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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Discussão sobre a Exploração dos Combustíveis Fósseis agita as águas do Mar Cáspio


Mar Cáspio
Imagem capturada na Internet

Reconhecido por sua localização e importância estratégicas, quer seja como via de comunicação entre os países limítrofes quer seja por constituir-se em uma zona de grande produção de petróleo e gás do mundo, entre outros aspectos, a situação do Mar Cáspio vai ser retomada este ano, com previsão para o primeiro semestre de 2018, a fim de resolver as normas efetivas de sua exploração econômica.
 
E, sob esse contexto, paira a sua classificação como mar ou como lago, uma vez este é considerado um mar por suas águas salgadas, enquanto outros o consideram como o maior lago de água salgada do mundo. Esse impasse quanto à definição de seu status (mar ou lago) é crucial, tendo em vista que as normas e as políticas de sua exploração são bastante distintas entre ambos os casos. O que demanda um acordo comum entre os países que circundam as suas águas e que possuem interesse em explorar – por completo – os seus recursos naturais, sobretudo, os energéticos (combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural).
 
Localizado entre a Europa e a Ásia, o mar Cáspio é um exemplo de mar “Fechado ou Isolado”, tal como o mar Morto e o Aral. No entanto, ele é o maior deles, possuindo aproximadamente 370 mil km².
 
Os chamados mares Fechados (Isolados) se encontram localizados no interior dos continentes e não fazem comunicação com oceanos ou mares. No caso do mar Cáspio, este recebe água de três grandes rios, o Volga, o Ural e o Terek, além de outros cursos fluviais menores.
 
Dentre os maiores, o rio Volga – o mais extenso da Europa - é o responsável pela maior parte de aporte de água doce que o alimenta, assim como dos resíduos contaminantes (sólidos e líquidos) de quase metade da população da Rússia e de um 1/3 dos resíduos das produções industriais e agrícolas praticadas ao longo das margens do curso do referido rio. 
 
A extensão costeira do Mar Cáspio é de aproximadamente 7.000 Km. Em suas margens vivem cerca de 12 milhões de pessoas, distribuídas entre os cinco países que o delimitam: Rússia (ao noroeste), Azerbaijão (ao sudoeste), Cazaquistão (ao nordeste), Turcomenistão (ao sudeste) e o Irã (ao sul).

 

Mapa de Localização do Mar Cáspio
Imagem capturada na Internet

A superfície da sua água está 27 metros abaixo do nível do mar e sua profundidade é variável de acordo com a localidade (profundidade média, 180 m), não superando os 1.025 metros (profundidade máxima), correspondendo assim, em um corpo d’água baixo e raso.
 
A ele foi atribuído a classificação de mar devido ao seu grande teor salino, constatado por sua água bastante salgada. Contudo, a quantidade de sais existentes é inferior em comparação a encontrada nos oceanos.
 
Seu nome deriva dos antigos habitantes da região, os povos kaspi (Cápios), que viviam em sua margem ocidental.
 
Sua importância econômica e estratégica consiste na ocorrência de grandes reservas recursos energéticos em sua bacia sedimentar, o que lhe confere ser uma das regiões de maior produção de petróleo e gás natural do mundo. Segundo fontes de pesquisa, as reservas de gás natural são maiores que as de petróleo.
 
Embora, Azerbaijão tenha sempre se destacado na extração/exploração de óleo e gás em suas águas territoriais (desde a sua descoberta na segunda metade do século XIX), o anúncio recente da ocorrência de grandes reservas de petróleo nas profundezas do lago ampliaram a sua área de exploração e, consequentemente, o interesse dos países localizados ao seu entorno. Extraem-se também sal, areia, calcário, argila e outros recursos do mar.
 
