sexta-feira, 31 de julho de 2015

Crônica: Aos Remos


Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
(Fonte: JusBrasil)

Eu, particularmente, adoro as crônicas de Martha Medeiros. Sua sensibilidade expressa entre linhas varia do humor à seriedade, em todos os aspectos da vida social, política e econômica do nosso país.
 
Selecionei para fechar as publicações do mês de julho, um tema muito controverso e atual, grave, cujos reflexos interferem direta e/ou indiretamente cada um de nós e, mais do que isso, aos olhos externos nos condenam, quando somos vítimas e, ao mesmo tempo, co-responsáveis pelo nível baixo que imputa a política brasileira.
 
A crônica abaixo reflete o sentimento de muitos brasileiros...
 
 
 AOS REMOS
Martha Medeiros


Não sou só eu que tenho a impressão de que estamos sentados sobre um barril de pólvora. É só dar uma espiada nos comentários deixados nas redes sociais, em conversas de bar, nas trocas de mensagens por WhatsApp, nos telejornais. O Brasil descarrilou, e agora?
 
Apagões, crise hídrica, obras superfaturadas que não terminam, escândalos de corrupção em todas as esferas, ausência crônica de segurança, aumento de impostos, saúde e educação vergonhosas, desgoverno evidente e início de uma recessão de que não se conhece ainda as consequências. Uma amiga pergunta no Facebook: “Todo mundo já decidiu para onde vai se mudar?”.
 
Ah, se fosse fácil assim. Fazer as malas e se mandar para algum lugar em que se pudesse caminhar pelas ruas sem medo, em que os policiais fossem bem treinados, em que houvesse metrô e muitas ciclovias, em que não se racionasse nada, a luz não caísse no meio da tarde e os tributos pagos revertessem em uma vida digna. É claro que qualquer nação tem problemas, mas o Brasil abusou da prerrogativa.
 
Eu adoraria fechar minhas contas e zarpar. Tenho condições de que raríssimas pessoas dispõem para fazer isso, a começar pelo meu trabalho, que não depende de nada a não ser de um laptop. Ainda assim, é muito difícil deixar amigos e familiares. E é frustrante desistir. Quem deserta está colocando um ponto final na confiança que um dia teve.
 
Por ora, ficarei, mas me pergunto: como ajudar este raio de país? De nada adianta declarar guerra à ponderação e incitar a violência. Em termos coletivos, o melhor caminho continua a ser a defesa da imprensa livre e sair todos às ruas de forma pacífica, como fizeram recentemente os parisienses por ocasião do atentado à Charlie Hebdo, como fizeram os argentinos por ocasião da morte do promotor Alberto Nisman, como fizemos nós mesmos em 2013 – é o jeito de exercer pressão e mostrar que nosso povo não é tão mole quanto parece.
 
Detalhe: de cara limpa, sem máscaras, sem queimar ônibus e destruir agências bancárias. Depredações são prova de fraqueza, não de força.
 
Nossa indignação coletiva precisa ser fotografada, filmada e difundida para o Planalto e o planeta, sem deixarmos de lado as atitudes particulares, que são fundamentais. É hora de agir com total responsabilidade dentro de casa, apagando as luzes, fechando as torneiras, economizando os gastos do prédio, do condomínio, da empresa. Essa corja política não merece nossos sacrifícios, eu sei, mas não podemos continuar esperando que eles resolvam hoje o que nunca os preocupou antes. Temos que tomar conta do Brasil, assumir este país que deu profundamente errado, mas que é nosso. Porque até aqui, perdemos de lavada. Eles lavavam dinheiro e nós lavávamos as mãos. Deu no que deu: escassez de água e de futuro.
 
Fonte: ZH

Lua Azul marca o final do Mês de Julho de 2015

  Foto da lua cheia no dia da Lua Azul de 31 de agosto de 2012
vista do Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini, no Brasil
(Fonte: Wikipédia)
 
O mês de julho não poderia encerrar de maneira mais especial, como a de hoje, tendo como fechamento o fenômeno da chamada "Lua Azul". Fenômeno este, que ocorre a cada 2,7 anos.
 
