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domingo, 13 de setembro de 2015

Parque da Paz de Hiroshima e suas histórias: Origami de Tsuru

 
Imagens capturadas na Internet e
manipuladas no Adobe Photoshop



Tsuru é considerada uma ave sagrada do Japão. Ela ganhou maior destaque, inclusive, a nível mundial, após a sua representação em forma de dobradura de papel, isto é, em Origami.
 

 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Japão na Área)
 
Origami (do japonês: oru: dobrar e kami: papel) é uma arte secular japonesa que consiste na dobradura de papel, na qual se cria representações de seres vivos, principalmente, animais ou objetos, sem cortes e sem o emprego de cola.
 
A ave é considerada símbolo da saúde, da boa sorte, felicidade, fortuna e da longevidade. Por isso, acredita-se que quem ganha um origami do Tsuru será beneficiado por estas energias positivas, sobretudo, quanto à saúde, prosperidade e felicidade.
 
Antigamente, o origami do Tsuru era usado como peça decorativa, sobretudo, em quartos de criança. Atualmente, ele é empregado, também, como enfeite em batizados, casamentos, festas de Ano Novo, entre outras celebrações.
 
De acordo com a lenda japonesa, o Tsuru pode viver até mil anos e, por isso, quem fizer 1.000 unidades da ave de origami, tendo o pensamento voltado para um determinado pedido, este será atendido ao completar o quantitativo. 

Eu ganhei um mini Tsuru de origami da minha irmã, Sueli Vieira, sob a forma de imã de geladeira. Ela comprou na Feira da Liberdade (bairro japonês), em São Paulo.
 

 Imagens do meu acervo particular


Uma história bastante divulgada sobre os efeitos da bomba atômica na cidade de Hiroshima, no final da II Guerra Mundial (1945), e a arte de confeccionar o Tsuru de origami se refere à jovem Sadako Sasaki, que morreu aos 12 anos, como vítima do primeiro ataque de bomba atômica no Japão (o segundo ataque foi três depois, em outra cidade japonesa, Nagasaki).
 
Como é sabido por muitos, os efeitos da radioatividade são imediatos, mas - também - provocam diversas doenças, posteriormente, entre os sobreviventes.
 
Embora, no dia do bombardeio na cidade de Hiroshima, a menina Sadako Sasaki e seus familiares (mãe e irmão) não tivessem sido afetados pela radiação, pois moravam distante do epicentro da bomba, consta que - após a explosão e durante a fuga -  eles foram contaminados pela chuva radioativa que se precipitou sobre a cidade. Neste dia fatídico para os japoneses, 06 de agosto de 1945, Sadako tinha apenas 2 anos de idade.
 
Dez anos depois, ela foi diagnosticada com leucemia, que é um tipo de câncer que se inicia na medula óssea (tecido mole dentro dos ossos), responsável pela produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Doença esta, que ela adquiriu por efeito da radioatividade.
 
No dia 03 de agosto de 1955, estando internada no hospital para tratamento da leucemia, Sadako recebeu a visita de uma amiga, Chizuko Hamamoto, que lhe presenteou com um origami de Tsuru.
 
Ao contar sobre a lenda popular da confecção dos mil origamis do Tsurus, junto com o pedido, Sadako passou a fazê-los, diariamente, na intenção de obter a cura e voltar a viver normalmente. E, ainda, em razão da origem de sua doença à radioatividade, ela também pediu pela paz da humanidade.
 
Mas, antes mesmo de completar as mil unidades de origami da ave, no dia 25 de outubro de 1955, Sadako faleceu, tendo completado apenas 646 Tsurus de origami.
 
As 354 unidades que faltavam foram confeccionados por seus amigos, na intenção de enterrar os mil origamis do Tsuru junto ao corpo da jovem. Eles, ainda, deram início a uma campanha para angariar dinheiro para a construção do Monumento das Crianças à Paz (também conhecido como Torre dos Tsurus), que foi construído - em 1958 - dentro do Memorial da Paz de Hiroshima (ou Cúpula da Bomba Atômica), inaugurado em 1954.
 