 Exploração de petróleo e gás no Mar Cáspio
Imagem capturada na Internet
Fonte: Russobras

Ainda sob esse contexto econômico, no Mar Cáspio há ocorrência do peixe esturjão, do qual se extrai as suas ovas das fêmeas para a produção do caviar, produto de luxo e de valor comercial muito elevado. O Mar Cáspio é considerado, tradicionalmente, como produtor dos melhores caviares do mundo 
 
De acordo com especialistas, mais de 80% dos esturjões do mundo habitam, precisamente, as águas do Mar Cáspio.
 
Pesca dos esturjões no Mar Cáspio
Imagem capturada na Internet

 
Extração das ovas do Esturjão (fêmea)
 
 
 Caviar
Imagens capturadas na Internet
Fonte de ambas: Vinho Sem Segredo
 
 No entanto, há décadas tem-se observado uma progressiva redução do esturjão devido à contaminação de suas águas, a pesca ilegal, entre outros fatores, o que acaba tornando o produto (caviar) cada vez mais raro e valioso no mercado mundial, assim como a tomada de medidas imprescindíveis a evitar a sua extinção, como moratória sobre a pesca do mesmo, o desenvolvimento de fazendas de reprodução artificial etc.
 
Além desse impacto ambiental, em relação ao peixe esturjão e outros de sua fauna marinha (certamente pelas mesmas consequências), com base em levantamentos realizados desde 1996, pesquisadores apontam que as mudanças climáticas - direta e/ou indiretamente - irão afetar negativamente a dinâmica do Mar Cáspio. De acordo com um artigo publicado na Geophysical Research Letters e citado no Gizmodo Brasil:
 
“Com o contínuo aquecimento do hemisfério norte,
pode-se esperar que os níveis de evaporação anual
do Mar Cáspio continuem a crescer no futuro”.
 
Independentemente, desses problemas ambientais no Mar Cáspio (poluição das águas, riscos de extinção de espécies da fauna marinha, redução do nível de água, efeitos do aquecimento global, entre outros fatores), hoje, o que está mobilizando efetivamente a política entre os cinco países que o circundam (Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Turcomenistão e o Irã) e que se encontra por detrás desse impasse acerca se o Cáspio é, verdadeiramente, um mar ou um lago, é o interesse econômico sobre as vastas reservas de petróleo e gás natural de sua bacia sedimentar, na intenção de delimitar as respectivas áreas de extração/exploração econômica a cada país envolvido.
 
A definição efetiva do Cáspio e em conformidade geral, quer seja como mar quer seja como lago, implicará em diferentes normas de exploração dos recursos energéticos em questão entre os referidos países, acima citados.
 
Se o Cáspio permanecer com o seu atual status de mar, caberá a cada país envolvido – de acordo com o Direito Internacional Marítimo (já existente) – a exploração econômica em sua respectiva faixa litorânea.
 
Se o mesmo for redefinido como um lago será necessário firmar um acordo, entre os cinco países citados, a fim de estabelecer normas de navegação e exploração dos recursos de forma compactuada.
 
Em relação a esse impasse, dentre os cinco países ligados diretamente ao mar Cáspio, o Irã sempre defendeu a sua classificação lacustre (lago), o que possibilitaria firmar uma partilha igualitária da exploração dos combustíveis fósseis de sua bacia sedimentar.
 
No entanto, tanto o seu posicionamento quanto a sua política diverge dos demais países, assim como é mostra conflituosa.
 
Em 2001, o país se posicionou adverso à atuação de grandes multinacionais de petróleo em áreas de seu interesse, tal como ocorreu no caso da companhia inglesa British Petroleum, que não pode terminar os seus trabalhos de exploração no campo de Araz-Sharg-Alov (próximo à costa litorânea do Azerbaijão), cuja área era reivindicada por ambos, os países. A partir deste episódio, o governo iraniano se dispôs contrário a qualquer projeto de desenvolvimento neste setor.
 
Recentemente, em dezembro do 2017, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Bahram Qasse-mi, ratificou que o emprego das leis marítimas convencionais não constava da agenda de seu país, o que significa que o governo iraniano rejeita o status de mar ao Cáspio.
 
