terça-feira, 23 de setembro de 2014

Remanescente da nossa História Colonial em Plena Área Urbana: Fazenda Capão do Bispo


 Imagem da sede da antiga fazenda Capão do Bispo
(Foto do meu acervo particular)
 

Toda as vezes que passo na Av. Dom Hélder Câmara (antiga Av. Suburbana), em Del Castilho, e vejo a antiga casa do Capão do Bispo, meus pensamentos viajam e divagam no tempo, imaginando a época do Brasil agrário, do trabalho escravo, dos senhores de engenho, de uma sociedade estritamente patriarcal, entre outros aspectos históricos que marcaram o nosso país colônia e império.

Por se encontrar um pouco recuada na referida avenida, a existência da casa grande (sede) da antiga fazenda pode e até passa despercebida por aqueles que trafegam desatentos aos detalhes do bairro.
No entanto, a sua arquitetura imponente, sobre uma baixa colina (20 m), contrastando com a área urbana, de tráfego intenso, contempla a paisagem por sua preservação em terreno com traços rurais, embora sem nenhuma singularidade da época áurea de sua produtividade devido ao seu aspecto de total abandono.
 
Fora a isso há uma placa informativa bem em frente ao seu número (n˚ 4616), indicando a sua localização.  Observa-se ainda, junto a esta, duas outras placas indicando o Norte Shopping, mais a frente e o Caminho Imperial.

Fotos do meu acervo particular (ambas tiradas em 20/09/2014)
 
 
 
Pra quem desconhece, o próprio percurso da Av. Dom Hélder Câmara foi uma via terrestre importantíssima na época (é claro que diferente do traçado atual, em duas pistas), não só pela mobilidade das pessoas, mas – sobretudo - pelo escoamento da produção agrícola até o porto de Inhaúma, que se localizava no atual bairro da Maré (atualmente, inexistente, pois fora aterrado).
 
Referenciada por várias denominações, trata-se da antiga Estrada Real de Santa Cruz, sendo reportada também como Caminho dos Jesuítas, Caminho Imperial, Caminho das Minas e Estrada Imperial de Santa Cruz. Vide a imagem, onde a mesma é considerada como Caminho Imperial.
 
Construída na segunda metade do Século XVIII, a casa grande constitui a sede da antiga fazenda Capão do Bispo, edificada – estrategicamente - no alto de uma colina baixa (20 m), em área de planície, que na época era caracterizada por diversos vales, cortados pelos rios Jacaré, Faria e Timbó, os quais eram utilizados como vias de transportes, segundo registros bibliográficos.
 



 Fotos do meu acervo particular (tirada em 20/09/2014)
 
 
 O termo “Capão” é uma referência à vegetação nativa, isto é, à uma “porção de mato isolado no meio do campo” e, “Bispo”, porque a referida propriedade rural pertencia ao Bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, o primeiro bispo natural do nosso estado e o sétimo a governar a Diocese do Rio de Janeiro, exercendo esta função no período de 20/12/1773 a 29/01/1805, ano em que veio a falecer.
 
 Imagem extraída da Internet (Fonte: IBPA)

 
Originalmente, a área correspondente à propriedade rural Capão do Bipo, assim como a extensa área de planície pertenciam a sesmaria doada por Estácio de Sá aos jesuítas, cuja concessão fora confirmada, em 1565, pela Corte de Lisboa. Em 1759, as mesmas foram confiscadas pela Coroa Portuguesa e leiloadas, a partir de 1761, quando um dos compradores foi o Bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco.
 
Segundo SILVA (2008), a extensão da fazenda Capão do Bispo correspondia, nos dias de hoje, aos bairros de Del Castilho e Pilares e parte dos bairros de Higienópolis, Cachambi, Maria da Graça, Abolição e Tomás Coelho.
 
O referido Bispo, tal como consta em registros bibliográficos, ainda possuía uma outra propriedade rural, a Quinta de Sant´Ana, cujo proprietário anterior havia sido João Barbosa Sá Freire.
 
