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terça-feira, 16 de abril de 2013

Boston (EUA) revive o temor do dia 11 de setembro de 2001


Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil)

Estava ainda no Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes quando recebi, via celular, a notícia das duas explosões nos EUA pela minha filha. Na mesma hora lembrei-me das ameaças da Coreia do Norte, justamente na data de hoje, em que ele anunciou a ofensiva por ocasião do 101º aniversário do nascimento do seu avô, Kim Il-sung, mas removi tal articulação devido a tática de ataque ser mais comum a de grupos terroristas.
 
Ainda não foram desvendadas as motivações ou as causas das explosões, mas uma coisa é certa, elas mexeram com as lembranças de 11 de setembro de 2001, dia fatídico para os  EUA em razão do maior ataque terrorista do mundo em solo estadunidense.

Segundo as informações divulgadas nas mídias, além destas duas explosões, um terceiro artefato explosivo foi detonado pela polícia local. Esta terceira explosão ocorreu na Biblioteca JFK, que fica cerca de 4,8 Km de distância do local das primeiras explosões. Esta abriga o memorial e um museu em homenagem ao ex-presidente norte-americano John F. Kennedy.

As explosões ocorreram na proximidade da linha de chegada da Maratona de Boston (Massachusetts, EUA), considerada uma das mais antigas e famosas maratonas do mundo, realizada no dia 15 de abril, feriado estadual em comemeoração ao Dia do Patriota. Por ser um dos maiores eventos de atletismo do país (EUA), realizado anualmente, o número de corredores e espectadores sempre é elevado.

Com certeza, ataque terrorista deve ser a principal linha de investigação, mas enquanto esta não for concluída, nós – leigos em termos de perícias policiais – não devemos afirmar nada. O melhor é aguardar as investigações...

Assistindo, agora, o Jornal na TV, os números oficiais divulgados registram 3 mortes e 144 feridos, sendo muitos em estado graves, inclusive, com amputações devido a gravidade dos ferimentos, a maioria na parte abaixo da cintura.

Fato inadmissível, lamentável...

 
Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil)
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 de Setembro: O outro lado da moeda...


Tom Currao, comandante do Batalhão dos Bombeiros de Nova York, hastea a bandeira dos EUA no local em que ficavam as Torres Gêmeas, dois dias antes das comemorações
de 11 de setembro (Fonte: MSN Notícias)


"A maioria dos americanos foi apresentada ao Islã dez anos atrás, no dia 11 de setembro. E foi o pior tipo de apresentação, feita pelo pior tipo de gente e nas piores condições"

 "A nossa religião também foi sequestrada naquele dia"

Naseem Mahdi
(Vice-presidente da Organização Islâmica Ahmadyya Muslim Community nos EUA)


Leia a respeito na BBC Brasil.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro: Osama Bin Laden foi morto, mas o fantasma do terror ainda existe


             Imagem capturada na Internet (Fonte: ÓperaMundi)                               

11 de setembro... Deveria ser um dia qualquer, um dia a mais em nosso calendário, mas as lembranças sobressaltam - mais uma vez - o povo estadunidense e, por que não estender para além mais... O mundo todo.

Na verdade, uma década de sobressaltos por ocasião da data. Uma década de medidas de segurança máxima e de atenção constante a qualquer atitude suspeita de indivíduos estrangeiros (imigrantes), que representasse uma ameaça à segurança nacional.

Há dez anos, os EUA foram vítimas do maior ataque terrorista já registrado em seu território. Como já mencionei, em postagem anterior, no horário das ações terroristas contra as Torres Gêmeas World Trade Center e nos outros alvos dos grupos de terroristas, eu estava dando aula em uma turma da antiga 8ª série e soube pela minha irmã sobre o primeiro incidente.

Minha aluna ligou um rádio de pilha (era rádio mesmo!) e acompanhamos um pouco. Depois, ao chegar à sala dos professores, pude seguir pelas imagens da televisão.

