segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dica de Site: Imagens de Domínio Público

Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay

Para quem é da mesma área de conhecimento que a minha, sabe o quanto a imagem se constitui uma aliada ferramenta à explanação e compreensão do conteúdo a ser trabalhado. Daí a minha inseparável máquina digital para registros diários e, ao mesmo tempo, da pesquisa incessante na Internet por novas imagens que possam atender aos meus objetivos.

Durante esse tempo todo de blogueira em uma só ocasião tive problemas concernentes a direitos autorais por uso indevido de imagem. Na época, não lembro se eu tive esse cuidado ou, realmente, não havia nada que indicasse as restrições. Foi em uma matéria sobre o Morro do Alemão, no qual eu explicava a origem do nome apregoado a ele.

Sofri até Cyberbullying (Bullying digital) pela pessoa que me acusou de roubar a imagem e de ter causado prejuízo financeiro a ele por isso. Para o profissional que ele se dizia ser, as palavras proferidas a mim não combinavam com o perfil de uma pessoa do mesmo ofício.

Tive muitos internautas me apoiando, tendo em vista que a minha intenção nunca foi de me apropriar indevidamente de imagens de terceiros. Resolvido, em parte, o impasse criado, eu excluí o artigo e a imagem.

Com base nessa situação conflituosa no meio virtual é que aproveito para compartilhar uma dica de site que atende – a princípio – a vinculação de imagens nas publicações e, sobretudo, de ilustrações livres, ou seja, de domínio público (grátis). Além de fotos e plano de fundo, ele compartilha imagens vetoriais e vídeos.





Trata-se do site Pixabay. Nele, ainda há como filtrar os resultados e, também, obter imagens em preto e branco. Infelizmente, não as mesmas. Pelo menos, eu tentei ver se as convertia, mas não obtive êxito.

O site disponibiliza muitas ilustrações e de várias categorias (pessoas, animais, natureza, indústrias, educação etc.). Vale a pena conferir!






Acesse e navegue sem pressa no PIXABAY (clique no nome).

domingo, 30 de outubro de 2016

Um Bonito Conto de Paulo Coelho

Imagem capturada na Internet 
Fonte: Pixabay


Um homem, o seu cavalo e o seu cão iam por um caminho.
Quando passavam perto de uma árvore enorme, caiu um raio e os três morreram fulminados.
Mas o homem não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo, e prosseguiu o seu caminho com os seus dois animais (às vezes os mortos andam um certo tempo antes de tomarem consciência da sua nova condição…)

O caminho era muito comprido e, colina acima, o Sol estava muito intenso; eles estavam suados e sedentos.
Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore, que conduzia a uma praça pavimentada com portais de ouro.
O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada e travou com ele, o seguinte diálogo:
- Bons dias.
- Bons dias – Respondeu o guardião.
- Como se chama este lugar tão bonito?
- Aqui é o céu.
- Que bom termos chegado ao Céu, porque estamos sedentos!
- Você pode entrar e beber quanta água queira. E o guardião apontou a fonte.
- Mas o meu cavalo e o meu cão também têm sede...
- Sinto muito – disse o guardião – mas aqui não é permitida a entrada de animais.

O homem levantou-se com grande desgosto, visto que tinha muitíssima sede, mas não pensava em beber sozinho.
Agradeceu ao guardião e seguiu adiante.
Depois de caminhar um bom pedaço de tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a um outro sítio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra ladeado por árvores...
À sombra de uma das árvores estava deitado um homem, com a cabeça tapada por um chapéu. Dormia, provavelmente.