E ainda, o mesmo cogitou a possibilidade de não haver um acordo este ano, tal como está previsto, em razão dos intensos desentendimentos entre os países envolvidos nesta perspectiva da demarcação das respectivas áreas de exploração econômica. Contrariando as declarações do Chanceler russo, Sergey Lavrov, proferidas no início de dezembro do ano passado, quando este afirmou que as divergências que existiam entre os cinco países envolvidos na disputa haviam sido remediadas e que todos estariam predispostos a assinar um acordo de delimitação de suas respectivas áreas de exploração.
 
Sendo assim e rejeitando esse acordo final, o Irã permanece isolado politicamente e, ao mesmo tempo, sofrendo constantes pressões econômicas para mudar o seu posicionamento em relação a este.
 
Tal como fora anunciado, o referido acordo está previsto para ser assinado no primeiro semestre deste ano (2018), durante a 5ª Conferência do Cáspio, a ser realizada no Cazaquistão. A data definitiva da Conferência ainda não confirmada.
 
Caso, o Irã não ceda às pressões e permaneça firme em sua posição contraditória, o país corre sério risco de ficar de fora dos planos e projetos futuros voltados à exploração das reservas de combustíveis fósseis na região da bacia do Cáspio. Vamos aguardar para ver o desenrolar desta polêmica...
 
 
Fontes de Pesquisa
 
. Biomania
 
 
 
 
. Wikipédia (várias edições)

 

domingo, 19 de março de 2017

Surto da Febre Amarela


Imagem capturada na Internet

Texto atualizado em 20/03/2017 às 7h50

Mais uma vez, a população brasileira se vê às voltas com um problema na área da saúde e, também, mais uma vez, o seu vetor é um mosquito. Estou me referindo ao surto de febre amarela silvestre que o país está enfrentando, desde o final do ano passado (2016).

Na verdade, a doença é uma só, a febre amarela, doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por um inseto), com ocorrências nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países africanos.
 
O nome da doença - febre amarela - deriva do fato de que tanto a pele quanto os olhos do doente adquirem uma tonalidade amarelada, próprio da icterícia.

De acordo com alguns especialistas, a distinção entre febre amarela silvestre e febre amarela urbana é um equívoco, pois o vírus é o mesmo, assim como os sintomas e sua evolução clínica. As diferenças existentes têm a ver com sua área de ocorrência (florestas, áreas rurais ou urbanas), com o mosquito transmissor infectado (os gêneros são distintos) e a forma de contagio (hospedeiro do vírus).
 
No entanto, contrariando alguns especialistas, vou fazer uso dos termos silvestre e urbano na intenção de facilitar a compreensão geográfica.
 
A febre amarela “silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas (florestas) e em matas ciliares (vegetações nas margens dos rios). Eles não vivem em áreas urbanas, sendo comum nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do estado de Maranhão. A reprodução do mosquito ocorre, somente, em buracos de árvores, onde os seus ovos são depositados, eclodindo em contato com as águas da chuva.
 
Mosquito dos gêneros Haemagogus e Sabethes
Imagem capturada na Internet
 
Em áreas urbanas (cidades), o vetor da febre amarela é o mesmo que transmite a Dengue, a Chicungunha e a Zica, ou seja, é o mosquito Aedes aegypti. Nos centros urbanos, a febre amarela foi erradicada desde o início da década de 40 (Século XX), daí a atual preocupação das autoridades da área de Saúde quanto à proliferação do vírus nas cidades, onde há uma maior incidência do mosquito Aedes aegypti, possibilitando o retorno da doença.
 
