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sábado, 23 de março de 2013

Charges: Análise sob o contexto da água





 
 
 
 
 
 
 
 



 
 

 
 

22 de março: Dia Mundial da Água



Imagem capturada na Internet (Fonte: Facebook Salve o Planeta)


Ontem, comemorou-se o Dia Mundial da Água, mas muitos desconhecem ou não levam a sério a importância do consumo e uso responsável deste recurso natural tanto para a população mundial quanto para a Terra.
 
 
Os mais graves problemas têm a ver com a água doce, que é distribuída de  forma irregular na superfície terrestre, tendo muitas localidades apresentando a escassez de água potável.
 
 
O desperdício e o lançamento de resíduos líquidos e sólidos (poluição) têm contribuído para o aumento das preocupações mundiais, tendo em vista o quadro que se delineia há alguns anos através da perpetuação destas práticas.
 
 
É preciso não só a conscientização da população quanto esta questão ambiental, mas também uma tomada de atitudes frente ao desperdício e a poluição das águas, sejam estas superficiais ou subterrâneas.
 
Muitos consideram que o problema reside apenas na esfera do consumo humano, mas este vai muito além, pois a Terra é sistema integrado e interdependente. Sendo assi, se algo comprometer uma destas partes, todo o sistema vai ser afetado.
 
Para entender este conceito de interdependência e de sistema integrado, basta analisar as imagens abaixo e perceber as diversas interfaces do mesmo.
 
 
Desperdício de Água
 
 
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: SOS Rios do Brasil)
 
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Van UFSJ)
 
 
 
 
Seca (Estiagem)
 
 
 
Gretas de contração - Imagem capturada na Internet
(Fonte: Revista Plantar)
 
 
 
 
Imagem capturada na Internet
(Fonte: Exatas News - Imagem de
 

 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Blog Fernando - A Verdade)
 
 

Imagem capturada na Internet
(Fonte: Exatas News - Imagem de Djacy Brasileiro/ Rede Social)

 
 
 
 
 
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: UOL Notícias)
 
 
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias do Valle)
 
 
 
Poluição
 
 
Rio Citarum, na Indonésia, o mais poluído do mundo
Imagem capturada na Internet (Fonte: O Blog Verde)
 
 
 
Rio Tietê - Imagem capturada na Internet (Fonte: Blog Bioma)
 

sexta-feira, 23 de março de 2012

22 de março: Dia Mundial da Água


Ontem, em razão do Teste de Geografia para todas as turmas do 9º Ano, eu só comentei nas salas – antes da aplicação da avaliação – acerca do Dia Mundial da Água.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO 92) , realizada em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, foi debatida a ideia do Dia Mundial da Água, mas este só foi criado oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano seguinte (1993).
A intenção primordial da criação desta data comemorativa é que, neste dia, as discussões sejam arroladas sobre o tema tanto ao nível de análise crítica e conscientização acerca de sua importância quanto ao nível prático em termos de medidas de conservação da água.

O tema deste ano, escolhido pela ONU, para ser abordado foi “Água e Segurança Alimentar”. Tema, inclusive, bastante rico para ser tratado não só no dia de hoje, mas durante o ano, afinal esta depende do uso correto dos recursos hídricos a nível global.

Como já mencionei em postagens anteriores e muitos já sabem, a Terra apresenta cerca de 71% de sua superfície coberta de água. Os 29% restantes correspondem às terras emersas, ou seja, as ilhas e os continentes.

Desta distribuição de água (71%), 97,5% constituem a porção de água salgada (oceanos e mares), enquanto os 2,5% de água doce se divide da seguinte forma: água subterrânea (0,514 %); rios e lagos (0,006 %); geleiras (1,979 %) e atmosfera (0,001 %).

Situação bem delicada mediante ao desperdício, ao mau uso, à poluição, a seca desencadeada por ações antrópicas, entre outros aspectos.

Em termos de consumo, a agricultura (produção de alimentos) é a campeã no gasto de água: agricultura (69%), seguido pela indústria (21%) e o uso doméstico (10%).

 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Movimento Cyan - Foto de Inga Spence/Getty Images)

Além disso, no Brasil, a prática agrícola consiste na segunda maior fonte de poluição das águas, seja pelo uso de fertilizantes (químicos ou naturais) seja pelo emprego de agrotóxicos (fungicidas; inseticidas e herbicidas). O primeiro lugar, em termos de poluição das águas, se encontra vinculado aos esgoto doméstico.
Ainda sob este contexto, vale lembrar o conceito de “água virtual”, isto é, a água que está embutida no produto, aquela que foi gasta na produção de alimentos, de um bem ou de serviço.
Este conceito foi criado, na década de 90 (Século XX), pelo geógrafo britânico Tony Allan.
Só para se ter uma ideia, em 1 Kg de carne está embutido 15,4 mil litros de água; uma xícara de café equivale a 140 litros (ou uma banheira cheia de água) e uma calça jeans são 11 mil litros de água gastos.
Como é de conhecimento de muitos, a  distribuição de água no planeta é irregular. Se pararmos para pensar que além deste aspecto, há o desperdício e o mau uso deste recurso, acrescido da poluição, a situação da água no planeta se encontra no caminho do colapso, do esgotamento. Colocando em risco a sobrevivência humana e dos demais seres vivos (fauna e flora).
A população mundial já ultrapassa a ordem de 7 bilhões de habitantes e, com isso, a produção de alimentos tende a aumentar cada vez mais... E, com isso, mais consumo de água. E os velhos hábitos também... Desperdício, mau uso etc.

