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sábado, 7 de janeiro de 2017

Neve no Deserto do Saara

Neve no deserto do Saara (região de Aïn Sefra, Argélia)
Imagem capturada na Internet
Fonte: Revista Veja - Foto: Karin Bouchetata

Um fato interessante, ocorrido no final do ano passado, e que levou muitas pessoas a questionarem se é possível de acontecer foi a precipitação de neve no deserto do Saara, na região de Aïn Sefra, localizada na província de Naâma, na Argélia. Isso mesmo!

A precipitação nival ocorreu no dia 19 de dezembro de 2016, cobrindo montanhas e as areias do deserto do Saara. Não foi a primeira vez que isso aconteceu na região. Segundo as notícias vinculadas ao fato, esta foi a segunda vez que caiu neve na proximidade de Aïn Sefra (a primeira foi em 1979).

Apesar disso, muitas pessoas ficaram surpresas, inclusive, o próprio argelino Karim Bouchetata, fotógrafo amador que registrou e divulgou as imagens.

Como muitos sabem uma das características principais das regiões desérticas de clima árido são os baixos índices pluviométricos (de chuvas), mas chove, pouco, mas chove. Além disso, a amplitude térmica (diferença entre a temperatura máxima e mínima durante o dia) é muito acentuada na estação do verão, ou seja, no período diurno, as temperaturas são altíssimas (chegando a atingir 50°C), enquanto que no período noturno, elas despencam, podendo atingir 10°C a 0°C. Mas, isso no verão.  

Para haver precipitação nival (queda de neve) é necessário a combinação de alguns elementos atmosféricos, melhor dizendo, é preciso que a temperatura esteja baixa e haja umidade no ar.

Além disso, outros fatores climáticos influenciaram, como a altitude e a massa de ar proveniente do Mar Mediterrâneo. A região de Aïn Sefra se localiza a 1.073 metros de altitude e, segundo dados meteorológicos divulgados nas mídias, os ventos oriundos do Mar Mediterrâneo, carregados de umidade, contribuíram para a precipitação de neve. A temperatura chegou a 0°C.

Não podemos esquecer que a Argélia e demais países da parte setentrional da África se encontra localizada no hemisfério Norte, estando – portanto, naquele dia - prestes a entrar na estação do inverno (período de 21 de dezembro a 22 de março no referido hemisfério).

Localização da Argélia no continente africano
Imagem capturada na Internet



Distrito de Aïn Sefra
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipedia


Mas, não resta dúvida que a paisagem vista pelo referido fotógrafo argelino e por outras pessoas deve ter sido surpreendente, ainda mais sendo no deserto. Basta olharmos os registros fotográficos publicados na Internet.




 Imagens capturadas da Revista Veja



Imagens capturadas do Portal De Olho no Tempo 

Fontes de Consulta


terça-feira, 28 de julho de 2015

Aconteceu na E. M. Dilermando Cruz: Subprojeto do 2˚ Bimestre de 2015 - Parte II


 
Prof.ª Dr.ª Edna Maria dos Santos (IFCH/UERJ) e
o Prof. Harold Hobbes Silva (Diretor da E.M. Dilermando Cruz)
 
 
Ainda no âmbito do subprojeto “Contribuição do Negro na Construção da Cidade do Rio de Janeiro” (2˚ Bimestre de 2015), a Prof.ª Dr.ª Edna Maria dos Santos, Vice-Diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) acolheu a um convite meu e veio dar uma palestra sobre o negro africano em nossa escola.
 
A palestra foi realizada no Auditório da Unidade Escolar, no dia 07 de julho. Todos os alunos das turmas 1801, 1803 e 1804, presentes no dia, participaram, assim como o nosso Diretor, o Prof. Harold Hobbes Silva, os professores Leandro (Ciências) e Jules Rimet (História), eu (Geografia) e o nosso ex-aluno (e atual do Colégio Pedro II), Deyvison Sousa.
 
