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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Hino Marketeiro

Imagem capturada na Internet
Fonte: Blog do Enem


No âmbito da temática “Indústrias”, não podemos esquecer de mencionar o papel e distribuição das multinacionais em diversos países do mundo, sobretudo, nos países subdesenvolvidos e no contexto da Globalização.
 
Há uma distinção bem clara entre multinacionais e transnacionais, a qual eu trato em um artigo publicado em julho de 2008, o qual foi intitulado Multinacionais ou Transnacionais?”  (para acessá-lo, clique no título). 
 
E, conforme o mesmo e tal como fiz em sala de aula, eu apresentei o Hino Marketeiro, o qual é uma paródia do Hino Nacional que faz uma releitura da importância do marketing (propaganda) no âmbito do comércio e da competitividade entre as empresas, citando tanto nomes de marcas estrangeiras quanto nacionais.
 
A letra que eu apresentei em sala de aula difere um pouco da que foi disponibilizada, por meio do link, na referida publicação.
 
E tal como eu disse aos alunos, a minha real intenção ao publicar o Hino Marketeiro é meramente de caráter didático, tendo em vista o presente assunto que estamos estudando.
 
O hino é um dos símbolos nacionais e o meu objetivo, aqui, não é desrespeitar à pátria, mas sim de avaliarmos a (s) finalidade (s) do autor ao criar a paródia. Este, por sinal, não se identificou.
 
A letra abaixo é a que entreguei aos meus alunos e, tal como eu comentei, alguns nomes de empresas não coincidem com a letra do link.

 

HINO MARKETEIRO
 
Num Posto da Ipiranga, às margens flácidas,

De um Volvo heroico Bob’s retumbante

Skol da liberdade em Rider fúlgido

Brilhou no Shell da Pátria nesse instante

Se o Knorr dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço Ford.

Em teu Seiko, ó liberdade

Desafia o nosso peito a Microsoft.

Ó Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp!

Amil um sonho intenso, um rádio Philips

De amor e Lufthansa a terra desce

Intel formoso céu risonho Olympikus

A imagem do Bradesco resplandece

Gillete pela própria natureza

És belo Escort impávido colosso

E o teu futuro espelha essa Grendene

Cerpa gelada!

Entre outras mil és Suvinil, Compaq armada.

Do Philco deste solo és mãe Doril

Coca Cola, Bombril!”

 

Para ouvir a música e cantar, clique AQUI
 

domingo, 10 de junho de 2018

Tipos de Indústrias: Produção Industrial e Nível Tecnológico

Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay

 Texto atualizado em 11/06/2018, às 18h00

. INDÚSTRIA

A indústria pode ser definida como o conjunto de atividades econômicas que transforma a matéria-prima em produtos semiacabados ou acabados, os quais são destinados, respectivamente, a outras indústrias e ao consumidor final (população geral).
A matéria-prima, em geral, é extraída da natureza ou desenvolvida pelo homem no campo. Elas podem ser adquiridas, por meio de compra, diretamente do produtor (ou fornecedor), podendo também ser produzida pela própria empresa.
As indústrias podem ser classificadas de duas formas, isto é, de acordo com o bem produzido (a produção industrial) e, também, pelo seu nível tecnológico (tecnologia empregada no seu processo de produção).

1. Classificação de acordo com a PRODUÇÃO INDUSTRIAL:

 1.1. Indústria Extrativista (vegetal e mineral)
 Com a utilização de equipamentos modernos de exploração, domínio de conhecimentos técnicos e científicos, emprego de mão de obra especializada entre outros aspectos intrínseco a suas atividades, esta extrai a matéria-prima da natureza para ser utilizada em outras indústrias.

Exemplos: Madeireiras, mineradoras e petrolíferas.


Madeireira
Imagem capturada na Internet
Fonte: CIPEM

Plataforma de extração de petróleo
Imagem do meu acervo particular
 
1.2. Indústria da Construção Civil
Compreende desde o segmento de materiais de construção, passando pela construção propriamente dita (casas, edifícios residenciais, rodovias, viadutos, edificações industriais e comerciais, entre outros).