A princípio pensávamos que era um acidente, mas o trágico dia registrado pelas cenas de dois aviões colidindo nos prédios e, outro, atingindo também o Pentágono não poderia ser real, mas foi e resultou em mais de 3.200 mortes.

Quatro aviões - das duas maiores empresas aéreas dos EUA - foram sequestrados por grupos de terroristas que, ao todo, contabilizavam 19 membros, de diferentes países árabes (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Líbano).

A primeira a ser atingida pelo avião da American Airlines foi a Torre Norte do World Trade Center, às 8h46. Todos os passageiros (92) e tripulantes (9) morreram, assim como as pessoas que – no momento da colisão – se encontravam na torre. As demais que estavam nos andares superiores ao 92º andar, até o 110º andar, ficaram presas.



   Imagem capturada na Internet (Fonte: Quando Tudo é Importante)


Seis minutos depois, equipes de bombeiros chegaram ao local, dando início a uma operação de resgate. Muitos bombeiros subiram pelas escadas da Torre Norte com esta intenção.

Às 9h03m11s, a Torre Sul foi atingida pelo Boeing 767 da United Airlines. Os andares atingidos foram do 77 ao 85. Todos os passageiros (65) e os tripulantes morreram na hora. Muitas pessoas subiram até o telhado da Torre na esperança de serem resgatadas.


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Desafio's D


Quase uma hora após ter sido atingida, o prédio da Torre Sul, com 110 andares vem abaixo, matando a todos que estavam em seu interior, bem como aqueles que se encontravam ao seu entorno, próximos ao prédio, totalizando em cerca de 600 pessoas. Eram 09h58m59s do fatídico 11 de setembro de 2001.

Cerca de trinta minutos depois foi a vez da Torre Norte que também abalada, estruturalmente, caiu, matando 1.400 pessoas tanto do interior do prédio e como nos arredores deste.

Antes mesmo da Torre Sul do World Trade Center cair, outro avião da American Airlines atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no Condado de Arlington, na Virgínia. Nesta ação terrorista morreram todos os passageiros (64) e tripulantes do avião e, também, 125 civis e militares que trabalhavam no prédio.



 Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)

De acordo com o que se tem registrado na mídia, o quarto avião sequestrado tinha como alvo, provavelmente, a Casa Branca, mas um conflito gerado entre alguns passageiros e os terroristas, o fez cair no Sul da Pensilvânia.

Além das Torres Gêmeas e do Pentágono, também foram destruídas ou danificadas seriamente cinco construções e quatro estações subterrâneas de metrô nos arredores do World Trade Center. Em Manhattan, ao todo, foram 25 prédios danificados.

Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda assumiu a responsabilidade por estes ataques nos EUA.

Em razão dos ataques terroristas e diante da ameaça eminente destes, o então Presidente dos EUA, George W. Bush, iniciou uma guerra total contra o terrorismo, mais conhecida como “Guerra ao Terror”. Direcionando medidas políticas e militares contra toda e qualquer ação terrorista, Bush pretendia capturar Osama Bin Laden.

Nestas perspectivas, o seu primeiro alvo foi invadir o Afeganistão, cujo governo Taliban era acusado de apoiar o referido líder terrorista.

Sendo assim, no dia 07 de outubro do mesmo ano (2001), as tropas norte-americanas invadiram o Afeganistão. Os EUA tiveram o apoio da Aliança do Norte (Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão), composta por afegãos que apoiaram os EUA contra os terroristas da Al Qaeda e os Taliban e das forças internacionais do Reino Unido, do Canadá e da Austrália.

A ofensiva militar contra o governo afegão conseguiu expulsar os Taliban do poder. Supostos terroristas foram presos e levados para a base militar de Guantánamo (Cuba), onde – sabe-se – que os mesmos não tiveram os seus direitos básicos assegurados, sofrendo abusos e torturas.

Divergências a parte quanto às ações estadunidenses em solo estrangeiro, inclusive, por não ter proporcionado uma maior estabilidade no país, sujeito a conflitos internos, o Taliban foi derrubado, mas George Bush não conseguiu o seu grande intento: capturar Osama Bin Laden.

