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sábado, 30 de maio de 2015

Registros de Neve nos Estado do Rio de Janeiro

 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Tempo e Clima)
 
Eu já publiquei - aqui, no Blog - algumas matérias acerca da precipitação nival (neve) no estado do Rio de Janeiro, mais especificamente, no Pico das Agulhas Negras, inclusive, com imagens que comprovam.
 
Na elaboração desta, pesquisei outras fontes na Internet, sobretudo, mais recentes, já que há registros de neve em nosso estado por vários anos, sendo a de 1985 considerada a maior de todas (não sei a nível de Brasil, mas no estado, esta foi).
 
Para haver precipitação de neve é preciso que a umidade do ar esteja elevada e a temperatura abaixo de zero.
 
De acordo com os dados levantados, o registro histórico de queda de neve, durante o inverno, no Parque Nacional do Itatiaia e em sua parte alta, isto é, no Pico das Agulhas Negras se resume em:

. 1867: Primeiro registro de nevasca em Itatiaia.
 
. Junho de 1985: A neve que caiu no Parque Nacional de Itatiaia foi considerada atípica e atraiu bastante turistas. De acordo com o jornal O Globo, até na capital do estado, foi realizada uma operação de recolhimento de mendigos das ruas devido as baixas temperaturas.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Itamonte Net)
 

Imagens capturadas na Internet
(Fonte: Blog Assomar)
 
. Julho de 1988: Os termômetros registraram - 9˚C, sendo a temperatura mais baixa dos últimos 12 anos. A neve caiu por volta das 21 h e, somente por volta das 10h30m, do dia seguinte, o Sol seguiu derreter a neve. Muitos turistas aproveitaram para fazer bonecos de gelo e quebrar a capa de gelo formada na superfície dos córregos.
 
. Julho de 1996: Com a temperatura registrando - 6˚C houve a formação de geada no Parque de Itatiaia e a vegetação amanheceu com uma fina camada de gelo.
 
. Agosto de 1999: Nevou na região durante dois dias.
 
. 2001: Nevou e a vegetação do Parque voltou a ficar coberta de neve e gelo.
 
. 2004: A neve caiu no alto da Serra de Itatiaia, sendo precedido por um temporal de granizo. O fenômeno durou 30 minutos e foi observado em áreas acima de 2 mil metros.
 
. Maio de 2009: Formação de geada com registro de - 3˚C.
 
. Junho de 2010: Com as temperaturas baixas houve a formação de geada.
 

 Imagens capturadas na Internet
 
. Setembro de 2012: Houve queda de neve na área mais alta do Parque, cuja temperatura atingiu -9° C.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: ICMBio)
 
. Julho de 2013: Os termômetros registraram dez graus negativos (-10°C) no Pico das Agulhas Negras.
 
De acordo com o site Itamonte Net há registro, ainda, de temperaturas baixas, com nevascas na região, nos anos de 1928, 1970, 1973, 1975.

Fontes:

. Itamonte Net

. O Globo

Temperaturas Baixas e Neve no Estado do Rio de Janeiro

Todo ano, quando inicio as aulas sobre Clima ou Regionalização da Terra por Zonas Térmicas (ou Domínios Climáticos), as reações dos alunos são sempre as mesmas, isto é, de total espanto misturado com certa descrença, uma vez que muitos não acreditam e duvidam das minhas palavras.
 
Afinal, como imaginar neve no estado do Rio de Janeiro, ainda mais morando na capital (município de mesmo nome), estando acostumado com as altas temperaturas e chuvas no verão?
 
Realmente, para muitos, é algo surpreendente, porém fácil de entender...
 
Pois bem, estou me referindo aos registros de neve no Pico das Agulhas Negras, localizado na Serra da Mantiqueira, entre os municípios de Itatiaia e Resende (no estado do Rio de Janeiro) e o município mineiro de Bocaina de Minas.
 
Com os seus mais de 2.790,00 metros de altitude, este é considerado o ponto culminante do nosso estado, ocupando a sexta posição entre os pontos mais altos do país.
 
