domingo, 30 de junho de 2013

Modais de Transportes: Modal Ferroviário


 
 
. MODAL FERROVIÁRIO
Este é realizado por trens que são compostos por vagões fechados, os quais são puxados por locomotivas, sob um sistema sobre trilhos, constituindo a estrada de ferro ou via férrea.

Este modal é utilizado tanto para transportar passageiros quanto para mercadorias (cargas), exceto o metrô, que atende exclusivamente para pessoas.
 
O transporte ferroviário, sobretudo, os trens comuns possuem uma ampla capacidade de transporte de cargas (comportam grandes quantidades), em percurso de média e longa distância. As mercadorias transportadas são, em geral, de baixo valor agregado (produtos primários), como minério, produtos agrícolas, fertilizantes, carvão, derivados de petróleo, etc.
 
Uma característica importante a ser observada na linha férrea é a bitola, isto é, a distância entre os trilhos de uma ferrovia. Em nosso país existem três tipos de bitola: a larga (1,60 m), a métrica (1,00 m) e a mista.
 
O trem foi o principal meio de transporte no século XIX, após a I Revolução Industrial e o uso do carvão mineral (trem a vapor). Expandiu-se à partir da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX, sobretudo, na Europa e na América Anglo-Saxônica (EUA e Canadá).
 
Tal como o papel de todo e qualquer modal de transporte, a construção de grandes ferrovias teve por objetivo promover a ligação entre áreas distantes, dinamizar a rede de transportes, a economia e o comércio, bem como assegurar o controle e a integração nacional.
 
A primeira ferrovia transcontinental foi construída em território estadunidense. Ela passou a funcionar no dia 10 de maio de 1869, ligando as costas do Atlântico e Pacífico. Na época, ela não só revolucionou os meios de transportes, como cumpriu o seu papel de elemento de integração nacional, como contribuiu para a economia da porção oeste dos EUA.
 
 
Imagem capturada na Internet e trabalhada através do Adobe Photoshop

A ferrovia Transiberiana é outra rede ferroviária de grande destaque, sendo considerada a maior ferrovia do mundo. Ela interliga Moscou, capital da Rússia, na parte europeia a conectando a Vladivostok, no litoral do Pacífico, no Extremo-Oriente Russo.

 

 Imagem capturada na Internet (Fonte: PasseiWeb )
 
No Brasil, a construção da primeira estrada de ferro brasileira coube ao brasileiro, Irineu Evangelista de Souza (posteriormente, Barão de Mauá), que recebeu a concessão do Governo Imperial para construir uma linha férrea, no Rio de Janeiro, ligando a Baía de Guanabara ao sopé da Serra da Estrela, no caminho à cidade de Petrópolis, em 1852.
 
Após a inauguração da Estrada de Ferro Mauá, em 1854, com 14,5 km de extensão,  outras foram construídas na região Nordeste (região de canavial) e no planalto paulista (região de cafeicultura).
 
Sendo assim, historicamente, a segunda ferrovia a ser inaugurada em nosso país foi a Recife-São Francisco, no dia 8 de fevereiro de 1858. No entanto, esta ferrovia não chegou a atingir até a localidade, prevista, do rio São Francisco, mas contribuiu para o desenvolvimento das cidades em seu trajeto e, também, a constituir o primeiro tronco da futura “Great Western” (ferrovia que ligaria Recife a Limoeiro).
 
A terceira ferrovia, também no Rio de Janeiro, foi a Estrada de Ferro D. Pedro II, inaugurada em 29 de março de 1858, com trecho inicial de 47,21 km, ligando a Estação da Corte do Império a Queimados. Em 1889, esta se transformou na Estrada de Ferro Central do Brasil, um dos principais eixos de desenvolvimento do Rio de Janeiro e do país.