- Bons dias – disse o caminhante.
O homem respondeu com um aceno.
- Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e eu.
- Há uma fonte no meio daquelas rochas – disse o homem apontando o lugar.
- Podeis beber toda a água que quiserdes.
O homem, o cavalo e o cão foram até à fonte e mataram a sua sede.
O caminhante voltou atrás, para agradecer ao homem.
- Podeis voltar sempre que quiserdes – respondeu este.
- A propósito, como se chama este lugar? – Perguntou o caminhante.
- CÉU.
- O Céu? Mas, o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu!
- Ali não é o Céu, é o inferno – contradisse o guardião.
O caminhante ficou perplexo.
- Deverias proibir que utilizem o vosso nome! Essa informação falsa deve provocar grandes confusões! – Advertiu o caminhante.
- De modo nenhum! – Respondeu o guardião – na realidade, fazem-nos um grande favor, porque ficam ali todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos…

Outubro Rosa é o Ano Inteiro


Campanha da Marvel - Imagem capturada na Internet
Fonte: Mundo HQ

Eu reconheço e admito o meu atraso em termos de postagem acerca do “Outubro Rosa”, mas, eu não desisti de publicar algo a respeito, mesmo estando no penúltimo dia do referido mês, tendo em vista – inclusive – que a causa é nobre e não se restringe a uma única ocasião. É algo para ser tratado o ano inteiro.

Afinal de conta, a Campanha no mês de outubro é para conscientizar às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Que é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo todo, inclusive, no Brasil, depois do câncer de pele (não melanoma). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), anualmente, cerca de 25% dos novos casos da doença são de câncer de mama.

E, para quem desconhece, ele não atinge só as mulheres. Os homens também podem desenvolvê-lo, já que possuem tecido mamário. No entanto, esse tipo de câncer é mais raro nos homens, representando apenas 1% do total dos casos da doença. Isso se deve ao fato das células dos dutos mamários masculinos serem menos desenvolvidas em comparação com os das mulheres e, também, porque eles – em geral – apresentam níveis mais baixos de hormônios femininos, que afetam o crescimento das células da mama.

Só para se ter uma ideia deste quadro, segundo o INCA, em 2013, morreram 14.388 pessoas por causa do câncer de mama, sendo 181 do sexo masculino e 14.206 do sexo feminino.

A maior incidência de casos de câncer de mama é acima dos 35 anos, sobretudo, após os 50 anos. Independentemente do nível de desenvolvimento dos países, os levantamentos estatísticos indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.

De acordo com o INCA, no Brasil, estima-se que, para este ano (2016), novos casos de câncer de mama seja na ordem de 57.960 ocorrências.

Daí a importância de promover a conscientização para que se alcance – cada vez mais – ações preventivas pelo seu diagnóstico precoce.

A Campanha “Outubro Rosa teve início nos EUA, no final do século passado (década de 90), desde quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou o laço cor-de-rosa como símbolo do câncer de mama e distribuiu diversos exemplares entre os participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA), em 1990. A Corrida pela Cura passou, desde então, a ser um evento anual, na cidade, associado à exibição dos laços cor-de-rosa, o símbolo oficial associado ao câncer de mama.

Mas, só foi em 1997, que o mês de outubro foi vinculado à doença e, consequentemente, à cor rosa (laço cor de rosa). Entidades das cidades de Yuba e Lodi, nos EUA, tomaram a iniciativa de comemorar e promover efetivamente ações voltadas à importância da conscientização quanto ao diagnóstico precoce do câncer de mama, escolhendo e denominando o mês como Outubro Rosa.

Inicialmente, as cidades eram apenas enfeitadas com os laços rosas, especialmente, os locais públicos, de maior movimentação da população. Posteriormente, outras ações foram adotadas com a mesma finalidade, como corridas, desfiles de moda com mulheres vítimas de câncer de mama, partidas de boliche etc.

Desde então e, até hoje, todas ações são direcionadas a este propósito, isto é, da conscientização da população quanto à importância da prevenção da doença (câncer de mama) através do diagnóstico precoce, que pode ser feito, primeiramente, por um simples autoexame da mama ou a observação de alguns sinais de mudanças na região do peito e das axilas. Atenção dobrada para aqueles que também têm um histórico de família, isto é, casos de câncer entre os membros da sua família.