Por quase uma década, as buscas pelo líder terrorista não vingaram e o seu sumiço foi considerado – por muitos – como um verdadeiro mistério.

Contudo, no início deste ano, mais precisamente no dia 02 de maio, sob uma ação militar ordenada pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, o líder da rede terrorista Al Qaeda – Osama Bin Laden - foi encontrado e morto por soldados norte-americanos.

Osama Bin Laden era, realmente, um líder e tinha muitos seguidores. Ele utilizava o Alcorão para pregar e justificar as suas ideias. E, em consequência disso, a religião islâmica é analisada – muitas das vezes – em associação ao terrorismo.

No entanto, tanto o islamismo quanto o Alcorão – o seu livro sagrado - não pregam ideias e nem atos terroristas.

Até mesmo os EUA, vítima direta deste maior atentado terrorista registrado no mundo, pratica a tolerância religiosa, respeitando a crença de cada povo.

A prova disso está na posição do presidente Barack Obama mediante ao projeto de construção de uma mesquita nas proximidades do local do World Trade Center.

A polêmica existe, não resta dúvida! Pois, muitos afirmam que o projeto é uma provocação, uma ofensa à memória das vítimas do atentado do dia 11 de setembro de 2001. Outros, no entanto, assim como o presidente dos EUA, acreditam que a tolerância religiosa deve primar pelo equacionamento da situação. A Constituição estadunidense assegura isso.

Além disso, algumas Organizações Islâmicas, como o Conselho de Relações Islâmicas Americanas (CAIR), consideram que a construção da mesquita pode reverter o conceito (errôneo) que as pessoas têm sobre o Islamismo.

Eu também acho, mas sei também o quanto é difícil lembrar as cenas de 11 de setembro de 2011 e ficar inabalável.

As imagens abaixo foram, todas, capturadas do Blog Quando Tudo é Importante













Não há como não ficar sensibilizada com as cenas... Mas, não devemos esquecer, como a minha própria aluna Letícia Costa Ferreira (Turma 1901) comentou na última aula, 6ª feira passada (09/09), “todo terrorista é islâmico, mas nem todo islâmico é terrorista”.

Fontes de Consulta

. Charges: Dez anos do 11 de Setembro - OperaMundi

. Invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos - InfoEscola

. Linha do tempo - BBC Brasil

. O Dia que a Terra parou - Blog do Pena

. Wikipedia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Rede Terrorista Al Qaeda perde o seu líder: Osama bin Laden morreu!

Osama bin Laden (Imagem capturada na Internet - Fonte: Folha.com)


 Hoje, não houve uma sala de aula que eu entrasse, que a notícia comentada por um ou mais alunos era: Osama bin Laden morreu.

Até pela manhã, em casa, estando já acordada desde 5h30, a primeira frase que o meu marido expressou foi “Marli, Obama Bin Laden morreu”. Eu pensei até em responder: “Bom dia para você também”, mas a minha surpresa com a notícia inesperada foi muito grande, que achei melhor nem brincar.

Na verdade, o líder da rede terrorista Al Qaeda, foi morto com um tiro em uma operação militar conduzida pelos EUA, em sua mansão, localizada na cidade de Abbottabad (Paquistão).

Além de Osama bin Laden foram mortos um de seus filhos, uma mulher e dois homens.

Apesar de sua morte representar uma “vitória” para o mundo ocidental, em especial, para os EUA e os parentes das vítimas do maior ataque terrorista protagonizado em solo estadunidense, em 11 de setembro de 2001, sob o seu comando (rede terrorista Al Qaeda), a sua morte não encerra de vez o impasse criado nas relações de ambos os lados.

Alguns analistas, inclusive, cogitam que ele pode ser tornar mais perigoso morto do que em vida? Até porque, o inimigo número dos EUA assegurou que não seria capturado vivo (como não foi) e, também, que inúmeros seguidores abraçariam a sua causa após sua morte, ou seja, ele sugeriu que represálias acontecerão.

