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sábado, 5 de dezembro de 2009

Humor: Política Brasileira



Imagem capturada na Internet

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Dois políticos analisam uma proposta de negociata em Brasília. São muitos milhões em jogo. Um deles pergunta:

- Quando nos dariam por isso?

- Num país sério, nos dariam uns quinze anos, eu acho.

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DISTRAÇÃO

E no Congresso Nacional daquele país:

- Sua excelência quer fazer o favor de tirar a mão do meu bolso?

- Perdão, excelência. Pensei que sua excelência estivesse distraído.

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VEXAME

- Sabe qual o maior vexame a que um político pode ser submetido?

- ?!

- É ser confundido com um homem honesto.

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Você sabe como identificar quando um político está mentindo?

É quando os lábios dele se movem.

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EM BRASÍLIA

Um ladrão se aproxima de um senhor todo enfarofado e fala:

— Me passa o seu dinheiro.

O enfarofado senhor fica indignado e retruca:

— O quê?! O senhor sabe com quem está falando? Eu sou de-pu-ta-do!!!

— Então me passa O MEU dinheiro.


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Os Profissionais... na Política Brasileira




Imagem capturada na Internet


OS PROFISSIONAIS


Um político ia andando pela rua, passou em frente a um banco e lembrou-se de que precisava de algum dinheiro. Entrou no banco e viu que estava sem a carteira, sem o cartão do banco, sem cheques e sem documentos. Mesmo assim foi falar com o gerente para ver se ele quebrava o galho.

- Bem, - disse o gerente - é difícil atender o seu pedido. Eu não conheço o senhor, o senhor não tem documentos. Agora, se o senhor provar quem é, talvez eu possa fazer alguma coisa.

- O que é que você está querendo dizer? Eu sou um deputado muito importante - falou o político com a peculiar arrogância.

- É o seguinte: um dia desses entrou aqui no banco o cantor Alceu Valença. Ele não tinha documentos, mas cantou um trecho de "Morena Tropicana". Com isto, ele comprovou a identidade dele e eu autorizei o saque. Outro dia, isso aconteceu com o Romário. Ele não tinha documentos, mas comprovou a identidade dele dando um show de bola. Entendeu?

- Ah, entendi.

O político pensou um pouco e falou:

- Mas eu não sei fazer nada, só faço trampolinagens, maracutaias, safadezas, essas coisas...

- Quanto é mesmo que o senhor quer sacar? O senhor quer em notas de cinqüenta ou de cem reais?

Charges: Corrupção na Política


Imagem capturada na Internet




Charge é uma manifestação, por parte do chargista, crítica da sociedade, tanto político quanto social, geralmente é contestadora e reflexiva, que necessita da boa informação do espectador para ser bem compreendida. A charge tem uma certa vida útil, isto é, como sempre se refere a um assunto vigente, quando o fato que a gerou é esquecido ela perde a sua força. Obviamente há assuntos que podem alimentar uma charge em todas as épocas, tipo injustiça social, miséria, preconceito e coisas assim”.



Infelizmente, o nosso sistema e a prática política se incluem na categoria de tema presente em todas as épocas. É evidente que, por termos vários partidos políticos, ora um fica em evidência mais do que o outro e vice-versa.

Apenas, o povo - seus eleitores - é o ator coadjuvante permanente. Por culpa dele mesmo, talvez! Pois, muitos se esquecem, rapidinho, das falcatruas, da corrupção, da vida pública e política incoerente com a ética, a moral, a honestidade e os princípios pelos quais os candidatos ao pleito eleitoral discursaram e se fizeram passar por homens públicos voltados para as causas sociais, econômicas e políticas de seu povo.

Infelizmente, mesmo diante da saída e da entrada de um novo governo e de seus membros, das mudanças de cenário e, inclusive, da conjuntura histórica ser outra, a prática da corrupção está tão enraizada no país, que os poucos que ainda acreditam sobre o seu fundamental papel como agentes públicos, capazes de representar e de lutar pelos anseios da sociedade acabam sendo pressionados pela grande maioria, que faz desta uma forma de se enriquecer ilicitamente em detrimento às causas sociais e ao príncípio ético da verdadeira política.

Infelizmente...





















































Fontes: Todas estas imagens foram capturadas em diversos sites na Internet.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mais um Escândalo na Política Brasileira


Imagem capturada no Globo.com

"De tanto ver triunfar as nulidades,
tanto ver prosperar a desonra,
tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".



(Ruy Barbosa)




A minha intenção era postar anteontem esta matéria, principalmente após ter lido nos jornais duas frases do nosso Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, ao final do dia, depois da minha escola noturna, o cansaço me venceu e eu acabei adiando, adiando e, hoje, resolvi postar, mesmo cansada e com sono.

Na verdade, não é só pelo fato em si, por ser inadmissível a rotina como estes escândalos estão vindo à tona... mas eu estou ficando seriamente temerosa que a frase de Ruy Barbosa, acima descrita, se torne um “lugar comum” para a sociedade brasileira.

Enquanto o povo ficar estarrecido com as notícias, a esperança ainda existe. Pior é chegarmos a um nível de análise que leve estes escândalos a um patamar debanalidade humana.

Mais uma vez, um escândalo envolvendo um esquema de distribuição de dinheiro (propinas) a políticos e aliados vem à tona e deixa o povo perplexo diante das telas de TV.

Desta vez, as denúncias envolvem o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), apontado como o comandante do referido esquema de distribuição de propina, o seu vice, Paulo Octávio (DEM), empresários e outros integrantes do governo.

Este escândalo já está sendo chamado de “mensalão do DEM”, em Brasília, isto é, divisão de proprina entre membros do governo do Distrito Federal, do partido Democrata (DEM).

As denúncias foram exibidas em diversos vídeos, tendo como pivô do escândalo o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que aparece nas imagens distribuindo a propina e em gravações de telefone com empresários, secretários e com o próprio governador José Roberto Arruda.

Durval Barbosa apresentou as gravações em troca de redução de pena, em caso de condenação.

As investigações fazem parte da Operação da Polícia Federal, denominada de Caixa de Pandora. No dia 27 de novembro (6ª feira), a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em Águas Claras, bem como em gabinetes de deputados distritais.

Os vídeos não deixam dúvidas do montante de dinheiro que “rola” por detrás das cortinas da política. A corrupção é grande, a quantia de dinheiro é grande e o número de pessoas envolvidas na distribuição de propinas é grande demais...

A série de vídeos apresentada nas mídias mostra o atual Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, recebendo dinheiro para a sua campanha, na época em que concorria o pleito eleitoral.

Com a exibição do vídeo, este negou a versão apresentada, alegando que defeitos no gravador devem ter provocado alterações nos diálogos, pois o mesmo estava discutindo a distribuição de dinheiro que seria para os membros do governo.

