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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Início das Atividades no Blog e do Ano Letivo de 2016


 Mosquito Aedes aegypti

A bem dizer, 2016 só começou hoje, neste espaço, diante da minha ausência prolongada desde o final de dezembro do ano passado. Não foi intencional, mas estive sem tempo para sentar, escrever e atualizar as postagens. E, como muitos sabem, este Blog é mantido às mãos de uma pessoa, ou seja, eu!
 
Assuntos diversos não faltam, ainda mais, sob o contexto de análise geográfica, mesmo que alguns pareçam repetitivos em se tratando de publicação neste Blog: agravamento e os reflexos da crise econômica e política do país; em especial, a crise no estado do Rio de Janeiro; o drama familiar com a epidemia do Zika Vírus e sua relação com os casos de microcefalia; as discussões quanto ao Antropoceno, a nova idade geológica a ser considerada pelos cientistas; o desastre ambiental do Rio Doce;  a aprovação do Bloco Transpacífico de Cooperação Econômica; a grande dúvida mundial sobre o lançamento do foguete espacial para colocar um satélite norte-coreano em órbita; o início do ano letivo, entre tantos outros temas.
 
A começar, não posso deixar de comentar que o ano letivo (2016), embora tenha iniciado no dia 1˚ de fevereiro na rede pública do Rio de Janeiro, com alunos no segundo dia, só vai mesmo acontecer de fato após o carnaval, ou seja, a partir do dia 15.
 
Na rede estadual (Ensino Médio), onde trabalho, a infrequência foi muito alta e, em algumas turmas, nenhum aluno compareceu. Já na escola municipal, a frequência apesar de ter sido maior, se configurou atípica às registradas nos dias normais.
 
Isso já era de se esperar, não só em consequência do feriado prolongado com as viagens programadas por muitas famílias, mas que – também - por outros fatores fizeram com que muitos alunos não fossem à escola ou que muitos responsáveis acabassem optando por não encaminhar os filhos à mesma.
 
Ontem, tivemos um evento na E.M. Dilermando Cruz, com oficinas voltadas para a questão das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A frequência de alunos, embora baixa, não impediu a realização e a conclusão dos trabalhos e, muito menos, a perspectiva de darmos continuidade a algumas atividades durante o período regular das aulas.
 
Eu mesma, que fiquei junto com a professora Sidra Vasconcellos (Ciências) na oficina de levantamento estatístico dos membros da Comunidade Escolar, presentes (alunos, professores, pessoal de apoio e Gestão Escolar) que já tiveram alguma das doenças transmitidas pelo mosquito e que foram confirmadas pela rede pública de Saúde ou médico particular. Para efeito deste levantamento, consideramos as seguintes doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: Dengue, Chicungunha e Zica.
 
Os dados (numéricos) obtidos foram transformados em porcentagem e destes foram elaborados, por meio do Excel, gráficos de barras para o estabelecimento e correlações entre as mesmas. Houve, ainda, oficinas voltadas para música, elaboração de faixas, de cartazes diversos etc.
 
Como é sabido por muitos, o Aedes aegypti não só transmite estas doenças, acima citadas, ele é também o vetor da febre amarela. Os pesquisadores estão empenhados em descobrir, ainda, a correlação destas doenças com sequelas no sistema neurológico das pessoas, associados a Dengue e o Zika Vírus, como a síndrome de Guillain-Barré e a microcefalia, respectivamente.     
 
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica grave, associada a Dengue, se caracteriza pela inflamação dos nervos, intensa fraqueza muscular, palpitações no peito e alterações da pressão arterial (pressão alta ou baixa), podendo em alguns casos causar o óbito.
 
Quanto ao Zika Vírus, as atuais discussões e ocorrências reforçam a sua ligação com os casos de microcefalia em bebês recém-nascidos.
 
Já publiquei acerca destes últimos, mas devo elaborar outra matéria, divulgando as últimas notícias e boletins dos Órgãos competentes da área de Saúde acerca do Zica Vírus e dos casos de bebês encefálicos.
 





