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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

China, Paquistão e Índia sob os efeitos de desastres naturais




Distribuição de mantimentos às vítimas da cidade de Leh, Índia

(Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)



Dando continuidade ao assunto da última postagem, gostaria de ressaltar outros pontos da Terra que foram manchetes de jornais em virtude das chuvas torrenciais que vem caindo incessantemente e, sobretudo, no último final de semana.

Algumas cidades em situação bem mais grave daquelas registradas nos países da Europa Central. Assim não poderia deixar mencionar, entre outros, os casos extremos como o ocorrido no Paquistão, na Índia e na China, países do continente asiático.

De acordo com o que foi noticiado no Último Segundo, perto 2 mil pessoas já morreram, neste ano, vítimas das enchentes que afetaram o centro e sul da China. No final de semana passada, a região noroeste da China foi castigada pelas intensas chuvas, as quais continuaram nos dias subsequentes.

A situação se agravou em decorrência dos deslizamentos de terra que ocorreram no distrito de Zhouqu, na província de Gansu. O número de mortos já ultrapassou 1.100 pessoas e, segundo as autoridades locais, mais de 600 continuam desaparecidas.

Além das perdas humanas, os prejuízos materiais e econômicos são incomensuráveis. Mais de mil residências foram destruídas e outras três mil se encontram submersas, assim como terras produtivas foram inundadas.

As autoridades estão encontrando problemas para acomodar os desabrigados. De acordo com o que foi publicado, o condado de Zhougu recebeu mais de quatro mil barracas para os desabrigados, mas devido o terreno montanhoso há certa dificuldade à montagem das mesmas.

Os riscos de epidemias são eminentes e, por isso, as autoridades da área de Saúde lutam por medidas preventivas, pois na falta de água potável, o consumo de água imprópria e de comida estragada pode agravar mais, ainda, o quadro configurado. Várias pessoas já apresentam um quadro de diarréia

A grande quantidade de lama e de água dificulta os trabalhos de busca dos sobreviventes feito por bombeiros, soldados e médicos, os quais e outros somam mais de 4,5 mil profissionais trabalhando no resgate e na ajuda às vítimas. Estes também contam com o auxílio de cães farejadores.

A situação no noroeste da China é realmente desoladora... A tragédia na região piorou na madrugada desta 5ª feira (12/08), pois voltou a chover forte na província de Gansu e, como isso, inundações e novos deslizamentos ocorreram, com registro de três pessoas desaparecidas.

Do mesmo modo, pode-se falar das chuvas que castigaram o Paquistão e a Índia. Enchentes, deslizamentos de terras e áreas produtivas inundadas também marcaram estes países, que além de prejuízos econômicos e perdas materiais, aumentam as estatísticas quanto ao número de vítimas fatais.

As enchentes no Paquistão foram consideradas as piores dos últimos 80 anos. E os números assustam...

Cerca de 15 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas e pelas enchentes em várias províncias do país, contabilizando aproximadamente 650 mil casas destruídas e, pelo menos, 550 mil hectares de terras produtivas foram inundadas. Também, estima-se que cerca de 10 mil vacas morreram em consequência das inundações.

O número de vítimas fatais no país chega a mais de 1600 mortos.

Em função dos prejuízos nas terras agrícolas, a escassez de alimentos já começou a ser sentida nas áreas afetadas. Problemas de saúde, como diarréias e infecções na pele, também, estão ocorrendo entre muitos dos desabrigados.

A Índia, também castigada pelas chuvas (06 de agosto), sofreu inundações e deslizamentos de terra, principalmente, na cidade turística de Leh, no estado da Caxemira indiana, que ficou coberta de lama. Outras cidades ao entorno de Leh também foram afetadas.

A destruição foi muito grande na cidade. Dezenas de casas, prédios públicos e a principal estação rodoviária foram inundados e devastados pelos deslizamentos de terra.

O número de mortos já chegou a 183. A maioria das vítimas é de origem indiana, mas há também nepaleses e tibetanos, além de cinco turistas europeus. Cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas e mais de mil turistas se encontram isolados.

Leh, situada a uma altitude de 3.505 metros, é uma cidade turística, rica em monastérios budistas.

O mau tempo, incomum, que vários países do hemisfério Norte vem apresentando, neste verão de 2010, tem colocado em evidência um aumento gradativo dos índices pluviométricos e na força destrutiva das enchentes, ao longo dos anos. Serão meros eventos atmosféricos ou efeitos do aquecimento global?

Mapa de Localização - Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)


Local de deslizamento em Zhouqu, no nordeste da China (Fonte: Último Segundo)



Inundação na região desértica do Himalaia na Caxemira indiana, Leh, Índia
(Foto: Indian Army/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)



Ahmedabad, Índia
(Foto: Amit Dave/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)




Casas destruídas pelas chuvas na cidade turística de Leh, Índia.
(Foto: Yawar Nazir/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Ahmedabad, Índia
(Foto: Amit Dave/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Lama em Leh, Índia.
(Foto: Yawar Nazir/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)






Homem tenta tirar gado de área inundada em Alipur, no Paquistão
(Fonte: Último Segundo)





Área inundada de Khyber Pakhtunkhwa, Paquistão
(Foto: Staff Sgt. Horace Murray/Reuters - Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)







Paquistão
(Foto: Akhtar Soomro/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)






Lal Pir, Paquistão
(Foto: MK Chaudhry/EFE -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)








Paquistão
(Foto: Mohammad Sajjad/AP -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)







Muzaffargarh, Paquistão
(Foto: Adrees Latif/Reuters -Fonte: Blog Olhar sobre o Mundo - O Estadão)





Fontes de Consulta
. Jornal O Globo (Impresso, diversas edições)

. Bom Dia

. Notícias R7

. Último Segundo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Países economicamente ameaçados por desastres naturais


Imagem capturada na Internet (Google)


A importância da Geografia perpassa pela área de abrangência de seu estudo, vinculado às relações integradas e de interdependência entre os elementos físicos (natureza) e sociais (homem).

A análise geográfica requer muito mais a compreensão destas relações, do que um estudo fragmentado de um ou outro elemento envolvido em seu estudo. Ou seja, a compreensão do mundo contemporâneo – enquanto sistema social, político, econômico, cultural e ambiental – perpassa no nível de uma análise integrativa das relações entre o homem e a natureza.
 
Nesta perspectiva, fica fácil compreender que a Geografia – embora estude também os elementos da natureza – não seja uma ciência natural, mas sim uma ciência humana.
 
O conhecimento quanto à dinâmica da natureza se torna fundamental mediante a ocupação e apropriação do solo pelo homem, bem como os efeitos de sua intervenção sobre o mesmo e da natureza sobre a sociedade.
Através de sua compreensão pode-se evitar muitos incidentes ou problemas que venham afetar direta e/ou indiretamente a sociedade ou a paisagem física.