Em outro vídeo, as imagens também são comprometedoras e, ao mesmo tempo, absurdas. Elas mostram o presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente (DEM), guardando o dinheiro recebido em várias partes do corpo, inclusive, nas meias.

O mesmo explicou que guardou o dinheiro nas meias porque não tinha pasta, mas admitiu que recebeu "ajuda financeira não-contabilizada" para a campanha de 2006.

Outra aberração em nossa política, foram as imagens de deputados distritais orando, em voz alta, depois da divisão de propina.

Em um outro vídeo, aparece o dono de jornal em Brasília guardando dinheiro na cueca.

Há, ainda, um vídeo mostrando o empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, reclamando do pagamento de proprina. Ele aparece perguntando a Durval Barbosa, na época Secretário de Relações Institucionais, a participação do vice-governador, Paulo Octávio, no recebimento da propina.

Mas, o pior foi ouvir as palavras proferidas pelo nosso representante máximo, Presidente Lula, em relação aos vídeos, “A imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, é todo o processo de investigação. Quando tiver toda a apuração e investigação terminadas, a Polícia Federal vai ter que apresentar o resultado final do processo. Aí você pode fazer juízo de valor e mesmo assim quem vai fazer é a Justiça”

E, para completar, afirmar que... “Não estou acompanhando, porque está na esfera da Polícia Federal e se está na esfera da Polícia Federal o presidente da República não dá palpite, espera a apuração para depois falar alguma coisa.

Fica difícil acreditar que a política brasileira vai mudar.

Como diz a letra da música...



Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um
Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um.

Fontes: Folha OnLine; Globo.com


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Visita do Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil


Presidentes Lula e Ahmadinejad - Imagem capturada na Internet (eBand)


A visita de Mahmoud Ahmadinejad, por um dia, ao Brasil, foi marcada por muitos protestos e indignação. Todos os olhos do mundo se voltaram para o Brasil, mesmo antes deste ter desembarcado no país, ontem dia 23 de novembro.

Mas, quem é Mahmoud Ahmadinejad? Por que tanta controvérsia em sua vinda ao país? Por que ele é considerado uma das personalidades mais polêmica e criticada na Comunidade Internacional?

Saiba, um pouco...

Mahmoud Ahmadinejad é o presidente da República Islâmica do Irã, localizado no sudoeste da Ásia, na região do Oriente Médio.

Um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Irã (denominado de Pérsia até 1935) possui um governo teocrático (islâmico), isto é , segue os preceitos do islamismo (os aiatolás agem por inspiração divina/livro do Alcorão).

O Aiatolá All Khamenei, atual Líder Supremo do Irã, é a autoridade máxima do país. Considerado ultraconservador, ele controla a Política, o Judiciário e a mídia.

A polêmica em cima da figura do presidente Mahmoud Ahmadinejad, eleito em 2005 e reeleito – sob suspeita de fraude – em 2009, tem várias razões de ser e, entre estas, destacam-se:
- postura conservadora e fechada à qualquer tipo de abertura democrática e concessão de direitos às mulheres;

- prega a intolerância com homossexuais;

- declara-se oponente em potencial do ocidente, mais especificamente, dos Estados Unidos, sustentando e difundindo a bandeira do antiamericanismo;

- promove programa de enriquecimento de urânio, programa nuclear com sérias controvérsias internacionais, que acabou resultando em sanções pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar de alegar que o mesmo é para fins energéticos, sua cooperação com a Coréia do Norte, no desenvolvimento de mísseis, não deixa dúvidas quanto as suas reais pretensões;

- defende a extinção de Israel, substituindo-o por um Estado Palestino;

- alega a inexistência do Holocausto, o assassinato de milhões de judeus pelos nazistas, na II Guerra Mundial.

Sua vinda ao Brasil, além de causar protestos e indignação, como mencionei anteriormente, foi capaz – também – de colocar o país na berlinda perante o cenário mundial.

Alguns interpretam e atribuem à política do país uma chave para a sua auto-afirmação como uma grande potência na América Latina e da ampliaçõ de sua influência no cenário internacional.

Todavia, há quem duvide que suas relações diplomáticas com o Irã possa beneficiar a sua imagem, no mundo, como “líder nas negociações de paz”.

Não resta dúvida que a influência do Brasil - no plano internacional - aumentou expressivamente nos últimos anos, contudo – dependente das relações políticas envolvidas – a postura do segundo país pode aniquilar a imagem e as “boas” intenções do país mediador.

O nosso presidente da República tem noção dos riscos por quais o Brasil passa por tentar uma aproximação e relações políticas e econômicas com países teocratas, subjulgados no cenário mundial.

Em contrapartida, o presidente iraniano declarou apoio ao ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente.

Este foi o terceiro encontro do presidente Lula com Ahmadinejad, sendo que – pela primeira vez – o Brasil recebe a visita de um presidente iraniano. Os dois primeiros encontros de ambos os presidentes aconteceram no Equador e nos EUA. Está previsto, para o primeiro semestre de 2010, a ida do presidente Lula ao Irã.

domingo, 25 de outubro de 2009

MEC Recomenda o Uso de Nomes Sociais nas Instituições de Ensino

Ontem, saiu uma reportagem no Jornal O Globo (página 16) acerca da recomendação do Ministério de Educação e Cultura (MEC) sobre a substituição dos nomes originais dos alunos travestis e transexuais por seus respectivos nomes sociais.

A recomendação do Secretário André Lázaro (SEDAC/MEC) foi para as Secretarias Estaduais de Educação, cabendo os estabelecimentos de ensino adotar os nomes sociais dos alunos, que devem constar nas fichas de matrículas, bem como nos Diários de Classe (Fichas de Chamada).

Acho mais do que correto, pois mesmo nunca tendo presenciado uma situação similar, o constragimento é muito grande face a chamada de um nome masculino e a resposta vir de uma "mulher".

Nome social é o nome adotado pelos travestis e transexuais, quando estes assumem a sua feminilidade e se vestem como tais.

Muitos acreditam que o assunto é polêmico, inclusive, com argumentos que os diretores não estão preparados para lidar com estas categorias.

Eu discordo! É apenas uma questão de respeitar o direito adquirido do outro. Não vejo grandes empecilho nisso. Não vejo também dificuldades, por parte da Direção, o tratamento e a adequação necessária conforme as orientações do MEC.

A fim de contextualizar a situação-problema, vejamos o caso da Rogéria, travesti brasileiro bastante conhecido nas mídias; o seu nome verdadeiro é Astolfo Barroso Pinto.

Imaginemos uma sala lotada de alunos, de faixa etária variando de adolescentes a adultos; o professor faz a chamada e ao citar Astolfo, a Rogéria - imediatamente - responde "presente"...