 
Mosquito Aedes aegypti
Imagem capturada na Internet
Fonte: FENABB
 
Os principais hospedeiros do vírus da febre amarela “silvestre” são os primatas (macacos), como os bugios, os micos (mico-leão e outros) e macacos-prego. O ciclo de transmissão do vírus tem início a partir do momento em que os mosquitos (gêneros Haemagogus e o Sabethes) picam macacos infectados, transmitindo o vírus, logo em seguida, a outro macaco ou ser humano.
 
 Bugio - Imagem capturada na Internet
 
Mico - Imagem capturada na Internet
 
Macaco Prego - Imagem capturada na Internet
 
De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira de Viriologia, o médico Maurício Lacerda Nogueira (Jornal O Globo, 20/01/2017/pag. 30),
 
“É um erro dizer que o macaco é o reservatório. Ele não é.
É o que chamamos de hospedeiro amplificador.
Ele não é o reservatório porque adoece e morre da doença,
como a gente”.
 
hospedeiro do vírus da febre amarela “urbana” é o homem e o ciclo de transmissão inicia quando este (infectado) é picado pelo mosquito (gêneros Aedes), que vai repassar o vírus a outro ser humano.
 
A febre amarela pode ser letal. A forma mais grave se dá por insuficiência hepática e renal, que podem levar ao óbito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade pode variar de 15% a 45%.

Hoje, o risco da febre amarela silvestre e sua proliferação para as áreas urbanas no Brasil é eminente e preocupante, pois no período de 2000 a 2016, a média de mortes em consequência da febre amarela “silvestre”, no país, chegou a 48%, com registro de 346 casos confirmados e 166 óbitos.


O último Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, abrangendo o período de dezembro de 2016 a 15 de março de 2017, já foram contabilizados - em relação ao surto da febre amarela - 259 óbitos notificados, sendo 112 em investigação e 137 confirmados. Deste total já diagnosticado (137), 111 mortes ocorreram no estado de Minas Gerais (Informe da Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Nº 32/2017 – disponível em PDF).
 
O primeiro estado brasileiro a apresentar febre amarela “silvestre” em humanos foi Minas Gerais, inclusive, este registra o maior número de casos e de óbitos. A doença se alastrou a outros estados brasileiros, como Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte e, mais recentemente, em nosso estado, Rio de Janeiro. O que consiste em dizer que o Sudeste é, até o presente momento, a única região brasileira em que todos os estados (Minas Gerias, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) apresentam casos suspeitos e/ou confirmados da febre amarela silvestre, com registros de óbitos em consequência da doença.
 
Tal situação é grave porque a doença está avançando para as áreas urbanas, inclusive, na direção Leste, na faixa litorânea, onde há maior concentração demográfica (população) e, como mencionei anteriormente, onde há uma incidência muito grande do mosquito Aedes aegypti.
 
E, para que isso possa ser evitado ou tenha efeitos menores, os especialistas destacam ações preventivas, como a vacinação, independente da área estar ou não estar incluída na área de recomendação. É preciso ampliar o programa de vacinação para todo o território nacional.
 
A confirmação de novos casos em áreas, até então, não consideradas de risco, mostra a vulnerabilidade e a suscetibilidade que o país se encontra diante ao surto da febre amarela. Condições favoráveis não faltaram e não faltam. Mas, houve falhas e atraso na ampliação do programa de vacinação, o que poderia ter evitado o surto e até o número de mortes.
 
Trata-se de mais uma tragédia anunciada mediante o número elevado de pessoas não vacinadas no país, o seu principal vetor ser um mosquito e, com ele, o rápido avanço do surto da febre amarela nos estados. Além disso, não podemos esquecer que algumas espécies de primatas transmissores são comuns em áreas urbanas, como os micos e macacos-prego.
 
Os sintomas da febre amarela variam muito, de leves (confundindo-se a uma virose) a graves, que podem levar ao óbito.  
 
Os sintomas mais comuns da doença são: febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômito e diarreia, que surgem no período de incubação do vírus (em geral, de 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado).
 
