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sábado, 30 de abril de 2016

Neve e Temperaturas Negativas no Rio de Janeiro: Pico das Agulhas Negras


   Imagem capturada na Internet - Fonte: Diário do Vale
(Foto de Felipe Vieira)


Todo ano, quando chega esta época ano (outono) e, sobretudo, no inverno (a partir de 21 de junho), o interesse dos alunos incide na questão das temperaturas baixas e da precipitação nival (neve) em nosso país, tendo em vista as condições climáticas quentes e úmidas predominantes na maior parte do nosso território.
 
E o interesse aumenta mais ainda quando eu menciono que em nosso estado, Rio de Janeiro, já houve registro de temperaturas negativas, de geada e, até mesmo, de queda de neve. Só que não foi em nossa cidade e, muito menos, na região metropolitana. Foi em Itatiaia, mais precisamente, no Pico das Agulhas Negras, ponto culminante do nosso estado, localizado na Serra da Mantiqueira (Parque Nacional de Itatiaia), com 2.791 metros de altitude.
 
Semana passada, alguns alunos da rede municipal me perguntaram se já havia sido registrado algum episódio climático de neve e/ou de temperatura negativa no referido Parque.
 
A curiosidade se deu devido as recentes e bruscas mudanças do tempo com a chegada de uma grande e forte massa de ar polar, que ocasionou uma Frente Fria e a queda da temperatura em diversas cidades brasileiras, inclusive, na do Rio de Janeiro que, até então, enfrentava um calor excessivo. Algumas cidades registraram até recordes de frio.
 
No caso do Rio de Janeiro, o fator determinante não é a latitude, que caracteriza o frio da região Sul do Brasil. O fator climático que justifica a ocorrência de temperaturas baixas em diversos pontos de nosso estado, como no caso de Itatiaia, é a altitude, que representa a distância vertical (em metros) de um determinado local da Terra em relação ao nível do mar.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Roberto Braz SlideShare)


Boneco de neve em São Joaquim/Santa Catarina (abril de 2016) 
Imagem capturada na Internet (Fonte: G1.Globo.com)

Eu havia mencionado e explicado que em Itatiaia já houve ocorrência de precipitação nival e os alunos ficaram surpresos, assim como também acerca das temperaturas negativas registradas.
 
De acordo com o Grupo Brasil Abaixo de Zero (Grupo BAZ), o recorde histórico de frio no Parque Nacional do Itatiaia ocorreu no ano passado (2015), mais especificamente, no dia 03 de agosto, quando a temperatura chegou a - 9,6°C.
 
Todavia, eu mesma já publiquei – neste espaço – registros bem abaixo deste, inclusive com queda de neve, obtidos através de sites, artigos e reportagens de jornais, com registros fotográficos, como destaque para os ocorridos em junho de 1985 e em julho de 2010, cujas temperaturas alcançaram, respectivamente, - 13,o°C e - 10,o°C.



  Junho de 1985 (Fonte: Skyscraper City)  


Diversas fontes na Internet podem comprovar tais informações, assim como as postagens feitas, neste Blog, acerca do referido tópico envolvendo esta localidade no nosso estado. Para saber mais acerca destes episódios climáticos no Parque Nacional de Itatiaia, clique nos títulos abaixo:
 
 
 
 
 
 
Ou acesse imagens do inverno de 2015 em Itatiaia, disponibilizada no site G1, clicando AQUI!

 

sábado, 30 de maio de 2015

Registros de Neve nos Estado do Rio de Janeiro

 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Tempo e Clima)
 
Eu já publiquei - aqui, no Blog - algumas matérias acerca da precipitação nival (neve) no estado do Rio de Janeiro, mais especificamente, no Pico das Agulhas Negras, inclusive, com imagens que comprovam.
 
Na elaboração desta, pesquisei outras fontes na Internet, sobretudo, mais recentes, já que há registros de neve em nosso estado por vários anos, sendo a de 1985 considerada a maior de todas (não sei a nível de Brasil, mas no estado, esta foi).
 
Para haver precipitação de neve é preciso que a umidade do ar esteja elevada e a temperatura abaixo de zero.
 
De acordo com os dados levantados, o registro histórico de queda de neve, durante o inverno, no Parque Nacional do Itatiaia e em sua parte alta, isto é, no Pico das Agulhas Negras se resume em:

. 1867: Primeiro registro de nevasca em Itatiaia.
 
. Junho de 1985: A neve que caiu no Parque Nacional de Itatiaia foi considerada atípica e atraiu bastante turistas. De acordo com o jornal O Globo, até na capital do estado, foi realizada uma operação de recolhimento de mendigos das ruas devido as baixas temperaturas.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Itamonte Net)
 

Imagens capturadas na Internet
(Fonte: Blog Assomar)
 
. Julho de 1988: Os termômetros registraram - 9˚C, sendo a temperatura mais baixa dos últimos 12 anos. A neve caiu por volta das 21 h e, somente por volta das 10h30m, do dia seguinte, o Sol seguiu derreter a neve. Muitos turistas aproveitaram para fazer bonecos de gelo e quebrar a capa de gelo formada na superfície dos córregos.
 
. Julho de 1996: Com a temperatura registrando - 6˚C houve a formação de geada no Parque de Itatiaia e a vegetação amanheceu com uma fina camada de gelo.
 
. Agosto de 1999: Nevou na região durante dois dias.
 