Como entender a precipitação nival (neve) no estado do Rio de Janeiro, se este se encontra – assim como a maior parte do território nacional - na Zona Térmica classificada como a mais quente e úmida do planeta (Zona Tropical ou Intertropical)?
 
Para entender é preciso compreender os efeitos dos dois principais fatores que determinam o clima de uma região, isto é, a Latitude e a Altitude. Embora, existam outros fatores que possam influenciar também as condições climáticas, mais pontuais, como as massas de ar, as correntes marítimas, a continentalidade, a maritimidade e a disposição de relevo, a latitude e a altitude se destacam na determinação e influência climática.
 
A Regionalização ou Divisão da Terra em cinco Zonas Térmicas tem por base a relação Latitude versus Radiação Solar. Em razão da forma esférica da Terra, com leve achatamento nos polos (geoide), a incidência dos raios solares não vai apresentar a mesma intensidade em toda a superfície terrestre.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Geografia Net)


Nas áreas próximas à linha do equador, que corresponde a parte mais larga do planeta, a intensidade vai ser maior (temperaturas mais altas), pois os raios solares atingem à superfície de forma perpendicular. Já na direção dos polos, com o formato do planeta é mais arredondado, estes incidem de forma inclinada, atingindo a superfície com menor intensidade.
 
Em razão disso e da influência da Latitude verifica-se uma diminuição da temperatura da linha do equador em direção aos polos, ou seja, das baixas às altas latitudes, a temperatura diminui.
 
Vale, ainda, ressaltar neste item que o território nacional não se encontra totalmente localizado na Zona Tropical ou Intertropical, tendo em vista que a região Sul do país se localizada na Zona Temperada do Sul e, em consequência disso, esta apresenta condições climáticas distintas das demais regiões brasileiras. É por esta razão que a precipitação nival (neve) é comum na região, durante o inverno, sobretudo, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 
Se o estado do Rio de Janeiro está localizado na Zona Tropical ou Intertropical, com condições climáticas quentes e úmidas, como se explica a ocorrência de precipitação nival no Pico das Agulhas Negras?
 
Simples! O fator, neste caso, não é a Latitude, mas sim, a Altitude. Sendo esta definida como a distância ou a altura de um determinado ponto em relação ao nível médio do mar. Conforme a altitude aumenta, a temperatura diminui. Isso se dá em razão da incidência solar ocorrer de forma inclinada e, também, pelo fato do ar ser mais rarefeito nas altas altitudes, possuindo – com isso – menor capacidade de acumular calor.
 
Em média, a cada 200 metros de altitude, a temperatura diminui cerca de 1º C a 2º C.
 

 Imagem capturada na Internet

(Fonte: Geógrafos)
 

Por esta razão, ou seja, pela altitude, cai neve no Rio de Janeiro, mais especificamente, no Pico das Agulhas Negras.
A imagem, abaixo, eu cheguei a comentar com os alunos durante a explicação em sala de aula. Nesta é possível ver a conjunção dos dois fatores, cujas temperaturas são bastante distintas. Trata-se do monte Kilimanjaro, pico culminante do continente africano, na Tanzânia, que em razão da altitude apresenta as chamadas “neves eternas”, embora - devido a latitude - o país esteja localizado na Zona Tropical ou Intertropical (a mais quente do planeta).
 

 Imagem capturada na Internet


 

domingo, 1 de junho de 2014

Relembrando Tópicos da Matéria: Elementos e Fatores Climáticos


Variação do Tempo - Imagens do meu Acervo Particular
e trabalhada no Adobe Photoshop

 Aos alunos da 1ª Série...

Antes de focar os tópicos referentes aos Elementos e Fatores Climáticos, vale ressaltar - mais uma vez - a diferença entre Tempo e Clima, uma vez que muitos, ainda, os confundem.
 
Aproveitei para criar uma montagem com as imagens da Igreja da Penha, a qual tenho a visão diária de minha janela para ilustrar o que é tempo.
 