terça-feira, 22 de março de 2011

22 de Março: Dia Mundial da Água (Parte II)

A Internet oferece um leque bastante amplo de charges para ser trabalhado em atividades dirigidas com alunos ou para ilustrar uma questão de análise sobre a temática (Água) em uma avaliação.

Selecionei algumas (sugestões) e estou as publicando com os respectivos endereços de onde as mesmas foram retiradas.

Além da escassez, mau uso, poluição, pode-se discutir a distribuição da água na Terra e a questão do acesso a esta (países ricos e pobres).




Extraído do Blog Lagoa de Dentro









Extraído do Água Corrente ONG




Extraído do Portal do Professor






Extraído do Portal do Professor












Extraído do Fotolog Minhas HQs, Charges e Caricas










Extraído do BioBlogPE



Extraído do Charge do Diemer

22 de Março: Dia Mundial da Água


Ciclo da Água (Fonte: Nova Escola)

Hoje comemoramos o Dia Mundial da Água. Embora, a sociedade moderna tenha mais acesso às informações e seja consciente quanto à importância de atitudes conservacionistas em relação ao uso e consumo da água, muitos dissociam o discurso da prática cotidiana.

O desperdício de água é, ainda, um dos grandes vilões determinantes da escassez e quantidade de água no planeta. E, junto com os crescentes níveis de poluição, a qualidade da água, sobretudo, a potável corre sério risco em termos de disponibilidade e consumo apropriado.

Além destes fatores, desperdício e poluição, não devemos esquecer que o próprio aumento da população, o crescimento das cidades e das atividades econômicas, principalmente, as dos setores primário (agropecuária) e secundário (indústrias), contribuíram e, ainda, contribuem para a redução da quantidade e dos níveis de qualidade da água no planeta.

No que tange ao cidadão comum é bastante comum vermos vassouras sendo substituídas por mangueiras que lançam jatos de água nos detritos (lixos) espalhados nas calçadas; presenciarmos torneiras abertas ou gotejando nos lavatórios ou bebedouros nas escolas e/ou em diversas residências; vazamento nas descargas em banheiros, entre tantas outras situações, nas quais fica evidenciado o mau uso da água.

É preciso que haja mudança de atitude. Mudança de atitude enquanto ser individual e social, pois segundo dados apresentados em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2002, a escassez de água potável no planeta deverá atingir, em 2025, cerca de 4 bilhões de pessoas.

E, ainda sob esta perspectiva, de quantidade e qualidade de água, não devemos esquecer da vida animal e vegetal, que em qualquer tipo de ecossistema, sofre e sofrerá os efeitos negativos do mau uso da água.

terça-feira, 23 de março de 2010

Água poluída mata mais que a violência

Segundo artigo, também, postagem na íntegra e publicada no AmbienteBrasil...

Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU
A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira (22), o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.

A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas." (Fonte: Folha Online)

Continente africano x água potável

Aproveitando o Dia Mundial da Água, comemorado ontem, estou compartilhando dois artigos publicados no AmbienteBrasil acerca dos problemas que envolve este recurso natural.


Transcrição na íntegra...


África: 155 milhões de pessoas não têm acesso a água potável

Mais de 155 milhões de pessoas, ou 39% da população da África ocidental e central, não têm acesso a água potável, informou a agência da ONU para a infância, a Unicef, nesta segunda-feira (22), o Dia Mundial da Água.

Essa região tem a menor cobertura de água potável do mundo, abrigando 18% da população mundial que não tem acesso a água potável.

"Faltando cinco anos para 2015, prazo estabelecido para as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDG), a água e a situação sanitária na África Ocidental e Central continuam sendo uma preocupação", afirma o comunicado da Unicef.

De acordo com a organização, apenas oito dos 24 países da região estão prestes a atingir os objetivos no que se refere ao fornecimento de água: Benin, Burkina Faso, Camarões, Cabo Verde, Gabão, Gana, Guiné e Mali.

"O número total de pessoas na região sem acesso a fontes de água potável aumentou no período de 1990 a 2008 de 126 milhões de pessoas para 155 milhões", indica o comunicado.

Isso significa que, apesar de uma melhora na cobertura de 49% em 1990 para 61% em 2008, os países precisam chegar a 75% em 2015.