Resta saber se estas acontecerão mesmo; se em curto, médio ou longo prazo e, ainda, contra o território estadunidense ou às forças americanas no Afeganistão ou a ambos.

Não restam dúvidas que a insegurança e o temor de uma ação terrorista vão coexistir, tirando a tranquilidade das autoridades e da população estadunidense.

Nenhum descuido será mais aceito... Alerta máximo, mesmo estando Osama bin Laden morto. Agora, mais do que nunca!

Como eu falei, hoje, em sala de aula, a maior ameaça hoje, em dia, são os terroristas que se encontram espalhados pelo mundo todo.

Se haverá um futuro para a rede terrorista Al Qaeda, as opiniões se divergem, mas ao que tudo indica, o forte candidato a assumir o controle, a liderança da organização é um médico egípcio, que era considerado o braço direito de bin Laden: Ayman Al-Zawahri.

Segundo as notícias vinculadas ao médico, este estaria escondido nas montanhas, na faixa fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão.

A história parece não ter fim!


Fontes de Consulta

. Folha.com (várias edições)

. Opinião e Notícias

sábado, 11 de setembro de 2010

11 de Setembro: Nove anos de perplexidade face aos ataques terroristas




Imagem capturada na Internet (Fonte: G1.Globo.com)



11 de setembro… Cheguei a pouco tempo da casa da minha mãe, onde estive desde as 9 horas. Acordei às 6 h, tomei café, acessei a Internet (como é de práxis), arrumei a casa, tomei banho, me arrumei e fui para a casa de minha mãe. Hoje, o meu horário na casa dela era na parte da manhã e da tarde (faço rodízio com as minhas duas irmãs mais novas).

A minha pretensão era postar algo sobre a data de hoje, mas a minha ideia passava distante da mesmice – anual - sobre os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, pois isso eu já havia feito no ano passado.

Queria algo diferente, inclusive, sob o eixo central do discurso do atual presidente dos EUA, Barack Obama, que disse "Não foi a religião que nos atacou naquele dia de setembro. Foi a Al Qaeda", se referindo ao terrorismo que representa a maior ameaça que o mundo sofre nos dias de hoje.

A Guerra Fria acabou e, assim, o embate entre o socialismo versus capitalismo. Mas, outras formas de ameaça e de violência - a nível mundial - surgiram ao longo do tempo e, sob diversas motivações.

Fazendo uso de atos violentos ou de ameaças, o terrorismo se encontra espalhado em diversas partes do mundo, afetando direta e/ou indiretamente qualquer indivíduo, podendo ser este o alvo principal ou, por um simples azar da vida, ser a vítima que estava na hora e local errado.

Terror! Esta é a sensação e o efeito que os seus algozes têm como pretensão causar. É uma estratégica minuciosamente planejada para atingir um fim quer seja político, ideológico e, por mais absurdo que possa parecer, religioso.

Não quis tratar do embate EUA versus Al-Qaeda, mais uma vez, mesmo sabendo que esta relação traduz o maior ataque terrorista de todos os tempos.

Encontrei na Internet, este algo diferente... Uma crônica sobre “TERROR” e, justamente, sob um enfoque mais abrangente (e hilariante) de organizações terroristas, pois este era o ponto que eu queria tratar, tomando por base, o dia dos ataques terroristas às Torres gêmeas do World Trade Center.

Inclusive, recentemente, postei sobre a Organização separatista basca ETA (Euzkadi Ta Askatasuna), na Espanha, mas houve e há tantos outros... Sendero Luminoso, Brigadas Vermelhas, Exército Vermelho, IRA, Hamas etc.

Pois bem, a minha “derrota” por não postar antes de sair de casa foi o fato de constar – no rodapé do site - que todos os direitos eram reservados, devendo ter a autorização prévia da autora para copiar.

Diante de tais circunstâncias, mandei um e-mail à autora da referida obra e fui embora para a casa da minha mãe.

