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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bate-Boca na Primeira Sessão Plenária do Senado Federal


Senado Federal - Imagem capturada da Internet


Hoje foi transmitida pela TV por assinatura, através do Canal 118 (TV Senado) a primeira sessão plenária do Senado Federal, após o término do recesso legislativo.

No plenário, os principais pronunciamentos giraram em torno da crise vigente na "Casa" em razão das denúncias que pairam sobre o presidente do Senado, José Sarney. Na verdade, as discussões só iniciaram após o mesmo ter presidido a sessão e ter saído do recinto.

Como era de se esperar o embate e as opiniões divergentes ecoaram um clima de discórdia: tinham aqueles que pregavam - ora de forma enfática ora de forma sutil, a renúncia do senador José Sarney, enquanto um outro grupo defendia a permanência deste, ressaltando agressivamente os seus argumentos em oposição ao primeiro grupo, contrário a sua conservação na presidência da Casa.

Eu não pude acompanhar todos os pronunciamentos, mas assisti o do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e o do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ambos defenderam a renúncia de José Sarney, sob diferente forma de entonação quanto a posição de cada um diante da situação vigente.

O primeiro sofreu muitas retaliações por parte dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), os quais veemente defenderam a permanência do presidente do Senado. Pode-se dizer que houve um verdadeiro e intenso bate-boca no plenário.

Ouvindo o senador Fernando Collor falar de forma agressiva, inclusive, "ameaçando" Pedro Simon, caso ele mencionasse novamente o seu nome (mandou que Pedro Simon engolisse suas palavras, entre outras ofensas), lembrei-me do tempo de sua gestão como presidente do Brasil (1990-1992), dos escândalos de corrupção que marcaram o seu governo e do processo de impeachment, que o afastou da presidência e da política por oito anos.

Como eu mesma já mencionei em outra postagem... a nossa memória é curta. Esquecemos de rever o histórico de vida e de gestão política dos candidatos durante o processo eleitoral e, de forma contínua, os erros se repetem e são revigorados através de novos processos de nepotismo, de corrupções, de falcatruas, CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) terminando em pizza etc. como um círculo vicioso.

Diferentemente na forma de conduzir o seu discurso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mesmo pronunciando em favor do afastamento de José Sarney, lembrou de alguns atos na vigência do governo presidencial deste. Alguém (não sei dizer quem foi) lhe chamou a atenção quanto à criação do SUS (Sistema Único de Saúde), que foi sob o seu governo (José Sarney).

Infelizmente, não pude continuar a assistir ós pronunciamentos dos demais, pois tive que sair. Mas, cheguei a assistir um pouco o discurso da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e o final da plenária, quando o 3° Secretário do Senado Federal, o senador Mão Santa (PMDB-PI) deu por encerrada a Sessão, que teve início às 14h e terminou às 19h59min.

Tomei conhecimento, depois, que alguns senadores (além de Eduardo Suplicy) fizeram questão de lembrar, em seus pronunciamentos na plenária, das grandes realizações de José Sarney enquanto presidente do país (1985-1990).

Ora, como qualquer cidadã comum, eu não acho isso nada demais, afinal este deveria ser o seu verdadeiro papel e função, como governante, não? Ou estes foram realizados sob a forma de favor?

Eu acho uma graça isso... É como se tivessemos a obrigação de perdoar todos os erros dos políticos, uma vez que algo foi feito pelo povo. Essa é obrigação deles, mas como já estamos acostumados com os belos discursos e poucas realizações, o quê é feito tem que ser enaltecido anos após anos...

No quê tudo isso vai resultar, a gente não sabe ao certo, mas podemos até arriscar em um palpite e apostar, face às experiências passadas, similares, nas diferentes instâncias dos três Poderes.

Mas, seria bom que os condutores tomassem outro caminho. Caminho este, iluminado por uma questão de dignidade, de ética, de moralidade na política brasileira e no exercício de seus membros ativos em suas respectivas funções públicas. O povo brasileiro merece ver isso acontecer.

sábado, 1 de agosto de 2009

Mensagem: O Analfabeto Político

Como mencionei, na postagem anterior, tenho vários textos que podem ser trabalhados com os alunos acerca desta temática: política.

Há diversos pontos conexos, tanto a nível nacional quanto internacional, tais como: a ética, o mensalão, a ditadura militar no Brasil, a instabilidade política da América Latina, o populismo "autoritário", entre outros.