Sua última ocorrência foi em 31 de agosto de 2012 e, a partir deste ano (2015), o próximo irá se repetir no dia 31 de janeiro de 2018.
 
E, como vimos – desde ontem – o céu está limpo, com névoa na parte da manhã, mas o ar seco vai possibilitar que a lua seja vista à noite. Nos principais telejornais da manhã já confirmaram esta previsão.
 
Só que não pensem que a imagem que veremos será de uma lua de cor azul, pois este termo foi empregado como referência à segunda lua cheia que ocorre em um mesmo mês.
 
A primeira lua cheia do mês de julho aconteceu no dia 02, sendo esta – então – o segundo registro da fase da lua cheia. Com isso, o ano de 2015 fechará com a ocorrência de 13 luas cheias.
 
Há bastante controvérsias quanto à origem da denominação ao fenômeno de “ Lua Azul” e, uma delas explica que esta pode ter surgido devido a expressão em inglês empregada - na Edição da Revista Sky and Telescope, de março de 1946 -  “once in a blue moon”, cuja tradução é “acontecimento raro(Galeria do Meteorito).

Edição de Março de 1946 da revista Sky and Telescope.
Créditos: NASA / Sky and Telescope - Edição: Galeria do Meteorito

 Conforme explica a Galeria do Meteorito:
 
"O ciclo lunar dura 29.53 dias, e o ano tem 365.24 dias, portanto, a Lua Cheia acontece 12.37 vezes em cada ano. Existem 12 meses em cada ano, e uma pequena fração de 0.37 se acumula, resultando em 13 Luas Cheias a cada 2 ou 3 anos."
 
Vamos esperar até à noite para podermos apreciar a chamada “Lua Azul”. Vou tentar registrar com a minha câmera...
 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Campanha da Solidariedade 2015: O quê aconteceu?

 
 
Logotipo da Campanha da Solidariedade da E.M. Dilermando Cruz
 

Muitos alunos e até responsáveis me cobraram, no primeiro semestre deste ano, quando eu iria começar a arrecadação dos donativos para a Campanha de Solidariedade da E. M. Dilermando Cruz, da qual sou professora responsável desde 2007.
 
Como muitos sabem, tanto por fazer parte da Comunidade Escolar da mesma quanto por acesso ao Blog, a segunda turma - que assumiu o compromisso de arrecadação de donativos às duas Instituições ligadas ao tratamento de crianças com câncer (Hospital Mário Kroeff e Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo) - concluiu o Ensino Fundamental no ano passado, cabendo a escolha de uma nova turma para o ano subsequente, ou seja, 2015.
 
A escolha foi feita e alguns alunos da antiga turma (1901/2014), assim como o ex-aluno Deyvison Sousa (blusa e bermuda vermelha), todos no Ensino Médio, foram até à Unidade Escolar, no dia 06 de março do ano em curso, fazer o comunicado e convite à Turma 1602, a qual havia sido sugerida pelos próprios professores do I segmento do Ensino Fundamental, no ano passado.

 
Feito o convite e aceito, os alunos da Turma 1602 levaram o Termo de Autorização aos seus respectivos responsáveis, mas a Campanha mesmo não foi realizada.

No dia da Reunião dos Responsáveis do 1˚ Bimestre, realizada no sábado, dia 16 de maio, além dos informes gerais sobre o desempenho escolar e outros referentes à referida turma e a entrega dos boletins, os mesmos tomaram ciência dos motivos da não realização da Campanha  diante do quadro geral de indisciplina dos alunos.
 
As atividades pertinentes à arrecadação implicam, entre outras coisas, responsabilidade, compromisso, respeito, seriedade e organização. E, de uma forma geral, a grande maioria dos alunos ainda se mostra imatura a assumir tais “obrigações”.
 
Mas, tanto o último Conselho de Classe (2˚ Bimestre), onde – nós, professores e Direção - discutimos e procuramos estabelecer estratégias para amenizar a indisciplina geral das turmas do 6˚ Ano, quanto esse período do recesso escolar foram fundamentais para avaliar as possibilidades de engendrar ou não a I Campanha da Solidariedade do ano de 2015.
 