Sob este contexto de análise das relações homem x natureza, no último dia 07 de julho foi divulgado o resultado de um levantamento realizado pela Maplecroft, uma empresa britânica de consultoria.
O referido estudo levou em consideração a ocorrência e os efeitos negativos de fenômenos naturais (desastres naturais), sobretudo, na economia dos países.

O levantamento foi realizado com base nos dados obtidos de 1980 a 2010.

Para efeito da análise, os fenômenos analisados foram terremotos, inundações, tsunamis, deslizamentos, epidemias, secas, ondas de frio e de calor extremos.
Sendo assim, o relatório apresentado pela Maplecroft não só revela os prejuízos econômicos proporcionalmente ao PIB dos países, como o número de vítimas fatais e a frequência com que estes fenômenos ocorrem.

De acordo com o referido relatório, países como Haiti e Moçambique apresentam altos riscos econômicos sob este indicador (desastres naturais), assim como a Itália e os EUA, na categoria dos países desenvolvidos.

Iraque, Kuwait e Finlândia apresentam baixa incidência destes fenômenos e, em consequência disso, são considerados países de baixo risco econômico.

Vale ressaltar, aqui, que uma análise desta é de grande valia, pois o mesmo se baseia na incidência de determinado (s) fenômeno (s) e de perdas materiais e humanas, os quais – indiscutivelmente – irão interferir na economia. Contudo, outros aspectos ligados à sociedade, também, devem ser levados em consideração, como conflitos étnicos, guerras, violência, disputas políticas e territoriais etc.
 
É por esta razão que a Geografia tem como parâmetros estes dois elementos, cruciais para o seu estudo, ou seja, o homem e a natureza e, sobretudo, as relações estabelecidas entre eles.






Para saber mais sobre a matéria leia a reportagem publicada no
G1 - Globo.Com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chuvas no Rio de Janeiro: 173 mortos



Deslizamento no Morro do Bumba - Imagem capturada na Internet (Último Segundo)



Lamentavelmente, as chuvas ainda persistem no estado do Rio de Janeiro e, ainda que em menor intensidade, sua frequência diária manifesta-se e traduz em perdas materiais e, infelizmente, humanas.

Até o momento já foram registradas 173 óbitos em consequência das chuvas, que caem no Rio de Janeiro desde o início da noite de 2ª feira passada (05/04). Infelizmente, este número deve aumentar, pois há muitas pessoas desaparecidas e soterradas em razão dos deslizamentos de terra.

Embora em vários pontos do município do Rio de Janeiro e em outros há uma breve estiagem, em geral, há pancadas de chuvas ou precipitações mais “leves”.

As aulas na rede municipal do Rio de Janeiro reiniciaram hoje, mas a frequência dos alunos – como era de se esperar – foi baixa. Eu mesma fiquei em dúvida quanto à normalidade destas, hoje, pois ouvi uma declaração do nosso prefeito, Eduardo Paes, na qual ficou subentendido que as mesmas só voltariam ao normal amanhã (6ª feira).

Mas, uma coisa devo admitir, o nosso prefeito agiu corretamente e de forma bem estratégica devido a situação caótica que a cidade viveu e está passando. As suas orientações quanto à suspensão das aulas, de não sair de casa ou de um lugar seguro foi eficiente e sensato mediante os sérios riscos.

Até o presente momento, o município de Niterói é o que apresenta o maior índice de óbitos (99), seguido pelas cidades Rio de Janeiro (52), São Gonçalo (16), Nilópolis, Paracambi, Marica, Magé e Petrópolis com 1 morte em cada.

Os meteorologistas declararam que as chuvas que castigam o estado foi causado pelo El Nino. Fenômeno este, climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico (Equatorial), cujos efeitos provocam alterações no clima.

O fenômeno provoca alterações climáticas, regionais e/ou mundiais, sobretudo, nos índices pluviométricos (chuvas), assim como também nos padrões de ventos e no deslocamento das massas de ar.

Ainda não há estudo conclusivo e comprovado acerca das causas de sua ocorrência, mas sabe-se que este dura, em média, de 10 a 18 meses e sua frequência é irregular, apresentando intervalos de 2 a 7 anos.

As tragédias registradas em diversos pontos do estado do Rio de Janeiro, principalmente, em relação os deslizamentos de terra é algo já bastante mencionado neste espaço e nas mídias.

Não há como deixar de ressaltar - mais uma vez - a problemática existente na ocupação desordenada nos morros e nos sopés destes, lembrando também que o Poder Público tem conhecimento dos altos riscos que estas áreas representam e nada fazem ou fizeram na tentativa de remoção das comunidades locais. Seja a ocupação antiga (densamente povoada) seja esta sendo ocupada inicialmente, com poucas famílias residentes.

Nesta última situação, a remoção seria bem mais fácil e sem graves conflitos por ambas as partes. Mas, os caminhos traçados pela população carente e, sobretudo, permissivos pelo descaso das autoridades responsáveis, são concretizados e traduzem neste tipo de tragédia, que nos deixam chocados e perplexos. E este tipo de atitude não é recente, de um governo específico ou de outro...

Lamentavelmente, ele é antigo e comum em relação ao tratamento das questões habitacionais, principalmente, de baixa renda.

Ontem, assistimos a mais uma cena de total irresponsabilidade de ambas as partes e que retrata esta situação a que me refiro. Todo mundo viu e assistiu o telejornal e, por mais leigo que seja na área de Geologia, Geografia, Pedologia ou Geomorfologia, tem noção mínima de que o solo de encosta, desprovido ou não de vegetação, com declividade significativa e sob o regime de chuvas normais e/ou anormais, como foi agora, representa área de alta susceptibilidade erosiva.

Mas, saber que a ocupação humana foi em cima de uma antiga área de aterro sanitário é verdadeiramente estarrecedor. Onde estavam os políticos no momento em que as primeiras famílias chegaram e se instalaram na localidade?

Sabemos o quanto é difícil remover uma família, duas ou dezenas de famílias de locais de alto risco, mas a prevenção deveria ser a medida correta a ser tomada em qualquer situação que envolvesse a relação inadequada do Homem x Natureza.

Estou falando isso em razão da grande tragédia que aconteceu na favela Bumba, em Niterói. Foi horrível! O cenário de destruição afetou sensivelmente a todos nós. O que dirá a população local e/ou adjacente, que direta e/ou indiretamente se encontra associada a esta?! Aquela que teve perda material (parcial ou total) e perda de parte de sua vida em consequência da morte de um ente querido.

Mais uma vez, as cenas se repetem e a classe social é a mesma...