A estátua de Sadako Sasaki segurando um Tsuru tem gravado a seguinte mensagem de seus amigos, "Este é o nosso grito, esta é a nossa oração. Paz na Terra!". De acordo com as fontes de pesquisa, visitantes de todas as partes do mundo depositam, na base da referida estátua, origamis de Tsuru em sinal de respeito e em memória da menina Sadako Sasaki e todas as crianças que morreram em consequência da bomba atômica.
 
 Estátua da menina Sadako Sasaki - Monumento da Paz às Crianças
(Fonte: Wikipédia) 
 
 Anualmente, no dia 6 de agosto (dia do ataque com bomba atômica na cidade) é realizada, no Parque, uma cerimônia pela Paz e para lembrar as vítimas fatais do bombardeio na cidade de Hiroshima.
 
Observação: Há divergências entre as diferentes fontes consultadas sobre a história da menina Sadako Sasaki, inclusive, quanto ao número de origamis que ela consegui fazer, antes de morrer. Eu optei pelos números divulgados na Wikipédia, pois já havia ouvido (palestra) sobre o mesmo quantitativo.
 
 
Fontes de Consulta
 
 
 
 
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

06 de Agosto de 2013: 68 Anos do Primeiro Ataque com Bomba Atômica no Japão

 
 
 A Alemanha Nazista e Itália Fascista começam a dividir os Balcãs,
sob o olhar Russo.(1940-1941)
Imagem capturada na Internet (Fonte: Francisco Miranda - Blog)
 

Em razão da curiosidade de alguns alunos do 7º Ano da E.M. Dilermando Cruz, na última 6ª feira (02/08), acerca das bombas atômicas lançadas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki pelos EUA, no final da II Guerra Mundial (1945), eu resolvi postar sobre o tema, mesmo tendo os orientado a pesquisar na Internet.
 
Os ataques aconteceram no início o mês de agosto de 1945 e, em nenhum outro contexto histórico verificou-se o lançamento de bombas atômicas em uma guerra, atingindo e arrasando núcleos urbanos.
 
De acordo com as fontes de pesquisa, no primeiro momento, foram 140 mil mortos na cidade de Hiroshima, enquanto que, em Nagazaki, foram 80 milAlém destes números elevados de mortos, a maioria de civis, crianças, mulheres e idosos, o quantitativo aumentou, posteriormente, em razão à exposição e contaminação radioativa.
 
Hoje, dia 6 de agosto de 2013, o ataque à cidade de Hiroshima completa 68 anos. No próximo dia 09 de agosto, será a vez de Nagazaki, a segunda cidade japonesa bombardeada por bomba nuclear na mesma época.
 
Sem a pretensão, no entanto, de aprofundar o referido tópico, a presente postagem possui mais um caráter de síntese e ilustrativo acerca da II Guerra Mundial e dos efeitos arrasadores das bombas atômicas nas duas cidades japonesas.
 
. Contexto histórico: II Guerra Mundial (1939 a 1945).
 
Causas da II Guerra Mundial: Uma sucessão de fatores políticos, sociais e econômicos, interligados, entre os quais se destacam:
 
- Os sentimentos nacionalistas e as ameaças dos regimes autoritários da Alemanha (Nazismo), Itália (Fascismo) e no Japão (“Fascismo Japonês”), os quais tinham no poder, respectivamente, Adolf Hitler, Benito Mussolini e o Imperador Hirohito (ou Showa);
 
- O militarismo e a política expansionista (disputa por expansão dos domínios territoriais) crescente nestes países (Alemanha, Itália e o Japão) criaram um clima de tensão na Europa e no mundo, sobretudo, diante do forte investimento nas indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques etc.);
 
- A crise político-econômica mundial do período entre a I Guerra Mundial (1914 -1918) e a II Guerra Mundial (1939-1945).
 
