Mostrando postagens com marcador Divisão do Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Divisão do Trabalho. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de novembro de 2016

Divisão Internacional do Trabalho: DIT Clássica e Nova DIT

Imagem capturada na Internet



Dando continuidade ao tópico Divisão do Trabalho, em termos de “especialização da produção” e de sua distribuição no cenário mundial, vamos ter a Divisão Internacional do Trabalho.  


A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) expressa a comercialização em escala internacional (exportação x importação) entre os países desenvolvidos, os subdesenvolvidos (não industrializados) e os em desenvolvimento (subdesenvolvidos industrializados), que se caracteriza pela especialização da produção econômica dos mesmos de acordo com o seu respectivo nível socioeconômico e tecnológico.

A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) surgiu no âmbito da evolução do Capitalismo e assim, como o próprio desenvolvimento do sistema, a DIT evoluiu e sofreu mudanças em seu perfil ao longo dos séculos, sendo reflexo da própria dinâmica econômica e política, vigente, assinaladas por modos de produção e relações de trabalho diferenciadas em função dos diferentes níveis de desenvolvimento dos países (desenvolvidos e subdesenvolvidos).

É evidente que a desigualdade marcante desta relação de produção e de comercialização se manteve, ainda mais, porque o processo industrial não ocorreu de forma homogênea e ao mesmo tempo no cenário mundial. E, mesmo com a industrialização recente em muitos países subdesenvolvidos, o carro-chefe da economia ainda teve e tem por base o setor primário (agricultura, pecuária e extrativismo) e, por isso, a principal pauta das exportações se atém na emissão destes produtos, de menor valor em comparação aos exportados pelos países desenvolvidos (produtos de maior valor agregado).

O que, muitas das vezes, causa controvérsias nas diversas fontes de pesquisa, disponibilizadas na Internet, por exemplo, é o critério empregado ao abranger a evolução histórica da Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Alguns autores só consideram as fases da DIT Clássica, considerando-a desde a sua origem no período da Expansão Marítima (Fase do Capitalismo Comercial), o qual foi marcado pelas relações entre as metrópoles europeias e as colônias de exploração.

Outros, no entanto, além de mencionar as fases da DIT Clássica, englobam a Nova DIT (Fase do Capitalismo Informacional, da Globalização), também conhecida como DIT da nova Ordem Mundial.

Para efeito deste artigo, eu optei por considerar tanto a DIT Clássica quanto à Nova DIT. E para que tenhamos ideia de sua origem e suas respectivas fases temos que considerar a própria evolução do Capitalismo, uma vez que a origem da Divisão Internacional do Trabalho (DIT) remonta à primeira fase do sistema Capitalista, ou seja, a fase do Capitalismo Comercial.

Neste período, que se estendeu do Século XVI ao Século XVIII, as relações constituídas entre as metrópoles e suas respectivas colônias eram de exploração, assentadas – de um lado – pelo envio de recursos naturais (matérias-primas, especiarias, mão de obra escrava e metais preciosos) pelas colônias e, por parte das metrópoles europeias, a emissão de produtos manufaturados. 

A consolidação - propriamente dita - da DIT vai ocorrer na fase Capitalismo Industrial (1ª Fase da DIT), marcado pela I Revolução Industrial (Inglaterra), se estendendo da segunda metade do Século XVIII até o início do Século XX (Capitalismo Financeiro).

Com o processo de industrialização iniciado na Inglaterra e, nos demais países europeus (EUA e Japão, também), no século XIX, a “especialização da produção” se manteve sob esta relação desigual, onde as colônias e, posteriormente, já independentes - os países subdesenvolvidos - passaram a fornecer não só matérias-primas, como também produtos primários em troca com os produtos industrializados.

Na 2ª Fase da DIT, a relação dicotômica entre produtos industrializados versus produtos primários e/ou matéria-prima bruta vai ser mantida até meados do Século XX. No entanto, algumas alterações no perfil das trocas comerciais vão ser sentidas, sobretudo, pela descoberta e exploração do petróleo, bem como na pauta da exportação dos países desenvolvidos que passou a englobar a emissão de capitais e investimentos, além dos produtos industrializados.

O processo de industrialização nos países subdesenvolvidos só teve início a partir da metade do Século XX, mais especificamente, após a II Guerra Mundial (1945), ocorrendo de forma tardia e, tendo como características principais, a presença marcante do Estado e, também, da entrada e participação de empresas multinacionais. Esses países que, anteriormente, eram exclusivamente agroexportadores passaram a ser industrializados (países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos industrializados), como foi o caso do Brasil, do México, Chile e outros.

Em função dessas mudanças nos modos de produção, um novo perfil é atribuído à Divisão Internacional do Trabalho (DIT), com a introdução de produtos industrializados na pauta de exportação desses países, que ainda contavam com as matérias-primas e produtos primários.

