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domingo, 5 de junho de 2016

05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente


 Foto do meu acervo particular



"Não se trata de questões tecnológicas
ou do excesso de dióxido de carbono,
assim como não se trata apenas de desperdício.
Tudo isso são sintomas do problema,
que é o modo como pensamos.
O problema é, fundamentalmente,
 um problema cultural".
Thom Hartmann
                                                                                                                
Hoje – 5 de junho – comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente ou, como outros preferem, Dia Mundial do Ambiente.
 
Embora, a situação atual não esteja para haver comemorações em face dos grandes impactos ambientais de origem antrópica (causados pela ação do homem) e as mudanças - desencadeadas a partir destas intervenções - na dinâmica da natureza, temos que acreditar que a conscientização vai mover velhas ideias e conceitos, capaz de assegurar novas condutas nas relações do homem com o ambiente, seja este qual for (uma área florestal, um grande centro urbano, uma escola, um espaço rural ou industrial).
 
É preciso, sim, iniciar com pequenas mudanças de maneira local, sempre projetando a contribuição desses atos em termos globais a partir do fato que os exemplos e os bons resultados obtidos serão expandidos a outros níveis de tratamento e de relações humanas aumentando, assim, mudanças efetivas em prol do Planeta Terra. É aquela famosa frase, “Pensar globalmente, agir localmente”.
 
E sob esta perspectiva, vamos antes responder uma única questão, o que é meio ambiente?
 
Como já postei neste espaço, muitos irão defini-lo sob uma ideia de cunho extremamente natural, sem a presença do homem, como um cenário de uma floresta densa e fechada ou de um rio sinuoso em uma vasta planície sedimentar ou, ainda, de um topo de uma cordilheira. Majoritariamente, este é o conceito que as pessoas têm, sobretudo, os alunos.
 
Mas, o conceito de meio ambiente ou ambiente difere de acordo com as relações estabelecidas. Sendo assim, ela pode ser uma floresta para uma tribo indígena, pode ser um grande centro urbano para pessoas, como eu, que vive na cidade do Rio de Janeiro ou, ainda, pode ser uma vasta área rural, com muitas fazendas e sítios para outros. Daí a importância de valorizarmos e conservarmos o nosso ambiente, seja o tipo que for.
 
Nossas atitudes individuais são capazes de produzir mudanças positivas e/ou negativas. Se nós mesmos seremos, ao mesmo tempo, os agressores e as vítimas em potencial, que tenhamos comportamentos responsáveis.
 
Não há mais o que esperar! As possibilidades de um mundo melhor começam com as nossas atitudes individuais e depois de forma coletiva.
 
Pensemos nisso, a partir do momento que saímos de casa e ganhamos o mundo aos nossos pés!
 
 Imagem do meu acervo particular

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Desastre Ambiental em Minas Gerais: Barragem se rompe e provoca grande devastação


Imagem capturada na Internet (Facebook - autoria desconhecida)


No dia 5 de novembro, o estado de Minas Gerais vivenciou um acontecimento que foi classificado como o pior desastre ambiental de sua história. Episódio este protagonizado por uma enxurrada de lama, rejeitos das atividades de extração e beneficiamento da mineradora Samarco (minério de ferro), os quais foram liberados após o rompimento de uma de suas barragens.

A enxurrada de lama arrasou e causou mortes no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, cidade histórica do estado, que foi o primeiro a ser atingido pelo fluxo intenso dos rejeitos.
 
 Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
e modificada no Adobe Photoshop
Fonte: G1
 
Misturado às águas fluviais que serviram como agente de transporte dos mesmos, o rio Doce seguiu o seu curso e, por conseguinte, os efeitos destrutivos deste acidente se estenderam a mais de um distrito de Mariana e em outros municípios mineiros, bem como em cidades do Espirito Santo, indo em direção a sua foz, no litoral espírito-santense (ou capixaba), junto ao oceano Atlântico.


 Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
 
O mar ou “tsunami” de lama, como muitos se referiram, se deve ao fato de sua força ter tido um poder de destruição tanto quanto de um tsunami, arrasando tudo que estava no seu percurso. Até o presente momento, no distrito de Bento Rodrigues (o mais devastado e o primeiro a ser atingido), sete mortes foram confirmadas, há cerca de quinze pessoas desaparecidas e 500 desabrigadas.
 
Veja a força da enxurrada em vídeo, AQUI!
 
A cor marrom se deve à composição dos rejeitos de atividades de extração e beneficiamento de minério de ferro, da mineradora Samarco, os quais, em sua maior parte, é constituído por areia e óxido de ferro. De acordo com especialistas, o material não é tóxico e, por isso, não apresenta riscos à saúde. No entanto, para o ecossistema e para a população que depende direta e/ou indiretamente do rio, os problemas são grande e graves. 
 
A mineradora Samarco é controlada pelas empresas Vale S.A. e da anglo-australiana BHP Billiton Brasil Ltda, sendo considerada a 10ª maior exportadora do país, operando em Minas Gerais e no Espírito Santo. Na localidade do acidente, a mineradora mantinha um sistema de rejeitos constituído por três barragens, a Germano, Fundão e Santarém.
 
 Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
 
Embora, as mídias tenham publicados que as duas últimas barragens, citadas acima, tivessem sido rompidas na ocasião do acidente, a mineradora em questão retificou, segundo o Portal G1, no último dia 16 do mês corrente, divulgando que foi só a barragem do Fundão, localizada a montante do distrito Bento Rodrigues e a 893 metros de altitude.
 
 Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
e modificada no Adobe Photoshop
Fonte: G1
 
No entanto, eu – no meu conhecimento ínfimo – não consegui entender muito bem esta nova informação, tendo em vista que a barragem rompida se encontra localizada à montante da barragem de Santarém. E, com o rompimento da primeira, a estrutura da segunda represa (Santarém), fatalmente, seria abalada mediante o fluxo intenso e turbulento da lama, como é bastante visível no vídeo acima, compartilhado e, em outros, disponíveis na Internet.
 
Contrariamente, ao referido Portal de notícias, a quase totalidade dos meios de comunicação, confirmam o rompimento de duas barragens, a do Fundão e de Santarém.
 
Considerando estes novos dados, o volume de rejeitos de mineração liberados no acidente passou de 62 milhões para 55 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 55 bilhões de litros ou mais de 20 mil piscinas olímpicas cheias.
 
De acordo com as últimas notícias, tanto a barragem de Germano quanto a de Santarém apresentam riscos de rompimento e, por isso, ambas estão sendo monitoradas e as empresas responsáveis confirmaram intervenções emergenciais para assegurar a estabilidade das mesmas, a fim de se evitar novo desastre ambiental na área.
 
Com o rompimento da barragem, a força do material de rejeito destruiu não só o distrito de Bento Rodrigues, como afetou outros da cidade de Mariana (Paracatu, Pedras, Ponte do Gama, Bicas e Campinas), os distritos de Barretos e Gesteiras, em Barra Longa, assim como as cidades do Rio Doce e Santa Cruz do Descalvado e outros, levado pelo curso do rio Doce.
 
Escoada e misturada às águas do referido rio, a lama já chegou ao Espírito Santo, atingindo as cidades de Regência, Linhares, Baixo Gandu e Colatina.
 
Segundo, especialistas na área ambiental, os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo devem se transformar em desertos de lama.
 
Ainda não há informações precisas quanto às causas do rompimento da barragem. Sabe-se, no entanto, que houve registro de, pelo menos, dois tremores de terra (sismos) de baixa magnitude na área, no mesmo dia, cerca de duas horas antes do rompimento.
 
Tais tremores foram confirmados tanto pelo Observatório Sismológico da Universidade de São Paulo (USP) quanto pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), mas até o presente momento, não se sabe se estes foram de ordem natural ou de ordem antrópica (em razão do próprio peso e/ou desestruturação dos reservatórios de rejeitos).
 