Ambas, as fazendas faziam parte da Freguesia de São Tiago de Inhaúma, que foi elevada à esta categoria em 1743, após ser desmembrada da Freguesia de Irajá. O extenso território da Freguesia de Inhaúma englobava os seguintes bairros, atuais: Olaria, Ramos, Bonsucesso, Manguinhos, Benfica, Jacaré, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Lins de Vasconcelos, Méier, Cachambi, Maria da Graça, Higienópolis, Del Castilho, Todos os Santos, Engenho de Dentro, Água Santa, Encantado, Piedade, Quintino de Bocaiúva, Cascadura, Engenho Leal, Cavalcante, Tomás Coelho, Pilares, Abolição, Engenho da Rainha, Inhaúma e parte dos bairros do Caju, São Cristóvão, da Mangueira e de São Francisco Xavier. (SANTOS, 1987 citado por LIMA, em 2011).
 
 Vista aérea da extensão atual da propriedade Capão do Bispo
Imagem obtida por meio do Google Earth
 
Embora, a minha imaginação levasse à época da escravidão e, simultaneamente, às lavouras de cana-de-açúcar, a Fazenda do Capão do Bispo foi um importante núcleo divisor entre dois dos ciclos econômicos que marcaram a história do Brasil.
 
Primeiramente, esta vivenciou à época do ciclo da cana de açúcar, a primeira atividade economicamente organizada em nosso país (século XVI ao século XVIII), com emprego da mão de obra escrava. Os canaviais que existiam na atual área do município do Rio de Janeiro se estendiam pelas Zonas Norte e Oeste. Daí, a origem de topônimos de alguns bairros como Engenho Novo, Engenho Velho, Engenho da Rainha e Engenho de Dentro, por exemplos.
 
No Século XVIII, o Rio de Janeiro já se destacava como o terceiro maior produtor de açúcar do Brasil, sendo superado apenas pela produção do nordeste, mais especificamente, da Bahia e de Pernambuco, sendo – com isso – o principal produtor na porção meridional do nosso país.
 
Há registros que a fazenda Capão do Bispo cultivava, além da cana de açúcar, alimentos básicos, como a mandioca, milho, feijão, legumes, arroz, anil, cacau, hortaliças e frutas, bem como pecuária, com criação de gado bovino.
 
Posteriormente, esta vivenciou o declínio da produção açucareira em meio a ascensão de outro produto agrícola, o café, o qual tornar-se-ia a base econômica da região do Vale do Paraíba, no século XIX. E, notadamente, a propriedade rural do Capão do Bispo teve uma relevância ímpar neste novo ciclo econômico.
 
De acordo com diversas fontes bibliográficas, as sementes ou mudas de café, procedentes do Maranhão, chegaram à atual cidade do Rio de Janeiro na segunda metade do Século XVIII, entre 1760 e 1762, pelo chanceler da Relação, o desembargador João Castelo Branco, iniciando-se na região da Mata da Tijuca, por volta de 1760.
 
Segundo Lamego (1948), citado por FRANCISCO et ali (2011), em 1792, o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castello Branco cultivava, em sua propriedade, café da espécie coffea arabica junto com a cana de açúcar. Sendo a sua propriedade rural considerada um dos principais núcleos disseminadores de mudas de café, as quais deram suporte para o desenvolvimento da cultura cafeeira em parte do interior do atual Estado do Rio de Janeiro.
 
Em razão disso, atribui-se ao referido bispo, o papel de propulsor da cultura cafeeira em direção ao interior fluminense.
 
A monocultura cafeeira teve sua época áurea no Século XIX, entre 1820 e 1880, provida pela produtividade da região do Vale do Rio Paraíba fluminense, que possuía a maior produção mundial do grão (na frente da produção paulista).
 
Após a morte do bispo, ocorrida em 28 de janeiro de 1805, a fazenda Capão do Bispo passou para o seu sobrinho, Jacinto Mascarenhas Furtado de Mendonça. Depois deste e, ao longo dos anos, a referida fazenda teve diversos proprietários, inclusive, há informações que, posteriormente, parte da área de sua antiga fazenda foi loteada.
 
No final da primeira metade do século XX, a casa-sede do Capão do Bispo foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), mais precisamente, em 30 de agosto de 1947.
 
Em 1961, ela foi desapropriada, passando ao antigo governo do Estado da Guanabara, cuja emissão de posse foi datada em 1969.
 