Hoje, estou postando "O Analfabeto Político", justamente, para servir de base às discussões acerca da importância da eleição, do voto, do histórico dos candidatos (quesito que muitos de nós esquecemos de lembrar na hora do sufrágio), o cenário atual da política do Brasil etc.

Imagem capturada da Internet




O ANALFABETO POLÍTICO

Bertolt Brecht
O pior analfabeto
É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Crônica: O diabo e a política



Imagem capturada da Internet

Em nenhum momento, quero ratificar uma posição apolítica de minha parte, de descrédito total à política e aos políticos do Brasil. Mas, ignorar os escândalos e as corrupções que rodeiam o universo desta e de seus membros ativos envolvidos é permanecer indiferente às causas éticas, sociais, políticas e econômicas do país.
 
Política é um tema bastante rico de ser discutido em sala de aula e eu poderia, inclusive, postar diversos textos introdutórios para conduzir tais discussões.
 
Em geral, a maior parte dos alunos não gosta de temas ligados à política, pois os consideram chatos e de difícil compreensão... Mas, à partir do momento que muitos são eleitores ou futuros votantes, cabe sim, levar a discussão para a sala de aula.
 
Não só neste aspecto, mas também para atualizá-los quanto aos problemas que vinculam a nossa realidade, no âmbito da política brasileira e quanto a importância da interação do cidadão comum nesta área.
 
A política do Brasil é, na verdade, o retrato do povo que lhe elegeu. Daí, a necessidade de tratarmos deste assunto com eles, os alunos.
 
Com relação a isso, vou postar alguns textos e crônicas acerca deste tema.
 
O DIABO E A POLÍTICA
                                                                                         Carlos Heitor Cony
 Naquela aldeia, todos roubavam de todos, matava-se, fornicava-se, jurava-se em falso, todos caluniavam todos. Horrorizado com os baixos costumes, o frade da aldeia resolveu dar o fora, pegou as sandálias, o bordão e se mandou. Pouco adiante, já fora dos muros da aldeia, encontrou o Diabo encostado numa árvore, chapéu de palha cobrindo seus chifres. Tomava água de coco por um canudinho, na maior sombra e água fresca desde que se revoltara contra o Senhor, no início dos tempos.
 
O frade ficou admirado:
 
O que está fazendo aí, nessa boa vida? Eu sempre pensei que você estaria lá na aldeia, infernizando a vida dos outros. Tudo de ruim que anda por lá era obra sua, assim eu pensava até agora. Vejo que estava enganado. Você não quer nada com o trabalho. Além de Diabo, você é um vagabundo!”.
 
Sem pressa, acabando de tomar o seu coco pelo canudinho, o Diabo olhou para o frade com pena:
 
Para quê? Eu trabalho desde o início dos tempos para desgraçar os homens e confesso que ando cansado. Mas não tinha outro jeito. Obrigação é obrigação, sempre procurei dar conta do recado. Mas agora, lá na aldeia, o pessoal resolveu se politizar. É partido pra lá, partido pra cá, todos têm razão, denúncias, inquéritos, invocam a ética, a transparência, é um pega-pra-capar generalizado. Eu estava sobrando, não precisavam mais de mim para serem o que são, viverem no inferno em que vivem”.
 
Jogou o coco fora e botou um charuto na boca. Não precisou de fósforo, bastou dar uma baforada e de suas entranhas saiu o fogo que acendeu o charuto:
 
Quando entra a política, eu dou o fora, não precisam mais de mim”.

Escândalos no Senado II: Artigo do Folha OnLine



Desde ontem, os principais jornais televisivos transmitem o pronunciamento do nosso presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva acerca dos escândalos no Senado e, inclusive, se colocando totalmente indiferente, neutro à figura e às denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney.

Como eu havia postado a respeito da Crise no Senado, achei oportuno compartilhar - neste espaço - o artigo do repórter (Folha OnLine) Valdo Cruz, publicado hoje.

A grande expectativa fica para semana que vem, quando termina o recesso parlamentar e o Conselho de Ética iniciará a abertura e a análise dos processos com as diversas denúncias contra José Sarney, os quais podem levar à cassação de seu mandato.
Confiram o artigo...

