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terça-feira, 14 de junho de 2011

Terremoto no Japão e a Questão das Usinas Nucleares

Imagem capturada na Internet (Fonte: Vestibulandoweb)

Texto atualizado em 15/06 à 1h23

Desde que o Japão sofreu o forte terremoto seguido de tsunami, em março do ano corrente, a energia nuclear está na berlinda, sobretudo, devido aos sérios riscos de acidentes e contaminação radioativa.

O forte terremoto (magnitude 9, na Escala Richter), ocorrido no país, desencadeou um enorme tsunami que atingiu e destruiu várias cidades, matando mais de 23 mil pessoas, segundo Paraná OnLine.

Além do seu poder devastador e do número elevado de mortos, o tsunami provocou explosões, incêndios e vazamentos de radiação na Usina Nuclear de Daiichi, em Fukushima, localizada a cerca de 225 Km a nordeste da capital japonesa (Tóquio).

Este acidente está sendo considerado como um dos piores desastres nucleares do mundo, mas não foi o primeiro e nem será o último a ocorrer em solo japonês. A menos que a política energética japonesa mude...

A principal vantagem da energia nuclear em detrimento às fontes de energias tradicionais (e não renováveis), como os combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural), reside no volume de energia que esta pode gerar sem maiores emissões de poluentes. Não contribuindo, principalmente, para o efeito estufa. Ao contrário dos combustíveis fósseis, sobretudo, o carvão mineral.

Todavia, não devemos esquecer que a matéria prima da energia nuclear, o Urânio, é também um recurso não renovável, ou seja, suas reservas na natureza vão se esgotar, um dia, podendo durar algumas décadas, apenas.

No caso específico das Usinas Nucleares, além do esgotamento das reservas, devemos levar em consideração os altos custos de construção e manutenção, e os problemas advindos quanto à disposição dos rejeitos radioativos (lixo atômico) e dos riscos de vazamento de radioatividade, mesmo que os especialistas assegurem que estes últimos sejam raros.

Ainda que o Japão tenha investido neste tipo de energia por questões de sua geografia (arquipélago/país insular) e da falta de alternativa no setor energético, o país não poderia empregar alto na opção nuclear em consequência da própria dinâmica interna da Terra.

Como eu mesma comentei com as turmas, o Japão está localizado numa área de grande instabilidade tectônica, ou seja, em área de movimento convergente de placas tectônicas, estando sujeito – em consequência disso - à ocorrência constante de terremotos, maremotos e vulcanismo. Ele faz parte do Círculo do Fogo.

Em razão de sua disposição geográfica que envolve três placas tectônicas (a Euroasiática, Pacífica e Filipinas), a construção de usinas nucleares representa um risco eminente à segurança da população e longe do poder de controle humano.






Só para se ter uma ideia da falta de aplicabilidade da pesquisa científica nos programas políticos e socioeconômicos dos governos, a maior usina nuclear do mundo em capacidade de produção foi construída no Japão. Opção acertada sem levar em consideração à dinâmica interna da Terra e seus fenômenos endógenos.

Mesmo com todo um sistema de segurança, estas não oferecem segurança diante do caráter imprevisível das forças internas da Terra.

Em 2007, dois terremotos de magnitude 6,8 e 6,6 graus na escala Richter abalaram o Japão, afetando a referida usina nuclear, localizada em Kashiwazaki, cidade costeira a noroeste do Japão e causando vazamento de 1,5 litro de água contendo material radioativo, que atingiu o Mar do Japão. Além da contaminação radioativa da água que vazou do reator, elementos tóxicos foram lançados na atmosfera (cobalto-60 e cromo-51).




Edição do Jornal O Globo (17/07/2007 - Página 24 - O MUNDO)
 

Vista aérea da central nuclear de Kashiwazaki_2007 (Fonte: Greenpeace)


Não restam dúvidas que os interesses do setor energético do país não condiz com a geografia do arquipélago japonês, mas mesmo diante deste impasse entre a opção nuclear e os riscos à segurança da população, o Japão continua sendo o terceiro país do mundo em uso de energia nuclear, com mais de 50 usinas em seu território, sendo superado apenas pelos EUA e a França.

