sábado, 31 de maio de 2014

Relembrando Tópicos da Matéria: Modais de Transportes


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Maxium Seguros)

Aos alunos da 3ª Série...

MODAIS DE TRANSPORTES

Conceito: Formas com as quais podemos transportar determinado tipo de mercadoria (Prof. Barreto, Logística Transmodal, 2006).
 
Trata-se dos tipos de transportes pelos quais uma carga (mercadoria) é transportada, sendo estes capazes de mantê-la em sua integridade (sem violação ou danos por manuseio incorreto) sob metas pré-estabelecidas, como tempo, custos (frete) etc.

Podendo-se incluir os passageiros (a exceção dos dutos/Dutoviário)
 
TIPOS DE MODAIS
 
 São considerados 05 (cinco) tipos de modais de transportes de cargas (mercadorias):
 
 
1. RODOVIÁRIO
Imagens do meu acervo particular

  Imagens do meu acervo particular
 
 
 
FERROVIÁRIO
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Viajando de Trem) 
 
 
  Imagem capturada na Internet (Fonte: Estadão)
 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Jornal Mauá)
 
 
 
HIDROVIÁRIO OU AQUAVIÁRIO
 (marítimo, fluvial e lacustre)
 
 Imagens do meu acervo particular
 
Imagens do meu acervo particular
 
 
 
AEROVIÁRIO
 
  Imagens do meu acervo particular
 
Imagens do meu acervo particular
 


 Imagens do meu acervo particular
 

 
  DUTOVIÁRIO
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Portfólio Geográfico)
 
 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Banco de TCCs)
 

 
ESTRATÉGIAS DE INTEGRAÇÃO
 
. Intermodal (estratégia de integração/transferência entre modais diferentes)
Exemplo: o minério sendo transportado por trem até um determinado ponto, onde ele vai ser transferido para um caminhão (transbordo), que seguirá para o porto, onde o seu destino é o navio.
 
Quando nos referimos a passageiros (pessoas), o mesmo ocorre (exemplos: integração trem-metrô; trem-ônibus). 

. Intramodal (estratégia de integração/transferência entre modais iguais).

OBS. Na próxima postagem abordarei as principais vantagens e desvantagens de cada modal de transporte.
 
Para saber mais sobre alguns tipos de modais, acessem matérias publicadas no ano passado, por meio dos links abaixo:
 
 
 
 
 

Relembrando Tópicos da Matéria: Redes de Transportes


Imagem capturada na Internet (Fonte: Maxium Seguros) 

Aos alunos da 3ª Série...

A IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES

 sob qualquer ponto de vista - econômico, político e militar -
o transporte é, inquestionavelmente,
a indústria mais importante do mundo”.
Congresso dos Estados Unidos (citado por MELLO, Romeu Zarske de, 2009) 

Não restam dúvidas que os transportes são imprescindíveis na sociedade moderna e, sobretudo, desempenham importante papel no desenvolvimento das nações, na economia, entre outros aspectos.

As inovações tecnológicas verificadas no setor e a intensificação dos fluxos de transportes são decorrentes do processo da Globalização, o qual - marcado pelo aumento da velocidade e de sua capacidade - nos fornece uma ideia de "encolhimento" das distâncias na superfície terrestre.
Neste contexto, alguns aspectos acerca da importância dos transportes merecem destaque, a saber:
- Promovem e intensificam as atividades econômicas, permitindo a implantação e distribuição de indústrias, o escoamento da produção, o alargamento dos mercados (trocas comerciais) e o desenvolvimento do comércio;
- Os meios de transportes modernos, mais rápidos e eficientes, aproximam as localidades quanto à relação distância x tempo (encurtam as distâncias);
- São responsáveis pela mobilidade urbana, ou seja, facilitam a vida das pessoas em seus trajetos diários para o trabalho, escola etc.;

- Possibilitam a difusão de ideias, de culturas e de técnicas;
- Estruturam o espaço urbano (cidades crescem, facilitam o acesso e a expansão dos serviços, comércio e indústrias etc.);

- Promovem o desenvolvimento das nações (integram as diversas regiões do país);
- Criam empregos;
- Facilitam a Divisão Internacional ou Territorial do Trabalho;
- Rompem com o isolamento de regiões desfavorecidas.

REDES VIÁRIAS OU DE TRANSPORTES

A expressão rede de transportes assinala o conjunto de todas as vias de transporte, de passageiros e de cargas (mercadorias), que se interligam com uma determinada densidade em uma determinada região.