A referida professora veio abrilhantar a temática do subprojeto do 2˚ Bimestre, focando diversos aspectos da vida do negro africano, tanto em suas terras de origem, na África, quanto em território nacional e, mais especificamente, no Rio de Janeiro, na condição de migrante forçado e escravo.
 
Outros enfoques, no entanto, se fizeram oportunos e foram complementados pela fala do nosso diretor, uma vez que a escola – por ser um espaço plural e de grande diversidade cultural – estes são bastante comuns entre os alunos, os quais permeiam atitudes baseadas na intolerância religiosa, no preconceito, no racismo, na prática de Bullying, entre outros.

 
 








 





 


 

Aconteceu na E. M. Dilermando Cruz: Subprojeto do 2˚ Bimestre de 2015 - Parte I


Imagem capturada na Internet

Entre as atividades desenvolvidas no âmbito da E.M. Dilermando Cruz, no 2˚ Bimestre de 2015, vale destacar o subprojeto elencado para o período, o qual foi pertinente à temática “Contribuição do Negro na Construção da Cidade do Rio de Janeiro”.
 
O evento foi realizado no dia 22 de maio, muito embora - durante o bimestre todo - alguns professores da Unidade Escolar tenham dado continuidade aos trabalhos sob o mesmo foco. 

Neste dia, a solenidade de Abertura foi no pátio interno da escola, com a execução do Hino Nacional, cantado por todos os alunos do turno da manhã e, também, do 2˚ Turno, presentes na cerimônia.
 
A Programação contava com diversas atividades, tanto no pátio interno e em outros recintos, próximos a este, quanto no Auditório.
 
No pátio interno e arredores foram expostos os trabalhos dos alunos (cartazes), assim como a exposição de alguns pratos da culinária africana, apresentação de dança (Maculelê) etc. Infelizmente, o grupo que iria jogar capoeira não compareceu. 
 
No Auditório, além da realização de peças teatrais sob a mesma temática, contracenada pelos alunos do 9˚ Ano (Turmas 1901, 1902 e 1903) houve Roda de Conversa com o Diretor do Grupo Panela de Barro, Haroldo Mário Rosa, cujo tema, entre outros, versou sobre a Lei 10.639/03, a qual estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Grade Curricular tanto nas escolas de Ensino Fundamental quanto de Ensino Médio, públicas e privadas.
 
Vale ressaltar aqui, ainda, que a referida Lei foi alterada pela Lei 11.645/08, com a inclusão da importância dos povos indígenas, também, na formação da sociedade brasileira (ver a referida Lei, AQUI).
 
Infelizmente, diante do adiantado da hora e do meu exercício em outra Unidade Escolar, à tarde, não pude participar da Roda de Conversa, que contou com a participação do Diretor da nossa escola, o Prof. Harold Hobbes Silva, outros professores, alunos e até ex-alunos.
 
 Exposição dos Trabalhos dos Alunos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dança (Maculelê)




 
 

 


Auditório
 
Alunos do  9˚ Ano (Peça Teatral)
 
 
Roda de Conversa
 
 

Diretor da Escola Municipal Dilermando Cruz
Prof. Harold Hobbes Silva






 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Última Contagem da Organização Mundial da Saúde (OMS): Epidemia da Febre Hemorrágica Ebola


Imagem capturada na Internet (Fonte: Sobral 24 horas)



De acordo com o último balanço realizado e divulgado, no dia 26 do mês passado (setembro), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia do ebola já contabiliza 6.574 pessoas contaminadas pelo vírus, tendo registrado 3.091 óbitos desde o início da epidemia, no começo do ano.
 
Esses números, porém, já devem ter aumentado diante do avanço e agravamento da epidemia.
 
O número de países com registros da doença também aumentou, mas todos restritos à região Ocidental do continente africano. São eles: Guiné, Serra Leoa, Libéria, Nigéria e Senegal.
 
Libéria e Serra Leoa são os países que apresentam os maiores índices de pessoas infectadas e número de vítimas fatais. Já no Senegal só foi confirmado um caso.
 