Construção civil
Imagem do meu acervo particular

 1.3. Indústria de Transformação
É toda aquela que transforma a matéria-prima em outra matéria prima (nova matéria-prima ou secundária) ou em um produto semiacabado ou acabado, destinado a outras indústrias ou ao consumidor final (população).

Em consequência disso, a Indústria de Transformação é dividida em três tipos:

     1.3.1. Indústria de bens de produção (ou Indústria de Base): Ela transforma a matéria-prima bruta em matéria-prima secundária, a qual servirá de base para a produção de outras indústrias (fabricação de seus produtos). A Siderurgia, Metalurgia e Petroquímica são exemplos de indústrias de bens de produção ou de base.  
Exemplos de Produtos produzidos (matéria-prima secundária): chapas metálicas (ferro e alumínio), tubos e bobinhas.

Laminação do aço em uma Usina Siderúrgica
Imagem capturada na Internet


OBSERVAÇÃO:
. A indústria de bens de produção ou de Base também é denominada de indústria pesada devido ao fato de trabalhar com grandes quantidades de matéria-prima bruta, pesada.

     1.3.2. Indústria de Bens de Capital ou Indústria Intermediária: Ela produz máquinas, equipamentos ou instrumentos que são imprescindíveis a outras indústrias, ou seja, fabrica produtos ou peças que servirão, respectivamente, para produção de mercadorias de outras indústrias e/ou para finalizar a montagem de um produto.

Exemplos de Produtos produzidos: máquinas, motores, ferramentas e autopeças.


Autopeças
Imagem capturada na Internet


OBSERVAÇÃO:
. Alguns autores englobam a indústria de bens de produção (ou de Base) nesta categoria, isto é, na de Bens Intermediários ou de Bens de Capital, tendo em vista que ambas produzem produtos semiacabados, os quais serão empregados em outras indústrias.

     1.3.3.  Indústria de Bens de Consumo: Ela produz a mercadoria propriamente dita, ou seja, o produto final (acabado), o qual se destinará ao consumidor, que vai adquiri-lo por meio de sua comercialização e compra.

Em razão da natureza dos bens produzidos, estas são classificadas em:
- Indústria de bens de consumo duráveis: produz bens para consumo a longo prazo, tais como, eletrodomésticos, automóveis, aparelhos eletrônicos, móveis etc.

- Indústria de bens não-duráveis: produz bens para consumo a curto e médio prazo. Exemplos: medicamentos, vestuário, alimentos, calçados etc.


2. Classificação de acordo com a TECNOLOGIA empregada no processo de produção (nível tecnológico):

2.1. Indústrias Tradicionais
São as indústrias clássicas, as mais antigas, que se caracterizam pelo uso de pouca tecnologia, pelos baixos investimentos técnico-científico, automatização mínima e o emprego de muita mão de obra. Em seu processo de produção, elas utilizam grandes quantidades de matéria-prima, pesadas, e de fontes de energia.

Exemplos: indústrias têxtis, metalurgias, siderurgias, calçados, móveis, entre outras.
  

Indústria Têxtil
Imagem capturada na Internet
Fonte: Sintenutri


2.2. Indústrias Modernas
Estas se caracterizam pelos altos investimentos técnico-científico, no uso intensivo de máquinas mais modernas, com nível de automação superior ao das indústrias tradicionais, havendo - por isso - um número reduzido de mão de obra, sendo estes especializados.

Exemplos: indústrias petroquímicas, automobilísticas, eletrônicas etc.

Indústria Automobilística
Imagem capturada na Internet

2.3. Indústrias de Ponta ou High Tech
São aquelas que utilizam as mais recentes inovações tecnológicas no âmbito da III Revolução Industrial (ou Revolução Técnico-Científica). Por isso, empregam tecnologias altamente sofisticadas, como a robotização e automação das empresas. Há um número bem reduzido de mão de obra e esta, necessariamente, tem que ser extremamente qualificada. Investem constantemente em pesquisas e em inovações tecnológicas.

Exemplos: indústrias de telecomunicações, biotecnologia, aeroespacial, produtos eletrônicos etc.

Indústria Aeroespacial
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia

Fontes de Consulta
. Material Didático particular
. VIEIRA, Bianca Carvalho. Ser Protagonista: Geografia. 1° Ano – Ensino Médio, Edições SM, São Paulo, 2018