Realmente, a orientação é mais do que justa e faz juz à prática democrática nas escolas.


Astolfo Barroso Pinto (Travesti Rogéria) - Imagem capturada na Internet



A orientação do Secretário do MEC não deixa claro quanto ao Certificado de Escolaridade, mas com certeza, ele deve pronunciar algo a respeito. Neste caso, acredito que valha o nome verdadeiro. Não sei...

O fato de poder empregar o nome social já demonstra uma conquista da categoria. E, quem sabe, muitos não voltam a estudar em função de ter a sua nova identidade respeitada, colocando um ponto final - também - nas gozações e no constrangimento geral.

sábado, 3 de outubro de 2009

Crise política em Honduras: finalmente o início de um diálogo promissor



Imagem capturada na Internet





Há tempo, estou para postar acerca das últimas notícias sobre a crise política de Honduras. Até porque, neste cenário, o Brasil acabou se envolvendo, seja sob o discurso de seu apoio e diálogo com o presidente deposto Manuel Zelaya, quer sob o refúgio deste na Embaixada do Brasil, ocorrido no dia 21 de setembro, após este ter retornado à capital do país (Tegucigalpa).

Para entender a crise por qual passa este país da América Central (continental) é preciso retornar ao mês de junho, quando houve o Golpe Militar e Manuel Zelaya – até então presidente de Honduras - foi deposto.

Isso se deu no dia 28 de junho (domingo), data marcada em que o referido presidente pretendia realizar um referendo (consulta popular) acerca das possibilidades de haver, no período das eleições de novembro deste ano, a votação para a criação de uma Assembleia Constituinte, visando modificar a atual Constituição do país, com a intenção – inclusive - a permitir sua reeleição.

Na época, a Justiça hondurenha já havia declarado a ilegalidade da proposta e, mediante a isso, o Exército negou auxílio na organização e durante o referendo. Como consequência disso, uma semana antes da consulta popular, o presidente Manuel Zelaya destituiu o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Romeo Vázquez.

A Suprema Corte ordenou que Zelaya readmitisse o referido general e este ignorou tal ordem, o quê acabou agravando mais ainda a crise política instalada no país.

Tanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestaram a fim de amenizar o embate criado entre o presidente hondurenho com o Congresso, a Suprema Corte e as Forças Armadas do país.

A oposição ao governo também pediu à população hondurenha que não participasse do referendo. E, em meio a tantos protestos e instabilidade política, os riscos de um Golpe de Estado ficaram cada vez mais em evidência no cenário nacional, bem como aos olhos da imprensa e entidades internacionais.

E, assim aconteceu...

Cerca de 2 horas antes do início do referendo, no dia 28 de junho, as Forças Armadas acabaram derrubando. O palácio presidencial foi cercado e tomado pelas Forças Armadas, pela manhã, por cerca de 300 soldados. O presidente, ainda de pijama, foi levado para instalações da Força Aérea e, depois, enviado à Costa Rica em asilo político.


Imagem capturada na Internet




Sob o discurso de que, na verdade, o que se sucedeu foi o triunfo da lei e não um Golpe de Estado, Roberto Micheletti, presidente do Congresso de Honduras, assumiu interinamente a Presidência do país.

E assim, desde o dia 28 de junho, quando houve a deposição de Zelaya, Honduras vive uma grande crise política, marcada por toques de recolher, greves e manifestações que passaram a fazer parte do cotidiano da população hondurenha. Tais manifestações, muitas das vezes, acabaram se transformando em verdadeiros confrontos e distúrbios entre as Forças de Segurança e os manifestantes, na capital Tegucigalpa.

A situação do país se agravou muito...

A Comunidade Internacional não reconheceu o governo interino e repudiou – desde o início - o Golpe de Estado em Honduras. Em sessão extraordinária, realizada no dia 30 de junho, com os representantes dos 192 países-membros, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou – com unanimidade - uma Resolução de repúdio ao Golpe de Estado no país, exigindo a restauração imediata e incondicional do presidente deposto.

Enquanto, por um lado, o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, tomava algumas decisões e decretava medidas, inclusive, inconstitucionais contra o retorno de Zelaya e qualquer ameaça interna sob este contexto, por outro lado, vários países se manifestaram contrários a Micheletti suspendendo parcerias e acordos comerciais com o país, retirando os embaixadores e diplomatas estrangeiros da capital Tegucigalpa, cancelando acordos de isenção de vistos, entre outros.

O Brasil, por exemplo, no dia 1° de julho, congelou uma lista de programas de cooperação e parceria com Honduras nas áreas de Energia, como o Projeto para a produção triangular de biocombustível no referido país (Brasil-EUA-Honduras) e o Programa com a Petrobrás para a construção de uma fábrica de lubrificantes.

Na área de Saúde, os programas entre o Brasil e Honduras também foram afetados, sendo interrompidos o Programa de Combate ao Mal de Chagas, a implantação de um sistema de sangue e hemoderivados, o de treinamento para manejo de bancos de leite humano e o da construção de um centro de traumatologia na capital, Tegucigalpa.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) advertiu e deu um ultimato de 72 horas ao presidente interino para que Manuel Zelaya fosse reconduzido ao poder. Caso não fosse cumprida esta determinação, Honduras seria suspensa da OEA.

Mas, antes mesmo de terminar o prazo das 72 horas, o governo interino anunciou que estava deixando de ser membro da referida Organização americana.

Com o apoio da Comunidade Internacional, durante todo o período em que esteve fora do solo hondurenho, Manuel Zelaya participou de diversas reuniões com líderes internacionais, sempre planejando e articulando o seu retorno ao país. O presidente venezuelano Hugo Chávez se tornou o principal aliado internacional de Manuel Zelaya.

No dia 5 de julho, em Assembleia Extraordinária, a OEA suspendeu Honduras da Organização, com 33 votos, sob o sistema votação com mão erguida. Tal medida de suspensão é legalmente assegurada com base na Carta Democrática Interamericana, assinada em 2001, na qual consta - em caso de ruptura da ordem democrática e de fracasso de iniciativas diplomáticas - a suspensão imediata de um país-membro da OEA.

Desde a assinatura do referido documento, esta foi a primeira vez que os países-membros da OEA decidem por uma suspensão. Anteriormente, a única medida similar se deu, em 1962, quando Cuba foi retirada do bloco.

Apesar de sua insistência em retornar ao país e retomar o seu poder, Manuel Zelaya foi advertido diversas vezes e por várias entidades e representantes políticos quanto aos riscos prementes de sua volta a Honduras. A própria OEA e a Igreja Católica alegaram que o seu regresso poderia piorar a situação política e social do país, mas Zelaya sempre se mostrou convicto de seus propósitos, mesmo sob as ameaças de prisão feitas pelo presidente interino Micheletti.