Ainda no Século XIX, foram construídas e inauguradas as ferrovias: a Estrada de Ferro Bahia ao São Francisco (28/06/1860), a primeira ferrovia construída na Bahia (a mais antiga); a ferrovia Santos-Jundiaí que foi inaugurada no dia 16 de fevereiro de 1867, que - desde então - liga estas duas cidades passando pela estação da Luz, na capital paulista; a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, inaugurada em 11 de agosto de 1872, ficou conhecida pelo seu alto padrão de qualidade no atendimento ao público. Ela foi idealizada por um grupo de fazendeiros, negociantes e capitalistas interessados em obter um meio para o escoamento da produção do café cultivado no interior do estado de São Paulo.
 
A política de incentivos à construção de ferrovias, adotada desde o Governo Imperial perdurou até a década de 20 do Século XX, caracterizando a chamada “Era das Ferrovias”. Contudo, com a descoberta do petróleo e o desenvolvimento da indústria automobilística (II Revolução Industrial), as ferrovias – até então valorizadas – passaram a perder incentivos diante desta nova fonte de energia e com a construção de estradas de rodagem (rodovias).
 
Com isso, entre 1940 e 1960, é verificada uma estagnação no setor ferroviário, com a redução de investimentos em ferrovias e, até mesmo, a desativação de muitas.
 
No Brasil, este processo também ocorre pelas mesmas causas. Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956 e 1961), a indústria automobilística e a construção de rodovias passaram a ser prioridades tanto em termos políticos (interesses do governo), econômicos quanto de integração nacional. As ferrovias foram suplantadas pelas rodovias em um longo processo, o qual deu continuidade nas décadas de 60, 70 e 80 e, continua até hoje, mesmo com a expansão das linhas de metrô em várias cidades brasileiras.
 
No Brasil, pode-se observar através do mapa, que a grande parte da malha ferroviária se concentra nas regiões sul e sudeste. E esta, hoje em dia, predomina para o transporte de cargas.
 
Não resta dúvida que, a partir da crise do petróleo na década de 70 (Século XX) e das inovações tecnológicas no setor, verificou-se certa reativação do transporte sobre trilhos, sobretudo, nos países desenvolvidos. Trens mais modernos e velozes, o trem bala, o próprio metrô, o turbotrem e outros modelos passaram a competir com outros modais de transportes, inclusive o aéreo, em termos de grandes distâncias.
 
Exemplos: os trens-bala atingem a velocidade de quase 300 km/h, o turbotrem chega a atingir, também, a velocidade de 300 Km/h, enquanto o hovertrem atinge até 400 Km/h.
 
Para estes tipos de trens, mais velozes, as malhas viárias precisam ser planejadas para alta velocidade, apresentando poucas curvas sinuosas e estações distantes entre si.
 

Vantagens:
 
- Modal eficiente, econômico e seguro;
 
- Atendimento a curtas, médias e longas distâncias;
 
- Adequado para grandes distâncias;
 
- Baixo custo de manutenção;
 
- Pouco poluente;
 
- Elevada eficiência energética e baixo consumo energético por unidade transportada;
 
- Grande capacidade de carga com menor custo de seguro e frete;
 
- Menor índice de roubos/furtos e acidentes em relação ao transporte rodoviário.
 
 
Desvantagens:
 
- Transporte lento devido às suas operações de carga e descarga;
 
- Alto custo em sua implantação (o sistema como um todo);
 
- Baixa flexibilidade com pequena extensão da malha;
 
- Encontra muita dificuldade em percorrer áreas de aclive e declive acentuado;
 
- Ocasiona o reembarque (transbordo) de mercadorias para que as mesmas possam chegar no seu destino.

 
 
 

 
  Imagem capturada na Internet (Fonte: BIT)  
 
Observação: Para encontrar maiores informações acerca das ferrovias, por região brasileira, acesse o site do BIT (Ministério do Transportes) e clique no mapa. Acesse AQUI!
 