Fontes de Consulta:

. O Globo

. Último Segundo



terça-feira, 6 de abril de 2010

Temporal na cidade do Rio de Janeiro: Situação Caótica

Praça da Bandeira alagada
Imagem capturada na Internet (Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia)


Mediante a chuva que cai torrencialmente desde ontem, à noite, na cidade, as aulas na rede municipal foram suspensas pelo prefeito Eduardo Paes. A orientação deste e dos Órgãos competentes e responsáveis pela segurança pública é que as pessoas evitem sair de casa.

Mesmo sabendo desta medida e pelo fato de não ter conseguido entrar em contato com a escola (E.M. Dilermando Cruz), pois o telefone só dava ocupado e o da Coordenadora (celular) não atendia, resolvi arriscar e fui trabalhar.

Meu marido chegou a me alertar, pois o movimento nas ruas estava bem fraco (baixa circulação de ônibus e/ou táxis). Fui e não deu outra... Tive que retornar, pois havia retenção no trânsito devido os alagamentos em determinadas ruas do bairro de Olaria.

Choveu muito e ininterruptamente a noite toda. Ontem, então, eu enfrentei a chuva na rua, indo para a escola noturna, que acabou tendo que suspender as aulas também. Embora estivesse com guarda chuva, a sua intensidade era tanta que acabei ficando toda molhada embaixo deste.

Agora, estarrecedor mesmo foram as imagens divulgadas na TV acerca dos pontos alagados, das enchentes e dos deslizamentos nas encostas causados pelas chuvas.

A cidade do Rio de Janeiro, literalmente, parou... Praça da bandeira; Av. Francisco Bicalho; Av. Presidente Vargas; Rua Jardim Botânico; Ponte Rio-Niterói e tantas outras. Não havia alternativa para sair ou fugir do caos por efeito atmosférico.

Para piorar, o medo de muitas pessoas ora alternava em decorrência das chuvas fortes ora pelos riscos de assalto (trânsito parado facilita a ação indesejada).

De acordo com o último boletim divulgado, o número de mortos chega a 102 (Jornal da Globo), devendo aumentar em razão do registro de pessoas desaparecidas e da probabilidade de outras vítimas em caso de deslizamento ou outro tipo de acidente provocado pelas chuvas.

A média do volume de chuva que caiu sobre a cidade, em 24 horas, foi de 175 mm. O maior, registrado em um único dia, há 10 anos.

A estação meteorológica, localizada na Rocinha, registrou o maior índice pluviométrico no período compreendido entre às 9h de ontem (05/04) e às 9h de hoje (06/04), isto é, foram 283,2mm.

Segundo o Site Tempo Agora, índices pluviométricos elevados, superiores a 200 mm, foram registrados em outras dez estações meteorológicas da cidade, a saber: Jardim Botânico (273,4 mm), Tijuca (264mm), Cachambi (255,8 mm), Vidigal (245,2 mm), Penha (226,2 mm), Grajaú (223 mm), Santa Teresa (222,8 mm), Grota Funda (216,4 mm), Laranjeiras (205,6 mm), Copacabana (201,4 mm).

Não resta dúvida que as chuvas diminuíram, mas a sua continuidade – mesmo com baixa intensidade - é responsável por saturar mais ainda o solo, tornando-o seguramente instável e susceptível a deslizamento.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, tomou a decisão de manter as escolas fechadas (aulas suspensas) a fim de evitar o agravamento da situação caótica que instalou na cidade.

A previsão é que a frente fria seja mantida até o final de semana...

Eu já enfrentei temporal e enchentes em várias ocasiões, mas a pior de todas – a meu ver – foi a de 1988. Eu estava saindo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), quando caiu o temporal e por lá fiquei, presa, sem poder sair do prédio, pois logo depois as ruas estavam alagadas, além do transbordamento do rio Maracanã.

Voltei para o 4° andar, onde eu estava anteriormente (Faculdade de Geologia), e pude ver – do alto - os carros “abandonados” sendo arrastados pela correnteza ou colidindo com outro veículo devido a força da água.

Passavam das 23h, quando eu fui para a Praça Saens Peña pegar o ônibus no ponto final. A rua Conde de Bonfim, na altura da referida praça, era total sujeira mediante a quantidade de terra e lixo que desceu dos morros.

Lembro-me, como se fosse hoje, eu estava “morta” de fome e não podia gastar o pouco de dinheiro que tinha, pois não sabia como seria o trajeto completo até a Penha.

Desci em Bonsucesso às 2h da madrugada para atravessar o túnel subterrâneo (de pedestre), mas este estava alagado e com pivetes praticando assalto aos aventureiros que arriscavam a atravessá-lo.

Liguei a cobrar para o meu pai (na época, não havia celular) e ele foi me buscar de carro.

No dia seguinte, eu e a minha orientadora, na época, Profª e Geógrafa Antonia Maria Martins Ferreira (Tuninha) fomos até o Morro do Borel, na Tijuca, com uma equipe da GeoRio ver as consequências dos deslizamentos. Muitos estragos! Foi nesta vsitoria, que pude constatar a eficácia de um bambuzal na contenção de terra.

Vamos torcer para que as chuvas diminuam e o número de mortos não se eleve mais.



Algumas Imagens capturadas na Internet


Deslizamento e Resgate de vítimas no Morro dos Prazeres, Zona Norte do Rio

(Foto: Marcos de Paula/AE - O Estadão)







Deslizamento na Mangueira - Imagem capturada na Internet (Google)






Morro do Borel - Imagem capturada na Internet
(Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia)






Museu "Casa do Pontal" inundado
Imagem capturada na Internet (Agência Estadão)







Alcântara (São Gonçalo) inundado
Imagem capturada na Internet (Foto: Leitor Paulo Cesar)







domingo, 14 de fevereiro de 2010

Haiti: Um mês agonizando sob os escombros e uma situação caótica



Imagem capturada na Internet (Google)



Com os problemas de saúde de minha mãe, as idas a UTI e ao quarto, inclusive, dormindo e ficando em outros horários com ela (revezamento com as minhas irmãs e sobrinha Fernanda), muitos tópicos deixei de postar, apesar de estar acompanhando, parcialmente, as mídias.

Um deles foi a situação, ainda caótica, do Haiti após mais de um mês do grande terremoto, ocorrido no dia 12 de janeiro, que matou 230 mil pessoas, segundo dados do governo.

Triste é saber que este número ainda não é o real, uma vez que o total de mortos ainda pode aumentar, tendo em vista que muitos corpos ainda não foram muitos contabilizados.

No número total de mortos divulgado pelo Governo do Haiti não consta os corpos enterrados por funerárias privadas em cemitérios privados e nem as vítimas enterradas pelas suas respectivas famílias.