Nos casos mais graves da doença, os sintomas evoluem e podem ocorrer icterícia progressiva, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite e coma hepático (problemas no fígado), no pulmão, problemas cardíacos (miocardite), convulsões e delírios.

A vacina desenvolvida pelo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é eficaz à imunização contra a febre amarela e, até 2014, acreditava-se que era preciso tomar uma dose da vacina de dez a dez anos, em um total de duas doses. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que uma única dose – a partir dos cinco anos de idade – é suficiente para assegurar a imunização das pessoas à doença. Mas, apesar dessa orientação, o Ministério da Saúde mantém o programa com duas doses da vacina contra a febre amarela no calendário nacional, como medida de proteção.

O combate aos criadores do mosquito transmissor e as campanhas de vacinação são estratégias eficazes e preventivas.
 
Clique na Imagem para AMPLIAR
Imagem capturada na Internet
 
 Fontes de Consulta
 
. Febre AmarelaDr. Dráuzio Varella
 
. Febre amarela urbana e silvestre: qual a diferença?
 
. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção Bio-Manguinhos/FIOCRUZ
. MARTINS & CASTIÑEIRAS. Febre amarela: áreas de risco no Brasil
. Perguntas e RepostasPortal da Saúde
 
. PIVETTA, Marcos.  A ameaça da febre amarela

domingo, 11 de setembro de 2016

O Constante Clima da Guerra Fria reproduzido pela Coreia do Norte

 Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un
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A Coreia do Norte realizou, nesta última 5ª feira (08/09), o quinto e o maior teste nuclear – até a presente data. O segundo neste ano (janeiro e, agora, em setembro).


Desde 2006 e, contando com este último, o regime norte-coreano já realizou cinco testes nucleares, os quais desencadearam terremotos “artificiais”, ou seja, abalos sísmicos provocados direta e/ou indiretamente pelo homem. Neste último, o tremor foi de magnitude 5,3˚.

Testes Nucleares realizados pela Coreia do Norte 
(2006-2016) 

DATA

8/10/2006

24/05/2009

12/02/2013

05/01/2016

08/09/2016

MAGNITUDE
TERREMOTO

4,3˚

4,7˚

5,1˚

5,1˚

5,3˚
 Fonte: Jornal O Globo, 10/09/2016 - Página 23

De acordo com os especialistas, o poder do teste nuclear foi grande e a energia liberada em sua explosão alcançou 10 quilotons. Só para se ter uma ideia, a energia produzida pela detonação da bomba atômica na cidade de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, ambas lançadas pelos EUA, no final da II Guerra Mundial (agosto de 1945), alcançou – respectivamente – 15 e 20 quilotons. Cada quiloton equivale a mil quilos (uma tonelada) do explosivo TNT (Trinitrotolueno).

 O teste nuclear – cuja data “coincidiu” com o 68º aniversário do regime comunista (1948) - foi realizado na base de Punggye-ri, localizada na região nordeste do país, o mesmo local das detonações anteriores (2006, 2009, 2013 e janeiro de 2016).

 Imagem capturada na Internet

Apesar, do governo norte-coreano ainda não ter desenvolvido uma bomba nuclear igual ou mais potente das que destruíram as duas cidades japonesas, Hiroshima e Nagasaki, pelos EUA, há 71 anos, o fato do mesmo alegar que o teste realizado - em janeiro deste ano – foi com bomba de hidrogênio representa uma grave ameaça à maior potência econômica do mundo e da América. 

A bomba de hidrogênio é mais poderosa (potente) que a bomba atômica. No entanto, de acordo com especialistas, não há confirmação se o referido teste foi mesmo com esse tipo de bomba, pois a energia liberada em sua detonação foi considerada insuficiente à potência da mesma.

Como era de se esperar, mediante a gravidade deste último teste nuclear e, ao mesmo tempo, da ousadia do governo norte-coreano em violar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU acerca da proibição de uso de qualquer tecnologia para aumentar o seu arsenal nuclear, diversas autoridades do mundo inteiro se pronunciaram e condenaram o que eles chamam de “provocações” da Coreia do Norte.