 
Fontes de Consulta
 
 
 
. Material Didático particular
 
 

 

As Redes Viárias ou de Transportes


 
 
 Imagens capturadas na Internet, de diversas fontes
e manipuladas através do Adobe Photoshop
 
 
O termo “rede de transportes” assinala um conjunto de vias de transporte que englobam não só passageiros como mercadorias (cargas) que se interligam em uma determinada região. Sendo assim, neste estão incluídos as estradas (rodovias), as estradas de ferro (ferrovias), as vias fluviais navegáveis (hidrovias), os oleodutos, entre outros.
 
Em geral, a densidade e a qualidade das redes de transportes são utilizados como indicadores do nível de desenvolvimento do país.
 
Com a III Revolução Industrial (metade do Século XX) e as inovações tecnológicas - em especial – no setor de transportes, muitas mudanças continuam sendo operadas em termos de rapidez, modernidade nos veículos e nas malhas viárias, bem como em termos ecológicos (menos poluição e desenvolvimento sustentável) e de mobilidade urbana.
 
O transporte pode ser público (destinado a qualquer pessoa, à coletividade) e privado (restrito a quem o adquiriu).
 
O setor de transportes contêm três elementos a considerar:
. Infraestrutura: a malha viária de transporte, ou seja, rodovia, a linha férrea, a aérea, a hidrovia, tubular, etc.
. Veículos: os automóveis, as motos, as bicicletas, os ônibus, os trens, os tubos, as aeronaves, os barcos, os navios etc.;
. Operações comerciais: as leis de trânsito, as diretrizes, os códigos etc.
 
 
Os meios de transporte ainda podem ser divididos em:
.Terrestre: Carros, ônibus, trem, etc.
. Aquático: Navios, canoa, barcos, etc.
. Aéreos: Aviões, helicópteros, balão, etc.
Observação: O gasoduto, o oleoduto e outros feitos através de Dutos, subterrâneos, podem ser terrestres e/ou marítimos.
 
Os modais de transportes podem ser:
. Ferroviário (feito através de ferrovias ou estradas de ferro);
. Rodoviário (feito através de rodovias ou estradas de rodagem);
. Hidroviário (feito através de rios de planícies, mares e oceanos);
. Dutoviário (feito através de dutos subterrâneos, terrestres ou marinhos);
. Aeroviário (feito através do espaço aéreo).


Quanto à forma, estes podem ser:
 . Modal ou Unimodal: quando envolve apenas uma modalidade;
 . Intermodal: quando envolve mais de uma modalidade, mas para cada trecho, o modal é realizado por contrato de transporte;
 . Multimodal: quando envolve mais de uma modalidade, porém regido por um único contrato de transporte, desde a origem até o destino final;
 . Segmentados: quando envolve diversos contratos para diversos modais;
 . Sucessivos: quando a mercadoria, para alcançar o destino final, necessitar ser transbordada para prosseguimento em veículo da mesma modalidade de transporte (regido por um único contrato).
 

 
 Fontes de Consulta
 
 
. Material Didático (particular)
 
 
. Wikipedia

sábado, 29 de junho de 2013

Mensagem: A Escola dos Bichos




Imagem capturada na Internet (Fonte: PapelDeParede.La!) 


A ESCOLA DOS BICHOS
Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
 
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
 
E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
 
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
 
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa, Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"... Coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
 
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
 
Sabe de uma coisa?
 
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
 
Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
 
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

A Importância das Redes Informacionais e de Transportes


Imagem capturada na Internet (Fonte: A importância das TICs nas séries iniciais)

Tanto as redes informacionais quanto as de transportes (pessoas e cargas) refletem o nível de desenvolvimento dos países, tendo em vista o papel de cada um em termos de relações sociais e econômicas, seja através da difusão da informação, mediação, mobilidade urbana, distribuição da produção, comercialização, entre outros aspectos.
 
Sendo assim, quanto maior o fluxo das redes informacionais e de transportes maior será o nível de desenvolvimento do país. Além das redes de transportes constituírem-se em elementos de fundamental importância na estruturação do espaço geográfico.
 