"Mais de 155 milhões de pessoas (39%) estavam sem acesso a fontes de água potável em 2008, e o ritmo lento do aumento não conseguiu alcançar a velocidade de expansão da população na região", afirma o documento.

Seis países têm menos de 50% de cobertura em água potável: Chade, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Níger, Mauritânia e Serra Leoa.

Também é motivo de preocupação o fato de 291 milhões de pessoas na África Ocidental e Central não terem acesso a nenhum serviço sanitário - a região tem a maior taxa de mortalidade infantil de todas as regiões em desenvolvimento, com 169 crianças mortas em 1.000 nascimentos. (Fonte: G1)


segunda-feira, 22 de março de 2010

22 de Março: Dia Mundial da Água


Imagem capturada na Internet (Google)



Hoje é comemorado o Dia Mundial da Água. Ao mencionar em sala de aula (tanto na escola do diurno quanto no noturno) alguns alunos se mostraram contrariados, achando certo “absurdo” ter uma data comemorativa para água. Eu os rebati, explicando a importância da água mediante o agravamento quanto à escassez e a poluição que ameaçam este recurso natural, bem como a contexto histórico pelo qual esta foi articulada e criada.
Como já postei no ano passado... Foi durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), mais conhecida como ECO-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro, em junho de 1992, que foi lançada a ideia sobre a criação do Dia Mundial da Água.
No dia 22 de fevereiro de 1993, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) - através da Resolução A/RES/47/193 – instituiu que, à partir daquele ano, o Dia Mundial da Água seria comemorado todo dia 22 de março.
É evidente que há uma necessidade enorme de se promover uma maior conscientização da população, em geral, e – especificamente – de nossos alunos acerca da importância da água, dos problemas atuais vinculados à qualidade, escassez e poluição dos recursos hídricos do planeta. Isto não resta dúvida!




Imagens capturadas na Internet (Google)

E como eu mesma afirmei no ano passado, “ignorar a importância da água significa o mesmo que negar a vida, pois a sobrevivência humana e de todos os demais seres vivos (vegetais e animais) depende da sua disponibilidade, acesso e conservação”.
Sabemos que a área da Terra é de aproximadamente 510 milhões de Km² e deste total, cerca de 71% de sua superfície correspondem as águas, enquanto 29% representam às terras emersas (ilhas e continentes).
Deste percentual de água, que compreende os oceanos, mares, rios, água subterrânea, lagos, lagoas etc., a maior parte é imprópria para o consumo humano, tendo em vista que 97,5% correspondem aos oceanos e mares, ou seja, às águas salgadas. Apenas 2,5% da água, aproximadamente, são 2,5% de água doce.
Deste total de água doce, 2% correspondem às geleiras e 0,5%b às águas subterrâneas. Os rios e lagos, que são as principais fontes naturais de abastecimento de água, pronta para consumo, correspondem aproximadamente 0,01%.

Os problemas já são bastante visíveis, inclusive, porque a sua distribuição no planeta não é uniforme, regular. Há regiões onde a escassez de água é natural e em outras se verifica uma maior abundância.

Tanto em uma ou na outra situação se torna imprescindível o uso racional da água, pois a sua escassez ou mau uso podem agravar - mais ainda - a disponibilidade de água potável para a população mundial.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em 2050, a população mundial chegue a 9 bilhões de pessoas, o que indubitavelmente acarretará um aumento expressivo quanto ao consumo de água.

Pensemos no amanhã, agindo desde já. Há muito a mudar... nossas posturas e pensamentos, ou seja, nossa educação perante os recursos hídricos.

Temos o dever de usá-la de forma racional, evitando o desperdício, a poluição e o seu comprometimento em razão do aumento da escassez de água potável.

Por isso, esta data foi escolhida para ser comemorado o Dia Mundial da Água. Basta apenas refletir sobre a sua importância e agir, desde já!


PLANETA TERRA:

. Área Total : 510 milhões de Km².
Terras Emersas: 149 milhões de Km² (29%).
Água: 361 milhões de Km² (71%)


IMPORTÂNCIA DA ÁGUA
Ciclo da Água
Vida animal e Vegetal
Consumo Humano
Fonte de Recursos e Alimentos
População Ribeirinha
Lazer e Balneabilidade
Produção de Energia Elétrica


DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA:
. Água Salgada – 97,5 %
. Água Doce – 2,5 %


ONDE ENCONTRAMOS ÁGUA:
Oceanos
Mares
Geleiras
Rios
Lagos
Lagoas
Água Subterrânea (Aquífero e Mananciais)
Atmosfera

Obs.: Os seres vivos (vegetais e animais, inclusive, o homem), também, retém água no organismo.


DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA SALGADA:
- Oceanos e Mares (96,6%)

Obs. Alguns depósitos de água subterrânea (0,9) e lagos (0,006) apresentam grande concentração de cloreto de sódio (sal).


DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA DOCE
- Água subterrânea (0,514 %)
- Rios e lagos (0,006 %)
- Geleiras (1,979 %)
- Atmosfera (0,001 %)



CONSUMO DE ÁGUA SUPERFICIAL
- doméstico (10%)
- industrial (21%)
- agricultura (69%)


FONTES NATURAIS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA:
- Água da chuva- Águas superficiais (rios, arroios, lagos)
- Águas subterrâneas (aquíferos, mananciais)

 
Todas as imagens abaixo foram capturadas na Internet (Google)




























domingo, 15 de novembro de 2009

Missão Lcross: Descoberta de água na Lua

Presença de água na Lua - Imagem capturada na Internet - INFO Online

Na última 6ª feira, dia 13, os principais meios de comunicação - impresso e falado - divulgaram a informação a respeito da descoberta recente de água em uma cratera lunar.

O anúncio feito pela NASA sobre a existência de água na Lua vem de encontro e reforça as ideias de tornar o satélite natural do nosso planeta em uma base física para futuras viagens.

A descoberta da água, sob a forma sólida (gelo) se deu graças à missão denominada Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (missão Lcross). De acordo com o quê foi divulgado nas mídias e no INFO Online , esta nova descoberta só foi possível graças ao choque do foguete Centaur em solo lunar ao se desprender do satélite Lcross, no dia 09 de outubro passado.

O foguete, que estava em alta velocidade, atingiu uma região permanentemente sombreada da cratera Cabeus, localizada próxima do pólo sul lunar. Com o forte impacto do foguete abriu-se um buraco de 18 a 30 metros de largura, no qual foi possível registrar a ocorrência da água. De acordo com o anunciado são cerca de 90 litros de água congelada.

O choque ainda criou uma nuvem de vapor e poeira fina e permitiu, também, a constatação da existência de um material mais pesado na localidade.

Com a descoberta confirma-se também a ocorrência de grandes quantidades de hidrogênio observadas nos pólos lunares.

De acordo com a NASA, os dados da Lcross mostram que na Lua existe mais água e que esta se encontra mais espalhada. Contudo, as concentrações exatas de água ainda são incertas.

Fonte: INFO plantão

sábado, 4 de abril de 2009


Texto n°4: Sopão de Plástico. O Mar virou a grande Lixeira do Planeta. Para sumir com todo o lixo, só comendo.
 
Por Claudia Carmello
Revista Superinteressante Edição Verde - 12/2008


Imagine um prato de sopa à sua frente, daqueles caldos cheios de pedacinhos de legumes diferentes. Só que para cada pedaço de legume boiando há outros 6 pedaços de plástico. Você seria capaz de comer tudo sem mandar para dentro ao menos uma bolinha de plástico bolha? O albatroz e a tartaruga-marinha, que se alimentam de moluscos, medusas e algas no grande sopão dos oceanos do mundo, não conseguem. Comem os alimentos e engolem junto o lixo sólido que flutua no mar. O mais comum é morrerem de desnutrição, com o estômago que, de tão entulhado, fica incapaz de ingerir ou absorver nutrientes.

A cena de uma necropsia no estômago de um albatroz mostrada num vídeo do YouTube é tão contundente que já devia ter virado campanha anti-saquinho de supermercado. Com o bisturi, a bióloga cutuca e tira de dentro do bicho duas mãos cheias de lixo: 5 tampinhas de garrafa, 1 caneta, 1 pedaço de tela e até 1 escova de roupa! São os chamados entulhos marinhos, pedaços de lixos sólidos levados pelas correntes desde a Antártida até a Groenlândia e que vitimaram até agora 267 espécies da fauna marinha, segundo o Greenpeace. Em todo o mar, 60 a 80% desse lixo é plástico. E essa sopa com 6 nacos de sujeira para cada 1 de legume – quer dizer, de zooplâncton – existe de verdade num canto do planeta.

Ela é feita de 3,5 milhões de toneladas de lixo sólido, que se espalha por uma área pouco maior que o estado de Minas Gerais, a meio caminho entre a Califórnia e o Havaí. É o chamado Grande Lixão do Pacífico. Não, ninguém teve a insanidade de despejar conscientemente o entulho lá. Foram as próprias correntes marinhas que carregaram tudo para um tipo de redemoinho, os vórtices, onde eles ficam presos e se concentram cada vez mais. Esses vórtices existem em vários lugares dos oceanos. Mas nenhum é tão entulhado quanto o Grande Lixão.