Ao retornar às 20 h, acessei o meu correio eletrônico e, para a minha surpresa, a autora me respondeu (não esperava tamanha rapidez). Ela autorizou-me a postar no Blog, mas eis que veio outra derrota... Cadê que eu consegui copiar?!

Não sei se foi burrice mesmo, de minha parte, ou se a alternativa era transcrever palavra por palavra da crônica...

Por isso, caros leitores e, em especial, a minha aluna Priscila Ribeiro (Turma 1902), que me cobrou – no Mural de Recados - uma postagem acerca dos atentados terroristas do dia 11 de setembro, acessem a reportagem do Jornal Nacional do fatídico dia no meu espaço (acessem AQUI) e leiam a crônica de Dolce Vita, intitulada “Enfim uma crônica de Terror!”.

A mesma autora tem uma crônica específica sobre o atentado (Quando Setembro Sangrou)


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ETA: Cessar-fogo é pouco; Espanha quer a sua dissolução


Imagem capturada na Internet (Fonte: ASEH)


Insuficiente”, esta foi a expressão utilizada pelo governo e os principais partidos políticos espanhóis quanto à mensagem do ETA, anunciado ontem através de vídeo, acerca de um novo cessar-fogo de suas atividades armadas em prol de um processo de negociação justa e democrática para resolver a situação conflitante entre o povo basco (que lutam pela independência do País Basco) e a Espanha.
 
De acordo com a avaliação do ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, o anúncio do fim das ações armadas por parte do ETA é um passo insuficiente, uma vez que o grupo terrorista "tem de deixar a violência totalmente, para sempre" (Terra Notícias). Opinião esta compartilhada por todos, assim como ao prosseguimento da política antiterrorista do governo.
 
Para o líder do conservador Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, principal partido de oposição ao governo, o quê mais interessa, neste momento, é a dissolução do grupo terrorista ETA e mais, ele confirmou o seu apoio caso o governo mantenha a sua atual política antiterrorista.
 
Para Antonio Basagoiti, presidente do Partido Popular (PP) no País Basco, o comunicado do ETA consiste em uma "trégua eleitoral" para que o Batasuna e outros, braços políticos da organização terrorista, em questão, possam concorrer às eleições municipais de maio de 2011.
 
Estes por estarem associados à ETA foram considerados ilegais pela Justiça espanhola face à Lei de Partidos, que considera e atribui à ilegalidade aos partidos políticos que tenham alguma ligação com o terrorismo, coibindo-os de concorrer às eleições.
 
A situação atual da referida organização terrorista não está nada boa, segundo os especialistas, em virtude das várias prisões de seus membros nos últimos meses e da queda do apoio popular, até mesmo entre os bascos.


ETA anuncia cessar fogo em troca de negociação para fim de conflito político secular


Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 Notícias)


Ainda acerca da Europa, continente em evidência nas mídias nos últimos dias, de modo quase permanente, além da exaltação ao sentimento nacionalista contra os imigrantes, o seu quadro político é marcado também por movimentos separatistas, nos quais minorias étnicas existentes em alguns países europeus lutam pela emancipação da região onde vivem.
 
Em situação semelhante a outros povos no mundo, que vivem em regiões dentro de um país constituído por outro povo ou povos, tal como os Mongóis (norte da China), aos Tibetanos (sudoeste da China) e aos Curdos (espalhados no Iraque, Irã e Turquia), os Bascos são um grupo étnico que vivem numa região autônoma denominada de País Basco (também conhecido como Euskadi ou Euskal Herria), localizada entre o norte da Espanha e o sudoeste da França.
 
Neste último domingo, a Organização separatista basca ETA (Euzkadi Ta Askatasuna, na língua basca/ Pátria Basca e Liberdade), fundada em 1959 por dissidentes do Partido Nacional Basco, anunciou, mais uma vez, um cessar-fogo através de um vídeo, no qual mostravam três membros do ETA, encapuzados e sentados em uma mesa, tendo ao fundo o símbolo da Organização e, nas laterais, as bandeiras do País Basco.
 
