cidadãos comuns e até autoridades (Chefes de Governo e/ou de Estado), bem como de importantes Empresas na área energética, como a Petrobras  e outros, que surpreendeu o mundo inteiro.
 
Para entender o esquema, acompanhe...

Cenário
Web ou WWW ou, mais precisamente, World Wide Web, termo em inglês que significa teia mundial, isto é, uma rede de alcance no mundo todo.
 
Trata-se de sistema de documentos, sob as mais diferentes formas (hipertextos, imagens, vídeos, sons etc.), que se encontram interligados e são executados na Internet.
 
Lançamento
2007
 
País de origem
Estados Unidos da América (EUA)
 
Gênero
Espionagem, Ação
 
Objetivos
Investigar e monitorar em tempo real (traduzindo, violações de privacidade e espionagem ilegais sobre pessoas, autoridades, empresas etc. ).
 
Alvo
Países no mundo todo, inclusive o nosso (Brasil)
 
Esquema e acesso aos dados
Correios eletrônicos (e-mails), conversas em chats, tráfego de voz, download de arquivos (baixados), fotos, vídeos e comentários postados em redes sociais, entre outras fontes através de  servidores de nove companhias gigantes de tecnologia moderna que entraram e participaram do esquema ao longo dos anos:

2007: Microsoft (Hotmail);

2008: Yahoo! (Yahoo! Mail);

2009: Google (Gmail), Facebook e Pal Talk;

2010: YouTube;

2011: Skype e American Online (AOL);

2012: Apple (Added Oct).

As empresas de tecnologia negam a colaboração ou a facilitação para a espionagem.

Além destas, o governo dos EUA monitorou telefonemas de cidadãos estadunidenses através de uma das maiores operadoras de telefonia do país, a Verizon.

O próximo a ser monitorado, segundo as mídias, é o Dropbox (serviço de arquivamento na nuvem).
 
Patrocinador (Órgão Responsável)
Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA
 
Recurso Tecnológico
Prism (programa de vigilância eletrônica, altamente secreto, de uso da Agência Nacional de Segurança dos EUA desde 2007).
 
Divulgação
Jornal The Guardian
Depois, o jornal "The Washington Post" e outros divulgaram dados sobre os documentos vazados.
 
Protagonista: Barack Obama (estadunidense e atual presidente dos EUA)
 
Imagem capturada na Internet (Fonte:
 
 
Outros Personagens importantes:
Edward Snowden (estadunidense e ex-técnico da Agência Central de Inteligência/CIA) que denunciou o esquema de monitoramento.
 
Este, na concepção do governo dos EUA, é o grande vilão da história, mas, para milhões de pessoas, ele encarnou o papel de herói, do grande destemido, por ter noção das consequências dos seus atos e não temê-las.
 
Hoje, Edward Snowden se encontra exilado na Rússia. Esta, por sua vez, por ter aceitado o seu pedido de exílio criou um clima de tensão política com os EUA.

 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia) 
 
 
Glenn Greenwald (estadunidense e jornalista do jornal britânico "The Guardian").
Foi o primeiro a ter acesso aos documentos, entregues por Edward Snowden, publicando a matéria na mídia impressa, o jornal britânico The Guardian.

 

Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)
 
 

Justificativas apresentadas pelos EUA
O projeto tem autorização da Justiça e apoio bipartidário no Congresso.
Ele visa a segurança do país e a prevenção contra possíveis ataques terroristas.

 
Participação do Brasil
O interesse em sua monitoração reside na posição geopolítica e econômica do Brasil, não só apenas em termos continentais, mas também mundiais. Além de ser o maior país da América Latina e do Sul, em extensão territorial, ele representa a maior economia da região e a 7ª do mundo.

Para completar e “justificar” a colocação do Brasil na roda dos países investigados, os EUA também se sentem “incomodados” com as relações existentes entre o governo brasileiro e o governo de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, pois este último e os EUA são inimigos ferrenhos.
 
Participações Especiais
A presidente Dilma Rousseff também foi monitorada e sua privacidade foi violada, assim como a dos seus assessores.
A Petrobrás, maior empresa brasileira do setor petrolífero, considerada a 7ª maior do mundo e presente em 25 países, também, foi alvo de monitoramento.
Interesses econômicos em jogo diante da sua posição entre as maiores empresas de exploração e produção de petróleo e gás e, sobretudo, das recentes descobertas do petróleo nas chamadas “Camadas do Pré-Sal”.

 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Presseurop)  

2 comentários:

Anônimo disse...

Amanda Martins
Turma: 1003

Israel Silvestre disse...

Vergonha um País de Primeiro Mundo que nem os EUA Fica espionando outros países para se dar "bem".
Prof Marli Turma 1801 Dilermando Cruz.