A descoberta dele, em 1997, pelo cientista Charles Moore, levou os ecologistas a fazer campanhas mais agressivas contra a poluição plástica, em comparação com outras grandes fontes poluidoras dos oceanos, como os vazamentos de petróleo e o despejo de esgoto e de fertilizantes. O problema do plástico é que ele não é biodegradável. Ou seja, a ação da natureza sobre ele não o quebra em elementos simples – como o papel, que se reduz a água e CO2 quando decomposto. Ele só é quebrado pela luz do Sol, muito lentamente (algo como 450 anos para uma garrafinha de água), em pedaços cada vez menores, mas sempre polímeros plásticos.
Ainda não estamos comendo plástico, como os albatrozes. Mas não podemos evitar a ingestão das toxinas do plástico. Um pedaço de plástico tem uma carga tóxica dezenas de milhares de vezes maior que a da água salgada onde bóia. Quando vários deles são ingeridos pelo zooplâncton, a carga suja nessas criaturas aumenta, assim como nos peixes que as comem, nas focas que comem peixes e no urso que come a foca. Estudos feitos na Noruega mostraram que um urso-polar pode ter no organismo contaminação 3 bilhões de vezes mais alta do que a água ao redor dele.

Por conclusões assim, a Suécia, em 1995, começou a recomendar que as mulheres em idade fértil limitassem o consumo de arenque e salmão do Báltico – e olha que arenque e salmão são o feijão com arroz deles. Análises químicas mostraram que eles estavam muito contaminados com substâncias chamadas disruptoras endócrinas. Em peixes, elas causam hermafroditismo. Em humanos, câncer, aumento da próstata e puberdade precoce, entre outros distúrbios.

E, se o oceano virou um enorme lixão, a culpa não é de como ocupamos o mar, mas do que fazemos na terra. O cálculo mais aceito é que 80% da poluição dos mares é produzida no continente. Do esgoto ao sapato largado no bueiro. “O oceano fica num nível mais baixo do que qualquer lugar no planeta. O entulho plástico não vem só da costa, mas dos estados do interior, do escoamento dos rios”, diz o cientista Charles Moore. “O oceano é o destino final de todo o nosso lixo.”

Fonte: http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/lixo/conteudo_411180.shtml
Texto n°3: Litoral Brasileiro não escapa das previsões de inundações no Mundo
Daniele Carvalho e Fabíola Leoni
22/03/2009
 
 
O derretimento das camadas de gelo, que reduz a ação gravitacional sobre os oceanos, fazendo com que a água se espalhe; e o leito rochoso da Antártica sob pressão de toneladas de icebergs. Estes são alguns dos motivos que colaboram para a elevação do nível do mar em meio ao aquecimento global. Em 2007, o Painel Intergovernamental da ONU sobre a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) previu que as mudanças climáticas causariam uma elevação de 18 a 59 centímetros neste século. De acordo com as últimas pesquisas, publicadas na revista "Science", o nível oceânico pode aumentar até 6,4 metros em algumas áreas do planeta até 2100. As cidades de Londres, Nova Iorque e Alexandria, por exemplo, sofreriam sérias inundações. Países insulares, como as Maldivas, no Oceano Índico, e Tuvalu, no Pacífico Sul, podem desaparecer. Mas, como fica o Brasil e sua extensa região litorânea diante de tantas previsões?
 
O Ministério do Meio Ambiente realizou estudos entre 2004 e 2006 sobre Mudanças Climáticas e seus Efeitos na Biodiversidade Brasileira, que revelam que a elevação do nível do mar poderá atingir 42 milhões de brasileiros que vivem no litoral. Estima-se que 40% das praias do país sejam mais vulneráveis ao avanço gradual do mar. O quadro é preocupante: o aumento da temperatura média até 2100 pode chegar a até 8°C na área da Floresta Amazônica, e os moradores da região litorânea do país serão os mais prejudicados.

De acordo com o geógrafo e diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (Nima) da PUC-Rio, Luiz Felipe Guanaes Rego, deve haver um planejamento estratégico e, assim, soluções serão geradas para evitar problemas. "Não temos noção se será um aumento de 15 centímetros ou um metro e meio do nível do mar. São apenas projeções. O que deve ser feito é a modelação de diferentes possibilidades para ajudar as áreas mais frágeis." O tamanho do impacto a ser causado, portanto, depende de quanto crescerá o nível do mar.

O Rio de Janeiro é uma das cidades brasileiras mais vulneráveis, segundo a pesquisa do Ministério. Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostram que a cidade de Macaé, no litoral Norte Fluminense, sofreu um avanço de 15cm no nível do mar, até 2007, em um espaço de cinco anos. Mas, segundo o IBGE, além de todos os efeitos climáticos, a elevação exagerada na região acontece porque o chão está cedendo, dando espaço para a água se deslocar aos poucos sobre as margens da cidade, o que não seria culpa do aquecimento global ou da elevação do nível do mar exclusivamente.
 