De acordo com a mensagem do vídeo, lida por uma mulher, o ETA se mostra decidido a dar início – mais uma vez - a um processo não armado em busca do fim deste conflito entre a Organização e o governo espanhol. Se o cessar-fogo é definitivo ou temporário, ninguém sabe.
 
O ETA sempre lutou pela independência completa do País Basco, no norte da Espanha. A atuação da organização ficou conhecida, mundialmente, a partir da década de 60 (século XX), pela forma violenta de seus ideais separatistas. E uma das formas de ataque terrorista preferidas da organização era a explosão de carros-bomba, tendo como alvos principais, os políticos, os membros do Governo e policiais.
 
Em 1975, com o fim da ditadura, a Espanha tentou estabelecer um acordo com o povo basco, porém sem conceder a independência tão almejada por ele. Como era de se esperar, a população basca recusou e o ETA retomou os ataques armados.
No ano de 1995, a referida organização chegou a propor – numa segunda tentativa - um tratado de paz, no qual reivindicava o reconhecimento territorial do País Basco, a liberdade política e a anistia aos prisioneiros políticos, refugiados e deportados. Por sua parte, ele se comprometeu a suspender as investidas armadas.

De ambos os lados não houve compromisso firmado.

O governo espanhol estima que o ETA tenha matado, desde a década de 60 (século XX), mais de 800 pessoas em cerca de 1.600 atividades terroristas.

Ultimamente, a organização foi perdendo apoio popular, inclusive, entre os próprios bascos e, consequentemente, o número de atentados diminuiu.

Além da cultura, a mais forte distinção entre os bascos e os povos vizinhos (espanhóis, franceses e outros) é a língua. Portugueses, espanhóis, italianos e franceses descendem de povos de origem latina, ou seja, nações que integravam o antigo e poderoso Império Romano (a língua era o latim). As línguas faladas por estes são chamadas, hoje, de neolatinas.

Em função disso, diferentemente dos seus vizinhos de línguas neolatinas, mais próximos (Espanha, França e Portugal), os bascos falam o Euskera, língua que lhes confere uma identidade nacional, única na região. Acredita-se que ela é uma continuidade da língua falada pelos antigos povos que habitavam a região, bem antes da época pré-romana, porém da uma época pré-céltica, provavelmente, de um período antes das grandes invasões de tribos asiáticas na Europa.

E, é por isso, que esta seja possivelmente a língua mais antiga – ainda - falada na Europa. Porém, além do euskera, na região também fala-se o castelhano.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Coisaparecida)

Fontes:

. Folha.com

. Material didático particular (apostila)

. R7 Notícias

 

sábado, 3 de abril de 2010

Conflito Rússia x Chechênia: Ataques Suicidas no Metrô de Moscou




Imagem capturada na Internet (Folha On Line) e reproduzida no Adobe Photoshop
 
Outro assunto pertinente aos tópicos abordados neste início de ano letivo, sobretudo, no 9° ano, diz respeito ao fato recente ocorrido na 2ª feira passada (29/03) em Moscou (Rússia), onde dois ataques suicidas foram cometidos, pela manhã, em duas estações do metrô.
 
A temática... Movimentos separatistas, isto é, povos reivindicando a emancipação da região onde vivem. Neste caso em questão, eles almejam o reconhecimento do seu país, do seu território. Infelizmente, os conflitos gerados pelo impasse entre ambas as parte se dá de forma armada, sob ações terroristas ou de guerrilhas.
 
No episódio recente, o cenário foi o território russo, os protagonistas eram e são de origem chechena (Chechênia, região do Cáucaso, ainda não reconhecida - internacionalmente - como República) e os atores coadjuvantes, infelizmente, as pessoas afetadas, civis – inocentes – que circulavam nos trens do metrô da capital da Rússia.
 
Conflito antigo entre a Rússia e a região da Chechênia...
 
Os ataques foram provocados por duas mulheres-bombas, cada qual em uma estação do metrô, com intervalo de tempo entre a primeira e a segunda explosão em cerca de 40 minutos.
 
