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sábado, 11 de julho de 2015

Principais Grupos e/ou Associações Políticas e Econômicas do Mundo

 Imagem capturada na Internet
(Fonte: HEFFX)


Aproveitando a postagem sobre a VII Cúpula dos BRICS, que está sendo realizada na Rússia e, atendendo ao conteúdo dado no 8˚ Ano do Ensino Fundamental, é bom revisar alguns dos principais grupos e/ou associações de países sob a conotação econômica e/ou política (vide tópico publicado em 02/06/2010).
 
BRICS
. Definição: Grupo das nações que mais se destacaram, no cenário mundial, em termos de crescimento econômico. Não se trata de um bloco econômico, mas um agrupamento informal.
 
. Países-membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
 
. Ano de criação: 2006. Em 2001 foi criado o termo, isto é, o acrônimo "Bric" com as iniciais dos quatro países Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2010, a África do Sul passou a integrar o Grupo, sendo acrescentado “S” ao final do acrônimo em razão do nome do país em inglês (South Africa).
 
. Objetivos principais: promover o diálogo e tomada de decisões políticas e econômicas, entre os seus países-membros, sob a perspectiva de liderar o bloco dos países considerados emergentes e, com isso, superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos.
 
. Crítica (s): Alguns analistas políticos consideram o BRICS como uma forma de afronta à ordem geopolítica global, sob o comando e domínio dos EUA e da União Europeia.
 
Alguns dados socioeconômicos de seus países-membros
Fonte: G1 Economia 
 
BRASIL
. PIB (2012): US$ 2,246 trilhões
PIB per capita (2012): US$ 11.171
Desemprego (2012): 6,1%
População (2013): 201 milhões
Capital: Brasília
Moeda: Real
 
RÚSSIA
PIB (2013): US$ 2,096 trilhões
PIB per capita (2013): US$ 14.604
Desemprego (2013): 5,5%
População (2013): 144 milhões
Capital: Moscou
Moeda: Rublo
 
ÍNDIA
PIB (2013): US$ 1,726 trilhão
PIB per capita (2013): US$ 1.418
Desemprego (2012-2013): 5,3%
População (2011): 1,211 bilhão
Capital: Nova Delhi
Moeda: Rúpia
 
CHINA
. PIB (2013): US$ 9,185 trilhões
. PIB per capita (2013): US$ 6.768
Desemprego (2013): 4,1%
População (2013): 1,357 bilhão
Capital: Pequim
Moeda: Yuan
 
SOUTH AFRICA (África do Sul)
PIB (2012): US$ 382 bilhões
PIB per capita (2011): US$ 7.810
Desemprego (2012): 25,1%
População (2011): 52 milhões
Capital: Pretória
Moeda: Rand
 
Imagem capturada na Internet
 
GRUPO DOS SETE (G-7)
. Definição: Grupo dos sete países mais ricos do mundo (mais industrializados e desenvolvidos).
 
. Países-membros são: EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França.
 
. Ano de criação: 1970 (sua 1ª reunião ocorreu em novembro de 1975, na França).
 
. Objetivos principais: coordenar a política econômica e monetária mundial, inclusive, com intervenções para ajudar países mais pobres.
 
. Crítica (s): necessidade premente de expansão do grupo, com o ingresso de países em desenvolvimento (países emergentes). O G-7 é comparado como “clube dos ricos” e, as discussões e os interesses que permeiam as reuniões são fundamentadas apenas sob interesses deles.
 
 
Imagem capturada na Internet
(Fonte: Brasil Escola)
 
GRUPO DOS OITO (G-8)
. Definição: Grupo dos 8 países mais poderosos do mundo.
 
. Países-membros são: Ele é formado pelos países mais ricos do mundo (G-7) mais a Rússia.
 
. Ano de criação: 1998, com a aprovação do ingresso da Rússia (país, até então, só observador).
 
. Objetivos principais: discutir questões na esfera política (processo de globalização, problemas ambientais etc.).
 
. Crítica (s): Diante do seu poderio econômico e/ou político no cenário mundial, estes exercem grande influência em importantes Instituições e Organizações mundiais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC).
 
Em geral, suas reuniões são marcadas por protestos e manifestações de ONGs (Organizações Não-Governamentais) e outras entidades ligadas a movimentos sociais, ambientalistas e antiglobalização. Isso se dá, justamente, pela composição e perfil dos seus países-membros, cujos interesses não coincidem com que as demais nações mundiais enfrentam face a uma situação socioeconômica desigual e injusta.

 

Imagem capturada na Internet
 
GRUPO DOS VINTE (G-20)
. Definição: Grupo das 19 maiores economias do mundo (países desenvolvidos e em desenvolvimento) mais a União Europeia (bloco econômico).
 
. Países-membros: além da União Europeia, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França, Rússia, Austrália, Brasil, China, Índia, México, África do Sul, Argentina, Indonésia, Arábia Saudita, República da Coreia e Turquia.
 