Luiz Felipe Guanaes Rego diz que no Rio de Janeiro existe um estudo do Instituto Pereira Passos, vinculado à Prefeitura, para avaliar o que poderia acontecer em alguns cenários da cidade. Segundo ele, a Baixada Fluminense, por exemplo, seria um local que poderia ser mais afetado por problemas. "Caxias está um metro e meio abaixo do nível do mar. Mas tudo realmente depende da topografia local", observa o geógrafo, que afirma que todo o litoral brasileiro deve possivelmente sofrer consequências.
 
Segundo dados do IBGE, Pernambuco é um dos estados mais suscetíveis à erosão. Cerca de seis em cada dez praias da costa do estado têm tido a área reduzida. Em toda a região Nordeste, praias podem ser afetadas caso haja uma elevação de 50 centímetros no nível do Oceano Atlântico. Outro estudo do IBGE, feito a partir de observações na estação de monitoramento localizada em Imbituba, Santa Catarina, registrou uma elevação de 1cm entre dezembro de 2001 e dezembro de 2006. Tudo indica que Imbituba também foi vítima do aquecimento global e que a tendência de elevação anual no litoral catarinense, segundo o IBGE, é de 2,5mm. Um valor teoricamente baixo, mas que ao longo dos anos pode causar grandes estragos.
 
Todos esses estudos, tanto do IBGE quanto do Ministério do Meio Ambiente, implicam em uma mudança de comportamento da sociedade. Segundo o geógrafo Luiz Felipe, "o problema está acontecendo e vai continuar." Além disso, o diretor do Nima da PUC-Rio afirma que a primeira questão dos estudos é ver o problema real em cada cidade. Dessa forma, de acordo com as conclusões, podem ser colocadas em prática algumas soluções, como, por exemplo, a remoção de pessoas de um determinado lugar, ou mesmo a criação de diques.
 
O aumento do nível do mar, diante das mudanças climáticas, depende da dinâmica da sociedade e da ação de todos no planeta. No entanto, na opinião de Luiz Felipe, as pessoas consomem demais, usam carro demais e criam uma relação utilitarista com a natureza. "Nós somos o câncer do mundo. O crescimento incontrolável de uma célula de um organismo maior. A gente está vivendo e comendo tudo na natureza. É como se um pescador, dentro de seu barco, começasse a fazer lenha com a madeira da própria embarcação. Ou seja, ele vai se afogar", afirma o especialista. O diretor do Nima observa, por outro lado, que as novas gerações estão cada vez mais conscientes.
 
O geógrafo afirma que a natureza não tem lixo. "O lixo é uma invenção humana. Tudo se recicla, se transforma. O ser humano não percebe os serviços que a natureza presta à vida de forma geral." Para ilustrar a ideia, Luiz Felipe Rego analisou que toda catástrofe ambiental que o homem gerar acabará afetando ele próprio. "O homem um dia achou que a Terra era o centro do Universo. Depois, concluiu que o sol ocupava esse lugar. Hoje o ser humano se coloca no centro, se acha melhor do que uma formiga e isso não é verdade. É tudo um único sistema. Daqui a uns dois milhões de anos, tudo voltará ao normal, e sem a gente".

Fonte: Opinião e Notícia


Texto n°2: Água Potável
Eduardo de Freitas
 
Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada ao consumo e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres vivos que a consomem, como animais e homens. A água, em condições normais de temperatura e pressão, predomina em estado líquido e aparentemente é incolor, inodora e insípida e indispensável a toda e qualquer forma de vida.
 
Essa água está disponível para a população rural e urbana, geralmente no primeiro não há o tratamento antecipado desse recurso, no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios desses locais são extremamente poluídos.
 
Diante desse processo é fácil perceber que a água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é provenientes das águas dos oceanos, calotas polares e geleiras representam 2,08%, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%.
 
Diante desses percentuais apenas 2,4% são de água doce, porém, somente 0,02% estão disponíveis em lagos e rios que abastecem as cidades e podem ser consumidas. Desse restrito percentual, uma grande parcela se encontra poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.
 
Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água.
 
No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não tem acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.
 
A poluição é um dos maiores problemas da água potável, uma vez que diariamente os mananciais do mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos.
Nessa questão, quem mais sofre tais reflexos são as camadas excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Texto Didático: Águas: Abundância e Escassez


Texto n°1: Águas: Abundância e Escassez
12 de abril de 1961. O Major Yuri A. Gagarin dá a volta completa em torno da Terra em 1 hora e 40 minutos. "A Terra é azul!". A mensagem remete-nos à preeminência da água. Ela recobre ¾ da superfície do nosso planeta e constitui também ¾ do nosso organismo. Entre todos os elementos que compõem o universo, a água é talvez aquele que melhor simboliza a essência do homem, desempenhando um papel fundamental no nosso equilíbrio.
 