Na manhã do dia 4 de julho, o Cardeal Arcebispo Oscar Andrés Rodríguez fez um apelo ao próprio Zelaya, através da televisão e do rádio, para que ele não retornasse ao país no domingo, tal como ele almejava fazer.

"Pensemos se um regresso precipitado ao país, neste momento, poderia desencadear um banho de sangue. Eu sei que você ama a vida, eu sei que você respeita a vida. Até hoje ninguém morreu em Honduras. Por favor, medite, porque depois seria tarde demais", disse o Cardeal Arcebispo (Folha On Line).

O Cardeal Arcebispo Oscar Andrés Rodríguez é considerado a mais alta autoridade da Igreja Católica em Honduras e a mais respeitada no país, onde 97 % da população é católica. A Igreja sempre esteve ao lado do governo interino.

De nada adiantaram os apelos e as advertências...

No dia 5 de julho, Zelaya tentou voltar a Honduras, mas seu avião foi impedido de aterrissar no Aeroporto Internacional de Tegucigalpa. Houve confronto violento entre manifestantes e as Forças de Segurança, ocasionando além de feridos, o registro da primeira vítima fatal. Tal incidente foi duramente condenado pelos EUA, no dia seguinte.

Mediante o agravamento da situação no país, no dia 7 de julho, a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, indicou o presidente Óscar Arias, da Costa Rica, para atuar como mediador do conflito. Sua indicação se deu em razão do mesmo já ter sido agraciado, em 1987, com o Prêmio Nobel da Paz por ter desempenhado a ajudar a por fim a guerras civis na América Central.

As negociações mediadas por Oscar Árias com as comissões dos presidentes deposto e interino fracassam. A comissão de Micheletti rejeita o governo de reconciliação, enquanto o presidente deposto afirmou que o diálogo já estava "esgotado", incitando aos seus seguidores a promoverem uma "insurreição" contra o governo interino.

No dia 23 de junho, o referido presidente de Costa Rica e mediador da crise - entregou o Acordo de San José, plano para o retorno à constitucionalidade em Honduras, que incluía a restituição de Zelaya ao poder. Este foi analisado pela Corte Suprema de Justiça, no dia 23 de agosto, sendo rejeitada a possibilidade de restituição de Zelaya à Presidência.

Nem mesmo a Comissão de Ministros das Relações Exteriores dos países membros da OEA, que estavam em uma visita de dois dias em Honduras, conseguiram que o governo interino aceitasse o acordo para o regresso ao poder do presidente Zelaya.

Os EUA sofreram fortes críticas de que deveriam ser mais duros com o governo de Micheletti.
Manuel Zelaya veio ao nosso país, no dia 12 de agosto, sendo recebido pelo Presidente da República Lula, que reiterou o seu apoio a este e ao retorno da democracia em Honduras.

Imagem capturada na Internet

A instabilidade política e social no país continuou aumentando...

A Anistia Internacional denunciou o aumento das violações aos direitos humanos no país, denunciando que manifestantes opositores ao governo interino foram vítimas de detenções arbitrárias e de maus-tratos.

Ainda em agosto, o regime interino foi advertido através do Relatório da Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH), o qual relaciona mortes a golpistas no país, condenando também o emprego de armas de fogo contra os manifestantes.

Uma Delegação do Governo interino chegou até cogitar uma outra opção como saída para a crise em Honduras, propondo à OEA, no dia 28 de agosto, a renúncia tanto de Micheletti quanto de Zelaya, cabendo a uma terceira pessoa assumir a presidência.

O Secretário-Geral da Organização, José Miguel Insulza, recusou tal proposta, ratificando que o desfecho da crise perpassava pelo retorno ao poder de Zelaya.

Mesmo com todas as incertezas quanto ao rumo do país diante da crise, o governo interino deu início à campanha para a eleição presidencial, marcada para 29 de novembro. De acordo com o presidente interino, a eleição presidencial é "a solução única, final e definitiva" à crise. Mas, houve ameaça de boicote interno e externo se a votação ocorrer sob gestão dos golpistas.

Mais tarde, a Comunidade Internacional alertou que não irá reconhecer o novo presidente eleito.
No dia 19 de setembro, Zelaya completou 57 anos, o que foi comemorado por milhares de partidários do presidente. Este continuava exilado na Nicarágua, mas por pouco tempo...

Imagem capturada na Internet

No dia 21 de setembro, este conseguiu regressar à capital Tegucigalpa, indo se refugiar na Embaixada do Brasil. Manuel Zelaya chegou a pedir proteção ao nosso país, mas ao mesmo tempo afirmou que não tinha pretensão de pedir asilo político.

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, negou a participação do Brasil no planejamento do retorno do presidente deposto à capital de Tegucigalpa. Zelaya, em entrevista à TV, afirmou que teve a autorização do presidente Lula para se refugiar na Embaixada.

Imagem capturada na Internet



Milhares de simpatizantes cercaram a Embaixada brasileira para comemorar o regresso do presidente deposto a Honduras.

O presidente interino, Roberto Micheletti, pediu ao governo brasileiro que este concedesse asilo político a Zelaya ou, então, o entregasse às autoridades hondurenhas para que o mesmo pudesse ser julgado.

Por sua vez, o presidente deposto afirmou – sob a proteção da Embaixada do Brasileira - que ninguém voltaria a expulsá-lo de seu país e que seu lema seria "pátria, restituição ou morte".

No dia seguinte, a polícia de Honduras lançou sobre os manifestantes que se encontravam concentrados do lado de fora da Embaixada do Brasil, bombas de gás lacrimogêneo numa tentativa de dispersá-los. Inclusive, dois artefatos foram lançados também para o terreno da Embaixada brasileira.

Imagem capturada na Internet


Diante do incidente, o presidente Lula, que estava em Nova York para uma reunião da Assembléia Geral da ONU, solicitou ao governo de Micheletti que respeitasse o território brasileiro, aceitando uma solução "negociada e democrática".

No último dia 27 de setembro, Micheletti ameaçou violar a imunidade diplomática e invadir a Embaixada brasileira no prazo de 10 dias, caso o status de Zelaya não fosse definido. O presidente Lula respondeu que não aceitaria "ultimatos de governos golpistas".

Zelaya alegou inocência e que jamais tentou violar a Constituição para alterá-la e viabilizar sua reeleição. Ele também afirmou não acreditar que o governo interino tentasse invadir a Embaixada brasileira para tirá-lo à força.

Imagem capturada na Internet


E o impasse continua...

Uma comissão constituída por seis deputados brasileiros chegou à Embaixada brasileira, em Tegucigalpa, a fim de assegurar que o regime interino respeitará a imunidade da Embaixada. Eles também querem averiguar a situação dos diplomatas, dos familiares de Zelaya e dos jornalistas que permanecem em seu interior.