CLIMA ≠ TEMPO
O tempo é o estado momentâneo da atmosfera, ou seja, ele é passageiro, sujeito a mudanças a qualquer instante.
Exemplo: O tempo estava bom na parte da manhã, mas - no início da tarde - começou a chover.
O clima se refere ao comportamento da atmosfera ao longo do ano. Ao ser definido o clima de uma região, as condições atmosféricas foram observadas em um período, segundo os especialistas, em cerca de 30 ou mais anos.
Exemplo: No Sertão Nordestino, o clima é quente e seco, enquanto que na região Amazônica é quente e úmido.
 
De forma análoga, poderíamos dizer que a diferença de os conceitos de Tempo e Clima pode ser sintetizada da seguinte forma (contribuição da Profa Sonia da Silva Vidal, amiga e aluna do Curso de Formação Continuada em Geografia - Cecierj):
 
 
AYOADE (1991) afirma que “o clima apresenta uma generalização, enquanto o tempo lida com eventos específicos”.

Elementos atmosféricos (ou fenômenos atmosféricos)
São os elementos que interferem e caracterizam as condições do tempo, os quais são: temperatura, umidade do ar, precipitações, vento, pressão atmosférica etc.
 
Fatores climáticos
São fatores que influenciam e modificam a dinâmica dos elementos atmosféricos, que vão caracterizar o clima de uma determinada região.
 
Os fatores climáticos são: latitude, altitude, continentalidade, maritimidade, massas de ar, correntes marítimas, disposição do relevo etc.
 
Leiam mais a respeito de cada Elemento Atmosférico e cada Fator Climático, acima elencado, clicando AQUI!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Elementos e Fatores Climáticos

 


Imagem do meu acervo particular
 
Texto atualizado em 01/06/2014 às 14h20

Antes de falar sobre os fatores climáticos é bom esclarecer uma dúvida constante para muitos estudantes: a diferença entre tempo e clima.

Na verdade, muitos cometem este equívoco, até mesmo os profissionais da seção telejornaística do quadro Previsão do Tempo já cometeram.

Tempo é o estado momentâneo da atmosfera, ou seja, ele é passageiro, sujeito a mudanças a qualquer instante.

Exemplo: O tempo estava bom na parte da manhã, mas - no início da tarde - começou a chover.

Já o clima se refere ao comportamento da atmosfera ao longo do ano.

Ao ser definido o clima de uma região, as condições atmosféricas foram observadas em um período, segundo os especialistas, de cerca de 30 anos.

Exemplo: No Sertão Nordestino, o clima é quente e seco, enquanto que na região Amazônica é quente e úmido (clima equatorial).

Como afirma AYOADE (1991), “o clima apresenta uma generalização, enquanto o tempo lida com eventos específicos”.

Antes mesmo de falar sobre os fatores é bom descrever, primeiramente, os elementos atmosféricos (ou climáticos) que sofrem a influência e se modificam em função da ocorrência dos primeiros.

Elementos atmosféricos ou climáticos (ou fenômenos atmosféricos): São os elementos que interferem e caracterizam as condições do tempo. São eles: temperatura, umidade do ar, chuva, vento, pressão atmosférica etc.

Fatores climáticos: Influenciam e modificam a dinâmica dos elementos atmosféricos, que vão caracterizar o clima de uma determinada região. Os fatores climáticos são: latitude, altitude, continentalidade, maritimidade, massas de ar, correntes marítimas, disposição do relevo etc.
 


ELEMENTOS ATMOSFÉRICOS (ou CLIMÁTICOS):

. Temperatura Atmosférica: Define-se como o grau de calor existente no ar atmosférico. Este é proveniente da radiação solar, ou seja, a fonte responsável pelo calor, pela temperatura na Terra é o Sol.
 
Contudo, uma parte ao atingir a superfície terrestre é absorvida pelas terras emersas (continentes e ilhas) e os oceanos, enquanto a outra é refletida e retorna à atmosfera.

Observem o esquema abaixo:

Imagem capturada na Internet (Fonte: Colégio Espírito Santo - UFRGS)

. Umidade do Ar: Refere-se à quantidade de vapor de água existente no ar. A atmosfera tem uma grande capacidade de conter água, porém esta é limitada.