É claro que os procedimentos de autoexame e da observação quanto mudanças não são eficazes para diagnosticar o câncer de mama, mas eles se configuram como importantes sinalizadores, cabendo ao profissional da área da saúde (médico ginecologista ou mastologista ou oncologista) realizar, novamente, o exame de toque, assim como o encaminhamento a outros mais específicos, como a mamografia, por exemplo, capaz de confirmar ou não a doença. Lembrando que há outros exames de alta resolução para o diagnóstico da doença, além da mamografia.

O Jornal Nexo fez uma grande matéria a respeito da Campanha Outubro Rosa, bastante esclarecedora e coloca em “xeque” a importância do autoexame. Segundo o mesmo, nem os EUA e nem o Brasil recomendam mais o autoexame das mamas.

Eu diria, como mencionei anteriormente, ele serve como mero sinalizador que há algo anormal, como um nódulo, por exemplo. Mas, caberia a outros exames específicos o diagnóstico propriamente dito, que não envolvem só a mamografia.

De acordo com o referido jornal, o INCA adverte que o exame de mamografia quando realizado antes dos 50 anos pode conferir resultados errados.

“ (...) um dos riscos da mamografia anual antes dos 50 anos é a maior chance de o exame apresentar um falso-positivo levando, assim, a uma biópsia desnecessária. Há também o impacto psicológico desse diagnóstico errôneo. E há evidências do Instituto de Câncer da Holanda que mostram que a radiação do exame pode causar câncer - o risco é pequeno, mas existe. A melhor forma de diagnóstico precoce é reportando qualquer alteração nas mamas para o médico. ”

É claro que a consulta ao médico é imprescindível.

Hoje, a Campanha “Outubro Rosa” é comemorado no mundo todo. E, além de diversas ações nas Instituições da área de Saúde (pública e/ou privada) e nas mídias, quer seja em termos de redução do preço do exame de mamografia quer seja a nível de divulgação, muitos monumentos turísticos e prédios públicos, por exemplos, são iluminados com holofotes de cor rosa, como forma de destacar e homenagear o mês de referência à referida Campanha mundial.

Na verdade, a iluminação artificial nestes monumentos e em outras edificações consegue transmitir – de forma fácil e direta – a importância da conscientização quanto à gravidade da doença e, ao mesmo tempo, quanto à prevenção da mesma a partir do diagnóstico precoce. Quanto mais cedo, o câncer for descoberto (seja o tipo que for), maior será a probabilidade de o tratamento dar certo e de haver a cura.

Ontem, depois de muito tempo, eu consegui fotografar a Igreja da Penha, que também aderiu à Campanha.


Igreja da Penha (RJ) iluminada de rosa em duas situações
Fotos do meu acervo particular


O interessante é que alguns comerciantes também participaram, estabelecendo a uniformização do uso de blusa rosa a todos os funcionários (homens e mulheres) durante este mês, sobretudo, em Magazines e/ou lojas voltadas para o público feminino.  

A Marvel, entre outras Revistas de HQ, também aderiu à Campanha Outubro Rosa e publicou diversas capas, sobretudo, de personagens femininas em tons rosados ou expondo o autoexame. Mas, como se pode perceber, os personagens masculinos também foram focados na Campanha.







Imagens capturadas na Internet
Fontes: Mundo HQ
                                     Universo Marvel 616

E, como mencionei, logo, no início desta matéria, a causa é nobre e, por isso não deve ficar restrito ao mês de outubro. É preciso ser mais consciente a fim de que as estatísticas - em termos de mortalidade por câncer de mama - não continuem crescendo a cada ano. 

Outubro Rosa é o ano inteiro!


Imagem capturada na Internet
Fonte:  SOS Solteiros


Fontes de Pesquisa





Outubro Rosa não acabou!