. Marco Inicial da Guerra: A invasão da Polônia, em 1º de setembro de 1939, pelo Exército alemão. A Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha, dando – assim – o início da II Guerra Mundial.
. Alianças Militares: Grupo dos Aliados (Inglaterra, a ex-União Soviética/URSS, França e EUA) e Grupo do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
 
"Bons amigos em três países "
Propaganda política japonesa (1938), tendo no topo,
Adolf Hitler, Fumimaro Konoe e Benito Mussolini
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)

. Marco Final da Guerra: Rendição incondicional do Japão, no dia 14 de agosto de 1945 e, oficialmente, em 2 de setembro do mesmo ano (Última potência do Eixo a se render).
 
. “Fases” Cronológicas da II Guerra Mundial:
1ª Fase (1939 a 1941): Expansão e vitórias do Grupo do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Sob a liderança do Exército alemão, a Alemanha domina a Polônia, o Norte da França, a antiga Iugoslávia, a Ucrânia e a Noruega, na Europa, além de territórios no norte da África. A Itália conquistava a Albânia (Europa) e a Líbia (África), enquanto o Japão anexa a Manchúria em seu território.
 
No dia 7 de dezembro de 1941, o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor, localizada na ilha de Oahu (Havaí, EUA), no Oceano Pacífico. Este ataque-surpresa marcou a entrada dos EUA na II Guerra Mundial.
 
Ataque japonês a Pearl Harbor, base militar dos EUA, no Pacífico
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia) 
 
 2ª Fase (1941 a 1945): Fase marcada pela entrada dos EUA na guerra, do domínio do Grupo dos Aliados sobre as potências do Eixo e o final da II Guerra Mundial.
 
Com a entrada dos EUA na guerra, o Grupo dos Aliados ganhou maior força em prejuízo às potências adversárias, isto é, as do Eixo, as quais sofreram várias derrotas e cujas ações foram contidas na Europa, Ásia e África.
 
Os EUA possuíam uma variedade muito grande de material bélico.
 
O fim da II Guerra Mundial teve início quando as tropas alemãs (nazistas) se deslocaram para o Cáucaso, área de reservas de petróleo da URSS, onde ocorreu a Batalha de Stalingrado - entre setembro de 1942 e fevereiro de 1943 - na qual a Alemanha foi derrotada, rendendo-se à URSS.  Esta Batalha é considerada a maior derrota alemã na guerra, com registro mais de um milhão de nazistas mortos.
 
 
 Batalha de Stalingrado, a mais sangrenta de toda a história.
Imagem capturada na Internet (Fonte: Habbid)
 
As forças do Eixo se renderam no norte da África, perdendo dois países ocupados (Marrocos e Argélia) em maio de 1943, levando à prisão 200 mil italianos. Em junho, os Aliados desembarcaram e conquistam a Sicília, no mar Mediterrâneo.
 
Além das perdas e derrotas sofridas, Mussolini não contava mais com o apoio da população, que se mostrava insatisfeita. No dia 25 de julho de 1943, Mussolini é preso. O fascismo entra em declínio, mas a Itália mantem apoio à Hitler na guerra, embora almejasse – no fundo - negociar a paz.
 
A Itália ficou dividida em duas regiões: o centro e o norte sob o domínio nazista, enquanto o sul ficou sob o domínio dos Aliados através das ações da força militar brasileira (Força Expedicionária Brasileira – FEB).
 
Soldados da Força Expedicionária Brasileira - FEB chegando na Itália 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Habbid)
 
Ordenado pelo próprio Hitler, Mussolini é resgatado da prisão por paraquedistas alemães, no dia 12 de setembro de 1943, sendo levado para a Alemanha.
 
No dia 6 de junho de 1944, tropas Aliadas desembarcam, invadem e tomam a Normandia (França), ocupada pelos nazistas. Este dia ficou conhecido como o Dia D.
 