 







 








 

 

Dos 118 membros da Comunidade Escolar - entre alunos, professores, pessoal de apoio e da equipe da Gestão Escolar - presentes no 1˚ Turno do Diurno (manhã), os dados obtidos no levantamento estatístico acerca das três doenças avaliadas foram, a saber:
. Dengue: 19 (dezenove) pessoas contraíram a dengue, sendo 04 (quatro) pessoas por duas vezes (todos profissionais), 02 (dois) alunos tiveram uma vez só e 13 (treze) profissionais tiveram, também, uma única vez;
. Febre Chicungunha: Apenas 01 (uma) pessoa, que por sinal fui eu (em 2014);
. Zica: 12 (doze) pessoas, sendo 08 (oito) alunos


 

domingo, 19 de outubro de 2014

Febre Chikungunya: Nova doença transmissível pelo Aedes aegypti



Imagem capturada na Internet (Fonte: Em.com.br/Notícias)


O meu interesse, em especial, em tratar este tema neste espaço decorre do fato que, recentemente, eu mesma estive muito doente, estando sob suspeita de dengue ou desta mais nova doença em nosso país, a febre Chikungunya (Chicungunha).
 
Ainda não peguei o resultado do exame sorológico, que vai confirmar ou não se foi dengue, mas tanto o hospital da rede privada quanto o Posto de Saúde da rede pública, na qual fiz o referido exame, me alertaram que muitas pessoas estão apresentando os mesmos sintomas do dengue, mas o resultado da sorologia dá negativo.

E, com isso, sem descartar a possibilidade de ter sido uma virose, uma doença provável é a febre Chikungunya, que vem crescendo em números em nosso país e apresenta sintomas similares aos do dengue.
 
Levando em consideração critérios clínico-epidemiológicos, eu tenho quase certeza que não foi uma simples virose, mas só o exame laboratorial poderá confirmar ou não, se foi dengue. E, em caso negativo, não saberei, também, se foi a febre Chikungunya.
 
Por este meu quadro clínico, febre alta, cansaço, dores de cabeça e no corpo (sobretudo, nos membros inferiores), eu estive afastada de tudo. Ainda sinto minhas pernas inseguras (tenho a sensação de fraqueza) e minhas mãos mais trêmulas, mas já retornei as minhas atividades normais.
 
Como muitos alunos nunca ouviram falar da Febre Chikungunya e, sobretudo, por eu não ter domínio de maiores informações sobre a mesma, aproveitei para pesquisar e apresentar – aqui – um resumo acerca da mesma.
 
 
. Nome da doença: Febre Chikungunya (Chicungunha);
 
. Origem: Ela é citada como doença afro-asiática.

O vírus da febre Chikungunya foi identificado, pela primeira vez, na década de 50 (Século XX), durante uma epidemia na Tanzânia (África Oriental), mas há registros mais antigos de casos de infecção similar, com febres e dores nas articulações, já no final do século XVIII (1770). Em 1953 houve um surto na Tailândia (Ásia).

Desde então, outros surtos ocorreram em outros países do continente africano (especificamente, da África Subsaariana), nas ilhas do oceano Índico e do Pacífico, na Índia e no Sudeste Asiático.

Em 2007, foram identificados os primeiros casos de transmissão na Europa, no norte da Itália. E, em dezembro de 2013, o vírus da febre Chikungunya chegou no continente americano, mais especificamente, nas ilhas do mar do Caribe (América Central Insular) e na Guiana Francesa (américa do Sul).

No entanto, há registro da doença em nosso país em 2010 (três casos) e, neste ano, o registro já ultrapassa mais de 300 pacientes infectados.
 

Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipédia)

. Características e Transmissão: A febre Chikungunya é uma doença viral, causada pelo vírus CHIKV, do gênero Alphavirus, cuja transmissão é feita por meio de mosquitos do gênero Aedessendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus, os seus principais vetores.

. Sintomas: O quadro clínico da doença é muito semelhante ao da dengue, causando muitas vezes dúvidas em seu diagnóstico. Daí, a importância de exames laboratoriais, específicos, para se certificar quanto a sua ocorrência.

Os sintomas da doença aparecem de 3 a 7 dias após o paciente ter sido picado pelo mosquito contaminado. E, se durante os primeiros cinco dias dos sintomas, o mesmo for picado novamente por um Aedes aegypti, ele transmitirá o vírus para o mosquito.

O período de incubação da febre Chikungunya varia de 2 a 12 dias. E os seus principais sintomas são:

- Febre alta (acima de 39 graus);
- Dores nas articulações;
- Dores nas costas;
- Dores de cabeça.
 