De acordo com o Relatório do Centro de Pesquisas sobre Epidemiologia de Desastres, encomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o número de mortos por consequência do terremoto no Haiti supera o total de óbitos causados pelo tsunami de dezembro de 2004, que matou cerca de 220 mil pessoas no sudeste asiático. Outra tragédia difícil de ser esquecida e marcada pela dinâmica interna da Terra.

A situação no Haiti continua caótica, muitos desabrigados, falta de alimentos, registros de violência (por diversos motivos), temor por epidemias, pela chegada do período das chuvas, prédios sob riscos de desabamento, entre outros.

Estima-se que cerca de 500 mil pessoas fugiram de Porto Príncipe, capital do país, após o terremoto.

E, se já não bastassem os problemas sócio-econômicos do país, considerado o mais pobre de todo o continente americano, e de toda a situação caótica vigente, pós-terremoto, um outro caso chamou a atenção das mídias: a tentativa de sequestro de 33 crianças haitianas por um grupo de religiosos.

O grupo formado 10 americanos (cinco homens e cinco mulheres), ligado à Organização Beneficente New Life Children’s Refuge, Entidade religiosa do Estado de Idaho (EUA), foi preso próximo à fronteira do Haiti com a República Dominicana sob a acusação de tráfico infantil.

Alegando inocência e justificando o ato em si, como solidariedade, o grupo afirmou que as crianças eram órfãs (os pais teriam morrido no terremoto) e estavam sendo encaminhadas para um orfanato na República Dominicana.

O fato é preocupante, visto que a situação pós-terremoto facilita tais ações e, também, porque o tráfico infantil já era uma prática no país, antes do último terremoto.

Daí, as medidas baixadas e maior controle por parte do governo a respeito da adoção de crianças, após o grande abalo sísmico. Todas adoções solicitadas e precisam ser aprovados pelo governo.

As autoridades locais, como representantes da ONU acreditam que a reconstrução do Haiti vai durar uma década. Sabemos que as ajudas humanitárias não param de chegar de diversas partes do mundo, embora ainda se mostrem insuficientes.

O G-7, Grupo dos 7 países mais ricos do mundo, formado pelos EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália já cogitou perdoar a dívida do Haiti, a fim de contribuir com a recuperação do país.

Esperamos que sim! Mas, não podemos esquecer que a localização geográfica da ilha Hispaniola, que abrange o Haiti e a República Dominicana, induz a uma situação de grande instabilidade tectônica, ou seja, ela não está livre de novos terremotos.



Fonte: BBC Brasil

domingo, 3 de janeiro de 2010

Angra dos Reis e outros municípios: Tragédias já Anunciadas



Vista aérea do local da Pousada Sankay, atingida por um deslizamento de terra (REUTERS/Bruno Domingos - UAI )


Infelizmente, quando as chuvas chegam e persistem - continuamente - a se precipitar, o medo se instala e a Defesa Civil fica em alerta, pois os chamados são muitos, tal como foi neste início de ano...

Enquanto muitos continuavam festejando, madrugada adentro, a virada do ano, a população de muitos municípios do estado do Rio de Janeiro sofria com as chuvas contínuas e as enchentes decorrentes destas. Inclusive, o bairro e adajcências da minha antiga escola em Duque de Caxias (E.E. Assis Chateaubriand).

No final do mês de novembro, eu passei um sufoco na Av. Presidente Kennedy, na altura da passarela do Posto Bravo, pois quando fui atravessar a referida avenida, a água já estava bem acima do meu tornozelo.

Na imagem abaixo fica bastante evidenciado o processo de erosão, com o transporte do material incosolidado (no caso argila e/ou silte) pelas águas das chuvas (agente erosivo). A deposição deste material, que veio de uma área mais alta, ocorre nas áreas mais baixas.


Av. Presidente Kennedy, Pilar - Duque de Caxias - Imagem do meu acervo particular



Na mesma localidade, erosão em evidência e um sulco no material deslizado
em outra época de chuva - Imagem do meu acervo particular


Neste mesmo dia, o meu aluno presenciou um deslizamento de terra atrás da escola. Eu estava de costa e quando me virei para ver, a terra já tinha descido. Nesta já havia sinais de antigos movimentos de massa, ou seja, as encostas existentes em toda a área apresentam situação de vulnerabilidade face ao solo instável, a declividade e a ação das chuvas constantes.

Em dezembro último, eu fotografei um ponto de deslizamento próximo à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, na mesma avenida, no bairro Pilar (vide fotos abaixo).

Pelo que eu soube, a área do referido deslizamento e outros pontos próximos, em situação instável similar, sofreram outros movimentos de terras na virada do ano.


Av. Presidente Kennedy, bairro Pilar - Duque de Caxias (RJ)
Imagem do meu acervo particular



Av. Presidente Kennedy, bairro Pilar - Duque de Caxias (RJ)
Imagem do meu acervo particular





Av. Presidente Kennedy, bairro Pilar - Duque de Caxias (RJ)
Imagem do meu acervo particular


Mas, sem dúvida nenhuma, tragédias piores que marcaram a chegada do ano de 2010 foram as registradas no município de Angra dos Reis. Uma aconteceu no Centro do município, no Morro da Carioca, onde o deslizamento de terra afetou várias casas e, a outra, de maior projeção na imprensa nacional e internacional, aconteceu na na enseada do Bananal, na Ilha Grande, envolvendo uma pousada de luxo (Sankay) e mais sete casas.

Muitos turistas e familiares estavam reunidos no local, tanto na pousada quanto nas casas, por conta dos festejos do Réveillon. Nos dois casos, os deslizamentos ocorreram de madrugada, quando a maioria das pessoas estava dormindo.



Imagem capturada do O Dia OnLine


Infelizmente, estas últimas chuvas trouxeram à tona uma tragédia já anunciada - há anos - acerca da relação do homem com a natureza.

Não foi um ou outro fator responsável, mas um somatório de fatores, que diante da falta de um controle maior por parte do governo, seja da instância municipal ou estadual, resultou nestas duas grandes tragédias, com um número de mortos ainda incerto, porém já elevado e de feridos também.

Não precisa ser nenhum especialista em geotecnia (ramo da Geologia) ou em Geomorfologia para perceber que encosta íngrime (declivosa), solo instável (em geral argilo-siltoso), índices pluviométricos elevados (clima tropical úmido) mais a expansão imobiliária irregular e desordenada na base da encosta representam fatores de altos riscos, capazes de expressar, desde a primeira ocupação humana, em uma tragédia programada a médio prazo.