Quando o seu limite de saturação é atingido, equivale dizer que a umidade relativa do ar é de 100%. Neste ponto de saturação de água é que ocorrem as chuvas ou outros tipos de precipitações, como as sólidas (neve e granizo).

A umidade do ar é registrada até mesmo em áreas desérticas, no entanto, esta se mostra bem baixa sob as condições climáticas dos desertos ou semi-áridas. Não existe ar totalmente seco, o que ocorre é baixa umidade do ar.

. Precipitações Atmosféricas: As precipitações ocorrem quando há queda de água, seja no estado líquido ou sólidos, sobre a superfície terrestre. Sendo assim, as precipitações podem ocorrer sob a forma de chuvas (precipitação pluvial), neves (precipitação nival) e granizos.

Não resta dúvida que a chuva é a mais comum de todas e a mais abundante na superfície terrestre. Ela resulta da conjunção de dois fatores, isto é, a umidade elevada do ar (ponto máximo de saturação) e a queda da temperatura da atmosfera, capaz de formar nuvens e, logo depois, ocorrer a precipitação pluvial.

As precipitações pluviais podem ser de três tipos, a saber:

. Chuva Convectiva ou de Convecção (ou de verão): ocorre quando o ar quente se ascende verticalmente, resfriando-se em contato com as camadas mais frias da atmosfera e se precipita sob a forma de chuva.




. Chuva Orográfica ou de Relevo: ocorre quando a disposição de um relevo forma um obstáculo à passagem do ar. Com isso ocorre a ascensão e o resfriamento do ar, que se condensa, forma nuvens e precipita-se sob a forma de chuva em um flanco do relevo.



. Chuva Frontal: ocorre quando há o encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. Este encontro forma a frente fria, pois o ar quente, por ser mais leve, ascende e ao se resfriar nas camadas mais altas da atmosfera, condensa-se e se precipita em forma de chuva.



As precipitações sólidas são:

. Neve: Ocorre em condições de temperaturas baixas, como nas regiões de clima frio e temperado. A temperatura fria impede a fusão dos cristais (água congelada) formados pelo vapor de água na atmosfera e estes se precipitam sob a forma de neve (cristais de gelo).



         Imagem capturada na Internet (Fonte: Paris a la Carte)

. Granizo: Conhecido popularmente como “chuva de pedras”, este tipo de precipitação ocorre, em geral, durante os temporais, que se encontram associados às nuvens do tipo “cumulonimbus”.

As nuvens “cumulonimbus” se desenvolvem verticalmente, podendo atingir alturas de até 1.600 m. Intensas correntes ascendentes e descendentes ocorrem em seu interior.

As gotas de chuva no interior dessas nuvens, ao ascenderem sob o efeito das correntes verticais, se congelam ao atingirem as regiões mais elevadas.


                                 Imagem capturada na Internet (Fonte: Cultura Mix.com)

 
. Pressão Atmosférica: corresponde ao peso do ar, pois a atmosfera exerce uma pressão sobre a superfície terrestre e sobre tudo que existe nela.

A pressão atmosférica varia de acordo com a altitude e a temperatura.

No caso da altitude, quanto menor a altitude, maior será a pressão atmosférica (o peso do ar) e, nas áreas de altitudes mais elevadas, o inverso ocorre, pois o ar é mais rarefeito (ar pouco denso, com baixa concentração de oxigênio), ou seja, a pressão atmosférica é menor.

Quanto à temperatura, a variação da pressão atmosférica ocorre da seguinte maneira: em áreas quentes há dilatação do ar, isto é, ele se expande e, com isso, pesa menos (pressão atmosférica menor). Em áreas mais frias, o ar se contrai, ficando mais pesado e exercendo maior pressão.

As zonas Polares são áreas de alta pressão atmosférica, enquanto a zona Tropical (ou Intertropical) é de baixa pressão.

A pressão atmosférica é o principal responsável pela formação dos ventos (ar em movimento), pois estes são gerados e se deslocam das áreas de alta pressão (onde existe mais ar e é mais frio/áreas anticiclonais) para as áreas de baixas pressões atmosféricas (menos ar e mais quente/ áreas ciclonais).