Os oceanos, rios, lagos, geleiras, calotas polares, pântanos e alagados cobrem cerca de 354.200 km² da Terra, e ocupam um volume total de 1.386 milhões de km³. Apenas 2,5% desse reservatório, porém, consiste de água doce, fundamental para a nossa sobrevivência, sendo o restante impróprio para o consumo. Além disso, 68,9% da água doce está na forma sólida, em geleiras, calotas polares e neves eternas. As águas subterrâneas e de outros reservatórios perfazem 30,8%, e a água acessível ao consumo humano, encontrada em rios, lagos e alguns reservatórios subterrâneos, somam apenas 0,3%, ou 100 mil km³. O Brasil tem 12% da concentração mundial de água doce.
 
Por que tal abundância de água não nos protege da sua falta?
 
Haverá mesmo falta d'água na Terra? O ciclo hidrológico, que compreende o movimento da água em suas várias formas, mantém um fluxo permanente com o volume inalterado desde o nascimento da Terra. O homem, por sua vez, tem se apropriado dos recursos sem a preocupação de preservar os ciclos naturais, como se a existência da água fosse uma dádiva dos céus.
 
A disponibilidade da água tornou-se limitada pelo comprometimento de sua qualidade. A situação é alarmante: 63% dos depósitos de lixo no país estão em rios, lagos e restingas. Na região metropolitana de São Paulo, metade da água disponível está afetada pelos lixões que não tem qualquer tratamento sanitário. No Rio de Janeiro diminuiu-se a oferta de água para fins de uso doméstico e industrial devido à poluição crescente por esgoto urbano. A Região Norte, que tem a maior reserva de água doce do Brasil, é a que mais contamina os recursos hídricos despejando agrotóxicos, mercúrio dos garimpos e lixo bruto nos rios.
 
Segundo dados do IBGE, de 1999, 70,9% dos brasileiros possuem residência; desse total apenas 75% dispõem de água potável e 59% de rede de esgoto; 94% dos esgotos não são tratados e 80% das doenças são causadas ou disseminadas pela falta de saneamento. A água de má qualidade pode ser fatal. A cada ano as doenças provocadas por ela causam 3 milhões de mortos no mundo, crianças na maioria, e provocam mais de 1 bilhão de enfermidades.
 
A população cresce. Cresce também a competição entre a demanda de água para uso doméstico e industrial e a demanda para a produção agrícola. O suprimento de água potável em algumas regiões do Brasil depende de fontes subterrâneas. As águas subterrâneas brasileiras estão estimadas em um volume de 112 mil km³. O aqüífero Guarani (ou Botucatu) é a maior reserva de água subterrânea brasileira com uma área de 1,2 milhões de km² e um volume de 48 mil km³. Com 70% dentro do território brasileiro e o restante na Argentina, Paraguai e Uruguai, o aqüífero pode oferecer, em regime auto-sustentável, 43 bilhões de m³ anuais, o suficiente para uma população de 500 milhões de habitantes. O problema é que 16% da área de recarga desse aqüífero está localizada no Estado de São Paulo, em áreas críticas quanto aos riscos de poluição.
 
O Brasil, além dos problemas de poluição dos reservatórios naturais e dos processos desordenados de urbanização e industrialização, tem como causa da degradação da qualidade da água o desperdício provocado por escoamento defeituoso nas tubulações e o desperdício doméstico.
 
Falta uma maior eficiência política dos governos que estabeleça ações públicas e privadas para um melhor gerenciamento dos recursos hídricos. Baseado nisso, o Banco Mundial adotou alguns procedimentos em nível global para melhoria do gerenciamento da água. Eis alguns:
 
Incorporar as questões relacionadas com a política e o gerenciamento dos recursos hídricos nas conversações periódicas que mantém com cada país e na formulação estratégica de ajuda aos países onde as questões relacionadas com a água são significativas.
 
• Apoiar as medidas para o uso mais eficiente da água.
 
• Dar prioridade à proteção, melhoria e recuperação da qualidade da água e à redução da poluição das águas através de políticas "poluidor-pagador" (quem polui paga, na proporção do dano).
 
• Apoiar os esforços governamentais para descentralizar a administração da água e encorajar a participação do setor privado, a participação das corporações públicas financeiramente autônomas e das associações comunitárias no abastecimento de água aos usuários.
 
• Apoiar programas de treinamento para introduzir reformas nos sistemas de gerenciamento de água.

Fonte: http://www.comciencia.br/reportagens/aguas/aguas02.htm

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mensagem: Paciência e Prodígio

Imagem capturada da Internet



PACIÊNCIA E PRODÍGIO

O Homem perguntou ao Trabalho:

- Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a natureza ?

- A pedra, respondeu o Trabalho.

A água que corria brandamente em derredor, escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um
meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a
água passava de um lado para outro.



O homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar

aquele prodígio.