Exercício este, que representa uma grande ameaça à paz e à segurança mundial. O quinto e aos moldes do período da Guerra Fria, por ocasião do embate indireto entre os EUA capitalista (e seus aliados) e a URSS socialista (e seus aliados).

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU se reuniram, a pedido do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA, a fim de discutir e preparar novas sanções econômicas e comerciais à Coreia do Norte. Deverão ser sanções mais severas, mas a nível econômico e comercial, tal como preconiza o artigo 41 da Carta da ONU, a qual prediz que as medidas apropriadas não envolvem a utilização da força.


Fontes de Consulta

Conselho de Segurança da ONU prepara sanções à Coreia do Norte

Coreia do Norte confirma que realizou novo teste nuclear. G1 - Mundo

. O Desafio Nuclear de Kim. Jornal O Globo, Página 23, Edição impressa do dia 10/09/2016.

. O quão é perigosa é a Coreia do Norte? Politike - Carta Capital

domingo, 8 de novembro de 2015

Crise Econômica e Política no país: Só não vê, quem não quer


Imagem escaneada e trabalhada no Adobe Photoshop
Fonte: Revista O Globo, de 08/11/2015 (Autor Cláudio Paiva)

Não há como ignorar ou dizer que não está acontecendo, pois estamos vendo, diariamente, os efeitos da crise econômica no Brasil. Segundo os especialistas, estes efeitos vão piorar.

Não precisa ser um especialista no assunto para verificar as mudanças que estão ocorrendo em vários setores da economia, seja no comércio, nas indústrias ou nos serviços. 

Inflação, altas taxas de juros (cheque especial, crédito pessoal, cartões etc.), falência, redução do quadro de funcionários (demissões), redução na oferta de serviços, corte de gastos e de Programas por parte do Governo, aumento das taxas de desemprego e da inadimplência do consumidor são destaques nos principais meios de comunicação (mídias).


  Imagens capturadas na Internet e trabalhadas no Adobe Photoshop

Eu mesma posso citar diversas evidências concretas da crise, como por exemplo, a redução de funcionários em uma rede de lojas de departamento famosa, a qual, além de apresentar um número incipiente de pessoal (escassos no interior da loja), acabou com o setor de troca, autorizando que a mesma seja efetuada diretamente nos Caixas.

Minha filha já havia me dito que as Lojas Marisa iria fechar e eu, a princípio, não acreditei. Depois, fui pesquisar na Internet e descobri que era verdade. Em setembro passado, a empresa afirmou que das 409 lojas existentes, 1uatro foram fechadas, mas que a estimativa era de encerrar as atividades em mais nove lojas, totalizando 15 unidades.

Além destas, outras unidades de famosas redes varejistas fecharam, como Casas Bahia e Ponto Frio, que pertencem à empresa Via Varejo, do Grupo Pão de Açúcar. De acordo com o mesmo, o fechamento de 28 lojas do Ponto Frio e 3 das Casas Bahia, entre julho e setembro do ano em curso, fez parte de um plano de restruturação do Grupo, visando às unidades com faturamento muito fraco.

Assim aconteceu com outras unidades do comércio varejista, em lojas, livrarias de renome etc. São os sinais da crise, por todos os lados...

Crise esta que não está sustentada só pela crise mundial, que teve início em 2008, nos EUA, mas – sobretudo - pelo fraco desempenho econômico brasileiro e os escândalos embalados pela corrupção, que afeta a credibilidade do país e a confiança dos investidores.

