Espaço que transcende a sala de aula como proposta para reflexão, discussão, interação e aprendizagem acerca do universo de abrangência da Geografia e de outras áreas de conhecimentos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
A Redenção da Mídia Estrangeira a outros Sabores Brasileiros
Biscoito de Polvilho Globo: Críticas a um dos principais ícones das praias cariocas
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Curiosidade: Animais Feios e Estranhos da Natureza
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Amazônia e as Cataratas do Iguaçu, duas das Sete Maravilhas Naturais do Mundo
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Calculador Populacional
domingo, 22 de agosto de 2010
MariMoon: da exclusão à inclusão e fã clube

Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
A aluna Tamiris Neves, da turma 1901, levou até uma antiga revista Capricho (2008) para a sala de aula, na qual uma das matérias era também sobre a Mari Moon e a sua condição de vítima de bullying na idade escolar.
O que eu não pude responder a muitos alunos, que me procuraram e que, no momento em que escrevi e postei, também não tive a ideia de pesquisar, foi o nome verdadeiro da Mari Moon, apresentadora da MTV.
Eu prometi pesquisar, afinal a curiosidade foi grande e eu mesma quis saber. E para poder dar mais sentido, resolvi pesquisar mais sobre a sua vida.
Pois bem, pesquisei e descobri...

Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
O seu nome verdadeiro é Mariana de Souza Alves Lima. Seu codinome (ou nome artístico) foi inspirado no desenho japonês Sailor Moon (anime).
Ela nasceu em São Paulo, no dia 27 de setembro de 1982 (signo Libra). Este ano, MariMoon completará 28 anos.
Na verdade, não é só o seu nome artístico tem a ver com os desenhos japoneses, mas também os cabelos coloridos e determinadas roupas, como a combinação de mini-saia e coturno (bota de cano alto, amarrado com cordões, tipo usado por militares).
Para quem não sabe a diferença entre mangás e animes (vejam a postagem do dia 10 de julho de 2008), o primeiro referem-se às histórias em quadrinhos japonesas, enquanto o segundo constituem os desenhos animados japoneses, transmitidos na TV e no cinema.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
Nesta época, ela já se apresentava com os cabelos coloridos (ela começou a pintá-los aos 20 anos) e, muitas das vezes, suas fotos eram sensuais.
Sua página teve ampla repercussão na rede e devido ao grande acesso, diário, dos internautas, ela acabou sendo convidada para participar de campanhas publicitárias, revistas etc.
Ela também criou uma loja virtual, na qual poderia vender roupas criadas por ela mesma (grife MariMoon).
Ser estilista foi por um acaso, pois como ela não encontrava nada – a seu gosto – nas loja, acabou tendo que optar por criar as suas próprias roupas e acessórios.
As vendas começaram em eventos de anime e suas coleções passaram a ser revendidas pela marca MissBella, em 2007. Não achei nada que indicasse que as vendas continuam até hoje (se alguém souber, favor me enviar a fonte).


Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
Em janeiro de 2008, ela passou a apresentar o programa Scrap MTV e, no final do mesmo ano, ela foi premiada na 7ª edição do Prêmio Jovem Brasileiro como “a apresentadora do ano”.
Atualmente, além do programa Scrap MTV, MariMoon apresenta o Acesso MTV, junto com Titi Müller. Esta última, por sinal, minha filha gosta muito.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
Ela já foi capa da Capricho, revista voltada para o público jovem, em duas edições. A primeira foi a edição nº 998, de 06/08/2006 e a segunda foi este ano, na edição nº 1102, de 01 de agosto.
A aluna Tamiris Neves levou - para a sala - outra edição da mesma revista, na qual uma das reportagens era também sobre a MariMoon (Edição 1057, 09/11/2008).
Por sinal, em 2009, ela foi eleita e premiada pela referida revista como "a mais estilosa do ano".
MariMoon também apresentou um reality show produzido pela MTV Brasil em parceria com a revista Capricho, o programa era “Colírios Capricho”.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)
Em março deste ano, ela participou do Programa Um Contra Cem (SBT) e ganhou o prêmio de 300 mil reais.
Sua marca são os cabelos coloridos. Até uma boneca (Barbie) foi modificada pelo artista plástico Marcus Baby para ser a cópia fiel da apresentadora do MTV, Mari Moon. Com direito a um piercing nos lábios e os famosos coturnos. Vejam a reportagem na página oficial do artista (Bonecos do Baby).
Seus cabelos já foram pintados de diversas cores e, há anos, pelo mesmo cabelereiro. Hoje é uma ajudante deste. Seus cabelos já foram pintados de azul, vermelho, rosa, roxo e verde.
"As pessoas podem não saber meu nome, mas vão falar, 'aquela do cabelo colorido'", diverte-se MariMoon (Portal CARAS).
A menina que sofreu bullying na escola, se sentiu excluída do grupo por seguir um modismo próprio, hoje, é apresentadora de televisão (MTV), estilista, fotologger e empresária.
Espero ter atendido a curiosidade de muitos alunos... Curiosidades a mais, acessem o site oficial dela e o seu fotolog.
Imagens capturadas na Internet (diversas fontes):