Se há uma pessoa altamente procrastinadora, essa pessoa sou eu! Na verdade, há uma mescla de atitudes, tipo assim, “deixar para lá” com “estou sem tempo” e, ainda, “estou exacerbada de tarefas” e "estou morta de cansaço".

Situações distintas que podem justificar os meus atrasos em relação às postagens no Blog. Acreditei que a redução de turmas iria me proporcionar mais tempo e dedicação à elaboração de matérias, mas que nada! Parece até que as tarefas aumentaram e se acumularam sem serem concluídas. Será a idade? Ou, quem sabe, a desaceleração dos movimentos físicos e dos pensamentos?

Só para se ter uma noção da situação delineada, o mês de outubro está para acabar daqui a dois dias e a minha pretensão inicial era publicar algo sobre o “outubro rosa”, aproveitando a imagem da Igreja da Penha (Rio de Janeiro) iluminada, no mesmo tom, à noite. Traduzindo... Não publiquei nada e, muito menos, tirei a foto da igreja. Antigamente era bem mais fácil, pois - da minha janela da sala - eu avistava a igreja e a contemplava a todo instante.

Mudei-me para o mesmo bairro, mas a sua vista desapareceu por completo da janela da minha sala. Nada tem sentido religioso, apenas as varandas de terceiros, com suas plantas, animais descansando, mesas e cadeiras.

Sempre, quando saio e chego em casa, tarde da noite, ao passar por ela, soberana e iluminada, erguida no alto de um penhasco de granito, percebo que esqueci a máquina digital. Celular, nem pensar, pois eu não consigo. Nunca sai perfeito. Saí, simplesmente, tremido!

Mas, nada me faz desistir das ideias e, por mais atraso que se possa configurar, estas se materializam através do simples ato de digita-las tal como era a proposta original. Mesmo sabendo que poderei sujeitar-me a um ou mais julgamentos, críticos, o meu objetivo deve ser alcançado a todo custo. 

E é por esta razão que estou aqui! Para retomar as postagens e aproveitar para falar do "Outubro Rosa" e, também, do "Novembro Azul".  

domingo, 23 de outubro de 2016

Curiosidades: Nomes dados ao Brasil

Imagem capturada na Internet
Fonte: Imagens Top

Até hoje, em todas as minhas turmas, há alunos que se surpreendem, quando eu respondo que eles erraram a resposta, quando pergunto o nome oficial do nosso país. Evidentemente que, na maioria das vezes, a resposta obtida sempre foi “Brasil”, apesar de alguns acertarem. Não os culpam por isso, pois – em geral - os países são conhecidos não pelo nome oficial, mas sim pela forma mais simplificada, como:

. Estado Plurinacional da Bolívia (Bolívia);
. República Popular da China (China);
. República Federal Democrática da Etiópia (Etiópia);
. República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte);
. República Helênica (Grécia).

Além disso, não posso afirmar que eles têm o hábito de ler, com atenção, as cédulas de dinheiro ou documentos oficiais onde vêm escrito, de forma padrão, o nome oficial do nosso país.



Cédulas escaneadas e trabalhadas no Adobe Photoshop

Em função disso e para atender a curiosidade de muitos, resolvi publicar os nomes que o nosso país, Brasil, recebeu desde o período anterior à chegada dos portugueses as nossas terras, ou seja, desde a denominação dada pelos povos que aqui habitavam, os quais foram chamados de indígenas ou índios.

Mas, vale ressaltar, ainda, que embora esses sejam os principais, diversos autores assinalam outras expressões, citadas e registradas em referência às atuais terras brasileiras, como – por exemplo - Terra dos Papagaios, Rio de Brasil, Estado do Brazyl e Província de Santa Cruz. Para saber mais sobre esses, clique no site Guia Geográfico (indicado nas Fontes de Pesquisa).