Outro lado obscuro da situação caótica destes países, que já sofrem com a epidemia, bem como outras mazelas socioeconômicas, tem a ver com os profissionais de saúde, cuja atuação mescla com a precariedade de materiais e equipamentos com os riscos eminentes de contrair o vírus ebola em contato com os doentes.
 
Só para se ter uma ideia, até o dia 23 de setembro, 375 profissionais da Saúde foram infectados e, desse total, 211 morreram.
 
A República Democrática do Congo que, também, passou pelo surto de ebola, registrou 42 óbitos entre as 70 pessoas infetadas e, desse total, oito eram trabalhadores da saúde.
 

Imagem capturada e trabalhada no Adobe Photoshop (Fonte: G1)


Fonte: G1

sábado, 6 de setembro de 2014

África Ocidental se agoniza com a Epidemia da Febre Hemorrágica Ebola



Imagem capturada na Internet (Fonte: Veja Ciências)

Se já não bastassem os conflitos internos, armados, a pobreza, o HIV e, o problema da fome - na África Subsaariana - ter aumentado em mais de 60 milhões, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o continente está novamente em destaque nas mídias, desde o mês de março deste ano, em razão de mais uma epidemia de ebola.
 
No entanto, esta chegou e avançou de tal forma na porção Ocidental da África, afetando mais especificamente quatro países, que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já a classificou como a pior de todos os surtos já ocorridos no referido continente.
 
A febre hemorrágica ebola ou ebola, como é mais comumente denominada, é uma doença viral causada pelo vírus ebola e, consta como mais uma mazela do continente africano, não tendo tido nenhum registro de seu foco ou da doença ou de vítimas fatais em outro continente até a presente data.
 
Embora, a atual epidemia do ebola esteja limitada em quatro países da África Ocidental, Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, a preocupação de todos, sobretudo, da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a doença ultrapasse as fronteiras destes e atinja outras nações da região e/ou se espalhe pelo espaço continental.
 
Imagens capturadas na Internet e trabalhada no Adobe Photoshop  
(Respectivas Fontes: Rfi Português e Wikipédia)
 
Apesar da doença ser altamente transmissível e mortal em 90% dos casos, a sua transmissão só acontece por meio de contato com fluidos corporais dos doentes infectados, ou seja, por meio de contato direto com o sangue, suor, urina e saliva ou, ainda, através do consumo de carne de animais infectados.
 
Outro fator que tem contribuído muito para a disseminação do vírus tem a ver com as práticas culturais dos povos africanos, como por exemplo, o hábito tradicional de lavar os corpos de pessoas mortas antes do seu sepultamento.
 
Embora, ainda existam dúvidas, os morcegos frutívoros são apontados como possíveis hospedeiros naturais do vírus Ebola, sobretudo, as espécies dos gêneros Hypsignathus monstrosus, Epomops franqueti e Myonycteris torquata.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Tecno Curioso)

Em algumas áreas do continente africano, no entanto, além da infecção ter sido documentada por meio do contato com morcegos frutívoros, há registros pelo contato com outros animais, como chimpanzés, gorilas, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados, os quais foram encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.
 
Desde 1994, os surtos de Ebola têm sido observados em chimpanzés e gorilas. No entanto, presume-se que estes, assim como os demais animais mencionados acima, sejam “hospedeiros acidentais”, assim como o próprio ser humano infectado.
 
De acordo o site MedicinaNET, o gênero Ebola (vírus) compreende cinco espécies distintas entre si, quanto à virulência em seres humanos, as quais foram denominadas de Zaire, Sudão, Costa do Marfim, Bundibugyo e Reston (nomes atribuídos conforme a localidade de sua origem).
 
Dessas cinco cepas, apenas quatro causam a doença, a febre hemorrágica ebola, em humanos. Embora, o vírus Reston possa infectar, não há registro de doença e/ou morte associada a este. Vale ressaltar, ainda, que esta espécie (Reston) só foi identificada nas Filipinas (sem registro da doença ou surto) e não na África.
 