terça-feira, 20 de julho de 2010
Tirando algumas dúvidas: Ano de Filiação na FIFA
Uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos foi encontrar o ano do ingresso dos países participantes da Copa do Mundo 2010 na Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), ou seja, o ano de sua filiação à Federação.
A FIFA ou Fédération Internationale de Football Association (nome oficial em francês) foi fundada em Paris (França), no dia 21 de maio de 1904, com a participação de representantes da França, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Espanha, Suécia e Suíça.
Sua sede fica em Zurique, na Suíça, e o seu atual presidente é o suíço Joseph Blatter.
Filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), a FIFA é composta por 208 federações nacionais e conta com, aproximadamente, 310 colaboradores procedentes de 35 países. A Instituição é formada pelo Congresso (órgão legislativo), o Comitê Executivo (órgão executivo), pela Secretaria Geral (órgão administrativo), além dos comitês, que auxiliam o Comitê Executivo.
Vale ressaltar, aqui, que a FIFA integra o maior número de países, quantitativo este, inclusive, acima das 192 nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Muitos alunos acharam que o ingresso dos países aconteceu por ocasião do 1º Campeonato Mundial de Futebol, ocorrido em 1930, no Uruguai. Mas, na verdade, apesar desta ter sido fundada em 1904, o Campeonato só foi realizado após a reconstrução econômica (e social) da Europa afetada pela I Guerra Mundial (1914-1918).
Para esclarecimentos devidos, vejamos o ano de filiação dos países que participaram da Copa do Mundo 2010.