 
IMPORTÂNCIA DAS REDES INFORMACIONAIS (satélites, sistemas de transmissão, cabos de fibra ótica e terminais de computadores, Internet, Tecnologias de Informação e Comunicação/TICs):
 
Observação: O termo TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) tem relação à transmissão de informação através de redes de computadores e outros tipos de mídias (telefone fixo e celular, rádio, TV, Jornal on line ou impresso, DVD, Mp3, câmera digital, Internet, revistas etc.). Elas são utilizadas pelos organismos da administração pública, empresas privadas, famílias e indivíduos. A importância da TICs em todas as esferas da sociedade, seja em termos de pessoa física ou jurídica, é muito ampla, sobretudo, quando se fala da Internet.
 
- São instrumentos de difusão e construção do conhecimento;
 
- Proporcionam maior rapidez e eficácia na troca de informação;
 
- Transmitem, em tempo real, acontecimentos do mundo todo;
 
- Proporcionam o desenvolvimento de várias habilidades e competências ao indivíduo, as quais são de extrema importância para a formação profissional no mundo atual;
 
- Promovem a divulgação de produtos de uma determinada empresa;
 
- Permitem e agilizam a comercialização de produtos sem sair de casa, com entrega a domicílio;
 
- Ampliam as práticas educativas, orientadas ou auto didática (autônoma), através da interação com bibliotecas, museus, entre outras instituições;
 
- Permitem a difusão de ideias, de culturas e de técnicas;
 
- Permitem a modalidade de ensino on line através da oferta de cursos de Educação a Distância (EAD);
 
- Oferece inúmeras ferramentas que ampliam o conhecimento, a interatividade e a troca de informação, tais como: Twitter, YouTube, Google Docs, Delicious, Slideshare, Skype, Google Reader, WordPress, Facebook, Moodle etc.
 
 
 
 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Jornal de Notícias)
 
 
IMPORTÂNCIA DAS REDES DE TRANSPORTES:
 
- Promovem e otimizam as atividades econômicas e sociais, permitindo a implantação e distribuição das indústrias, a expansão dos mercados (intensificação das trocas comerciais) e o escoamento da produção (industrial e agrícola);
 
- Aproximam as localidades em termos de distância e de tempo;
 
- Promovem a mobilidade das pessoas em seus deslocamentos diários, seja para fins profissionais (trabalho) ou sociais;
 
- Estruturam o espaço geográfico, urbano e rural;
 
- Geram e expandem o setor de serviços à população e o comércio;
 
- Criam e ampliam as ofertas de emprego;
 
- Facilitam a Divisão Territorial ou Internacional do Trabalho;
 
- Quebram o isolamento de regiões desfavorecidas.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PEC 37: A pressão popular consegue derrubar a PEC da Impunidade



Imagem capturada na Internet (Fonte: Novas do Dia)

Como todos sabem, o estopim das manifestações populares, sobretudo, nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo transcorreram devido o aumento da passagem dos transportes coletivos (ônibus). Mas, aos poucos, os manifestantes tomaram consciência da importância e magnitude do movimento para reivindicar outros direitos constitucionais, os quais são oferecidos pelo Estado de forma incipiente e/ou precária à população, como os serviços nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Pública, Transportes, entre outras.
 
Ao mesmo tempo, outras questões foram levantadas e exigidas durante as mesmas, como reforma política e, em especial, o arquivamento da Proposta de Emenda Constitucional 37 (2011), mais conhecida como PEC 37 ou "PEC da impunidade".
 
Embora, esta proposta tenha tido o apoio e a assinatura de 207 parlamentares, no dia 25 de junho, 3ª feira passada, durante votação na Câmara dos Deputados, ela foi rejeitada e arquivada por 430 votos contrários, 09 favoráveis e 02 abstenções.
 