Sugeriram até que eu pegasse outra turma que leciono (no caso do 8˚ Ano) para que eu iniciasse a mesma, mas esta alternativa foge à regra de iniciar as atividades com os alunos que ingressaram no 6˚ Ano e, com a qual, vão assumir o compromisso até o 9˚ Ano, em 2018.  E, além disso, os responsáveis já concordaram com a participação dos alunos.
 
Neste primeiro semestre, a incerteza dominou a minha cabeça, mas eu fiz a minha parte, embora parcialmente, mas fiz. Arrecadei e doei, à Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo, algumas unidades de leite em pó, brinquedos usados em bom estado de conservação e roupas semi-novas e/ou usadas. A entrega foi feita no último dia 25 de julho(sábado).
 
Aguardem novidades...
 

 

Mensagem: Racismo e outros tipos de preconceitos são "coisas" de adulto

 

Imagem capturada na Internet
(Fonte: Blog do Ozaí)
 
"Ninguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,
jamais extinta".
Nelson Mandela
 
 
Nelson Mandela (1918-2013)
Imagem capturada na Internet
(Fonte: Wikipédia)

Curiosidade: As Excepcionais Esculturas de Chicletes


Imagem capturada na Internet
(Fonte: Blog AletP.com)

 
Diante dos diversos usos indevidos, em sala de aula, em algumas Unidades Escolares, por quais lecionei eram comuns – como regra – não usar, como, por exemplo, frasco de corretivo (liqui paper) e chicletes.
 
A princípio, pode até parecer um absurdo para muitos, mas quem vive a realidade de uma sala de aula, sabe muito bem que muitos alunos (e não são poucos) os empregam, tanto o corretivo quanto a goma de mascar, de forma indevida e, muitas vezes, com a intenção de prejudicar terceiros e/ou a parte estética da escola, sobretudo, de seu mobiliário.
 
Embora, alguns alunos continuem com a prática de usar o corretivo para pichar paredes e carteiras escolares, eu não os proíbo em sala de aula, advertindo sempre daquele que é flagrado fazendo o seu uso indevido.
 
No entanto, em minhas aulas, pelo menos, nas turmas do II segmento do Ensino Fundamental, eu não aceito o uso de chiclete.
 
É claro que eu justifico esta minha orientação, no primeiro dia do ano letivo, enumerando os reais motivos. Não se trata, apenas, de uma proibição pessoal, uma vez que a orientação também já partiu da Direção.
 
Os principais motivos perpassam não só por questões da origem da matéria-prima do chiclete (a borracha sintética), que é derivada do petróleo, assim como em outros aspectos ligados à saúde (dentária, mandibular, estomacal e higiênica, quando muitos levam as mãos a boca e ao chiclete), como por questões das expressões faciais (caras e caretas) de quem não sabe mascar direito e, também, pelo barulho ao produzir e estourar bolas de chiclete, os quais tiram a atenção dos colegas.
 
Incluo ainda, rol de motivos, as questões de educação e de respeito ao próximo, como por exemplo, fazer uso deste como um artifício para brincadeiras de mau gosto com os colegas, como colocar o chiclete na cadeira, no cabelo da menina, entre outras ações de efeito negativo.
 
Mas, diferentemente, das minhas advertências habituais, hoje, resolvi postar algo diferente e até curioso produzido a partir do chiclete, como matéria-prima. E, chiclete rosa.
 
Trata-se de esculturas de chicletes, verdadeiras obras de arte de autoria do artista italiano Maurizio Savini. Ele já expôs suas esculturas em diversas galerias de Arte, como em Londres (Inglaterra), Edimburgo (Escócia), Roma (Itália) e Berlim (Alemanha).
 
Suas esculturas são moldadas à partir do uso de uma faca em milhares de pedaços de chicletes quentes, as quais – depois de concluídas – são fixadas com formol e antibiótico, segundo informações prestadas no Zupi.com (Arquitetura & Design). Ainda de acordo com o referido site, os valores de suas peças chegam a 40 mil libras (sendo que, hoje, 1 libra equivale a, aproximadamente, R$ 5,20).
 