Considera-se como via de transporte, as estradas de rodagem (rodovias), as estradas de ferro (ferrovias), as vias fluviais navegáveis (hidrovias), os dutos (dutoviário) etc.

A densidade e a qualidade das redes de transportes são utilizadas, muitas vezes, como  indicador do grau de desenvolvimento econômico da região ou do país.

Principais rodovias dos Estados Unidos 
Imagem capturada na Internet (Fonte: João Leitão Viagens) 
A palavra “transporte” vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar), isto é, o movimento de pessoas ou mercadorias de um lugar para outro.

Os transportes contêm três elementos:
. Infraestrutura: consiste na malha viária de transporte, podendo esta ser uma malha rodoviária, férrea, aérea, fluvial, tubular etc. Neste incluem-se as pontes, os túneis, os aeroportos, os portos marítimos e fluviais.
. Veículos: englobam os automóveis, motos, bicicletas, ônibus, trens e aeronaves, os quais são conduzidos nas malhas viárias.
. Operações comerciais: são as formas como esses veículos utilizam a rede, como leis de trânsito, diretrizes, códigos etc.

Os meios de transporte podem ser classificados em:  
. Terrestres (carros, ônibus, trem, etc.);
. Aquático (navios, canoa, barcos, etc.);
. Aéreos (aviões, helicópteros, balão, etc.);
.Tubular (gasoduto, oleoduto, etc.).

 Fontes:
 
. Material Didático particular
 
. MELLO, Romeu Zarske de. O Transporte e sua Importância (Parte 1), Revista Portuária Economia & Negócios, 2009.
Disponível em:  
 
. Transportes. Brasil Escola

Relembrando Tópicos da Matéria: Urbanização

 
Belo Horizonte (MG)
Imagem capturada na Internet (Fonte: Câmara Municipal de Belo Horizonte):
 
 
Para os alunos da 2ª Série...


URBANIZAÇÃO

Não podemos confundir urbanização com crescimento urbano, uma vez que as cidades podem crescer, sem que – na verdade – ocorra à urbanização.


É preciso saber distinguir ambos, os conceitos, uma vez que estes refletem processos distintos.
 
Esse equívoco, tão comum de acontecer, VESENTINI (1998) ressalta e, também, exemplifica com o caso da Inglaterra, cujo processo de urbanização já cessou, passando só a ocorrer o crescimento da cidade.
 
Só para relembrar aos alunos, a urbanização decorre do aumento da população urbana sobre a população rural, isto é, ela se dá – propriamente dito - quando a população urbana supera a do campo.
 
Este fenômeno se encontra associado e  foi intensificado com a industrialização, em razão da localização das indústrias próximas ou nas cidades e, consequentemente, do desenvolvimento das atividades industriais (setor secundário), do crescimento do comércio e serviços (setor terciário), nas cidades. 
 
Além desses, outro fator vinculado ao desenvolvimento industrial-urbano é o êxodo rural (migração do home do campo para a cidade), seja na situação do campo estar passando também por uma revolução (mecanização) e/ou pelo poder de atração das cidades em razão das maiores oportunidades de emprego (setor secundário e terciário) e melhores condições de vida (serviços, lazer etc.).

Êxodo Rural 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wood4ever)

De acordo com o referido autor (op.cit.), enquanto processos, a urbanização possui um limite, ou seja, tem um “ponto final” (grifo meu) ao passo que o crescimento das cidades pode se dar de forma infinita.

No Brasil, assim como em outros países subdesenvolvidos, o processo de industrialização foi tardio 
Por muitos séculos, o setor primário (agricultura, pecuária e extrativismo) foi o “carro-chefe” da economia do nosso país, tanto durante o regime escravocrata quanto após a abolição dos escravos e com a vinda dos imigrantes.
 
Direta e/ou indiretamente, a influência dos imigrantes e da monocultura do café, principal produto primário da época, proporcionaram condições favoráveis para alavancar o desenvolvimento industrial no Brasil e, consequentemente, o processo de urbanização, ocorrido apenas na segunda metade do Século XX.
 
Com isso, não só a economia do Brasil sofreu alterações, passando de um país agroexportador e, predominantemente, rural para uma nação industrializada e urbana.

Como se pode observar na Tabela abaixo, até meados do Século XX (década de 50), a população rural era maior que a população urbana.



Durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960), a industrialização no Brasil ganhou novos rumos e feições. O país abriu suas portas ao capital internacional, atraindo diversas empresas estrangeiras, as multinacionais (internacionalização da economia).
 
Foi durante este período que ocorreu o incentivo à indústria automobilística, com a instalação de montadoras de veículos internacionais em nosso território, como a Ford, a General Motors, a Volkswagen e a Willys, assim como outras de outros ramos, também, se instalaram em nosso território, progressivamente.
 
Com todas essas mudanças, não só a industrialização como a urbanização brasileira tomou forte impulso, fazendo com que a população urbana crescesse rapidamente.
 
No quadro demográfico brasileiro, tal como mostra a tabela acima exposta, a população urbana só ultrapassou a rural no final dos anos 60 e início dos 70. Nas décadas seguintes, a industrialização do Brasil continuou a crescer, embora tenha sofrido estagnação, em determinados momentos, em razão de crises econômicas.
 
As migrações que ocorreram, neste período de desenvolvimento industrial-urbano, perpassaram não só a nível de campo-cidade (êxodo-rural), como também entre estados e regiões, sobretudo, com destino à região Sudeste, em destaque pela concentração industrial.
 
O período de maior ocorrência de migrações inter-regionais, principalmente, Nordeste-Sudeste foi durante os anos de 1950, 1960 e 1970(Século XX), mais especificamente, para o eixo Rio-São Paulo, atraídas pelas oportunidades de emprego e pelas melhores condições de vida (sistema médico-hospitalar, transportes, saneamento básico, lazer etc.).
 
De acordo com os dados do IBGE (2012), cerca de 84,9% da população brasileira é urbana, enquanto 15,1% é rural.
 
 
Fontes
 
. Material Didático (particular)

. MOREIRA, João Carlos e SENE, Eustáquio de, Geografia (Volume Único), Scipione, São Paulo, 2005.
 
. VESENTINI, José William, Brasil: Sociedade e Espaço, Geografia do Brasil, Editora Ática, SP, 1998.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Dica de Evento: Exposição de Ron Mueck (MAM/Rio de Janeiro)

Escultura Gigante de Ron Mueck (Exposição no MAM/Rio de Janeiro)
Imagem do meu acervo particular


Encerra no próximo domingo, dia 01 de junho, a Exposição de Ron Mueck no Museu de Arte Moderna (MAM) da cidade do Rio de Janeiro.

Infelizmente e graças a Deus, ao mesmo tempo, eu consegui visitar a referida Exposição na última 5ª feira (29/05). Antes foi impossível!
 
Pelo que eu li a respeito do autor, tanto no local da Exposição quanto nas mídias, Ron Mueck é natural da Austrália, mas reside e trabalha na Grã-Bretanha. 
 
Suas esculturas são muito realistas. Cada detalhe do corpo humano é perfeito, os pelos nas pernas, despontando na barba por fazer, as unhas dos pés, as veias nas pernas e nos braços, o brilho do suor no rosto e no corpo, as expressões faciais, enfim, só vendo de perto para ter uma noção real da perfeição dos seus trabalhos.
 
O quê também chama muito a atenção nas obras humanas de Ron Mueck é o contraste em termos de tamanho, isto é, desproporcionais, alguns gigantes, outros - por sua vez - bem menores.
 
A Exposição termina neste domingo, dia 1º de junho. Embora, só agora esteja publicando algo a respeito da mesma, ainda há tempo de visitar a referida Exposição. E, ainda, mesmo tendo que enfrentar filas longas, um pouco de paciência compensará o sacrifício físico. Vale a pena!
 
Vejam algumas imagens e detalhes... As imagens, abaixo, fazem parte do meu acervo particular.
 

 

 

 
 





 
 
 







 











 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Relembrando Tópicos da Matéria: Hotspots

Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikimedia Commons)

Para os alunos da 1ª Série...

Hotspots ou "pontos quentes", em português, correspondem às áreas que apresentam uma grande biodiversidade (flora e fauna), mas que se encontram em alto risco de degradação ambiental (apresentando-se já devastada e tendendo a se agravar).

Este termo, de cunho ambiental, foi criado pelo ecólogo e cientista inglês, Norman Myers, da Oxford University, em 1988. Na época, o referido cientista identificou apenas 10 hotspots no planeta.
 
Outros pesquisadores se interessaram e, também, passaram a investigar, ampliando - assim - o número de hotspots no planeta.
 