Para fins de esclarecimentos, a Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37) é de autoria do deputado Lourival Mendes (PT do B/MA), a qual estabelece a retirada dos poderes de investigação criminal (municipal, estadual e federal) do Ministério Público e de outros órgãos, como os tribunais de Contas, a Receita Federal, o Banco Central e o Ibama, passando esta atribuição às polícias federal e civis.
 
Desvio de verbas, corrupção em geral, violação de direitos humanos, o crime organizado, abusos por agentes do Estado, entre outros crimes, seriam alguns exemplos que passariam a ser da alçada das polícias federal e civil, caso a proposta fosse aprovada. Com certeza, muitos casos acabariam prescritos devido a não conclusão das investigações em tempo hábil. De forma intencional, é claro!
 
Durante a sua tramitação na Câmara dos Deputados, diversas organizações lançaram a campanha "Brasil contra a impunidade" em repúdio à PEC 37, tais como a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).
 
 
  Campanha da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)
Imagem capturada na Internet (Fonte: Novas do Dia)
 
A pressão popular teve grande efeito neste processo e podemos constatar que, em um país democrático, a voz do povo precisa – antes de tudo – ser levada a sério.
 
Para saber os nomes dos políticos que votaram a favor (09), contra (430) e os que se abstiveram (02), acesse Congresso em Foco.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Que Realmente Está Por Trás dos Protestos Brasileiros?



Imagem capturada na Internet (Fonte: UOL Notícias)


A CNN, maior rede mundial de jornalismo, fez uma reportagem especial sobre os verdadeiros motivos por trás dos protestos ocorridos em várias cidades do Brasil.
 
Em tradução, o texto, intitulado “O Que Realmente Está Por Trás dos Protestos Brasileiros?”, lê:
 
“Os protestos que estão acontecendo no Brasil vão muito além do aumento de 20 centavos no transporte público.
 
O Brasil está vivenciando atualmente um amplo colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos. Os brasileiros não veem motivo para terem uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e tantos impostos altos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas por dia no tráfego, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados e de má qualidade.
 
O governo brasileiro tomou medidas para controlar a inflação cortando taxas e ainda não se deu conta que o paradigma deve mudar para uma abordagem focada na infraestrutura do país. Ao mesmo tempo o governo brasileiro está reproduzindo em menor escala o que a Argentina fez anos atrás: evitando austeridade fiscal e prevenindo o aumento dos juros, o que está levando a uma alta inflação e baixo crescimento.
 
Além do problema de infraestrutura, há vários escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que são julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção na história brasileira finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter essa condenação ao usar manobras inacreditavelmente inconstitucionais, como a PEC 37, que vai tirar o poder investigativo dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação unicamente para a polícia federal. Além disso, outra proposta tenta sujeitar as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.
 
Estas são, de fato, as revoltas dos brasileiros.
 
Os protestos não são meramente isolados, não são movimentos da extrema esquerda, como algumas fontes da mídia brasileira afirmam. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da parte mais intelectualizada da sociedade que quer por um fim a essas questões brasileiras. A jovem classe média que sempre esteve insatisfeita com o obscurecimento político agora “desperta”.
 
 Texto transcrito na íntegra da Agência da Notícia 

Texto: A Internet do Mal

Imagem capturada na Internet (Fonte: Tudo que rola pelo mundo você vê aqui)


Falando da importância das redes informacionais, os alunos da 3ª série do Ensino Médio trabalharam com dois textos, sendo um "A Internet do Mal", de autoria e publicado por Zuenir Ventura. Trata-se de um ótimo texto para trabalhar o lado positivo e negativo da Internet.