No caso da Ilha Grande, mesmo tendo uma cobertura vegetal presente, capaz de controlar o processo erosivo do solo, a topografia do relevo (encosta íngreme) e o solo instável foram suficientes para desencadear um quadro de vulnerabilidade e de baixa sustentabilidade face às chuvas contínuas, que saturaram o solo e acabaram por provocar o deslizamento de terra, deixando à mostra a rocha “nua”.

É bastante notório que o perigo existe não apenas para quem mora no alto do morro, mas também para quem constroi e reside na base deste, pois tudo que está em cima desce. O fator de risco é para todos. O certo é não ocupar a encosta e nem muito próxima de sua base, assim como outras áreas susceptíveis a enchentes, como as margens de rios.

Agregado a esta tragédia está a falta de inspeção por parte do governo, que não fiscaliza estas áreas e as ocupações irregulares. Ocupações irregulares justamente por estarem em áreas de risco eminente e, não, simplesmente por questões de documentos.


O nosso governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu, em entrevista coletiva, uma política séria de uso do solo, como se as tragédias no morro da Carioca e na Ilha Grande (município de Angra de Reis) fossem fatos novos e isolados em nosso estado (sem mencionar a nível de território nacional).

Ele ressaltou, no caso da Ilha Grande, que a tragédia foi de causas naturais e não em consequência de construções irregulares. Contudo, ele esqueceu de observar que as construções estavam em áreas de riscos, na base da encosta. O perigo é o mesmo.

A política do governo, seja de planejamento urbano ou no caso da Defesa Civil, deveria promover ações preventivas quanto ao uso e apropriação do solo e, não, apenas, no sentido de disponibilizar socorro e resgate após um desastre combinado entre os fatores da natureza e de ordem antrópica, o qual poderia ser evitado previamente.

Fechar os olhos para a expansão imobiliária, desordenada, seja nas áreas nobres ou não nobres, como em áreas às margens dos rios ou nos morros (comunidades mais carentes) é algo que vemos ao longo dos anos, sem que haja uma fiscalização mais séria capaz de assegurar um mínimo de segurança em termos de integridade da área construída aos efeitos das intempéries, bem como de conservação da natureza.

É triste imaginar a dor que cada um, envolvido direto e/ou indiretamente em ambas as tragédias, traz consigo neste início de ano. A dor é imensa e só o tempo a tornará mais leve.

Apagar, jamais! Mas, abrandá-la, com a fé em Deus e com os Seus desígnios é possível, com o tempo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tufão, Terremotos e Maremotos: A Dinâmica da Terra não é estática

Desde a semana passada, o mundo está estarrecido com os fenômenos naturais que ocasionaram, destruição, mortes e um número elevado de desabrigados, quer pela passagem de tufões pelas Filipinas, quer pelos tremores que "sacudiram" diferentes países no mundo, inclusive, com formação de tsunamis.
 
Ambos os fenômenos, tufão e abalo sísmico, fazem parte da dinâmica da Terra, sendo o primeiro relacionado à dinâmica externa (fenômeno meteorológico), enquanto o segundo (terremoto e maremoto) à dinâmica interna.
 
De qualquer maneira, eles assustam pela intensidade, frequência e poder de destruição. Daí, a importância da Geografia - enquanto ciência humana - por enfocar a natureza, seus elementos e fenômenos em prol da humanidade.
 
Em junho passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a necessidade de se criar medidas de prevenção a desastres naturais. A ajuda não caberia apenas para a ocasião do desastre, mas também como medida para previnir o seu impacto, reduzindo - a longo prazo - o número de vítimas fatais.
 
O Coordenador de Operações de Emergência da ONU, John Holmes, sugeriu, no caso do combate às mudanças climáticas, que as verbas deveriam ser destinadas a fortificar hospitais e escolas, assim como na educação, visando a orientação em termos de sobreviver a crises.
 
De acordo com a referida Organização, em 2008, mais de 236 mil mortes foram provocadas por desastres naturais.
 
Holmes considera a China e Índia, os países mais vulneráveis. E eu, na minha humilde ignorância diante dos especialistas na área, estenderia à Bangladesh, região sudeste da Ásia e Pacífico.

TUFÕES
No final da semana passada, tempestades de quase 12 horas alagaram cerca de 80% da capital das Filipinas (Manila). Estas foram consideradas as piores inundações dos últimos 40 anos no país. O rastro deixado pela passagem do tufão Ketsana foi de mais de 277 vítimas fatais e 2,5 milhões de desabrigados.



Passagem do Tufão Ketsana nas Filipinas - Imagem capturada na Internet



Em consequência disso, o governo decretou estado de calamidade tanto na capital, Manila, como em outras 52 províncias.
 
Ainda tentando, com muitas dificuldades, se recuperar e voltar à normalidade após a passagem do Ketsana, ontem, outro tufão - denominado Parma - passou pelo país, causando mais destruição, desabrigados e mortes.
 
Contudo, ele teve menos força do que se temia, principalmente na costa oeste, desensamente povoada e bastante afetada pelo tufão Ketsana, na semana passada.
 
A preocupação das autoriades residia no fato dos reservatórios e represas ao redor de manila, capital das Filipinas, ainda estarem cheios e o sistema de esgoto se encontrar inundado com lama e lixo, trazidos pelo tufão Ketsana.
 
O tufão Parma foi classificado como o mais potente do país desde 2006. Morreram, pelo menos, 17 pessoas, a maior parte destas soterrada em consequência de dois deslizamentos na província de Benguet, a 250 Km ao Norte de Manila.
 


Passagem do Tufão Parma nas Filipinas - Imagens capturadas na Internet


Além dos tufões Ketsana e Parma, o país sofreu - hoje - às 18h58min (hora local nas Filipinas) um forte tremor de terra, de magnitude 6,6 na Escala Richter.
 
Seu epicentro foi localizado a 102 km de Cotabato, na ilha de Mindanao. De acordo com as notícias vinculadas a este evento, ainda não há informações sobre danos ou feridos.

Os desatres naturais ocorridos nas Filipinas, tufões e terremoto, como podemos ver, são de duas origens distintas que respondem pela dinâmica ambiental da Terra: uma meteorológica/atmosfera (externa) e a outra, tectônica/manto (interna).
 

Quanto aos abalos sísmicos (terremotos e maremotos) que ocorreram em outros países, o pior de todos foi o que atingiu o arquipélago de Samoa, na tarde do dia 29 de setembro, quando uma série de ondas gigantes (tsunamis) atingiram a Samoa Ocidental, o território estadunidense de Samoa Americana, várias outras ilhas e países da região.
 
No mesmo dia, mas horas depois, um outro tremor atingiu a costa da Indonésia, matando entre 100 e 200 habitantes. Foi grande a destruição.
 