. 2001: Nevou e a vegetação do Parque voltou a ficar coberta de neve e gelo.
 
. 2004: A neve caiu no alto da Serra de Itatiaia, sendo precedido por um temporal de granizo. O fenômeno durou 30 minutos e foi observado em áreas acima de 2 mil metros.
 
. Maio de 2009: Formação de geada com registro de - 3˚C.
 
. Junho de 2010: Com as temperaturas baixas houve a formação de geada.
 

 Imagens capturadas na Internet
 
. Setembro de 2012: Houve queda de neve na área mais alta do Parque, cuja temperatura atingiu -9° C.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: ICMBio)
 
. Julho de 2013: Os termômetros registraram dez graus negativos (-10°C) no Pico das Agulhas Negras.
 
De acordo com o site Itamonte Net há registro, ainda, de temperaturas baixas, com nevascas na região, nos anos de 1928, 1970, 1973, 1975.

Fontes:

. Itamonte Net

. O Globo

Temperaturas Baixas e Neve no Estado do Rio de Janeiro

Todo ano, quando inicio as aulas sobre Clima ou Regionalização da Terra por Zonas Térmicas (ou Domínios Climáticos), as reações dos alunos são sempre as mesmas, isto é, de total espanto misturado com certa descrença, uma vez que muitos não acreditam e duvidam das minhas palavras.
 
Afinal, como imaginar neve no estado do Rio de Janeiro, ainda mais morando na capital (município de mesmo nome), estando acostumado com as altas temperaturas e chuvas no verão?
 
Realmente, para muitos, é algo surpreendente, porém fácil de entender...
 
Pois bem, estou me referindo aos registros de neve no Pico das Agulhas Negras, localizado na Serra da Mantiqueira, entre os municípios de Itatiaia e Resende (no estado do Rio de Janeiro) e o município mineiro de Bocaina de Minas.
 
Com os seus mais de 2.790,00 metros de altitude, este é considerado o ponto culminante do nosso estado, ocupando a sexta posição entre os pontos mais altos do país.
 
Como entender a precipitação nival (neve) no estado do Rio de Janeiro, se este se encontra – assim como a maior parte do território nacional - na Zona Térmica classificada como a mais quente e úmida do planeta (Zona Tropical ou Intertropical)?
 
Para entender é preciso compreender os efeitos dos dois principais fatores que determinam o clima de uma região, isto é, a Latitude e a Altitude. Embora, existam outros fatores que possam influenciar também as condições climáticas, mais pontuais, como as massas de ar, as correntes marítimas, a continentalidade, a maritimidade e a disposição de relevo, a latitude e a altitude se destacam na determinação e influência climática.
 
A Regionalização ou Divisão da Terra em cinco Zonas Térmicas tem por base a relação Latitude versus Radiação Solar. Em razão da forma esférica da Terra, com leve achatamento nos polos (geoide), a incidência dos raios solares não vai apresentar a mesma intensidade em toda a superfície terrestre.
 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: Geografia Net)


Nas áreas próximas à linha do equador, que corresponde a parte mais larga do planeta, a intensidade vai ser maior (temperaturas mais altas), pois os raios solares atingem à superfície de forma perpendicular. Já na direção dos polos, com o formato do planeta é mais arredondado, estes incidem de forma inclinada, atingindo a superfície com menor intensidade.
 
Em razão disso e da influência da Latitude verifica-se uma diminuição da temperatura da linha do equador em direção aos polos, ou seja, das baixas às altas latitudes, a temperatura diminui.
 
Vale, ainda, ressaltar neste item que o território nacional não se encontra totalmente localizado na Zona Tropical ou Intertropical, tendo em vista que a região Sul do país se localizada na Zona Temperada do Sul e, em consequência disso, esta apresenta condições climáticas distintas das demais regiões brasileiras. É por esta razão que a precipitação nival (neve) é comum na região, durante o inverno, sobretudo, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 
Se o estado do Rio de Janeiro está localizado na Zona Tropical ou Intertropical, com condições climáticas quentes e úmidas, como se explica a ocorrência de precipitação nival no Pico das Agulhas Negras?
 
Simples! O fator, neste caso, não é a Latitude, mas sim, a Altitude. Sendo esta definida como a distância ou a altura de um determinado ponto em relação ao nível médio do mar. Conforme a altitude aumenta, a temperatura diminui. Isso se dá em razão da incidência solar ocorrer de forma inclinada e, também, pelo fato do ar ser mais rarefeito nas altas altitudes, possuindo – com isso – menor capacidade de acumular calor.
 
Em média, a cada 200 metros de altitude, a temperatura diminui cerca de 1º C a 2º C.
 

 Imagem capturada na Internet

(Fonte: Geógrafos)
 

Por esta razão, ou seja, pela altitude, cai neve no Rio de Janeiro, mais especificamente, no Pico das Agulhas Negras.
A imagem, abaixo, eu cheguei a comentar com os alunos durante a explicação em sala de aula. Nesta é possível ver a conjunção dos dois fatores, cujas temperaturas são bastante distintas. Trata-se do monte Kilimanjaro, pico culminante do continente africano, na Tanzânia, que em razão da altitude apresenta as chamadas “neves eternas”, embora - devido a latitude - o país esteja localizado na Zona Tropical ou Intertropical (a mais quente do planeta).
 

 Imagem capturada na Internet