No entanto, as espécies mais associadas aos grandes surtos na África são as Zaire, Sudão e Bundibugyo. 
 
Modelo molecular com partes dos vírus do Ebola
Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil)
 
Os sintomas da doença podem surgir de 2 a 21 dias após a exposição ao vírus, estes são: febre repentina, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça e inflamação na garganta. Com a avançar da doença, novas complicações podem surgir, tais como vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais, podendo ocorrer em alguns casos, sangramento interno e externo, erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.
 
Embora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere baixo o risco de contágio entre pessoas fora do âmbito territorial da África, isso não é algo impossível de acontecer, diante dos deslocamentos inter-regionais (internos) e internacionais.
 
Daí, uma das medidas preventivas tomadas pelas autoridades responsáveis ter sido o controle e/ou fechamento das fronteiras terrestres dos países afetados a fim de que o vírus ebola não seja levado para outras regiões da África e nem para outros países do mundo.
 
Não é a primeira vez que uma epidemia do vírus ebola é registrado na África, no entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos números de vítimas fatais, a deste ano (2014) pode ser considerada a pior já verificada no referido continente.
 
O primeiro surto de ebola, ocorrido em 1976, foi registrado simultaneamente em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, uma aldeia localizada na República Democrática do Congo (ex-Zaire), próximo do rio Ebola (daí, a denominação do vírus de ebola).
 
O número de óbito chegou a 431 vítimas fatais e, embora, novos surtos tenham acontecido em outros anos, a soma de todos os números de mortes registrados nestas epidemias, não atingiu o número de óbitos verificados até então, o qual, com certeza e infelizmente, deverá aumentará ainda mais.
 
De acordo com o que se tem noticiado na imprensa, a epidemia está fora de controle.
 
Desde a sua descoberta, em meados da década de 70 (Século XX), poucos avanços ocorreram em termos de tratamento e cura (vacina) para a doença e respectivo vírus. O procedimento-padrão seguido, até hoje, consiste no isolamento dos pacientes e tratamento para aliviar os sintomas, como beber muito líquido (água).
 
Após a cura, todos os pacientes são submetidos a um banho de cloro. Além disso, os mesmos são obrigados a desfazer-se de suas antigas roupas, pois estas também se encontram contaminadas.
 
Nos quatro países afetados (Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria), o número de mortos já ultrapassa 2.000 pessoas, tendo cerca de 4.000 pacientes infectados, segundo o último boletim divulgado pela OMS, ontem (05/09). Daí, a mesma estar sendo considerada a pior de todas já verificadas no continente africano.
 
De acordo com as matérias divulgadas na imprensa, a atual epidemia surgiu em março, na Guiné e se alastrou para Serra Leoa, após o deslocamento de um curandeiro africano, infectado, entre os dois países.
 
Muitos profissionais da área da Saúde, nacionais e/ou estrangeiros, acabaram sendo vitimados pelo mesmo vírus em contato com os doentes. E, para agravar mais ainda situação caótica nas regiões com a epidemia, além da escassez de profissionais de saúde, os médicos e enfermeiros que trabalham na Libéria, um dos países afetados pela epidemia, entraram em greve reivindicando o pagamento dos salários em atraso e, também, a falta de equipamentos pessoais - apropriados – de proteção ao vírus.
 
As Nações Unidas fizeram um pronunciamento à imprensa acerca da necessidade urgente de levantar verbas para ajudar os quatro países africanos afetados pela epidemia de ebola, pois faltam recursos para compra de materiais básicos e outros, como remédios, ambulâncias e camas hospitalares. Segundo a OMS a necessidade é na ordem de US$ 600 milhões.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Wn.com)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Público Ciências)



Fontes:

. @ Verdade

. G1. Globo.com (vários artigos)

. Jornal O Globo impresso (diversas edições)

. Medicina Net

. Médicos Sem Fronteiras

. Público Ciências

. RTP Notícias

. Tecno Curioso

. Vestibular Brasil Escola