O primatólogo estadunidense Russell Mittermeier, da Organização Não Governamental Conservação Internacional (C.I.), realizou um levantamento no período de 1996 a 1999, no qual identificou e acrescentou mais 15 áreas de riscos, elevando para 25, o número de Hotspots na Terra (cerca de 1,4% da superfície terrestre).
 
A referida ONG atualizou os dados, no início de 2005, ampliando o número de Hotspots da Terra para 34, tal como são apontados no mapa acima (nove a mais).

Todos os hotspots, juntos, somam uma área correspondente a 2,3% da Terra, onde se encontram 50% da flora e 42% de vertebrados da superfície terrestre.
 
De acordo com os critérios estabelecidos para a classificação das áreas em um hotspot, segundo Myers, é preciso que esta possua – no mínimo - 1.500 espécies endêmicas de flora e que tenha perdido mais de ¾ de sua vegetação natural.

Como se tratam de áreas com grande biodiversidade, além da riqueza em termos de flora (vegetação), inclui-se as espécies da fauna (animais). A ameaça ou risco, sobretudo, da vegetação nativa implica consequentemente na integridade e conservação das espécies animais.
 
Entendem-se por plantas endêmicas, as espécies que só nascem em um determinado local, isto é, a sua distribuição geográfica se limita a um determinado ponto da Terra (país, região, continente etc.), não existindo em nenhum outro lugar.

Dos 34 Hotspots identificados na superfície terrestre, dois se encontram localizados em nosso território: a Mata Atlântica e o Cerrado.

Para saber mais acerca dos Hotspots (locais) e sobre os dois biomas brasileiros incluídos nesta lista, acessem a postagem, antiga, referente ao mesmo tópico e vejam, também, as imagens. Clique AQUI!

Fontes:

. Como Tudo Funciona - Howstuffworks

. Conservação Internacional

Hotspots: OsLugares mais Importantes da Terra

.  Parques Nacionais do Brasil

Relembrando tópicos da Matéria para o Saerjinho e o Simulado



Imagem capturada na Internet (Fonte: Mundo Geográfico)
 

Como prometi a alguns alunos do Ensino Médio (C.E. Prof.ª Sonia Regina Scudese) que se mostraram interessados, inclusive, em relação às postagens no Blog, a partir de hoje e até o próximo final de semana, publicarei alguns tópicos importantes da disciplina (Geografia) - deste bimestre - em razão da semana de provas (Saerjinho e Simulado Escolar).
 
Embora, a participação dos alunos seja muito baixa neste espaço, a exceção de alguns alunos da E.M. Dilermando Cruz (II segmento do Ensino Fundamental), muitos se mostram interessados e até comentam que leram algumas postagens, como foi a intervenção, ontem, da aluna Débora Vilas Boas Pires, da turma 2007. O problema comum a todos, assim como é verificado na outra Unidade Escolar, é a dificuldade em postar um comentário.
 
Já expliquei em sala de aula e até disponibilizei os procedimentos (passo a passo), neste espaço (lateral à esquerda, na parte superior), mas além da dificuldade citada,  o desinteresse de uma grande parcela dos estudantes, em geral, segue o mesmo que nós, professores, vemos no dia a dia, nas escolas.
 
Mas, não restam dúvidas que os poucos que se mostram interessados e comentam, mesmo em sala de aula, fazem a diferença e confirmam que o nosso esforço não é em vão.
 
Eu tenho noção das minhas falhas, enquanto blogueira, pois não tenho seguido à risca as regras convencionais de um Blog "por excelência", pois devido a problemas particulares e profissionais não tenho cumprido com o princípio de mantê-lo "atualizado", sempre, com publicações periódicas. 

 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Trabalho sobre a Copa do Mundo: Modelo de Trabalho sobre Empresas Multinacionais e/ou Transnacionais


O modelo de trabalho, em questão, é voltado para a pesquisa sobre as empresas parceiras da FIFA e patrocinadoras da Copa do Mundo (2014), a qual alguns grupos de alunos da Turma 1901 da E. M. Dilermando Cruz (Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ) estão fazendo a nível de Projeto da Unidade Escolar. Os demais farão outro tipo de pesquisa (já mencionado e orientados em postagens anteriores).
 
Como modelo escolhi a marca AVON, uma vez que a minha intenção é só orientar a linha de pesquisa a ser executada e a elaboração do trabalho a ser exposto.
 