Os EUA também tomam a capital da Itália (Roma) em junho de 1944. Poucos dias depois, os Partigiani – movimento armado de Resistência italiana de oposição ao fascismo e à ocupação nazista no país – dão início aos ataques às tropas alemães (nazistas).
 
No dia 27 de abril de 1945, Mussolini e Clara Petacci, sua amante, tentam fugir da Itália para a Suíça, mas são capturados pelos Partigiani. Após os seus julgamentos, os mesmos foram executados e tiveram os seus corpos expostos na Piazzale Loreto (Milão).
 
A situação crítica da Alemanha, encurralada pelos exércitos dos Aliados, levou Hitler e sua esposa (Eva Braun) a cometerem o suicídio no dia 30 de abril de 1945.
 
Na Itália, os nazistas acabam se rendendo no dia 2 de maio de 1945, finalizando assim o fascismo no país. E, logo em seguida, no dia 07 do mesmo mês, a Alemanha também se rende aos Aliados.
 
Com a rendição da Itália e da Alemanha, faltava ainda o Japão se render. Este, no entanto, ainda sofreu os dois piores ataques que a humanidade já presenciou com uso de bombas atômicas.
 
No dia 06 de agosto de 1945, os EUA lançaram a primeira bomba atômica no território japonês, sobre a cidade de Hiroshima, matando cerca de 140 mil pessoas. Três dias depois, a segunda bomba foi lançada na cidade de Nagazaki (80 mil mortos).
 
Ambas, as cidades ficaram totalmente destruídas e milhares de japoneses civis, inocentes, morreram em consequência destas.
 
"Little Boy", bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima
Imagem capturada na Internet (Fonte: Hum Historiador)
 
 
  "Fat Man", bomba atómica lançada sobre a cidade de Nagasaki
Imagem capturada na Internet (Fonte:Explicatorium)
 
 
Momento da explosão da primeira bomba atômica (cidade de Hiroshima), à esquerda,
e, a segunda  bomba em Nagasaki, à direita.
Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 Notícias)
 
 

Hiroshima após a explosão da bomba atômica
Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 Notícias)
 
Corpos amontoados após explosão em Hiroshima.
Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 Notícias )
 
Cidade de Nagazaki após a explosão da bomba atômica
Imagem capturada na Internet (Fonte: Habbid)
 
 
Criança deformada em consequência dos efeitos da radiação e contaminação  
Imagem capturada na Internet (Fonte: Monografias.com)
 
Dias depois ao segundo ataque nuclear na cidade de Nagazaki, o Japão se rende aos Aliados (14 de agosto), mas a cerimônia oficial de sua rendição só veio a ocorrer no dia 2 de setembro do mesmo ano.
 
Com a rendição do Japão, a terceira e última potência do Eixo, a II Guerra Mundial chega ao fim.
 
 
Fontes de Consulta: Diversas, material didático e sites que constam nas imagens.

 

domingo, 11 de março de 2012

Japão: Um ano após a pior tragédia natural do país

Memorial em Fukushima: homenagem às vítimas do terremoto e tsunami, ocorrido há um ano - Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra- Foto: Reuters)

Um ano se passou... Mas, as lembranças não saem da cabeça, mesmo das nossas, brasileiros, que estamos muito distante do país afetado diretamente pela tragédia natural: Japão.
Um ano se passou... Mas, imagens permanecem presas em nossa memória, tanto as do tsunami que revelaram o poder destrutivo do fenômeno tectônico, após o terremoto (de magnitude 8,9) quanto à fragilidade humana e tecnológica mediante a estas forças da natureza.