Fonte: Panorama da Energia Nuclear no Mundo (Eletronuclear - 2009)

Diante do último acidente, ocorrido em março deste ano, e dos riscos eminentes, pelos quais a população adjacente ficou exposta, diversas pessoas moveram-se tanto no Japão quanto em outros países, questionando a segurança das usinas nucleares.

Ontem, o Jornal Nacional noticiou que, em face deste acidente no Japão, a Alemanha anunciou o fechamento de todas as usinas nucleares do país até o ano de 2022.

Todavia, esta medida já havia sido divulgada - há alguns anos - pelo referido país europeu, o qual decidiu pela não instalação de novos reatores e pela desativação dos reatores em funcionamento depois de concluída a vida útil destes.

As fontes alternativas de energia, como a energia solar, a energia dos vegetais (biomassa),  a eólica (dos ventos), entre outras, são mais recentes e ainda pouco utilizadas. Vamos ver o resultado desta mobilização popular e das discussões arroladas.

Fontes de Consulta

. Energia e Ambiente

. Greenpeace

. Jornal impresso e televisivo (várias fontes e edições)

. Material didático pessoal

. ParanáOnLine

. Panorama da Energia Nuclear no Mundo

domingo, 12 de junho de 2011

Efeito em Cascata nas montadoras Honda e Toyota, em São Paulo: Demissões e paralisações nas linhas de montagem


                                      Imagem capturada na Internet (Fonte: Sindicacau)


Terremoto no Japão, demissões no Brasil. O que um fato tem a ver com outro? Qual a relação entre eles?

Se alguém considerou que o desastre natural, lá no extremo oriente asiático não tem nada a ver com o desemprego em nosso país, sobretudo, no estado de São Paulo está totalmente equivocado. Há uma associação sim.

A ligação entre ambas as situações se encontra sob o efeito da globalização. Mais precisamente relacionada a um dos seus aspectos, isto é, no que diz respeito à integração e interdependência dos mercados mundiais com a expansão das empresas multinacionais.

Neste caso, em particular, estou me referindo às multinacionais japonesas Toyota e Honda, que foram afetadas diretamente pelo terremoto seguido por tsunami que devastaram a região nordeste do Japão, em março passado.

Eu já havia comentado a respeito disso na postagem do dia 30 de abril (Aldeia Global e seu Efeito em Cascata), mas – na época – só eram cogitadas medidas paliativas para lidar com os problemas na importação de autopeças da matriz, de ambas as empresas, no Japão.

O que as montadoras têm trabalhado é com as peças de estoque, pois não há como repô-las uma vez que as importações da matriz japonesa estão suspensas.

No entanto, as demissões aconteceram... Só a Honda demitiu, em maio, 400 funcionários e, no início deste mês, a mesma já comunicou que a montadora de Sumaré (SP) passará a operar em dois turnos de trabalho (antes eram em três turnos) e que 800 funcionários irão trabalhar sob regime de rodízio de licença remunerada até o final do ano (dezembro).

A montadora da Toyota em Indaiatuba (SP), por sua vez, vem aplicando interrupção diária de produção (paralisação). As paralisações aconteceram nos dias 25 de abril, 06 e 20 de maio e, está previsto um quarto dia para este mês (junho), não divulgado ainda.

É o efeito em cascata do fenômeno da Globalização... No mundo cada vez mais globalizado, quando surge uma crise ou um problema em uma das partes envolvidas, todos os envolvidos na rede acabam sendo afetados.

Neste caso específico, compromete não só as relações entre a Matriz e suas respectivas filiais, espalhadas em diferentes países, em sua linha de produção mas, também, o comércio, o emprego, a renda familiar.

Fonte: Jornal O Globo impresso (diversas edições)

terça-feira, 22 de março de 2011

Japão: Atualizando os dados oficiais

Segundo a EBand, o número de mortos no Japão - em consequência do terremoto seguido de tsunami - já chega a 9.079. Estima-se que o número de desaprecidos seja na ordem de 12.782 pessoas.

As dificuldades encontradas na definição do número exato de mortos e desaparecidos segue à situação caótica por qual passa o país, mais especificamente a região nordeste, desde o dia 11 de março, quando houve o forte terremoto seguido por um tsunami. A quantidade de escombros e os danos  nas vias de transporte só permitem o trabalho manual e equipamentos mais leves.