Eles devem se reunir ainda com o presidente Roberto Micheletti, para encontrar uma saída negociada para a crise política do país.

Por um lado, Adolfo Facussé – um influente líder empresarial de Honduras e presidente da Associação Nacional de Industriais (ANDI) - afirmou que Micheletti concordou em deixar o poder, na condição de Manuel Zelaya concordar em ser julgado e delegar a presidência a um Conselho de Ministros.

A esperança ressurge meio a intervenção, novamente, da OEA...

Ontem, no entanto, foi noticiado que no próximo dia 7 de outubro (4ª feira), uma comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) vai mediar uma reunião com cinco interlocutores de cada lado, isto é, representantes do governo interino (Micheletti) e do presidente deposto (Manuel Zelaya).

A negociação terá como ponto de partida o Acordo de San José, documento entregue pelo presidente costarriquenho Oscar Árias, que prevê o retorno à constitucionalidade em Honduras e a restituição de Zelaya ao poder.

O saldo da crise e dos distúrbios provocados entre militares e manifestares, de ambos os lados, desde o dia 28 de junho até hoje, segundo o Comitê de Defesa dos Direitos Humanos de Honduras é de 12 mortes. Número negado pela Polícia Nacional, que confirmou apenas quatro óbitos em função do Golpe de Estado.

Esperamos que as negociações da semana que vem coloquem um ponto final na instabilidade política e social em Honduras, bem como nas possibilidades de reavivar os Golpes Militares que, por muitos anos, marcaram a América Latina ou de incentivar o populismo-autoritarismo.

Fontes de Consulta

. Crise em Honduras - Revista Veja

. Folha On Line

. Polícia cerca a Embaixada Brasileira - Revista Veja

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Edward Kennedy:morre o último grande baluarte da família Kennedy


Imagem capturada na Internet


Conforme foi noticiado em todas as mídias, na 3ª feira (25/08), à noite, morreu o último líder político da família Kennedy, o Senador Democrático Edward Kennedy, aos 77 anos. Considerado o maior senador dos EUA da atualidade.

Um tumor no cérebro, descoberto no ano passado, encerrou sua luta contra a doença (câncer), abreviando sua vida pública como político nos EUA e em particular no clã dos Kennedys.

Ironicamente, há duas semanas atrás do seu falecimento, no dia 11 de agosto, sua irmã Eunice Kennedy morreu, vitimada por problemas associados a um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

De vida pública não tão expressiva quanto aos seus irmãos ligados à política dos EUA, esta se destacou em outras áreas baseada por sua experiência e amor à irmã mais velha Rosemary, que tinha problemas mentais.

Eunice Kennedy foi uma das criadoras dos Jogos Paraolímpicos e defensora dos direitos dos deficientes mentais. Sua filha casou com o ator e atual Governador Republicano da Califórnia, Arnold Schwargenegger.

Com a morte de Eunice e de Edward Kennedy, o único membro vivo desta família é a caçula das mulheres, Jean - 81 anos - que foi embaixadora americana na Irlanda.

Apelidado de Ted, Edward era o filho caçula do casal Joseph P. Kennedy e Rosemary Kennedy, ambos já falecidos, que tiveram mais oito filhos, sendo quatro homens e cinco mulheres.

Joseph P. Kennedy (sentado), sua esposa, Rosemary Kennedy (em pé) e seus nove filhos. Da esquerda, sentados: Eunic, Jean, Edward (no colo do pai), Patricia e Kathleen. Em pé: Rosemary, Robert, John, a senhora Kennedy e Joseph Jr. Foto: AP (capturada na Internet)


Descendente de imigrantes irlandeses, o empresário Joseph Pratick Kennedy foi Embaixador americano em Londres, na década de 30 (SéculoXX), mas o seu grande sonho era se tornar o primeiro presidente católico dos EUA. Aspiração esta, nunca alcançada, enquanto ele.

Ao sugerir ao governo norte-americano, às véspera da II Guerra Mundial, que estabelecesse um tipo de acordo com Adolf Hitler, o embaixador foi considerado simpatizante às idéias nazistas e, à partir disso, seu sonho à ascensão política foi desfeito.

Mas, como ele era obstinado, não desistiu de sua idéia, transferindo sua ambição à carreira do seu filho primogênito, Joseph Kennedy Jr.

No entanto, seu filho morreu tragicamente, aos 29 anos (1944), quando o avião que pilotava - em uma missão durante a II Guerra Mundial - foi abatido durante voo.

Em razão disso, a ambição paterna foi transferida para os outros filhos.

Com o seu total apoio e articulações movidas a dinheiro, seus outros três filhos, John Fitzgerald Kennedy (JFK), Robert Francis Kennedy (Bobby) e Edward Kennedy (Ted) seguiram a carreira e tiveram ascensão política até o cargo de senadores.


Da esquerda para a Direita: Bobby, Ted e JFK


Destes, apenas John Fitzgerald Kennedy (JFK) realizou o sonho do grande patriarca da família, se elegendo como 35° presidente dos EUA (1961-1963).

Contudo, ao mesmo tempo, em que a família Kennedy se projetava politicamente sob as expensas dos três irmãos (John, Bob e Ted), sua história foi marcada também por várias tragédias ligadas a escândalos, doenças (deficiência mental, câncer) e mortes (por overdose, assassinatos, acidentes aéreos e terrestres).

Mortes estas ligadas a várias gerações da família Kennedy. Em decorrência destas e de suas circunstâncias atípicas (tragédias), cada infortúnio anunciado era tratado como "a maldição dos Kennedy".

Além do irmão mais velho, John Fitzgerald Kennedy (JFK) e Robert Francis Kennedy (Bobby) morreram prematuramente, no auge da carreira política e de forma trágica, ambos por assassinato (ainda não totalmente esclarecidos).

Edward Kennedy também tinha pretensão a se candidatar ao cargo de Presidente, mas após ter seu nome envolvido a um acidente de carro, com vítima e registro de sua fuga do local, este acabou perdendo as chances de concorrer. Por sua vez, tal situação permitiu que ele se transformasse em um dos mais atuantes e importantes senadores do país, com 47 anos na Casa.

Teve vários projetos de leis aprovados, os quais estavam voltados para os direitos civis, o salário mínimo, o sistema de saúde pública e aos direitos dos imigrantes.

Por suas lutas constantes no Senado associadas a sua aparência, caracterizada por seus cabelos brancos, este tinha o cognome de “leão liberal” do Senado.