. FIFA.com
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Mutilação Genital Feminina: uma prática cultural em países africanos, asiáticos e, em expansão, na Europa
Waris Dirie - Imagem capturada na Internet (Google)
Para quem pensa que a caça aos albinos é a única crendice absurda praticada na África está totalmente enganado.
Não resta dúvida que esta prática existente, principalmente, na Tanzânia e Burundi é hedionda e inadmissível nos dias de hoje (vide postagem do dia 04 de junho), mas há também outras que nos chamam a atenção e nos chocam no referido continente e, inclusive, nestes dois países.
Uma delas é a mutilação do órgão genital da mulher, mais conhecida como MGF (Mutilação Genital Ffeminina), na qual são submetidas meninas (crianças), jovens e mulheres adultas.
Na maioria das vezes, a mutilação é realizada antes da puberdade e, em geral, nas meninas com idades entre 4 a 8 anos.
Consiste em uma prática comum, principalmente, no nordeste, leste e oeste do continente africano. Em geral, as fontes de pesquisa indicam 29 países africanos, mas de acordo com o meu levantamento, este número é superior, totalizando em 31 nações, como a Somália, Etiópia, Egito, Senegal, Burundi, Sudão, Gana, Congo, Camarões, Mauritânia, Quênia, Líbia, Tanzânia, Libéria, Burquina Faso, Níger, Malauí, Moçambique, Angola, Costa do Marfim, Serra Leoa, Guiné-Bissau, República Africana Central, Mali, Nigéria, Uganda, Togo, Benim, Chade, Gâmbia e Libéria.
Cerca de 18 destes países já consideram e classificam a MGF como crime. No entanto, mesmo tendo uma instrumento legal sobre esta tradição, isso não impede que a sua prática ocorra, principalmente, de forma clandestina.
Na Ásia, a Mutilação Genital Feminina também é praticada e consiste numa tradição cultural em países do Oriente Médio e do Sudeste asiático, sobretudo, naqueles que professam o islamismo.
Pode até parecer um absurdo, mas na Europa há também registro desta prática. A sua ocorrência não tem nada a ver com a cultura européia, pelo contrário! Esta, na verdade, reflete os traços culturais das comunidades de imigrantes, principalmente, de origem africana.
Só para se ter uma ideia, estima-se que cerca de 500.000 mulheres na Europa sejam submetidas à mutilação genital ou sejam ameaçadas de tal remoção.
Em alguns países há uma legislação específica para a proibição da prática de MGF, como nos da Grã-Bretanha, a França, Espanha, Dinamarca, Itália, Suécia, Áustria, Noruega, Bélgica e Chipre. Diversas Campanhas promovidas por ONGs (Organizações Não-Governamentais) e entidades oficiais, com o apoio dos governos são promovidas na tentativa de coibir e proibir a sua prática entre os imigrantes.
No mundo todo, a estimativa é bem assustadora ... cerca de 150 milhões de mulheres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a Declaração conjunta da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF, publicada em 1997, a Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma prática de origem cultural ou outras não-terapêuticas, que consiste em uma intervenção, no qual o órgão genital da mulher é parcialmente ou totalmente removido ou lesionado (ferido).
No referido documento, as Agências da Organização das Nações Unidas (ONU), citadas, distinguem e relacionam os diferentes tipos de Mutilação Genital Feminina, a saber:
I. Excisão (remoção) do prepúcio ou de parte ou da totalidade do clitóris (clitoridectomia);
II. Excisão do clitóris, com parcial ou total excisão dos lábios menores (excisão);
III. Excisão de parte ou de todos os órgãos genitais externos (infibulação). A abertura genital é costurada, deixando um pequeno orifício capaz de permitir a passagem da urina e do fluxo menstrual;
IV. Sem classificação: inclui punção, perfuração, corte, alongamento do clítoris ou dos lábios, bem como queimar introduzir substâncias corrosivas ou ervas na vagina.
Os tipos I e II são mais comuns. Cerca de 80% das mulheres submetidas à MFG passaram por esses procedimentos.
A cicatriz na vagina resultante da prática de infibulação é aberta antes do coito ou do parto, provocando mais dores nas vítimas.
As justificativas empregadas na defesa da referida tradição cultural são distintas, podendo ser por razões religiosas, sociais, higiênicas, psicológicas e, até, preventivas, exemplificando:
I. Psico-sexuais: a remoção do clitóris implica na proteção da castidade e assim valorizar a mulher perante à comunidade;
II. Religiosas: baseia-se na crença da pureza da mulher, na qual concebe que seus órgãos genitais contribuem negativamente para a sua formação. Outro argumento é que as mulheres que não passam pela excisão não podem ser muçulmanas (devoção ao islamismo);
III. Sociológicos: consistem em atos de iniciação e passagem para a idade adulta, bem como de inibição da libido;
IV. Higiênicos: baseados na concepção de que os órgãos genitais femininos exteriores são “sujos”.
Havendo, ainda, a crença em que a mutilação genital feminina reduz significativamente a probabilidade de que a mulher tenha vários parceiros, o que diminuiria os riscos de infecção pelo HIV (AIDS), já que os números de pessoas infectadas pelo vírus é elevado e alarmante no continente africano.
Em geral, tais procedimentos são cometidos, principalmente, por parteiras, mulheres idosas da comunidade, babeiros, curandeiros, médicos e enfermeiras. O material empregado na remoção variam, podendo ser facas, lâminas (giletes), pedaços de vidros, pequenos troncos de árvore, espinhos, folhas e ervas etc.
As consequências desta prática são previsíveis, não? Além da discriminação, humilhação e outros sentimentos que possam abalar o lado emocional da mulher, a MGF por ser uma prática extremamente perigosa, realizada – na maioria das vezes - sem ou com o mínimo de condições higiênicas, bem como pelo uso de material não esterilizados, envolvendo outros riscos, tais como: dores constantes e permanentes, contaminação, hemorragia, transmissão do HIV/AIDS, complicações futuras durante o parto, entre outras.
Um caso a ser destacado, neste contexto, é a história de vida da ex-modelo e embaixadora da ONU especial para a eliminação da Mutilação Genital Feminina, Waris Dirie, que aos 5 anos de idade foi submetida a esta prática desumana em seu país de origem, Somália.
Aos 13 anos, ela foi obrigada a casar com um homem bem mais velho (60 anos). Fugiu e chegou a Londres, onde trabalhou como doméstica e na rede McDonald's.
Seu ingresso na carreira de modelo (top model) aconteceu após ter sido descoberta pelo fotógrafo britânico Terence Donovan. Na época, Waris Dirie tinha 18 anos e, em pouco tempo, virou uma celebridade internacional.
Ela também é a fundadora Waris Dirie Foundation, instituição que luta para acabar com esta tradição, divulgando e conscientizando as pessoas sobre a prática e suas diversas sequelas. A Fundação também orgniza eventos e programas educacionais, além de fornecer apoio às vítimas de MGF.
Este ano, ela veio ao Brasil, como convidada e madrinha do camarote da Brahma em São Paulo.
Sua história de vida pode ser lida no Waris Dirie Foundation.