Áreas Ciclonais (Baixa Pressão) e Anticiclonais (Alta Pressão)
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Fernando Dannemann


. Ventos: trata-se do ar em movimento. E a sua movimentação depende das diferenças de temperaturas entre as zonas climáticas, nas quais se formam as áreas de alta e baixa pressão, responsáveis pela circulação geral do ar, como foi citado no elemento anterior.





. FATORES CLIMÁTICOS:

. Latitude: corresponde à distância medida (em graus) de um ponto qualquer da Terra em relação à linha do equador (0ᵒ).

Em função de sua forma esférica (geóide) e do seu eixo inclinado, nem a luz solar e nem o calor são distribuídos de forma homogênea na superfície terrestre.

Como sabemos, a região da linha do equador é a mais iluminada e a mais quente do planeta e, em função disso, conforme nos afastamos desta, indo em direção às zonas polares, a temperatura diminui. Ou seja, a temperatura diminui na medida em que nos afastamos das áreas de baixa latitude indo para as de altas latitudes.

A inclinação do eixo da Terra é a responsável direta pelas diferentes estações do ano, pois faz com que os raios de Sol atinjam o planeta de forma desigual em cada uma delas, alterando significativamente o clima.

A relação entre a latitude X radiação solar vai definir as cinco Zonas Térmicas ou Domínios Climáticos da Terra. Cada qual com características climáticas distintas que vão influenciar diretamente na vegetação, no solo, na hidrografia e, inclusive, em termos de ocupação humana (densidade demográfica).


Zonas Térmicas da Terra - Imagem capturada na Internet (Fonte: Geografia Net

Altitude: refere-se à distância vertical medida entre um ponto qualquer da Terra em relação ao nível do mar.

Quanto maior a altitude, menor será a temperatura. A temperatura diminui em média 1ᵒC a cada 200 metros de altitude.

Além da radiação solar, nas áreas de baixa altitude, a atmosfera mais densa retém e conserva o calor por mais tempo. Enquanto que, nas áreas de altitude elevada, o ar é mais rarefeito e, por isso, apresenta menor capacidade de conservar o calor do Sol.



                           Imagem capturada na Internet (Fonte: Mergulho e Altitude)



. Massas de Ar

São porções, extensas e espessas, da atmosfera que apresentam as mesmas ou parte das características peculiares das regiões onde foram formadas, seja em termos de temperatura, umidade e pressão.

Devido à ocorrência de áreas de alta e baixa pressão atmosférica, elas se encontram em constante movimento e, em consequência disso, são as grandes responsáveis pela mudança de tempo, aonde chegam, assim como sobre as condições climáticas.

Como vimos, anteriormente, o ar está sempre em movimento em consequência das diferenças de pressão atmosférica. Vimos também que o vento é, na verdade, o ar em movimento, ou seja, o deslocamento do ar de um ponto para outro.

E este deslocamento ocorre sempre de uma zona de alta pressão (fria/área anticiclonal) para uma zona de baixa pressão (quente/área ciclonal).

Sendo assim, as zonas de alta pressão atmosférica são dispersoras de ventos, enquanto as de baixa pressão são receptoras de ventos.

De acordo com as regiões, aonde foram formadas, as massas de ar podem ser três tipos principais, a saber:

.Massas Polares (P):

. Local de origem (onde são formadas): Regiões Polares (Ártica e Antártica);

. Subtipos: Polar marítima (pm) e Polar continental (pc);

. Características Principais: Ao chegarem, elas causam queda de temperatura.

                             Polar marítima (fria, úmida e instável);

                             Polar continental (fria, seca e estável).


. Massas Tropicais (T):

. Local de origem (onde são formadas): Regiões próxima aos trópicos de Câncer e de Capricórnio);

. Subtipos: Tropical marítima (tm) e Tropical continental (tc);

. Características Principais: Tropical marítima (quente e úmida);

                                                          Tropical continental (quente e seca).


. Massas Equatoriais (E):

. Local de origem: região da linha do equador;

. Subtipos: Equatorial marítima (em) e Equatorial continental (ec);

. Características Principais: Equatorial marítima (quente e úmida);

                                                          Equatorial continental (quente e úmida).