31/07/2009
O problema é do Lula, sim!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o futuro do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não é problema seu. Questionado se discutiria com o aliado peemedebista seu futuro à frente do comando do Senado, Lula disparou: "Não é um problema meu [a permanência de Sarney]. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado nem votei para ele ser senador do Maranhão (sic)", confundindo o Estado pelo qual o peemedebista foi eleito, o Amapá.

Com todo respeito, nada mais falso. Verdade que, votar, ele realmente não votou em Sarney. Mas que trabalhou pela eleição do aliado, ah, isso ele fez. Que o diga o senador petista Tião Viana, derrotado por Sarney na disputa pelo comando do Senado. Na época, o petista reclamou da falta de apoio do Palácio do Planalto.

Ao dizer ontem publicamente que Sarney não é problema seu, Lula não foi fiel ao que vinha dizendo em particular. Ao próprio presidente do Senado e demais aliados peemedebistas, Lula mais de uma vez defendeu a permanência de Sarney no cargo. Reiterou esse apelo nessa semana, durante conversa por telefone.

O mesmo presidente que ontem disse que Sarney não é problema seu comandou uma operação para enquadrar os senadores petistas antes do recesso parlamentar, quando a bancada do PT no Senado ensaiou abandonar o peemedebista. Foi um rolo compressor, constrangedor para os senadores. Na época, ele foram obrigados a desdizer o que já haviam dito sobre Sarney.

Agora mesmo, na reta final do recesso, Lula entrou em ação para solicitar a seus companheiros que maneirassem no tom em relação ao presidente do Senado. E prometeu ao PMDB trabalhar, mais uma vez, para que nem todos os 12 senadores do PT abandonem José Sarney em seu momento mais delicado.

O fato é que Lula já defendeu publicamente Sarney várias vezes. Estava pegando mal junto ao eleitorado. Daí que ele já havia avisado que passaria a ser econômico nas palavras em relação ao presidente do Senado, evitando novas declarações públicas de apoio. Mas não se furtaria a trabalhar nos bastidores em nome do peemedebista.

E dificilmente Lula poderá abandonar totalmente Sarney. Afinal, ele sabe muito bem o problema que criará se assim o fizer. Um PMDB abandonado no Senado pode dar o troco nos trabalhos da Casa, mais precisamente na CPI da Petrobras. Tudo que Lula não deseja.

A dúvida é sobre a resistência de Sarney diante do agravamento da crise que enfrenta desde sua posse, em fevereiro. Familiares dizem que estão pressionando pela sua saída. Mas os aliados mais próximos no PMDB garantem que ele está firme no posto e comandando a estratégia de sobrevivência, que passa pela representação no Conselho de Ética contra o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio.

A verdade é que o cenário está um pouco nebuloso nessa semana. Na próxima, com a volta dos trabalhos do Congresso, tende a ficar mais claro. Até lá, nada deve acontecer.

Valdo Cruz, 48, é repórter especial da Folha. Foi diretor-executivo da Sucursal de Brasília durante os dois mandatos de FHC e no primeiro de Lula. Ocupou a secretaria de redação da sucursal. Escreve às terças.

E-mail:
valdo@folhasp.com.br


Fonte: Folha OnLine

quinta-feira, 30 de julho de 2009

José Sarney: Crise no Senado


Não é à toa que a política brasileira não é levada a sério e, muito menos, a maior parte dos seus membros ativos - os políticos - são considerados sérios e de total confiança...

Com escândalos ou não, terminando em pizza ou não as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), entre outros "furos" de nossos políticos e governantes, uma coisa é certa, a política no país serve como matéria prima para a piada, fortificando - cada vez mais - o descrédito naqueles que representam e tem o papel de fazer algo pela coletividade, pela sociedade.





Escândalos nos Senado: As denúncias protocoladas contra José Sarney


Muito se ouve falar acerca das denúncias contra José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Senado e estas não são poucas...

Como a política é uma área de pouco afinidade entre a grande maioria dos estudantes, achei oportuno postar as acusações que pairam sobre a sua atitude e ética enquanto membro ativo do governo, eleito pelo povo e presidente do Senado.

Os escândalos que envolvem o senador José Sarney iniciaram no mês passado e, desde então, a pressão vem aumentando, com pedidos para que o mesmo tire licença ou renuncie ao cargo.