No dia seguinte (30/09), dois tremores de terra foram sentidos, cada qual em um ponto extremo. Um deles abalou a região de La Paz, na Bolívia, com intensidade de 5,9 na escala Richter); o outro ocorreu em Sumatra, ilha da Indonésia, cuja magnitude foi superior, 7,6. Este terremoto provocou muita destruição em Pandang e, pelo menos, 200 mortes.
 
No dia 1º de outubro (quinta feira), pela manhã, dois fortes tremores atingiram a região da Indonésia e hoje (04/09), como já mencionei, outro terremoto aconteceu nas Filipinas.
 
Estas regiões afetadas pelos tremores de terra e maremotos se encontram localizados no chamado Círculo do Fogo, área de grande ocorrência de vulcanismo e terremotos. São áreas de encontro de Placas Tectônicas, que ocasionam um grau de instabilidade tectônica.
 
Hoje, no Fantástico, foi exibido uma reportagem com dois surfistas brasileiros que estavam, justamente, no momento da formação e da chegada do tsunami nas ilha Samoa. Vale a pena assistir, pois eles relatam - inclusive - o recuo da água, que antecede a formação da crista e do "estouro" da onda.
 
Foi observando desta mesma maneira que, no dia 26 de dezembro de 2004, a estudante inglesa, Tilly Smith, de 10 anos, conseguiu salvar muitas vidas em uma praia da Tailândia, no pior tsunami já registrado no Oceano Índico.
 
Eu sempre comento a respeito da atitude desta menina com os meus alunos, quando falo das Teorias da Deriva Continental e da Tectônica de Placas.
 
Segundo o quê já foi publicado a respeito desta, duas semanas antes do tsunami no Oceano Índico, a menina teve aula de Geografia sobre o tema e o seu professor exibiu um vídeo sobre um maremoto que ocorreu no Havaí. Ele ensinou o comportamento das águas, antes da chegada de um tsunami, ou seja, o seu recuo.
 
E, por isso e graças a esta aula de Geografia, Tilly Smith reconheceu os sinais de um tsunami. Ela alertou a sua família, que agiu em conjunto no salvamento de 100 pessoas (incluindo nestes, ela e sua família). O saldo desta tsunami foi terrível: cerca de 230 mil pessoas mortas em 11 países.
 
O vídeo abaixo foi apresentado no Fantástico.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Oeste de Santa Catarina: Tornados atingem três municípios



Guaraciaba, Santa Catarina - Imagens capturadas na Internet
Mais uma vez, as notícias que chegam de Santa Catarina nos assustam...
 
Frente Fria, temporais, vendavais e tornados provocaram um raio de destruição, com um resultado desolador... quatro mortos, milhares de desabrigados, cidade sob escombros, economia em risco e o medo.
 
Medo da região Sul do Brasil se tornar a vir a ser uma rota de tornados.
 
Quando eu morei em Santa Catarina, na Grande Florianópolis, em São José (parte continental), eu presenciei vendavais muito fortes, inclusive, com a ocorrência de uma piscina pequena– destas que são vendidas já prontas – em cima de uma árvore.
 
A chegada de ssas frias vindas da região Antártica é uma coisa impressionante. A mudança brusca do tempo devido à frente fria formada e, principalmente, a força dos ventos, me assustava muito. Mas, eu jamais pensaria - um dia - em tornados.
 
No entanto, os especialistas do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do 8º Distrito Meteorológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/ Rio Grande do Sul) e outros meteorologistas do estado confirmaram que os municípios de Guaraciaba, Salto Veloso e Santa Cecília, localizados no oeste de Santa Catarina, foram atingidos realmente por tornados, no início desta semana (entre a 2ª e 3ª feira).
 
Dentre estes, o de pior situação é a cidade Guaraciaba, pois segundo levantamento da Defesa Civil, 70% das casas do município desabaram e 110 ficaram danificadas (destelhadas). A quase totalidade destas casas se localiza na área rural, de vocação pecuária leiteira, que se transformou em um cenário pós-guerra, com muitos escombros e árvores retorcidas.

Imagem capturada na Internet

O fenômeno atingiu mais de 9 mil pessoas, deixou quatro mortos e 89 feridos. O município continua sem luz e sem água.
 
Em razão da ausência de imagens e do fato de nenhuma observação direta de especialistas da área de meteorologia, a intensidade dos ventos e a conclusão destes ser de um tornado foi medida pelos estragos causados na região, bem como a forma como estes se apresentavam.

O que estava no caminho do tornado foi levado ou destruído. Diversas árvores ficaram retorcidas ou quebradas ao meio, casas inteiras de foram arrasadas, um carro e um caminhão ficaram virados e houve relatos de animais e pessoas arremessadas pela força dos ventos.

Segundo relato dos moradores, todos transtornados e perplexos com o fenômeno, eletrodomésticos, como geladeiras, foram arremessados a mais de 30 metros das casas, assim como vacas e outros animais. Vítimas humanas foram arremessadas a mais de 50 metros, como uma criança que foi arrancada dos braços de sua mãe.

Embora os estragos tenham sido significativos, os tornados que atingiram os três municípios catarinenses foram classificados como os mais fracos na escala Fujita, isto é, no nível F1 de intensidade, cuja velocidade dos ventos varia de 120 km/h e 180 km/h.

Os temporais e os tornados que atingiram o estado de Santa Catarina danificaram cerca de 17 mil casas e prédios. Ao todo foram 64 municípios atingidos e, aproximadamente, 53 mil pessoas foram afetadas pelos temporais.

Infelizmente, as últimas notícias informam que estes fenômenos meteorológicos (temporais) devem continuar até semana que vem.


Imagem capturada na Internet

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fenômenos Meteorológicos: Furacões e Tufões

 
Imagem capturada na Internet

Aproveitando a última postagem acerca dos tufões que atingiram o sudeste asiático, gostaria de comentar sobre este tipo de fenômeno meteorológico.

E, para quem não sabe, tufão e furacão são nomes diferentes aplicados para o mesmo fenômeno (ciclones tropicais).
 
Estes são chamados de ciclones tropicais, primeiro devido a sua natureza ciclônica, ou seja, ligados às áreas de baixa pressão e, segundo, porque se ocorrem nas regiões tropicais, assim como por se originarem de massas de ar tropicais marítimas.

Os furacões ou tufões se referem às mais fortes tempestades ciclônicas que ocorrem na natureza, com ventos muito fortes (velocidades superiores a 119 Km/hora), podendo apresentar um formato superior a 1.000 metros de diâmetro.
 
O uso de diferentes terminologias (furacão e tufão) se dá em função da região, onde estes se formam e ocorrem.
 
De acordo com a subdivisão da Organização Meteorológica Mundial (OMM), os tufões ocorrem na parte ocidental do oceano Índico, no Pacífico Norte e no Mar da China (costa chinesa, o Japão, as Filipinas, a ilha de Taiwan, a ilha norte americana de Guam, as Filipinas, a Coréia, o Vietnã e a parte da Indonésia).
 