Em situação de abandono, nas décadas de 50 e 60, a casa grande foi invadida por 30 famílias (“sem tetos”), sendo transformada em uma “cabeça de porco” (cortiço), situação que colocou em risco a sua estrutura física e conservação.
 
Na década de 1970, devido às péssimas condições de conservação e os riscos eminentes de desabamento, a propriedade foi desapropriada pela Administração Estadual e, durante dois anos (1973 a 1975), foi realizado um trabalho de restauração, quando o Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) ocupou a casa, instalando o Centro de Estudos Arqueológicos (CEA) e um Museu, aberto à visitação pública.
 
Hoje, no entanto, a situação é totalmente diferente. Desde que o governo estadual solicitou a devolução do imóvel ao Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), em 2011, a casa-sede do Capão do Bispo se encontra abandonada, sendo corroída com o passar dos anos, em consequência da falta de conservação.
 
As imagens atuais, tiradas no sábado passado (20/09/2014) em comparação a foto publicada no Especial Rio Antigo - Facebook, em 2011, registra muito bem este o agravamento deste processo de deterioração deste patrimônio histórico, que foi e, ainda é, de vital importância no contexto da história da nossa cidade e do próprio estado do Rio de Janeiro.

 
  Imagem extraída do Especial Rio Antigo - Facebook
 
 
  Foto do meu acervo particular
(tiradas em 20/09/2014)


Foto do meu acervo particular
(tiradas em 20/09/2014)




Fontes de Pesquisa
ArqRio

EncontroLatino Americano de Arqueologia

. LIMA, Rachel Gomes de. Contribuição a História da Freguesia de Inhaúma:
Elites, Usos e Formas de Apropriação das Terras, Relações Sociais e Econômicas – Revista Resenha Digital, Instituto Histórico e Geográfico Baixada de Irajá (IHGBI), Ano 1, Nº 2, Janeiro/Fevereiro/Março de 2012, RJ - Disponível em:
http://www.trilhosdorio.com.br/documentos/pdf/81838816-RESENHA-IHGBI-01-02-RES.pdf

. SILVA, Sandro Rodrigues da. A Fazenda do Capão do Bispo: criação e desenvolvimento do subúrbio do Rio de Janeiro. Revista O Arauto Leopoldinense – UNISUAM - Ano II, Nº 4, Outubro de 2008, RJ - Disponível em:
http://historiaunisuam.files.wordpress.com/2011/11/jornal-o-arauto-leopoldinense-nc2ba-4.pdf

Viagem ao Rio Antigo
 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Trabalho Escravo Contemporâneo: Tráfico e uso de Trabalho Infantil nas Plantações de Cacau na África


Imagem extraída da Internet para efeito ilustrativo
(Fonte: Sindicacau)


No âmbito da questão agrária, seja no mundo ou no Brasil, não podemos deixar de falar do trabalho escravo. Trabalho este diferente da época colonial, mas um pouco similar no sentido da exploração humana, da falta de liberdade e de relações pessoais, onde uma das partes se sente superior a outra.
 
Atualmente, ele é denominado de trabalho escravo contemporâneo ou trabalho escravo por dívida, quando são impostas e cobradas, ilegalmente, dívidas contraídas desde o transporte dos trabalhadores após o aliciamento e depois, quando estes chegam às fazendas.
 
Sendo assim, considera-se como escravidão, todo e qualquer forma de trabalho que leve à degradação e exploração humana, sustentada pela falta de liberdade dos trabalhadores, a qual pode estar associada aos seguintes fatores: 

 - apreensão de documentos pessoais;

- presença permanente e ameaçadora de “gatos”, capangas ou guardas armados;

- dívidas ilegalmente impostas e cobradas;

- localização geográfica distante que impeça ou dificulte a fuga.
 
Mas, não resta dúvida que o mais agravante é quando este envolve o tráfico e o uso de trabalho infantil, seja em qualquer segmento e setor da economia.
 
Pois bem, navegando na Internet, achei um documentário muito interessante acerca do cultivo de cacau, fruto também encontrado em nossas plantações. O detalhe é que este retrata o envolvimento de alguns países africanos com o tráfico e a exploração da mão de obra infantil nos cacauzais (plantações de cacau).
 