Waris Dirie (Contigo)
"Futebol é um negócio que gera dinheiro para si próprio.
A verba arrecadada dificilmente é revertida em ações para
o combate à fome ou à pobreza.
Além do mais, o mundo conhecerá uma África
que foi embelezada,
e não o verdadeiro continente"
Waris Dirie, 2010
. Estadão
domingo, 23 de maio de 2010
Curiosidades das Copas do Mundo



As “Feras do Mundial”, representadas por cinco animais da savana africana, como o elefante, o leão, o rinoceronte, a girafa e a zebra, em estilo tribal, foi ideia do Esporte e do Departamento de Arte do Jornalismo da Globo para a Campanha da Copa do Mundo 2010, na intenção da torcida brasileira participar ativamente do evento esportivo confeccionando bandeiras e/ou blusas com as imagens dos animais.
Cheguei a ler na mídia, que o número de animais representava os cinco títulos do Brasil (copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Entretanto, pesquisando na Internet, descobri que a imagem foi inspirada nos Big Five, os cinco animais selvagens de grande porte da savana africana, os quais são os mais difíceis de serem caçados pelo homem.
Os Big Five são constituídos pelo leão, o elefante africano, o búfalo africano, o leopardo e o rinoceronte.
Engana-se quem pensa que o termo se refere ao tamanho, tal como possa parecer, a princípio, mas este tem a ver pela dificuldade destes serem caçados. Basta observar que o leopardo consta da lista e não é animal de grande porte.
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O primeiro país da África a vencer uma partida pela Copa do Mundo foi a Tunísia. A seleção da Tunísia venceu os mexicanos por 3 a 1 durante a Copa da Argentina, em 1978.
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O Brasil é o único país do mundo que participou de todas os Campeonatos Mundiais de Futebol, desde o primeiro Campeonato, em 1930.
Lista de todos os técnicos brasileiros e o país-sede de cada Copa (1930-2010):
. 1930 (Uruguai) - Píndaro do Carvalho;
. 1934 (Itália) - Luís Vinhais;
. 1938 (França) - Ademar Pimenta;
. 1950 (Brasil) - Flávio Costa;
. 1954 (Suíça)- Zezé Moreira;
. 1958 (Suécia) - Vicente Feola;
. 1962 (Chile) - Aimoré Moreira;
. 1966 (Inglaterra) - Vicente Feola;
. 1970 (México) - Mário Jorge Lobo Zagallo;
. 1974 (Alemanha Ocidental)- Mário Jorge Lobo Zagallo;
. 1978 (Argentina) - Cláudio Coutinho;
. 1982 (Espanha) - Telê Santana;
. 1986 (México) - Telê Santana;
. 1990 (Itália) - Sebastião Lazaroni;
. 1994 (EUA) - Carlos Alberto Parreira;
. 1998 (França) - Mário Jorge Lobo Zagallo;
. 2002 (Coréia do Sul/Japão) - Luis Felipe Scolari;
. 2006 (Alemanha) - Carlos Alberto Parreira;
. 2010 (África do Sul) - Dunga.
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Zagallo foi técnico da Seleção Brasileira em 3 Copas do Mundo (1970, 1974 e 1998)
Seleções estreantes na Copa 2010: As duas seleções, abaixo, são estreantes nesta Copa do Mundo, mas ambas já participaram em outros Campeonatos Mundiais de Futebol como partes integrantes de outros países.
- Eslováquia: participou de 8 edições da Copa do Mundo como Tchecoslováquia, sendo vice- campeã em 1934 e 1962.
Antigo país socialista, ela abandonou o comunismo, em 1989, se separando em dois países (República Checa e Eslováquia).
- Sérvia: Os sérvios participaram de 10 Copas do Mundo nas seleções, porém como parte integrante dos países Iugoslávia, bem como da Sérvia e Montenegro.
Na Copa de 2006 (Alemanha), os jogadores entraram no campo como seleção de Sérvia e Montenegro, porém sairam como dois países distintos: Sérvia e Montenegro.
Fontes:
. Wikipedia
domingo, 2 de maio de 2010
Profissões com Nomes Estranhos
Poderia ser uma Numismata ou, quem sabem, uma Papiloscopista. Ah, não sei, não!? Acho que não tenho jeito para nenhuma das duas.
Ser Podóloga ou Tricologista? Nossa, nenhuma!
Ah, com a minha área de atuação e o meu interesse, também, pelas ciências da Terra, eu poderia optar – em ordem de preferência – em atuar como uma Espeleóloga, uma Pedóloga e, por último, como uma Gemóloga.
. Ictiólogo, profissional que estuda os peixes.
. Herpetólogo, profissional que estuda répteis e anfíbios.
. Mirmecologista, profissional que estuda as formigas
. Micologista, profissional que estuda os Fungos
. Malacóloga, profissional que estuda os moluscos e suas conchas
. Ficóloga, profissional que estuda as algas
. Ornitóloga, profissional que estuda as aves
Agora, por que será que não escolhi ser uma numismata?
Jamais seria uma podóloga ou tricologista, pois não tenho vocação nenhuma para tratar, respectivamente, dos pés e nem dos cabelos.
Agora, nada me impediria de atuar como uma espeleóloga, estudando e trabalhando com cavernas e nem com os solos (pedóloga).
segunda-feira, 8 de março de 2010
Saartjie Baartman: A Vênus Hotentote