No entanto, vale ressaltar que os produtos industrializados produzidos pelos países em desenvolvimento são de menor valor agregado e de baixo coeficiente tecnológico, não sendo comparável aos produtos industrializados dos países desenvolvidos (de maior valor agregado e tecnológico).

Esta mudança do perfil da DIT assinalou, a chamada Nova DIT, sendo marcado o aumento da participação, sobretudo, dos países em desenvolvimento da Ásia Oriental e do Pacífico. Um pequeno grupo de países se caracterizam por produtos de média e alta tecnologia, como a China, Taiwan, Coreia do Sul, Malásia, Cingapura e Índia. E, na América Latina, o México.

Neste contexto, um fato é certo, o êxito no mercado internacional, em termos de entrada expressiva de divisas, não decorre apenas da produção e exportação de grandes volumes de bens, mas sim do valor agregado à mercadoria

.Imagem capturada na Internet

Fontes de Pesquisa

. Material Didático particular


. POCHMANN, Márcio. Economia global e a nova Divisão Internacional do Trabalho.
Disponível em PDF

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Divisão do Trabalho


Mulher Multifuncional
Imagem capturada na Internet 

A divisão do trabalho consiste na distribuição de tarefas e/ou funções, permitindo que cada uma delas seja executada com maior rapidez. As tarefas específicas, no âmbito de um ambiente cooperativo, apresentam grandes vantagens que são bastante perceptíveis, tanto em termos de eficiência quanto em termos de qualidade e quantidade.

A divisão de tarefas e a destreza em cada etapa da operação leva à redução do tempo e, por conseguinte, ao aumento da produtividade (maior lucro).

Imagem capturada na Internet 
Fonte: Crab Jelly

Historicamente, a necessidade de se promover uma divisão do trabalho sempre se ateve associada às relações sociais no âmbito do trabalho e, sobretudo, ao surgimento do sistema capitalista, em suas diferentes fases, desde à expansão e aumento do comércio, à grande complexidade dos processos de industrialização, bem como a todo o processo produtivo global.

Esse trabalho cooperativo entre diversos trabalhadores, em um mesmo espaço físico, tendo cada qual uma tarefa específica leva à especialização do indivíduo à respectiva tarefa. Essa especialização, no entanto, tem vantagens e desvantagens.

Entre as vantagens tem-se a desenvoltura e o aprimoramento do indivíduo naquele ofício específico. No entanto, a especialização adquirida no parcelamento do trabalho em tarefas distintas priva ao indivíduo a concepção do trabalho como um todo, ou seja, separa-se a execução da concepção. O trabalho manual (criação do objeto) e o trabalho intelectual (sua consciência sobre o trabalho) se encontram dissociadas. O produto final é fruto do trabalho coletivo.

Tal como ocorre dentro de qualquer atividade ou setor econômico, a divisão do trabalho também acontece no âmbito das sociedades ou nos diferentes níveis de um espaço geográfico (bairro, município, estado, país).

Sendo assim, podemos classificar a Divisão do Trabalho em quatro grupos, a saber:
- Divisão Social do Trabalho: ocorre entre membros de uma mesma sociedade ou entre sociedades.

Em uma aldeia indígena, por exemplo, as atribuições entre homens e mulheres, jovens, adultos e os mais velhos variam, cada qual desempenhando uma tarefa específica.

O mesmo, podemos perceber em muitas casas, quando a mãe estabelece funções a cada filho, como forma de auxiliar no trabalho doméstico (uma filha varre a casa, a outra arruma cozinha, o filho mais velho leva o lixo pra rua e os cachorros para passear, por exemplo). 

Imagem capturada na Internet 

- Divisão Técnica do Trabalho: ocorre entre as diversas operações do processo produtivo (cadeia produtiva), realizadas por diferentes pessoas, em uma atividade econômica específica (comércio, indústria etc.).

Imagem capturada na Internet 


- Divisão Sexual do Trabalho: ocorre na divisão de gêneros no contexto dos diferentes papéis atribuídos a homens e mulheres na sociedade e/ou no processo produtivo (relações de poder, de dominação, de opressão, de superioridade entre homens e mulheres), que se expressa na valorização e nas diferenças salariais entre trabalhadores de ambos os sexos que desempenham a mesma função.


Imagem capturada na Internet 

- Divisão Territorial ou Internacional do Trabalho: ocorre quando há a repartição espacial das atividades econômicas entre os diferentes níveis de um espaço geográfico.

Imagem capturada na Internet 


Fontes:

. Material Didático particular;

. PIRES, Denise Elvira. Divisão Social do Trabalho - FIOCRUZ