 

A INTERNET DO MAL
                                     Texto de Zuenir Ventura (Jornal O Globo, 23/04/2008)
A repórter Juliana Tiraboschi, da revista "Galileu", teve uma original ideia de matéria: "Do_ mal.com". Usando personagens fictícios, entrou na internet e durante semanas desempenhou vários papéis. Fingiu ser uma jovem deprimida à beira do suicídio, agiu como um pedófilo em busca de pornografia infantil, simulou que era uma menina ingênua assediada por adultos e passou-se por uma anoréxica procurando dicas de emagrecimento. A facilidade com que obteve cumplicidade e estímulo para comportamentos de risco ou atos criminosos a impressionou. "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso", ela escreveu, e em pouco tempo um internauta sugeriu um coquetel de medicamentos por ser "mais letal e menos doloroso". Outro aconselhou uma "overdose de barbitúrico" por sua ação rápida. Um terceiro ensinou a preparar um explosivo capaz de "te incinerar instantaneamente". Houve até quem se preocupasse com o preço. "Se fizer do jeito certo", ele alegava, "o enforcamento não é tão doloroso, além de ser barato e fácil. Só precisa uma corda".
 
Juliana ficou chocada. "Ninguém se mostrou perturbado, e apenas um dos meus interlocutores perguntou qual o motivo da minha decisão." Em outras comunidades, ela encontrou pessoas disseminando abertamente a violência e a intolerância, como homofobia e racismo. Uma antropóloga ouvida por ela identificou 14 mil sites de conteúdo nazista. Numa sala de bate-papo, a repórter começou a conversar com um homem de declarados 22 anos. "Eu disse que tinha 12 anos, mas meu interlocutor não se intimidou. ’Curte falar de sexo?’, continuou. ’Sou tímida’, recuei. ’Já fez sexo?’, ele insistiu. Respondi que não e perguntei se não me achava muito nova. ’Só pra gente brincar, só matar a curiosidade (...). Você me mostra algumas coisinhas, eu te mostro tudinho que você tem vontade.’ Ela concluiu que, como não há controle, "crianças de qualquer idade poderiam estar participando da conversa."
 
O resultado desse mergulho em zonas sombrias da internet levou a jornalista a questionar: "Onde termina a liberdade de expressão e onde começa o crime?" É bem verdade que, como ela admite, não foi a rede que inventou essas patologias; "ela apenas facilita a conexão entre as pessoas". Mas é crescente a influência do mundo virtual sobre o real. Em 2006, um jovem gaúcho de 16 anos se suicidou induzido por seu grupo de discussão a inalar monóxido de carbono. No ano seguinte, em Ponta Grossa, outro jovem se matou de forma semelhante. Nos EUA há uma infinidade de casos iguais. É um princípio de imitação que parece funcionar para os comportamentos desviantes.
 
Evitar que um instrumento tão útil e poderoso como a internet seja usado impunemente para promover o mal, eis uma das questões cruciais dessa nossa sociedade de informação.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sociedade Moderna: Sociedade do Conhecimento ou da Informação

Imagem capturada na Internet (Fonte: INFOAPLI)

Estamos vivendo na chamada Era Digital, cuja dinâmica se encontra nas interfaces da ciência, tecnologia e informação em função da Revolução Técnico-Científica ou III Revolução Industrial (segunda metade do século XX).

E é justamente a evolução dos meios técnicos e científicos, ao longo da história da humanidade, que vai distibguir as sociedades pré-industrial, industrial e a do conhecimento.

As principais características da Sociedade do Conhecimento ou da Informação são:

» O domínio e emprego de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs);

» O desenvolvimento de atividades ligadas à criação, sob  ambiente técnico-científico, as quais se encontram associadas ao setor Quaternário da economia (avanços tecnológicos e atividades de pesquisa de ponta);

» O fenômeno da Globalização e toda a sua esfera de abrangência: conceito de Aldeia Global, uniformização de hábitos, expansão das multinacionais, globalização da produção (cadeia produtiva que envolve muitos países na produção de um produto), entre outros aspectos;

» Aumento do desemprego tecnológico, com a robotização ou automação das empresas, onde a mão-de-obra humana é substituída pela máquina;

» Programa de Informática Educativa com implantação e reativação de Laboratórios de Informática Educacionais (LIEDs), Ensino à Distância (EAD), Comunidades virtuais etc.;

» A modernização nos meios de transportes (coletivos).
      