Vejamos as principais denominações de nossas terras:  

. Pindorama (1500): Foi o nome atribuído às nossas terras por algumas tribos indígenas, no período anterior à chegada dos portugueses ao Brasil (1500), ou seja, no chamado "Período Pré-Cabralino". Em tupi-guarani significa “terra das palmeiras”.

Nativos das atuais terras brasileiras (Período Pré-Cabralino)
Imagem capturada na Internet 

. Terra de Vera Cruz ou Ilha de Vera Cruz (1500 a 1501): Foi o nome dado pelos portugueses ao chegarem à costa litorânea do Nordeste, o qual foi relatado na Carta de Pero Vaz de Caminha, como nome dado por Pedro Álvares Cabral. Foi um nome provisório, de referência cristã, professando a Igreja Católica Apostólica Romana.
O termo Ilha de Vera Cruz foi empregado também por Pero Vaz de Caminha na assinatura de sua Carta, em 1˚ de maio de 1500.


. Terra de Santa Cruz (1501 a 1503): Nome atribuído pelos portugueses às novas terras. Ele consta – como registro histórico - em uma carta, em espanhol, datada de 29 de julho de 1501, do rei Dom Manuel, informando aos Reis Católicos a descoberta do Brasil. 

Primeira Missa do Brasil  
Referência à expressão "Cruz" nos primeiros nomes
dados pelos portugueses às terras brasileiras
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipedia - Imagem: Victor Meirelles

. Brasil (1503 a 1824): Nome oficial, dado pelos portugueses, em razão da ocorrência de grande quantidade de árvores de pau-brasil (planta taxonomicamente conhecida por Caesalpinia echinata Lam) na costa litorânea brasileira (espécie nativa da Mata Atlântica). O pau brasil foi bastante explorado pelos portugueses por causa de sua seiva avermelhada, cuja corante era apreciado e valorizado muito nas cortes europeias para tingimento de tapetes, vestuários etc.

As áreas de ocorrência do pau-brasil se estendiam 
do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro.
Imagem capturada na Internet - Fonte: Só História


Corte transversal do tronco do pau-brasil 
Imagem capturada na Internet - Fonte: Ciência na Rua

. Império do Brasil (1824 a 1891): Com a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, D. Pedro I ordenou a elaboração da primeira Constituição do Brasil, oficialmente denominada Constituição Política do Império do Brasil, promulgada em 1824. Nesta foi definido o novo nome do país, fazendo referência à forma monárquica de governo (império).

D. Pedro I 
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia - Imagem de Simplício Rodrigues de Sá 

. Estados Unidos do Brasil (1891 a 1969): Com a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, o nome de nosso país precisou ser alterado, pois a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil havia sido derrubada. Em seu preâmbulo, o nome Republica (sem acento) foi inserido, ficando Republica dos Estados Unidos do Brazil (depois mudou para Brasil). A expressão "Estados Unidos" reforçava a unidade territorial e o sistema federativo.

Proclamação da República
Imagem capturada na Internet 
Fonte: Wikipedia - Imagem de Benedito Calixto


. República Federativa do Brasil (1969 até hoje): O nome do país foi alterado na Constituição de 1969, reforçando assim o termo que faz referência à forma de governo, a República Federativa, sob o sistema presidencialista.

Mapa político e regional do Brasil
Imagem capturada na Internet


Fontes de Consulta

. DUARTE, Marcelo. O Guia dos Curiosos. São Paulo, Panda Books, 2011.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Haiti no Meio das Forças Antagônicas da Dinâmica da Natureza

Furacão Matthew no Mar do Caribe
Imagem de satélite registrada pela Nasa
Imagem capturada na Internet


Aproveitando os últimos fatos ocorridos no continente americano, sob contexto da dinâmica ambiental ou, como alguns preferem dizer a “Fúria ou Ira da Natureza”, eu chamei a atenção dos alunos sobre a situação e localização geográfica do Haiti e demais países da América Central Insular.

