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domingo, 17 de agosto de 2008

Símbolos Nacionais da República Popular da China

Embora, bastante controversa seja a política da República Popular da China, deixarei para outra postagem a discussão sobre o seu sistema político marcado pela censura, pela falta de liberdade de expressão, pelo controle dos meios de comunicação, incluindo nessa, o acesso à Internet e aos Blogs, bem como outros aspectos.

Em termos de símbolos nacionais, de acordo com a legislação da República Popular da China, são considerados como tais:


1. A Bandeira Nacional:


Imagem capturada na Internet


A cor vermelha da bandeira simboliza a Revolução de 1949. A estrela maior representa o PCCh (Partido Comunista da China), enquanto as pequenas, o povo chinês.

A disposição das cinco estrelas significa a grande união do povo sob a direção do PCCh. A cor amarela das mesmas simbolizam o brilho da luz numa terra vermelha.

2. O Emblema ou Escudo da República Popular da China

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No centro do escudo nacional há a tribuna de Tian'anmen (Praça da Paz Celestial), que simboliza o invencível espírito nacional do povo chinês ao combater o imperialismo e o feudalismo.

Acima deste há disposta as cinco estrelas, representando, tal como aparece na bandeira, a "grande união do povo sob a direção do PCCh".

Ao redor, também na coloração amarela (dourada), há espigas de trigo e arroz, além de uma roda dentada. Esta última representa a classe operária, enquanto os primeiros (trigo e arroz) simbolizam o campesionato.

3. O hino da República Popular da China

O hino da República Popular da China é conhecido sob a denominação de "A marcha dos voluntários".

Ele foi escrito por Tian Han, em 1935 e a música foi composta por Nie Er.

Segundo fontes bibliográficas, o enredo e a canção-tema do filme "Filhos e Filhas da China" intitulada de "Marcha dos Voluntários", inspirou a sua adoção como Hino Nacional da República Popular da China.

O filme retrata a decisão segura do povo chinês de sacrificar a vida pela libertação nacional, assim como as suas melhores tradições da nação face à invasão estrangeira (Japão), nos anos 30 do século passado.

Mediante a isso, no dia 27 de setembro de 1949, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês decidiu adotá-la como hino nacional e, em 4 de dezembro de 1982, a Assembléia Popular Nacional o oficializou como hino nacional da República Popular da China.

A letra da música é de autoria de Tian Han, que a escreveu em 1935, enquanto a música foi composta por Nie Er.

A letra abaixo é a do referido hino. Clique Aqui e ouça a melodia.



HINO DA CHINA

Qilai!
Buyuan zuo nuli de renmen,
Ba women de xuerou zhucheng women xin de changcheng.
Zhonghua Minzu dao liao zui weixian de shihou,
Meigeren beipo zhe fachu zuihou de housheng.
Qilai! Qilai! Qilai!
Women wanzhong yixin,
Mao zhe diren de paohuo,

Qianjin!
Mao zhe diren de paohuo,
Qianjin! Qianjin! Qianjin! Jin!




Versão em português


Levantai-vos!
Vós que recusai a escravatura!
Com o nosso sangue e carne
Construiremos uma nova Grande Muralha!
A Nação Chinesa está num momento crítico
E de cada peito lança-se o último clamor:

Levantai-vos!Levantai-vos!Levantai-vos!
Nós, os milhões de corações que batem em uníssono,
Em desafio ao fogo inimigo,
marcharemos!

Em desafio ao fogo inimigo, marcharemos!
Marcharemos!




República Popular da China: Fusos Horários

 


FUSOS HORÁRIOS
Imagem capturada na Internet

Texto atualizado em 02/04/2014 às 04h20.

Dando continuidade aos tópicos ligados à República Popular da China, onde estão sendo realizadas os Jogos Olímpicos deste ano, hoje, vou tratar de um assunto que instiga muitos os alunos.

Assunto este que instiga a curiosidade, mas, ao mesmo tempo, chega a frustrar, pois embora a vontade e os esforços sejam enormes está difícil assistir os Jogos Olímpicos, pois a transmissão dos mesmos começa à noite e “invade” a madrugada adentro.

Conciliar os horários dos jogos com a necessidade das horas de sono e das responsabilidades do dia seguinte, como acordar cedo para ir à escola, acaba se tornando uma tarefa impossível para muitos. Inclusive, para nós, adultos.

Os Jogos Olímpicos de Beijing estão sendo transmitidos nestes horários devido a localização da China em relação ao nosso país, ou seja, ela se encontra localizada a 1650 de longitude leste do Brasil.