Segundo fontes de pesquisa, os artefatos usados pelas duas mulheres tinham alto poder de destruição. As bombas, a base de hexogênio (RDX), também foram recheadas com pedaços de metal com o propósito de intensificar o seu efeito destrutivo.
 
A primeira mulher-bomba detonou os explosivos, às 07:56h (hora local), na estação de Lubyanka, que fica próximo aos escritórios do Serviço Federal de Segurança (FSB). De acordo com o que foi publicado nas mídias, a força de destruição dos artefatos utilizados, neste primeiro ataque, foi equivalente a até 4 Kg de TNT. No exato momento, vinte e quatro pessoas morreram em consequência da explosão.
 
O segundo ataque suicida ocorreu na estação de Park Kultury e os artefatos tinham a potência equivalente a 1,5 a 2 Kg de TNT. Nesta segunda explosão, morreram 14 pessoas.
 
Em ambas as ocorrências, as mulheres-bombas detonaram os artefatos, que estavam junto aos seus corpos, quando os trens chegaram nas estações e as suas respectivas portas abriram para o embarque e desembarque das pessoas.
 
O número de mortos em consequência destes ataques suicidas aumentou (39) e deve aumentar em virtude do número de vítimas em estado grave (72 feridos continuam hospitalizados, sendo 5 em estado grave).
 
Segundo os serviços de segurança do metrô, as mulheres-bombas não estavam sozinhas. Cada uma delas teve a companhia de uma outra mulher até chegarem às respectivas estações do metrô (estações de Lubyanka e de Park Kultury). Há, ainda, a suspeita de uma terceira pessoa envolvida junto que estas mulheres. Este seria um homem, de idade presumível de 30 anos, cuja presença e suposto envolvimento foi registrado pelas câmeras de segurança.
 
Tanto o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, quanto o Primeiro-Ministro (e ex-presidente russo), Vladimir Putin, declararam “guerra” ao terrorismo, ou seja, aos responsáveis pelos ataques terroristas.
 
Apesar das suspeitas, inicialmente, terem caído sobre os rebeldes chechenos, nenhum grupo terrorista – até então - havia assumido a responsabilidade pelos referidos ataques.
 
Contudo, no último dia 31 de março (4ª feira), um vídeo foi divulgado em um site islâmico (não-oficial), no qual o líder rebelde checheno Doku Umarov, que se autodenomina "Emir dos Emirados do Cáucaso", assume a responsabilidade quanto aos ataques suicidas no metrô de Moscou.


Imagem capturada na Internet (UOL Notícias)
 

Localização da Chechênia - Imagem capturada na Internet
Além de assumir os ataques, Doku Umarov os justifica como forma de vingança ao massacre de habitantes chechenos e inguches cometido pelas forças russas. Em sua mensagem, ele ainda alerta que os atentados vão prosseguir.
 
A notícia só foi divulgada após averiguação da autenticidade do vídeo, que foi feita e confirmada pelo Centro Americano de Vigilância de Páginas Islâmicas (Site).
 
As autoridades russas asseguraram que entre os rebeldes há pessoas ligadas ao grupo terrorista islâmico Al Qaeda.
 
Nos dias 31 de março e 01 de abril, outros ataques terroristas marcaram o país. Ambos ocorreram no Daguestão, república autônoma russa localizada, também, no Norte do Cáucaso e que faz fronteira com a Chechênia e com Azerbaijão.
 
Na 4ª feira (31/03), o ataque foi na cidade de Kizlyar, onde um homem-bomba detonou os artefatos, matando - pelo menos - 12 pessoas. No dia seguinte, duas pessoas morreram em consequência da explosão do carro, onde elas estavam. Até o momento, tudo leva a crer que a detonação foi espontânea, ou seja, acidental. Uma terceira pessoa se encontra hospitalizada em estado grave.
 
O líder rebelde checheno Doku Umarov, contudo, não assumiu a responsabilidade quanto a estes últimos ataques, no Daguestão.
 