A água humilde respondeu simplesmente:

- Foi a paciência!

terça-feira, 24 de março de 2009

Atividade Dirigida: Dia Mundial da Água

A atividade abaixo é destinada aos alunos do 8° Ano (ambas as escolas). Estes deverão seguir as seguintes orientações:

1. Copiar e imprimir a Atividade Dirigida;

2. Responder, com caneta preta ou azul, no VERSO DA FOLHA IMPRESSA, as questões de acordo com a letra da música "Planeta Água", trabalhada em sala de aula;

3. Fazer uso do dicionário para obter o significado das palavras destacadas;

4. Entregar o trabalho no dia 01 de abril (4ª feira).

ATIVIDADE DIRIGIDA - 8° Ano

Disciplina: Geografia – Profª. Marli Vieira

Aluno(a): ___________________________________ N°:____ Turma: _____

1. Com base na letra da música “Planeta Água” de Guilherme Arantes retire trechos que citam:

a) Os efeitos positivos e negativos das águas pluviais;

b) A ação destruidora da água causando erosão;

c) A infiltração da água no subsolo, alimentando o lençol freático.

2. Considerando o trecho abaixo da música relacione o processo:

"Águas escuras dos rios

Que levam a fertilidade ao sertão"



(a) poluição

(b) evaporação

(c) inundações

(d) lixiviação

(e) infiltração

3. E qual o processo, causado pelas águas pluviais, que estaria envolvido nesta situação?

4. Justifique a razão do título da música.

5. Dê o significado de:

a) Riacho:

b) Ribeirão:

c) Igarapés:

d) Lagos:

e) Lagoas:

6. Qual a diferença entre águas pluviais e fluviais?

7. Podemos concluir que a música “Planeta Água” faz menção sobre:

(a) a vida na Terra

(b) o ciclo da água

(c) a importância da água subterrânea

(d) a questão da poluição das águas

(e) a quantidade de água no planeta

8. Justifique a sua resposta acima.

Mensagem: Carta Escrita no ano 2070

Imagem capturada da Internet e modificada


Ainda sobre à temática do Dia Mundial da Água, estou disponibilizando o texto sobre a Carta Escrita em 2070, publicado na Revista "Crónicas de los Tiempos" (abril de 2002).



CARTA ESCRITA EM 2070
John Vask



Ano 2070.

Acabo de completar 50 anos,

mas a minha aparência é de alguém com 85.

Tenho sérios problemas renais

porque bebo muito pouca água.



Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas

mais idosas nesta sociedade.


Recordo quando tinha cinco anos.

Tudo era muito diferente.

Havia muitas árvores nos parques,

as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar

de um banho de chuveiro.. .

Agora usamos toalhas de azeite mineral

para limpar a pele.


Antes, todas as mulheres mostravam

as suas formosas cabeleiras.

Agora, devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.


Antes, o meu pai lavava o carro com a água

que saía de uma mangueira.

Hoje, os meninos não acreditam

que a água era utilizada dessa forma.


Recordo que havia muitos anúncios

que diziam para CUIDAR DA ÁGUA,

só que ninguém lhes dava atenção.

Pensávamos que a água jamais podia acabar.


Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão,

irreversivelmente, contaminados ou esgotados.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber

eram oito copos por dia por pessoa adulta.

Hoje só posso beber meio copo.


A roupa é descartável,

o que aumenta grandemente demais a quantidade de lixo.

Voltamos a usar os poços sépticos (fossas),

como no século passado,

já que as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrível;

corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele

provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio

que os filtrava na atmosfera.


Imensos desertos são a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

Infecções gastrintestinais, pólipos no intestino,

enfermidades da pele e das vias urinárias

são as principais causas de morte.

O volume de biópsias fez crescer o número de laboratórios.

A indústria parou e o desemprego é dramático.

As fábricas de dessalinização são a principal fonte de emprego

e pagam-me com água potável ao invés de salário.

Assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética.

Ressequida,

a pele de uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam,

mas não há solução possível.

Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado,

faltam árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos,

há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos:

137 m3 por dia por habitante adulto.

Os acionistas de empresas que tratam água ficaram ricos

e têm preferência no fornecimento.

Pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas",

dotadas de gigantescos pulmões mecânicos

que funcionam com energia solar;

mesmo não sendo de boa qualidade ainda podemos respirar;

a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio,

que é fortemente vigiado pelo exercito;

a água tornou-se um tesouro muito cobiçado,

mais que ouro ou diamante.


Aqui, em troca, não há árvores porque quase nunca chove e,

chega a registrar-se, a precipitação é de chuva ácida;

as estações do ano têm sido severamente transformadas

provas atômicas e pela indústria contaminadora do século XX.



Quando minha neta me pede que lhe fale de quando era jovem,

descrevo o bonito que eram os bosques,

lhe falo da chuva, das flores,

do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens,

beber toda a água que quisesse,

o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me: Vovô! Por quê a água se acabou?

Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,

porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente,

ou, simplesmente, não tomamos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam alto preço e, sinceramente,

creio que a vida na Terra em breve já não será possível,

porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto,

quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!


Imagem capturada na Internet (Usina das Letras)