O Assassinato do Presidente John F. Kennedy - 22 de novembro de 1963

Sequência de imagens (retiradas na Internet)













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Senador Robert Kennedy baleado, não resistiu ao ferimento e morreu em 06 de junho de 1968

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Cogita-se que, com a morte de Edward - o último baluarte da família - a herança política que traduz a história dos Kennedys, nos EUA, vai se perder, não se perpetuando com o ingresso de novos nomes da família. Os poucos que arriscaram a carreira política, não tiveram a mesma projeção dos três irmãos: JKF, Bobby e Ted.

Seu velório e o enterro ocorrerão amanhã e no sábado, respectivamente. O velório será realizado na Biblioteca Presidencial John Fitzgerald Kennedy, em Boston, Massachusetts. O público terá acesso ao velório em um determinado período do dia, enquanto o outro está reservado só para a família e os amigos.

No sábado haverá uma missa na Basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também, em Boston. Já, o enterro será no Cemitério Nacional de Arlington, localizado próximo de Washington.

Ele será sepultado ao lado de seus irmãos JFK e Bobby Kennedy, dois grandes ícones da política americana.

De acordo com o quê foi divulgado nas mídias, o atual Presidente americano Barack Obama, que teve o apoio do Senador Edward Kennedy durante a sua Campanha Presidencial, deverá proferir a oração fúnebre.

Até o sepultamento, as bandeiras dos EUA tanto na Casa Branca quanto nos edifícios públicos e postos militares ficarão hasteadas meio mastro.

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Saibam mais sobre a história dos Kennedys e da morte do Senador Edward Kennedy acessando algumas sugestões abaixo...





  • Família Kennedy

- Conheça os Membros da Dinastia Kennedy

- Cronologia da Família Kennedy

- O Ocaso do Clã Kennedy

  • Edward Kennedy
-Yahoo!Notícias

- G1-Globo.Com

  • John F. Kennedy
- Assassinato de John F. Kennedy

- Biografia de JFK

- You Tube

  • Robert Kennedy
- Geneton.com.br

sábado, 22 de agosto de 2009

Senado Federal: Arquivamento, Falta de Ética e Moral, Racha e renúncia no PT... O Show deve continuar!

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"Se quiser por à prova o caráter de um homem,

dê-lhe poder".

Abraham Lincoln


Há muito tempo estou para escrever acerca do Senado Federal. Mas, eu mesma não pude mais acompanhar todas as plenárias através do Canal Senado (118, na TV fechada), assim como em outras situações de forma integral, pois me encontrava envolvida com os preparativos para o reinício das aulas, com os cuidados com a minha mãe, afazeres domésticos, com médicos (eu e minha mãe), entre outras coisas mais.

Depois de tomar conhecimento que o Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) rejeitou e arquivou mais sete ações contra o senador José Sarney e Presidente do Senado (4 representações e 3 denúncias), eu desisti de assistir. Ele já havia arquivado quatro...

Para assistir comédia é preferível selecionar alguns DVDs com atores mais novos, como Adam Sandler, Will Smith, Ben Stiller ...




Infelizmente, a coisa se repete e – como sempre – admitimos que nossa expectativa não era tão grande assim, mediante a previsão antecipada de fracasso, ou melhor, de sabermos que o desgaste do discurso é grande, mas seus efeitos não são sentidos e nem capazes de mudar o cenário vergonhoso que caracteriza o grande circo que é a política no país.

Eu sei que, como cidadã comum e educadora, as minhas palavras não deveriam ser estas. Mas, é justamente como cidadã comum e educadora que não posso fazer do silêncio a minha postura.

Triste é ver, como seriado de TV, as mesmas histórias marcadas por corrupções, nepotismo, atos secretos, prevaricações, entre tantos outros, cujos finais sempre são os mesmos, isto é, arquivamento das denúncias, provas concretas questionadas quanto a sua legitimidade, discursos elaborados para surtir efeito de seriedade, mas ao mesmo tempo, escamoteando, uma segunda intenção, subestimando a capacidade do povo em perceber a manobra sobre a opinião pública...

Enfim, tudo termina em pizza... E por trás dos “bastidores”, rola as mediações e o apoio do governo do PT.

Alguns senadores e a quase totalidade da população brasileira (à exceção da família Sarney e de outras aliadas), esperavam que os três senadores do PT, que integram o Conselho de Ética, Delcídio Amaral (MS), Ideli Salvatti (SC) e João Pedro (AM) votassem a favor da abertura dos processos contra José Sarney. Contudo, sob as orientações do partido, os mesmos votaram pelo arquivamento.

Como a frase já diz: "O que atrapalha o governo não é a incompetência do PT para fazer a coisa certa; é a competência para fazer a coisa errada" (Jésus Rocha, jornalista e humorista mineiro).

Em razão destas “manobras”, novos protagonistas entraram e roubaram à cena desta vez. E isso se deu em razão do racha que se desencadeou no partido entre os petistas a favor do arquivamento e aqueles que mantiveram uma postura coerente com a situação crítica do Senado e que tinham a intenção de levar a adiante as denúncias contra o presidente do Senado.

O Senador Flávio Arns (PT-PR) anunciou a sua intenção em sair do PT. De acordo, com as mídias, ele afirmou que iria procurar a Justiça Eleitoral para pedir “justa causa” para sair do partido e alegou estar se sentindo envergonhado de pertencer à legenda.

O Senador pretende justificar a seu favor, que o partido mudou o seu programa e um dos fatos foi a falta de Ética através do apoio ao José Sarney. Se o seu pedido for aceito, ele poderá trocar de partido sem o risco de perder o mandato.

“Eu me envergonho de estar no PT, com esse direcionamento que o partido está fazendo. Quero dizer isso de maneira muito clara para todos os meus eleitores que as bandeiras que hoje movem o PT são bandeiras eleitorais, bandeiras visando à eleição do ano que vem". (Globo.com).

A mesma atitude tomou a Senadora Marina Silva (PT-AC), que deve se filiar ao Partido Verde (PV) e se candidatar à Presidência da República em 2010.

Sua decisão em deixar o PT foi, inclusive, noticiada nos principais jornais estrangeiros, tendo em vista a sua possível candidatura às eleições presidenciais no ano que vem e dos problemas que, com certeza, dificultarão as intenções do presidente Lula com a candidatura de Dilma Rousseff.

E, neste contexto, como de praxes, tivemos também cenas irreais... o líder do Partido dos Trabalhadores (PT), o Senador Aloízio Mercadante (PT-SP), igualmente, decidiu deixar a liderança.

Este chegou a dizer que sua decisão era irrevogável e até adiou o dia do seu pronunciamento quanto a sua renúncia. Mas, como não duvidar que o circo já estava montado...

Após adiamento de seu discurso, eis que este - por fim – ontem (21/08) tomou o microfone na plenária do Senado Federal para tecer comentários sobre a trajetória do PT, das mudanças que o país passou face o governo do Lula, o apoio e os pedidos recebidos de seus “companheiros“ de partido, incluindo nestes, o do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que além de ter conversado com o mesmo, lhe enviou uma carta pedindo a sua permanência.