Na próxima postagem, aprofundarei o tópico sobre a Chechênia, região de conflito entre os russos e os chechenos, desde os anos 90 (Século XX), cujas dimensões perpassam às esferas política, econômica, geográfica e religiosa.
 
Inclusive, neste contexto, uma das cenas que mais me marcou foi o ataque dos separatistas chechenos a uma escola primária de Beslan (Odisséia do Norte), em setembro de 2004. As imagens chocaram o mundo. A ação terrorista matou 339 pessoas, sendo a maioria crianças. Foram cenas de grande terror. Horrível!


Mulheres suspeitas dos ataques suicidas no metrô de Moscou
Imagem capturada na Internet (Folha OnLine)




Fontes:
 
 
 

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ataque Terrorista nos EUA: 11 de setembro de 2001

Aproveitando o tema das últimas postagens, Estados Unidos, bem como a abrangência de discussões que o vídeo abaixo nos remete (terrorismo, Al-Qaeda, imperalismo estadunidense, globalização, união dos mercados, imigrantes etc), achei oportuno relembrar o ataque terrorista do dia 11 de setembro de 2001.

Muitos alunos lembram, outros eram bem menores e, por isso, não tinham a noção exata do que este representou para a sociedade estadunidense, para a política do EUA e para o mundo.

Eu lembro muito bem deste dia... Eu estava dando aula em uma turma de 8ª série (turma 802) na E. M. Dilermando Cruz, quando a minha irmã (professora da Unidade Escolar) veio me avisar sobre um grave acidente aéreo nos EUA.

Como eu não podia sair da sala, fiquei curiosa e, ao mesmo tempo, apreensiva, sem saber a dimensão do acidente. Do mesmo jeito, a turma se comportou.

De repente, uma aluna me chamou, alegando que portava um rádio de pilha na mochila. Prontamente, ela ligou o aparelho e uma pausa se fez na aula, aos burburinhos se instalou o silêncio e, involuntariamente, uma nova aula se deu por iniciada.

Todos ficaram atentos à transmissão do noticiário. As primeiras versões jornalísticas relatavam dois acidentes aéreos, os quais coincidentemente - à primeira vista - teriam atingidos dois prédios nos EUA.

O tempo da minha aula acabou e as notícias, ainda imprecisas, sustentavam acidente aéreo, duplamente, com intervalo de tempo muito pequeno entre um e o outro.

Passei rapidinho na Sala dos Professores, antes de adentrar em outra turma, onde havia uma televisão ligada e um grupo de servidores (professores, pessoal administrativo e de apoio) assistindo a transmissão. Todos estavam intrigados.

As imagens eram reprisadas, a todo o momento, e comentadas pelos repórteres. Foi neste momento que tomei noção das cenas do acidente, sem entender, porém, as coincidências dos fatos.

Voltei a minha atividade em outra turma, onde relatei as notícias até onde sabia (noticiado pelo rádio e pela TV).

Só depois pude tomar conhecimento do fato em si e de sua natureza... O maior ataque terrorista já cometido no mundo. Isso foi no dia 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América (EUA).

Sob o efeito chamada Aldeia Global, este atentado causou efeitos imediatos na economia mundial. O chamado pregão da Bolsa de Nova Iorque, onde operam as maiores corretoras do mundo, foi interrompido por quatro dias.

A insegurança se alastrou entre os investidores, que venderam suas ações, principalmente de companhias aéreas e seguradoras.

Muitos trabalhadores do ramo foram prejudicados, perdendo emprego. Eu mesma tenho um conhecido, que perdeu o emprego na área da aviação por consequência da crise que se alastrou neste campo, após o avião ter sido utilizado como meio de ataque direto.

O mundo só voltou ao normal em 16 de setembro de 2001. Nisso, os países quebraram normas pré-definidas e os mais pobres acabaram mais prejudicados.

Apesar de ter sido um fato histórico lamentável e covarde contra pessoas comuns, vale a pena relembrar para discutirmos em sala de aula.