Os furacões, por sua vez, ocorrem no Atlântico Norte (EUA) e no mar do Caribe, assim como no Oceano Pacífico (Hawaí, costa oeste dos EUA e do México).
 
Daí, os termos tufão e furacão são, na verdade, sinônimos. Podemos dizer que todo furacão ou tufão é um ciclone tropical, mas - devido às diferenças na velocidade dos ventos e da força das tempestades - nem todo ciclone tropical é um furacão.
 
Há outros exemplos de fenômenos meteorológicos de baixa intensidade incluídos nos ciclones tropicais, como depressão ou tempestade tropical, cuja variação da velocidade dos ventos pode chegar a 117 Km/h.
 
Velocidades dos ventos superiores a esta faixa já se encaixam na categoria de furacão.
 
Por isso, tenho uma preocupação em não colocar os três termos como sinônimos. Eu posso dizer, sim, a respeito de furacão e tufão.
 
Os furacões (ou tufões) possuem o mesmo princípio de formação, isto é, são gerados sob condições de águas oceânicas quentes, em temperaturas acima 27ºC (regiões tropicais).
 
Por serem formados sobre grandes massas de água morna (mares costeiros e/ou oceanos), as primeiras áreas a serem afetadas durante o deslocamento destes são as ilhas e as regiões costeiras.
 
Apresentam um formato circular, com diâmetro variando de 450 a 650 km. Em sua área central localiza-se o chamado "olho do furacão", livre de nuvens e relativamente tranquilo, com ventos muito leves.


O maior problema reside no turbilhão que o cerca, pois os ventos são mais fortes, podendo variar de 119 Km/h até uma intensidade superior a 249 Km/h.
 
 

Imagens capturadas na Internet


Em razão de sua estrutura de funcionamento, além dos ventos fortes, ocorrem chuvas torrenciais, assim como - na superfície oceânica- ondas tempestuosas e altas.
 
Como a sua fonte de energia são as águas quentes do mar ou do oceano, os furacões quando atingem os continentes perdem sua força, transformando-se numa tempestade tropical. Mas, o seu poder destrutivo pode ainda provocar grandes prejuízos materiais e vítimas fatais. Em geral, as chuvas torrenciais provocam inundações, enchentes.
 
Como mencionei, a velocidade dos ventos dos furacões são superiores a 119 Km/h, podendo ultrapassar os 249 Km/h e, sendo assim, o poder de destruição deles vai variar de acordo com a velocidade dos ventos.

Não podemos esquecer, também, que os prejuízos em termos de desmoronamento de edificações (casas, pontes, viadutos etc) também podem estar relacionados ao tipo de material empregado nas construções (material de baixa qualidade).

 
Imagens capturadas na Internet

 
Escala Saffir-Simpson
 
Criada no início da década de 70 (Século XX), a Escala Saffir-Simpson é utilizada para medir a intensidade dos furacões de acordo com a velocidade dos ventos.

Sua denominação advém dos nomes de seus criadores, o engenheiro Herbert Saffir e Bob Simpson, antigo diretor do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.



Herbert Saffir - Imagem capturada na Internet

Robert Simpson - Imagem capturada na Internet


A Escala Saffir-Simpson classifica a intensidade dos ventos em 5 categorias, a saber:

. Categoria 1
Descrição: Danos mínimos
Velocidade dos ventos: 119 - 153 km/h

Efeitos: As ondas provocadas pela tempestade aumentam entre 1,3 e 1,5 metros acima de seu nível normal. Não há riscos reais nas estruturas. Há riscos menores para trailers soltos e queda de pequenas árvores. Alguns outdoors mal construídos podem ser arrancados. Também alguns alagamentos podem ser percebidos próximos à costa, bem como alguns desmoronamentos.
 
. Categoria 2
Descrição: Danos moderados
Velocidade dos ventos: 154 -177 km/h

Efeitos: As ondas erguem-se entre 1,8 e 2,45 metros acima de seu nível normal. Causa danos em telhados, janelas e portas, podendo arrancá-los. Danos consideráveis em árvores e arbustos. Algumas árvores podem ser arrancadas. Sérios danos em trailers, barcos ancorados e outdoors. Duas horas antes da chegada do olho do furacão diversos alagamentos são verificados. Pequenos barcos em ancoradouros desprotegidos rompem suas amarras.
 
.Categoria 3
Descrição: Danos extensos
Velocidade dos ventos: 178 -209 km/h

Efeitos: Um grande furacão. As ondas alcançam até 3,7 metros. Danos em estruturas de pequenas residências. Árvores de grande porte podem ser arrancadas. Trailers e outdoors são destruídos. Locais de baixadas são alagados 3 horas antes da chegada do centro da tempestade. Os alagamentos próximos à costa arrasam pequenas propriedades. Pode ser requerida a evacuação da áreas mais baixas.
 
. Categoria 4
Descrição: Danos extremos
Velocidade dos ventos: 210 -249 km/h

Efeitos: As ondas alcançam 5,5 metros. Destelhamento completo em pequenas residências. Árvores, arbustos e outdoors são arrancados. Destruição completa de traillers. Grandes danos em portas e janelas. Lugares baixos são inundados em até 3 horas antes da chegada do olho do furacão. Áreas 3 metros acima do nível médio do mar podem ser inundadas, requerendo massiva evacuação das áreas residencias distantes até 10 km da costa.
 
. Categoria 5
Descrição: Danos catastróficos
Velocidade dos ventos: acima de 249 km/h

Efeitos: Corresponde ao nível máximo da escala. As ondas são acima de 5,5 metros. Destelhamento total da maioria das casas e prédios industriais. Algumas casas são arrastadas com a força do vento. Todas as árvores, arbustos, outdoors e luminosos são arrancados. Grandes danos nas áreas baixas localizadas a menos de 4,5 metros acima do nível médio do mar. Grandes inundações até 500 metros de distância da linha da praia. Evacuação total nas áreas até 16 km da costa.
 
Fonte: Apolo 11


Com a elevação da temperatura da Terra associada ao fenômeno do Aquecimento Global, os cientistas são categóricos quanto ao aumento na frequência e intensidade dos fenômenos meteorológicos, como furacões e outros (tornados, tempestades tropicais etc.).
 
De acordo com os estudos realizados, desde 1995, tem-se verificado um aumento de furacões no Atlântico Norte (em média, 14 furacões por ano).
 

Números oficiais do saldo negativo da passagem do tufão Morakot em Taiwan


Conforme postei, ontem, a imprensa noticiou que as autoridades de Taiwan resgataram a maior parte da população da aldeia de Xiao Lin (ou Shiao Lin), localizada ao sul da ilha, cujas informações iniciais estimavam mais de 600 pessoas desaparecidas em função do deslizamento de terra.