Ao encontro de duas massas de ar de temperaturas distintas dá-se o nome de frente.

Quando a massa de ar frio substitui a massa de ar quente, forma-se a frente fria. Por conseguinte, quando a massa de ar quente substitui a massa de ar frio, dá-se a frente quente.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Sala Geo
 

. Maritimidade e Continentalidade
 
A existência de grandes quantidades de água ou a sua proximidade também pode influenciar na temperatura.
Ao contrário das terras emersas (continentes e ilhas) que se aquecem e se resfriam rapidamente, no mar – tanto o aquecimento quanto o resfriamento - ocorre mais lentamente. Sendo assim, as regiões litorâneas apresentam temperaturas mais amenas e com pequenas variações.

Os ventos advindos do mar e do oceano carregam umidade, o que transforma o litoral em uma região úmida e chuvosa. É a influência da maritimidade.

Diferentemente ocorre com as regiões localizadas mais no interior do continente. O solo e as rochas se aquecem e ser resfriam rapidamente. A amplitude térmica aumenta (diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima registrada entre o dia e a noite) e a umidade do ar é baixa, pois esta vai se perdendo conforme os ventos se adentram no continente.

É a influência da continentalidade. Sob estas condições, os invernos são mais rigorosos e secos.
 
 



. Correntes Marítimas

São massas de água que circulam pelos mares e oceanos, isto é, são verdadeiros rios com direções e constâncias bem definidas. Possuem suas próprias condições de temperatura e pressão, exercendo forte influência no clima nas regiões por onde passam próximas.

Por transportarem umidade e temperatura (de acordo com o local de sua formação), elas interferem também na vida marinha, bem como exercem influência direta no equilíbrio dos oceanos e mares. Daí, também, a sua importância.

De acordo com as áreas de sua formação, as correntes marítimas podem ser classificadas em:

- Correntes quentes: são aquelas formadas nas zonas equatoriais, como as correntes do Golfo do México, das Guianas, do Brasil e a Sul Equatorial;

- Correntes frias: formadas nas regiões polares, tais como as correntes do Labrador, de Humbolt, das Malvinas, de Bengala e a Circumpolar Antártica.
 
 
Imagem capturada na Internet - Fonte: Casa do Exercício

 
. Relevo

A disposição do relevo também pode influenciar diretamente na condições climáticas, uma vez que ela mexe com a circulação das massas de ar, facilitando ou dificultando a sua dinâmica, assim como interfere na temperatura e umidade do ar.

O relevo serve como obstáculo à circulação das massas de ar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

China, Paquistão e Índia sob os efeitos de desastres naturais




Distribuição de mantimentos às vítimas da cidade de Leh, Índia

(Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)



Dando continuidade ao assunto da última postagem, gostaria de ressaltar outros pontos da Terra que foram manchetes de jornais em virtude das chuvas torrenciais que vem caindo incessantemente e, sobretudo, no último final de semana.

Algumas cidades em situação bem mais grave daquelas registradas nos países da Europa Central. Assim não poderia deixar mencionar, entre outros, os casos extremos como o ocorrido no Paquistão, na Índia e na China, países do continente asiático.

De acordo com o que foi noticiado no Último Segundo, perto 2 mil pessoas já morreram, neste ano, vítimas das enchentes que afetaram o centro e sul da China. No final de semana passada, a região noroeste da China foi castigada pelas intensas chuvas, as quais continuaram nos dias subsequentes.

A situação se agravou em decorrência dos deslizamentos de terra que ocorreram no distrito de Zhouqu, na província de Gansu. O número de mortos já ultrapassou 1.100 pessoas e, segundo as autoridades locais, mais de 600 continuam desaparecidas.

Além das perdas humanas, os prejuízos materiais e econômicos são incomensuráveis. Mais de mil residências foram destruídas e outras três mil se encontram submersas, assim como terras produtivas foram inundadas.

As autoridades estão encontrando problemas para acomodar os desabrigados. De acordo com o que foi publicado, o condado de Zhougu recebeu mais de quatro mil barracas para os desabrigados, mas devido o terreno montanhoso há certa dificuldade à montagem das mesmas.