Como o documentário é antigo (2009), pesquisei ainda se o mesmo havia sido banido, mas pelo jeito, não, pois uma Instituição de Portugal iniciou uma Campanha de combate à exploração de crianças nas plantações de cacau africanas.
 
A Costa de Marfim, denunciada como o país que mais trafica e explora menores através de uma rede de pessoas (quadrilha, vamos assim dizer), é – atualmente – o maior produtor mundial de cacau.
 
As denúncias recaem sobre a empresa suíça Barry Callebaut, que é a maior fornecedora da matéria-prima para os fabricantes de chocolate, ou seja, ela vende a massa de cacau para diversas empresas, tais como a Nestlé, a Hershey's, a Mars (M&M's).
 
Estas, por sua vez, também são criticadas por comprarem a massa de cacau, tendo a noção do tráfico e uso do trabalho infantil, sem manifestarem – contudo – contra este tipo de trabalho, forçado e ilegal.
 
Logo, em seguida, fui pesquisar se a questão do tráfico e exploração de menores no referido país e/ou em outros no continente africano havia sido banido e, pelo jeito, não!
 
Mas, para a minha surpresa, encontrei outro vídeo que exibi uma Campanha, realizada por uma Instituição de Portugal, no combate à exploração de crianças nas plantações de cacau.
 
Vale a pena assistir ambos, os vídeos.
 
1. DocumentárioDenúncia O Lado Negro do Chocolate
 
 
2. Campanha: Lançamento do novo cacau quente Inspirit

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Encerramento da I Campanha da Solidariedade 2014



 Logotipo da Campanha da Solidariedade



Hoje, além de ter agendado uma reunião extraordinária para os responsáveis da Turma 1608, que não compareceram à primeira, realizada no dia 03 de setembro, fizemos a contagem final da Campanha da Solidariedade.
 
Não posso nem dizer que fechamos, pois assim que eu e os alunos Raí Alves, Marley do Carmo, Nilson   Vieira e Danilo Ribeiro guardamos as caixas e saímos do Refeitório da escola, a prof.ª Ilma Batalha nos chamou para entregar mais gelatinas e um saco de leite (200 gr). Estes foram guardados no meu armário para que, na próxima segunda feira, sejam acrescidos a uma caixa destinada a uma das Instituições beneficiadas.
 
Graças a Deus e à Comunidade Escolar da Escola Municipal Dilermando Cruz, a meta da gelatina foi alcançada e até superada em mais de 200 unidades. Quanto ao leite, infelizmente, o mesmo não aconteceu, mas tudo bem! O fato de podermos dar um número significativo de gêneros alimentícios e de brinquedos já é super válido.
 
Isso só veio a provar, mais uma vez, que a nossa Comunidade Escolar é solidária e capaz de atender os nossos pedidos. Só não conseguimos, ainda, os transportes para levar os donativos.
 
A prof.ª Sueli Vieira (Ciências) e minha irmã que sempre ajudou, transportando os alunos e os donativos para a Casa de Amparo à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo, em Irajá, desta vez, não poderá fazê-lo, pois teve o seu carro roubado há mais de um mês.
 
Estamos nos empenhandos, mas - até o presente momento - não conseguimos nada de concreto.
 
Como falei, acima, hoje, foi feita a triagem nas últimas arrecadações, tanto em termos de data de validade quanto no aspecto íntegro da embalagem (sem nenhuma violação ou danos). Depois de separá-los em caixas e rotularmos os destinos das mesmas (Casa de Ampao ou Hospital), nos certificarmos do total arrecadado e, ficamos felizes...
 
Total arrecado na I Campanha da Solidariedade
 
-  1.400 Unidades de Gelatina em Pó;

- 06 Kg de Gelatina em Pó;

- 97 Unidades de Leite em Pó Integral (400 gr), sendo 01 unidade de Leite em Pó Desnatado;

- 19 Unidades de Leite em Pó Integral (200 gr)

- 18 Unidades de Composto Lácteo (400 gr)
 

 
 
 
 
Ah, já ia me esquecendo... Tal como já aconteceu em edições anteriores da Campanha, alguém (aluno ou aluna) deixou uma mensagem de otimismo e força para os destinatários. Desta vez, não foi em bilhetinho, mas foi escrito no próprio envelope da gelatina. A mensagem escrita foi " Que Deus os proteja".  Lindo gesto altruísta, de amor ao próximo!
 