E, em razão disso, o seu horário não coincide com o nosso. A diferença é de 11 horas adiantadas, uma vez que a China está posicionada a leste do nosso país.

A palavra-chave para entender este assunto é o FUSO HORÁRIO, o qual se encontra relacionado ao formato da Terra (geóide) e ao seu movimento de rotação. Vamos ver com calma...

Não existe um único horário em todo o planeta, ou seja, a hora não é a mesma em todos os lugares do mundo, pois a Terra executa o movimento de rotação, isto é, o movimento ao redor de si mesma, que dura 24 horas aproximadamente.

Como a sua forma é esférica (formato de um geóide), uma parte do planeta se encontra voltada para o Sol e, por isso, estará iluminada (dia), enquanto a outra parte, oposta ao Sol, se apresentará escura (noite).

O movimento de rotação ocorre no sentido oeste para leste e, em conseqüência disso, as horas no Oriente ou Leste sempre estarão adiantadas em relação ao horário do Ocidente ou Oeste. Em razão desse movimento, o nascente do Sol é a Leste e o poente é a Oeste.



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A contagem do tempo até o início do Século XIX era tomada à partir desta posição do Sol, tendo como principal referencial o horário do meio-dia, quando o Sol se encontra a pino, ou seja, sobre as nossas cabeças.

Este movimento solar do nascente ao poente (da manhã até o entardecer) é, na verdade, um movimento aparente, pois na verdade não é o Sol que se encontra girando, mas sim o nosso planeta (movimento de rotação). Por isso há a expressão “movimento aparente do Sol”.

Com o passar dos anos e o desenvolvimento das tecnologias (desde os relógios até as mais modernas), dos meios de transportes e de comunicações, o tempo solar acabou tornando-se impróprio não só à sociedade em si, mas – sobretudo - à economia dos países.

O estabelecimento de fusos horários foi decidido, em 1883, durante a Conferência de Roma (Itália). A circunferência da Terra (360º) foi dividida em 24 fusos horários, cada um correspondendo a 15º e 1 hora de diferença.

Em outubro de 1884, durante a Conferência Internacional do Meridiano, ocorrida em Washington (EUA), este Sistema de Fusos Horários sofreu adaptações a fim de uniformização do tempo no mundo à partir do meridiano de Greenwich (Observatório de Greenwich) como de origem para as longitudes ().

Esta mudança foi acordado por representantes de vinte e cinco países participantes da Conferência, os quais foram, além do Brasil, Alemanha, Áustria, Hungria, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Guatemala, Havaí, Itália, Japão, Libéria, México, Paraguai, Países Baixos, Rússia, São Domingos, Salvador, Suécia, Turquia e Venezuela.

Sendo assim, passou-se a utilizar o Horário GMT (Greenwich Mean Time) e tomando por base à hora oficial do mundo (Greenwich), as diferenças de horários vão depender do maior ou menor afastamento em relação ao meridiano de Greenwich (longitude), bem como a sua distância leste e oeste em termos longitudinal ao referido meridiano.

Como o dia tem 24 horas e o globo terrestre tem 360º de longitude (180º para Leste e 180º para Oeste, em relação ao Meridiano de Greenwich), a superfície terrestre está dividida em 24 fusos horários. Cada fuso horário corresponde a uma faixa de terra com horário próprio. Essas faixas medem 15º de longitude, pois: 360º : 24 = 15º

Dessa forma, de leste para oeste, a cada 15º, o horário diminui em uma hora. Por exemplo: uma diferença de 45º de longitude entre duas cidades representa uma diferença de três horas. Já uma diferença de 30º representa uma diferença de duas horas.

Como o fuso horário inicial se localiza no meridiano de Greenwich, à partir deste, para leste, as horas vão aumentando em uma hora de 15º em 15º e, para oeste, as horas vão diminuindo de 15º em 15º, em uma hora.

As linhas que demarcam os fusos horários no planisfério não se apresentam em linhas retas, tal como era a proposta da Conferência Internacional dos Meridianos (1884). Isso se deve aos interesses dos governos ao estabelecer as diferentes faixas de fuso horário em seu país.




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Países de dimensões territoriais pequenas têm um horário único. Contudo, países de dimensões maiores, em geral, possuem de três a mais fusos horários.

Mas, há casos que, mesmo tendo uma área territorial extensa, o governo determina um fuso horário único para o seu país.