. Ano de criação: junho de 1999 e estabelecido formalmente em setembro do mesmo ano (surgiu face às crises financeiras da década de 90 do século XX).
 
. Objetivos principais: tratar de assuntos-chave relacionados à estabilidade econômica mundial (Conselho Internacional permanente de cooperação econômica desde 2009).
 
. Crítica (s): continua a corresponder aos interesses das elites capitalistas, tanto dos países centrais quanto dos seus aliados nos países periféricos (países em desenvolvimento ou emergentes).
 

Imagem capturada na Internet
(Fonte: Wikipédia)
 
GRUPO DOS CINCO (G-5)
. Definição: Grupo dos cinco líderes dos países emergentes (em desenvolvimento).
 
. Países-membros: Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
 
. Ano de criação: 2005.
 
. Objetivos principais: promover o diálogo entre os seus países-membros e os países desenvolvidos do G8, a fim de fixar posições e iniciativas sobre questões globais relevantes, como a economia global, desenvolvimento sustentável e alterações climáticas, entre outras.
 
. Crítica (s): Maior participação direta, pois correspondem – para muitos - uma representação de controle da governança global pelos grupos dos países desenvolvidos (velha política do poder). Há certos problemas internos entre os seus integrantes, como, por exemplo, a China e a Índia que têm uma relação um pouco tensa, por conta de limites geográficos como vizinhos rivais (conflitos). Atualmente, o peso da economia mundial está migrando para o continente asiático, mais especificamente, para a China. E a escolha do G5 foi feita por países ocidentais (as grandes de ontem).

 

Atualidade: VII Cúpula dos BRICS



Imagem capturada na Internet


A VII Cúpula dos países-membros dos BRICS está sendo realizada na cidade de Ufá, na Rússia. Os representantes dos cinco países emergentes integrantes do Grupo, isto é, do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (acrônimo do BRICS), como a presidente Dilma Roussef, estão reunidos para discutir, entre outras coisas, a crise da Ucrânia (conflito entre o governo e os separatistas), o terrorismo internacional, a cibersegurança (sobretudo, em face à questão da espionagem norte-americana), as migrações e as reformas do Conselho de Segurança da ONU e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com as reportagens referentes a este evento, a crise grega deve fazer parte das discussões “não oficiais” da reunião (não consta na pauta oficial da Cúpula), tendo em vista não só a importância da discussão, mas também pelo apoio russo à Grécia.
 
Do mesmo modo deverão ser discutidos a situação atual da crise econômica e financeira mundial, que teve início em 2008, nos EUA, cujos reflexos não só respondem pela crise na Grécia e os demais países da chamada Zona do Euro (grupo dos países da União Europeia que adotaram o Euro como moeda única), como também nos respectivos países-membros dos BRICS, sobretudo, o Brasil e a China (segunda maior economia do mundo, superada apenas pelos EUA).
 
A China, inclusive, foi manchete nos principais meios de comunicação, impresso e on line, nos últimos dias, em razão da queda da bolsa de valores diante dos riscos de um estouro da bolha no país.
 
Como principal parceiro comercial de diversos países no mundo, a situação vulnerável da China -diante de uma forte crise em seu território - representa consequências diretas não só aos países desenvolvidos, como os EUA e os da União Europeia, como também às nações emergentes, como o  Brasil, por exemplo.
 
A crise em nosso país já está sendo sentida mais fortemente no aumento das taxas de desemprego, no fechamento de várias lojas, empresas e indústrias, assim como na elevação dos juros bancários, de financeiras, entre outros aspectos intrínsecos a este período de instabilidade.
 
Como é sabido, o desaquecimento da economia global – sob efeito dominó em um mundo globalizado – tem reflexos em todos os setores da economia, da política e da sociedade, tanto internamente quanto em suas relações comerciais (exportação versus importações).
 
E, para os países-membros dos BRICS, a preocupação em termos comerciais recai não só nos produtos de exportação industrializados, mas nos chamados commodities (o termo em inglês é empregado como sinônimo de mercadorias de baixo valor agregado e/ou como produtos agrícolas, minerais, outros tipos de matéria prima etc.), já que a balança comercial dos mesmos ainda têm um grande percentual de venda de produtos primários.
 
O momento é de incertezas e de grande instabilidade...
 
No ano passado, mais especificamente, no dia 15 de julho de 2014, durante a VI Cúpula realizada em nosso país (Fortaleza, Ceará), os BRICS oficializaram a criação de um “Banco Central” do grupo, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), visando promover uma maior cooperação financeira entre os seus países-membros, inclusive, o objetivo principal de financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento. O NBD surge como alternativa em relação à atuação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A sede do NBD ficará em Xangai, na China.
 
Espera-se, também, que durante a realização da VII Cúpula, sejam anunciados dos nomes dos funcionários de alto nível do referido banco.
 
Fontes
 
. Jornal O GLOBO (impresso, várias edições)