I Campanha da Solidariedade 2014

 
Grupo de alunas da Turma 1901 preparando-se para visitar as salas de aula
e divulgar o encerramento da I Campanha da Solidariedade
 
 
Tal como já mencionei, em postagens anteriores, as nossas expectativas aumentaram muito em relação a atingir a meta desta Campanha antes mesmo do Dia D da Campanha (26/08) e, assim continuaram...
 
Durante os outros dias da semana do evento, as contribuições continuaram, vindas dos mais diversos membros da Comunidade Escolar (alunos, professores, pessoal de apoio, responsáveis) e, até mesmo, os alunos da turma 1901 que ainda não haviam entregue (por ser a turma responsável pela Campanha, todos os alunos têm este compromisso).
 
Na 5ª feira, dia 28/08, o outro grupo de alunas se apresentou, de forma estilosa, nas salas de aulas, divulgando que o encerramento desta edição da Campanha (início do mês de setembro) e que, se alguém quisesse ainda contribuir com a mesma, que o fizesse até o dia 02/09 (3ª feira).
 
Fora isso, compramos os leites e gelatinas com o dinheiro que ganhamos e, ainda, compramos os brinquedos.
 
No dia 02/09, eu e os alunos Bruno dos Santos e Stephanie Caroline fomos até o comércio de Bonsucesso comprar os brinquedos da Campanha.
 
Há muito tempo deixamos de arrecadar brinquedos, pois muitos vinham em péssimas condições de uso. No entanto, nesta edição da Campanha, algumas alunas da Turma 1802 reservaram alguns brinquedos e doaram.
 
No mesmo dia (02/09) foi realizada uma nova triagem e contagem dos últimos donativos, incluindo nestes, os recebidos antes, durante e depois do evento do Dia D da Campanha.   
 
 
Da esquerda para direita, Gisele de Oliveira, Diana Mendonça, Vitória Azevedo,
Nicolly de Oliveira e Jussandra Nogueira

 
 
 
 
Da esquerda para direita, Marcos Vinícius, Raí Alves,
Thamires Alves, Nilson Vieira e Weslen Guedes
 

 
 

 

 



 Aluno do Fundamental I
 
 
 Os alunos Bruno dos Santos e Stephanie Caroline
 

 

 

 

 

 
 
 
 
  Imagem extraída da Internet (Fonte: Kdfrases) 


26 de Agosto: Dia D da I Campanha 2014 (Tarde)


Logotipo da Campanha da Solidariedade


No segundo turno, a maioria dos alunos que participou do evento no 1˚ turno (manhã) permaneceu no período da tarde, que encerrou mais cedo, após o término do intervalo do recreio das turmas do Fundamento I, isto é, mais ou menos, 15h30.
 
Algumas alunas assumiram a responsabilidade da mesa de arrecadação, enquanto os alunos Danilo Ribeiro e Nilson Vieira foram nas salas com as demais alunas.
 
Foi até bom a presença deles com as alunas, pois – embora eu não tenha comentado na postagem anterior – nós tivemos alguns incidentes, no 1˚ turno, por parte de alguns alunos de duas turmas do 6˚ Ano, que ainda não se sensibilizaram com o espírito de solidariedade e nem do exercício de cidadania.
 
Quando da divulgação e visita às salas de aula, pela manhã, as alunas foram hostilizadas por alguns alunos, tanto por expressões de baixo calão quanto por arremesso de objeto (borracha) que atingiu o rosto de uma delas.
 
Reações estas, totalmente, diferentes do espírito da Campanha e da atitude altruísta do grupo da Turma 1901.
 
Mas, graças a Deus, os casos foram isolados e envolveram um a, no máximo, dois alunos, demonstrando - assim - que a maioria dos discentes, de ambas as turmas envolvidas no incidente, é suficientemente madura, sabendo respeitar e ouvir aqueles que se encontram trabalhando por uma causa nobre, em prol de terceiros.
 
Pois bem, os referidos alunos foram advertidos tanto por mim, quanto pelo professor regente e pela Direção da escola. Foram casos isolados, mas que entristecem em razão da inversão de valores sublimadas por uma faixa etária tão nova.
 