Como já comentei em sala de aula, as Atividades Dirigidas acerca do Dia Internacional da Mulher foram transferidas para abril, quando é comemorado – também – o Dia Nacional da Mulher (30 de abril).
Minha decisão pelo adiamento se deu em razão de termos iniciado o ano letivo de 2010 no final do mês de fevereiro, isto é, bem próximo da data comemorativa, o que acabaria prejudicando o andamento do período de revisão e de matéria nova.
Embora, a data nacional não tenha grande projeção nas mídias, sendo pouco conhecida - de uma forma geral - pela população, espero obter maior participação e resultados positivos durante o seu desenvolvimento.
Este ano não irei solicitar pesquisas (Biografias, por exemplo) e nem entrevistas. Vamos trabalhar com textos (leitura, interpretação e produção de texto).
Irei postar, neste espaço, artigos referentes a determinadas situações vividas por mulheres de acordo com a cultura do seu povo, algumas personalidades femininas, entre outros tópicos referentes à mulher.
Para iniciar esta série de artigos, o tópico escolhido é sobre a Vênus Hotentote, isto é, Saartjie Baartman ou Sarah Baartman. A mais famosa entre duas mulheres hotentotes, que foram exploradas como atrações exóticas na Europa, no século XVIII.
Sua história de vida foi marcada pelo colonialismo na África do Sul, pelo racismo e o sexismo seja na condição de mulher e vítima de exploração humana, tornando-a um objeto para satisfazer – exclusivamente – os interesses daqueles que eram seus proprietários (ou julgavam ser).
Como não haveria de ser, o seu destino foi severamente desumano e de uma barbaridade sem precedente.
Saartjie Baartman nasceu, em 1789, às margens do rio Gamtoos, no atual Cabo Oriental, na África do Sul. Ela pertencia à família Khoisan (denominada também por bosquímanos, hotentotes, coisã ou san), típica da região sudoeste do continente africano, cujas características físicas e linguísticas eram peculiares.
Fisicamente, os khoisan apresentam – em média – estaturas mais baixas e esguias que os demais povos africanos; uma coloração de pele amarelada; prega epicântica nos olhos (tais como os chineses e outros povos do Extremo Oriente) e a esteatopigia, comum entre ambos os sexos, mas com maior incidência entre as mulheres.
Saartjie Baartman chamava a atenção, principalmente, devido a isso (esteatopigia), que na verdade é uma hipertrofia das nádegas provocada pelo acúmulo de gordura.