 



 






 
De repente, se o pessoal da limpeza da escola (COMLURB) conseguisse retirar e reservar todos os chicletes encontrados embaixo das carteiras, nas paredes e/ou jogados no chão, algumas esculturas poderiam ser reproduzidas, também, na escola. É claro que estas não ficariam tão perfeitas, não teriam a mesma cor e nem seriam peças a serem comercializadas, mas podem acreditar, matéria prima teríamos suficiente.
 
Fontes:

 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Dica de Evento Cultural: Circuito de Igrejas Históricas



Outra dica muito oportuna e ligada à história de nossa cidade é a do “Circuito de Igrejas Históricas”, isto é, uma caminhada cultural guiada e mediada por um historiador pelas principais igrejas históricas do Centro da cidade.
 
Quem sugeriu e compartilhou no Facebook foi uma amiga minha e professora de História da E. M. Dilermando Cruz, Patrícia Woolley.
 
Eu, infelizmente, não poderei ir, pois o data cai - justamente - no dia do aniversário da minha filha, mas se eu não tivesse nada neste dia, com certeza, participaria.
 
. Data: 30/08 (Domingo);
 . Horário/Duração: 08:00 às 12:00 hs;

 . Ponto de Encontro: Rua Dom Gerardo, 68 - Centro, Rio de Janeiro;
 
. Roteiro:

. Mosteiro de São Bento;

. Igreja Nossa Senhora da Candelária;

. Igreja Santa Cruz dos Militares;

. Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores;

. Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo;

. Antiga Catedral de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
 
. Inscrições: Estas deverão ser feitas pelo site www.expedicaocultura.com.br.

. Observação: Todos os carioquinhas terão 100% de desconto, promoção do Porta Mais Rio (parceiro e patrocinador).

Dica de Exposição: O Mar de Malta


Exposição Mar de Malta
Imagem do meu acervo particular


Conforme publiquei no dia 15 de junho, passado, o período da Exposição “Mar de Malta” no Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro, está chegando ao fim. A mostra vai até o próximo domingo, dia 02 de agosto (entrada livre e gratuita).
 
Independente da mesma fazer parte das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, eu – particularmente – adoro ver imagens do Rio antigo, sobretudo, de lugares conhecidos, pois nos remetem às transformações do nosso espaço geográfico. E esta evolução urbana é surpreendente. Viajo mentalmente...
 
Ir ao Centro da cidade é descortinar, em vários pontos, a história da nossa cidade, assim como a sua projeção em termos de território nacional. Casarios antigos, igrejas históricas e tantos outros marcos que registram épocas distintas são capazes de nos proporcionar grandes viagens no tempo.
 
Ontem, terça feira (28/07), eu e minha filha fomos, finalmente, ver a exposição do alagoano Augusto Cezar Malta de Campos (1864-1957) que, durante o período de 1903 a 1943, prestou serviço como fotógrafo à Prefeitura do Rio de Janeiro.
 

 

 
 
Obelisco da Av. Rio Branco

 
Casa de Banhos de Mar na rua Santa Luzia (1907) 

Regatas na Praia de Botafogo (1915)

 
Passeio Público (1910)


 
Av. Beira Mar (1906)
 
 
 
Túnel Novo (sem identificação da data)


 
 Praia do Flamengo (1935)
 
 
Praia de Copacabana (1915)
 
Praia de Copacabana, vista do Copacabana Palace Hotel
(sem data)

 
Praia do Flamengo (1934)
 
 
Largo da Glória e Praia do Russel (1905)
 
Comitiva do Prefeito Paulo de Frontin na Av. Niemeyer (1919)

 

 
Quem for ao Centro Cultural da Justiça Federal, além de ver a referida exposição, vai poder ver outras mostras fotográficas, assim como admirar o prédio da Justiça (inaugurado em 31 de março de 1909), seus ambientes internos, com mobiliários de época, vestimentas, vitrais, lustres e outros objetos de seu acervo.
 

 



 
 
Local: Centro Cultural Justiça Federal
Endereço:Av. Rio Branco 241 – Centro
Informações: (21) 3261.2550

Encerramento: 02/08/2015
Horário: 12h00 às 19h00
Entrada: Livre e gratuita