Os riscos de epidemias são eminentes e, por isso, as autoridades da área de Saúde lutam por medidas preventivas, pois na falta de água potável, o consumo de água imprópria e de comida estragada pode agravar mais, ainda, o quadro configurado. Várias pessoas já apresentam um quadro de diarréia

A grande quantidade de lama e de água dificulta os trabalhos de busca dos sobreviventes feito por bombeiros, soldados e médicos, os quais e outros somam mais de 4,5 mil profissionais trabalhando no resgate e na ajuda às vítimas. Estes também contam com o auxílio de cães farejadores.

A situação no noroeste da China é realmente desoladora... A tragédia na região piorou na madrugada desta 5ª feira (12/08), pois voltou a chover forte na província de Gansu e, como isso, inundações e novos deslizamentos ocorreram, com registro de três pessoas desaparecidas.

Do mesmo modo, pode-se falar das chuvas que castigaram o Paquistão e a Índia. Enchentes, deslizamentos de terras e áreas produtivas inundadas também marcaram estes países, que além de prejuízos econômicos e perdas materiais, aumentam as estatísticas quanto ao número de vítimas fatais.

As enchentes no Paquistão foram consideradas as piores dos últimos 80 anos. E os números assustam...

Cerca de 15 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas e pelas enchentes em várias províncias do país, contabilizando aproximadamente 650 mil casas destruídas e, pelo menos, 550 mil hectares de terras produtivas foram inundadas. Também, estima-se que cerca de 10 mil vacas morreram em consequência das inundações.

O número de vítimas fatais no país chega a mais de 1600 mortos.

Em função dos prejuízos nas terras agrícolas, a escassez de alimentos já começou a ser sentida nas áreas afetadas. Problemas de saúde, como diarréias e infecções na pele, também, estão ocorrendo entre muitos dos desabrigados.

A Índia, também castigada pelas chuvas (06 de agosto), sofreu inundações e deslizamentos de terra, principalmente, na cidade turística de Leh, no estado da Caxemira indiana, que ficou coberta de lama. Outras cidades ao entorno de Leh também foram afetadas.

A destruição foi muito grande na cidade. Dezenas de casas, prédios públicos e a principal estação rodoviária foram inundados e devastados pelos deslizamentos de terra.

O número de mortos já chegou a 183. A maioria das vítimas é de origem indiana, mas há também nepaleses e tibetanos, além de cinco turistas europeus. Cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas e mais de mil turistas se encontram isolados.

Leh, situada a uma altitude de 3.505 metros, é uma cidade turística, rica em monastérios budistas.

O mau tempo, incomum, que vários países do hemisfério Norte vem apresentando, neste verão de 2010, tem colocado em evidência um aumento gradativo dos índices pluviométricos e na força destrutiva das enchentes, ao longo dos anos. Serão meros eventos atmosféricos ou efeitos do aquecimento global?

Mapa de Localização - Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)


Local de deslizamento em Zhouqu, no nordeste da China (Fonte: Último Segundo)



Inundação na região desértica do Himalaia na Caxemira indiana, Leh, Índia
(Foto: Indian Army/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)



Ahmedabad, Índia
(Foto: Amit Dave/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)




Casas destruídas pelas chuvas na cidade turística de Leh, Índia.
(Foto: Yawar Nazir/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Ahmedabad, Índia
(Foto: Amit Dave/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Lama em Leh, Índia.
(Foto: Yawar Nazir/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)






Homem tenta tirar gado de área inundada em Alipur, no Paquistão
(Fonte: Último Segundo)





Área inundada de Khyber Pakhtunkhwa, Paquistão
(Foto: Staff Sgt. Horace Murray/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)







Paquistão
(Foto: Akhtar Soomro/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)






Lal Pir, Paquistão
(Foto: MK Chaudhry/EFE -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)








Paquistão
(Foto: Mohammad Sajjad/AP -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)







Muzaffargarh, Paquistão
(Foto: Adrees Latif/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Fontes de Consulta
. Jornal O Globo (Impresso, diversas edições)

. Bom Dia

. Notícias R7

. Último Segundo