O problema maior é o rastro de devastação que a enxurrada de lama provocou em centenas de quilômetros, por onde passou, desde o ponto da barragem que se rompeu (distrito de Bento Rodrigues) até a foz do rio Doce. Cenário desolador que implica em danos nas esferas ambiental, social e econômica, na maioria dos casos, irreversíveis.
 
Só para se ter uma ideia dos impactos ambientais que este acidente causou e ainda poderá causar, eu listei alguns que foram mencionados pelos especialistas na área:

- Perdas materiais (residências, igrejas, escolas, postos de saúde, cemitérios, veículos etc.) e humanas (óbitos);

- Remoção total da população (desabrigados) do distrito de Bento Rodrigues, que foi varrido do mapa e que, de acordo com os especialistas, não deve voltar a ser ocupado pelo homem;

- Poluição intensa da água fluvial (águas de vários rios);

- Comprometimento da Bacia Hidrográfica do rio Doce (a quinta mais importante do Brasil);

- Alteração do pH da água dos rios;

- Interrupção do fornecimento da água às cidades das áreas atingidas, que aproveitam a água do rio Doce;

- Perda das áreas agricultáveis e de pastagem;

- Assoreamento do leito do rio Doce e outros cursos d’água (afluentes) da mesma bacia hidrográfica submetidos ao excesso de sedimentos (rejeitos);

- Mudanças (desvio) dos cursos dos rios;

- Colmatagem dos rios (entulhamento do leito e o rio seca);

-  Morte de espécies da fauna (peixes, gado, capivara, entre outros) e da flora (mata ciliar, vegetação em geral);

- Interrupção da atividade pesqueira;

- Ameaça e riscos à fauna marinha após o deságue no oceano Atlântico, em razão da natureza dos sedimentos.

 
"A perda de habitat é enorme, e
o dano provocado no ecossistema é irreversível."
Ambientalista Marcus Vinicius Polignano
(coordenador do Projeto Manuelzão)

 
 
Distrito de Bento Rodrigues:
o antes e o depois do rompimento da barragem
Reprodução/Digital Globe First Look
 
 
 
 
Devastação geral:
o antes e o depois do rompimento da barragem
Reprodução/Digital Globe First Look
 
 
Imagem capturada na Internet

 
  Imagem capturada na Internet
Fonte: BOL Fotos
 
 
Imagem capturada na Internet

 
Imagem capturada na Internet

 
 Fontes de Consulta
 
 
. G1 (várias edições)
 
. Jornal O GLOBO (impresso - várias edições)
 
 

sábado, 6 de junho de 2015

05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente


  Imagem capturada na Internet
(Fonte: Datas Comemorativas Facebook)
 
Ontem, dia 05 de junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas acredito que as celebrações converteram em momentos de reflexão em relação aos impactos ambientais, negativos, que não param de aumentar. 
Entre tantas ameaças e fatos concretos a nível de Brasil e do mundo, pode-se destacar:
 
- A poluição da Baía de Guanabara, na região metropolitana do Rio, que pelo seu atual estado acrescido pela falta de conscientização da população fluminense que lança resíduos em suas águas e o descaso do Poder Público em resolver o problema em si, compromete o seu uso para as provas de vela dos Jogos Olímpicos de 2016, que será realizado na cidade do Rio de Janeiro.
 
Imagem capturada na Internet
 
- Levantamento recente revela um “declínio catastrófico” entre a população de elefantes na Tanzânia, no continente africano. O principal motivo apontado é a caça furtiva para o tráfico de marfim. De acordo com dados apresentados pelo governo do país, em 2009, a população de elefantes era na ordem de 106.051 animais. Em 2014, este número caiu para 43.330.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Blog Raphael)
 
- De acordo com as estimativas apresentadas, no ano passado, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês), 1,3 bilhão de toneladas de comida (30% da produção mundial) é perdida ou desperdiçada, anualmente. Ainda, segundo afirmou a mesma, esse montante alimentaria facilmente os 800 milhões de famintos do mundo.
O levantamento revela que, em geral, em países em desenvolvimento, os alimentos são perdidos em razão do transporte inadequado e por causa do armazenamento, já nos países desenvolvidos, em muitas situações, o problema é o desperdiço.
 