Se já não bastassem as perdas materiais, econômicas e humanas diante destes fenômenos ligados à dinâmica interna da Terra (terremoto e tsunami), o Japão enfrenta outro problema decorrente dos eventos naturais:  o vazamento de material radioativo da Usina Nuclear de Fukushima.

Segundo as notícias divulgadas nas mídias, os alimentos e a água estão contaminados, apesar das informações não serem coesas entre as autoridades oficiais. Outros, por sua vez, afirmam que os níveis de radioatividade detectados não representam riscos à saúde da população.

domingo, 13 de março de 2011

Japão: Retificando e atualizando os dados oficiais quanto às vítimas...

Atualizando os dados oficiais quanto ao número de mortos em consequência do terremoto seguido de tsunami no Japão... Segundo o Último Segundo, o número divulgado já chega a 1.217 mortos.

E, como eu falei na postagem anterior, este número vai aumentar a cada hora que passe...

Vazamento Radioativo no Japão: A outra face da tragédia do terremoto e do tsunami no país

Momento da chegada da tsunami à cidade de Miyako, Japão, no dia 11/03
(Fonte: Último Segundo)

Infelizmente, as notícias não são nada boas com relação a tragédia ocorrida, no dia 11 de março, no Japão. Se já não bastassem a devastação e o número de mortos em consequência do terremoto e, sobretudo, da tsunami que atingiu a região nordeste do país, o Japão vive - hoje - sobressaltado e atemorizado com as notícias sobre o vazamento radioativo da usina de Fukushima Dalichi ocorrido após a explosão da estrutura de concreto de um dos seus reatores.
 
Embora as autoridades continuem a afirmar que os efeitos da explosão são mínimos e que não há danos diretos ao reator nuclear, o acidente foi classificado na categoria 4 (a escala vai de 0 a 7) e está sendo considerado o maior desde o desastre de Chernobyl (Ucrânia), ocorrido em abril de 1986.

Como esperar que a população próxima à Usina e, consequentemente, mais vulnerável à exposição radioativa esteja tranquila?

Para quem não se lembra, o Japão já vivenciou um episódio histórico associado ao lançamento de bombas atômicas, durante a II Guerra Mundial, quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atingidas por bombas lançadas pelos EUA, respectivamente, nos dia 06 e 09 de agosto de 1945.

Embora, a situação em si ( o impacto direto das bombas na superfície) e o contexto sejam distintos, a população japonesa tem noção dos efeitos à exposição radiação, com o desenvolvimento de enfermidades como o câncer, por exemplo.

De acordo com o que foi noticiado nos meios de comunicação, em cerca de 160 habitantes da cidade de Futabamachi, vizinha à Usina, já foram diagnosticados a contaminação radioativa.

O governo japonês tomou algumas medidas em relação a isso: aumentou o perímetro de segurança para 20 km (antes eram 10 Km), retirou 200 mil moradores e vai distribuir iodo para proteger à população local no desenvolvimento de câncer de tireóide.

Além dos riscos à vida, as autoridades e, principalmente, a população afetada temem pelas enfermidades que podem ser desenvolvidas após à exposição direta e/ou indireta a radiação.

Só para se ter uma ideia, no desastre nuclear de Chernobyl, além das pessoas que morreram diretamente pelo acidente, seja pela explosão do reator seja no combate ao incêndio, muitas outras sofreram sequelas da exposição radioativa ou vieram a falecer anos - mais tarde - em consequência desta nos países afetados (Ucrânia, Bielorússia e Rússia).

As autoridades da área de saúde constataram que, depois de uma década (10 anos) do desastre, a maior parte do quase 800 casos de câncer de tireóide registrados em crianças, as mesmas se encontravam - na época (abril de 1986) - na condição de fetos, com mais de seis meses de vida intra-uterina ou tinham até seis meses de idade.

Daí, a medida a ser tomada pelo governo japonês em distribuir iodo à população local.

O número de mortos em consequência do forte terremoto e do tsunami , até a manhã de hoje, é de 977 vítimas, segundo a última apuração oficial divulgada pela polícia japonesa e divulgada na Folha Online.

Infelizmente, esta estatística vai aumentar, uma vez que o número de desaparecidos ainda é incerto. Estima-se que só no povoado de Minamisanriku, em Miyagi, arrasado pelo tsunami, o número de desaparecidos chegue a 10 mil pessoas.

Na província de Fukushima há 1.167 pessoas desaparecidas, segundo dados obtidos com as autoridades locais.