Enfatizei mais o Haiti em razão das correlações de dois eventos ocorridos em seu território à dinâmica ambiental da região, onde o país se encontra localizado e que agravaram diretamente as suas condições socioeconômicas, precárias, as quais o colocam como o mantém como o país mais pobre de todo o continente americano.


Se já não bastasse a pobreza por qual perpassa a grande maioria de sua população, vivendo com cerca de US$ 2 por dia, a sua localização geográfica o torna, constantemente, sujeito às instabilidades da dinâmica natural da região, tanto no que se refere a ação dos agentes endógenos (ligados ao tectonismo) quanto dos agentes exógenos (ligados ao clima), os quais contribuem de forma bastante negativa para aumentar o caos econômico e social da sua população.

Segundo um Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no dia 13 passado (quinta-feira passada), o Haiti é o país com o maior número de vítimas fatais por catástrofes naturais.

O relatório ainda destaca que os países que apresentam elevados números de mortes por desastres naturais são, em geral, subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento, levando à conclusão que as estatísticas relacionadas a esses números de mortos estão diretamente associadas ao nível de desenvolvimento do país e de renda da população.

Isso é inquestionável, pois a quase totalidade ou todos os países subdesenvolvidos (e até, muitos em desenvolvimento) não possuem equipamentos de monitoramento permanente acerca do acompanhamento e observações (prevenção) a esses eventos, sobretudo, os de caráter tectônico, muitas vezes não apresentam infraestrutura adequada e com material de qualidade em termos de construções (habitações, escolas, hospitais etc.) e nem logística eficiente para abrigar e proteger as vítimas desses eventos naturais. Daí o número elevado de vítimas fatais, seja em fenômenos ligados à dinâmica interna e/ou externa da Terra.

Não é à toa que os especialistas sempre ratificaram que quem mais sofrerá os efeitos do Aquecimento Global são as populações pobres.

O referido relatório ainda assinala que, em geral, os terremotos e tsunamis (ondas gigantes formada após um abalo sísmico no fundo do mar/maremoto) são os que causam mais vítimas fatais, seguidos pelos fenômenos relacionados ao clima.

Em janeiro de 2010, o país sofreu um forte terremoto, de magnitude 7,0 graus na escala Richter, com epicentro a 16 Km ao sudoeste de sua capital, Porto Príncipe, o que foi mais agravante, pois atingiu uma área bastante populosa e pobre. Este sismo foi considerado o mais mortal dos últimos 20 anos, que resultou na morte de mais de 220 mil pessoas no Haiti.


O Haiti se encontra localizado na porção oeste da ilha Hispaniola, do outro lado, em sua porção leste, se localiza a República Dominicana. A referida ilha está situada em um ponto de convergência (encontro) entre as placas tectônicas (placas do Caribe e a Norte-Americana), cujo movimento se faz por deslizamento lateral (a placa Norte-Americana se movimenta em direção leste-oeste, enquanto a placa do Caribe se movimenta em direção oposta). O ritmo médio do deslizamento lateral entre as placas tem sido na ordem de 8 milímetros por ano.

Ilha Hispaniola (Haiti e Rep. Dominicana)
Imagem capturada na Internet


Detalhe da Placa do Caribe, sobre a qual se encontra o Haiti
Imagem reproduzida no Adobe Photoshop


Além deste movimento entre as placas, há um sistema de falhas no país, composto pela falha Setentrional, ao norte, e pela falha Enriquillo-Plaintain Cargen, ao sul do Haiti. Esta última se estende da República Dominicana à Jamaica e foi a responsável direta pelo terremoto no Haiti, ocorrido no dia 12 de janeiro de 2010.


Movimento das Placas por deslizamento lateral
Imagem capturada na Internet
Fonte: Apolo11.com

De acordo, com as notícias vinculadas, na época, logo depois do grande tremor de terra, dois fortes abalos ocorreram, cujas magnitudes foram de 5,9 e 5,5 graus na escala Richter, respectivamente. Depois, mais de 30 abalos ocorreram no período das 10 horas subsequentes.