A própria China que, apesar de ser o terceiro maior país do mundo, com 9.596.961 Km2 de extensão territorial, apresenta um único horário (a hora de Pequim ou Beijing). Há distorções, no entanto, na porção oeste da China, onde na maior parte do ano, os habitantes só vêem o Sol despontar às 9 horas.

Em relação a Londres (meridiano de Greenwich), a China tem 8 horas adiantadas e, com o Brasil, a diferença aumenta para 11 horas (adiantadas).

Assim como os grandes países, o Brasil - o quinto maior país do mundo (superado apenas pela Rússia, Canadá, China e EUA), por sua grande extensão territorial, no sentido oeste e leste, não possui um único horário oficial.

Até junho deste ano (2008), o nosso país apresentava quatro fusos horários, mas tal como citei em postagem do dia 24 de junho (data da entrada em vigor da medida do Governo Federal que altera o quadro de fusos horários do Brasil), este passou a ter três horários diferentes.

A referida medida extinguiu o quarto horário (Acre e parte do Amazonas ocidental), que passou a pertencer o terceiro fuso horário do país, alterando - ainda - o horário do estado do Pará, que passou a fazer parte integralmente do segundo fuso do Brasil.



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Sendo assim, O Brasil passou a ter os seguintes fusos horários:

O primeiro deles se encontra no oceano Atlântico, ou seja, a leste da parte continental e, por isso, apresenta a hora mais adiantada. Este abrange as ilhas de Fernando de Noronha, Trindade, Martim Vaz e Penedos de São Pedro e São Paulo.

Esse fuso horário está duas horas atrasados em relação ao horário de Londres (por onde passa o meridiano de Greenwich).

O nosso segundo fuso horário é o mais importante, pois determina a hora oficial do país (hora de Brasília). Foi modificado este ano, com a anexação de toda a área do território do Pará (Lei n° 11.662, de 24/04/2008).

Este abrange o maior número dos estados: todos os litorâneos, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e o Pará. Em relação à hora de Londres, este fuso horário se encontra atrasado 3 horas.

O terceiro fuso horário do Brasil, também, sofreu alteração à partir da Lei n° 11.662 (junho de 2008), com a anexação das áreas do antigo quarto fuso horário do país. Sendo assim, este passou a abranger os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia, Amazonas e o Acre.

O terceiro fuso horário do país encontra-se a quatro horas atrasados em relação ao meridiano inicial (o de Greenwich) e a uma hora de Brasília.



OBSERVAÇÃO: No final de 2013, o Governo Federal revogou esta lei e restabeleceu o quarto fuso horário do país. Hoje, portanto, o Brasil possui 4 fusos horários, com algumas alterações em seus limites (vide postagem mais recente, do dia 02/04/2014).
 
Fontes de Pesquisa
 
 

terça-feira, 12 de agosto de 2008

República Popular da China


 
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Em razão dos Jogos Olímpicos deste ano estar sendo realizados em Pequim, na China, a partir de hoje vou postar alguns tópicos referentes a este país asiático, afim de que os alunos aprendam mais acerca de sua geografia, cultura, política, problemas etc.




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A China é o terceiro maior país do mundo em termos de extensão territorial (superado apenas pela Rússia e Canadá) e, também, o mais populoso (população absoluta). Daí, a razão da “política de um filho só” (filho único), instituída no final dos anos 70 do século passado, numa tentativa de controlar o crescimento populacional no país.

Em outra postagem tratarei deste tópico acerca do Planejamento Familiar sob a vigência desta política de “filho único”, inclusive, abordando a respeito das particularidades em termos de áreas urbanas e rurais, bem como acerca da tragédia, recente, sob os efeitos dos terremotos que aconteceram em seu território, que obrigou o governo chinês a rever os preceitos rigorosos da política, abrindo uma exceção aos pais que perderam o seu filho único ou, ainda, para aqueles que os mesmos ficaram gravemente feridos ou incapacitados em consequências dos abalos sísmicos.

Tal como o Brasil, a China é classificada como um país “emergente”, ou seja, país subdesenvolvido industrializado, marcado pelo crescimento econômico, por grandes desigualdades sociais e a forte presença de multinacionais em seu território, os quais respondem – em grande parte - pelos graves problemas ambientais da atualidade.

No entanto, é uma das economias que mais cresce, posicionando-se como a quarta maior economia do mundo. Todavia, o seu ritmo alucinante não pára, podendo esta – no futuro - ocupar a primeira posição, apesar desta situação ainda não representar, propriamente dito, o desenvolvimento do país.