Como eu mencionei na postagem anterior, o Japão – ao longo de sua história de forças antagônicas – natureza x homem – sabe conviver com os tremores de terra (terremotos), mas nenhuma tecnologia mais avançada, que possa existir, pode minimizar os efeitos destrutivos e velozes de um tsunami.

Ainda mais sob a força que ambos impuseram ao arquipélago, visto que outros episódios de tsunamis, o país já sofreu (só que de magnitude bem mais baixa).

Acredito que não só a população japonesa, como as comunidades espalhadas em diversos países (os imigrantes japoneses), como são os de São Paulo (bairro da Liberdade) ou de Maringá (Paraná) se encontram consternados com a situação do país. O mundo todo se encontra enternecido neste momento.

 
Fontes de Consulta
 
. Folha OnLine
 
. Jornal O Globo (Edição impressa do dia 13/03/2011)
 
. Poluição Radioativa
 
. Último Segundo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Japão sucumbido às forças da natureza: forte terremoto e tsunami


Ondas atingem residências em Natori, distrito de Miyagi
Tsunami invadindo Natori, no distrito de Miyagi (Fonte: Último Segundo)


Sismos no Japão não são tão assustadores, como possam ser para nós, que não estamos acostumados, mas a população japonesa já conhecem os seus efeitos e convivem com um sistema de prevenção e proteção avançado, inclusive, tendo o melhor sistema de prevenção de desastres naturais.

Entre estes, pode-se destacar o sistema de alarmes, orientações à população quanto aos cuidados em casa durante um sismo (a fim de evitar maiores danos materiais e vítimas), existência de abrigos subterrâneos, tecnologia construtiva anti-terremotos (edifícios mais resistentes aos tremores), formas eficazes de comunicação das autoridades com a população, entre outros.

Mas, os efeitos de uma tsunami, não há quem consiga mensurar a força e suas consequências. E foi esta sensação, de grande impotência diante da força da natureza, que o Japão viveu hoje (11/03), à tarde, com o forte terremoto e a formação de uma tsunami, bem como horas depois, com as réplicas.

O Japão, arquipélago com cerca de 3.500 ilhas, se encontra localizado numa área de grande instabilidade tectônica, ou seja, numa área de encontro de placas tectônicas. Por isso, fenômenos como terremotos e tsunamis são recorrentes.


Ficheiro:Japan topo en.jpg

Japão (Fonte: Wikipedia)


De acordo com o Painel Global,  o terremoto registrado no país teve uma força equivalente a 16 mil bombas atômicas. Assustador e, ao mesmo tempo, imaginável.

O forte terremoto que atingiu a costa nordeste do Japão, às 14:46h do horário local (2:46h hora de Brasília), foi de magnitude 8,9 graus na escala Richter e provocou uma tsunami de cerca de 7 metros que atingiu as cidades da região norte do país a uma velocidade de 800 km por hora.  

Trata-se do maior terremoto já registrado no Japão, o sétimo maior desde que os abalos começaram a ser listados e o quinto maior desde 1900.

O seu epicentro foi no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Após esse tremor, outros abalos secundários (réplicas) ocorreram.

Também no centro do país houve, hoje, um tremor de terra.

De acordo com as últimas notícias transmitidas nos jornais televisivos, o número de mortos já ultrapassa 350 vítimas. Há muitos feridos e desaparecidos.

Segundo o Painel Global, em consequência da grande intensidade e características da falha local, novos fortes tremores são esperados para as próximas horas e para os próximos dias. No entanto, a intensidade dos mesmos deve diminuir, pois deverá ocorrer uma estabilização das camadas.

Todavia, segundo o referido site, as réplicas deverão ocorrer, ainda, por um longo período, o qual poderá ser superior a um ano.

A propagação das ondas já ameaça outras regiões do planeta. Hoje, à noite, vários pontos da costa oeste do continente americano já estão sentindo os efeitos das ondas.

Mar invade a cidade de Iwanuma, no norte do país
Tsunami invandindo (Fonte: Último Segundo)

Técnico verifica fendas que se abriram em rodovia perto de Mito, no distrito de Ibaraki

Fendas abertas na rodovia perto de Mito, no distrito de Ibaraki (Fonte: Último Segundo)  


Fontes de Consulta

. G1.com

. Último Segundo