Além das perdas humanas, mais de 220 mil pessoas, as perdas materiais (construções) e econômicas foram bastante significativas. A epidemia de cólera, após o terremoto, foi outro problema no país, pois provocou a morte de mais de 9.000 pessoas.  

Após esse episódio tectônico, em 2010, o Haiti também presenciou a redução de sua população, visto que uma grande onda de emigração foi desencadeada após o terremoto. Além dos vários haitianos deslocados, internamente, isto é, aqueles que migraram para outras cidades do próprio país (deslocados internos) houve um elevado número de emigrantes, que buscaram melhores condições de vida em outros países, inclusive, no Brasil.  

Estima-se que mais 45 mil haitianos vieram para o nosso país desde 2010, após o forte terremoto no Haiti. No entanto, muitos estão deixando o Brasil diante das dificuldades encontradas em razão da crise econômica por qual passa o país. 


Imagem capturada na Internet
Fonte: Pressenza 
(Crédito da Imagem: http://bit.ly/1qceOv4)

Apesar de já ter passado seis anos, o país ainda sofre sequelas deste forte terremoto, pois a reconstrução efetiva das áreas arruinadas direta e/ou indiretamente pelo episódio tectônico não foi concluída.

E, se não bastasse isso e o temor de outros abalos sísmicos, dos quais o Haiti está sujeito por sua localização geográfica entre placas tectônicas – assim como outros países da América Central (Continental e Insular), o país tem mais um agravante de conotação natural proveniente da dinâmica externa, ou seja, ligada às intempéries climáticas (agentes exógenos), pois ele está situado também na rota dos ciclones tropicais e dos furacões.

Imagem capturada na Internet


Com isso, mais uma vez, o Haiti ficou sucumbido às forças da natureza e sofreu uma nova catástrofe em consequência de um fenômeno exógeno, isto é, a passagem de um furacão.

No dia 04 de outubro, o furacão Matthew, de categoria 4 (em uma escala que vai até 5), com ventos de cerca de 230 km/h chegou ao país, trazendo - mais uma vez - um rastro de destruição, dor e sofrimento

Árvores, postes, marquises e pontes foram derrubados, assim como foram destruídas inúmeras construções (casas, hospitais, escolas etc.) e plantações. E, para piorar a situação, o número de mortos foi bem elevado, calcula-se que cerca de mil pessoas morreram e 175 mil ficaram desabrigados.

De acordo com as informações publicadas nas mídias, estes números podem aumentar, pois nem todas as áreas afetadas diretamente pelo furacão Matthew foram contabilizadas.

São mais de 2 milhões de habitantes afetados pelo furacão Matthew e necessitando de ajuda humanitária. Em muitas localidades, além da destruição das lavouras e da perda de gado, os estoques de água também foram danificados, o que aumenta consideravelmente os riscos de novas epidemias de cólera, malária e da incidência de desnutrição.

O Haiti está enfrentando seu maior desastre humanitário 
desde o terremoto de 2010” 
(Mourad Wahba, coordenador humanitário da ONU).


Danos causados pela passagem do Furacão Matthew 
Imagem capturada na Internet
Foto: MINUSTAH / Logan Abassi


Cidade de Jeremie, no Haiti
 Imagem capturada na Internet
Fonte: Revista Veja -  Foto: Nicolas Garcia/AFP 


Menina carrega galão de água após a passagem do furacão Matthew.
 Surto de cólera é mais uma ameaça à vida da população haitiana.
Imagem capturada na Internet
Fonte: Revista Veja


Resumindo a formação do Furacão

Imagem capturada na Internet


Fontes de Consulta

. Agência Brasil

. El País

. Jornal O Globo impresso (várias edições)

. Nações Unidas no Brasil

. Portal G1

. Revista Veja