 Imagem capturada na Internet

- Entre as diversas catástrofes naturais que ocorrem no mundo, todos os anos, a onda de calor intenso que atinge a Índia é algo assustador. Até esta semana, os registros contabilizam mais de  2.200 pessoas, na maioria, a população mais pobre. Os estados de Andhra Pradesh e Telangana, no sul do país, e a capital, Nova Délhi, são as áreas mais afetadas. As temperaturas chegam a marca dos 45ºC.
Este ano é apresentado como o segundo mais mortífero na história do país e o quinto pior em todo o mundo, de acordo com dados do EM-DAT, um banco de dados internacional sobre as catástrofes naturais, o qual afirma que a onda de calor mais mortal na história da Índia ocorreu em 1998, quando 2.451 pessoas morreram no país.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: UOL Notícias)
 
- O Ministério da Saúde da Coreia do Sul está empenhado em criar medidas para conter o surto da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), uma doença potencialmente fatal. O coronavírus da Mers é da mesma família do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Arave (Sars), que apareceu na China, em 2002.
Não há, ainda, um tratamento definido para a Mers, cujos principais sintomas são: tosse, febre e pneumonia. Segundo, os médicos, ela é de difícil transmissão entre pessoas e, geralmente, se esvai sem que nada seja feito.
 
Em razão dos riscos à população, as autoridades decidiram suspender as aulas em mais de 200 escolas (além das creches) a fim de evitar a propagação do surto da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).
 
 
   Imagem capturada na Internet
(Fonte: Jornal de Brasília)
 
- De acordo com os últimos dados divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente, o desmate na Floresta Amazônica apresentou uma queda de 18% entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior. No entanto, durante o 1˚trimestre deste ano (fevereiro, março e abril), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) verificou alterações negativas, assinalando que a área de desmatamento por corte raso (destruição total) foi totaliza 362 km², enquanto a de degradação florestal (destruição parcial) atinja 180 km², ambas as atividades de desmate somam 550 km². O estado do Mato Grosso é o que apresentou a maior área diagnosticada (264,4 dos 550 km²).
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Revista National Geographic)
 
 
Há inúmeros casos, no mundo inteiro, de tratamento inadequado em relação ao nosso meio ambiente, sendo este dia especial para reflexão e tomada de decisões mais concretas a favor da conservação das espécies da flora e da fauna, dos mananciais, dos ecossistemas etc.
 
E, vale a pena ressaltar ainda que, o conceito de meio ambiente não se restringe a uma ótica naturalista, mas sob uma conotação sistêmica e integrativa de todas as áreas de abrangência direta e/ou indireta do homem. Por isso, inclui-se neste patamar de discussão, os espaços de vivência e da sociedade humana.

 
 Imagens do meu acervo particular
 
Problemas de Habitação

Prática de "gatos" na rede elétrica
 

  Aumento do comércio informal
Aumento da população de rua (os "Sem Tetos")
 

Lixo

Canalização dos rios em área urbana/receptor de esgoto


Fonte: Ambiente Brasil (várias edições)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Atividade Dirigida: Conceito de Meio Ambiente


Imagem capturada na Internet (Fonte: Blog.Luz.VC)

Tal como havia prometido aos alunos, vou tentar atualizar as postagens e, para começar, vou iniciar com a proposta de leitura imagética articulada ao conceito de Meio Ambiente, tópico do Currículo Mínimo do 4о bimestre da 1ª Série (Questão Ambiental).
 
Esta atividade, na verdade, serve como um teste de sondagem acerca do conceito de Meio Ambiente apreendidos pelos alunos à partir da análise e leitura de diversas imagens, as quais retratavam tanto paisagens naturais (aquelas onde predominam elementos da natureza) quanto paisagens culturais ou geográficas (configuradas pelo predomínio de elementos artificiais sob intervenção antrópica).
 