Esteatopigia - Imagem capturada na Internet (Google)
E foi devido a suas volumosas nádegas, consideradas estranhas e, ao mesmo tempo, exóticas aos olhos do colonizador europeu, que Saartjie Baartman saiu da África e foi direto para a Europa.

Imagem capturada na Internet (Google)
Em sua terra natal, ela trabalhou como escrava para colonizadores brancos, isto é, fazendeiros holandeses que moravam próximos da Cidade do Cabo, na África do Sul. Daí, o fato dela falar fluentemente o holandês.
Por sugestão de um cirurgião britânico Naval, William Dunlop, Saartjie Baartman aceitou a ideia de se exibir na Inglaterra, acreditando que suas apresentações a tornaria rica. Na verdade, a intenção de William Dunlop era enriquecer-se graças à exploração desumana e sexual de Saartjie Baartman. E assim, o seu destino foi traçado...
Em 1810, com a idade de 20 anos, ela foi para Londres, onde se apresentou nua - em circos, museus, bares e universidades - por toda a Inglaterra.
Suas nádegas e seus órgãos genitais eram as principais atrações para o público europeu, que curioso, podia tocar em suas nádegas mediante pagamento extra.
Às vezes, sua exibição era feita em gaiola, sendo esta forçada a se comportar como um “animal selvagem”.
Suas apresentações ratificavam, cada vez mais, as ideias pré-concebidas acerca da superioridade branca face à inferioridade negra.
Imagem capturada na Internet (Google)
Ela passou quatro anos na Inglaterra, depois se mudou para Paris (França), onde permaneceu no período de quinze meses, entre 1814 a 1815, onde já nas mãos de Henry Taylor e, posteriormente, por Reaux, continuou se apresentando em de forma degradante em shows e exposições. Neste mesmo período, ela também foi explorada por um treinador de animais.
Além das exibições em público, Saartjie Baartman também foi forçada a se prostituir e, em desespero, ela recorreu ao consumo “pesado” de álcool.
Ainda em Paris, ela atraiu a atenção e recebeu a visita de cientistas franceses, em particular, do anatomista francês Georges Cuvier, tendo sido objeto de inúmeras ilustrações científicas, como no Jardin du Roi.
A Vênus Hotentote (Saartjie Baartman) morreu no dia 29 de dezembro de 1815 em decorrência de uma doença inflamatória, provavelmente de sífilis.
Seu corpo foi dado a Georges Cuvier, que fez um modelo em gesso, tendo o cuidado de preservar suas dimensões corporais em termos das nádegas e dos órgãos genitais para serem exibidos no Musée de l'Homme, em Paris.
A réplica de seu corpo (em gesso) e o seu esqueleto ficaram expostos no Musée de l'Homme, até o ano de 1985, assim como também os seus órgãos genitais e o cérebro, conservados em frascos de formol.
No entanto, desde a década de 1940 do século passado, vários apelos foram feitos a fim de que seus restos mortais retornassem para o seu país de origem, mas o caso só ganhou maior repercussão e relevância após a publicação do The Hottentot Venus, de autoria do biólogo estadunidense Stephen Jay Gould, na década de 80 do mesmo século.
Ao assumir a presidência da República da África do Sul (1994-1999), o presidente Nelson Mandela solicitou – formalmente - à França, o regresso dos restos mortais de Saartjie Baartman.
No dia em que a legislação necessária para a liberação dos seus restos mortais foi aprovada no dia 21 de fevereiro de 2002 e, em 3 de maio do mesmo ano, estes foram devolvidos à Gamtoos Valley, sua terra natal. Sendo enterrados em cima de Vergaderingskop Hill, com vista para seu amado Gamtoos River. Seu túmulo foi declarado patrimônio nacional.



Crianças Khoisan na chegada dos restos mortais no Aeroporto de Cape Town
Fontes de Consulta





