Os pedidos, encaminhados ao Conselho de Ética, deverão ser analisados agora, em agosto, após o recesso parlamentar.

As principais denúncias protocoladas no Conselho de Ética contra o Senador José Sarney são, em ordem cronológica (
Revista Época):
 
. 29 de junho: O neto e o crédito consignadoO senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) entregou um documento com 18 acusações contra José Sarney, todas divulgadas na imprensa. Entre estas há denúncias de que vários atos secretos beneficiaram parentes do senador e de alguns de seus aliados.

A mais grave de todas, publicada no jornal Estadão, se refere ao esquema do crédito consignado para os funcionários do Senado, o qual incluía entre os seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto do senador José Sarney.

Dono da empresa Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda, José Adriano intermediava – desde 2007 - a concessão de empréstimos - de seis bancos - aos servidores, com desconto na folha de pagamento.
 
. 30 de junho: Atos secretos
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) protocolou representação, na qual solicita investigação sobre a suposta quebra de decoro parlamentar cometida pelo presidente do senado José Sarney: atos secretos tiveram “suspeição relevante”.
 
. 10 de julho: Suposto desvio de dinheiro da Petrobras
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) entregou pedido solicitando investigação acerca do suposto desvio de R$ 500 mil realizado pela Fundação José Sarney – entidade privada instituída pelo presidente do Senado.
 
Segundo reportagem do Estadão, a entidade recebeu R$ 1,3 milhão da Petrobras para digitalizar todo seu arquivo, mas o trabalho nunca saiu do papel.
 
. 14 de julho: Acusação de mentir no PlenárioO senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) protocolou ação contra Sarney declarando que ele mentiu ao Plenário, no dia 9 de julho, quando este afirmou não ter “responsabilidade administrativa” sobre a Fundação José Sarney, que teria desviado dinheiro da Petrobras.

Uma reportagem do jornal Estadão, publicada no dia 10 de julho, já havia divulgado que o senador era o presidente vitalício e fundador da referida entidade, tendo – por isso - como uma de suas prerrogativas “assumir responsabilidades financeiras”.
 
. 23 de julho: O namorado da netaO senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) denunciou Sarney por sua suposta participação em uma negociação para dar emprego ao namorado de sua neta, Maria Beatriz, no Senado.

O senador Arthur Virgílio se baseou na reportagem publicada pelo Estadão, do dia 22 de julho, com áudios da operação Boi Barrica, da Polícia Federal.

Nas gravações, seu filho Fernando Sarney diz à filha que precisa falar com o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, e com José Sarney, para tentar arrumar emprego para o namorado da mesma.
 
. 28 de julho: PSDB entra com três ações contra SarneyO presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Sérgio Guerra (PE), protocolou três denúncias contra José Sarney, baseadas nas quatro ações que Arthur Virgílio (PSDB-AM) havia proposto sozinho.

As três ações dizem respeito às acusações nos casos da Petrobras, dos atos secretos e do crédito consignado aos funcionários do Senado.
 
. 29 de julho:Psol denuncia quebra de decoro
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) entregou uma representação, acusando José Sarney de quebrar o decoro parlamentar por vários motivos: omissão de um imóvel em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral; o uso de recursos públicos de forma irregular por meio da Fundação José Sarney e pelas mentiras ao prestar informações sobre a relação de com a entidade.
 
. 29 de julho: Sarney teria vendido terras sem pagar imposto
Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF), também, protocolaram denúncia contra José Sarney baseados em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, no qual o senador é acusado de vender terras na divisa de Goiás com o Distrito Federal (Fazenda São José do Pericumã), as quais nunca foram registradas em seu nome. Utilizando deste artifício, este deixou de pagar impostos.

José Sarney comprou a Fazenda São José do Pericumã no início dos anos 80 e a vendeu em setembro de 2002.
 
. 29 de julho: Informações privilegiadas da Polícia FederalArthur Virgílio (PSDB-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF) formalizam denúncia contra Sarney, acusando o agente da Polícia Federal Aluizio Guimarães Filho – cedido pelo Palácio do Planalto ao senador José Sarney, na cota de funcionários de ex-presidentes – de passar informações privilegiadas da Polícia Federal ao grupo comandado pelo filho do senador, Fernando Sarney. A denúncia foi feita pelo jornal Correio Braziliense.