Podendo, ainda, ocorrer:
- Erupções cutâneas;
- Cansaço (fadiga);
- Enjoos;
- Vômitos;
- Dores musculares.
 
Embora, os sintomas da febre Chikungunya sejam similares aos da dengue, há certas peculiaridades que os distinguem entre si, como por exemplo:
 
- As dores musculares e nas articulações são mais fortes do que as do dengue (que se caracteriza mais por dores no corpo todo);
 
- Ela não é tão letal como é a dengue, porque ela não apresenta a forma hemorrágica (há registro de mortes, mas associada à idade e/ou associada a outras enfermidades pré-existentes);
 
- A febre Chikungunya, diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, só tem um tipo de vírus (CHIKV). Com isso, após a sua recuperação, o paciente se torna imune à doença, enquanto que com a dengue, ela ainda pode contrair os outros subtipos;
 
- As febres têm uma periodicidade menor que as ocorrentes em caso de dengue;
 
- Em alguns casos, o paciente fica curado, mas as dores articulares permanecem por meses e até um ano, sendo necessário – inclusive – tratamento de fisioterapia.
 
. Brasil: Os primeiros casos da doença foram registrados em 2010 e, neste ano (2014), a propagação da mesma já é considerada uma epidemia, por exemplo, em Feira de Santana, na Bahia (estado com maior registro da doença).
 
Em 2010, os três casos da doença foram considerados “importados”, uma vez que os pacientes haviam viajado e contraído o vírus em países com registro da doença (duas vítimas de São Paulo e uma do Rio de Janeiro). 

Os registros deste ano já se mostram preocupantes, tanto em termos de número quanto da origem da doença...

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, até o dia 11 do mês em curso (outubro), 337 pessoas contraíram a Febre Chikungunya em nosso país, sendo 87 dos casos confirmados por exame laboratorial e 250 por diagnóstico clínico-epidemiológico. 

Deste total de pacientes infectados, 38 são considerados casos importados, isto é, pessoas que viajaram para países com registro da doença, enquanto a maior parte deles (299) contraiu a mesma em nosso território (casos autóctones).  E, dentre esses casos, chamados de autóctones, 274 foram registrados no município de Feira de Santana (BA), 17 no município de Oiapoque (AP), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e 1 em Matozinhos (MG).

 
 
Dados extraídos do Portal da Saúde - SUS
 
E pior, por ser uma doença nova em nosso país, toda a população brasileira se encontra suscetível a tê-la.
 
. Tratamento: Não há tratamento específico para a febre Chikungunya. As orientações se restringem a tomar muito líquido para evitar a desidratação. Sendo necessário, em alguns casos, a hidratação endovenosa (soro).

Muito descanso, até mesmo porque, as dores musculares e nas articulações acabam debilitando o paciente.
 
Em caso de febre alta, o médico deverá prescrever algum medicamento antitérmico, como por exemplo, a dipirona.
 
Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes infectados devem ser mantidos sob mosquiteiros, a fim de impedir que o mosquito Aedes aegypti o pique, ficando também infectado.
 
É importante lembrar que todas as orientações em caso de suspeita de febre Chikungunya, dengue ou qualquer outra enfermidade deve ser prescrita por um profissional da Saúde (médico). A automedicação pode surtir efeito contrário e piorar o quadro clínico da pessoa.
 
. Prevenção: A prevenção deverá ser a mesma em relação a da dengue, ou seja, combater os transmissores do vírus (o mosquito Aedes aegypti) e os focos de sua reprodução. Por isso e, relembrando, as recomendações são:
 
- Evitar o acúmulo de água em recipientes sem tampa, pneus velhos, a formação de poças de água no quintal, manter as caixas d'água e cisternas cobertas;
 
- Manter limpa as calhas e canos, a fim de evitar que um leve entupimento, com folhas, por exemplo, possa criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.
 
- Cobrir os pratos de plantas com areia, que mantém a umidade necessária ao vegetal e, ao mesmo tempo, evita o acúmulo de água tão importante para a reprodução do mosquito.
 
- Evite jogar lixo na rua aleatoriamente, impedindo assim que valas, valetas, córregos ou riachos fiquem obstruídos e acabem provocando enchentes.
 
- Evitar deixar piscinas descobertas e/ou abandonadas, com água parada e sem tratamento com cloro.
 
Essas são algumas sugestões...
 

Fontes de Consulta