Para o 2˚turno, tal como tinha sido combinado anteriormente, haveria troca dos alunos participantes, mas como a professora regente autorizou, desde a parte da manhã, a permanência dos mesmos, eu falei com o outro grupo para participarem em outro dia da mesma semana, já que as atividades teriam continuidade na 5ª feira seguinte.
 
Embora, a arrecadação tenha sido bem abaixo do 1˚turno, muitos alunos alegaram que haviam esquecido do evento e, com isso, de trazer os donativos (gelatinas e/ou leite em pó), mas os mesmos se comprometeram a entregar nos próximos dias.
 
Total arrecadado na parte da tarde:

 - 25 (vinte e cinco) gelatinas.



 O grupo trazendo alguns donativos



O aluno Leonardo (Turma 1703)
 

Aluno Ricardo (Turma 1204)
 

Aluno João Pedro (Turma 1204)
 

Aluna Sara (Turma 1204)
 

Aluna Mayara (Turma 1204)
 

Aluna Maria Luiza (Turma 1202)
 

 A aluna Nicolly de Oliveira (Turma 1901)

26 de Agosto: Dia D da I Campanha da Solidariedade 2014 (Manhã)


 Logotipo da Campanha da Solidariedade



A última semana de agosto começou iluminada, mais precisamente, um dia antes do Dia D da I Campanha da Solidariedade, pois só na 2ª feira (25/08) recebemos quase 200 gelatinas.
 
O pessimismo foi, aos poucos, sendo substituído por um sentimento de esperança e de vitória, os quais foram confirmados no grande evento, agendado para o dia seguinte, 26 de agosto (3ª feira).
 
Não era meu dia de trabalho, mas desde que assumi esta responsabilidade de orientar e coordenar o projeto, em 2007, sabia que isso teria que acontecer e, em nenhum momento até hoje, me arrependi dos feitos por esta boa causa.
 
O Dia D da Campanha da Solidariedade, em alusão ao "dia da Doação", ao "dia da Dilermando" ou ao "dia de Doar", foi planejado com o objetivo de dar maior ênfase à importância da mesma e obter mais doações por parte dos membros da Comunidade Escolar, sobretudo, daqueles que ainda não tivessem contribuído.
 
Sem a divulgação prévia por meio de cartazes espalhados na Unidade Escolar e, diretamente, em sala em sala, a realização do mesmo não teria nenhum resultado positivo.
 
Pela manhã, os alunos Nilson Vieira e Danilo Ribeiro ficaram responsáveis pela “mesa arrecadadora”, disposta no pátio interno da escola.
 

Da direita para esquerda, os alunos Danilo Ribeiro e Nilson Vieira

 
O grupo que visitou  as salas, convocando os alunos solidários para a entrega dos donativos no pátio era composto por oito alunas, sendo que a maioria se distinguiu dos dias antecedentes devido a apresenta estilosa.
 
 Da esquerda para direita, Liliana do Nascimento (em pé), Amanda Ferreira,
Beatriz Figueira, Ana Caroline Pereira, Graziele dos Santos, Jussandra Nogueira,
Dandara Morais e Taís Barros


 Aluna Liliana do Nascimento
 
A nossa mascote da Campanha, a Letina (mistura de leite com gelatina) também fez presença na parte da manhã (vide na imagem, ela se encontrava entre os alunos Nilson e Danilo). No entanto, como a mesma já se encontrava em péssimas condições de apresentação devido ao fato de ter sofrido avarias por ocasião de limpeza geral do local onde ela estava guardada, desde o final do ano passado (ela foi danificada ao ser manipulada), a mesma não pode participar do evento da tarde.
 
Total arrecadado na parte da manhã:

 - 178 (cento e setenta e oito) gelatinas;
 
- 10 (dez) sacos de leite (400 gr).


Os alunos Fabrício Palmeira e José Gabriel Martins (Turma 1801)

  Aluno Cauã Silva (Turma 1608)
 
As alunas Raissa Maiara e Graziele da Silva  (Turma 1801)
 
As alunas Tayná Justino e Helen Araújo (Turma 1608)
 
Professora Tamora

Eu e Jhenniffer Elizabeth (ex-aluna da primeira turma da Campanha)

 O grupo todo