 Imagem capturada na Internet (Fonte: The Avon Spot)

. Marca: AVON

. Segmento: Vendas diretas

. Principal (s) produto (s): Maquiagens, cosméticos e fragrâncias

. País de Origem: Estados Unidos

. Ano da Fundação: 1886

. Fundador: David Hall McConnell

. Matriz ou Sede mundial: New York (EUA)

. Presença Global: + 100 países (inclusive no Brasil)

. Maiores mercados consumidores: Estados Unidos, Brasil e México

. Principais concorrentes no Brasil: Amway, Natura e Jequiti


. Histórico:
A história da AVON teve início com o vendedor David Hall McConnell, de apenas 28 anos, que vendia livros de porta em porta em Manhattan, em Nova York (EUA). Como não era bem recebido pelos moradores nas casas, nas quais ele tocava a campainha, ele teve a ideia de presentear, com um frasco de perfume, que ele mesmo passou a fabricar artesanalmente, a todas as pessoas que, ao menos, aceitassem ouvir a sua exposição. Sua estratégia de venda mudou radicalmente a sua vida.
 
Os perfumes fizeram mais sucesso que os próprios livros e, com isso, nasceu, em 1886, a empresa California Perfume Company (em português, Companhia de Perfumes Califórnia, conhecida como CPC), com foco voltado para vendas de perfumes em domicílio.
 
Esse seu novo empreendimento começou em um espaço alugado, não muito maior do que uma despensa de cozinha. E era o próprio McConnell que produzia os perfumes, exercia as funções de caixa, correspondente, despachante e de office boy.  
 
Com suas vendas  eram a domicílio, McConnell convidou Persis Foster Eames Albee, sua amiga e viúva de um senador, para ser a primeira revendedora de sua nova empresa. Durante seis meses, Albee foi sua única funcionária e vagava de trem ou a cavalo para vender os produtos (perfumes).
 
Foi ela que, percebendo o grande potencial do negócio, convidou outras mulheres para montar o primeiro grupo de revendedoras da história da AVON.
 
Em 1896, a empresa, que já contava com 25 mil revendedoras nos Estados Unidos, com o seu primeiro catálogo para consulta, através do qual as consumidoras podiam escolher além dos tradicionais perfumes, uma gama de produtos para cuidados pessoais (sabonetes, pó-de-arroz, cremes para a pele, xampus, cremes de barbear etc.).
 
Nesse mesmo período, foi contratado o maior perfumista da época, Adolph Goetting, para trabalhar no recém-inaugurado laboratório de pesquisas da empresa, localizado em Suffern, Nova York.
 
A mudança de nome da empresa para AVON aconteceu em outubro de 1939, quando esta passou a atuar em outros estados americanos, além da Califórnia.
 
Na década de 50, com o crescente sucesso dos seus perfumes, várias filiais da AVON se espalharam – rapidamente - pelos cinco continentes. Ao final desta década, a AVON já estava presente em países como Venezuela, Alemanha, Inglaterra e Brasil e, na década de 60, ela ingressou em outros mercados como a Holanda, Bélgica, Itália, Espanha e Japão.
 
Igual a outras empresas, a AVON deixou de ser apenas uma companhia multinacional para se transformar em uma organização global. Iniciou sua grande expansão internacional quando foi formada a divisão internacional. Sua sede, nos Estados Unidos, passou a funcionar como um centro de negócios e as filiais agrupadas, atuavam como divisões autônomas. Todas operavam com produtos testados pela matriz, seguindo as exigências de cada mercado local.

Em 1954, a famosa campanha publicitária “Ding Dong, AVON Calling” (Ding Dong, AVON chama) foi introduzida com enorme sucesso.

 . Curiosidades:

. A escolha nome AVON para a empresa foi em homenagem a William Shakespeare, escritor nascido na cidade inglesa de Stratford-on Avon, de quem McConnell era um grande fã.

. A AVON começou a diversificar sua linha de produtos, com o lançamento de uma coleção de bijuterias, em 1971.

. Ela foi a primeira grande indústria de cosméticos que deixou oficialmente de usar animais para fins de pesquisa e testes, em 1989.

. A empresa passou a empregar o avançado sistema “living-flowers”. Antes, as essências aromáticas eram extraídas com a destruição da planta. Este novo processo preserva a vida da flor, extrai a sua essência aromática sem destruí-la e a reproduz sinteticamente em escala industrial.

Seu fundador: David H. McConnell
Fonte: Avon Company
 

. Fonte de Consulta: Mundo das Marcas