Não devemos esquecer que crescimento econômico difere de desenvolvimento e, neste ponto, os países emergentes, em geral, apresentam aspectos comuns. Este tópico acerca da economia da China, também, será tratado especificamente em outra postagem.

Sua projeção, como grande potência econômica no cenário mundial, faz frente e coloca em risco a hegemonia dos EUA, do Japão e da União Européia (tendo a Alemanha em maior destaque).

País de tradições culturais milenares, a história da China é caracterizada por vários registros que vão desde as descobertas arqueológicas envolvendo os hominídeos, o homem de Pequim (Sinanthropus pekinensis, subespécie da espécie extinta Homo erectus) e outros achados humanos pré-históricos e, históricos, através das sucessivas dinastias marcadas por chefes militares e imperadores, cujo último imperador - Pu Yi - abdicou-se do trono (1912) após a proclamação da República (República da China).

Em 1949, em face de uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas e com a vitória dos primeiros, a China continental passou a ser denominada de República Popular da China, enquanto os nacionalistas se refugiaram em Taiwan, ilha situada no oceano Pacífico a cerca de 140 Km da costa chinesa, onde ficou instituída a República da China.

 

Taiwan
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Divergências à parte entre Taiwan (República da China) e a China Continental (República Popular da China) existem tanto movimentos de independência quanto de reunificação da primeira em relação à segunda.

A República Popular da China ampliou a sua área territorial, em 1997, com a anexação de Hong Kong, antiga possessão Britânica e, em 1999, com a reintegração do território de Macau, até então, sob o domínio de Portugal (ex-colônia portuguesa).

Além destes fatos históricos, não devemos esquecer dos registros através de obras gigantescas como a Grande Muralha da China, a Cidade Proibida, os Guerreiros de terracota e o Grande Canal.


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Posteriormente, estes fatos e registros históricos da China, bem como outros serão abordados em outras postagens.
 

DADOS GEOGRÁFICOS

Bandeira Oficial da República Popular da China
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. Nome Oficial: República Popular da China (Zhónghuá Rénmin Gònchéguó);
 
. Capital: Pequim (ou Beijing);

. Localização Geográfica: Porção centro-sudeste do continente asiático;

. Área Territorial: 9.596.961 Km2;

. Nacionalidade: Chinesa;


. População Estimada (Julho/2008): 1.330.044.605 hab.;

. Densidade Demográfica (Julho/2008): 138,6 hab/Km2;

. Taxa de Crescimento Populacional (estimativa 2008): 0,63%;

. Expectativa de Vida da População: 73,18 anos (homens: 71,37 anos - mulheres: 75,18 anos);

. Religião: Confucionismo, Budismo (principal), Taoísmo, Islamismo, Cristianismo;

. Idioma: Mandarim (oficial) e línguas locais;

. Limites: ao Norte (Mongólia); a Nordeste (Rússia); a Leste (Coréia do Norte, o Mar Amarelo e o Estreito de Formosa); ao Sul (Vietnã, Laos, Butão e Mianmá (ex-Birmânia); a Oeste (Paquistão, Tadjiquistão e Quirguízia); a Sudoeste (Índia e Nepal) e a Noroeste (Cazaquistão);

. Divisão Administrativa: atualmente são trinta e quatro divisões administrativas, sendo vinte e três províncias, cinco regiões autônomas (Guangxi, Mongólia Interior, Ningxia, Tibete e Xinjiang), quatro municípios centrais (Beijing, Shanghai, Tianjin e Chongqing) e duas regiões administrativas especiais (Hong Kong e Macau);

. Principais cidades: Xangai (maior e mais moderna cidade do país), Pequim (Beijing), Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou (Cantão);

. Hora Local: (em relação à Brasília): +11h;

. Regime de Governo: República parlamentarista de modelo socialista;

. Chefe de Estado: Jiang Zemin (desde 1983);

. Chefe de Governo: Primeiro ministro Li Peng (desde 1983);

. Principais Partidos: Comunista Chinês (único);

. Constituição em Vigor: 1982;

. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH/2007): 0,777 (81a posição);

. Moeda: Renminbi (yuan);

. PIB: US$ 10,17 trilhões (estimativa 2006);

. Renda per capita: US$ 7.600 (estimativa 2006).


Fontes de Pesquisa

. A Geografia em Primeiro Lugar

. Geografia - InfoEscola

. Países do Mundo (Index Mundi)

http://www.ibge.gov.br/paisesat/

. Território Geográfico

. Wikipédia

. 10 em Tudo
Texto: Marli Vieira