 Momento da chegada da onda do tsunami em uma rua na cidade de MiyakoImagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Tsunami chega à costa de Natori City, no nordeste do Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


 


Área devastada pelo tsunami, em Otsuchi, província de Iwate 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: EFE)



Barco de pesca no meio dos escombros em Kesennuma 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Embarcação, arrastada pelo tsunami, foi parar em cima do prédio, em Otsuchi,  província de Iwate -  Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP) 


Levantar o número de mortos é um ato que só reforça a intensidade da tragédia, pois afinal foram, segundo dados oficiais divulgados nas mídias, cerca de 19 mil mortos.

Enquanto as buscas por possíveis sobreviventes aconteciam, as imagens de consternação de muitos sobreviventes, na época (e até meses depois), bem como o momento de oração para aqueles que se foram, ao meio dos escombros, continuarão em nossas memórias...



Mulher observa a destruição em uma área residencial de Kesennuma,província de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Morador perto dos destroços de sua casa na cidade de Minamisanriku, Miyagi, no norte do país
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 


Do alto, a devastação da cidade de Minamisanrikucho
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



 Familiares oram por avó morta na cidade de Ishinomaki, prefeitura de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Monges budistas, policiais e bombeiros se reúnem, em silêncio por um minuto e lembrar das vítimas da tragédia, em meio à destruição de Natori (11/04/2011) p
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias TerraFoto: AP)

A história de cada um, registrado na forma de diário, documentos, fotografias, vídeos, entre outros recursos pode até se perder, mas a lembrança permanece viva na mente de cada um. Feliz daquele que sobreviveu e vai poder contar a sua história e dos seus entes queridos, mesmo sem recuperar estes registros no meio dos escombros.

Objetos encontrados e separados pelos bombeiros em Rikuzentakata
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra – Foto: Reuters)

Fotografias encontradas no meio dos escombros: lembranças perdidas
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Sobrevivente encontra sua fotografia e de sua irmã no meio dos detroços
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)

Diante da tragédia, ocorrida no ano passado, restou a esperança de um novo rumo, de uma nova vida, mesmo que o desânimo e a falta de vontade de viver - em decorrência das perdas humanas e materiais - forçassem um outra atitude. Mas, a população japonesa mostrou resignação e disposição para lutar e retomar a vida, com paciência e dignidade.


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Migrar, mudar de localidade foi, para muitos, a única solução
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)

Mas, se os fenômenos tectônicos - terremoto seguido por tsunami - foram classificados como pior evento natural da história do Japão, lembrando que o país se encontra  localizado em uma área de grande instabilidade tectônica (área de convergência de três placas tectônicas), a tragédia se agravou mais ainda, quando as ondas gigantes atingiram a maior usina nuclear do Japão e do mundo, a usina nuclear de Fukushima.

Com isso, além da tragédia natural, o Japão sofreu também o pior acidente nuclear do mundo desde a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia (1986).


 Usina Nuclear em Fukushima, nordeste do Japão,
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



Imagem feita por uma rede de TV mostra a fumaça após a explosão
em uma usina nuclear de Fukushima em decorrência do terremoto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 Bombeiros verificando os níveis de radiação, em Katsurao, cidade localizada d
entro do raio de 20 km em volta da Usina Nuclear de Fukushina 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



Menino passa por teste para verificar possível contaminação radioativa em Koriyama
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Passado um ano, hoje, as preocupações não cessaram... 

Dizer que o Japão não vai sofrer um outro evento tectônico, seja de menor ou de mesma magnitude, infelizmente, não podemos dizer, uma vez que a sua localização geográfica coincide com a área de maior instabilidade tectônica, isto é, onde se verifica o encontro de placas tectônicas (movimentos convergentes). Esta área é chamada de Círculo do Fogo, pois tem como fenômenos comuns o vulcanismo (fogo = magma) e abalos sísmicos (terremotos e maremotos). 

O Japão desenvolveu tecnologias modernas para o enfrentamento dos abalos sísmicos e seu povo recebe orientações de como proceder - durante uma fuga - por ocasião de um episódio desta natureza. Mas, a dinâmica interna da Terra e a força de seus fenômenos é algo imprevisível...