» Sociedade mais justa e igualitária;

» Maior conscientização quanto à importância da prática da cidadania e do cumprimento conjugado de direitos e deveres de cada um;

» Importância e promoção da inclusão social e digital;

» Desenvolvimento de competências e habilidades para atividade no mercado de trabalho e em sua convivência em sociedade;

» Preocupação e conscientização quanto ao Meio Ambiente;           

» Tomada de discussões e medidas envolvendo os países em prol da solução e da minimização dos problemas ambientais;

» Promoção do Desenvolvimento Sustentável.
 

Manifestações populares marcam o despertar de um povo mais consciente e crítico


 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Associação Rumos)


Texto atualizado em 27/06/2013, 11h58
 
 Estamos presenciando, em território nacional, diversas manifestações populares às causas sociais, sobretudo, em termos de destinação de investimentos aos serviços oferecidos à população em comparação aos gastos exorbitantes do governo com os eventos esportivos em andamento (Copa das Confederações) e os futuros (Copa 2014 e Jogos Olímpicos 2016) no país.
 
Não resta dúvida que o pontapé inicial foi o aumento da tarifa do ônibus, mas o foco não se restringiu apenas à elevação da passagem, mas também aos serviços que o setor de transportes coletivos oferece.

E, à partir destes, a discussão inflamada dos manifestantes se estendeu a todas as áreas que deveriam ser prioridades em qualquer orçamento de governo, mas que - no Brasil - nunca alcançou este nível: Saúde, Educação, Segurança Pública, Transportes Coletivos, entre outros.
 
O que mais chama a atenção nesta mobilização social é, justamente, o nível do discurso mediante tantos anos de total pacificidade do povo em relação a estes problemas sociais e o mau uso do dinheiro público.
 
É claro que, infelizmente, grupos menores aproveitam tais movimentos para se infiltrar implantar a baderna, o caos urbano, inclusive, utilizando-o como forma de praticar roubos a pessoas comuns e/ou saques em estabelecimentos comerciais, além do vandalismo em depredar prédios públicos e históricos da cidade. 
 
Todavia, a própria manifestação coletiva e o sentimento de pacificidade vivenciado pela maioria dos participantes representam um grande marco em nossa sociedade. Assinala o acordar de várias gerações cansadas de tanto descaso com a situação social do país. Não se trata apenas do atual governo, mas também de um processo histórico de governos embasado nesta relação desigual de prioridades no âmbito da destinação dos recursos no orçamento das três instâncias de governo: Federal, Estadual e Municipal.
 
Vale ressaltar, ainda, a importância das redes informacionais neste movimento, isto é, o papel da Internet e, sobretudo, das redes sociais que incentivaram e promoveram o crescimento do números de participantes nas manifestações populares em todo o território nacional.


Imagem capturada na Internet (Fonte: UOL Notícias)

 
Tal como ocorreu no movimento "Primavera Árabe", iniciado em dezembro de 2010,  que mobilizou a população de diversos países do Norte da África e do Oriente Médio através das redes sociais, cuja onda de protestos e de confrontos violentos conseguiram derrubar antigos governos ditadoriais, como ocorreu na Tunísia (queda de Ben Ali/24 anos no poder), na Líbia (queda e morte de Muammar Kadhafi/42 anos no poder), no Egito (renúncia de Hosni Mubarak/30 anos no poder), Iêmen (Ali Abdullah Saleh/33 anos no poder). Muitos países ainda se encontram em curso destas manifestações.
 
Diferentemente da Primavera Árabe, as manifestações em nosso país são pacíficas e são em prol de melhores condições de vida da população, de prestação de serviços públicos eficientes e de uma ampla reforma política, com vistas a otimizar a distribuição e os investimentos nas áreas essenciais da sociedade.


Imagem capturada na Internet (Fonte: O Gigante Acordou_Facebook)