Por fim, mesmo tendo admitido que sua saída da liderança do PT fosse uma decisão irrevogável, este recuou, manifestando a sua intenção em permanecer no cargo. O referido Senador chegou a ler a carta do presidente Lula na plenária do Senado.

Dando continuidade ao “show de interpretações”, o senador manteve as suas críticas à decisão do comando do PT de orientar o arquivamento de todas as denúncias contra o senador José Sarney, mas sustentou sua permanência na liderança do PT, como se alguém tivesse acreditado.

E nós, telespectadores do grande circo montado e patrocinado pelo PT, assistimos a tudo, mais uma vez...

Para saber mais, acessem:

. "Não me sinto culpado por nada", diz Sarney a TV

. Decisão de Mercadante não apaga crise no PT, afirma Marina Silva

. Mercadante usa apelo de Lula para recuar na renúncia ao cargo de líder

. Aécio diz que PT se desfigurou e abriu mão da ética para ficar no poder

. Leia íntegra do discurso de Mercadante sobre permanência no cargo






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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, decidiu e arquivou as acusações contra José Sarney



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Foi divulgado no início da noite, a decisão final do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), acerca das denúncias contra o senador José Sarney. E, como já era de se esperar, este rejeitou mais sete acusações que faltavam serem analisadas, já que na quarta-feira passada, ele havia arquivado 3 denúncias e uma representação do PSOL.

Ao todo foram 11 ações arquivadas, sendo que as sete restantes constituiam quatro representações e três denúncias.

Os despachos foram encaminhados à Secretaria Geral da Mesa Diretora do Senado em envelope lacrado, na tarde de hoje. A decisão do referido presidente do Conselho de Ética será publicado no Diário Oficial do Senado, que circulará amanhã (08/08).

De acordo com o quê foi divulgado nas mídias, a decisão de Paulo Duque se baseou no fato que "não foi anexado nenhum documento de qualquer espécie e todas as informações contidas na representação são notícias de jornal".

Ainda resta uma esperança... longe, bastante longe de ser alcançada, visto à prática tradicional... Mas, ainda, cabe recurso para todas estas decisões e os senadores da oposição já anunciaram que não ficarão parados.

Como sempre, a impunidade prevalece!

Dica: Uma História de Rabos Presos (Ruth Rocha)



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A crise por qual perpassa o Senado Federal em razão das denúncias contra o atual presidente da Casa, o senador José Sarney, representa uma pequena faceta de um universo bem maior.

O argumento utilizado pelo José Sarney, no qual afirmou - em outras palavras - que não havia razão para renúncia da presidência do Senado, visto que todos os senadores são iguais, aspecto confirmado durante as discussões entre os seus membros face às denúncias de irregularidades praticadas por estes mesmos, me fez lembrar de uma situação de estarmos de "rabo preso".

Tal situação aparece bem ilustrada no livro infanto-juvenil "Uma História de Rabos Presos", de autoria da escritora Ruth Rocha.

Quando eu pensei em elaborar um projeto sobre a política brasileira, a professora Eliane Castro, da E.M. Dilermando Cruz, sugeriu dois livros da mesma autora. Um deles foi "O que os olhos não vêem" e o outro é o acima citado, cujo conteúdo é bastante crítico e análogo ao que perpassa, em nosso país, nas funções e nas relações interpessoais estabelecidas no âmbito dos três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).

Qualquer semelhança não é mera coincidência. O livro foi lançado em 1989 e continua atualizado, tal como nos remete a história política do país. Infelizmente!


Sua história passa na cidade fictícia de Egolandia, cujo prefeito Egomeu precisou de muito dinheiro para se eleger. Em sua campanha eleitoral, este distribuiu umas duas mil camisetas, graças ao coronel Eurico, que pagou por estas.

Em troca do favor concedido, o prefeito atendeu um pedido antigo do coronel e mandou abrir uma estrada no sul da cidade, onde este possui terras. Apesar da estrada ligar "nada com coisa nenhuma", a estrada acabou valorizando as terras do coronel Eurico, tal como era o seu intento.

Assim como o prefeito e os vereadores, outros também mantêm uma relação de favores "obrigatórios" mediados por irregularidades e falcatruas ocultas, que acabam sendo descobertos e mostrando que todos têm o rabo preso.

Assim, que estes são descobertos, surgem enormes rabos nas pessoas e, aos poucos, estes se enroscam uns nos outros.

É tão nítido a relação análoga ao que estamos presenciando no Senado e em todas as instâncias da política brasileira.

Infelizmente, todos apresentam "rabos presos" e, quando um não tem, a pressão é muito grande e o próprio sistema cria situação para que este adquira e passe a integrar o grupo dos corruptos, dos desleais, entre outras denominações correlacionáveis.

Vale a pena ler o livro. Eu indico!

Crise no Senado: uma pequena faceta da conjuntura política do Brasil


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Estive ausente temporariamente, embora tenha respondido os comentários de duas alunas (Jheniffer e Tamiris) acerca do adiamento do reinício das aulas nas redes de ensino público no Rio de Janeiro.


Estive ocupada com o planejamento da escola, com os cuidados da minha mãe, inclusive, a levei a duas consultas médicas e dormi em sua casa.

Não pude acompanhar todas as sessões da plenária do Senado dos dia 05 e 06, mas o pouco que consegui assistir posso afirmar que, infelizmente, me causou ojeriza.

O pior de tudo é observar as manobras que estão sendo realizadas de forma explícita e/ou implícita, as quais indubitavelmente levarão a um resultado já bastante conhecido pela sociedade brasileira.

O Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), alegando falta de provas, arquivou três denúncias e uma representação contra José Sarney, assim como uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

As três denúncias arquivadas dizem respeito ao crédito consignado (onde há participação direta do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney) e as outras duas ligadas à Fundação José Sarney (uma delas referente à mentira dita pelo presidente do Senado quanto a sua responsabilidade na gestão da Fundação).

A quarta ação arquivada foi uma representação do PSOL contra o presidente do Senado em razão da edição e publicação de atos secretos.

Outro fato que foi noticiado na mídia, foi o encontro - sem divulgação na agenda oficial - do senador Fernando Collor (PTB-AL) com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, um dia depois da discussão entre o Collor e o senador Pedro Simon (PMDB-RS) na sessão da plenária do dia. Especulações quanto à influência e participação do nosso presidente no grupo dos aliados de José Sarney.

Estas e tantas outras atitudes e parcerias nos leva a acreditar, mais uma vez, que as acusações que incidem sobre o presidente do Senado José Sarney resultarão em N A D A, bem aos moldes das tradicionais "pizzas" que tanto marcaram e marcam os processos de denúncias contra os nossos políticos, membros ativos e representantes, eleitos, pela sociedade brasileira.