As informações acerca dos prejuízos materiais e de vidas humanas em consequência da passagem do tufão Morakot, no último final de semana, eram ainda imprecisas.

Hoje, no entanto, foram divulgados os números oficiais de vítimas fatais em Taiwan.

Segundo o Globo.com Notícias, os números oficiais foram anunciados pela primeira vez pelo presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, que foi acusado de ter demorado a se dar conta da magnitude do catástrofe natural.

De acordo com o presidente foram confirmadas – até o momento - 120 mortes, cujo número pode chegar a 500, tendo em vista que cerca de 380 pessoas estariam soterradas em vários pontos da vila de Hsiaolin, onde só restaram duas casas após deslizamento de terra.

Só nesta vila foram resgatados, por helicóptero, cerca de 1,4 mil sobreviventes.

O governo confirmou a ajuda humanitária da Comunidade Internacional, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, mas ressaltou a necessidade de contar com grandes helicópteros de carga, que possam transportar escavadeiras e maquinário pesado para auxiliar a reabertura de estradas.

O presidente também solicitou casas pré-fabricadas para ajudar os desabrigados.

Muitos familiares dos desaparecidos se mostraram revoltados, porque estão sem notícias mais concretas por parte das autoridades responsáveis pelo resgate. Há dias, eles esperam por notícias e providências em relação a estes.

O presidente de Taiwan respondeu aos familiares das vítimas que não pouparia esforços para encontrar os desaparecidos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tufões atingem o continente asiático


Imagem capturada na Internet

No final da última e início desta semana, vários veículos de comunicação divulgaram notícias e o saldo negativo dos ventos e das fortes chuvas provocados pela passagem de tufões no continente asiático.
 
Na verdade, no período entre julho a setembro, a ocorrência de tufões no sudeste da Ásia são bastante comuns. Só para se ter uma ideia, até o dia 30 de julho, 307 pessoas morreram e cerca de 67 milhões foram afetadas direta e/ou indiretamente por enchentes e deslizamentos de terra sob o efeito da passagem de tufões, segundo dados do Ministério de Recursos da Água.
 
Inicialmente, as autoridades locais estimavam um número de mortos superior a 600 pessoas em Taiwan, Filipinas, China e Japão em consequência dos tufões Morakot e Etau. Mas, graças a Deus, embora tenha havido vítimas fatais, o quantitativo não foi tão elevado assim.
Deslizamentos, enchentes, desmoronamentos de construções (casas, pontes, prédios etc.), inúmeros desabrigados, mortos e desaparecidos... Não são apenas prejuízos materiais, são – sobretudo - perdas humanas associadas à grande devastação provocada pela passagem de tufão.
 
No Norte das Filipinas, semana passada, o tufão Morakot causou mortes, danos materiais, inundações e deslizamentos de terra. Foram 22 mortos, entre os quais dois turistas franceses e um belga.
 
Ao chegar em Taiwan, no final da semana passada, o Morakot - cujo nome significa esmeralda - devastou também várias áreas da ilha de Taiwan. Depois, este partiu em direção à China continental.
 
Só para se ter uma ideia dos estragos e prejuízos materiais e econômicos (além das perdas humanas) em Taiwan, ocasionados pela passagem do tufão Morakot, a ilha sofreu a pior enchente dos últimos 50 anos, com ventos de 120 km/hora e formação de ondas de 9 metros de altura.
 
Ao Sul da ilha, boa parte da aldeia de Xiao Lin (ou Shiao Lin) - que tem 1.300 habitantes - ficou debaixo de lama em consequência de um deslizamento.
 
Segundo informações iniciais, mais de 600 pessoas se encontram desaparecidas em razão do deslizamento. Além das casas, na área atingida, havia uma escola primária. No entanto, as últimas notícias afirmam que as autoridades resgataram a maior parte da população que, a princípio, foi declarada estar embaixo da lama que deslizou.
 

Vilarejo de Xiao Lin (Shiao Lin) - Imagem capturada na Internet
Uma outra cena, porém inusitada e, ao mesmo, desesperadora durante a passagem do tufão Morakot em Taiwan foi a queda de um antigo hotel, cuja força da água do rio - aumentada em função das fortes chuvas - salopou a base deste, ou seja, os seus alicerces, fazendo-o desabar - praticamente - inteiro no curso fluvial, sob forte correnteza.
 
Embora, as mídias tenham noticiado que não havia ninguém no interior do hotel, a cena causou impacto face à força destruidora da água sob o efeito do fenômeno meteorológico.









Quando este atingiu a China continental, cerca de 1 milhão de pessoas foram retiradas da costa oriental. Foi registrado o desabamento de mais de 5.000 casas na região.
 
Enchentes, desabrigados, desaparecidos e mortos foi o saldo negativo, também, da passagem do Morakot na China continental.
 
Contando com a chegada do Morakot, oito tufões já atingiram o território da China, este ano.



China - Imagem capturada na Internet
No Japão, o tufão Etau também ocasionou prejuízos materiais e mortes face às chuvas torrenciais, enchentes e deslizamentos de terras.
 
Cerca de 480 casas foram inundadas pelas água de um rio, na cidade de Sayo, em Hyogo, desabrigando mais de 2.000 pessoas. Em Hyogo várias pessoas estão desaparecidas e 12 perderam a vida.
 
Os estragos materiais e perdas humanas também aconteceram em outros pontos do país. As Companhias Aéreas cancelaram diversos voos e os serviços ferroviários também foram interrompidos.
 
Na 2ª feira, dia 10, o tufão Morakot perdeu sua força, passando para a categoria de tempestade tropical.
 
Além dos efeitos do fenômeno meteorológico (tufão), o Japão sofreu os revés da dinâmica interna da Terra. Desde o dia 5 do mês em curso, a população vem sofrendo com os tremores de terra, isto é, terremotos.
 
No dia 5 de agosto foi registrado um abalo sísmico, de 6,5 graus na escala Richter, no arquipélago de Okinawa, localizado ao Sul do Japão.
 
Na 6ª feira passada (07/08), outro terremoto - de 7,1 graus na escala Richter - atingiu com grande intensidade a região de Tóquio e províncias adjacentes (Chiba, Fukushima, Ibaraki, Tochigi e Saitama).
 
Em ambas as situações, não houve danos materiais e nem vítimas.
 
Embora, este último, de maior intensidade, tenha atingido uma das áreas mais povoadas do país, as construções foram projetadas para suportar abalos sísmicos de intensidades semelhantes a este.

Fontes de Consulta
 
 
. Globo.com
 
. Jornais impressos