Com relação à usina nuclear, os riscos são eminentes diante desta ameaça constante da natureza, isto é, da dinâmica interna da Terra. E embora, a energia nuclear seja considerada uma fonte de energia limpa, os riscos justamente advêm da possibilidade de um vazamento de radiação (contaminação radioativa), no caso de haver um acidente (tal como houve no ano passado ou de outra origem) e do condicionamento seguro do próprio lixo atômico. Para quem não sabe, a radiatividade pode levar anos ou décadas para se dissipar.

Em razão de sua área territorial e geografia não contribuir muito, a preocupação das autoridades e especialistas na área é encontrar novas fontes de energia em substituição à energia nuclear, que era responsável pela produção de cerca de 1/3 da energia consumida pelo país.

Os planos do governo, antes da tragédia, era aumentar o uso da energia nuclear em até 50%. Atualmente, dos 54 reatores - existentes no arquipélago - apenas dois estão ativos. A previsão é que todos sejam fechados.

Desde o ano passado, em razão do acidente decorrido após o terremoto seguido por um tsunami, o governo japonês vem sofrendo muitas pressões, tanto a nível nacional (a população civil) quanto de outros países.

Como medida preventiva, hoje, testes de resistência são obrigatórios e são realizados a fim de verificar se as usinas nucleares são capazes de suportar desastres iguais como o ocorrido no ano passado.

Estes problemas de ordem de política energética, econômica e ambiental estão longe de ser solucionados, mas - não resta dúvida - que é preciso encontrar, logo, uma alternativa mais viável.
Enquanto, as autoridades competentes e os especialistas buscam novas saídas pelo entrave energético e a segurança da população e da economia japonesa, a minha torcida é que eles consigam encontrar uma boa solução que atenda a todos os aspectos inter-relacionados e, que por um bom tempo, as camadas internas da Terra não se manifestem através de abalos sísmicos no Japão e nem em áreas próximas a este, no Pacífico.
As homenagens, hoje, às vítimas do terremoto seguido por tsunami  marcaram o país e outros, que solidários a sua dor, relembraram e fizeram oração aos mortos.

  Hoje, um minuto de silêncio, exatamente às 2h46, momento em que o terremoto
atingiu o país, na cidade de Koriyama, prefeitura de Fukushima
(Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)
 
O imperador Akihito e a imperatriz Michiko prestam homenagens às vítimas
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Durante o seu discurso na cerimônia em homenagem às vítimas,
o primeiro-ministro Yoshihiko prometeu acelerar a reconstrução do Japão 
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


 Manifestantes usam máscaras em protesto contra o uso de energia nuclear em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



 Manifestantes fazem corrente humana e protestam contra política de energia nuclear japonesa, segurando velas em frente ao prédio da Câmara Legislativa, em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)

 
No Rio de Janeiro e em São Paulo ocorreram, respectivamente, protestos contra a energia nuclear e homenagens às vítimas da tragédia no Japão. Não li nada a respeito aos demais estados brasileiros, mas - em relação a São Paulo - eu tinha certeza que haveria algum evento neste sentido. Afinal, a cidade comporta a maior colônia japonesa do país.

Manifestações contrárias ao desenvolvimento de energia nuclear marcaram as amnifestações que ocorreram em Ipanema, no Rio de Janeiro. Seu maior foco baseado em protesto é até compreensível, porque é em nosso estado que está a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, da Eletronuclear (subsidiária da Eletrobrás), constituída pelas Usinas Nucleares Angra 1, Angra 2 e a Angra 3, que se encontra em fase de construção.

Em decorrência destas e aproveitando a data de um ano da tragédia do Japão, cerca de 40 ativistas foram às ruas para protestar e cobrar - da presidenta Dilma Rousseff - o fim da energia nuclear no país.


Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia) 


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


Culto budista, ecumênico, em São Paulo marcando um ano da tragédia no Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)