A fala do presidente do Senado, José Sarney, mostrou bem claro a situação do chamado "rabo preso" dos políticos ao afirmar que todos, ali presentes (os senadores) eram iguais. Nenhum era maior do que o outro e, por isso, não podiam exigir a sua renúncia da presidência do Senado.

Este rebateu a quase totalidade das acusações feitas contra ele, inclusive, fazendo uso de tecnologia moderna, com apresentações em Power Point, mas ficou claro que todos os seus argumentos não eram condizentes com a realidade.

Ele negou ter praticado nepotismo, mas admitiu que teve influência na contratação da sobrinha Vera Portela Macieira Borges, funcionária do Ministério da Agricultura, que foi requisitada pela Presidência do Senado e cedida ao gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande (Mato Grosso do Sul).

As demais nomeações, Sarney alegou que estas foram contratações para gabinetes e, por isso, a responsabilidade não cabia a ele e, sim, aos respectivos senadores.

Outras denúncias desmentidas por Sarney foram comprovaram na hora por alguns senadores, como por exemplo, o caso de Rodrigo Cruz, que foi funcionário da Diretoria Geral da Casa. Sarney alegou que não o conhecia e foi mostrado e passado de mão em mão, um notebook com a imagem de José Sarney - como padrinho - na cerimônia de casamento deste com uma filha do ex-senador Agaciel Maia.

Em seu pronunciamento e de outros senadores, tanto do grupo de oposição quanto dos aliados, ficou envidenciado que as práticas destes não são tão transparentes assim.

As sessões estão sendo marcadas por acusações e rebates, simultâneos, baseados por atos secretos ou não cometidos por muitos deles, extrapolando o ponto central da plenária.

Eu mesma estava super interessada no pronunciamento do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que se mostrou moderado em suas palavras, tal como deveria ser o clima dos discursos na plenária.

Apelou que a compreensão prevalecesse e que ele mesmo tinha dificuldades para punir qualquer colega no plenário. Por sua vez, este se mostrou a favor da renúncia de Sarney, visto que deixou claro que prevalecesse os fatos contra este.

Só que para minha surpresa, ao final de seu pronunciamento, este tomou a posição dianteira e afirmou que sabia que tinha problemas no Imposto de Renda.

Mais uma vez, na plenária do Senado, prevaleceu o clima de "lavação de roupa suja". Desta vez foi entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Este último defendia o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) quanto à acusação que este manteve um servidor "fantasma" lotado em seu gabinete, enquanto este (Carlos Alberto Nina Neto, filho do amigo e seu subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina) fazia Mestrado em Barcelona.

A discussão entre Renan Calheiros e Tasso Jereissati foi de baixo nível. Foram ofensas pessoais, acusações quanto a supostas irregularidades, uso de dinheiro público e a influência de terceiros.

O senador Tasso Jereissati solicitou ao o Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), uma representação contra Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar, pois este lhe chamou - aos gritos e fora de alcance do microfone - de "Seu coronel de merda!".

Diante do clima insustentável, o Presidente do Conselho de Ética concedeu uma pausa de dois minutos na plenária.

É triste assistir e ver como são conduzidas as discussões no Senado. Como eles perdem tempo, esquecendo das prioridades a serem debatidas e decidas no plenário. Quantos privilégios, estes detêm e usam em proveitos próprios e individualistas. O quanto de dinheiro rola por detrás das cortinas da política, sustentadas por irregularidades, falcatruas e desvios de dinheiro público.

Muitos argumentos são utilizados baseados nos programas que deram certos, como se estes foram realizados sob a forma de favor ao povo. Nada mais do que obrigação!

Realmente, concordo com o presidente do Senado - José Sarney - todos são iguais, mas discordo que em razão desta dura e triste realidade (criada por culpa do povo, vamos assim admitir) deve ser mantida.

Cada qual, na sua hora. Agora é a vez de José Sarney. A ele cabem todas as acusações, não há como negar ou minimizar os seus atos baseando-se em seus programas ou medidas tomadas por ocasião da presidência do Brasil, bem como nas práticas irregulares de outros parlamentares desonestos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Crônica: Perdõe-me por me elegeres

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PERDÕE-ME POR ME ELEGERES
Autoria desconhecida

"Caro eleitor, perdõe-me por você gastar todo seu décimo terceiro salário para pagar dívidas, enquanto eu e minha família viajamos para vermos o natal em Nova York , com meu décimo quarto ou décimo quinto salário às custas do seu suado imposto e de suas taxas recolhidas.

Perdõe-me por você ter que andar a pé ou de ônibus lotados ou mesmo pagar altíssimos preços no combustível e pedágio ,enquanto eu só ando de avião.

Perdõe-me por elevar meus gordos salários em votações relâmpagos e para aumentar seu misero salário mínimo em R$ 20,00 ou R$ 30,00, eu penso, penso e penso.

Perdõe-me por você trabalhar de 3 a 4 meses somente para pagar impostos para o governo e eu usar estes e mais outros 3 ou 4 meses de outros salários para comprar minha enorme casa de praia.

Perdõe-me por eu achar que o dinheiro público é meu.

Perdõe-me por eu não ter querido abrir mão de jeito nenhum dos 40 bilhões da CPMF, pois já gastei esse dinheiro, sinto muito, mas precisava muito dele.

Perdõe-me por todas as vezes que você precisou de médico e ficou horas e horas na fila de espera e no caso de especialistas meses e meses, enquanto eu, quando sinto uma pequena dor no dedo do meu pé, eu freto um jato e vou direto para o hospital Albert Einstein onde sou atendido na hora.

Perdõe-me por não ter me empenhado tanto na questão de segurança pública, deixando você e a sua família em cárcere privado com os bandidos soltos lá fora, enquanto eu não posso abrir mão, de jeito nenhum, dos meus seguranças particulares.

Perdõe-me por você ter que colocar seus filhos estudando em escolas públicas onde a educação não é lá estas coisas ou ter que gastar boa parte do rendimento em escolas particulares, enquanto meus filhos estudam no exterior.

Perdõe-me por eu precisar vender as rodovias federais e estaduais, apesar de você e seus antecedentes já tê-las pagas com seus IPVAs, CIDs; sinto muito, mas tivemos que entregá-las de mãos beijadas para empresas privadas, e hoje você tem que pagar um alto preço para ir e vir, enquanto eu só as vejo de cima, em aviões luxuosos.

Caro eleitor, aproveitando o ensejo, só posso dizer que sinto muito por tudo isso e gostaria de mais uma vez, poder contar novamente com seu voto para que dessa vez eu possa mudar este país para melhor".