Hyago de Souza Otto, em seu artigo, sintetiza - de forma bastante clara - os graves erros do Governo que justificam a atual situação do nosso país, mergulhado em uma crise sem precedentes em sua história:

“Por anos o Brasil foi saqueado sem que soubéssemos. Pensava-se que o “mensalão” havia sido o pior escândalo de corrupção da história do país, mas nos mostraram o quanto estávamos errados. Veio o "petrolão". O Governo escondeu, por um bom tempo, não só esses escândalos de corrupção. Escondeu a crise e a postergou.

Com a alta arrecadação federal, injetou-se dinheiro público na iniciativa privada para que houvesse giro de dinheiro e a economia não estagnasse. Redução de IPI, programas habitacionais, crédito público ilimitado – BNDES chegou a investir bilhões em países estrangeiros -.

Ah, sem falar da copa. Foram bilhões de reais investidos em estádios que, agora, estão abandonados e sem serventia alguma, como, por exemplo, a Arena Amazônia e o Mané Garrincha.

Enquanto isso, a economia interna era destruída, como se viu pelo déficit do ano de 2014, apesar de todas as manobras governamentais que não contabilizaram nem mesmo os juros no enorme rombo.

O dinheiro injetado na iniciativa privada faz com que o capital circule no âmbito privado. Isto gera uma falsa percepção da realidade, fica mais fácil ganhar dinheiro e, assim, as pessoas gastam mais. Só que, se o país não aumenta a produção no mesmo ritmo, a lei da oferta e da procura causa aquilo que é denominado de inflação. A procura é maior que a oferta, logo, os preços aumentam. O poder aquisitivo da moeda cai e vai sendo corroído conforme o índice da inflação. Com o poder de compra, o consumo cai junto com ele, a arrecadação, e, por fim, o desemprego vem. É um efeito cascata.

Como já era de se imaginar, a fonte secou. O governo não tem mais de onde tirar dinheiro e a crise agora é iminente e inevitável. Descobriu-se da pior forma que não era só ‘uma marolinha’".

Por mais que a crise mundial tenha influenciado, sob o efeito dominó em muitos países e, inclusive, no Brasil, a chamada “marolinha”, tal como se expressou em relação a mesma, o nosso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela chegou e tomou grandes proporções em razão a má gestão das contas públicas pelo governo. Enquanto em outras nações, a crise sob a forma de  “marolina” ou de uma “tsunami” se dissipou... Até mesmo, nos EUA, onde os indicadores econômicos mostram números positivos, sinalizando sua recuperação e futura estabilização.

Isso vem ocorrendo em muitos países, menos no Brasil...

 Imagem capturada na Internet
Fonte: Spotniks

No âmbito da América do Sul, as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que, em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) do nosso país cresceu 0,3%, estando à frente apenas da Argentina (-1,7%) e da Venezuela (-3,0%). Constando, ainda, que a nossa inflação é uma das maiores do continente, com 7% a.a. Sendo que o aumento dos preços no Brasil só não é maior que o da Argentina, da Venezuela e do Uruguai.

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Fonte: Spotniks
 
 
 E as previsões de seu fim não são nada animadoras.

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Fonte: G1 Economia

De acordo com os especialistas, o investimento é a mola para iniciar um processo de retomada da economia, no entanto, o país perdeu muito em termos de confiança no mercado internacional, seja por sua péssima gestão seja pela série de escândalos envolvendo desvio de recursos públicos para bens privados.

Sendo assim, devemos considerá-la como uma crise econômica e política.

  Imagem capturada na Internet

 
Fontes de Consulta

. Casas Bahia e Ponto Frio fecham 31 lojas no 3º trimestre
  G1 Economia

. Crise no Brasil vai piorar antes de melhorar, diz 'Financial Times' – BBC/Brasil
 . Economia brasileira vai demorar para se recuperar, apontam analistas - G1 Economia

 . Jornal O Globo (várias edições)

. Lojas Marisa anunciam fim de vendas diretas devido à crise no Brasil – Blasting News
 
. OTTO, Hyago de Souza. Brasil: o Retrato de uma Crise - JusBrasil