A referida atividade e sua posterior discussão requer um período de tempo amplo, pois à partir da análise das diversas imagens, disponibilizadas em cima de mesas, da opção do aluno, de acordo com a sua concepção, da imagem que melhor represente a definição de “Meio Ambiente”, este deve ainda justificar a sua escolha para a turma.

O objetivo desta atividade é avaliar se a concepção sobre meio ambiente da turma se baseia em uma ótica naturalista ou sob uma visão sistêmica, levando em consideração o espaço do homem.
 
Embora, alguns alunos não tenham levado a atividade proposta com a devida seriedade, a explanação de muitos quanto foi bem interessante (eu anotei todas) e alguns alunos permitiram o registro fotográfico.
 
As imagens não saíram boas, pois como havia esquecido a máquina digital, utilizei o celular.
 
Aluna  Andressa da Costa

Aluna Bianca Costa

Aluno Felipe Riqueza

Aluna Joyce Machado
 
Aluno Lucas Ribeiro

 Aluna Manuella Barbosa
 
Pela escolha da maioria dos alunos e em face de suas respectivas justificativas, mais uma vez, pude observar que os mesmos possuem uma visão naturalista e romântica de conceber o meio ambiente (sinônimo de paisagem natural, sem a interferência antrópica). As imagens mais escolhidas foram:

14%

10%
 
10%
 
10%
 
 
 8%
 

8%

8%

Os 32% restante optou por imagens diferentes. Segue, abaixo, algumas justificativas citadas pelos alunos (sem a identificação dos mesmos):
 
- "Porque o conceito de Meio Ambiente é tudo que a natureza cria e pode ser por ela modificada" (Pôr do Sol);

- "Porque ela é bonita, limpa e tem flores" (praça com jardim florido); 

- " Porque é a que mais lembra o Meio Ambiente" (Floresta fechada, densa);

- " Porque tem água, Sol e mato" (Pôr do Sol);

- "Porque eu gosto de praia" (Fernando de Noronha);

- "Porque mostra o desmatamento e, também, o boi, que representa o Meio Ambiente" (área de pasto);

-  " Porque Meio Ambiente é água e mato" (Rio encaixado em área florestal);

- "Porque tem a urbanização e a natureza" (Calçadão de Copacabana);

- "Porque é difícil a gente ver uma imagem assim, com verde e bonita, porque onde eu ando só vejo casas" (Rio encaixado em área florestal/grifo meu, pois o aluno citou uma característica do nosso ambiente, mas sem associá-la ao conceito);

- "Porque Meio Ambiente não é só floresta, é tudo onde a gente convive" (Paris à noite)";

- "Todas expressam o conceito de Meio Ambiente, mas essas três não, com construções e nem com o homem morrendo" (o aluno até começou bem, mas...).

quinta-feira, 5 de junho de 2014

05 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Planeta Agora)
 
Hoje, pela manhã, na escola da rede municipal...

- Professora, o que é meio ambiente? (pausa) Eu não sei!

Pergunta, em tom de desabafo e aflição, ao mesmo tempo, diante da tarefa escolar de Produção Textual sobre a temática no Dia Mundial do Meio Ambiente e outras questões pertinentes.
 
Pedi que ele pensasse com calma e escrevesse a sua conclusão, pois um dos objetivos da proposta era justamente essa, avaliar o grau de conhecimento dos alunos acerca da questão básica do Meio Ambiente, ou seja, a sua definição.
 
Muitos, por terem sido meus alunos em anos anteriores, tiveram a oportunidade de ver este tópico e sua área de abrangência por ocasião de um projeto escolar voltado para esta temática.
 
Por uma questão de segundos, mesmo diante desta situação inusitada para uma turma de 8º Ano do II Segmento do Ensino Fundamental, fiquei tranquila, uma vez que este foi um caso único, isolado, sem outros questionamentos ou dúvidas explícitas na mesma turma.
 
Mas, a intervenção de outro aluno, logo em seguida, me pôs a pensar na necessidade, premente, de trabalhar a questão ambiental, desde o seu conceito até as demais esferas interligadas a esta, incluindo – sobretudo – a ação antrópica (homem).
 
- Meio Ambiente é mato! Gritou outro aluno em resposta à dúvida no ar.
 
Enlouqueci!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Chuvas voltam a castigar o Rio de Janeiro



Imagem capturada na Internet (Fonte: Sorriso Pensante)



Não poderia deixar de tecer alguns comentários acerca da situação caótica que o nosso estado ficou, sobretudo, o município do Rio de Janeiro, ontem, após mais de 10 horas de chuvas.
 
É uma pena que a Geografia, assim como a Geologia e outras áreas afins não são levadas a sério a nível de suas respectivas contribuições científicas à partir das pesquisas realizadas em Instituições públicas e/ou privadas na hora de planejar obras urbanas.
 
Não se tratam de eventos atípicos, porém constantes nesta época do ano e durante a próxima estação do ano, o verão.
 
A falta de educação da população, comprovada pela quantidade excessiva de lixo nas vias públicas, agravando mais ainda a situação das galerias pluviais e no assoreamento do leito dos rios, bem como a falta de estratégias por parte dos governantes e engenheiros no momento de planejar uma obra, já prevendo - para um futuro próximo ou não - um evento de índices pluviométricos acima do normal, como foi o caso de ontem, seria algo sensato de se pensar e articular.
 
Medidas como, por exemplo, bombas de sucção (sistema de captação e escoamento de água das chuvas). obras de contenção de encostas, dragagem dos rios que cortam os bairros, incentivo à educação ambiental nas escolas e no principais meios  de comunicação a fim de se evitar o lançamento de resíduos no chão poderiam surtir efeito ao invés de ficarmos assistindo, passivamente, todo ano, as mesmas cenas no cotidiano urbano após algumas horas de chuvas.
 
Além de perdas humanas e materiais, a economia sofre, recua, tanto no espaço urbano quanto no espaço rural. As chuvas que caíram, ontem, em nossa cidade foram capazes de paralisar os serviços e os transportes no Rio de Janeiro. Trens, metrô, ônibus e outros veículos não circularam devido as ruas, pistas e vias férreas estarem alagadas. 

As pesquisas realizadas pelas Universidades e outras Instituições públicas e/ou privadas não podem ficar guardadas em gavetas. Elas precisam ter uma aplicabilidade social. Todavia, quando as mesmas se propõem a isso, elas não são aproveitadas pelos governantes.
 
Isso ficou comprovado por ocasião da tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, quando alguns professores do Instituto de Geociências da UFRJ (Geografia) reclamaram que eles já tinham advertidos e levantados os pontos de situação de risco na referida região.

 Ontem, eu vivi momentos de pavor no bairro de Olaria, Ramos e Bonsucesso, na Zona Norte da cidade, com as enchentes e os riscos do carro da minha irmã, que trabalha na mesma Unidade Escolar da rede municipal, "morrer" no meio da rua alagada. Além do rio de Ramos ter transbordado (rio canalizado que se tornou um coletor de esgoto doméstico), a quantidade de lixo era algo absurdo de se ver.
 
Nessa hora é que a gente percebe o quanto o cidadão irresponsável contribui de forma negativa para os efeitos das adversidades climáticas, típicas da chegada de uma frente fria com ocorrência de fortes chuvas.

Até um prédio de três andares desabou no Complexo do Alemão devido as fortes chuvas e, segundo o telejornal, graças a Deus, as pessoas já tinham saído do mesmo.
 
Mais uma vez, o mesmo filme repete...
 
Rua Sargento Ferreira esquina com a Rua Barreiros, em Ramos
 

Esquina das Ruas Barreiros e Sargento Ferreira 


 Rua Barreiros, Ramos

 Rua Barreiros e, ao fundo, o cruzamento com a Av. Teixeira de Castro 

Rua Barreiros
 

Av. Teixeira de Castro com a esquina da Rua Barreiros 
 

Lixo preso na roda do carro
 

Lixo preso no poste
 

Rua Sargento Ferreira

Saco de lixo e resíduos diversos
 

 Pátio externo da E.M. Dilermando Cruz

Pátio externo da E.M. Dilermando Cruz